Blog do Walison - Em Tempo Real

Telhado de escola infantil cai durante chuva e ventos fortes em Imperatriz; ninguém fica ferido

O telhado da área de recreação de uma escola de educação infantil caiu por volta das 16h desta quarta-feira (8), durante chuvas e ventos fortes, em Imperatriz, na região tocantina do estado. Ninguém ficou ferido.

No momento da queda, os alunos estavam em sala de aula com os professores, enquanto funcionários estavam em outros ambientes da escola. Após o incidente, a Defesa Civil foi acionada, esteve no local para avaliar a situação e realizou vistoria técnica. Em seguida, o espaço foi interditado.

Em nota, a Prefeitura de Imperatriz informou que, a partir desta quinta-feira, equipes de manutenção darão início à retirada dos entulhos e à execução dos serviços necessários para o reparo da estrutura na Escola Municipal de Educação Infantil Jackson Lago.

A Secretaria Municipal de Educação de Imperatriz informou que as aulas estão suspensas até a conclusão dos laudos técnicos oficiais. Fonte: G1-MA

Portaria oficializa perícia remota do INSS

Portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8) torna mais claras as regras das perícias médicas feitas de forma remota pelos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mesmo com o atendimento do perito sendo à distância, os segurados terão de comparecer presencialmente a uma Agência da Previdência Social (APS), em data e horário previamente agendados.

Na agência, o segurado passará por uma triagem, durante a qual terá de apresentar seus documentos pessoais e médicos digitalizados que serão anexados ao requerimento.

O segurado também assinará um termo de consentimento para, então, aguardar o chamado em uma sala equipada com computador, câmera, áudio e conexão à internet.

A portaria consolida a teleperícia como procedimento regular da Perícia Médica Federal e padroniza o uso da telemedicina, com avaliações por videoconferência.

A modalidade aprimora o uso do Sistema de Atendimento Remoto (SAT Central) como canal exclusivo para as teleperícias.

As regras descritas na portaria consolidam, para os beneficiários, a possibilidade de utilizar a APS como ponto de apoio da teleperícia.

Clareza

Segundo o Ministério da Previdência Social, os procedimentos já vêm sendo adotados, e a portaria foi publicada com o objetivo de dar maior clareza ao método e às responsabilidades das partes envolvidas.

Entre as vantagens desses procedimentos, está a possibilidade de a teleperícia chegar em localidades remotas onde não existem peritos médicos do INSS.

Em geral, os atendimentos serão feitos no contraturno dos médicos peritos que se dispuserem a trabalhar além das metas estabelecidas, para receber bonificações.

Até então, a teleperícia vinha sendo aplicada apenas em situações pontuais.

Com as novas regras, o atendimento remoto passará a ter uma base normativa mais definida, deixando mais claros os tipos de perícia que poderão ser feitos de maneira remota pelos médicos peritos.

A portaria também detalha como os atendimentos deverão ser feitos nas APS, bem como as atribuições de gestores, peritos e das unidades administrativas envolvidas nos processos.

Entre os serviços que poderão ser avaliados na forma prevista pela portaria estão a perícia médica inicial e a avaliação e reavaliação médico-pericial do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de outros serviços que venham a ser autorizados pelo Departamento de Perícia Médica Federal (DPMF) ou pelas áreas técnicas do INSS. Fonte: Agência Brasil

Suspeito de envolvimento na morte de trabalhadores baianos é preso, na Grande João Pessoa

Um homem suspeito de envolvimento na morte de quatro trabalhadores baianos foi preso na noite da última quarta-feira (8), durante uma operação conjunta da Delegacia de Homicídios e da Guarda Civil Metropolitana (GCM), em Bayeux, Região Metropolitana de João Pessoa. Com ele, a polícia encontrou o celular de uma das vítimas.

Segundo a GCM, o suspeito, que não teve o nome divulgado, foi localizado em uma casa no bairro Comercial Norte, em Bayeux. A prisão ocorreu após seis dias de investigações, iniciadas na última sexta-feira (3).

Durante a operação, uma mulher que estava na mesma residência também foi presa. Segundo a investigação, ela não aparece nas imagens relacionadas ao crime e foi detida por tráfico de drogas, após a polícia encontrar material ilícito no imóvel.

As investigações apontam que outros suspeitos já foram identificados. Equipes seguem nas ruas para localizar os demais envolvidos. A motivação do crime ainda não foi esclarecida. Fonte: G1-PB

Motorista de app desaparecido é encontrado morto enterrado no PI; família reconheceu, diz polícia

O motorista de aplicativo Francisco Alan Marques da Silva, de 27 anos, foi encontrado morto na noite de quarta-feira (8), em uma área de mata na zona rural de Altos (PI). Segundo a Polícia Civil do Piauí, o corpo dele estava enterrado em uma cova e coberto por folhagens.

De acordo com o delegado Francisco Costa, o Barêtta, coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a família do motorista reconheceu o corpo dele. A polícia investiga se ele foi vítima de homicídio ou latrocínio — roubo seguido de morte.

