O fazendeiro alegou não ter condições de pagar as rescisões, apesar de haver duas mil cabeças de gado na fazenda. Mas o procurador do Trabalho já encaminhou à Justiça o pedido de bloqueio de bens para encontrarmos uma maneira de indenizar os trabalhadores”, explica.
Conscientização – Santos destaca a importância das operações do Ministério do Trabalho no combate a essa prática em todo o país.
“Essas ações combatem condições indignas de trabalho e efetivam direitos previstos em tratados e convenções internacionais, bem como na legislação brasileira. Também, são importantes na conscientização da sociedade sobre os males causados por este tipo de exploração”, avalia.
Para o procurador do Trabalho, Antônio Lima, que atendeu os resgatados, o trabalho análogo à escravidão é consequência de outros problemas graves: o trabalho infantil e a evasão escolar.
Segundo ele, todos os 27 resgatados declararam ter começado a trabalhar com idades entre cinco e 15 anos, os mais jovens haviam abandonado a escola entre o primeiro e o sexto ano do ensino fundamental, e os mais velhos não chegaram a frequentá-la.
“Esses dados demonstram que o trabalho infantil é a porta de entrada para o trabalho escravo, e que a escola é a porta de saída. Porém, muitos não conseguiram encontrá-la e outros a perderam de vista”, analisa Lima.
Assessoria de Imprensa
Ministério do Trabalho