Blog do Walison - Em Tempo Real

MP-MA denuncia ambulante por injúria racial após falsa acusação de furto contra mototaxista em Açailândia

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) denunciou à Justiça a vendedora ambulante Nagela Martins Yara da Silva por injúria racial, após ela acusar falsamente um mototaxista negro de furtar produtos alimentícios nas proximidades de um supermercado em Açailândia, município localizado a cerca de 560 km de São Luís.

A ação foi proposta pelo promotor de Justiça Fábio Santos de Oliveira, titular da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, e apresentada no dia 19 de junho.

De acordo com a denúncia, o caso ocorreu em 20 de fevereiro de 2025. A vítima havia comprado os produtos e apresentou o comprovante de pagamento. Mesmo após a confirmação da compra, Nagela Martins teria continuado a acusá-lo publicamente de furto.

Segundo o Ministério Público, a vítima é um homem negro e a insistência da denunciada em manter a acusação, mesmo diante das evidências que comprovavam a compra, demonstraria motivação discriminatória. Por isso, o caso foi enquadrado como injúria racial, crime equiparado ao racismo.

A denúncia também aponta que a vendedora danificou produtos pertencentes à vítima e resistiu durante a condução da ocorrência pela polícia. Fonte: G1-MA

Homem desaparecido por dois dias em área de mata é encontrado em Caxias

Um homem de 47 anos que estava desaparecido em uma área de mata foi encontrado na manhã desta segunda-feira (22), na zona rural de Caxias. Segundo a família, ele faz tratamento psiquiátrico e estava sem tomar a medicação.

Carlos Augusto da Conceição, de 47 anos, passou dois dias desaparecido em uma área de mata. Ele foi encontrado por moradores do povoado Boca da Mata, na zona rural de Caxias.

O homem estava desidratado e precisou de ajuda para deixar a área de mata. O caso não foi o único registro de desaparecimento na região. No dia 27 de maio, Luiz da Silva desapareceu em uma área de mata no município de Aldeias Altas.

O Corpo de Bombeiros realizou buscas durante 11 dias com apoio de um helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA). O idoso, que desapareceu na região entre Caxias e Aldeias Altas, ainda não foi encontrado.

As buscas foram suspensas pelo Corpo de Bombeiros, e o caso passou a ser acompanhado pela Polícia Civil.

Segundo o delegado regional de Caxias, a investigação sobre o desaparecimento de Luiz da Silva foi aberta na Delegacia de Polícia Civil de Aldeias Altas.

Até o momento, não há informações sobre o paradeiro do idoso.

Em outro caso que teve repercussão nacional, três crianças desapareceram em uma área de mata em Bacabal. Em janeiro deste ano, apenas uma delas foi encontrada. Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Alan Michel, de 4 anos, continuam desaparecidos.

Segundo dados do Sistema Nacional de Segurança Pública, mais de 1.000 desaparecimentos foram registrados no Maranhão em 2025.

Não há dados específicos sobre desaparecimentos em áreas de floresta. No entanto, o Corpo de Bombeiros orienta que famílias que vivem na zona rural adotem medidas de prevenção.

Entre as recomendações estão acompanhar a rotina dos moradores, observar mudanças de comportamento e manter atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde que possam ficar desorientadas.

Fonte: G1-MA

Justiça condena mulher que matou crianças envenenadas com ovo de páscoa no Maranhão

Justiça condenou, na madrugada desta terça-feira (23), Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão, em regime fechado, pelo envenenamento e morte de duas crianças em Imperatriz (MA). Elas morreram após comer um ovo de Páscoa enviado à casa delas pela acusada.

As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que não resistiram após consumir os doces. A mãe deles, Mírian Lira, chegou a ficar dias internada em UTI, mas sobreviveu. O crime foi em abril do ano passado.

O ovo que eles comeram continha chumbinho – um pesticida usado clandestinamente no Brasil para matar ratos. De acordo com a denúncia, Jordélia enviou o doce para a casa de Mirian por meio de um mototaxista.

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), o crime foi motivado por ciúmes e vingança. Jordélia era ex-namorada do companheiro de Mirian à época. O caso aconteceu em abril de 2025, em Imperatriz.