Francisco Alan estava desaparecido desde 30 de março, quando saiu de casa para fazer uma corrida em Teresina. Sete suspeitos de participação no crime foram presos na quarta e tinham armas e fardas da polícia.

“Foram encontrados três orifícios, na cabeça e no tórax, que indicam uma execução. Tanto que os indivíduos, após matarem o rapaz, se deslocaram até Campo Maior e cometeram outros crimes, inclusive assalto”, afirmou o delegado Barêtta.

 

Corpo em decomposição

 

O delegado Jorge Terceiro, titular da Delegacia de Desaparecidos do DHPP, afirmou que uma informação anônima apontou a localização do corpo para as equipes policiais, que foram até a região.

“Em um primeiro momento [as equipes] não localizaram, então utilizamos na sequência um dos cães farejadores do Núcleo de Operações com Cães da SSP-PI e foi localizado”, disse o delegado ao g1.

Segundo o 21º Batalhão da Polícia Militar de Altos, o corpo de Francisco estava em estado avançado de decomposição. No entanto, as tatuagens no tórax, nas pernas e nos braços eram visíveis.

A perícia criminal foi acionada para coletar os vestígios do local, enquanto o corpo foi recolhido pelo Instituto de Medicina Legal (IML) para fazer o exame cadavérico e determinar as causas da morte.

Relato da mãe

 

A mãe de Francisco Alan, Teresa Marques, contou ao g1 que ele saiu de casa por volta das 15h, em 30 de março, para uma corrida com três passageiros. Segundo ela, o último contato com o filho aconteceu por volta das 16h e ele parecia estar tranquilo.

“Até segunda-feira conversamos normalmente. A gente se fala todos os dias e ele me manda mensagem toda hora”, disse Teresa em 2 de abril.

 

De acordo com a família, Francisco Alan morava em Teresina há cerca de três anos, onde trabalhava como motorista de aplicativo. O velório e o enterro acontecerão na cidade natal dele, Alto Longá. Fonte: G1-PI

Colisão entre motos deixa duas pessoas feridas na Estrada de Ribamar, na Grande São Luís

Uma colisão traseira entre duas motocicletas foi registrada por volta das 5h30 desta quinta‑feira (9), na Estrada de Ribamar, no trecho do bairro Forquilha, na Grande São Luís.

Segundo informações apuradas pela TV Mirante, as duas motocicletas seguiam no sentido Maiobão quando uma delas foi atingida na traseira. O motociclista Pedro, que conduzia o veículo atingido, sofreu ferimentos leves e permaneceu no local aguardando a realização da perícia.

À TV Mirante, ele relatou que o outro motociclista pilotava em alta velocidade e apresentava sinais de embriaguez. A motocicleta apontada como causadora da colisão transportava duas pessoas, o condutor e uma passageira.

Ambos sofreram ferimentos e precisaram de atendimento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhados para um hospital. O estado de saúde das vítimas não foi divulgado.

A Polícia Militar esteve no local para registrar a ocorrência. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a realização do teste do bafômetro no motociclista acusado de causar o acidente.

O caso segue sob análise pericial, que vai apurar as circunstâncias da colisão e as responsabilidades. Fonte: G1-MA

Carro pega fogo em estacionamento de condomínio no bairro Calhau, em São Luís

Um carro pegou fogo na noite dessa quarta-feira (8) no estacionamento de um condomínio no bairro Calhau, em São Luís. Não houve feridos.

O incêndio assustou moradores do Condomínio Jardins, que precisaram retirar outros veículos estacionados próximos ao carro para evitar que as chamas se espalhassem.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) a ocorrência foi registrada como princípio de incêndio em um Jeep Compass. O acionamento aconteceu às 20h05, e as equipes chegaram ao local às 20h17.

Ao chegar ao condomínio, os militares do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM), com apoio do 1º BBM, constataram que as chamas já haviam sido controladas por moradores.

Em seguida, foram realizados os procedimentos de segurança, incluindo rescaldo e verificação de possíveis focos remanescentes, para garantir que não houvesse risco de reignição. Fonte: G1-MA

Indígena no Xingu aprendeu português para salvar aldeia, diz biógrafo

Aprender a língua portuguesa foi a forma de o líder indígena Nahu Kuikuro, na década de 40, defender a aldeia Ipatsé em que vivia. Segundo o escritor Yamaluí Kuikuro Mehinaku, de 43 anos, autor do livro “Dono das palavras: a história do meu avô” (Aki Oto: Api akinhagü, da Editora Todavia), Nahu foi o primeiro indígena no Alto Xingu a falar o idioma. A biografia foi a vencedora do Prêmio da Biblioteca Nacional no ano passado.

Yamaluí está em Brasília, nesta semana, para participar do Acampamento Terra Livre, um evento que reúne mais de 7 mil indígenas, que inclui atos de protestos por políticas públicas e também para garantir visibilidade às causas dos povos tradicionais em todo o país.

“Além de politicar, estamos aqui para fazer intercâmbios culturais”, diz.

