Um homem suspeito envolvido no homicídio de Davi Júnior, sargento aposentado da Polícia Militar do Maranhão, morreu em confronto com a polícia na noite de sábado (8), em Satubinha, na região do Médio Mearim. Ele foi identificado como Isaac Lima Sousa, de 22 anos.
De acordo com a Polícia Militar, ele foi localizado junto com outros dois homens, durante as operações de busca dos autores do homicídio. Moradores, relataram aos policiais, que viram três suspeitos fugindo em direção à uma estrada vicinal que dá acesso a cidade de Pio XII.
Ao serem localizados, a PM deu voz de prisão aos suspeitos que atiraram e, logo em seguida, começou uma troca de tiros com os policiais. Isaac Lima foi alvejado e os outros dois suspeitos fugiram por uma região de mata.
O homem chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Antônio Martins da Rocha, em Satubinha, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Os demais suspeitos ainda não foram localizados pela polícia.
Após a ação, os PMs fizeram buscas na área e encontraram uma arma que pertencia ao sargento e foi levada durante o crime. Além disso, a polícia também apreendeu outro revólver, munições, carregadores e celulares.
A Polícia Civil informou que a prisão temporária dos demais envolvidos já foi decretada. São três pessoas, dentre elas, dois traficantes da região que são apontados como mandantes do crime.
Entenda o caso
O sargento aposentado da Polícia Militar do Maranhão, Davi Júnior, foi assassinado a tiros, na sexta-feira (7), na cidade de Satubinha, na região do Médio Mearim. O sargento foi morto com um tiro na cabeça, dentro de um bar da cidade.
Segundo informações da Polícia Civil, o PM tinha saído de uma partida de futebol e foi com três amigos para um bar. Dois homens chegaram no local e, sem qualquer discussão, foram até o PM e o executaram a tiros. Em seguida, a dupla fugiu do local do crime em uma motocicleta.
Após o crime, a Polícia Militar foi acionada e fez buscas na cidade e em municípios vizinhos, para tentar identificar e prender os autores do crime, mas ninguém ainda foi preso. De acordo com a Polícia Civil, há informações de que o PM estava recebendo ameaças de morte.
O sargento Davi Júnior trabalhava no fórum de Justiça da cidade de Olho d’Àgua das Cunhãs e morava com a família em Satubinha. Fonte: G1-MA
O Movimento Negro Unificado (MNU) completou esta semana 45 anos de história de lutas em defesa do povo negro em todos os aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais. O próprio lançamento público foi histórico: o ato de fundação do MNU, em 7 de julho de 1978, reuniu mais de duas mil pessoas em frente às escadarias do Theatro Municipal de São Paulo, em plena Ditadura Civil-Militar (1964-1985), cena que entrou para a história do país.
As atividades do movimento dialogam com o conceito Sankofa, originado de um provérbio tradicional entre os povos de língua Akan da África Ocidental, que diz: se wo were fi na wosan kofa a yenki, que pode ser traduzido por “não é tabu voltar atrás e buscar o que esqueceu”, e representa o olhar para o passado para a construção de um futuro.
Ao longo da história, o MNU tem avançado com a pauta antirracista, a começar com a definição do que é ser negro, explica a integrante da coordenação nacional do movimento, Simone Nascimento.
“O MNU contribuiu na compreensão de várias questões, inclusive com o IBGE, com o próprio reconhecimento de negro na sociedade, tirando aquelas variações de tom de peles que existiam e que faziam parte do mito da democracia racial. Nos levou à compreensão de que a população negra é a maioria no Brasil e, portanto, precisa de reparação histórica, políticas públicas pensadas na superação do racismo”.
O feminismo negro é outra frente, completa Simone. “O movimento contribuiu com a compreensão da tripla exploração contra a mulher negra e portanto, contra todas as mulheres, com proteção da exploração sexual, o machismo e a desigualdade salarial. Então, o MNU pauta essa questão do feminismo, o movimento de mulheres negras brasileira é reconhecido internacionalmente”.
Mais uma contribuição é na área da educação, por meio da Lei nº 11.645/2008, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” nas escolas de ensino fundamental e médio.
“O MNU debateu em muitos fóruns de educação o que significava o direito à memória, então a própria lei, de ensino de história africana e indígena, que ainda não foi implementada plenamente, é uma vitória construída a partir desses debates”, destaca Simone.
