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Brasil tem 575.930 médicos ativos: 2,81 por mil habitantes

Brasília (DF), 14/08/2023 - A ministra da Saúde, Nísia Trindade, participa da cerimônia de acolhimento dos profissionais do Programa Mais Médicos para o Brasil. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Brasil registra, atualmente, 575.930 médicos ativos – uma proporção de 2,81 profissionais por mil habitantes, a maior já registrada no país. Os dados fazem parte da Demografia Médica CFM – Dados oficiais sobre o perfil dos médicos brasileiros 2024, divulgada nesta segunda-feira (8) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). 

Desde o início da década de 1990, o número de médicos no país mais que quadruplicou, passando de 131.278 para a quantidade atual, registrada em janeiro de 2024. No mesmo período, a população brasileira aumentou 42%, passando de 144 milhões para 205 milhões, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O número de médicos, portanto, aumentou oito vezes mais do que o da população em geral. Entre 1990 e 2023, a população médica registrou crescimento médio de 5% ao ano, contra aumento médio de 1% ao ano identificado na população em geral. 

A maior progressão no volume de médicos ocorreu de 2022 a 2023, quando o contingente saltou de 538.095 para 572.960 – um aumento de 6,5%. Com índice de 2,8 médicos por mil habitantes, o Brasil tem hoje taxa semelhante à registrada no Canadá e supera países como os Estados Unidos, o Japão, a Coreia do Sul e o México.

Para o CFM, o crescimento foi impulsionado por fatores como a expansão do ensino médico, sobretudo nas últimas duas décadas, e pela crescente demanda por serviços de saúde.

Escolas médicas

Dados da Demografia Médica mostram que, atualmente, há 389 escolas médicas espalhadas pelo país – o segundo maior número no mundo, atrás apenas da Índia. A quantidade de faculdades de medicina no Brasil quase quintuplicou desde 1990, quando o total chegava a 78. Nos últimos dez anos, a quantidade de escolas médicas criadas (190) superou o total de todo o século passado.

“O CFM vê com muita preocupação a velocidade de abertura de novas escolas médicas e do aumento das vagas em escolas já existentes. A abertura de vagas em escolas médicas é algo de interesse público e deve acontecer por necessidade social”, destacou o supervisor do estudo e conselheiro Donizetti Giamberardino. 

Brasília (DF) 08/04/2024 - O conselheiro do CFM Donizetti Giamberardino .
Foto: CFM/Divulgação

Brasília – O conselheiro do CFM Donizetti Giamberardino – CFM/Divulgação

“A preocupação do conselho hoje é que se forme médicos de boa qualidade e com princípios éticos, a fim de atender à população”, completou. 

Desigualdade

Apesar do significativo aumento no contingente de médicos brasileiros, o CFM considera que ainda há um cenário de desigualdade na distribuição, na fixação e no acesso aos profissionais.

“O Brasil hoje tem número razoável de médicos registrados nos conselhos regionais de medicina, quando comparado às principais nações do mundo. Mas um dos principais problemas ainda é a distribuição desses médicos no país continental que é o Brasil”, avaliou Giamberardino.

Os números mostram que a maioria dos profissionais opta por se instalar nos estados do Sul e do Sudeste e nas capitais, devido às condições de trabalho. Os que vivem no Norte, no Nordeste e em municípios mais pobres relatam falta de investimentos em saúde, vínculos precários de emprego e ausência de perspectivas.

“Esse fato, por si só, trás muita dificuldade de acesso. Acesso é um princípio fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS), adotado pelo Brasil em sua Constituição como direito do paciente”, destacou o conselheiro. “Se nós permitirmos que a medicina obedeça a uma lógica de mercado, atendendo às riquezas regionais, vamos promover desigualdade.”

