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Mulher ‘enterrada’ dentro de cama de concreto em Pedras de Fogo foi morta por ciúmes e disputa por bar, diz polícia

Luydiane Jamelly está desaparecida há 1 semana após terminar com ex-namorado em Pedras de Fogo, na PB — Foto: Reprodução

O ex-namorado da vítima e ex-cunhado são suspeitos do crime. A vítima desapareceu após terminar o relacionamento com o companheiro e teve discussões sobre a administração de um bar com o cunhado. Ambos estão presos.

A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito da morte de Luydiane Jamelly Miranda Barreto, de 27 anos, que teve o corpo encontrado no dia 11 de outubro dentro de uma cama de cimento no bar em que trabalhava, em Pedras de Fogo. De acordo com o delegado Marcos Alves, que investigou o caso, ela foi vítima de feminicídio e suspeita que a motivação do crime foi ciúmes, além de brigas pela administração do bar.

Luydiane Jamelly estava desaparecida desde 4 de outubro, após uma série de discussões com o cunhado e terminar a relação com o namorado. Na época, equipes policiais realizaram uma inspeção no bar e, ao investigar um dos quartos, encontraram uma cama feita de cimento recente, que não estava no padrão das outras camas de alvenaria. Ao quebrarem a cama, encontraram o corpo da vítima.

De acordo com o delegado, Luydiane terminou o relacionamento com Sérgio Francisco da Silva e se encontrou com outro homem na noite do crime, o que teria causado ciúmes no suspeito. A família da vítima também relatou na época que o bar gerou discussões entre ela e o cunhado, identificado como Carlos Antônio da Silva.

Bar onde corpo de mulher foi encontrado sem vida em Pedras de Fogo, PB — Foto: Sílvia Torres/TV Cabo Branco

A mãe de Luydiane informou que a vítima morava em Pedras de Fogo com o namorado há um mês e os dois cuidavam de um bar, que seria do irmão dele. O cunhado queria o bar de volta, então passou a ameaçá-la. Segundo Marcos Alves, o nome da vítima constava no contrato de aluguel do estabelecimento, mas antes o documento registrava o nome do cunhado, que se sentiu lesado e excluído do negócio. Os dois homens trabalhavam atendendo clientes.

Os suspeitos negaram a autoria do crime à polícia e afirmaram que a última vez que viram a vítima foi na tarde de 4 de outubro. Porém, uma testemunha informou em depoimento que Luydiane Jamelly estava na frente do bar na noite do desaparecimento.

A Polícia Civil suspeita que ela foi morta entre as 22h de 4 de outubro e a manhã do dia seguinte. Segundo o delegado Marcos Alves, a vítima foi encontrada com várias lesões na cabeça e foi morta por asfixia.

O ex-companheiro da vítima possuía três mandados de prisão por homicídio em aberto em casos envolvendo tráfico de drogas.

Os dois homens foram presos no dia 11 de outubro, no mesmo dia em que o corpo foi encontrado. Ao serem interrogados no local do crime, negaram qualquer participação, mas estavam morando no local com um corpo sem vida enterrado debaixo de uma das camas da residência. Os homens permanecem presos no Presídio do Roger, em João Pessoa. Fonte: G1-PB

Suspeito de assaltos a banco e joalheria é preso em clínica de Teresina após procedimento estético no rosto

Suspeito de assalto a banco e joalheria é preso em clínica após procedimento estético no rosto — Foto: Divulgação/PCPI

Um homem identificado como Elias Ferreira Teles foi preso no último fim de semana, em Teresina, pela Polícia Civil, saindo de uma clínica de estética onde havia realizado um procedimento no rosto. Ele é suspeito de roubo a banco e contra uma joalheria da capital.

Conforme a Secretaria de Segurança, o homem é envolvido com uma organização criminosa e estava sendo investigado pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DIPC).

“Em razão do monitoramento constante realizado pela Segurança Pública, os agentes foram capazes de localizar Elias Ferreira Teles em um hospital da capital. Elias havia realizado um procedimento estético na face e foi abordado pelas equipes após o trabalho médico”, informou a SSP em nota.

