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Programa para setor de eventos é prorrogado e vai à sanção

Brasília (DF) 30/04/2024 Sessão do Senado  semipresencial para apreciar e votar o projeto de lei (PL 1.026/2024) que estabelece novas regras para os incentivos ao setor de eventos. (Relatora da Matéria senadora Daniella Ribeiro) Foto Lula Marques/ Agência Brasil

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (30) o projeto de lei que prorroga o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Serviços (Perse), de incentivo ao setor de eventos, até dezembro de 2026. A proposta fixa um teto de R$ 15 bilhões em renúncia fiscal e reduz de 44 para 30 as atividades beneficiadas pelo programa. O texto aprovado pelos senadores manteve as regras que já haviam sido aprovadas na semana passada pela Câmara dos Deputados. Agora, o projeto vai à sanção presidencial.

A aprovação ocorreu após consenso firmado entre o Congresso Nacional o governo federal. O Perse foi criado em 2021, no contexto da pandemia de covid-19, como socorro ao setor de eventos, que ficou praticamente paralisado naquele período. O governo havia trabalhado, nos últimos meses, para encerrar completamente os benefícios tributários do programa, mas enfrentou resistência de parlamentares e do setores afetados. O acordo permite o fim gradual do programa em dois anos.

Pelo texto aprovado, as alíquotas de quatro tributos federais (IRPJ, CSLL, Cofins e  Contribuição para o PIS/Pasep) ficarão reduzidas a zero até o mês de dezembro de 2026, desde que observado o teto de custo fiscal do programa. As empresas tributadas com base no lucro real ou lucro arbitrado poderão contar com todos os benefícios do Perse em 2024, mas, em 2025 e 2026, a alíquota  reduzida a zero será restrita à Cofins e à Contribuição para o PIS/Pasep. Empresas de eventos que estavam inativas em março de 2022 não poderão participar do programa.

“Viva o Perse, sim ao Perse. Não é farra com dinheiro público. O Perse é justiça social para quem trabalha, para quem honra. Se houve em algum momento, e houve, algum erro durante o processo do percursos, que pode acontecer com qualquer programa, que se coloquem as travas, como foram colocadas”, afirmou a senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), em discurso após a aprovação simbólica do texto.

O projeto aprovado estabelece um acompanhamento bimestral da Receita Federal da isenção fiscal dos tributos. A expectativa é que o governo sancione a medida sem vetos, mantendo o acordo celebrado com o Legislativo e as empresas do setor, já nos próximos dias.

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Aluna do IFMA Caxias conquista segundo lugar na Olimpíada Brasileira de Zootecnia

Luziana Araújo da Silva é aluna do curso de bacharelado em Zootecnia do IFMA Campus Caxias.

A aluna Luziana Araújo da Silva, do curso de bacharelado em Zootecnia do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias, alcançou o segundo lugar na etapa nacional da modalidade Individual Veterano na Olimpíada Brasileira de Zootecnia (OBZ). A competição, realizada desde 2019 pela Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), tem como objetivo promover o conhecimento, a integração e o espírito olímpico entre estudantes de Zootecnia de todo o Brasil, além de identificar talentos na área.

Luziana foi destacada como a única representante do Maranhão na categoria individual veterana, demonstrando um resultado expressivo durante a competição. Em relação a essa conquista nacional, ela expressou sua gratidão aos orientadores e ao IFMA. “Não tenho palavras para expressar tamanha felicidade com essa conquista, principalmente por se tratar do meu último ano na graduação. Só tenho a agradecer a Deus pelas bênçãos em minha vida e aos profissionais do IFMA Campus Caxias por todo apoio e incentivo, principalmente aos professores Aldivan Rodrigues e Veronica Meira pelo suporte constante. Essa premiação foi crucial em minha jornada acadêmica, e sinto-me honrada em representar o estado do Maranhão nessa Olimpíada, contribuindo para a visibilidade do curso de Zootecnia do IFMA Campus Caxias”, disse.

A cerimônia de entrega da medalha está agendada para o dia 13 de maio, durante o Congresso Brasileiro de Zootecnia (ZOOTEC), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes, em Chapecó, Santa Catarina. Na mesma ocasião, o IFMA estará representado por Aldivan Rodrigues Alves, indicado para receber o Prêmio Coordenador do Ano na Graduação.

