Blog do Walison - Em Tempo Real

Turista de São Paulo é resgatado após sofrer trauma grave nos Lençóis Maranhenses

Um turista de São Paulo foi resgatado, na última segunda-feira (2), após sofrer um trauma grave em uma área de difícil acesso nas dunas dos Lençóis Maranhenses, no município de Barreirinhas.

O resgate foi feito por equipes do Centro Tático Aéreo (CTA) e do 14º Batalhão de Bombeiros Militar de Barreirinhas.

A vítima foi localizada, retirada com segurança e recebeu os primeiros atendimentos ainda no local. Em seguida, foi levada ao Hospital Regional de Barreirinhas, onde recebeu os cuidados médicos necessários. Não há informações sobre as circunstâncias que levaram ao trauma nem sobre o estado de saúde da vítima.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), a ocorrência exigiu uma resposta rápida e o trabalho integrado entre militares que atuaram por terra e pelo ar. Também foram usadas técnicas especializadas de salvamento por causa das dificuldades do terreno. Fonte: G1-MA

PRF apreende 13 kg de cocaína escondidos em carro durante abordagem em Imperatriz no MA

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 13 kg de uma substância semelhante à cocaína durante uma fiscalização realizada na noite desta quarta-feira (3), na BR-010, em Imperatriz.

Segundo a PRF, a droga era transportada em um carro abordado em frente à Unidade Operacional da corporação. Durante a inspeção, os policiais encontraram 13 tabletes do entorpecente escondidos no veículo.

As duas pessoas que estavam no automóvel foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Imperatriz, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis. O caso segue em investigação.

Justiça condena Prefeitura de São Luís a restaurar casarão histórico no Centro e pagar R$ 500 mil de indenização

A Justiça do Maranhão condenou, nesta terça-feira (2), a Prefeitura de São Luís a restaurar integralmente um casarão histórico localizado na Rua do Sol, no Centro da capital. O imóvel já abrigou a Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph).

A decisão atende a uma Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Além da restauração, o Município foi condenado ao pagamento de R$ 500 mil como indenização por danos morais coletivos.

Segundo a sentença, a intervenção deverá preservar integralmente as características arquitetônicas originais do prédio, tanto internas quanto externas.

O projeto de restauro deve ser apresentado em até seis meses para aprovação da Secretaria de Estado da Cultura (Secma). Já a conclusão definitiva das obras deverá ocorrer no prazo máximo de dois anos.

Antes da ação, o Ministério Público (MP-MA) chegou a notificar a Prefeitura e a Fumph, mas não teve retorno. Em maio de 2025, a Justiça já havia concedido uma liminar dando 15 dias para o Município realizar intervenções emergenciais contra o risco de desabamento e apresentar um cronograma de obras.

Na sentença, o juiz Douglas de Melo Martins responsabilizou a gestão municipal pela situação do prédio. “A falta de manutenção, a ausência de segurança, a exposição a intempéries e o abandono resultaram diretamente na degradação do bem cultural”, disse o magistrado. Fonte: G1-MA

Homem investigado por tráfico de drogas é preso dentro de faculdade em Caxias

Um homem de 26 anos foi preso na noite de quarta-feira (3), dentro de uma instituição de ensino superior em Caxias, no leste do Maranhão. Segundo a Polícia Civil do Maranhão, ele é investigado por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A prisão foi feita por equipes da Delegacia Regional de Caxias e da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva contra o investigado.

De acordo com a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) de Caxias, o homem é apontado como uma das lideranças de uma facção criminosa que atua na região leste do Maranhão.

O investigado já havia sido preso durante uma operação policial realizada em 2025. Na ocasião, foram apreendidos vários tipos de drogas, balanças de precisão, rádios comunicadores e uma pistola calibre 9 mm.

Ainda segundo as investigações, o suspeito também teria envolvimento em homicídios ligados à disputa entre facções criminosas. De acordo com a Denarc, ele seria responsável pela logística das ações criminosas, incluindo o aluguel de veículos usados em homicídios e no transporte de drogas.

Após trabalho de monitoramento, os policiais localizaram o investigado dentro de uma faculdade em Caxias, onde ele assistia a uma aula. O mandado judicial foi cumprido no local, sem registro de incidentes.

Segundo o delegado regional de Caxias, Jair Paiva, poucas horas depois da prisão, pessoas ligadas ao investigado tentaram resgatar a motocicleta usada por ele. A ação foi impedida por equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar, que abordaram os suspeitos e os levaram à delegacia para prestar esclarecimentos.