Outra frente, defendida desde a fundação, é o combate à prisão de negros a partir do racismo. “A questão de que toda prisão é uma prisão política, no sentido da necessidade do desencarceramento da população negra no Brasil e do combate à genocidade negral que o MNU combateu desde o início, quando denunciou o racismo vivido por jovens do Clube Regatas Tietê e também pelo Robson Silveira da Luz, um trabalhador que cuja morte, por policiais racistas, originou o nascimento do MNU”.
Um dos fundadores do movimento, José Adão Oliveira, elenca as bandeiras que o MNU defende. “O MNU contribuiu expondo suas faixas e lutando em todos os espaços pela democracia e igualdade racial, pela diversidade sexual, contra a violência policial e discriminação racial, pelo item cor no censo do IBGE em 1980, pelo Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, pela história e cultura negra na educação e pelo Parque Histórico Cultural-Quilombo dos Palmares/Serra da Barriga”.
Desafios e legado
Os desafios ainda são muitos, explica Simone. “Os principais desafios atuais é de fato que a população negra tenha a reparação histórica, não conseguimos superar o racismo no Brasil ainda, 135 anos depois da falsa abolição. Muitas políticas públicas necessárias não estão implementadas, então a gente precisa de fato fazer com que a principal questão hoje da população negra seja resolvida, que é acabar com esses índices de genocídio, de mortalidade policial, isso trata-se de um outro modelo de segurança pública”.
Ela destaca também outros direitos fundamentais que são desrespeitados. “Nós temos também a questão do acesso à educação plena, a trabalho, renda, moradia. Se a gente olhar os direitos democráticos da cidadania no Brasil, os negros só vão poder ser democráticos cidadãos quando a gente eliminar o racismo, porque a população negra é a maioria”.
Na opinião da integrante do MNU, as novas gerações têm contribuído para manter o debate em torno das pautas antirracistas. “O maior legado do movimento negro no Brasil é esse encontro de gerações, que no momento que se encontram lutam juntos para superar o racismo, construir o bem viver na sociedade brasileira e dessa forma contribuir com o debate internacional também como tem feito o MNU há 45 anos”.
A reforma tributária, aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados, prevê a instituição do Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Na prática, essa tributação atingirá bebidas alcoólicas, cigarros e alimentos com excesso de açúcar ou de sal.
Assim como o IVA dual, a alíquota do Imposto Seletivo será determinada posteriormente à reforma tributária. Para os cigarros e as bebidas alcoólicas, não deverá haver grandes alterações de preços, porque esses produtos, há décadas, pagam grandes alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como política de saúde pública.
Para os demais produtos com riscos sanitários e ambientais, o Imposto Seletivo resultará em encarecimento.
A inclusão dos agrotóxicos e defensivos agrícolas, no entanto, ainda será discutida em lei complementar. Para facilitar a aprovação da reforma tributária pela bancada ruralista, o governo concordou em excluir do Imposto Seletivo os insumos agrícolas, inclusive os agrotóxicos, que se beneficiam da alíquota de IVA reduzida em 60%.
Heranças
Atualmente, as heranças e doações no Brasil pagam Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação. Cada estado define a alíquota, mas o imposto médio correspondia a 3,86% em 2022, sem progressividade (alíquotas maiores para heranças maiores) na maioria das unidades da Federação.
Além de estabelecer a alíquota progressiva, para que as famílias mais ricas paguem mais, a reforma tributária permitirá a cobrança sobre heranças e doações vindas de outros países.
Para facilitar as negociações, no entanto, o relator Aguinaldo Ribeiro isentou a transmissão para entidades sem fins lucrativos com finalidade de relevância pública e social, inclusive as organizações assistenciais e beneficentes de entidades religiosas e institutos científicos e tecnológicos. Uma lei complementar definirá as condições para essas isenções.
Cashback
A reforma prevê a possibilidade de cashback, devolução parcial do IVA dual a mais pobres, a ser definido por meio de lei complementar. Ainda não está claro se o mecanismo abrangerá apenas as famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) ou se haverá maior limite de renda, como famílias com renda de até três salários mínimos.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados em março, o secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, apresentou sugestões sobre como ocorreria essa devolução . Segundo o secretário extraordinário da Reforma Tributária, o cashback poderia ter como base o Cadastro de Pessoa Física (CPF) emitido na nota fiscal, com o valor da compra e a inscrição no Cadastro Único sendo cruzadas para autorizar a devolução.
Appy citou o exemplo do Rio Grande do Sul, que implementou um sistema de devolução do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2021 para famílias inscritas no Cadastro Único com renda de até três salários mínimos por meio de um cartão de crédito.