Contra o investigado havia dois mandados de prisão em aberto. A polícia informou que ele já participou de diversos roubos a instituições financeiras e, por último, participou de um roubo a joalheira no centro da capital.

A Polícia Civil destacou que a sociedade pode colaborar de forma anônima com a polícia por meio do site: https://portal.pi.gov.br/pc/denuncia-anonima/ Fonte: G1-PI

Laudo confirma que ossada encontrada em meio a 100 cães, em São Luís, era de dona Camélia

Primeira etapa da decisão foi cumprida com a captura e retirada de 15 cachorros em fevereiro de 2021. — Foto: Divulgação/Ministério Público do Maranhão

A Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Perícia Oficial, confirmou que a ossada encontrada em meio a mais de 100 cães, no Cohaserma, era da senhora Camélia Rosa Lopes, que tinha 81 anos.

Ossada é encontrada em casa de idosa com cerca de 100 cães em São Luís — Foto: Alessandra Rodrigues/Mirante AM

Camélia era muito querida no bairro onde morava, mas vivia sozinha, em meio aos cães que ela adotava da rua e cuidava dentro de casa. Ela deveria estar sendo acompanhada por um cuidador, mas, ultimamente, não tinha quem a acompanhasse em sua vida solitária.

Em agosto, os vizinhos estranharam o sumiço da idosa e, no dia 25, ossos foram encontrados na parte externa da residência de Camélia morava. Havia ainda sinais de sangue em uma rede dentro de casa. Restava a confirmação de que a ossada era da idosa o que agora foi confirmado em um lado do Instituto Médico Legal (IML).

Ossada é encontrada em casa de idosa com cerca de 100 cães em SL; há suspeita que ela tenha morrido e o corpo foi comido pelos animais — Foto: Thárcila Castro/TV Mirante

A principal suspeita é de que a aposentada tenha tido morte natural e, como os cães ficaram sem comida, acabaram se alimentando do corpo dela.

“Informações preliminares, captadas através da vizinhança, que conhece a rotina, que conhece a dinâmica da dona Camélia, existe a suspeita de que dona Camélia poderia ter falecido em sua residência e, por conta de um instinto animal, ela teria sido devorada pelos cães. Mas, tudo isso está sendo objeto de investigação”, explicou a delegada Débora Aiara, da Delegacia do Meio Ambiente, na época.

Camélia era cuidadora de cães

Camélia era conhecida por ser uma protetora de cães, tendo devotado parte considerável de sua vida ao cuidado dos animais. Ela criava cerca de 150 cachorros.

“A dona Camélia era uma pessoa solitária, ela morava sozinha, não casou e não teve filhos. Temos notícia apenas de um irmão, com o qual ela não tinha relações familiares. A vida dela era inteiramente devotada a esses animais. Nós vamos tentar entrar em contato com essa pessoa (irmão da idosa)”, informou a delegada Débora.

Ainda de acordo com a delegada, a grande quantidade de cachorros na casa da aposentada fez com que a Delegacia do Meio Ambiente instaurasse uma investigação pois havia muita sujeira no local e reclamações dos vizinhos em relação ao barulho.

Residência de dona Camélia, em 2021, estava com muita sujeira no local e reclamações dos vizinhos em relação ao barulho. — Foto: Divulgação/MP-MA

O inquérito virou processo e entrou em estado de cumprimento de sentença, que determinou a retirada dos animais de forma gradativa, pois o município de São Luís não tem um local que consiga comportar, de uma vez, uma grande quantidade de animais.

No entanto, a idosa sempre tentava impedir a retirada dos animais da residência, pois os considerava como filhos.

Animais encaminhados para adoção

Com a morte de Camélia, os cerca de 150 cães encontrados no local, 100 adultos e 50 filhotes, foram alimentados, avaliados por médicos veterinários e, retirados da residência, aos poucos.

A delegada afirmou que os animais sadios serão encaminhados para adoção e, por isso, ela pede que a população de São Luís se engaje nessa causa da adoção, para dar uma oportunidade de sobrevida a esses animais. Fonte: G1-MA

Motorista de carro derruba poste e causa acidente na MA-203

Motorista de carro derruba poste e causa acidente na MA-203 — Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Estadual

Acidente aconteceu por volta das 6h deste sábado (18), na também conhecida “Estrada do Araçagi”, em São José de Ribamar, cidade localizada na Região Metropolitana de São Luís.

