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Mais 30 militares maranhenses serão enviados ao DF após invasão do Congresso, Planalto e STF

Governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), informou nesta segunda-feira (9), que os militares vão se juntar aos que já estão em Brasília. Policiamento foi reforçado na sede dos poderes e órgãos públicos do Estado.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), informou que o Estado vai enviar mais 30 militares para o Distrito Federal, após a invasão de terroristas bolsonaristas ao Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF) nesse domingo (8).

O anúncio foi feito em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (9). O governador explicou que a comitiva maranhense, deve ir para o DF nesta terça-feira (10) e se juntar a mais 48 que já estão na capital federal.

“O Maranhão e outros estados colocaram à disposição enviar força local, com policiais militares, para Brasília. Nós já temos 48 e estamos enviando mais 30, a partir de amanhã. E é lógico que estamos monitorando tudo, a questão desses movimentos”, disse.

Carlos Brandão afirmou que a Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio do Serviço de Inteligência, tem realizado um monitoramento para garantir que não haja casos semelhantes no Estado. O governador disse que, como garantia, reforçou a segurança em prédios públicos em todo o Maranhão.

“O Maranhão está relativamente tranquilo mas desde que acabou a eleição, a gente vem monitorando através do Sistema de Inteligência. Reforçamos o policiamento na porta dos órgãos públicos, com medida preventiva, a gente tem acompanhado tudo de perto”, finalizou.

Afronta à democracia

Após os ataques, no domingo (8), o governador do Maranhão classificou os ataques como “mais um grande absurdo de extremistas que não aceitam o resultado das urnas”. Ainda segundo o governador do Maranhão, não há como mudar à força um governo legitimamente eleito.

Intervenção federal

Com os atos antidemocráticos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decretou intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal para manter a ordem pública. Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública e ex-secretário de Comunicação do estado do Maranhão, será o interventor.

O jornalista foi anunciado por Dino para compor o ministério ainda em dezembro de 2022, poucos dias após o presidente Lula anunciar Dino como ministro.

Essa não é a primeira participação de Cappelli em uma gestão de Lula. O interventor atuou no Ministério do Esporte, entre 2003 e 2006, como Secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social.

Atos antidemocráticos

Os atos antidemocráticos e terroristas foram realizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que são contrários ao resultado das eleições presidenciais do ano passado. Policiais militares tentaram conter os bolsonaristas com uso de spray de pimenta, no entanto, eles invadiram a área de contenção que cercava o Congresso Nacional.

Após a invasão ao Congresso Nacional, os bolsonaristas radicais também invadiram o Supremo Tribunal Federal (STF). Os participantes do ato antidemocrático quebraram vidros da fachada, entraram no prédio e chegaram até o plenário.

No Palácio do Planalto, os bolsonaristas radicais chegaram até o quarto andar e depredaram a sede do Poder Executivo. O Ministro da Justiça e ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, chamou os atos antidemocráticos de “absurdos” e afirmou que a tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer.Por: G1 MA

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