Perfil

A idade média dos médicos em atividade no Brasil é 44,6 anos. Entre os homens, a idade média é 47,4 ano. Já para as mulheres, 42 anos. Observa-se também uma diferença no tempo de formação entre os gêneros: em média, os médicos têm 21 anos de formados, enquanto as médicas têm 16 anos.

Em 2023, os homens ainda representavam, ligeiramente, a maioria entre os médicos com até 80 anos, respondendo por 50,08% do total, enquanto as mulheres representavam 49,92%. Em 2024, a estimativa é que o número de médicas ultrapasse o de médicos. Atualmente, entre os médicos com 39 anos ou menos, as mulheres já constituem maioria, representando 58% em comparação a 42% dos homens.

“Se observarmos os profissionais hoje abaixo de 40 anos, a maioria é formada por mulheres”, destacou Giamberardino. “É uma característica das profissões. A mulher está impondo o seu justo papel de liderança e reconhecimento. Medicina se mede por conhecimento e só tem liderança na medicina quem tem conhecimento.”

Distribuição

O estudo mostra ainda que o aumento no número de médicos ao longo das últimas décadas não resultou em distribuição igualitária pelo país. O Sudeste tem proporção de profissionais superior à média nacional, de 2,81 por mil habitantes. A região tem a maior densidade e proporção de médicos; 3,76 por mil habitantes e 51% do total de médicos, enquanto abriga 41% da população brasileira. 

Em contraste, o Norte exibe a menor proporção de médicos (1,73 por mil habitantes), ficando significativamente abaixo da média nacional. O Nordeste, com 19,3% dos médicos e 26,8% da população, apresenta uma razão de 2,22 médicos por mil habitantes, também abaixo da média nacional.

O Sul, por sua vez, com 15,8% dos médicos e 14,8% da população, registra 3,27 médicos por mil habitantes, enquanto o Centro-Oeste, com 9% dos médicos e 8,1% da população, tem 3,39 médicos por mil habitantes, ambos acima da média nacional.

Nas capitais, a média de médicos por mil habitantes alcança o patamar de 7,03, contra 1,89 observada no conjunto das cidades do interior. Ao analisar os extremos dessa distribuição, Vitória registra a maior densidade: 18,68 médicos por mil habitantes. Em contrapartida, no interior do Amazonas, a densidade é de 0,20 médico por mil habitantes.

“O número de médicos é razoável, mas ainda é mal distribuído. Se nós crescermos sem uma política de fixação, isso vai aumentar a desigualdade”, ressaltou Giamberardino.

“Aumentar o número de médicos é algo muito simplista. Precisamos de uma rede de assistência que deve começar pela atenção primária. Esse número de médicos não merece comemoração. Precisamos estar preocupados com a formação desses médicos, que eles continuem num processo de aprendizado. O curso de medicina não é terminativo. O médico necessita de uma obrigação de atualização”, concluiu. 

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

TRE abre terceiro dia de julgamento que pode cassar Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, fala à  imprensa

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná retoma nesta segunda-feira (8) o julgamento que pode levar à cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato. Será a terceira sessão para analisar o caso, que está prevista para começar às 14h. 

Se for cassado pelo TRE, Moro não deixará o cargo imediatamente porque a defesa poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se a eventual cassação for confirmada pelo TSE, novas eleições serão convocadas no Paraná para preencher a vaga do senador. Ele também poderá ficar inelegível por oito anos.

Até o momento, o julgamento está empatado em 1 a 1. Na segunda-feira (1º), primeiro dia do julgamento, o desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza votou contra a cassação. Na quarta-feira (3), o desembargador José Rodrigo Sade se manifestou a favor da cassação.

No mesmo dia, após o empate na votação, a desembargadora Claudia Cristina Cristofani pediu vista do processo (mais tempo para analisar) e suspendeu o julgamento. Faltam os votos de cinco magistrados. 

O tribunal julga duas ações nas quais o PT, o PL e o Ministério Público Eleitoral (MPE) acusam Moro de abuso de poder econômico pela suposta realização de gastos irregulares no período de pré-campanha, nas eleições de 2022. 