O juiz determinou o cumprimento imediato da pena, manteve a prisão preventiva de Jordélia e negou o direito de recorrer em liberdade. Também foi determinada uma indenização mínima por danos morais de 100 salários mínimos para Mirian Lira Rocha e de 400 salários mínimos para os pais das duas crianças. Fonte: G1-MA

Advogado é morto a tiros enquanto assistia a jogo do Brasil em Santa Luzia do Paruá

Advogado é morto a tiros enquanto assistia a jogo do Brasil em Santa Luzia do Paruá — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O advogado e pecuarista Márcio Dominice Abreu Soares foi morto a tiros na noite de sexta-feira (19), em uma conveniência no município de Santa Luzia do Paruá, a 370 km de São Luís. A Polícia Civil investiga o caso.

Segundo testemunhas, Márcio assistia à partida entre Brasil e Haiti, pela Copa do Mundo, quando foi surpreendido por homens armados e encapuzados que chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos.

A vítima foi atingida por vários tiros, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Após o crime, os suspeitos fugiram e, até o momento, não foram localizados.

O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em São Luís, onde passará por perícia médica.

Procurada pelo g1, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que acompanha as investigações sobre o caso e que após o crime, equipes da Polícia Militar realizaram diligências e barreiras policiais na região para tentar localizar o autor.

A SSP reafirmou ainda que todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para o esclarecimento do crime e que, para não comprometer as investigações, outras informações serão divulgadas no momento oportuno.

Por meio de nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA), Kaio Saraiva, manifestou solidariedade aos familiares e amigos de Márcio Dominice. Na mensagem, afirmou que a advocacia maranhense não aceitará ataques nem impunidade.

Também por meio de nota, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão (OAB/MA) manifestou pesar pela morte do advogado e pediu Justiça para o caso.

Nota do presidente da OAB do Maranhão, Kaio Saraiva:

 

“Em nome da advocacia maranhense, me solidarizo com a família do advogado Márcio Dominice Abreu Soares, covardemente assassinado em Santa Luzia do Paruá na noite desta sexta-feira.

Antecipo que a advocacia não aceitará ataques e nem a impunidade. Exigimos providências. O crime a violência não podem imperar.”

Nota da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Maranhão (OAB/MA)

 

“A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão (OAB/MA), manifesta profundo pesar pelo brutal assassinato do advogado Márcio Dominici Abreu Soares (OAB/MA 6433), ocorrido na noite desta sexta-feira, em Santa Luzia do Paruá. A advocacia maranhense perde um profissional cuja trajetória foi interrompida de forma covarde e inaceitável.

A OAB/MA repudia veementemente qualquer ato de violência contra advogados e reafirma que ataques dessa natureza ferem não apenas a memória do advogado, mas atingem toda a classe, afrontando o exercício pleno da advocacia e os princípios do Estado Democrático de Direito.

A OAB maranhão informa que já acionou as forças de segurança do Estado e acompanha de perto as providências já em curso. A instituição exige apuração rápida, rigorosa e transparente, bem como a imediata identificação e prisão dos responsáveis por este crime que choca a sociedade e agride a cidadania.

Solidarizamo-nos com os familiares, amigos e colegas de profissão de Márcio Dominici, reafirmando que a advocacia maranhense não se calará diante da violência e seguirá firme na defesa da justiça, da vida e da dignidade humana.” Fonte: G1-MA

MP-MA aciona na Justiça presidente da Câmara de Buriticupu e ex-secretária por suposto esquema de funcionários fantasmas

Ministério Público do Maranhão — Foto: Divulgação/MPMA

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) ingressou com uma ação na Justiça contra a presidente da Câmara de Vereadores de Buriticupu, Vanusa Ibiapino Sousa Fernandes; a ex-secretária municipal de Educação, Salma Sousa Torres; e a servidora pública Kelly Ibiapino Sousa, irmã da vereadora, por ato de improbidade administrativa.

A denúncia foi feita por meio da Ouvidoria do Ministério Público, que iniciou as investigações sobre o caso. Segundo o MP-MA, o prejuízo causado aos cofres públicos municipais com pagamentos indevidos chegou a R$ 238.969,91.