Inicialmente, o governo gaúcho devolvia um valor fixo por família e agora começou a devolver por CPF, com base no cruzamento de dados entre o valor da compra e a situação cadastral da família. Em locais remotos, sem acesso à internet, secretário extraordinário da Reforma Tributária sugeriu um sistema de transferência direta de renda, complementar ao Bolsa Família.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, decretou, neste domingo (9), situação de emergência em 12 cidades da Zona da Mata, fortemente atingida pelas chuvas. Segundo a Defesa Civil do estado, até o momento, chuvas intensas afetaram 2.862 pessoas de 756 famílias. Desse total, estão desalojadas 447 pessoas de 656 famílias e desabrigadas 101 famílias.
A situação de emergência está estabelecida nos municípios de São Benedito do Sul, Belém de Maria, Água Preta, Catende, Quipapá, Xexéu, Barreiros, Joaquim Nabuco, Cortês, Jaqueira, Rio Formoso e Maraial. Treze pontos de deslizamentos foram registrados nessas cidades –sendo quatro em Catende, sete em Joaquim Nabuco, um em Cortês, e um em Rio Formoso.
Em nota, o governo informou que, para decretar a situação, levou em conta a preservação do bem-estar da população e das atividades socioeconômicas das regiões atingidas e o fato de os habitantes dos municípios afetados ainda não terem condições satisfatórias de superar os danos e prejuízos provocados.
O governo também anunciou a disponibilização de R$ 1,34 milhão para o custeio imediato de eventuais benefícios nos municípios em situações de emergência e calamidade, incluindo as ocasionadas pelas fortes chuvas registradas na região metropolitana do Recife e nas zonas da Mata e Agreste nos últimos dias.
De acordo com a nota, para solicitar o recurso, os municípios devem encaminhar ao governo do estado o decreto de emergência ou calamidade e a portaria de reconhecimento deste pelo governo federal, por meio do e-mail sedas@sdscj.pe.gov.br.
Ontem (8), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de chuva para o Agreste, as zonas da Mata Sul e Mata Norte e a região metropolitana, que é válido até este domingo.
Alagoas
As chuvas também atingiram o estado de Alagoas. Neste sábado, o governador Paulo Dantas declarou situação de emergência em 29 municípios. O decreto terá validade de 180 dias.
Os municípios abraçados pelo decreto são: Atalaia, Barra de São Miguel, Branquinha, Colônia Leopoldina, Coqueiro Seco, Flexeiras, Ibateguara, Jacuípe, Joaquim Gomes, Maragogi, Matriz de Camaragibe, Murici, Paulo Jacinto, Paripueira, Pilar, Quebrangulo, Rio Largo, São José da Laje, Santana do Mundaú, São Luís do Quitunde, São Miguel dos Milagres, União dos Palmares, Penedo, Marechal Deodoro, Cajueiro, Capela, Viçosa, São Miguel dos Campos e Satuba.
Em todo o estado, o número de pessoas afetadas pelas chuvas passa de de 22 mil. Segundo boletim divulgado hoje pela Defesa Civil, são 2.756 pessoas desabrigadas e 19.273 Segundo a Defesa Civil de Pernambuco, foram afetadas pelas chuvas no estado 2.862 pessoas, das quais 447 estão desalojadas e 101, desabrigadas. Em Alagoas, há 2.756 desabrigados e 19.273 desalojadosSegundo a Defesa Civil de Pernambuco, foram afetadas pelas chuvas no estado 2.862 pessoas, das quais 447 estão desalojadas e 101, desabrigadas. Em Alagoas, há 2.756 desabrigados e 19.273 desalojadosdesalojadas. O município com mais pessoas desabrigadas é Murici e o que tem mais desalojadas é Matriz de Camaragibe. Uma pessoa morreu em Joaquim Gomes.
Boletim divulgado no fim da tarde de sábado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos alerta para a continuidade das chuvas em Alagoas no decorrer deste domingo, no litoral e nas zonas da Mata e Baixo São Francisco.
Após aprovar a reforma tributária, nesta semana, a Câmara de Deputados se concentrará nas atividades dos colegiados do Congresso Nacional, com destaque para a Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas de 8 de Janeiro. Na manhã de terça-feira (11), a CPMI ouvirá o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid. Preso desde o dia 3 de maio, Cid será questionado sobre mensagens e documentos com teor considerado golpista encontrados em seu celular.
As mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Mauro Cid foram tornadas públicas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As mensagens apontam para a elaboração de um plano de golpe com decretação de estado de sítio, suspensão da atual ordem constitucional, possível afastamento de ministros do TSE e a convocação de novas eleições.