O escritor explica que, ao conhecer o idioma, o avô conseguiu barrar e vetar interferências de brancos. “E assim conseguiu proteger nossas raízes”, afirma. Nahu, que morreu em 2005 aos 104 anos de idade, fez articulações para evitar invasões e para fundação do Parque Indígena do Xingu. 

Por conhecer o idioma, ele passou a ser o contato de confiança dos irmãos Villas-Boas. Foi Nahu que recebeu os irmãos indigenistas Orlando (1914-2002), Cláudio (1916-1988) e Leonardo Villas-Boas (1918-1961) que participaram de expedições na região.

O neto biógrafo explica que o avô era órfão de pai quando aprendeu a nova língua sem querer. “O interesse da família era ganhar roupa e essas coisas do branco”. Nahu ocupou a função de tradutor entre sua etnia e os não indígenas. “Por isso, chamamos ele de ‘dono das palavras’. É o tradutor em nossa cultura”.

Brasília (DF), 08/04/2026 - O escrito indígena Yamaluí Kuikuro Mehinaku, durante entrevista para Agência Brasil, no Acampamento Terra Livre.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O escrito indígena Yamaluí Kuikuro Mehinaku, em entrevista à Agência Brasil no Acampamento Terra Livre – Foto Valter Campanato/Agência Brasil

O trabalho dele passou a ser tão importante que virou poliglota. Passou a dominar a linguagem das 16 etnias na região do Rio Xingu.

“As línguas não se parecem e têm diferentes origens, mas ele passou a identificar como aquele trabalho poderia ser estratégico para o seu povo”.

Segundo o neto, ao conseguir dar visibilidade ao seu povo, Nahu foi fundamental para o maior dos feitos: influenciar para a demarcação da terra em 1961, assinada pelo então presidente Jânio Quadros.

Além do idioma como caminho para lutar pela causa indígena, ele era mestre de cantos e de conhecimentos de diferentes áreas. Quando idoso, insistia com os netos sobre a necessidade de estudar. 

“Ele dizia: ‘eu briguei e consegui. Agora, estou deixando para vocês protegerem nosso território’. Ele pedia que a gente tomasse cuidado com os brancos”. Nahu pedia que transformassem conhecimentos e memórias orais em documentos.

O biógrafo entendeu o recado e, depois do falecimento do avô, passou a pesquisar sobre a longa vida do patriarca. Decidiu, então, que seria importante transformar tanto saber em páginas de livros. “Quando a gente conta apenas de forma oral, vocês (não indígenas) não acreditam. Agora, está no papel para que vocês acreditem”. 

O escritor ficou orgulhoso quando viu que o avô se encontrou com presidentes da República e com o marechal Cândido Rondon (1865 – 1968), primeiro diretor do antigo Serviço de Proteção ao Índio.

Uma missão do biógrafo é fazer com que as novas gerações não deixem de conhecer a história do avô e que se inspirem para continuar protegendo a cultura e as terras.

Yamaluí alerta que as escolas que atendem indígenas na região não evocam o suficientemente os personagens dos povos originários. “Ainda se ensina mais a cultura do branco. Eu escrevi porque a história do vovô estava abandonada e excluída. Ninguém contava a história dele e eu contei”. Fonte: Agência Brasil

Indígenas pedem territórios livres da exploração de petróleo

Os mais de 7 mil Indígenas que participam, nesta semana, do Acampamento Terra Livre, em Brasília, têm uma marcha agendada para a tarde desta quinta-feira (9), a partir das 14h.

O grupo vai andar do Eixo Monumental até a Esplanada dos Ministérios para entregar reivindicações. As lideranças vão apresentar proposta sobre a exclusão de exploração de petróleo e gás em territórios indígenas.

Na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em 2025 em Belém (PA), o Mapa do Caminho para afastamento da economia dependente de combustíveis fósseis, uma das prioridades do governo brasileiro, não entrou na lista de consensos. No evento, porém, representantes ministeriais de mais de 80 países declararam apoio oficial à proposta, segundo o governo.

“Como foi uma proposta do governo brasileiro para a construção do mapa do caminho e o desmatamento zero e também para a não exploração de petróleo e gás, nós estamos apresentando algumas propostas ao governo para ser incluída no texto”, disse  o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinaman Tuxá.

O documento deve ser recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.  As reivindicações direcionadas ao Poder Executivo incluem também o pedido de mais demarcações e outras políticas públicas. “Nós vamos entregar documentações nos ministérios dos Povos Indígenas, do Meio Ambiente, da Agricultura e Pecuária, e no Itamaraty”, afirmou o coordenador da Apib.Fonte: Agência Brasil

Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45.

Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta.

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800.

Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado.

“Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento.

Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos.

O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina.

Regime de chuvas

O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento.

“Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe).

Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano.

“Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados.

O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026.

“Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista.

A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos.

Salário mínimo

O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso mínimo. Na comparação com março de 2025 o mínimo necessário seria de R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00.Fonte: Agência Brasil