As investigações

 

De acordo com o Ministério Público, Vanusa Ibiapino recebeu remuneração pelo cargo de professora, com carga horária de 40 horas semanais, sem comprovação do efetivo exercício das funções. Ao mesmo tempo, ela ocupava o cargo de vereadora e exercia a função de presidente da Câmara Municipal de Buriticupu.

Segundo o promotor de Justiça Felipe Augusto Rotondo, da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, os registros de frequência de janeiro a outubro de 2025 apontavam 30 dias de presença em todos os meses, sem férias, licenças ou afastamentos de Vanusa.

Entretanto, a direção da escola e servidoras da unidade afirmaram que a vereadora não compareceu ao local durante o período, já que não há diários de classe, planos de aula ou documentos pedagógicos que comprovem suas atividades.

Já Kelly Ibiapino, irmã da vereadora, ocupava a função de gestora escolar geral, participando da cadeia de controle e validação dos resumos mensais de frequência de Vanusa Ibiapino.

A existência de documentos que atestam presença integral, em contraste com os relatos colhidos e a ausência de documentação pedagógica comprobatória, revelaria, em tese, a inserção de registros funcionais incompatíveis com a efetiva prestação das atividades.

Ainda segundo o MP-MA, a então secretária municipal de Educação, Salma Torres, teria contribuído para a manutenção da situação irregular ou formalizado a designação de Vanusa Ibiapino para a Busca Ativa Escolar.

Na Secretaria Municipal de Educação, embora tivessem folhas de ponto assinadas entre fevereiro e outubro de 2025, a coordenadora informou ao Ministério Público, que a vereadora não compareceu para exercer suas funções entre fevereiro e setembro daquele ano.

Nas investigações, a Plataforma Busca Ativa Escolar/Unicef também informou que o cadastramento de Vanusa Ibiapino só foi realizado em 25 de novembro de 2025 e que, mesmo após o cadastro, a servidora não alimentou o sistema, não inseriu dados, não cadastrou alertas, não realizou edições nem executou o fluxo operacional efetivo sob sua responsabilidade, permanecendo vinculada à plataforma apenas de forma nominal.

Pedidos do MP-MA

 

Em meio às investigações, uma Comissão Especial de Sindicância Administrativa reconheceu a ausência de comprovação regular de trabalho e apontou o ressarcimento parcial de R$ 63.761,70 ao erário.

Para o Ministério Público, embora o valor tenha relevância como reconhecimento administrativo mínimo, ele não limita a atuação na busca pela recomposição integral dos cofres públicos, conforme o princípio da reparação integral do dano.

Na Ação Civil Pública, o MP-MA pediu que a Justiça determine, em caráter liminar, a indisponibilidade dos bens das envolvidas até o valor de R$ 238.969,91, para assegurar o ressarcimento ao erário.

Além disso, foi solicitada a condenação de Vanusa Ibiapino Sousa Fernandes, Salma Sousa Torres e Kelly Ibiapino Sousa por improbidade administrativa.

Entre as penalidades previstas estão o ressarcimento integral dos danos, a perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos, o pagamento de multa e a proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público, inclusive por meio de empresa da qual sejam sócias majoritárias.

Além da Ação Civil Pública, na mesma data, a 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu ingressou com uma denúncia na esfera penal contra Vanusa Ibiapino Sousa Fernandes, Salma Sousa Torres e Kelly Ibiapino Sousa.

As três foram denunciadas pelos crimes de peculato-desvio em continuidade delitiva, cuja pena é de reclusão de dois a doze anos, além de multa, e falsidade ideológica, com pena de reclusão de um a cinco anos, também acrescida de multa. Vanusa Ibiapino e Salma Torres ainda foram denunciadas por uso de documento ideologicamente falso. Fonte: G1-MA

Suspeito é preso em flagrante por estupro de criança em Vila Nova dos Martírios

Suspeito é preso em flagrante por estupro de criança em Vila Nova dos Martírios — Foto: Divulgação/UEPG

A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem suspeito de praticar um estupro contra uma criança em Vila Nova dos Martírios, a 662 km de São Luís. A idade do menor não foi divulgada. A prisão aconteceu na quarta-feira (17), mas a informação foi divulgada na sexta-feira (19).

