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Especialistas pedem revogação do novo ensino médio

Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Entidades e pesquisadores da área da educação afirmam a necessidade de revogação da lei de 2017 que estabeleceu o novo ensino médio e sugerem a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio publicadas em 2012. Na última semana, o Ministério da Educação (MEC) abriu consulta pública para avaliação e reestruturação da política nacional de ensino médio, mas, para os especialistas, antes do diálogo, é urgente a revogação da medida.

“E, ao ser revogado, é necessário que o governo receba estudantes, professores e profissionais da educação pra poder formular e concretizar um modelo de ensino que faça sentido pra nossa geração”, disse à Agência Brasil a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz.

Para o professor e pesquisador da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, a abertura de diálogo é sempre positiva, mas a consulta do MEC não deixa a agenda completamente aberta para discussão.

“Ela restringe a participação a um cronograma muito apertado e, simplesmente, a questões de implementação da reforma, sendo que a demanda dos estudantes e dos professores é a revogação”, disse. “O que a reforma tem gerado de desorganização das redes, de desestruturação curricular e de baixíssima formação dos estudantes é algo que precisa ser, de fato, denunciado”, completou.

A consulta tem prazo de 90 dias para as manifestações, com possibilidade de prorrogação. Ela será implementada por meio de audiências públicas, oficinas de trabalho, seminários e pesquisas nacionais com estudantes, professores e gestores escolares sobre a experiência de implementação do novo ensino médio nos 26 estados e Distrito Federal.

Para a professora e coordenadora do Observatório do Ensino Médio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mônica Ribeiro da Silva, a estratégia da consulta pública, pelo prazo apresentado, pode desmobilizar o debate nacional que já está em andamento. Ela sinaliza que não há a disposição do governo para uma mudança mais estrutural, de revogação, mas sim de fazer ajustes naquilo que já existe na reforma do ensino médio.

“Esperávamos um ministério que, de fato, pusesse um fim àquela lei que nasceu do golpe de 2016, pelo governo [Michel] Temer, por medida provisória, no debate apressado no Congresso Nacional e que acabou sendo regulamentada em cada rede estadual de um jeito. Nós temos, hoje, 27 ensinos médios pelo Brasil. Nós temos currículos com 200 páginas e currículos com 900 páginas, todos eles com assessoria privada. Este novo ensino médio é um enorme mercado que existe apenas para atender as fundações empresariais”, apontou a professora da UFPR.

Sala de aula
Sala de aula – REUTERS / Amanda Perobelli / Direitos reservados

Procurado pela reportagem, o MEC encaminhou declaração pública do ministro da Educação, Camilo Santana, em que esclarece que a consulta é exatamente para orientar e subsidiar as decisões que serão tomadas.

“Já identificamos que há necessidade de correções, necessidade de um bom debate. Porém, acho que é do processo democrático, até porque o ensino médio já está em andamento na sua implementação, [acho que] é importante ouvir as entidades, os especialistas da área, os estudantes, professores, para que a gente possa, com muita responsabilidade, tomar decisões. Nosso grande objetivo é garantir qualidade, um bom ensino médio para os estudantes jovens do Brasil”, disse.

Segundo o ministro, as decisões precisam ser tomadas brevemente, pois as diretrizes da política servirão de base para a elaboração do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024.

No entanto, uma pesquisa recente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi) sobre as mudanças que estão sendo realizadas apontam o desconhecimento da população sobre a reforma. “Infelizmente, não houve uma articulação estruturada sobre as mudanças trazidas entre a aprovação da nova legislação, em 2017, e o início da obrigatoriedade de sua implementação, no início de 2022”, disse o diretor-geral do Senai e diretor-superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi.

O novo ensino médio

A atual política do ensino médio, Lei 13.415/2017, foi aprovada em 2017 com o objetivo de tornar a etapa mais atrativa, implantar o ensino integral e evitar que os estudantes abandonem os estudos.

Com o modelo, parte das aulas deverá ser comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções, está dar ênfase às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários, entretanto, depende da capacidade das redes de ensino e das escolas.

A implementação ocorre de forma escalonada até 2024. Em 2022, ela começou pelo 1º ano do ensino médio com a ampliação da carga horária para, pelo menos, cinco horas diárias. Pela lei, para que o novo modelo seja possível, as escolas devem ampliar a carga horária para 1,4 mil horas anuais, o que equivale a sete horas diárias. Isso deve ocorrer aos poucos.

Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), mesmo em meio à pandemia de covid-19, as secretarias estaduais mantiveram o cronograma e todos os estados já estão com os referenciais curriculares do novo ensino médio homologados. Em 2023, a implementação segue com o 1º e 2º anos e os itinerários devem começar a ser implementados na maior parte das escolas. Em 2024, o ciclo termina, com os três anos do ensino médio.

Além das atribuições no Observatório da UFPR, Mônica coordena uma rede de 23 grupos de pesquisa pelo país que acompanha, desde 2017, a regulamentação e implementação do novo ensino médio nas escolas. Segundo ela, o movimento estudantil, as entidades de classe e as sociedades científicas já entregaram ao MEC o resultado desses anos de pesquisa que aponta os problemas da política atual do ensino médio, material que poderia ser utilizado para embasar a revogação e acelerar as mudanças necessárias.

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, as entidades de classe querem o retorno do Fórum Nacional da Educação, na composição que existia em 2016, antes de ser alterado pelo governo Michel Temer. O fórum é um espaço de interlocução entre a sociedade civil e o governo, estabelecido pela lei do Plano Nacional da Educação (PNE), de 2014.

“Ele é composto de 50 entidades e movimentos da educação e tem a tarefa de avaliar políticas públicas e fazer propostas ao MEC sobre os melhores encaminhamentos. Entendemos que esse espaço, restituído sua composição de 2016, seria o espaço adequado para fazer esse debate do ensino médio”, disse ele, também defendendo a revogação da atual lei.

Diretrizes adequadas

Para Araújo, uma das alternativas é a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio definidas em 2012 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) após extenso debate, mas que acabaram paradas com a desorganização política do país a partir de 2013. “Elas apontam a perspectiva de projeto entre as disciplinas, para integrar esse processo de formação e encontrar uma forma de deixar o ambiente mais adequado no processo de ensino e aprendizagem”, explicou o presidente da CNTE.

O texto traz avanços quanto à concepção do ensino médio como um direito social de cada pessoa e dever do Estado em sua oferta pública e gratuita a todos. A resolução do CNE articulou os eixos do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura para formação integral do estudante, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.

Para a professora da UFPR, “nenhuma lei é eterna e, assim como foi mudada em 2017, pode ser alterada novamente”. “Nós tínhamos no Brasil experiências muito interessantes dos governos do PT antes dessa reforma, por exemplo, as diretrizes curriculares nacionais de 2012, que sequer foram implementadas, que trazem uma outra concepção do ensino médio e de juventude”, ressaltou.

“Nós tínhamos a experiência do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, a experiência do Ensino Médio Integrado. Então não dá para dizer também que não tem o que por no lugar. E, obviamente, a partir daí outras contribuições seriam necessárias”, acrescentou.

Segundo Daniel Cara, a aplicação das diretrizes de 2012 fariam com que o Brasil construísse “um caminho de fortalecimento da etapa do ensino médio”. Além disso, para ele, uma alternativa seria colocar na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que a implementação dos itinerários fosse facultativa para as redes e escolas.

“E eu tenho certeza que se ela for facultativa, em pouquíssimo tempo, a maior parte das redes públicas não vai seguir com a reforma, o que significa concretamente que a reforma não é boa, elas estão sendo forçadas à implementação”, argumentou.

Disciplinas: brigadeiro e sabonete

A professora Mônica Ribeiro afirma que o novo ensino médio fragiliza a formação dos estudantes e aumenta a evasão e abandono escolar. Ela cita a redução de carga horária de disciplinas como sociologia, filosofia e biologia, “que os estudantes precisam, inclusive se quiserem cursar a universidade”, e critica a substituição dessas por “coisas” como: “fazer brigadeiro, como cuidar dos pets, como fazer sabonete”.

“O que significa para um jovem de escola pública, que é 85% das matrículas no Brasil do ensino médio, cursar essas quinquilharias? Será que nós já não temos elementos suficientes para uma intervenção mais séria? Enquanto se realiza essa famigerada consulta pública, os estudantes continuarão a ter essas ‘coisas’ que eu me recuso a chamar de disciplinas. Isso é que eu chamo de uma violência”, disse.

Já para a presidenta da Ubes, Jade Beatriz, além da grade curricular ruim, o novo ensino médio desconsidera as diversas realidades estruturais do país e agrava as desigualdades sociais. “Enquanto estudantes de escolas particulares estão nos laboratórios de robótica, química e física, temos aula de como fazer brigadeiro na grade curricular da escola pública. Isso é muito injusto! Nesse modelo não há um incentivo e capacitação para querer adentrar a universidade”, argumentou.

Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. – Tomaz Silva/Agência Brasil

“Nossas escolas não têm estrutura. É só fazer um recorte e ver a fotografia da escola pública hoje: teto desabando, salas alagadas quando chove, banheiro sem pia, escola sem banheiro, muitos sem saneamento e sem merenda. […] Como aumentamos tanto a grade curricular para escolas que não tem o mínimo de estrutura pra executar?”, questionou.

“Muitos estudantes precisam frequentar mais de uma escola pra poder conseguir cumprir toda grade. Isso envolve muito, envolve passagem de ônibus, envolve alimentação, envolve um pequeno recurso que pode vir a ser muito para os estudantes, que por consequência, acabam desistindo”, finalizou.

Estrutura insuficiente

Além disso, para Mônica, é falsa a possibilidade de escolhas dos estudantes, já que muitas escolas, justamente pela falta de estrutura citada por Jade, oferecem apenas um itinerário formativo, sobretudo aquelas dos municípios menores ou das periferias das grandes cidades, “gerando uma desigualdade imensa do acesso a conhecimento entre os estudantes”.

Nesse mesmo sentido, o presidente da CNTE lembra que em Pernambuco, onde um modelo semelhante ao novo ensino médio já vinha sendo aplicado há 17 anos, mais de 800 mil jovens entre 15 e 29 anos não concluíram o ensino médio, enquanto aqueles que concluíram ou estão matriculados somam 341 mil. Segundo ele, o modelo passou a ser aplicado quando Mendonça Filho era vice-governador de Pernambuco, o mesmo que foi ministro da Educação do governo Temer, na ocasião da reforma nacional.

“Quando você fecha três turnos da escola e coloca ela em tempo integral, você tira a juventude da escola, principalmente os mais pobres que precisam ajudar a família a ter o sustento do dia a dia”, disse Araújo, também destacando negativamente o esvaziamento do conteúdo disciplinar.

Para o professor Daniel Cara, apesar de algumas poucas escolas conseguirem ofertar a educação integral e o aprofundamento curricular dos itinerários, a reforma do ensino médio fracassou.

“Temos sempre que pensar a política educacional na escala, são 180 mil escolas no Brasil e boa parte oferta o ensino médio. E pensando no conjunto das escolas, a reforma hoje tem gerado mais problemas do que trazido soluções. […] O novo ensino médio está sendo implementado e não está acontecendo, porque ele é tão caótico, é tão desorganizado que ele sequer se estruturou”, explicou. “O problema não é de implementação e organização, o problema é que a reforma não é adequada”, completou.

Segundo ele, pelo que se tem visto nas escolas e nos trabalhos relacionados a projeto de vida e empreendedorismo, o Brasil será “uma fábrica de coachings de Instagram” se houver insistência na atual reforma. “É um conteúdo completamente absurdo nas escolas, é tratar questões sérias como filosofia, sociologia, história e geografia como autoajuda. Isso não pode prevalecer”, disse.

Para o diretor do Sesi/Senai, Rafael Lucchesi, a reforma vai na direção certa ao superar o modelo de ensino passivo-reprodutivo e incentivar o protagonismo do estudante na construção de um projeto de vida e de carreira por meio de uma abordagem interdisciplinar.

“Acreditamos, portanto, que os debates devem ser direcionados para identificar os gargalos e possibilitar uma implementação efetiva do modelo”, disse. “Para isso, são indispensáveis investimentos, não só em estruturas físicas e equipamentos, como também na formação de professores, cujo papel é determinante para as transformações do sistema de ensino e manutenção da qualidade da prática pedagógica e dos resultados da aprendizagem”, destacou.

Fonte: Agência Brasil Edição: Marcelo Brandão

Homem é assassinado a tiros em rua da Vila Irmã Dulce, Zona Sul de Teresina

Viatura do Instituto de Medicina Legal (IML), em Teresina, no Piauí — Foto: Laura Moura /g1

Leandro Carvalho Sousa, de aproximadamente 30 anos, foi encontrado morto a tiros logo depois da meia-noite de domingo (12). O caso deve ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Um homem chamado Leandro Carvalho Sousa, de aproximadamente 30 anos, foi assassinado no início da madrugada deste domingo (12), na Vila Irmã Dulce, na Zona Sul de Teresina.

Segundo a Polícia Militar, Leandro foi morto a tiros, pouco depois da meia noite, em uma rua do bairro.