No final de 2021, Moro estava no Podemos e realizou atos de pré-candidatura à Presidência da República. De acordo com a acusação, houve “desvantagem ilícita” em favor dos demais concorrentes ao cargo de senador diante dos “altos investimentos financeiros” realizados antes de Moro deixar a sigla e se candidatar ao Senado pelo União.

Para o Ministério Público, foram gastos aproximadamente R$ 2 milhões, oriundos do Fundo Partidário, com o evento de filiação de Moro ao Podemos e com a contratação de produção de vídeos para promoção pessoal, além de consultorias eleitorais. O PL apontou supostos gastos irregulares de R$ 7 milhões. Para o PT, foram R$ 21 milhões.

Defesa

No primeiro dia do julgamento, a defesa de Moro defendeu a manutenção do mandato e negou irregularidades na pré-campanha.

De acordo com o advogado Gustavo Guedes, Moro não se elegeu no Paraná pela suposta pré-campanha “mais robusta”, conforme acusam as legendas.

Sobre os gastos, Guedes disse que as quantias foram” infladas” pela acusação. “Não houve caixa 2 nas eleições, não houve irregularidade. Então, se cria uma tese bem criativa de abuso na pré-campanha”, completou.

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Casal é preso em João Pessoa suspeito de recrutar adolescentes para tráfico de drogas em Cajazeiras

Casal fugiu para João Pessoa quando a polícia foi realizar buscas em Cajazeiras — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Segundo a Polícia Civil, o casal mantinha uma empresa de fachada para servir como ponto de venda das drogas. Uma pessoa foi presa em flagrante em Cajazeiras. Carro e drogas foram apreendidos.

Um casal foi preso na manhã do sábado (6), em um flat na orla de João Pessoa, suspeito de recrutar adolescentes para atuar no tráfico de drogas em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. Segundo a Polícia Civil, o casal mantinha uma empresa de fachada para disfarçar o negócio criminoso.

Segundo as informações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil (Draco), as investigações foram feitas pelo Grupo Tático de Cajazeiras (GTE), que apurou que o casal possuía um comércio de bebidas e um serviço de entregas de fachada, mas que o local funcionava como ponto de venda de drogas, que eram feitas por adolescentes recrutados pela dupla.

Após prisão na capital, casal foi levado para a Central de Polícia Civil — Foto: Divulgação/Polícia Civil


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Casal é preso em João Pessoa suspeito de recrutar adolescentes para tráfico de drogas em Cajazeiras

Segundo a Polícia Civil, o casal mantinha uma empresa de fachada para servir como ponto de venda das drogas. Uma pessoa foi presa em flagrante em Cajazeiras. Carro e drogas foram apreendidos.

Por g1 PB

07/04/2024 14h46  Atualizado há 16 horas

Casal fugiu para João Pessoa quando a polícia foi realizar buscas em Cajazeiras — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Casal fugiu para João Pessoa quando a polícia foi realizar buscas em Cajazeiras — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um casal foi preso na manhã do sábado (6), em um flat na orla de João Pessoa, suspeito de recrutar adolescentes para atuar no tráfico de drogas em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. Segundo a Polícia Civil, o casal mantinha uma empresa de fachada para disfarçar o negócio criminoso.

Segundo as informações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil (Draco), as investigações foram feitas pelo Grupo Tático de Cajazeiras (GTE), que apurou que o casal possuía um comércio de bebidas e um serviço de entregas de fachada, mas que o local funcionava como ponto de venda de drogas, que eram feitas por adolescentes recrutados pela dupla.

Após prisão na capital, casal foi levado para a Central de Polícia Civil — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Após prisão na capital, casal foi levado para a Central de Polícia Civil — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Após as investigações, a polícia pediu à Justiça por medidas cautelares, buscas e apreensões e prisões preventivas, que foram deferidas. Durante a ação de cumprimento, feita pela Draco, pelo GTE e também pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), a polícia descobriu que o casal havia fugido e estava em um flat na orla do Cabo Branco, na capital.