Um motorista de um carro de passeio se envolveu em um acidente no início da manhã deste sábado (18), na MA-203, também conhecida como “Estrada do Araçagi”, em São José de Ribamar, cidade localizada na Região Metropolitana de São Luís, ao bater e derrubar um poste.

Segundo informações da Polícia Rodoiviária Estadual (PRE), o acidente aconteceu por volta das 6h deste sábado, quando um motorista de um veículo, identificado como Magno Yomar Bastos da Costa Ferreira, que seguia no sentido da cidade de Raposa para o bairro Olho D’água, na capital, acabou dormindo ao volante e logo após bateu em outro automóvel, que era conduzido pela motorista Maria de Jesus Bastos Serra Mendanha, que capotou e atingiu o poste de iluminação pública.

Ainda de acordo com a PRE, depois de ser atingido pelo automóvel conduzido por Maria de Jesus, o poste não resistiu a força do impacto e bateu contra um terceiro carro, conduzido por Francisco Célio dos Santos, que seguia em direção contrária na MA-203. Apesar da gravidade do acidente, ninguém morreu.

Imagens feitas no local do acidente mostram o poste no chão e o veículo com a parte frontal completamente destruída. Uma equipe do Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRV) se deslocou até a MA-203, a fim de organizar o trânsito na região.

Por meio de nota, enviada ao g1, a Polícia Militar do Maranhão (PMMA) informou que as causas do acidente serão apontadas após perícia. A nota diz ainda que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado para atendimento.

Leia a íntegra da nota:

“A Polícia Militar do Maranhão (PMMA) informa que o Batalhão Rodoviário atendeu a ocorrência na manhã deste sábado (18). De acordo com as investigações iniciais, um veículo (Ford fiesta prata) teria provocado o acidente causando o capotamento de um segundo automóvel (Fiat toro prata), que por sua vez colidiu com um poste de iluminação pública. Um terceiro carro envolvido na ocorrência (Renault Duster branco) foi atingido pelo poste. As causas do acidente serão apontadas após perícia. Não houve vítimas fatais e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado para atendimento”. Fonte: G1-MA

Suspeito de matar ex-esposa em mercado é preso, no MA

Suspeito de matar ex-esposa em mercado é preso, no MA — Foto: Reprodução/TV Mirante

Um homem, identificado como Francisco das Chagas, de 24 anos, foi preso na zona rural de Pedreiras, a 283 km de São Luís, após matar a ex-esposa, Antonia Ranchi, de 36 anos, a golpes de faca.

De acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o homicídio ocorreu na região do mercado central da cidade de Pedreiras, na região do Médio Mearim. A vítima, na ocasião, foi atingida com pelo menos dois golpes de faca e faleceu no local. O suspeito fugiu após o crime, mas decidiu se entregar, posteriormente.

Na delegacia, Francisco das Chagas afirmou que estava separado da vítima há um mês e que o relacionamento era conturbado. O suspeito também disse que havia ingerido bebida alcoólica no dia do crime e que a vítima teria o agredido com um tapa no rosto.

A Polícia Civil registrou o caso como feminicídio, o quadragésimo sexto registrado no estado do Maranhão, este ano. A região de Pedreiras, segundo informações da PC-MA, é uma das mais violentas do estado, ficando atrás apenas da regional de Balsas quando se refere aos casos de feminicídios. Fonte: G1-MA

Padre Egídio tem prisão mantida em audiência de custódia e é encaminhado para presídio, em João Pessoa

Padre Egídio foi preso na manhã desta sexta-feira, 17 de novembro, em João Pessoa, por suspeita de desvios de recursos do Hospital Padre Zé — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Audiência de custódia de padre Egídio aconteceu na tarde desta sexta-feira (17), e ele foi encaminhado para a Penitenciária Especial do Valentina de Figueiredo.