De acordo com as investigações, o caso chegou até à polícia após uma denúncia feita pelo Conselho Tutelar. Foram reunidos elementos, incluindo a documentação médica do atendimento feito à criança no hospital municipal, o encaminhamento ao Instituto Médico Legal (IML) além do depoimento de testemunhas.

Após buscas realizadas na área, o suspeito foi localizado próximo ao Hospital Municipal de Vila Nova dos Martírios e preso em flagrante. Em seguida, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de São Pedro da Água Branca para a adoção das medidas legais cabíveis.

Após os procedimentos de praxe, o preso será encaminhado à Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Açailândia, onde permanecerá à disposição da Justiça.Fonte: G1-MA

Avanço do garimpo ilegal no Maranhão é de “extrema gravidade” e atrai trabalho escravo e tráfico de drogas, aponta MPF

O Ministério Público Federal (MPF) classificou como de “extrema gravidade” a situação do garimpo ilegal em Centro Novo do Maranhão e Centro do Guilherme, no oeste do estado. Os dois municípios são uma parte do avanço de vários crimes ligados à extração de minérios de forma clandestina no estado.

Segundo o órgão, a exploração de ouro ocorre sem controle efetivo do poder público e já deixa um rastro de contaminação por metais pesados que ameaça a saúde humana e o ecossistema da região do Gurupi, na divisa com o Pará.

Nas redes sociais, postagens em Centro Novo mostram garimpos funcionando livremente, com trabalhadores atuando de forma improvisada, sem equipamentos de segurança e com uso de produtos químicos em áreas abertas. Especialistas apontam que o cenário representa uma crise ambiental com impactos diretos sobre rios, peixes e comunidades locais.

Para o pesquisador e chefe do Departamento de Geociências da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Marcelino Silva, já há sinais concretos de contaminação ambiental na região.

“Em Centro Novo já há indícios de contaminação lá no riacho Cachoeira e também no rio Gurupi por mercúrio. (…) Essa constatação é preocupante porque no riacho Cachoeira, onde havia muito peixe, hoje não há mais e aqueles que existem já têm indícios de contaminação. Os sedimentos seguramente já estão contaminados”, declara.

 

Em um vídeo gravado em Centro do Guilherme, uma moradora relata o desaparecimento de peixes no rio Maracaçumé, fundamental para o abastecimento da cidade.

“Não é justo uma coisa dessas… nossa natureza, nosso rio todo sujo de água de garimpo. Aqui não tem um peixe sequer. Socorro, estamos pedindo ajuda”, relata.

A oceanógrafa e especialista em toxicologia aquática da UFMA, Mariana Basso, explicou os riscos do mercúrio utilizado no garimpo ilegal.

“No ambiente, o mercúrio pode se transformar em formas ainda mais tóxicas e se acumular no alimento. Em curto prazo, pode provocar irritações e intoxicações. Já a exposição prolongada pode afetar o sistema nervoso, pode causar alterações motoras, dificuldades de memória, problemas de aprendizado e outros efeitos neurológicos”.

Cenário já é conhecido

 

O procurador da República Alexandre Soares afirmou que o cenário já foi constatado em operações anteriores do MPF e que a Justiça Federal reconheceu falhas de fiscalização da Agência Nacional de Mineração (ANM).

“Nós temos ali a formação de verdadeiras crateras com pessoas trabalhando de forma amontoada com o uso de produtos químicos que são danosos à saúde e ao ambiente. Esse quadro já foi comprovado em operações anteriores realizadas pelo Ministério Público Federal e mais recentemente a Justiça Federal ratificou esse quadro inclusive com a condenação da Agência Nacional de Mineração pelas falhas de fiscalização naquela região”.

A região do Gurupi já vem sendo alvo de operações federais há pelo menos cinco anos. Em 2021, a Polícia Federal realizou uma das primeiras grandes ações contra o garimpo ilegal em Centro Novo do Maranhão, apreendendo máquinas e cumprindo cinco mandados de prisão, entre eles o do então prefeito Júnior Garimpeiro. Ele foi solto posteriormente e reeleito em 2024.