Operações simultâneas foram feitas em Cajazeiras e em João Pessoa, que resultaram na prisão do casal e na apreensão do veículo dos dois, na capital. Já no Sertão, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em locais vinculados ao casal, resultando na apreensão de drogas, e também na prisão em flagrante de uma outra pessoa. Fonte: G1-PB.

Família é feita refém e ameaçada com arma durante arrastão em casa na zona rural de Teresina

Dois suspeitos foram presos e relataram à polícia onde estavam os pertences das vítimas. — Foto: Divulgação/PM

Uma família foi refém durante um arrastão em casa, neste domingo (7), na localidade São Vicente, zona rural de Teresina. Segundo a Polícia Militar do Piauí (PMPI), dois criminosos invadiram a residência, ameaçaram as vítimas com uma arma e levaram diversos pertences delas.

Em seguida, a dupla fugiu e a PM foi acionada. Horas depois, dois suspeitos, identificados apenas pelas iniciais F. C. S. A., de 29 anos, e J. F. L., de 25 anos, foram presos e relataram à polícia onde estavam os pertences das vítimas.

O Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), da PMPI, localizou os itens roubados em uma área de mata e os suspeitos foram levados para a Central de Flagrantes de Teresina para os procedimentos legais. Fonte: G1-PI.

Meses após o crime, apontado como assassino da própria esposa em Buriticupu é preso no Pará

Claudeonor foi preso no Pará, após quase nove meses foragido pelo assassinato da esposa, Celeuma — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Prisão acontece quase nove meses após o crime. Celeuma Viana de Sousa tinha 42 anos e deixou carta antes de morrer: ‘Tem 17 anos que sofro na mão dele’.

Quase nove meses após o assassinato de Celeuma Viana de Sousa, a Polícia Civil prendeu, na tarde do último sábado (6), o principal suspeito do crime: Claudeonor Oliveira, que era marido da vítima.

Claudeonor estava trabalhando em uma fazenda e plantando soja, na Zona Rural do município de Rondom, no Pará. Policiais de Buriticupu, que passaram meses na investigação, conduziram Claudeonor até a delegacia, onde ele ficará preso, e deve ser encaminhado para uma Unidade Prisional no Maranhão.

A prisão ocorre em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedida pela Justiça. Com Claudeonor, a polícia encontrou ainda uma arma de fogo irregular.

Celeuma teria sido morta pelo marido, Claudeonor, e deixou carta em que pedia para os filhos não ficarem com ele — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O crime aconteceu no dia 9 de julho de 2023, em Buriticupu, a cerca de 417 km de São Luís. A vítima, Celeuma, tinha 42 anos, e chegou a deixar uma carta em que já antecipava que poderia ser morta pelo marido.

O caso aconteceu por volta das 20h na Rua da Caeminha, onde o casal morava. Celeuma, que era conhecida como ‘Cleuma’, foi morta com um tiro na cabeça, em cima de uma cama. Logo depois, Claudeonor não foi mais visto na cidade.

Claudeonor Oliveira era procurado pela polícia — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Claudeonor Oliveira era procurado pela polícia — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Segundo a Polícia Civil, o casal tinha três filhos, sendo duas crianças e uma adolescente. Uma das filhas afirmou, em depoimento, que viu o pai entrando na casa e ouviu o disparo.

Parentes da vítima entregaram à Polícia Civil, uma carta escrita em 2022, em que Cleuma pede para os filhos não ficarem com o pai, pois suspeitava que poderia morrer.