O professor Aldivan Rodrigues, coordenador do curso, destacou que a participação dos alunos na OBZ faz parte de uma estratégia de melhoria da qualidade dos cursos de graduação, implementada a partir de 2021. Com essa abordagem, o IFMA busca incentivar os campi a oferecerem um acompanhamento mais eficaz aos estudantes, visando melhorar o desempenho no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). “A campanha ‘Meu Conceito é nota 5’ inclui ações como palestras de conscientização, orientações nas redes sociais e produção de vídeos institucionais. Nesse contexto, a coordenação do Curso de Zootecnia promoveu a adesão dos alunos à Olimpíada Brasileira de Zootecnia, resultando na conquista da medalha de segundo lugar pela aluna Luziana Araújo da Silva na edição IV da OBZ”, comemorou o professor, que que também atua como orientador de Leonaria no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC).

Além disso, Aldivan destacou outros resultados expressivos do curso, como a conquista do oitavo lugar no Prêmio Estudante DEZ por Felipe Rodrigues, entre os 10 melhores do país. “Esses resultados refletem o compromisso com a qualidade do ensino no curso de Zootecnia do IFMA Campus Caxias, promovido pelo corpo docente e por todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem”, destaca.

Como orientadora da Luziana, Verônica Meira expressou grande satisfação com a conquista da aluna na Olimpíada Brasileira de Zootecnia. “Estou extremamente orgulhosa da Luziana e de todo o seu empenho. Essa premiação é o resultado do seu esforço e dedicação ao longo da graduação. Como orientadora, é gratificante ver o crescimento e sucesso dos nossos estudantes. A participação dela nessa competição nacional é um reflexo do potencial dos estudantes do curso de Zootecnia do IFMA Campus Caxias. Parabéns à Luziana e a todos os envolvidos nessa jornada”, disse.Por: Ascom/ IFMA

 

Empresa que omitir dados sobre igualdade salarial será fiscalizada

Afirmação foi feita pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou, nesta terça-feira (30), que as empresas que omitem dados sobre igualdade salarial terão “um olhar especializado” do área de fiscalização da pasta. “Se querem atenção, terão uma atenção”, disse, durante coletiva de imprensa para apresentar dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

Marinho comentou decisão da Justiça Federal que liberou alguns segmentos, como farmácias e universidades, de divulgarem as informações de transparência salarial e de critérios remuneratórios previstas na regulamentação da Lei da Igualdade Salarial. “Se tem coisa a esconder, vamos olhar. Então, essas [empresas] terão nossa atenção. E se trata de tão poucas, que nos aguardem a atenção. Mas elas podem, ainda, se quiserem, voltar atrás. Estamos abertos a dialogar. Esses segmentos que não nos procurarem para o diálogo receberão a visita do auditor-fiscal para observar o que é que eles querem esconder”, disse, lembrando que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, prevê fiscalizações das normas trabalhistas.

Segundo o ministério, das cerca de 50 mil empresas que se enquadram na lei, menos de 300 receberam autorização para omitir os dados. “Estamos falando de um número insignificante do ponto de vista de quantitativo”, disse, enaltecendo as empresas que estão “entendendo o espirito da lei e estão colaborando” para a política pública.

“A grande massa de empresas respondeu os dados, então queria agradecer a visão da grande maioria, esmagadora maioria dos nossos empregadores e empregadoras que responderam tranquilamente, com seriedade, as informações que nós estamos pedindo”, disse. “Chama atenção quem está resistindo, recorrendo ao Judiciário, que talvez esse não seja o melhor caminho. Se tem algum problema, a gente analisa, conversa, constrói, até porque nossa visão não é de autuar, de castigar, nada, muito pelo contrário, é de construir a partir do direito das mulheres de ter salário igual”, acrescentou.

A Lei da Igualdade Salarial, sancionada em julho do ano passado, torna obrigatória a igualdade salarial entre homens e mulheres quando exercerem trabalho equivalente ou a mesma função. As regras valem para empresas com 100 ou mais empregados e que tenham sede, filial ou representação no Brasil.

No mês passado, as confederações nacionais da Industria (CNI) e do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a Lei de Igualdade Salarial entre os gêneros. A ação, ainda sem decisão, pede uma medida cautelar para suspender os efeitos de alguns dos dispositivos, entre eles, o que determina a divulgação de relatórios de transparência salarial, explicando os critérios para os pagamentos. As confederações alegam que há risco de divulgação de dados individualizados, o que violaria o direito à privacidade.

Entretanto, de acordo com o ministro Luiz Marinho, os dados de transparência não são individualizados, “portanto não há qualquer razão para essa resistência”.

