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Dos casos, 69 foram de invasão de dispositivos, entre os meses de janeiro e abril.
No primeiro semestre de 2023, segundo a Polícia Civil, 2.065 casos de fraude eletrônica foram registrados no Maranhão. Dos casos, 69 foram de invasão de dispositivos, entre os meses de janeiro e abril.
O advogado Daniel Blume foi uma das vítimas desse tipo de crime cibernético. Ele teve o chip e o aplicativo de conversas clonado por golpistas. Nas conversas, os criminosos tentavam manter o assunto que era tratado antes com os contatos do advogado, até que, se passando por ele, pediam dinheiro emprestado. Duas pessoas acabaram caindo no golpe
“Os hackers utilizaram o desenvolvimento das conversas que eu estava tendo para pedir dinheiro emprestado, no seguinte sentido: ‘olha, o meu limite de pix foi excedido, tu poderias fazer essa transferência e amanhã te pago?’. Alguns amigos acabaram fazendo essa transferência”, disse Daniel Blume.
O advogado levou 10 dias para conseguir recuperar o número de telefone e resolveu pagar aos amigos o dinheiro enviado aos golpistas. Em seguida, ele moveu uma ação contra a operadora de telefonia e a empresa gestora do aplicativo de mensagem.
A Justiça decidiu que as duas empresas eram responsáveis pela segurança e deveriam arcar com o prejuízo causado com o golpe. Daniel foi ressarcido do valor, equivalente a R$ 9 mil.
A orientação da polícia e de especialistas em segurança é de que mensagens com solicitação de dinheiro emprestado sejam sempre checadas, com uma ligação ou mesmo pessoalmente, seja qual for a justificativa de estar pedindo o valor emprestado.
“Em caso da pessoa ser vítima de um crime nesta natureza, que geralmente busca uma vantagem econômica, a primeira providência é fazer um reporte ao seu banco para contestar aquela operação. Tem à disposição o mecanismo de bloqueio cautelar, onde a vítima faz a reclamação em um dos canais oficiais e solicita o bloqueio do valor referente àquela transação na conta do criminoso. Depois vai entrar com a documentação e fazer o Boletim de Ocorrência”, disse Guilherme Campelo, chefe do departamento de Combate a Crimes Tecnológicos. Fonte: Agência Brasil