Ainda segundo a PM, não foram identificadas até o momento testemunhas do crime. Assim, não há informações sobre como o crime aconteceu ou quantas pessoas participaram do homicídio.

Leandro respondia a processos por furtos cometidos na região, mas não há informações que liguem esses processos ao assassinato.

Os policiais militares isolaram o local do crime para o trabalho da perícia criminal. O caso deve ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

2º homicídio na Zona Sul

Na noite de sábado (11), por volta de 21h45, um homem identificado como Júlio César Alves da Silva foi assassinado a tiros e outro foi baleado na noite desse sábado (11), na praça da Igreja São Raimundo Nonato, no bairro Piçarra, Zona Sul de Teresina.Fonte: G1-PI

Após ficar embriagada, mulher é estuprada pelo irmão e o sobrinho em Santa Rita (MA)

Informações são da Polícia Civil, que investiga o caso. Mulher ficou inconsciente após ingerir bebida alcoólica e os criminosos aproveitaram a vulnerabilidade da vítima para cometer o crime.

A Polícia Civil prendeu um homem, de 23 anos; e apreendeu um adolescente, de 15, que são suspeitos de cometerem o crime de estupro de vulnerável em Santa Rita, a cerca de 80 km de São Luís.

Segundo a polícia, o crime teria acontecido na última segunda-feira (6), na Comunidade Areias, contra uma uma mulher, de 40 anos, que estava em Santa Rita após sacar um benefício social. Ela é moradora de Itapecuru-Mirim.

Logo depois de sacar o dinheiro, ela foi até a casa de parentes e ingeriu bebida alcoólica. Com isso, acabou perdendo a consciência e dormindo em um sofá.

Por conta da vulnerabilidade da mulher, o homem, que é irmão dela, aproveitou a situação para estuprá-la. O sobrinho dela, de 15 anos, também teria participado do crime.

Ambos os suspeitos foram detidos e conduzidos à delegacia. O homem, de 23 anos, foi preso e levado para a Unidade Prisional de Ressocialização de Rosário; enquanto o adolescente foi apreendido e encaminhado para o Instituto Canaã, em São Luís.Fonte: G1-MA

Veja concursos públicos com editais publicados de 12 a 19 de março na PB

Veja concursos públicos e seleções com editais publicados de 12 a 19 de março na PB — Foto: Freepik/Reprodução

A Paraíba tem três editais abertos referentes a concursos públicos com vagas no estado, de de 12 a 19 de março. São 110 vagas sendo ofertadas com oportunidades em diversas áreas.

Confira as oportunidades disponíveis e como concorrer.

Concurso do Ministério Público da Paraíba (MPPB)

  • Vagas: 11 + formação de cadastro de reserva
  • Nível: médio e superior
  • Cargos: analista e técnico ministerial
  • Remuneração: entre R$ 7.037,1 (médio) e R$ 8.165,44 (superior)
  • Prazo de inscrição: até 31 de março
  • Local de inscrição: site da organização, Fundação Carlos Chagas (FCC)
  • Provas objetivas: 21 de maio
  • Resultado final: 8 de agosto
  • Edital do concurso

Concurso da Prefeitura de Itapororoca

  • Vagas: 75
  • Nível: fundamental, médio, técnico e superior
  • Remuneração: entre R$ 1.302 e R$ 3 mil
  • Prazo de inscrição: até 12 de março
  • Local de inscrição: site da organizadora, a Funvapi
  • Provas objetivas: 2 de abril
  • Resultado final: 30 de maio
  • Edital do concurso

Concurso da Câmara Municipal de Cajazeiras

Sine Paraíba tem quase 350 vagas de emprego a partir desta segunda-feira (13); veja lista

Carteira de Trabalho Digital — Foto: Leonardo Bosisio/g1

João Pessoa é a cidade com mais vagas, com 182 oportunidades. O cargo de destaque é o de balconista de açougue, com 25 vagas.

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-PB) disponibiliza, entre os dias 13 e 17 de março, 345 vagas de emprego distribuídas em sete municípios paraibanos, sendo as vagas para João PessoaCampina GrandeGuarabiraPombalSão Bento e Santa Rita.

João Pessoa é a cidade com o maior número de ofertas de trabalho, são 182, destacando as vagas para os cargos de balconista de açougue, (25); fiscal de prevenção de perdas, (20); balconista de açougue, (20); atendente do setor de hortifrutigranjeiros (18) e açougueiro (15).

Na cidade de Campina Grande, o Sine-PB ofertará 77 oportunidades de trabalho em diversas áreas.