Após os procedimentos legais, o preso foi encaminhado para uma unidade prisional da região, onde ficará à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA

STF derruba idade mínima para aposentadoria em atividades nocivas

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (3) derrubar a regra da reforma de previdência de 2019 que fixou idade mínima para aposentadoria especial de trabalhadores que exercem atividades com exposição a agentes nocivos à saúde. Entre eles estão mergulhadores de plataformas de petróleo e trabalhadores de minas subterrâneas.

Por 6 a 5, a Corte declarou a inconstitucionalidade ao Artigo 19 da Emenda Constitucional n° 103 de 2019, norma aprovada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A emenda fixou idade mínima de 55 anos para aposentadoria de trabalhadores em atividades especiais que exigem mínimo 15 anos de contribuição, 58 anos para atividades que exigem 20 anos de contribuição e 60 anos quando se tratar de 25 anos de contribuição.

Com a decisão do Supremo, os trabalhadores poderão se aposentar após cumprirem o tempo mínimo de contribuição.

Votos

Prevaleceu no julgamento o voto do ministro André Mendonça.

Segundo o ministro, a reforma da previdência criou uma regra disfuncional e não protege o trabalhador das consequências das atividades nocivas, conforme determina a Constituição.

“No que tange à exigência de idade mínima para fruição do benefício da idade mínima para aposentadoria especial, mesmo após a exposição a 15, 20 ou 25 anos a determinado agente nocivo à saúde do trabalhador, está-se diante de regra que tolhe qualquer possibilidade de escolha do segurado, obrigando a prosseguir no mercado de trabalho, sujeito as mesmas condições adversas”, afirmou.

O caso chegou ao STF por meio de uma ação protocolada em 2020 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI).

Para a entidade, a exigência de idade mínima para aposentadoria obriga o trabalhador a permanecer no serviço de risco após obter o direito a se aposentar.

“A criação do requisito etário irá obrigar o segurado a permanecer na área de risco por tempo superior ao tempo mínimo quando a implementação do requisito tempo de contribuição de 15, 20 e 25 anos ocorrer antes da idade mínima exigida, pois não é razoável crer que o segurado, ao completar o tempo mínimo, irá pedir o seu desligamento da sua atividade para buscar novo emprego em outra atividade para a qual não tem conhecimento”.

O posicionamento de Mendonça foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Rosa Weber (aposentada). Os votos contrários foram proferidos pelos ministros Luís Roberto Barroso (aposentado), Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Luiz Fux. Fonte: Agência Brasil

Senado anula norma sobre aborto legal em crianças vítimas de estupro

O plenário do Senado suspendeu, nesta terça-feira (2), a validade da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que trata do atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e da garantia de seus direitos, entre eles, o aborto legal quando a gravidez é decorrente de estupro.

A norma anulada, aprovada pelo Conanda em dezembro de 2024, regulava os procedimentos já previstos no ordenamento jurídico brasileiro para casos específicos, como gravidez resultante de estupro, risco à vida da pessoa gestante e anencefalia fetal.

Após a decisão plenária semipresencial, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025, de autoria da deputada federal Chris (Christiane) Tonietto (PL-RJ), seguirá para promulgação no Senado.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), relatora do projeto no Senado, comemorou a aprovação em votação simbólica e disse que o Senado “corrigiu” a resolução do Conanda. “Vitória da família. Vitória dos pais. Autonomia e poder familiar garantidos.”

 

Brasília (DF), 19/02/2025  - Eleição dos novos presidentes das comissões do Senado. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) foi eleita presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) 
 Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) quando foi eleita presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Posicionamento do Conanda

Após a derrubada da resolução, o Conanda emitiu uma nota de repúdio em que manifesta profunda indignação com a aprovação do PDL 3/2025 pelo Senado.

O colegiado classificou a decisão como um grave retrocesso na proteção integral de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, que constitui mais um ataque aos direitos humanos da infância e da adolescência no Brasil.

O órgão diz, ainda, que é falsa a narrativa de que a resolução teria invadido competência legislativa do Congresso Nacional ou instituído direitos inexistentes.

“A norma não inovou na ordem jurídica. Apenas disciplinava procedimentos e responsabilidades institucionais voltados à garantia de direitos já assegurados em lei.”

“Seu objetivo [da Resolução nº 258/2024] nunca foi criar novos direitos ou alterar a legislação vigente, mas estabelecer diretrizes nacionais para qualificar a atuação da rede de proteção, organizar fluxos de atendimento e assegurar a efetivação de direitos já reconhecidos pelo ordenamento jurídico brasileiro”, rebateu o comunicado.