“Se vier a acontecer alguma coisa comigo, eu não quero que meus filhos fiquem com o pai. Ele é uma pessoa muito agressiva, tem 17 anos que eu sofro na mão dele agressões física, verbal e psicológica, fora as humilhações que ele faz comigo. Ele é um psicopata. Eu quero que alguém da minha família cuidem deles”, diz a carta.

Segundo familiares, carta deixada por Cleuma, em 2022, já indicava que ela poderia ser morta pelo marido — Foto: Arquivo pessoal

Segundo familiares, carta deixada por Cleuma, em 2022, já indicava que ela poderia ser morta pelo marido — Foto: Arquivo pessoal

Após a morte de Celeuma, os três filhos do casal ficaram sob os cuidados da avó materna, segundo o Conselho Tutelar de Buriticupu. Fonte: G1-MA.

Israel lança novos ataques no leste do Líbano após Hezbollah derrubar drone

Membros do Hezbollah desfilam durante um comício que marca o Dia de Al-Quds — Foto: Mohamed Azakir/Reuters

Exército israelense disse que caças atingiram complexo militar e três outros locais de infraestrutura na cidade oriental de Baalbek.

Israel lançou novos ataques aéreos no leste do Líbano neste domingo (7), atingindo locais de infraestrutura do Hezbollah, depois que o grupo armado derrubou um drone israelense sobre o país, enquanto ambos os lados continuam a trocar tiros em meio à escalada de tensões regionais.

De acordo com a Reuters, o exército israelense disse em um comunicado que caças atingiram um complexo militar e três outros locais de infraestrutura pertencentes ao Hezbollah na cidade oriental de Baalbek.

Ele disse que o último ataque foi em resposta à derrubada de um veículo aéreo não tripulado pelo Hezbollah, apoiado pelo Irã, no espaço aéreo libanês, que o grupo identificou como o drone Hermes 900, de fabricação israelense.

O Hezbollah tem negociado fogo com Israel através da fronteira sul do Líbano desde 8 de outubro, um dia após o grupo palestino Hamas lançar um ataque a Israel, que culminou na guerra de Israel em Gaza e levou à escalada das tensões regionais.

Os bombardeios israelenses mataram cerca de 270 combatentes do Hezbollah e cerca de 50 civis. No sul do Líbano, cerca de 90 mil pessoas também foram deslocadas, enquanto mais de 96 mil israelitas foram deslocados da zona fronteiriça norte do país.

Os EUA e outros países procuraram uma resolução diplomática para as trocas de tiros entre o Hezbollah e Israel. O Hezbollah disse que não interromperia o fogo antes que um cessar-fogo fosse implementado em Gaza.

Duas fontes de segurança disseram que o último ataque israelense ao Líbano teve como alvo um campo de treinamento pertencente ao Hezbollah na aldeia de Janta, perto da fronteira com a Síria, e na cidade de Safri, perto de Baalbek.

Não houve relatos de vítimas dos ataques, disseram as fontes. Fonte: G1.

Viagens de trens serão suspensas por 14 dias entre João Pessoa e Bayeux

Trens urbanos mantidos pela CBTU  — Foto: Divulgação/CBTU João Pessoa

A interdição provisória entre as cidades é causada pela execução da última etapa dos serviços de recuperação estrutural da ponte ferroviária sobre o rio Sanhauá.

As viagens de trens serão suspensas, a partir de segunda-feira (8), entre as estações de João Pessoa e Bayeux. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a interdição provisória é necessária para execução da última etapa dos serviços de recuperação estrutural da ponte ferroviária sobre o rio Sanhauá. O tráfego de trens ficará suspenso por pelo menos 14 dias.

Ainda segundo a CBTU, as viagens ferroviárias devem acontecer apenas entre Cabedelo e Alto do Mateus e entre Bayeux e Santa Rita. A companhia também anunciou que disponibilizará um ônibus, que sairá da Estação Ilha do Bispo com destino a Bayeux e vice-versa em horário pré-definido. Os passageiros poderão fazer as viagens por R$ 2,50.