Padre Egídio, ex-diretor do Hospital Padre Zé, que foi preso nesta sexta-feira (17) suspeito de desvio de verba contra a instituição na ordem de até R$ 140 milhões, passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça, pelo juiz plantonista André Ricardo de Carvalho Costa, e foi encaminhado para a Penitenciária Especial do Valentina de Figueiredo, na zona sul de João Pessoa.

Egídio de Carvalho foi preso na segunda fase da Operação Indignus, deflagrada pelo Gaeco do Ministério Público da Paraíba, nesta sexta-feira (17). A prisão foi determinada pelo desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), devido à “possibilidade de ocorrerem novas fraudes”.

A determinação das prisões foi do desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba. O pedido inicialmente havia sido negado pelo juiz da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, mas o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) recorreu da decisão. O desembargador elenca a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal e o asseguramento da aplicação da lei penal para justificar as prisões.

g1 entrou em contato com a defesa de padre Egídio, mas não obteve retorno.

Ex-funcionárias também passaram por audiência de custódia

Egídio de Carvalho Neto, Amanda Duarte e Jannyne Dantas tiveram mandados de prisão expedidos — Foto: Reprodução

Além de Egídio de Carvalho, também foram decretadas a prisão de duas ex-funcionárias do Hospital Padre Zé: a ex-diretora administrativa, Jannyne Dantas, e a ex-tesoureira, Amanda Duarte, suspeitas de participar de um esquema de desvios de recursos públicos estimados em cerca de R$ 140 milhões, de 2013 a setembro deste ano.

Os mandados contra elas também foram cumpridos. Amanda vai cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, por ter um filho de 4 meses em amamentação exclusiva, enquanto que Jannyne vai ficar no Presídio Júlia Maranhão.

O desembargador Ricardo Vital atendeu a um pedido da defesa de Amanda Duarte Silva Dantas e converteu o decreto de prisão preventiva dela em domiciliar. O pedido foi apresentado antes mesmo de ela se apresentar à Justiça devido ao fato dela estar com um filho de apenas 4 meses, ainda em fase de amamentação exclusiva.

O Gaeco, nos autos do pedido, deu parecer favorável à substituição da prisão preventiva pela modalidade domiciliar, mas impondo algumas cautelares, que foram determinadas pelo desembargador, tais como:

  • monitoramento eletrônico;
  • proibição de se ausentar da Comarca que reside sem autorização judicial;
  • obrigação de manter atualizados os endereços, contatos, telefones, e-mails e demais meios de comunicação;
  • obrigação de comparecer espontaneamente a todos os atos processuais;
  • proibição de manter contrato, tanto pessoal como virtualmente, inclusive por meio de terceiras pessoas, com os demais investigados e testemunhas já existentes nos autos da investigação e outras porventura a serem inseridas no contexto.
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Procurada pelo g1, a defesa das duas mulheres afirmou que não há elemento probatório que confirme que elas tenham se beneficiado de verbas do Hospital Padre Zé.

“A defesa das investigadas Jannyne Dantas Miranda e Silva e Amanda Duarte da Silva Dantas, vem por meio desta nota reiterar, de modo veemente, que apesar da vastidão de documentos colecionados na operação Indignus, nenhum elemento probatório dá conta de que as mesmas de algum modo tenham locupletado-se pessoalmente ou por meio de terceiros, de verbas oriundas do Hospital Padre Zé, sendo certo que, tais afirmações podem ser percebidas desde já, mas contudo, serão devida e cabalmente comprovadas no curso processual”, afirmou.

Posicionamento da Arquidiocese da Paraíba

Em nota, a Arquidiocese da Paraíba afirmou que está consciente de sua responsabilidade e compromisso com a transparência e integridade. Informou que está colaborando integralmente com as investigações em curso, respeitando o segredo de justiça estabelecido pelas autoridades competentes.

Quanto ao processo Canônico do Cônego Egídio de Carvalho Neto, esclareceu que o procedimento foi instaurado em 27 de setembro de 2023 e está seguindo seus trâmites normais.

“Reforçamos nosso compromisso com a transparência e manifestamos total apoio às autoridades competentes, colaborando de forma irrestrita para que toda a verdade sobre os eventos em questão seja esclarecida”, afirmou.