Havia também diálogos de Cid com outros militares da ativa, nos quais eram apresentadas supostas justificativas para um possível golpe.
Além da CPMI, os deputados e senadores foram convocados para uma sessão do Congresso Nacional, que vai analisar diversos vetos presidenciais, também na terça-feira (12).
Como, até o momento, não há previsão de sessão deliberativa do plenário da Câmara, os deputados devem participar apenas das reuniões das comissões parlamentares.
Ainda na terça-feira, os trabalhos se concentrarão nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, que debaterá a Política Nacional de enfrentamento aos crimes transfronteiriços; do Esporte, que vai abordar a readequação de velocidades para a segurança de pedestres e ciclistas; de Saúde, que avaliará o tratamento para Distonia no Sistema Único de Saúde (SUS); de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Indústria, Comércio e Serviços, com debate sobre os impactos do regulamento da União Europeia contra o desmatamento.
Já as comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Indústria, Comércio e Serviços; de Administração e Serviço Público se reunirão para discutir e votar propostas legislativas.
Na quarta-feira (12), a comissão de Viação e Transportes vai tratar da atuação do Exército como executor de obras de infraestrutura; a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação, dos impactos e perspectivas de revisão do novo Marco Legal da Inovação; a de Desenvolvimento Econômico, sobre sanções administrativas previstas para casos de vazamento de dados pessoais e a de Defesa do Consumidor, da manipulação de informações das Big Techs contra o Projeto de Lei das Fake News (PL 2.630/20).
As comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Defesa do Consumidor; de Viação e Transportes; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; do Esporte de Fiscalização Financeira e Controle; de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família e de Cultura terão discussão e votação de propostas legislativas.
Na quinta-feira (13), não haverá atividade dos colegiados.
Senado
Já no Senado, a semana começa com sessão deliberativa do plenário, que será realizada de forma semipresencial na terça-feira. Na pauta, projetos que tratam da instituição do Programa Escola em Tempo Integral; de Conselhos Escolares e de Fóruns dos Conselhos Escolares; da implantação do serviço de monitoramento de ocorrências de violência escolar; da formação técnica profissional e tecnológica e de articular a formação profissional técnica de nível médio com a aprendizagem profissional; e do acesso a bolsas de pesquisa, desenvolvimento, inovação e intercâmbio para alunos, docentes, ocupantes de cargo público efetivo, detentores de função ou emprego público.
Na quarta-feira, também haverá sessão deliberativa do plenário semipresencial para tratar da autorização da ozonioterapia no território nacional; para estabelecer a inexistência de vínculo empregatício entre confissão religiosa, incluídos igreja, instituição, ordem ou congregação, e seus ministros, pastores, presbíteros, bispos, freiras, padres, evangelistas, diáconos, anciãos ou sacerdotes.
Os senadores também se revezarão nos trabalhos das diversas comissões que terão atividades até quinta-feira.
O Ceará não registrou seca por três meses seguidos (março, abril e maio), conforme a última atualização do Monitor de Secas. Este é o melhor resultado obtido pelo estado desde o começo do projeto, em 2014.
O Ceará é um dos únicos estados do Brasil, junto ao Paraná, a não registrar seca em maio — mês da última atualização. O Monitor de Secas é um projeto da Agência Nacional de Águas (ANA) e, no Ceará, é feito em parceria com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses.
A ANA explicou que, acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca. A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México.
O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região. Fonte: G1-CE
Vídeos de brigas no Aeroporto Internacional de Fortaleza têm sido compartilhados com mais frequência. De um lado, taxistas credenciados; do outro, taxistas não-credenciados, motoristas de aplicativo e motoristas avulsos. Em disputa, os passageiros que saem dos voos e desejam se deslocar em Fortaleza.
As imagens feitas por testemunhas mostram diferentes homens se agredindo fisicamente no meio de malas, carros e passageiros — que ficam assustados com a situação.
O presidente do Sinditaxi, Francisco Moura, comentou os vídeos das brigas, e pediu que as autoridades responsáveis tomem providências e cobrem da Fraport as medidas necessárias. “Hoje, o aeroporto internacional de Fortaleza está um caos. O saguão está uma verdadeira feira livre”, reclamou.
“A Fraport é responsável por isso, porque ela tem obrigação de manter o zelo e bom andamento do aeroporto, do embarque e desembarque, de toda a parte do aeroporto. Ela não pode permitir que o saguão vire uma feira livre”, declarou o presidente do sindicato.