O coordenador de Acompanhamento e Obras, Pedro Augusto Farias, afirmou que o projeto estrutural previamente confeccionado da ponte ferroviária, só poderá ocorrer sem a circulação de trens sobre a ponte, por questões de segurança e tempo de cura do concreto.

“A ponte apresenta problemas estruturais causados pela ação do tempo. Desta forma se faz imprescindível a sua recuperação com a finalidade garantir um transporte ferroviário seguro promovendo a mobilidade das pessoas, contribuindo para a qualidade e devida e desenvolvimento sustentável”, afirma.

Os serviços de recuperação da ponte sobre o rio Sanhauá foram iniciados em outubro do ano passado e também contemplam a ponte metálica nas proximidades do Porto do Capim, na Capital, e a Ponte sobre o Rio Jaguaribe, em Salina Ribamar, em Cabedelo.

Horário de viagens

A grade horária entre as estações de Cabedelo e Alto do Mateus será mantida, sendo suprimida apenas em alguns horários para as estações da Ilha do Bispo e Alto do Mateus, de segunda a sexta e em todas as viagens aos sábados.

O trecho entre Bayeux e Santa Rita deve operar com horários especiais durante os serviços de concretagem da ponta. Serão realizadas 16 viagens de segunda a sexta e não haverá operação aos sábados.

Os horários estão disponíveis nas estações, Aplicativo Meu Trem JP, redes sociais e site da CBTU.

O ônibus

A CBTU anunciou a disponibilização de um ônibus, que sairá da Estação Ilha do Bispo com destino a Bayeux e vice-versa.

Durante o período de obras, o passageiro dos trens urbanos ao comprar a passagem receberá um bilhete que dará acesso ao ônibus e a segunda viagem de VLT. Só será permitida a entrada no ônibus de usuários que portarem o bilhete.

De acordo com a CBTU, três ônibus farão viagens expressas complementares entre as estações Bayeux e Ilha do Bispo.

O trajeto do veículo rodoviário será direto das estações de saída até ao local de embarque, ou seja, não parará durante o trajeto para embarque e desembarque de passageiros fora das estações. Fonte: G1-PB.

Cearense suspeito de assaltos e roubos de moto no Piauí é morto a tiros no litoral; companheira ficou ferida

Cearense suspeito de assaltos e roubos de moto no Piauí é morto a tiros no litoral; companheira ficou ferida — Foto: Reprodução

A policia foi acionada após uma mulher dar entrada no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda) com um ferimento causado por tiro. Ela informou que ela e o companheiro tinham sido vitimas de um latrocínio.

O cearense Martins Ribeiro Ferreira, de 43 anos, foi morto na noite de sexta-feira (5) após criminosos roubaram sua motocicleta no povoado Baixa da Carnaúba, na BR 343, em Parnaíba, a 340 km de Teresina. Ele estava com a companheira, que ficou ferida. Segundo a polícia, o homem tinha quatro mandados de prisão pelos crimes de roubo a veículo.

“Nós fomos acionados após a companheira dar entrada no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde. Ela então informou que o ela e o companheiro tinha sido vitima de criminosos que atiraram contra eles. O homem ficou caído no local do crime”, informou o major Galeno, comandante do 27º Batalhão da Polícia Militar (27º BPM).

Martins Ribeiro foi atingido por três tiros, no ombro, braço e cabeça. A segunda vitima, a mulher, foi agredida com coronhadas na cabeça e passou a noite no mato, segundo a polícia, pela manhã procurou ajuda nas casas próximas aonde aconteceu o crime.

A PM informou que o latrocínio aconteceu por volta das 22h30. Martins Ribeiro é natural de Campos Sales (CE). A Polícia Civil investiga o caso. Fonte: G1-PI

Suspeito de invadir casa, roubar e abusar de adolescente é preso em Santa Inês

Álvaro Fernando Rocha, de 20 anos, invadiu uma casa e abusou de uma adolescente, segundo a polícia. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo a polícia, Álvaro Fernando, de 20 anos, já era conhecido e procurado por vários crimes.