Como consequência do ato legislativo, o Conanda acusou o parlamento de enfraquecer os mecanismos de participação social e de deslegitimar instâncias democráticas de formulação e monitoramento de políticas públicas.

A entidade cobra uma mobilização política mais firme por parte de setores comprometidos com a democracia, os direitos humanos e a proteção integral.

“O silêncio também produz consequências. A omissão diante de medidas que restringem direitos contribui para o avanço de agendas que fragilizam a proteção social e ampliam vulnerabilidades.”

O órgão colegiado convocou toda a rede de proteção (Conselhos Tutelares, Judiciário e a sociedade civil) à mobilização sob o lema de que não haverá “nenhum passo atrás na proteção da infância”.

Por fim, a instituição reafirmou também que os direitos previstos na Constituição Federal de 1988, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em tratados internacionais continuam vigentes.

Repercussão

O Conanda integra a estrutura do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Nesta terça-feira (2), a ministra da pasta, Janine Mello, criticou a aprovação do projeto pelo Senado.

“Entendo que a decisão do Parlamento caminha na contramão de um esforço conjunto e intersetorial do Governo do Brasil, dos conselhos participativos e da sociedade civil na promoção de políticas públicas que protejam nossas crianças e adolescentes”, declarou em sua rede social.

Janine Mello garantiu que o colegiado e MDHC seguirão trabalhando para enfrentar, com rigor, aqueles que abusam e exploram sexualmente as crianças brasileiras, “sem deixar de garantir o devido atendimento e acolhimento a todas as crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no Brasil.”

No reforço desta posição, as organizações da sociedade civil que coordenam a campanha “Criança Não é Mãe” entendem que a tramitação acelerada “impede o debate qualificado sobre os impactos da proposta e pode fragilizar a rede de proteção às vítimas de violência sexual”. As entidades chamam o projeto aprovado de PDL da Pedofilia.

Em nota, as organizações defenderam a Resolução nº 258/2024 do Conanda, aprovada à época após debate com especialistas, organizações da sociedade civil e órgãos públicos ligados à infância e aos direitos humanos. Entre os pontos de foco, estão orientações para acolhimento institucional, escuta protegida, encaminhamento aos serviços de saúde e acionamento da rede de proteção.

“Não se trata de corrigir uma resolução, mas de impedir que meninas vítimas de estupro tenham acesso a um atendimento organizado, seguro e sem constrangimentos. A resolução não cria novos direitos. Ela orienta os serviços públicos para que direitos já garantidos em lei sejam efetivamente cumpridos. Derrubá-la é produzir desproteção”, afirma Letícia Vella, advogada do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde e integrante da campanha.

A mobilização “Criança Não é Mãe” criou um abaixo-assinado que critica a falta de diálogo e transparência na tramitação da medida no Congresso Nacional.

 

Brasília (DF) 19/06/2024 - Membros do movimento
 Membros do movimento “Criança não é Mãe” realizam protesto, em 2024, contra o projeto de lei (PL 1.904/2024), que equipara aborto de gestação acima de 22 semanas a homicídio. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entenda a tramitação do projeto

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou na terça-feira o parecer favorável da senadora Damares Alves ao PDL. Houve pedido de vista apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), porém, a comissão o concedeu por apenas uma hora, em razão de um requerimento de urgência apresentado em paralelo.

No plenário do Senado, a relatora solicitou que o projeto fosse votado como uma pauta extra na sessão. Damares argumentou que seria necessário o “conserto da resolução”.

“Apesar da boa vontade e da boa intenção do Conanda, a resolução tem equívocos constitucionais, de ordem jurídica e ultrapassa os limites de um conselho”, disse Damares Alves, ao apresentar a pauta que não constava na ordem do dia, divulgada antecipadamente.

O presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), então, acolheu o pedido da senadora Damares e colocou o PDL 3/2025 em votação. A apreciação da matéria e votação simbólica duraram quase dois minutos e teve como resultado a anulação do texto da resolução do Conanda. Fonte: Agência Brasil

Inscrições abertas para casamento comunitário com 50 vagas em São Luís; veja como participar

O 5º Juizado Especial Cível de São Luís abriu inscrições, até o dia 12 de junho, para mais uma edição do projeto Casamentos Comunitários. Ao todo, estão sendo disponibilizadas 50 vagas, destinadas preferencialmente a moradores da área de abrangência da unidade (clique aqui e veja os bairros).

Os casais interessados devem fazer a pré-inscrição via WhatsApp, pelo número (98) 99981-1659, das 8h às 18h. Para iniciar o processo, é necessário enviar foto dos documentos de identidade de ambos e um número de telefone para contato.