Operação Indignus

Hospital Padre Zé, em João Pessoa — Foto: Hospital Padre Zé/Divulgação

A primeira fase da Operação Indignus foi deflagrada para investigar a suspeita de um esquema de desvio de verbas do Hospital Padre Zé, em João Pessoa, foi deflagrada em 5 de outubro deste ano. Inicialmente, investigava-se o desaparecimento de mais de 100 celulares que tinham sido doados à instituição para que o dinheiro da venda dos produtos se revertessem em benefícios ao hospital, mas depois descobriu-se um problema muito mais grave.

A investigação aponta uma ‘confusão’ entre os patrimônios da entidade e do padre. E apura, entre outras coisas, a aquisição de imóveis de alto padrão por parte do religioso, com recursos do hospital.

A operação ‘Indignus’ contou com a participação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco/MPPB), da Polícia Civil, da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SEDS), da Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba (Sefaz) e da Controladoria-Geral do Estado da Paraíba (CGE).

Nesta sexta (17), por volta de 9h, o Gaeco informou que as ações desta manhã correspondiam a Operação Indignus 2, que tem como o objetivo combater a corrupção. O órgão fala em um esquema de desvios de recursos públicos operacionalizados através do Instituto São José, responsável pelo Hospital Padre Zé, e da Ação Social Arquidiocesana. Os crimes teriam iniciado em 2013 e seguiu até setembro deste ano.

Os atos ilícitos teriam sido desviados de verbas destinadas a programas sociais essenciais como distribuição de refeições a moradores de rua, amparo a famílias refugiadas da Venezuela, apoio a pacientes em pós-alta hospitalar, realização de cursos profissionalizantes, preparação de alunos para o Exame Nacional de Ensino Médio, cuidados a pacientes com Aids, entre outros. Além disso, as operações ilícitas teriam afetado gravemente o Hospital Padre Zé, comprometendo o atendimento a populações carentes e necessitadas. Fonte: G1-PB

Vice-prefeito de Jurema é baleado após reagir a tentativa de assalto em sítio

Vice-prefeito de Jurema, Arilson Aparecido Romão (MDB) — Foto: Reprodução/Instagram

Arilson Aparecido Romão foi atendimento na unidade de saúde de Jurema, em seguida encaminhado para o Hospital de São Raimundo Nonato.

O vice-prefeito de Jurema, Arilson Aparecido Romão (MDB), foi baleado ao reagir a tentativa de assalto no seu sítio na localidade Nova Mira, zona rural da cidade. O caso ocorreu por volta das 20h dessa sexta-feira (17).

“Ele estava fechando a porteira do sítio, quando um homem de moto apareceu, colocou a arma nele e anunciou o assalto. O assaltante mandou o Arilson se ajoelhar e passar a carteira, mas ele saiu correndo”, informou a vereadora Milla Baterex.

O criminoso deu dois tiros, um deles acertou o quadril do vice-prefeito e o outro o carro. O assaltante fugiu em seguida sem levar nada.

Arilson foi atendimento na unidade de saúde de Jurema, em seguida encaminhado para o Hospital de São Raimundo Nonato.

“Ele passa bem, recebeu alta ainda durante a noite”, contou a vereadora. Fonte: G1-PI

Criança de oito anos morre carbonizada após quarto pegar fogo em Barra do Corda, no MA

Thabata tinha oito anos e morreu após a casa em que estava pegar fogo, em Barra do Corda — Foto: Arquivo pessoal

Bombeiros suspeitam que as chamas começaram quando o irmão mais novo resolveu brincar com fogo e incendiou o colchão onde a irmã dormia.

Uma menina de oito anos de idade, identificada como Thabata, morreu carbonizada após o quarto em que estava pegar fogo, no bairro Vila Mariano 2, em Barra do Corda, a 462 km de São Luís.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o caso aconteceu na noite de sexta-feira (17), na residência onde ela morava. A principal hipótese é que o incêndio teria começado quando o irmão mais novo, de cinco anos, resolveu brincar com fogo e incendiou o colchão onde Thabata estava.

A menina estava dormindo quando o colchão pegou fogo e rapidamente as chamas se espalharam pela casa. O irmão não teve ferimentos, mas a mãe, que não estava em casa, ficou em estado de choque e precisou ser levada para um hospital.