A Polícia Civil prendeu um homem que teria invadido uma casa e depois abusou da moradora em Santa Inês, a cerca de 250 km de São Luís.

O crime foi flagrado por uma câmera de segurança, na última terça-feira (2), e mostram o criminoso saindo da casa e pulando os muros com uma mochila nas costas.

Segundo a polícia, o criminoso é Álvaro Fernando Rocha, de 20 anos, que invadiu a casa na região do Centro e roubou vários objetos. Porém, além do roubo, Álvaro teria abusado sexualmente de uma adolescente que estava dormindo em um dos quartos.

Álvaro já era procurado pela polícia por causa de outros crimes, como assaltos, o que culminou em um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

De acordo com a polícia, Álvaro estava escondido em uma pousada, onde foi preso e depois encaminhado para uma unidade prisional. Fonte: G1-MA

Em minoria nas prateleiras, azeite brasileiro tem mercado em expansão

Brasil se especializa na produção de azeite de oliva extra virgem. - Azeite, azeitona, oliveiras - Foto: EMBRAPA/LANZETTA, Paulo

Produtores brasileiros de azeite de oliva têm chances de se beneficiarem da alta internacional do preço do alimento, e ganhar mais espaço para vender ao segundo maior mercado importador do mundo: o próprio Brasil.

De todo azeite que o país consome, menos de 1% (0,24%) é produzido por sua lavoura. A maior participação no mercado interno poderá se dar pela qualidade do produto, o que permite crescimento de consumo mesmo quando o preço se eleva.

Entre 2018 e 2022, a produção de azeite só no Rio Grande do Sul passou de 58 mil litros para 448,5 mil litros. O estado e outras regiões do país, como a Serra da Mantiqueira – entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro -, está se especializando na produção de azeite extra virgem, de menor acidez, reconhecido como artigo especial ou premium.

De acordo com o Internacional Olive Council, entre 2013 e 2020, o Brasil importou uma média de 74 mil toneladas ao ano de azeite e óleo de bagaço de azeitona. No período de oito anos, a importação cresceu de 73 mil toneladas ao ano para 104 mil toneladas ao ano.

Em 2020, oitenta por cento desse volume veio de Portugal e da Espanha. Os dois países da península ibérica diminuíram a produção de azeite nos últimos anos por causa do aumento de temperatura quando ocorre a floração das oliveiras, o que causou a elevação do preço do produto em cerca de 45% de 2020 para cá.

Paralelo ao encarecimento do azeite, produção nacional começa a ter reconhecimento. No mês passado, por exemplo, um azeite de marca gaúcha (Potenza Frutado) foi escolhido como o melhor do Hemisfério Sul – Prêmio Internacional Expoliva de Qualidade dos Melhores Azeites Extravirgens, realizado na Espanha (22ª edição).

Abastecimento mais rápido – Além de azeite extra virgem de qualidade reconhecida, o produtor nacional tem em seu favor a agilidade para abastecer o mercado interno. “Se eu colher uma azeitona hoje no pé aqui, eu posso tranquilamente em dez dias ter o azeite dela em uma loja do Pão de Açúcar em São Paulo”, calcula Luiz Eduardo Batalha, o maior produtor de azeite do Brasil e dono da marca que leva seu nome.

Batalha, que acumula experiência com a produção de carne, café e cana-de-açúcar em diferentes partes do país, cultiva oliveiras em três fazendas com total de 3 mil hectares nos municípios de Pinheiro Machado e Candiota, no sudeste gaúcho, a cerca de 60 quilômetros da fronteira com o Uruguai.

