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Após atacar idoso e cachorro, sucuri é resgatada no quintal de residência em Barreirinhas

Sucuri é resgatada após atacar idoso em Barreirinhas (MA) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Resgate aconteceu na manhã desta quinta-feira (22). De acordo com o Corpo de Bombeiros, idoso foi atacado pela sucuri após tentar salvar cachorro de ataque da cobra.

Sucuri é resgatada após atacar idoso em Barreirinhas (MA) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma cobra sucuri foi resgatada, na manhã desta quinta-feira (22), dentro de um quintal no bairro Murici, em Barreirinhas, cidade a 252 km de São Luís. A cobra tinha mais de 1 metro de comprimento.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), antes de ser capturado, a cobra apareceu próximo à um córrego de Barreirinhas e atacado um cachorro.

Ao tentar socorrer o cachorro, um idoso teria sido atacado pela cobra e teve o antebraço mordido pelo animal. Vizinhos perceberam a situação e tentaram tirar o animal da vítima e acionaram os Bombeiros.

Ao chegarem ao local, o Corpo de Bombeiros encontrou o animal contido e amarrado em uma corda, em uma árvore, localizada nos fundos de uma casa no município.

O resgate do animal foi feito e a cobra foi liberada em um trecho do Rio Preguiças, na zona rural de Barreirinhas. O idoso foi encaminhado ao hospital da cidade onde passou por exames.

A sucuri é uma espécie de cobra que não é venenosa, mas é conhecida por ser constritora, que são espécies que usam a força muscular para imobilizar e matar presas por asfixia. Fonte: G1-MA.

STF proíbe limite de 10% no ingresso de mulheres nos quadros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros no PI

Restrição de gênero no ingresso na PM-PI é derrubado pelo STF — Foto: Polícia Militar

Liminar foi concedida na última terça-feira (20) pelo ministro Luiz Fux. Concursos recentes de ambas as corporações, realizados em 2022 e 2023, ofertaram mais de 1.500 vagas no Piauí.

O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu que os concursos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Piauí estabeleçam limites para o ingresso de mulheres. Os últimos concursos estabelecem um limite de 10% no ingresso de mulheres, prática prevista na legislação estadual.

Confira a íntegra da decisão.

A decisão deve afetar as próximas 200 nomeações do concurso do Corpo de Bombeiros. Na decisão, o STF determinou que as nomeações para o cargo de soldado do CBM-PI, cujo concurso público mais recente foi realizado em junho de 2023, não atendam ao limite de ingresso das candidatas femininas. O concurso ofertou 200 vagas diretas, cujos aprovados foram convocados ainda em 2023, e outras 200 de cadastro de reserva.

Ao g1, o Corpo de Bombeiros do Piauí informou que tratará o assunto com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e, assim que for notificado, tomará uma decisão que “não prejudique nenhum dos participantes do certame”.

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A liminar foi concedida na última terça-feira (20) pelo ministro Luiz Fux em resposta a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que questionou a restrição de gênero nas corporações militares de outros 16 estados.

O objeto da ação é o artigo 10, § 3º, da Lei 3.808, de 16 de julho de 1981, e a Lei Complementar 35, de 6 de novembro de 2003, e o artigo 2º da Lei 5.023, de 21 de novembro de 1998, ambos do Estado do Piauí, que determina:

  • § 3º Às mulheres serão reservadas até 10% (dez por cento) das vagas oferecidas no concurso público [para ingresso na Polícia Militar do Piauí]”

Da mesma forma, a restrição de gênero fica suspensa para os próximos concursos da Polícia Militar do Piauí. Desde o último concurso promovido pela corporação, ocorrido em janeiro de 2022, cerca de 1.500 novos soldados foram aprovados e nomeados pelo governo do Piauí.

Em novembro de 2023, o STF pôs fim à restrição de gênero em concurso da Polícia Militar do Distrito Federal.

Para o ministro Luís Fux, a limitação do ingresso de mulheres na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros viola os princípios constitucionais da isonomia e da universalidade de acesso a cargos públicos. O entendimento também foi aplicado nas ADIs relativas ao Rio de Janeiro e ao Distrito Federal.

SSP-PI lança edital para concurso do Corpo de Bombeiros com 400 vagas — Foto: Isabela Leal/g1

“A existência de manifestações recentes do plenário da Corte em casos idênticos ao destes autos evidencia, sem dúvida alguma […] o perigo de dano que decorre da iminência de convocação de candidatos aprovados no concurso público para o curso de formação de soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Piauí”, escreveu o ministro. Fonte: G1-PI.

Novo bispo auxiliar da Arquidiocese da Paraíba diz que não veio para ‘almejar o lugar do arcebispo’

Dom Alcivan Tadeus é o novo bispo auxiliar da Arquidiocese da Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Dom Alcivan Tadeus assume a função nesta quinta-feira (22). Em entrevista à TV Cabo Branco, ele comentou sobre como será o trabalho na Arquidiocese e a polêmica envolvendo investigações do Hospital Padre Zé.

Dom Alcivan Tadeus é o novo bispo auxiliar da Arquidiocese da Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O novo bispo auxiliar da Arquidiocese da Paraíba, Dom Alcivan Tadeus, assume a função nesta quinta-feira (22), em uma cerimônia realizada na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa. O religioso disse, em entrevista à TV Cabo Branco, que veio para servir e não para substituir o arcebispo, ao ser questionado sobre a possibilidade de assumir como arcebispo futuramente.

“Eu venho como um servidor. Eu não venho para almejar o lugar do arcebispo. Pode acontecer? pode, mas o foco principal é servir a essa igreja neste momento”.

Natural do estado do Rio Grande do Norte, Dom Alcivan Tadeus é padre desde 1997 e foi ordenado bispo em janeiro. Na Arquidiocese da Paraíba, ele deve auxiliar o arcebispo Dom Manoel Delson e relatou que seu trabalho terá uma atenção especial para o Agreste da Paraíba e região de Mamanguape.

“Vamos caminhando ao longo desse tempo, chegando, conhecendo a realidade da arquidiocese para dar atenção especial a essas duas foranias que compõem a Arquidiocese da Paraíba”.

Caso do Hospital Padre Zé

Na entrevista, o repórter Hebert Araújo questionou Dom Alcivan sobre a polêmica envolvendo a investigação do caso Padre Zé. O bispo auxiliar respondeu que está ciente das dificuldades com relação a esse caso, mas ressalta que é importante focar naquilo de bom que a igreja católica paraibana possui, como o trabalho evangelizador e combate às vulnerabilidades.

“Caminhar pra frente, olhar pra frente e olhar para aquilo que é essencial, fundamental, sobretudo a evangelização. Olhar para as periferias humanas, existenciais, geográficas onde nós podemos levar a alegria do evangelho para mudar todas as situações de vulnerabilidade social e psíquicas que as pessoas vivem”, disse. Fonte: G1-PB.

Solução de dois estados entre Palestina e Israel é unanimidade no G20

Rio de Janeiro (RJ), 22/02/2024 – O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira fala após reunião de chanceleres do G20, na Marina da Glória, zona sul do Rio de Janeiro Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A solução de dois estados – um Palestino e um Israelense – é unanimidade entre os integrantes do G20, grupo dos 20 países que reúnem as principais economias do mundo, como único caminho para a paz no Oriente Médio. A posição foi repassada nesta quinta-feira (22) pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao término do encontro de chanceleres, no Rio de Janeiro. A reunião foi a primeira de nível ministerial realizada sob a presidência brasileira no G20.

Outra unanimidade destacada pelo ministro é a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), instituição multilateral máxima para temas ligados à paz mundial e resolução de conflitos e guerras.

O encontro, realizado na Marina da Glória, ponto turístico na orla carioca, contou com a presença de 45 delegações de integrantes do G20, convidados e entidades multilaterais, como a ONU, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC). Dos países, 32 estiveram presentes com representantes de nível ministerial.

Entre os chanceleres que compareceram estão o secretário de Estado americano, Antony Blinken; o chanceler russo, Sergey Lavrov, e o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido e ex-primeiro-ministro britânico, David Cameron.

Guerras

De acordo com o chanceler brasileiro, os integrantes do G20 e convidados discutiram a participação e importância do grupo no diálogo e resolução de conflitos e tensões internacionais, mais notadamente a situação atual na Ucrânia – que sofre invasão russa – e na Faixa de Gaza, que enfrenta ofensivas e invasão territorial israelense.

“Vários países reiteraram a sua condenação da guerra na Ucrânia”, disse, sem citar a posição específica de cada país.

“Grande número de países, de todas as regiões, expressou a preocupação com o conflito na Palestina, destacando o risco de alastramento aos países vizinhos. Vários demandaram, ademais, a imediata libertação dos reféns em poder do Hamas”, completou.

Mauro Vieira acrescentou que houve “virtual unanimidade no apoio à solução de dois estados como sendo a única solução possível para o conflito entre Israel e Palestina”.

Foi considerado no encontro especial destaque ao deslocamento forçado de mais de 1,1 milhão de palestinos para o sul da Faixa de Gaza. “Nesse contexto, houve diversos pedidos em favor da liberação imediata do acesso para ajuda humanitária na Palestina, bem como apelos pela cessação das hostilidades. Muitos se posicionaram contrariamente à anunciada operação de Israel em Rafah, pedindo que o governo de Israel reconsidere e suspenda imediatamente essa decisão”, ressaltou.

A ofensiva de Israel na Faixa de Gaza é uma retaliação ao ataque do Hamas ao território israelense em 7 de outubro do ano passado, quando 1,2 mil pessoas foram mortas e mais de 250 pessoas foram sequestradas. De acordo com autoridades de Gaza, o número de mortos na região palestina sitiada desde então beira 30 mil.

Conselho de Segurança

Sobre o papel da ONU, o chanceler brasileiro disse que há consenso entre os países sobre a essencialidade da organização para a paz e segurança no mundo e promoção do desenvolvimento sustentável. Em relação ao Conselho de Segurança, a presidência brasileira do G20 espera impulsionar uma reforma que inclua novos países membros, rotativos e permanentes, com aumento na representação, sobretudo da América Latina, do Caribe e da África.

Atualmente, o conselho é formado por 15 países, mas apenas cinco – Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido – têm poder de veto, o que tem inviabilizado resoluções como um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Nesse caso, o veto foi americano.

Mauro Vieira defendeu ainda que organizações financeiras multilaterais, como o FMI, facilitem o acesso a financiamento para países pobres e possibilitem a maior participação deles na governança das instituições.

O ministro brasileiro anunciou que foi aprovada a realização de um novo encontro extraordinário dos chanceleres em setembro, em Nova York, à margem da abertura da 79ª Assembleia-Geral da ONU, com a participação de todos os países, independentemente de terem assento no G20.

“Será a primeira vez em que o G20 se reunirá dentro da sede das Nações Unidas, em sessão aberta para todos os membros da organização, para promover um chamado à ação em favor da reforma da governança global”, destacou.

Encontros

Os dois dias de encontros ministeriais no Rio de Janeiro esta semana são um preparativo para a reunião de cúpula de novembro, também na cidade, com a participação dos chefes de Estado e de governos.

Nos dias 28 e 29 de fevereiro, ministros das finanças e presidentes de bancos centrais se encontram em São Paulo. Também estão previstas diversas reuniões de grupos de trabalho em cidades brasileiras até o encontro final sob a presidência brasileira, em novembro, antes da passagem de comando do G20 para a África do Sul.

Prioridades

Além da necessidade de reforma na governança mundial, foram acolhidas pelo G20, segundo Vieira, as demais prioridades da presidência rotativa brasileira, como a busca da inclusão social e combate à fome e à pobreza e a promoção do desenvolvimento sustentável, considerando-se seus três pilares, o social, o econômico e o ambiental.

“A presença de todas e todos aqui é prova não somente da crescente importância do Brasil, mas também do papel G20 como foro de concertação [conciliação] internacional”, finalizou o chanceler.

G20

O G20 é composto por 19 países – África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia – e dois órgãos regionais, a União Africana e a União Europeia.

Os integrantes do grupo representam cerca de 85% da economia mundial, mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população mundial.

Como presidente do G20, o Brasil tem o direito de chamar outros países e entidades. Entre os convidados estão Angola, Bolívia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Nigéria, Noruega, Paraguai, Portugal, Singapura e Uruguai. Em 2025, o G20 será presidido pela África do Sul.

Fonte: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Bolsonaro não responde à PF em depoimento sobre golpe de Estado

Brasília (DF), 22/02/2024, O advogado, Paulo Bueno, durante entrevista coletiva após depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, na Polícia Federal.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro não respondeu aos questionamentos da Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (22), no depoimento para investigação que apura a suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil. Ele chegou à sede da PF, em Brasília, por volta das 14h20, e não falou com a imprensa.

Bolsonaro ficou cerca de 30 minutos na PF e, após deixar o local em carro com vidros fechados, dois dos seus advogados falaram com a imprensa e justificaram que o seu cliente ficou em silêncio porque a defesa não teria tido acesso à íntegra dos autos da investigação.

“A falta de acesso a esses documentos, especialmente as declarações do tenente coronel Mauro Cid, e as mídias eletrônicas obtidas dos telefones celulares de terceiros e computadores, impedem que a defesa tenha o mínimo conhecimento por quais elementos o presidente é hoje convocado a esse depoimento” destacou Paulo Bueno, advogado do ex-presidente.

A defesa acrescentou que o silêncio é uma estratégia “baseada no fato de que a defesa não teve acesso a todos os elementos pelos quais está sendo imputada ao presidente a prática de certos delitos”, acrescentou.

Bueno disse, ainda, Bolsonaro está à disposição da Justiça “como, aliás, ele sempre fez e continuará fazendo, sendo do maior interesse dele o esclarecimento dessa verdade”.

Além do ex-presidente, vários ex-integrantes do governo anterior compareceram nesta quinta-feira (22) à sede da Polícia Federal para prestar depoimentos, entre eles, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, o ex-ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e o presidente do partido de Bolsonaro, o Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.

As defesas desses investigados não falaram com a imprensa. Eles são suspeitos de formar uma organização criminosa que, segundo a Polícia Federal, atuou na tentativa de golpe de Estado para manter o então presidente no poder após a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As investigações apontaram que o grupo formulou uma minuta, com a participação de Bolsonaro, que previa uma série de medidas contra o Poder Judiciário, incluindo a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Esse grupo também promoveu reuniões para impulsionar a divulgação de notícias falsas contra o sistema eleitoral brasileiro e monitorou o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Operação Tempus Veritatis

No dia 8 de fevereiro, a PF deflagrou a Operação Tempus Veritatis que teve como alvo diversos militares e assessores ligados a Bolsonaro. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a ser preso por porte ilegal de arma e de pepita de ouro de garimpo ilegal durante a operação.

A operação foi deflagrada após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, ter fechado acordo de colaboração premiada junto a investigadores da PF. O acordo foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e já recebeu a homologação pelo STF.

Bolsonaro foi alvo de mandatos de busca e apreensão e teve o passaporte apreendido para não poder deixar o país até a conclusão do inquérito. A operação prendeu ainda o ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins, o coronel Marcelo Câmara, da reserva do Exército, e o major Rafael Martins, da ativa do Exército.

A investigação aponta ainda que o general Walter Braga Netto, então candidato a vice-presidente na chapa derrotada em outubro de 2022, teria orientado ataques contra generais que não aderiram ao plano de golpe de Estado.

Fonte: Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio

Flávio Dino toma posse como ministro do Supremo Tribunal Federal

Brasília (DF), 22/02/2024, O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza sessão solene de posse do novo ministro da Corte, Flávio Dino. Na foto o presidente do STF, Luiz Roberto Barroso, o Presidente Lula e o ministro Flávio Dino.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino foi empossado nesta quinta-feira (22) no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Indicado para a cadeira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dino chega ao Supremo aos 55 anos e poderá permanecer na Corte por 20 anos, até completar 75 anos, idade para aposentadoria compulsória dos membros do Supremo. Ele entra na vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber, que deixou o tribunal em outubro do ano passado.

Dino foi empossado durante cerimônia realizada no plenário da Corte e que contou com a presença de cerca de 800 convidados, entre eles, o presidente Lula e os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Flavio Dino herdará cerca de 340 processos do gabinete de Rosa Weber. O novo ministro se tornará relator de processos sobre a atuação do governo Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 e sobre a legalidade dos indultos natalinos assinados durante a gestão do ex-presidente.

Em dezembro do ano passado, após ser indicado por Lula, Dino teve o nome aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por 17 votos a 10. Em seguida, ele também foi aprovado pelo plenário da Casa com placar de 47 votos a 31.

Durante a cerimônia, Dino foi ovacionado pelos convidados ao assinar o termo de posse. Único a discursar, o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, destacou a trajetória do novo ministro antes de chegar ao Supremo e disse que ele é um “homem público que serviu o país nos Três Poderes”.

“A presença maciça neste plenário de pessoas de visões políticas das mais diversas apenas documenta como o ministro Flávio Dino é uma pessoa respeitada e querida pela comunidade jurídica, política e pela sociedade brasileira. A presença também documenta a vitória da democracia, da institucionalidade e da civilidade”, afirmou Barroso. Depois de tomar posse, Dino recebeu os cumprimentos dos convidados.

Após a solenidade, às 19h, está prevista uma missa de ação de graças na Catedral de Brasília. O novo ministro dispensou o tradicional jantar oferecido por associações de magistrados a todos os ministros que tomam posse no STF.

Perfil

Dino é formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Foi juiz federal, atuou como presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e chefiou a Secretaria-Geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em 2006, entrou para a política e se elegeu deputado federal pelo Maranhão. Entre 2011 e 2014, ocupou o cargo de presidente da Embratur.

Nas eleições de 2014, Dino foi eleito governador do Maranhão pela primeira vez, sendo reeleito no pleito seguinte, em 2018. Em 2022, venceu as eleições para o Senado, mas deixou a cadeira de parlamentar para assumir o comando do Ministério da Justiça do terceiro mandato de Lula.

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Com 4,1 milhões de matrículas, Brasil avança na meta para creches

Brasília, DF 22/02/2024 O ministro da Educação, Camilo Santana, divulga em entrevista coletiva os resultados do Censo Escolar 2023. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Brasil tem boas chances de atingir metas previstas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), no que se refere a matrículas de crianças na educação infantil. Esta é uma das constatações do Censo Escolar 2023, divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

No caso das creches, a meta proposta pelo PNE é que o total de matrículas chegue a 50% da população com idade até 3 anos, o que, de acordo com o MEC, seria “algo em torno de 5 milhões”.

Algo que, segundo o diretor de Estatísticas Educacionais do Inep, Carlos Moreno, é bem possível de acontecer se for levada em conta a evolução dos números entre 2021, quando havia 3,41 milhões de matrículas, e 2023, quando este número subiu para mais de 4,12 milhões.

“Depois da pandemia, a gente voltou a crescer de forma bastante expressiva, ultrapassando [a marca de] 4,1 milhões de alunos matriculados em creche. Vale destacar que, se a gente tem no PNE a meta de alcançar 50% do corte até 3 anos, estamos muito próximos disso. É possível, dependendo do comportamento da matrícula em creche em 2024, que é o último ano do horizonte do plano”, afirmou Moreno, referindo-se às 900 mil matrículas que faltam para atingir a meta.

A estimativa leva em conta, além do Censo Escolar, a população dessa faixa etária apurada no último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Censo mostra que há 76,7 mil creches registradas no Brasil; que 66,8% das crianças estão matriculadas na rede pública e 33,2%, na rede privada. Além disso, 50,4% das crianças da rede privada estão em instituições conveniadas com o poder público.

Além disso, o censo indica que 99,8% das crianças de creches públicas estão matriculadas em escolas municipais, 57,9% delas em tempo integral.

Pré-escola

Tendo como recorte a pré-escola, o censo mostra um total de 5,3 milhões de alunos matriculados. Segundo o MEC, esse dado “aponta para a universalização do atendimento educacional na faixa etária de 4 e 5 anos estabelecida pela Constituição Federal”.

A constatação também tem por base a comparação entre as informações coletadas no censo escolar e a população dessa idade apurada no Censo Demográfico mais recente do IBGE (5,4 milhões).

O censo mostra que 78,1% dos alunos da pré-escola estão matriculados na rede pública e que 21,9% estão matriculados na rede privada. Além disso, 15,8% dos alunos da rede privada estão em instituições conveniadas com o poder público; e 14,2% dos estudantes estão matriculados em tempo integral.

O ministro da Educação, Camilo Santana, disse que esses resultados foram obtidos graças à colaboração tanto de estados quanto de municípios, enquanto frente de ações mais próximas do cidadão, como do Legislativo brasileiro, por ter aprovado leis que garantirão recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a educação.

“O governo retomou todas as obras paralisadas, com a lei aprovada no Congresso, o que inclui também no Novo PAC [que garantirá] obras para a educação básica”, disse o ministro, ao ressaltar que o resultado será de municípios mais estimulados, de forma a garantir o cumprimento mais rápido das metas.

A primeira etapa do Censo Escolar 2023 apresenta dados sobre escolas, professores, gestores e turmas, além das características dos alunos da educação básica. Foram registrados 47,3 milhões de estudantes, considerando todas as etapas educacionais, distribuídos em 178,5 mil escolas.

O Censo Escolar é a principal pesquisa estatística da educação básica. O levantamento abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica: ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.

As estatísticas de matrículas servem de base para o repasse de recursos do governo federal e para o planejamento e a divulgação das avaliações realizadas pelo Inep, além de ser “ferramenta fundamental para que os atores educacionais possam compreender a situação educacional do Brasil, das unidades federativas e dos municípios, bem como das escolas, permitindo-lhes acompanhar a efetividade das políticas públicas educacionais”.

Fonte: Agência Brasil Edição: Nádia Franco

Vereador Leonel Filho Afirma que Acredita e Confia no Ministério Público e Espera que Providências sejam Tomadas em Prol do povo

O vereador Leonel Filho saiu em defesa do povo de Codó no Parlamento Municipal na noite dessa terça-feira 20/02/2024, defendeu a ida da secretária de educação ao parlamento para que em uma audiência pública sejam esclarecidos os assuntos ligados a pasta da educação, bem como os problemas existenciais em meio ao seletivo dos professores realizado nesse ano de 2024.

Para Leonel Filho o Ministério Público é uma instituição de credibilidade a qual ele acredita muito mais que precisa urgentemente fazer algo em defesa daqueles que mais necessitam, em defesa de toda a população codoense e em especial dos professores que com muito afinco se desdobraram ao máximo para obter êxito nesse seletivo.

Erika Hilton é primeira deputada trans a liderar bancada no Congresso

Brasília (DF) 10/10/2023 Sessão da COMISSÃO DE PREVIDÊNCIA, ASSISTÊNCIA SOCIAL, INFÂNCIA, ADOLESCÊNCIA E FAMÍLIA que aprovou o fim do casamento Homoafetivo.( Deputada, Erika Hilton).  Foto Lula Marques/ Agência Brasil

A bancada PSOL-Rede escolheu nesta quarta-feira (21) a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para ser sua nova líder na Câmara dos Deputados. A deputada será a primeira parlamentar transexual a liderar uma bancada no Congresso Nacional.

Erika Hilton vai substituir Guilherme Boulos (PSOL-SP), que se afastará do mandato para concorrer à prefeitura de São Paulo nas eleições municipais deste ano.

“Muito orgulhosa de ter sido indicada de maneira unânime como nova líder da bancada do PSOL-Rede na Câmara. Pela primeira vez na história, uma mulher trans liderará uma bancada no Congresso e negociará de igual para igual com todos os líderes partidários, na defesa do projeto eleito em 2022 e na base do governo Lula”, escreveu em uma rede social.

Erika Hilton irá liderar 14 deputados federais.

Ela foi eleita deputada federal em 2022 para o primeiro mandato, sendo uma das mais votadas no estado de São Paulo. https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2022-10/camara-federal-tera-deputadas-transexuais-pela-primeira-vez

Fonte: Agência Brasil Edição: Nádia Franco

Câmara aprova projeto que obriga divulgação de lista de espera do SUS

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A Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (21) projeto de lei que determina a publicação na internet da lista de pacientes que aguardam por cirurgias e exames nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Os deputados federais mudaram a proposta, que, desta forma, terá de retornar para votação no Senado. .

O texto aprovado prevê que as listas devem trazer o número do Cartão de Saúde do paciente, data de agendamento, posição do paciente na lista, local onde será realizada a cirurgia ou serviço e especialidade em caso de cirurgia eletiva.

O relator, deputado Ruy Carneiro (Podemos-PB), defendeu que a divulgação trará dignidade ao cidadão que espera pelos procedimentos no SUS. “Essa ação vai dar dignidade à saúde pública do Brasil. Vai acabar com o esquema fura-fila, com a intervenção política que salva um e mata dois”, afirmou.

Os governos e responsáveis pelas unidades de saúde deverão atualizar as listas quinzenalmente, que somente poderão ser alteradas com base em critério médico. Os pacientes que tiverem datas alteradas ou procedimento desmarcado terão de ser avisados em tempo adequado e informados sobre a nova data de agendamento.

A cada mês, os gestores das unidades de saúde terão de informar, também na internet, o número de pacientes nas filas de procedimentos por especialidade e o tempo médio de espera. 

* Com informações da Agência Câmara

Edição: Carolina Pimentel