O posto do Sine do município de São Bento possui 26 vagas, sendo seis para atendente de farmácia; cinco para operador de caixa e quatro ofertas para farmacêutico. No posto de Santa Rita serão disponibilizadas 25 vagas, sendo cinco para auxiliar de produção, exclusivas para pessoas com deficiência física

No município de Guarabira, serão ofertadas 24 oportunidades de trabalho, sendo 20 para ajudante de obras. E na cidade de Pombal estarão disponíveis 11 vagas, sendo 10 para consultor de vendas.Fonte: G1-PB

Ação no sul do país liberta 56 pessoas submetidas a trabalho escravo

Trabalhadores escravos resgatados em fazenda no Rio Grande do Sul.

Uma denúncia levou servidores dos ministérios Público do Trabalho (MPT) e do Trabalho e Emprego (MTE) a libertar 56 pessoas submetidas a condições laborais semelhantes à escravidão em Uruguaiana (RS).

Dos 56 trabalhadores resgatados nesta sexta-feira (10), dez tinham entre 14 e 17 anos de idade. As vítimas da escravidão contemporânea trabalhavam em duas fazendas de arroz das estâncias Santa Adelaide e São Joaquim, na cidade gaúcha.

Segundo o MPT, além de não receberem dos empregadores os equipamentos de proteção necessários e os instrumentos adequados para colher o cereal ou aplicar agrotóxicos na plantação, os trabalhadores não eram registrados. E antes mesmo do início da jornada de trabalho, tinham que andar longas distâncias sob o sol para chegar às áreas de plantio.

A operação, que contou com o apoio da Polícia Federal (PF), resultou no maior número de pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão já registrado em Uruguaiana. De acordo com o MPT, os trabalhadores foram recrutados para o serviço por um agenciador que procura mão de obra em cidades da região, como Itaqui, São Borja, Alegrete e na própria Uruguaiana.

Ainda segundo o Ministério Público, as vítimas relataram que recebiam R$ 100 por dia, mas tinham que pagar pela comida e até mesmo por parte das ferramentas de trabalho que utilizavam. “Nessas condições, a comida estragava constantemente e os trabalhadores não comiam nada o dia inteiro. Se algum deles adoecesse, teria remuneração descontada”.

Em nota, o MPT também afirma que, segundo os relatos das vítimas, um adolescente sofreu um acidente enquanto manuseava um facão para colher o arroz, tendo perdido parcialmente os movimentos de um dos pés.

O homem responsável por intermediar a contratação dos trabalhadores foi preso em flagrante, acusado de submeter pessoas à condição análoga a de escravidão (Art. 149 do Código Penal). Os donos das duas fazendas serão notificados para assinar a carteira de trabalho dos resgatados e pagar as devidas verbas rescisórias. O MPT ainda pretende pedir na Justiça que os fazendeiros sejam obrigados a indenizar as vítimas por danos morais individuais e coletivos.

Já os trabalhadores foram encaminhados de volta a suas casas e vão receber de imediato três parcelas de seguro-desemprego.

Fonte: Agência Brasil Edição: Marcelo Brandão

Homem é morto a tiros e outro é baleado em praça na Zona Sul de Teresina

Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar caso — Foto: Ilanna Serena/g1

O crime aconteceu no bairro Piçarra. A vítima foi identificada como Júlio César Alves da Silva. O outro baleado não foi identificado.

Um homem identificado como Júlio César Alves da Silva foi assassinado a tiros e outro foi baleado na noite desse sábado (11), na praça da Igreja São Raimundo Nonato, no bairro Piçarra, Zona Sul de Teresina.

De acordo com a Polícia Militar do Piauí, por volta de 21h45, dois criminosos em uma motocicleta chegaram na praça, desceram do veículo e efetuaram disparos de arma de fogo contra as vítimas.

Júlio César não resistiu e faleceu. A PM não divulgou informações sobre o estado de saúde do outro baleado.

Os autores do crime fugiram do local e, até o momento, não foram identificados. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo homicídio

Também na noite desse sábado (11), Leandro Carvalho Sousa foi morto a tiros na Vila Irmã Dulce, Zona Sul de Teresina. Ele é suspeito de praticar roubos.

Ainda não há informações sobre como o homicídio ocorreu. O caso também será apurado pelo DHPP.Fonte-G1PI

Duas apostas do Maranhão faturam juntas R$ 60 mil na quina da Mega-Sena

Volante da Mega-Sena — Foto: Ana Marin/g1

Os ganhadores são das cidades de Senador Alexandre Costa e da capital, São Luís, e cada um vai receber um total de R$ 30.374,17.

