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Outros dois concursos para guardas municipais no Ceará teriam sido alvo de esquema de fraudes

Suspeitos de fraudar provas de concurso usavam roupas com muitos botões para justificar, caso detector de metais fosse acionado, no Ceará. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Suspeito de liderar o grupo confessou ter aplicado a mesma fraude nos concursos das cidades de Jucás e Barreiras.

Outros dois concursos para guardas municipais nas cidades de Jucás e Barreiras, no interior do Ceará, teriam sido alvo do mesmo esquema de fraudes que levou a prisão em flagrante de três homens no município de Pacajus, no último domingo (28).

Erick de Paula Alves, de 24 anos; Irlandio José Bernardino Vidal, de 38 anos; e José Cláudio de Meneses Sousa, de 40 anos, foram capturados durante a aplicação da prova para Guarda Municipal do município da Região Metropolitana de Fortaleza. Os três passaram por uma audiência de custódia nesta segunda-feira (29).

A polícia apreendeu com o trio aparelhos celulares, papéis com anotações de gabaritos, canetas e borrachas mágicas, dinheiro e veículos.

Os suspeitos utilizavam celulares escondidos nas roupas íntimas para receber o gabarito das provas. Além disso, eles vestiam propositalmente roupas com muitos botões. Desse modo, caso os fiscalizadores usassem detectores de metal e o aparelho disparasse, os três poderiam alegar que a máquina disparou por conta dos botões.

Conforme a Polícia Civil, Erick de Paula seria o chefe do esquema de fraude de provas. Em seu interrogatório, ele confessou o esquema criminoso, citando inclusive outros concursos onde houve a mesma fraude: o de Guarda Municipal de Jucás e da Guarda Municipal de Barreiras.

“…a demonstrar indicativos de que já vem atuando há muito tempo com esse tipo de ilícito penal, fazendo disso um meio de vida e prejudicando centenas de pessoas que estudam para obter aprovação com esforço e dedicação”, diz um trecho do Auto de Prisão em Flagrante, que o g1 teve acesso.

Os três concursos suspeitos de terem sido fraudados tiveram como banca organizadora o Instituto Consulpam.

Erick é agente de endemias concursado pela Prefeitura do Eusébio. Além disso, já obteve aprovação em outros certames e a polícia suspeita de que ele tenha usado o mesmo modus operandi.

Durante a audiência de custódia, o suspeito de liderar o esquema teve a prisão em flagrante convertida para a preventiva.

“Assim, diante do modo de agir do Erick e o risco de que em liberdade poderá continuar a fraudar concursos públicos, prejudicando diversas pessoas, de forma reiterada, a prisão para o mesmo se impõe”, disse a juíza Flávia Setúbal de Sousa Duarte em sua decisão.

Já os outros suspeitos, Irlandio e José Cláudio, receberam a liberdade provisória com a aplicação de medidas cautelares.

Pagamentos

Investigações realizadas por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) apontaram que Erick tinha a função de captar clientes, receber valores, organizar o local onde seriam distribuídos os gabaritos, coordenar a pessoa que faria a prova somente para obter acesso ao caderno de provas com as questões, como também as pessoas que distribuiriam os gabaritos via WhatsApp.

Antes do concurso, ele pedia um pagamento de R$ 1 mil para cada interessado em ter o gabarito. Dois destes compradores foram os outros detidos na operação da polícia.

Em caso de aprovação no certame, Erick receberia dez vezes o valor do salário do cargo assumido pelas pessoas que participavam do esquema.

Segundo o diretor do DPJE, Leonardo Barreto, a polícia já tinha conhecimento prévio do esquema, e no domingo foi direto aos locais de prova dos suspeitos.

Após a prisão, os três foram encaminhados para a Draco, onde foram autuados em flagrante pelos crimes de fraude de certame público e associação criminosa. Fonte: G1-CE

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