Bombeiros estiveram no local, mas o fogo já tinha sido apagado com uma água que caiu de uma caixa d’água de fibra que derreteu com as chamas. A Polícia Civil informou que vai investigar o caso. Fonte: G1-MA

Argentinos vão às urnas nesse domingo para escolher novo presidente

Candidatos à Presidência da Argentina Sergio Massa e Javier Milei
23/10/2023 e 11/10/2023 REUTERS/Cristina Sille e Agustin Marcarian

A carta foi lida em audiência pública organizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Rio de Janeiro (PRDC/RJ) do Ministério Público Federal (MPF) e intitulada “Consciência negra e reparação da escravidão”, promovida neste sábado (18), no Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, na zona norte do Rio de Janeiro.

O objetivo da audiência foi promover a reflexão sobre o tema para garantir que crimes contra a humanidade como esse jamais se repitam, além de garantir mecanismos de reparação com um olhar voltado para o presente e o futuro, em uma discussão sobre memória, verdade e justiça.

A representante do Ministério da Igualdade Racial, Raquel Barros, disse que para a pasta o tema da reparação é muito fundamental porque se liga diretamente ao debate sobre promoção de políticas públicas. “O ministério tem se colocado de forma profundamente implicado com essa temática até porque ela se coloca como um dos nossos eixos de atuação de direito à vida, direito à memória e reparação, direito à educação e inclusão e direito à terra. A gente sabe que para combater as desigualdades sociais que são profundamente arraigadas no processo histórico de escravidão, a gente precisa debater essa questão porque a gente sabe que é uma reverberação que continua no presente”, afirmou Raquel.

O procurador Julio José Araujo Junior, que assina o inquérito civil com os procuradores Jaime Mitropoulos e Aline Caixeta, disse que o motivo da audiência pública é debater o tema com os diferentes setores da sociedade brasileira, sobretudo os movimentos negros. “O que a gente quer aqui é fortalecer uma agenda de direitos. Nada mais natural que a gente faça isso nessa instituição centenária. No mundo inteiro se discute reparação. É fundamental que a gente olhe para pessoas, famílias e instituições que de alguma forma se beneficiaram à custa da escravidão”, disse o procurador.

Tráfico de escravos

A PRDC/RJ deu início a um inquérito civil após uma manifestação apresentada por um grupo de professores e universitários, oriundos de diversas universidades brasileiras e estrangeiras, que realizaram uma pesquisa que aponta para a negação e o silêncio sobre a participação de instituições brasileiras na escravização de pessoas.

No caso do Banco do Brasil, os historiadores apontaram que havia uma relação de “mão dupla” da instituição financeira com a economia escravista da época, que se revelava no quadro de sócios e na diretoria do banco, formados em boa parte por pessoas ligadas à escravidão e ao comércio clandestino de africanos.

Edição: Aécio Amado

Líder quilombola pede debate sobre dívida do Estado com o povo negro

Rio de Janeiro (RJ), 18/11/2023 – O procurador federal, Júlio Araújo durante audiência pública Consciência negra e reparação da escravidão, na quadra da Escola de Samba Portela, em Oswaldo Cruz, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Elias José Alfredo, do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe, classificou como um momento histórico de grande relevância para a militância do povo negro, o posicionamento do Banco do Brasil que, em carta aberta aos movimentos negros, pediu perdão pela participação da instituição financeira no processo de escravidão do povo negro no país. No entanto, para ele, o debate tem que ser em relação à divida do Estado brasileiro com o povo negro.

Rio de Janeiro (RJ), 18/11/2023 – O militante do quilombo Raça e Classe, do Rio de Janeiro, Elias José Alfredo durante audiência pública Consciência negra e reparação da escravidão, na quadra da Escola de Samba Portela, em Oswaldo Cruz, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“Discutir a reparação do Estado brasileiro é compreender a história do que nossos antepassados passaram e entender o presente e as consequências desta história. É entender a letalidade sofrida por negros e negras pela polícia brasileira. É perceber que ainda somos minoria no mundo acadêmico. Há uma dívida histórica do Estado brasileiro com descendentes de africanos. O Banco do Brasil é uma instituição. Mas nosso debate é em relação à dívida que o Estado brasileiro tem para conosco. Não se trata de favor”.

Em carta aberta aos movimentos negros, lida neste sábado (18) pelo gerente-executivo de Relações Institucionais do BB, André Machado, a instituição pediu perdão aos povos negros motivado pelo inquérito civil que investiga as responsabilidades e a participação do banco na escravidão e no tráfico de pessoas negras no século 19.

“Momentos como esse em que lideranças negras das mais diversas origens e campos sociais reúnem-se em torno do debate sobre temas ligados à escravidão e suas consequências demonstram quão urgente precisamos avançar no combate ao racismo estrutural da nossa sociedade”, afirmou.

Machado disse ainda que “as sequelas de um processo histórico perverso que atingiu as comunidades negras e seus descendentes ainda esperam novas medidas estruturais de todas as esferas sociais que tenham a capacidade de enfrentar e transformar esse triste cenário. Direta ou indiretamente, toda a sociedade brasileira deve pedir desculpa aos povos negros por aqueles momentos tristes da nossa história”.

O gerente-executivo de Relações Institucionais do BB ressaltou também que, nesse contexto, “o Banco do Brasil de hoje pede perdão aos povos negros pelas suas versões predecessoras e hoje trabalha intensamente para enfrentar o racismo estrutural no país. O Banco do Brasil não se furta a aprofundar o conhecimento e encarar a real história das versões anteriores da empresa,” afirmou.

A carta foi lida em audiência pública organizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Rio de Janeiro (PRDC/RJ) do Ministério Público Federal (MPF) e intitulada “Consciência negra e reparação da escravidão”, promovida neste sábado (18), no Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, na zona norte do Rio de Janeiro.

O objetivo da audiência foi promover a reflexão sobre o tema para garantir que crimes contra a humanidade como esse jamais se repitam, além de garantir mecanismos de reparação com um olhar voltado para o presente e o futuro, em uma discussão sobre memória, verdade e justiça.

A representante do Ministério da Igualdade Racial, Raquel Barros, disse que para a pasta o tema da reparação é muito fundamental porque se liga diretamente ao debate sobre promoção de políticas públicas. “O ministério tem se colocado de forma profundamente implicado com essa temática até porque ela se coloca como um dos nossos eixos de atuação de direito à vida, direito à memória e reparação, direito à educação e inclusão e direito à terra. A gente sabe que para combater as desigualdades sociais que são profundamente arraigadas no processo histórico de escravidão, a gente precisa debater essa questão porque a gente sabe que é uma reverberação que continua no presente”, afirmou Raquel.

O procurador Julio José Araujo Junior, que assina o inquérito civil com os procuradores Jaime Mitropoulos e Aline Caixeta, disse que o motivo da audiência pública é debater o tema com os diferentes setores da sociedade brasileira, sobretudo os movimentos negros. “O que a gente quer aqui é fortalecer uma agenda de direitos. Nada mais natural que a gente faça isso nessa instituição centenária. No mundo inteiro se discute reparação. É fundamental que a gente olhe para pessoas, famílias e instituições que de alguma forma se beneficiaram à custa da escravidão”, disse o procurador.

Tráfico de escravos

A PRDC/RJ deu início a um inquérito civil após uma manifestação apresentada por um grupo de professores e universitários, oriundos de diversas universidades brasileiras e estrangeiras, que realizaram uma pesquisa que aponta para a negação e o silêncio sobre a participação de instituições brasileiras na escravização de pessoas.

No caso do Banco do Brasil, os historiadores apontaram que havia uma relação de “mão dupla” da instituição financeira com a economia escravista da época, que se revelava no quadro de sócios e na diretoria do banco, formados em boa parte por pessoas ligadas à escravidão e ao comércio clandestino de africanos.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aécio Amado

Rio de Janeiro (RJ), 18/11/2023 – O gerente executivo de relações institucionais do Banco do Brasil, André Castelo Branco durante audiência pública Consciência negra e reparação da escravidão, na quadra da Escola de Samba Portela, em Oswaldo Cruz, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil