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Motorista de caminhão é preso por embriaguez ao volante na BR-316, no Centro-Norte do Piauí

O condutor registrou 0,51 mg/L. Isso é 0,47 mg/L acima do limite administrativo. Ou seja, quase duas vezes o permitido por lei. — Foto: Reprodução

Um homem de 44 anos foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por conduzir veículo sob efeito de álcool – com um índice de embriaguez quase duas vezes acima do limite da lei. A abordagem ocorreu na BR-316, na manhã desta quarta-feira (30), no município de Valença do Piauí.

O condutor dirigia um caminhão quando foi parado pela equipe de fiscalização. Ele se submeteu voluntariamente ao teste do etilômetro, que apontou valor de 0.51 mg/L [miligramas de álcool por litro de ar], índice que configura crime de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Com o resultado foi constatado o crime de conduzir veículo com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool. O motorista recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Valença do Piauí. O caminhão foi recolhido ao pátio da PRF.

Ação aconteceu em conjunto com a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (ADAPI) durante uma fiscalização de rotina.

PI lidera internações e ocupa 3º lugar em mortes por álcool no trânsito

 

O caso chama atenção diante do panorama alarmante dos acidentes de trânsito relacionados ao consumo de álcool no Piauí. O estado foi o terceiro do país com maior taxa de óbitos por essa causa, registrando 9,3 mortes a cada 100 mil habitantes em 2021.

O dado é do dossiê “Panorama dos acidentes de trânsito por uso de álcool no Brasil”, divulgado em 2023 pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA).

Apesar de uma redução de 15% nos índices de mortalidade entre 2010 e 2021, os dados de internações hospitalares revelam uma tendência oposta.

O Piauí teve a maior taxa do Brasil no mesmo ano: 85,2 internações por 100 mil habitantes — um aumento de 78% no período analisado.

O levantamento também mostra que os homens são as principais vítimas, representando 90,5% dos óbitos e 85,3% das internações. Entre os envolvidos, os motociclistas se destacam pela crescente participação nos casos de internação.Fonte: G1-PI

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