Após a pré-inscrição, e havendo disponibilidade de vagas, será feito o agendamento para a habilitação no cartório. Nessa etapa, noivos e testemunhas deverão comparecer presencialmente entre os dias 15 e 26 de junho, no horário das 14h às 16h30, no Cartório da 2ª Zona de Registro Civil de Pessoas Naturais, localizado na Rua do Norte, nº 580, no Centro (próximo ao Socorrão 2).

A inscrição só será confirmada após a entrega da documentação exigida. No dia agendado, os noivos deverão apresentar:

  • Certidão de nascimento original (para solteiros);
  • Certidão de casamento original com anotação de óbito do cônjuge falecido, se viúvo ou de sentença declaratória de nulidade ou de anulação de casamento transitada em julgado.
  • Certidão de casamento original com o divórcio averbado, se divorciados;
  • Presença e autorização dos pais para maiores de 16 e menores de 18 anos;
  • Documento de identidade e CPF (frente e verso);
  • Comprovante de endereço.

 

Segundo o juizado, como o projeto tem caráter social e atende pessoas em situação de vulnerabilidade, não será exigida atualização das certidões de nascimento ou casamento.

Onde será a cerimônia

 

A cerimônia do casamento coletivo será realizada na Escola Mário Pereira, localizada na Rua do Fio, nº 1, no bairro Vila Sarney, região do Maracanã. A ação faz parte do projeto Justiça Itinerante, desenvolvido pelo 5º Juizado Cível, com apoio da Corregedoria Geral do Foro Extrajudicial do Maranhão (COGEX).

Bairros de abrangência

 

O 5º Juizado Cível atende moradores de diversos bairros da região Itaqui-Bacanga e áreas próximas, em São Luís. Entre eles estão:

  • Bacanga
  • Itaqui
  • Vila Nova
  • Vila Mauro Fecury I
  • Vila Mauro Fecury II
  • Vila São Luís
  • Alto Esperança
  • São Raimundo
  • Gancharia
  • Fumacê
  • Vila Dom Luís
  • Anjo da Guarda
  • Vila Isabel
  • Vila Zagueiro
  • Jambeiro
  • Sá Viana
  • Vila Embratel
  • Maracanã
  • Pedrinhas
  • Tajipuru
  • Quebra-Pote
  • Vila Itamar
  • Vila Nova República
  • Vila Sarney
  • Tibiri
  • Tibirizinho
  • Vila Funil
  • Vila Industrial
  • Coquinho
  • Tajaçoaba
  • Vila Magril
  • Distrito Industrial
  • Rio Grande
  • Matinha
  • Bacabalzinho
  • Riacho Alegre
  • Estiva
  • Coqueiro
  • Itapera
  • Vila Esperança
  • Vila Maranhão Fonte: G1-MA

Justiça do Maranhão suspende lei que proibia mulheres trans de usarem banheiro feminino em São Luís

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) suspendeu, nesta quarta-feira (3), os efeitos da Lei Municipal nº 7.792/2025, de São Luís, que proibia mulheres transgênero de usarem banheiros, vestiários e espaços semelhantes destinados ao público feminino em órgãos públicos e instituições privadas.

A decisão foi unânime e tomada pelo Órgão Especial do TJ-MA, em sessão conduzida pelo presidente do tribunal, desembargador Ricardo Duailibe.

A lei foi suspensa após uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pela Defensoria Pública do Estado. O órgão questionou a norma promulgada pela Câmara Municipal de São Luís.

A Corte acompanhou o voto da relatora, desembargadora Maria do Socorro Carneiro. Ela concedeu uma medida cautelar, decisão provisória, para suspender a eficácia da lei até o julgamento final da ação.

A suspensão tem efeito “ex tunc”, expressão jurídica que significa que a decisão vale desde a origem da lei.

Segundo a Defensoria Pública, a norma é formalmente inconstitucional porque trata de um tema que seria de competência da União. O órgão também afirmou que a lei viola princípios como dignidade da pessoa humana, igualdade e proibição de discriminação.

A Defensoria pediu a suspensão imediata da lei até o julgamento definitivo da ação.

A Câmara Municipal de São Luís, por sua vez, afirmou que a Lei Municipal nº 7.792/2025 passou por processo legislativo regular. Segundo a Câmara, houve análise técnica, pareceres divergentes, deliberação e aprovação em plenário.

Depois disso, o texto foi encaminhado ao Poder Executivo e promulgado após sanção tácita, quando uma proposta é aprovada automaticamente por falta de manifestação dentro do prazo.

Voto da relatora

No voto, a desembargadora Maria do Socorro Carneiro afirmou, em análise inicial, que a lei municipal ultrapassa o interesse local. Para ela, ao definir o acesso de pessoas a espaços públicos e privados com base na identidade de gênero, a norma interfere em assuntos que são de competência da União, de acordo com a Constituição Federal.

A relatora também disse que a aplicação da lei em escolas públicas e privadas invade a competência da União para definir as regras gerais da educação no país.

Segundo a magistrada, o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu que municípios não podem criar leis sobre temas que interfiram na estrutura nacional da educação.

Maria do Socorro Carneiro destacou ainda que a possível inconstitucionalidade formal já havia sido apontada durante a tramitação do projeto. Na época, a assessoria jurídica da própria Câmara Municipal de São Luís emitiu parecer contrário à aprovação da proposta.

A desembargadora afirmou também que a proibição em órgãos públicos poderia atingir repartições estaduais e federais localizadas em São Luís. Para ela, isso interfere de forma indevida na autonomia administrativa de outros entes federativos e fere o pacto federativo.

A relatora lembrou que o STF já reconheceu a identidade de gênero como direito da personalidade. Também destacou que o Estado não pode promover discriminação contrária à Constituição.

“O perigo da demora está configurado diante da possibilidade de imediata produção de efeitos discriminatórios e de restrição indevida de direitos fundamentais de grupo vulnerável”, destacou a desembargadora Socorro Carneiro, ao deferir a medida cautelar para suspender os efeitos da lei até o julgamento do mérito”.

O desembargador Lourival Serejo também se manifestou no julgamento. Ele afirmou que a igualdade prevista na Constituição não significa tratar todas as pessoas da mesma forma e ignorar suas particularidades.

Para o magistrado, igualdade significa garantir que ninguém seja tratado como cidadão ou cidadã de segunda categoria.

“O reconhecimento do direito de pessoas trans, de utilizarem banheiros compatíveis com sua identidade de gênero, não lhes concede privilégio algum, apenas lhes assegura o mesmo direito de pertencimento social desfrutado pelos demais”, frisou Lourival Serejo.

Lourival Serejo também lembrou que, em junho de 2019, o plenário do STF decidiu que condutas homofóbicas e transfóbicas se enquadram na Lei de Racismo.

Ao fim do julgamento, a relatora ajustou o voto para acompanhar o entendimento do desembargador Paulo Velten. Com isso, a lei foi suspensa com efeito “ex tunc”, ou seja, desde a origem.

A tese da desembargadora Maria do Socorro Carneiro para suspender os efeitos da lei foi baseada em dois pontos: “1. Compete privativamente à União legislar sobre direitos da personalidade, diretrizes gerais de educação e disciplina geral de direitos fundamentais. 2. Lei municipal que restringe o uso de banheiros e vestiários com fundmento em identidade de gênero extrapola o interesse local e viola o pacto federativo”. Fonte: G1-MA

Festa do Bode Rei 2026 começa nesta quinta-feira (4) em Cabaceiras, na PB

A Festa do Bode Rei 2026, que acontece em Cabaceiras , no Cariri paraibano, começa nesta quinta-feira (4). A programação do evento conta com shows de nomes como Mano Walter, Lucy Alves e Mastruz com Leite.

Esta é a 27ª edição da Festa do Bode Rei, um dos maiores festivais de caprinos e ovinos do Brasil. No primeiro dia, a festa terá programação com animais no Parque do Bode, além de uma missa e um bolo coletivo.

Após a comemoração, a festa seguirá nos dias 5, 6 e 7 de junho com diversos shows (veja a programação de shows completa ao fim desta reportagem).

Em 2026, o tema da edição será a história de Lampião, que deve servir de inspiração para a ambientação e as atividades da festa.

Outra novidade da edição será o lançamento do Museu do Cangaço, que passará a integrar o roteiro turístico local, honrando a história do município.

Programação completa da Festa do Bode Rei 2026

 

Sexta-feita (5)

  • Klever Lemos
  • Filipe Santos
  • Sâmya Maia

 

Sábado (6)

  • Rafael Vaz
  • Lúcia Lemos
  • Juarez
  • Forró do Bode Rei
  • Berinho Lima
  • Forró Universitário
  • Gabriel Magnata
  • Mano Walter

 

Domingo (7)

  • Forrozão Karkará
  • Douglas Leon
  • Samara Costa
  • J. Show e Chapéu de Palha
  • Lucy Alves
  • Mastruz com Leite Fonte: G1-PB