Taxistas que fazem parte das cooperativas que tem parceria com a Fraport pagam R$ 900 por mês para terem permissão de trabalhar na área de embarque e desembarque.
“O que ocasiona a confusão é a desorganização. Por exemplo, se eu sou taxista credenciado para trabalhar aqui, pago e pago caro, eu quero ter direito de explorar o serviço. Aí vem alguém que não é credenciado nem na prefeitura, nem no aeroporto, nem na Fraport, e quer tomar o serviço que, na lei, eu tenho o direito de fazer. Isso acaba estressando e, infelizmente, alguns acabam indo às vias de fato”, lamentou o representante da categoria.
“Os taxistas das duas cooperativas não têm paz para trabalhar. Quando a gente chega no saguão, está cheio de motoristas de carros particulares abordando clientes, tirando os clientes de dentro dos táxis credenciados”, reclamou Moura.
A Fraport, que gerencia o aeroporto de Fortaleza, disse que tem contrato com cooperativas de táxi, de ônibus e vans de turismo, além de transporte público e convênio com empresa de aplicativo. Disse também que a fiscalização é de responsabilidade é da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) e da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).
A AMC disse que só está autorizada a fiscalizar os casos que envolvem desrespeito ao uso de vagas reservadas em estacionamento, como vagas para idosos e pessoas com deficiência. O trabalho é feito com equipes em rotas volantes.
A Etufor disse que faz a fiscalização do transporte clandestino no aeroporto de Fortaleza a partir das vias de acesso, desde a instalação das cancelas no local.
‘Estratégias’ para pegar clientes
Segundo os taxistas das cooperativas, são várias as estratégias utilizadas pelos outros motoristas pra não pagarem estacionamento aqui e assim terem tempo livre para as abordagens. Uma delas é estacionar o carro fora do aeroporto e depois ir a pé até o saguão, em seguida levar os passageiros.
A outra estratégia é o motorista de carro pegar uma carona ilegal com outro veículo que está passando na cancela do estacionamento tanto na entrada como na saída.
O taxista Jansen Dantas disse que já presenciou, e até se envolveu, em briga no aeroporto. “Porque fica difícil o sistema em que estamos trabalhando. Nós pagamos, em média, R$ 900 por mês para trabalhar, para prestar o serviço, em parceria com a Fraport”, lamentou o taxista.
“São dias após dias, anos após anos, que isso vem acontecendo. Você chega credenciado, paga para rodar aqui no aeroporto, e quando você chega tem 20, 30, motoristas abordando. Querem tirar [o cliente] na marra. Como eles estão em maior número, eles enfrentam mesmo”, explicou o Jansen. Fonte: G1-CE
Capital paraibana também registrou o maior volume de chuva diária em 60 anos, segundo o Inmet.
João Pessoa é a cidade do Nordeste com maior volume de chuva registrado nesta sexta-feira (7), segundo informou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Outras duas cidades paraibanas estão na lista dos maiores volumes de chuva da região. Areia ocupa a quarta posição da lista, e Monteiro, o quinto lugar.
Veja a lista com os maiores volumes de chuvas no Nordeste, até as 15h, nesta sexta:
Os rapazes assassinados são suspeitos de cometerem assaltos na região. Um deles possui passagens pelo sistema prisional.
Márcio Fernando de Sousa, de 34 anos, e João Vitor de Sousa Rodrigues, 22 anos, foram assassinados a tiros na tarde desta sexta-feira (7) no Povoado Formosa, Zona Rural de Teresina.
Ao g1, a Polícia Militar do Piauí informou que os rapazes caminhavam por uma estrada de terra do povoado quando foram baleados. Dois homens teriam descido de um carro, efetuado disparos de arma de fogo contra Márcio Fernando e João Vitor e empreendido fuga.
Márcio e João Vitor não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Eles eram suspeitos de cometerem assaltos pela região. Márcio possuía passagens pelo sistema prisional do estado.
Os autores do crime ainda não foram identificados. O Instituto de Medicina Legal (IML) foi acionado para remover os corpos das vítimas. O duplo homicídio deve ser investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
A turista foi identificada como Adriane Rodrigues da Silva Barros, 26 anos, natural de Belém (PA).
Uma turista, identificada como Adriane Rodrigues da Silva Barros, 26 anos, desapareceu na tarde desta sexta-feira (7) no Delta do Parnaíba, em Parnaíba, Litoral do Piauí. Ela é natural de Belém, Pará.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as buscas já foram iniciadas por mergulhadores e a Marinha, por meio da Capitania dos Portos do Piauí, também participa da ação.