Duas apostas do Maranhão faturaram juntas R$ 60 mil ao acertarem a quina da Mega-Sena no concurso que aconteceu na noite desse sábado (11), em São Paulo. Os ganhadores são das cidades de Senador Alexandre Costa e da capital, São Luís.

As duas apostas vencedoras são simples com seis números marcados no volante. Cada apostador vai receber o total de R$ 30.374,17.

Ninguém acertou o prêmio principal da Mega-Sena. O prêmio principal acumulou e deve chegar a R$ 16 milhões no sorteio da próxima terça-feira (14). As dezenas sorteadas no concurso desse sábado foram 03 – 07 – 15 – 22 – 24 – 50.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.Fonte: G1MA

Carro bate em van e deixa pelo menos 16 pessoas feridas na PB-075, em Alagoa Grande

Duas mulheres e dois homens estão em atendimento no Hospital de Campina Grande; todas as vítimas do acidente devem ser encaminhadas para a unidade — Foto: João da Paz/Ascom/Divulgação

Não há registro de vítimas fatais, de acordo com informações preliminares do Hospital de Trauma de Campina Grande.

Uma batida frontal entre um carro e uma van deixou pelo menos 16 pessoas feridas na manhã deste domingo (12), na rodovia PB-075, entre os municípios de Alagoa Grande e Alagoinha, na Paraíba.

Conforme a Secretaria de Saúde de Alagoa Grande, a batida teria sido causado pelo motorista do carro, que estaria embriagado. Entretanto, as circustâncias do acidente ainda devem ser apuradas. A van vinha de Soledade e transportava pessoas para a cidade de Guarabira.

As 16 pessoas foram removidas do local do acidente por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e foram levadas para o Hospital Público de Alagoa Grande. Algumas receberam atendimento inicial nesta unidade de saúde e posteriormente foram transferidas para o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande.

Todas as 16 vítimas do acidente devem ser transferidas para o Hospital de Trauma de Campina Grande, segundo informações da unidade dadas ao g1.

Até a última atualização desta matéria, duas mulheres e dois homens se encontravam em atendimento no Trauma de Campina Grande. As outras vítimas estão em deslocamento, ainda segundo a unidade. O estado de saúde dessas pessoas não foi informado.

De acordo com informações preliminares do Hospital de Trauma, não há registro de vítimas fatais.Fonte: G1-PB

Homem é preso suspeito de extorquir R$ 130 mil de ex-namorada, em João Pessoa

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em João Pessoa. — Foto: Divulgação/Governo da Paraíba

Suspeito realizava as extorsões há três anos, mas foi em agosto de 2022 que a vítima começou a questionar tantos pedidos de dinheiro.

Um homem foi preso na tarde desta sexta-feira (10) suspeito de extorquir aproximadamente R$ 130 mil da ex-namorada, em João Pessoa. O suspeito ameaçava publicar nas redes sociais fotos íntimas da vítima e a ameaçava quase que diariamente, conforme informações da Polícia Civil.

Segundo a delegada Amindonzele Oliveira, o suspeito realizava as extorsões há três anos, mas foi apenas em agosto de 2022 que a vítima começou a questionar tantos pedidos de dinheiro. Por conta dos questionamentos, o homem simulou uma postagem nas redes sociais, com uma foto íntima da vítima, e pedia uma quantia em dinheiro para não fazer a publicação.

A delegada explica que a mulher estava sendo pressionada psicologicamente pelo agressor, que a ameaçava dizendo que se não enviasse o dinheiro, iria prejudicar a imagem dela.

A prisão foi feita nesta sexta-feira após um acordo entre a vítima e o suspeito para o envio de uma nova remessa de dinheiro. Ele pediu para que uma outra pessoa fizesse o recebimento do valor.

Durante a ação o homem que recebeu o dinheiro fruto da extorsão foi preso e informou a localização do ex-namorado da vítima, que também foi preso por extorsão, além de ser enquadrado na Lei Maria da Penha. A Polícia acredita que há mais vítimas e segue com as investigações.

Veja como denunciar

Segundo a Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher é qualquer ação ou omissão que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. O atendimento às vítimas pode ser realizado direto nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher ou pelo Disque 180. Para casos de emergência, a Polícia Militar deverá ser acionada pelo número 190. E para denúncias anônimas, busque a Polícia Civil pelo 197.Fonte: G1-PB