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“Ela não aguentava mais o relacionamento abusivo, por isso foi morar sozinha”, foi o que disse Antônio de Sousa Pereira, pai de Gisele Maria Pinheiro Pereira, assassinada com golpes de canivete, no último sábado (5), dentro do próprio apartamento em um condomínio no residencial Tancredo Neves, Zona Sudeste de Teresina. O ex-companheiro da vítima, Pedro Rocha Pereira, está preso pelo crime.
Segundo Antônio, a filha e o suspeito se conheceram há cerca de três anos, iniciaram um namoro e logo foram morar juntos no apartamento de Pedro. O pai da vítima relatou que o relacionamento entre o casal sempre foi conflituoso.
“Minha filha tinha problemas psicológicos. Ela vinha sofrendo abusos e ameaças e isso afetou ainda mais o psicológico dela. Como ela gostava muito dele, ele abusava dessa fragilidade que ela tinha [por gostar dele]”, iniciou o pai.
O pai da vítima destacou ainda que Gisele decidiu morar sozinha após não suportar mais as ameaças e agressões do então companheiro.
“Ela insistiu no relacionamento, mas chegou um momento em que ela não tinha mais condições e decidiu se afastar, pois não aguentava mais o relacionamento abusivo. Aí ela alugou um apartamento e foi morar sozinha”, contou Antônio.
Ainda segundo Antônio, os familiares não aprovavam o comportamento de Pedro e pediam para Gisele tomar cuidado. O homem declarou que Pedro chegou a ameaçá-la e agredi-la na residência onde ele e a esposa vivem.
“A gente presenciava na nossa própria residência agressões morais, psicológicas e físicas”, completou o pai da vítima.
Suspeito e vítima haviam discutido na data do crime
Segundo a delegada Camila Macedo, plantonista da Central de Flagrantes de Teresina, Gisele Maria Pinheiro Pereira e Pedro Rocha Pereira estavam separados há 15 dias. Ele dormiu no apartamento da vítima na noite de sexta-feira (4) e, no sábado (5), viu algumas mensagens no celular dela.
“Eles tiveram uma discussão pela manhã, por conta de ciúmes, e foram trabalhar. Ele retornou à casa dela, por volta das 12h30, a pretexto de buscar alguns pertences, mas chegou com um canivete. A gente acredita em um crime premeditado”, afirmou a delegada.
O corpo de Gisele foi encontrado pela perícia criminal com cerca de 20 perfurações no tórax, no pescoço e nas costas. A arma do crime, um canivete, estava embaixo de um sofá do apartamento.
A TV Clube apurou que o suspeito, após matar a vítima, ligou para um familiar, sargento da Polícia Militar do Piauí (PMPI), e confessou o crime.
Uma equipe do 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM) chegou ao local, prendeu o homem e o levou à Central de Flagrantes de Teresina, onde ele prestou depoimento à delegada de plantão. Fonte: G1-PI