Em setembro do ano passado, a PF voltou ao município para apreender equipamentos usados no garimpo. Dois meses depois, o prefeito foi preso novamente em flagrante no Mato Grosso, transportando sacos com minério e resquícios de ouro. Atualmente, ele responde às investigações em liberdade.

Novas medidas

 

Em maio deste ano, o MPF abriu uma nova ação administrativa para ampliar a fiscalização na região. Mas um dos trechos do documento chama atenção porque aponta dificuldades do próprio Estado em combater o garimpo.

O documento aponta que a Justiça Federal já determinou a suspensão das atividades de mineração ilegal em Centro Novo do Maranhão, mas a Agência Nacional de Mineração alegou “impossibilidade técnica e material” para cumprir as ordens devido à ausência de apoio ostensivo das forças de segurança.

Em nota enviada à TV Mirante, a ANM informou que solicitou apoio da Polícia Federal e da Polícia Militar para uma operação conjunta, mas afirmou que “ainda não houve mobilização operacional suficiente para garantir segurança às equipes de fiscalização”. A agência também declarou que ações pontuais não seriam capazes de resolver o problema diante da magnitude e complexidade da atividade ilegal já estabelecida na área.

Além dos impactos ambientais, o MPF alerta para o avanço de outras práticas criminosas na região. De acordo com o órgão, áreas de garimpo em Centro Novo do Maranhão e Centro do Guilherme têm se tornado polos de atração para o tráfico de drogas, o tráfico de pessoas e o trabalho escravo.

Para o procurador Alexandre Soares, o principal desafio é ampliar a presença do Estado na região.

“O maior desafio, na verdade, não é um desafio que é tanto judicial, nem do Ministério Público. É um desafio, na verdade, que é do Estado brasileiro, que é de se fazer presente naquela região. Efetivamente, dar uma destinação adequada para aquele recurso minerário que ali existe, propiciando que ele seja explorado de uma forma racional, de uma forma ambientalmente adequada e com fiscalização”.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que atua de forma permanente no combate aos crimes ambientais e ao crime organizado por meio da Operação Protetor do Bioma/Amazônia. Segundo a pasta, a força-tarefa reúne as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e o Centro Tático Aéreo, com ações recentes de apreensão de armas, drogas e abordagens na região da Amazônia Legal.

A Polícia Federal e a Prefeitura de Centro do Guilherme não responderam aos questionamentos da reportagem.

Já a Prefeitura de Centro Novo do Maranhão informou que realiza vistorias, ações educativas e monitoramento de áreas sensíveis, como rios e riachos. A gestão municipal também declarou que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente está à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal para apoiar fiscalizações que são de responsabilidade da União. Fonte: G1-MA

Cinco foragidos da Justiça são presos com ajuda de reconhecimento facial durante o São João no MA

Cinco pessoas procuradas pela Justiça foram presas durante arraiais de São João em São Luís com ajuda de reconhecimento facial. As detenções ocorreram nos principais locais de festa e contaram com sistemas de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS).

As prisões ocorreram entre os dias 6 e 14 de junho, no Arraial do Ipem e no Bumba Meu São João, na área externa do Castelão. Os presos respondem por crimes como roubo, falta de pagamento de pensão alimentícia e violência contra a mulher.

Abordagens aconteceram em meio à programação junina

 

No dia 6 de junho, no Arraial do Ipem, o sistema da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) identificou Gabriel Carvalho Souza. Ele tinha mandado de prisão por roubo qualificado, expedido pela 2ª Vara de Execuções Penais de São Luís. Após o alerta, a Polícia Militar abordou o suspeito e confirmou a identidade.

Também no Arraial do Ipem, em 11 de junho, foi identificado Salomão Ageu de Araújo Sousa. Ele tinha mandado de prisão por roubo, expedido pela 1ª Vara de Execuções Penais de São Luís. A Polícia Militar fez a abordagem após acionamento do Centro de Comando e Controle.

No dia 13 de junho, durante o Bumba Meu São João, na área externa do Castelão, o Sistema Medusa identificou Diego Luso Cardoso. Ele tinha mandado de prisão civil por dívida de pensão alimentícia, expedido pela 3ª Vara de Família de São Luís. O homem foi abordado e levado para cumprimento da ordem judicial.

No dia 14 de junho, também no Bumba Meu São João, o sistema identificou Carlos Diogo dos Santos Luz. Ele tinha mandado de prisão por ameaça no contexto da Lei Maria da Penha. Após a confirmação da identidade, ele foi preso e levado à delegacia.

No mesmo dia, no Arraial do Ipem, o sistema identificou Thiago Veloso Oliveiracondenado por roubo. Durante a abordagem, ele apresentou nome falso, dizendo ser o irmão. A identidade verdadeira foi confirmada pelo Sistema Hydra, com apoio da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc) e da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). Com isso, o mandado foi cumprido. Fonte: G1-MA

Buracos na BR-135 danificam veículos e causam transtornos em Bacabeira

Um motoqueiro e um motorista tiveram prejuízos após os pneus dos veículos estourarem ao passarem por um trecho com buracos na BR-135, em Bacabeira. Os casos aconteceram na manhã desta terça-feira (16), na altura da Vila Cearense.

Segundo Antônio Manoel de Jesus, que teve a motocicleta danificada, o trecho apresenta muitos buracos e problemas no pavimento, apesar de ter sido duplicado recentemente.

Pneu de moto estoura em trecho deteriorado da BR-135. — Foto: Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante

Pneu de moto estoura em trecho deteriorado da BR-135. — Foto: Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante

“Menos de dois anos. Uma estrada dessa duplicada e já está nesse estado. Muito buraco mesmo. É preciso o poder público vir aqui e olhar”, afirmou.

 

Além dos danos aos veículos, a situação provocou lentidão e filas no sentido interior do Maranhão, já que os motoristas precisavam reduzir a velocidade para desviar dos buracos.

O pedreiro Edvaldo Paiva também teve prejuízo. O pneu do carro dele estourou ao passar pelo mesmo trecho da rodovia.

Motoristas, caminhoneiros e motociclistas reclamam das condições da pista e cobram melhorias para evitar novos transtornos e acidentes.

O que diz o Dnit?

 

Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que está adotando as medidas necessárias para contratar uma empresa responsável pela recuperação do trecho.

Segundo o órgão, os serviços definitivos para corrigir os problemas estruturais do pavimento devem começar em até 60 dias.

Leia, na íntegra, a nota do Dnit:

“O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que está adotando todas as medidas administrativas necessárias para a contratação de empresa especializada que será responsável pela execução dos serviços de correção dos problemas estruturais do pavimento no km 57 da BR-135/MA, no trecho localizado na Vila Cearense.

A expectativa é que, em até 60 dias, sejam iniciados os serviços definitivos de recuperação do segmento, proporcionando uma solução permanente para as ocorrências registradas no local”. Fonte: G1-MA

PRF apreende mais de 11 mil munições e prende homem na BR-230, em Balsas

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 11 mil munições e materiais usados para recarga durante uma fiscalização realizada na tarde desta terça-feira (16), na BR-230, em Balsas, no sul do Maranhão. Um homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

Segundo a PRF, a abordagem aconteceu por volta das 12h30, durante uma ronda na rodovia. Os policiais pararam uma caminhonete para uma fiscalização de rotina e identificaram indícios que motivaram uma vistoria mais detalhada. Por isso, o veículo foi levado para a Unidade Operacional da PRF em Balsas.

Durante a inspeção no compartimento de carga, os agentes encontraram 11.520 munições de diferentes calibres. Também foram apreendidos 19 mil espoletas e 1.600 estojos utilizados na recarga de munições.

De acordo com a PRF, havia 2.940 munições de calibre .38, 2.960 de calibre .32 e 5.620 de calibre .22. Além disso, os policiais encontraram 600 estojos de calibre .32, 250 de calibre .28 e 750 de calibre .36.

Ao ser questionado, o motorista informou que recebeu a caminhonete já carregada em Imperatriz e que deveria entregar o material em um posto de combustíveis em São João dos Patos.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.

Segundo a PRF, o caso pode configurar o crime de comércio ilegal de arma de fogo, previsto no Estatuto do Desarmamento. Fonte: G1-MA