Na ação, as entidades alegam que não pretendem questionar o princípio da isonomia, mas “a necessidade de adequação da lei, para que desigualdades legítimas e objetivas, como o tempo na função e na empresa, e a perfeição técnica do trabalho, não sejam consideradas como discriminação por gênero”. Elas argumentam ainda que a exigência da divulgação de relatório de transparência salarial e aplicação de sanções a qualquer caso de diferença de remuneração são injustas, e justificam que planos de carreiras no meio corporativo vão além da questão de gênero.

Segundo Luiz Marinho, a transparência sobre a igualdade salarial será um dos temas a serem tratados pelo governo no âmbito das comemorações do 1º de Maio – Dia do Trabalhador. “É preciso chamar atenção do mundo empresarial, da necessidade de as empresas trabalharem com uma visão humanista em relação às necessidades e ao respeito aos direitos humanos, de homens e mulheres, em particular nesse debate, das mulheres”, disse.Por: Agência Brasil

Homem é preso suspeito de estuprar e engravidar adolescente de 12 anos em São José de Ribamar

De acordo com a polícia, desde o início deste ano, o investigado convivia com a adolescente como marido dela. No momento da prisão, o homem estava deitado na cama com a menor de idade.

Um homem, de 23 anos, foi preso em flagrante nessa segunda-feira (29) pelo crime de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos, no município de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís. De acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) a adolescente está grávida.

O homem foi preso em sua residência no bairro J.Câmara. No momento da prisão, o homem estava deitado na cama com a menor de idade. O preso, que possui outros passagens pela polícia, foi levado à delegacia para ser submetido aos processos legais.

Ainda de acordo a polícia, desde o início deste ano, o investigado convivia com a adolescente como marido dela. Após tomar ciência do caso, a polícia iniciou a investigação a fim de apurar o caso, o que posteriormente foi confirmado de acordo com as denúncias.

A prisão em flagrante foi executada por uma equipe de policiais da Delegacia Especial de São José de Ribamar, com apoio da Guarda Municipal.Por: G1 MA

Servidores administrativos em greve fecham portões da UFPI e paralisam Restaurante Universitário em Teresina

Servidores administrativos em greve fecham portões da UFPI e paralisam Restaurante Universitário em Teresina — Foto: Maira Campos/ g1 Piauí

Os manifestantes haviam fechado as duas entradas do Centro de Ciências da Natureza. Apesar do protesto, as aulas estão acontecendo normalmente, mas alguns professores aderiram ao movimento, e cancelaram aulas.

Os servidores administrativos da Universidade Federal do Piauí (UFPI), que estão em greve, fecharam portões do Centro de Ciências da Natureza, no campus Petrônio Portella em Teresina durante um protesto nesta terça-feira (30).

Além de bloquear o acesso, os servidores também paralisaram o funcionamento dos Restaurantes Universitários do campus.

Os manifestantes haviam fechado as duas entradas do Centro de Ciências da Natureza. O protesto deve durar até as 9h30. O setor tem portões de ferro que são fechados durante a noite, e na manhã desta terça (30), os portões não foram abertos.

Apesar do protesto, as aulas estão acontecendo normalmente, mas alguns professores aderiram ao movimento, e cancelaram aulas.

Servidores também fazem protestos nos campi da UFPI de Bom Jesus e Picos.

Greve nas universidades e institutos federais

 

As paralisações fazem parte de um movimento nacional que pede a valorização dos docentes, incluindo reajuste salarial. Procurado pelo g1, o Ministério da Educação (MEC) disse que “vem envidando todos os esforços para buscar alternativas de valorização dos servidores da educação, atento ao diálogo franco e respeitoso com as categorias”. (veja detalhes mais abaixo).

Greve dos servidores

  • No IFPI, servidores administrativos estão em greve desde 15 de março e a instituição emitiu nota oficial a respeito.
  • Na Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), os servidores também estão em greve desde o dia 15 de março.
  • Na UFPI, devido à greve dos servidores, alguns serviços sofreram alteração desde 15 de março, data de início da paralisação. A instituição divulgou informações sobre as mudanças, como no Restaurante Universitário do campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina.

 

Greve dos professores

  • No IFPI, a greve iniciou oficialmente nesta segunda (15).
  • Quanto à greve dos professores da UFPI, um dos movimentos que mais tem gerado dúvida entre estudantes e mesmo docentes, a Associação dos Docentes (Adufpi) informou que a greve está “com indicativo/construção de greve aprovada sem data de deflagração“.
  • Os representantes da categoria não divulgaram informações sobre a greve docente na UFDPar.

 

Reivindicações

 

➡️Quais as reivindicações dos trabalhadores? Os grevistas requerem:

  • reestruturação das carreiras;
  • recomposição salarial;
  • revogação de normas relacionadas à educação que foram aprovadas nos governos Temer (2016-2018) e Bolsonaro (2019-2022), como o novo ensino médio;
  • reforço no orçamento das instituições de ensino e reajuste imediato de auxílios estudantis.

 

O que diz o governo

 

➡️O que diz o governo? O Ministério da Gestão afirma que viabilizou, em 2023, um reajuste linear de 9% no salário dos servidores e de 43,6% no auxílio-alimentação. Segundo a pasta, foi o primeiro acordo firmado com as categorias nos últimos 8 anos.

Para 2024, o governo diz que apresentou uma proposta de:

  • elevar o auxílio-alimentação de R$ 658 para R$ 1 mil;
  • aumentar 51% dos recursos de assistência à saúde;
  • subir o auxílio-creche de R$ 321 para R$ 489,90.

 

Esses itens estão sendo debatidos com as entidades educacionais em mesas específicas, segundo o que o Ministério da Gestão disse ao g1.

O Sisasefe confirma que o diálogo dos sindicatos com o governo federal começou em junho de 2023, mas “o governo não mostrou um atendimento compatível às demandas da categoria até o momento”.

“A partir da reunião de 18/12/2023, os servidores federais da Educação Profissional, Científica e Tecnológica passaram a debater a possibilidade de construir uma greve — a qual foi aprovada em 27/03 com deflagração para 03/04”, afirma a entidade de trabalhadores.

➡️Há previsão de retorno às atividades? Não.

➡️Qual é o posicionamento dos alunos? A categoria estudantil está dividida: a maioria, segundo fontes afirmaram ao g1, é contrária à paralisação. Fonte: G1-PI.

Caso Samarco: mineradoras propõem mais R$ 90 bi para reparar danos

Mariana (MG) - Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), atingido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco (Antonio Cruz/Agência Brasil)

A mineradora Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton propuseram aportar mais R$ 90 bilhões no processo de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem, ocorrido em 2015 no município de Mariana (MG). Desse total, R$ 72 bilhões seriam repasses em dinheiro, que seriam realizados ao longo de um período a ser determinado. Outros R$ 18 bilhões seriam para custear medidas a serem implementadas pela própria Samarco.

A tragédia ocorreu em 5 de novembro de 2015, quando cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeito escoaram pela Bacia do Rio Doce. Dezenove pessoas morreram e houve impactos às populações de dezenas de municípios até a foz no Espírito Santo.

Negociações para uma repactuação do acordo de reparação dos danos se arrastam há mais de dois anos. As tratativas buscam solução para diversos problemas até hoje não solucionados. Passados mais de oito anos do episódio, tramitam no Judiciário brasileiro mais de 85 mil processos entre ações civis públicas, ações coletivas e individuais.

Mariana (MG) - Pessoas foram hospedadas em hotel na cidade de Mariana após rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Mariana – Atingidos por rompimento de barragem em Mariana (MG) são levados para hoteis – Foto Antonio Cruz/ Agência Brasil

Além das mineradoras, a mesa de negociação é composta pelo governo federal, pelos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Defensoria Pública da União, além dos ministérios públicos e das defensorias públicas dos dois estados atingidos. Até o fim do ano passado, as mineradoras propunham destinar apenas R$ 42 bilhões para as medidas reparatórias. As cifras apresentadas estavam bem abaixo dos R$ 126 bilhões pleiteados pelos governos e pelas instituições de Justiça.

A nova proposta das mineradoras foi confirmada pela Vale em comunicado ao mercado divulgado nessa segunda-feira (29). De acordo com o texto, a proposta totaliza R$ 127 bilhões. Esse valor inclui, além dos R$ 90 bilhões em novos aportes, mais R$ 37 bilhões que teriam sido investidos na reparação até março deste ano.

Se esse cálculo for considerado, a proposta atenderia às expectativas dos governos e das instituições de Justiça. No entanto, ainda não houve manifestações dos demais participantes da mesa de negociação.

A proposta prevê que todos os novos recursos sejam aportados pela Samarco. Caso ela enfrente alguma dificuldade de financiamento, a Vale e a BHP Billiton são indicadas como devedores secundários e dividiriam, de forma igualitária, a responsabilidade pelos pagamentos. Ou seja, cada uma assumiria a obrigação de arcar com 50% dos valores.

Os novos valores propostos pelas mineradoras vêm a público pouco mais de três meses após sofrerem uma derrota em âmbito judicial. Diante das dificuldades para o fechamento de um acordo de repactuação, as instituições de Justiça, lideradas pelo MPF, vinham pleiteando desde o ano passado que fosse julgada parte dos pedidos formulados em ações civis públicas que buscam a reparação. A expectativa era de que houvesse uma decisão final ao menos para determinadas questões, envolvendo inclusive indenizações.

O pedido foi parcialmente atendido: em janeiro deste ano. A Justiça Federal condenou a Samarco, a Vale e a BHP a pagar R$ 47,6 bilhões para reparar os danos morais coletivos causados pelo rompimento da barragem. As mineradoras recorrem da decisão. Caso seja celebrado o acordo de repactuação, essa decisão poderá ser revertida, pois devem ser incluídas cláusulas nas quais as partes desistem de ações judiciais em andamento.

Entidades que representam os atingidos não foram chamadas para participar das negociações. Críticos da nova proposta das mineradoras, elas avaliam que concretamente se trata de R$ 72 bilhões em dinheiro, o que seria insuficiente para cobrir a reparação integral dos danos causados. O Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) manifestou a expectativa de que a oferta seja recusada pelos governos e pelas instituições de Justiça. A entidade considera que caso seja feito um novo acordo de cúpula, sem participação das vítimas, não será possível resolver os principais problemas.

Mariana (MG) - João Leôncio Martins, com sua casa ao fundo no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), atingido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Mariana – João Leôncio Martins mostra sua casa no distrito de Bento Rodrigues, atingido pelo rompimento de barragem da Samarco – Foto Antonio Cruz/ Agência Brasil

Descontentes com o processo reparatório no Brasil, cerca de 700 mil atingidos acionaram as cortes no Reino Unido. Eles processam a BHP Billiton, que tem sede em Londres. O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que os representa, divulgou nota que coloca em dúvida se a nova oferta das mineradoras incluiria as indenizações individuais das vítimas. O texto traz uma manifestação de Tom Goodhead, CEO do escritório. “Não resolve os processos movidos por quase 700 mil vítimas em Londres. As vítimas foram excluídas desse processo e a oferta não atende às suas demandas por justiça”.

Fundação Renova

Para reparar os danos causados na tragédia, as três mineradoras, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo firmaram termo de transação e ajustamento de conduta (TTAC) em 2016. Ele estabeleceu as diretrizes para a criação da Fundação Renova, atualmente responsável por administrar uma série de programas que tratam de temas diversas como as indenizações, o reassentamento dos desabrigados, o reflorestamento, a qualidade da água, entre outros. Todas as iniciativas devem ser custeadas com recursos da Samarco, da Vale e da BHP Billiton. Críticos desse acordo, o MPF e as demais instituições de Justiça não assinaram.

No decorrer dos anos, as críticas à atuação da Fundação Renova foram crescendo. Entidades que representam os atingidos e as diferentes instituições de Justiça consideram insatisfatórias as medidas tomadas até o momento e cobram revisão do acordo em vigor. O andamento dos programas de reparação também passou a ser alvo de críticas do governo federal e dos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O MPMG chegou a pedir judicialmente a extinção da entidade, alegando que ela não goza da devida autonomia frentes às mineradoras. A morosidade de alguns programas motiva diferentes questionamentos aos tribunais. A reconstrução das duas comunidades destruídas em Mariana, por exemplo, até hoje não foi totalmente concluída. Questões envolvendo as indenizações por danos morais e materiais e a recuperação ambiental também geram discordâncias em processo judiciais.

Na semana passada, a Justiça Federal encerrou uma das divergências e reconheceu cinco municípios do litoral do Espírito Santo como atingidos pela tragédia. Os impactos nessas cidades já haviam sido atestados pelo Comitê Interfederativo (CIF), composto por órgãos ambientais estaduais e federais sob a coordenação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). Cabe a ele definir diretrizes para a reparação e fiscalizar a Fundação Renova, tal como previsto no TTAC.

O acordo firmado em 2016 nomeou 39 municípios. Mas, com base em estudos e em uma cláusula que mencionava danos nas áreas estuarinas, costeira e de marinha, o CIF deliberou pela inclusão dos cinco municípios capixabas. Diante da contestação das mineradoras, o caso foi parar nos tribunais. Com a decisão que legitima a deliberação do CIF, as medidas reparatórias promovidas pela Fundação Renova deverão ser estendidas para os novos municípios: São Mateus, Linhares, Aracruz, Serra e Conceição da Barra.

No comunicado ao mercado, a Vale afirmou que a reparação é prioridade para as três mineradoras e alega que, por meio da Fundação Renova, R$ 17 bilhões foram pagos a mais de 430 mil pessoas. Segundo a mineradora, esse valor inclui gastos com indenizações individuais e auxílios financeiros emergenciais. “Além disso, aproximadamente 85% dos casos de reassentamento para comunidades impactadas pelo rompimento da barragem da Samarco foram concluídos”, afirma a empresa.

Repactuação

Ao longo do ano passado, as partes envolvidas nas negociações de repactuação chegaram a avançar no texto. Havia crença em um desfecho, mas a divergência em torno dos valores impediu o consenso. Em audiência pública realizada em dezembro na Câmara dos Deputados, a defensora pública da União, Isabela Karen Araújo Simões, explicou que o montante de R$ 126 bilhões pedido às mineradoras era resultado de avaliações técnicas e fruto de debate com especialistas em mineração, em meio ambiente, em saúde, entre outras áreas.

“Não são valores chutados e não são irresponsáveis. E sequer são valores que vão efetivamente reparar todos os danos porque eu acho que eles são irreparáveis. Mas são valores para mitigar os danos”. Na ocasião, a contraproposta de R$ 42 bilhões oferecida pelas mineradoras foi criticada por Junior Divino Fideles, adjunto do advogado geral da União. “É vergonhosa e desrespeitosa com o Poder Público”, definiu.

Prefeitos se posicionam contra homologação do acordo entre Samarco e os governos federal e os de Minas Gerais e Espírito Santo
Prefeitos se posicionam contra homologação do acordo entre Samarco e os governos federal e os de Minas Gerais e Espírito Santo – Foto Prefeitura de Mariana – Divulgação

Mas se havia um entrave em torno dos valores, de outro lado Fideles confirmou que já havia consenso em torno das cláusulas da nova proposta. Para os participantes da audiência pública, o novo acordo trata de temas como o fortalecimento do sistema de saúde pública da região atingida, a responsabilidade das mineradoras na retirada dos rejeitos, a realização de obras de infraestrutura e de saneamento básico, a condução de estudos para aferir a contaminação do meio ambiente e o pagamento de auxílio financeiro emergencial.

Além disso, define que uma parte do valor seja empregada conforme deliberação das pessoas atingidas. Também já há consenso para a criação de um conselho de participação social a fim de acompanhar a execução do novo acordo, bem como de um Portal da Transparência.

As tratativas têm ocorrido em reuniões sigilosas. O MPMG e o MPF afirmam manter diálogo com as comunidades locais para encontrar soluções que os contemplem, mas entidades que representam os atingidos fazem críticas. “O pessoal confunde falar com participar. Participar é sentar à mesa, discutir a pauta, levando os problemas da comunidade e da Bacia do Rio Doce”, disse Simone Maria da Silva, integrante da comissão de atingidos da cidade de Barra Longa (MG), durante audiência pública realizada em 2022 pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Febre Oropouche tem dez casos confirmados no Rio

Rio de Janeiro (RJ) 09/02/2024 - Especial para matéria - Mosquitos com Wolbachia reduzem casos de dengue em Niterói.
Foto: Flávio Carvalho/WMP Brasil/Fiocruz

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio recebeu nessa segunda-feira (29) a confirmação de dez casos de febre Oropouche. A informação foi dada pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) e pelo laboratório de referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os casos foram registrados entre os dias 9 e 18 de abril nos municípios de Japeri, Valença, Piraí e Rio de Janeiro e seguem para investigação, a fim de verificar se são autóctones (transmissão local) ou ‘importados’ (quando a transmissão ocorre em outro território).

A febre Oropouche é provocada por um vírus, isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. Desde então é detectado principalmente nos estados da região amazônica. É transmitido por mosquitos e pode circular em ambientes silvestres e urbanos. Os sintomas são muito parecidos com os da dengue. Duram entre dois e sete dias e incluem febre de início súbito, dor de cabeça intensa, dor nas costas e na lombar e dor articular. Também pode haver tosse, tontura, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos. Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.

A secretária de Saúde, Claudia Mello disse que “o vírus da febre Oropouche é endêmico no Amazonas e apresenta alguns períodos de surto. A letalidade registrada é baixa. “A orientação que vamos passar aos municípios é de que mantenham a conduta médica feita nos casos de suspeita de dengue”.

A Secretaria estadual de Saúde, em parceria com os municípios envolvidos, fará a investigação epidemiológica nos dez casos positivos para doença. Além disso, realizará a investigação entomológica (captura de mosquito) nas regiões que tiveram casos confirmados.

Primeiro infectado

O primeiro caso de infecção pela febre Oropouche no estado do Rio foi registrado no fim de fevereiro e confirmado à Secretaria de Saúde pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz. Tratava-se de um homem de 42 anos, morador do bairro do Humaitá, zona sul da capital, que tem histórico de viagem para o Amazonas. O paciente não foi internado durante o período da doença e se recuperou. Esse caso foi considerado importado, após análise do histórico de viagem do paciente ao estado do Amazonas, que já vivia expressivo aumento do número de casos nos primeiros meses de 2024.

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Cadela deixa o trabalho policial no Piauí e passa a auxiliar pessoas em tratamento de saúde

Cadela deixa o trabalho policial no Piauí e passa a auxiliar pessoas em tratamento de saúde — Foto: Divulgação

Após oito anos integrando as ações da segurança do Piauí, Mel vai passar a atuar na cinoterapia. A cadela foi indispensável mas operações, destacando-se em especial na detecção de explosivos.

Após oito anos de serviço no Canil da Polícia Militar do Piauí, a cadela Mel, uma labrador fêmea, “se aposentou” das forças de segurança e agora vai atuar na cinoterapia, um método de tratamento com auxílio dos cães, para melhoria de saúde de crianças, idosos e pessoas com transtornos e deficiências.

Nascida em 24 de março de 2016, Mel foi um animal indispensável em inúmeras operações, destacando-se em especial na detecção de explosivos e ações policiais.

Anos depois, a cadelinha assume agora uma nova missão, desta vez de cunho social. A forma de terapia em que atuará, os cães auxiliam idosos, crianças e indivíduos com autismo em seus tratamentos médicos.

Ao longo de sua jornada na PMPI, Mel, conhecida pelo seu carisma entre a equipe, serviu com distinção nos quadros do BPRONE, CPÃES e na 3ª Companhia do BPCHOQUE.

O Capitão Frota, Comandante da 3ª Companhia do BPCHOQUE, contou que ela foi treinada inicialmente para detectar explosivos pelo sargento Onoildo e, posteriormente, devido à sua natureza dócil e tranquila, foi designada para a cinoterapia.

“Toda vez que havia solicitações de escolas ou grupos de crianças, uma equipe de policiais acompanhava Mel para uma apresentação sobre as funções do nosso canil. Mel sempre teve um contato direto com as crianças, permitindo-lhes fazer fotos, carinhos e brincadeiras”, explicou o capitão.

Depois de um tempo, a cadela entrou em inatividade na corporação. Hoje ela está aposentada e foi adotada pela própria veterinária do canil da PMPI. Fonte: G1-PI.

Perito acusado de matar motoboy atropelado faz acordo com MPPB e Justiça determina fim de processo

Detalhe de vídeo mostra que o veículo branco cruza a avenida na contramão — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

O acusado deve pagar uma indenização de dois salários mínimos para a família da vítima pelos próximos 10 meses. Viúva da vítima não concorda com decisão.

A Justiça da Paraíba determinou o fim do processo contra o perito criminal Robson Félix, investigado por matar atropelado o motoboy Orlando Pereira em dezembro de 2023. O perito fez um acordo com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), em audiência que aconteceu nesta segunda-feira (29), e não vai responder pelo crime, mas terá que pagar uma indenização para a família da vítima.

De acordo com informações apuradas pela CBN João Pessoa, o perito deve pagar uma indenização estabelecida para a família da vítima, de dois salários mínimos pelos próximos 10 meses. O caso também não deve constar nos seus antecedentes criminais.

A defesa do perito afirmou que, após avaliar o apurado na investigação da Polícia Civil, o MPPB propôs um acordo de não persecução penal, considerando que o acusado nunca respondeu a outro processo antes. Outra motivação seria que o processo envolve uma imputação de crime com pena menor de quatro anos.

“Se firmou entre as partes um acordo prevendo uma reparação mínima dos danos à vítima, mas para efeitos criminais, a lei garante que isso evite uma ação penal, uma forma de uma antecipação de determinados valores à vítima como uma reparação mais imediata”, afirmou o advogado Diego Cazé, que atuou na defesa do perito.

A viúva do motoboy, Marilene Pessoa, comentou a decisão e disse que sente que a justiça não está sendo feita.

“O sentimento que eu tenho é de revolta, porque eu acho que a justiça não está sendo feita, como deve ser feita pelo crime que ele cometeu. Como é que uma pessoa comete um crime e não é julgado, não é preso, não é nada? Seis, sete meses. Eu não sei nem explicar a dor. A dor é gigantesca, entendeu? As crianças sofrem muito, elas sentem muita falta dele. Elas me perguntam como são pequenas, elas acham que ele vai voltar, entendeu? Só que ele não vai voltar”, afirmou.

Relembre o caso

 

No dia 17 de dezembro, pouco antes da meia-noite, Orlando pilotava a sua moto pela avenida Esperança, em Manaíra, e realizava uma entrega em seu trabalho diário quando foi atingido por um carro em alta velocidade, que transitava na contramão e cruzou a avenida sem respeitar a preferencial.

Testemunhas informaram ainda que o motorista não prestou socorro e deixou o local sem oferecer ajuda. Foram outras pessoas que estavam por perto que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de João Pessoa (Samu-JP).

O motoboy morreu nas primeiras horas da madrugada do dia 19 de dezembro no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, dois dias depois de sofrer um grave acidente no bairro de Manaíra.

O acidente foi filmado por uma câmera instalada em um carro particular que também transitava pela Esperança. O motoboy ultrapassou esse carro pouco antes do acidente, de forma que toda a batida foi registrada em vídeo.

Ao se apresentar à polícia, Robson alegou que dirigia em alta velocidade e na contramão por causa de uma tentativa de assalto sofrida minutos antes. A família de Orlando Leal contesta essa versão.

Sobre ter deixado o local do acidente, a defesa do perito criminal disse que ele ficou com medo de represálias da população e por isso não ficou para ajudar a vítima. Fonte: G1-PB

DJ é preso suspeito de integrar grupo de filhos de ex-deputado presos por tráfico de drogas sintéticas em festas no PI e CE

Filhos de ex-deputado são presos suspeitos de tráfico de drogas sintéticas no Piauí — Foto: Polícia Civil

Ao todo, quatro pessoas foram presas e outras seis estão sendo procuradas. A investigação partiu de uma apreensão de drogas sintéticas que aconteceu no Ceará há cerca de 3 meses.

Um DJ foi preso, na manhã desta segunda-feira (29), na Zona Sul de Teresina, suspeito de integrar uma organização criminosa que comercializava drogas sintéticas em festas nos estados do Piauí, Ceará e Minas Gerais. Na sexta (26), a polícia prendeu dois filhos de um ex-deputado estadual que são suspeitos de integrar o grupo criminoso.

“Ele é apontado como principal organizador dessa associação criminosa. A partir dessa prisão a gente espera também complementar as investigações. Ele próprio confessa a atividade criminosa, o DJ seria o elo envolvendo os estados PI e CE onde o grupo atuava”, explicou o delegado.

Até o momento, quatro pessoas foram presas e outras seis estão sendo procuradas.

Primeiras prisões

 

Dois filhos de um ex-deputado estão entre os presos de uma operação policial realizada na sexta-feira (26) no Piauí. Ao todo, três pessoas foram presas e outras sete estão sendo procuradas. Os nomes dos presos não foram divulgados.

Os policiais combatem uma organização criminosa que seria especializada no tráfico de drogas sintéticas.

A investigação partiu de uma apreensão de drogas sintéticas que aconteceu no Ceará há cerca de 3 meses. As drogas seriam transportadas de Minas Gerais para o Ceará e, de lá, para o Piauí. As drogas eram distribuídas em Teresina e em Parnaíba, no Norte do estado.

As prisões aconteceram em condomínios de luxo na zona Leste da capital, um de apartamentos e o outro de casas. Não houve resistência no momento da prisão e dois irmãos permanecem sob custódia.

Entre os foragidos, estão uma médica, apontada pela Polícia como uma das responsáveis pela distribuição interestadual dos entorpecentes junto com os dois irmãos filhos do ex-deputado. Segundo o delegado, há informações de que ela está no estado de São Paulo.

O Denarc agora investiga a possibilidade do escoamento das drogas ser feito também por São Paulo. Fonte: G1-PI.