Segundo ele, o azeite extra virgem “é um produto que precisa de muito frescor” e as marcas estrangeiras apesar do domínio absoluto “não competem com a rapidez que a gente tem de colocar o azeite nas gôndolas do supermercado, nos lugares, nos restaurantes.”

O argumento do produtor faz sentido para Ticiana Werner, dona de um restaurante em Brasília que leva o seu nome. Ela pondera que além do maior tempo para chegar às redes brasileiras de abastecimento, o azeite importado pode não estar devidamente acondicionado em seu transporte.

Brasil se especializa na produção de azeite de oliva extra virgem. - Azeite, azeitona, oliveiras - Foto: EMBRAPA/LANZETTA, Paulo
Entre 2018 e 2022, a produção de azeite só no Rio Grande do Sul passou de 58 mil litros para 448,5 mil litros Foto: EMBRAPA/LANZETTA, Paulo

“Um azeite da Europa vem como? Em um contêiner. Como é esse contêiner, é refrigerado? Se não for refrigerado o azeite pode oxidar”, avalia a empresária que desde o início do ano começou a usar azeite nacional em saladas, pratos quentes e até sobremesas.

O Brasil cultiva oliveiras desde o século passado, mas a perspectiva de ter uma produção mais robusta e virtuosa começou a se desenhar entre os anos de 2005 e 2006, quando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) demandou que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) avaliasse a possibilidade de o país cultivar oliveiras, como já acontecia com as vinheiras no Sul do Brasil e no Vale do São Francisco (Bahia e Pernambuco).

O trabalho teve início com o plantio de mudas de oliveiras tradicionais em países de grande produção. As variedades de maior sucesso foram koroneike, de origem grega; as espanholas arbequina e arbosana; e a covatina, da Itália.

Mudança no metabolismo – “Quando você traz uma espécie de uma condição adequada para uma condição como a nossa, a planta mexe no seu metabolismo e se adapta à nova condição”, explica o engenheiro agrônomo Rogério Oliveira Jorge, responsável técnico em laboratório da Embrapa Clima Temperado em Pelotas (RS), que faz pesquisas e avalia a qualidade dos azeites produzidos no Brasil.

O desempenho da planta depende da capacidade de se adaptar ao clima e ao solo. A ciência sabe que as oliveiras não se desenvolvem bem em lugares com muita chuva e solos enxarcados.

Além do baixo índice pluviométrico e da baixa umidade relativa do ar, a planta precisa de exposição ao sol e de temperaturas amenas. Nos períodos de florescimento pleno, polinização e frutificação efetiva “a temperatura diária deve ficar em torno de 20ºC, a fim de que todos os processos metabólicos ocorram normalmente”, descreve estudo da Embrapa sobre a distribuição potencial de oliveiras no Brasil e no mundo, feito em 2015.

De acordo com os pesquisadores da empresa estatal, além do Rio Grande do Sul e de lugares de altitude como a Serra da Mantiqueira, há zonas “apontadas como mais favoráveis” no semiárido nordestino.

O azeite de oliva é rico em ácidos graxos, pode ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue e contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico. Em entrevista à Agência Brasil, a nutricionista Mônica Julien, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, aconselhou o consumo. “Eu recomendo que use azeite se possível, não em substituição a todas as outras gorduras, porque até as gorduras saturadas têm sua função também no organismo, mas se puder acrescentar e trocar uma boa parte das gorduras por azeite é bastante saudável.”

Rotineiramente, o Ministério da Agricultura e Pecuária faz fiscalização e apreensões de azeites em supermercados. O Mapa orienta aos consumidores conferir a lista de produtos irregulares já apreendidos; não comprar a granel; optar por produtos com a data de envase mais recente; reparar a data de validade e o tempo dos ingredientes contidos – o tempo de colheita de azeitona para azeites extra virgem é de seis meses. Outra sugestão é observar se o óleo está turvo e se na embalagem há informação sobre mistura de óleos (adição de outro óleo vegetal).

Fonte: Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar