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Presos suspeitos de formar organização criminosa para fraudar notas e desviar R$ 3 milhões de grupo empresarial do PI

Suspeitos de fraude e desvio de peças de veículos são presos no Piauí — Foto: Divulgação/SSP-PI

Ao todo, 23 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema fraudulento são procuradas no Piauí e em outros dois estados. Investigação da Polícia Civil revelou a existência de organização criminosa entre ex-funcionários de empresas e fornecedores de peças e serviços automotivos.

Vinte e duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude corporativa contra um grupo empresarial no Piauí e outros dois estados, nesta quarta-feira (15), pela Polícia Civil do Piauí. Os prejuízos chegam à casa dos R$ 3 milhões, conforme a investigação. Os suspeitos foram presos no Piauí, Rio Grande do Norte e Maranhão. Uma pessoa ainda está sendo procurada.

Segundo a PCPI, a investigação começou em 2021 e revelou que funcionários de um grupo empresarial se uniram a fornecedores de peças e serviços de manutenção de veículo e formaram uma organização criminosa para desviar dinheiro.

Os criminosos tinham três formas de desviar o dinheiro:

  • Cobrar sobrepreço nas mercadorias que vendiam para as empresas vítimas;
  • Criar notas falsas de serviços que nunca existiram;
  • Desviar peças do estoque das empresas vítimas.

 

As notas fraudulentas ou superfaturadas eram então encaminhadas para os funcionários envolvidos no esquema, que processavam no setor de pagamentos como se fossem legítimas, mas cientes da fraude.

Os participantes da organização criminosa eram três tipos de pessoas:

  • Funcionários do grupo empresarial (engrenagem chave para o esquema);
  • Proprietários de CNPJs que superfaturavam preços e emitiam notas frias;
  • Proprietários de CNPJs que sequer existiam (empresas laranjas).

 

Ao todo, 25 empresas investigadas tiveram suas atividades suspensas, sendo que 10 delas existiam apenas no papel.

Segundo o delegado Anchieta Nery, as fraudes quase dobravam o gasto das empresas com a manutenção de veículos, por isso o esquema foi percebido e denunciado à Polícia Civil.

“Algumas dessas empresas tinham despesas mensais com esse setor em torno de R$ 150 mil, [mas] por conta das fraudes esse valor virava R$ 200 mil, R$ 250 mil”, comentou o delegado.

 

Os mandados de prisão temporária foram cumpridos em endereços residenciais e comerciais de Teresina (PI)Alto Longá (PI)Timon (MA) e Jucurutu (RN).

Segundo o delegado Matheus Zannata, o grupo de funcionários (agora ex-funcionários) vive em Teresina, além de alguns empresários que participaram do esquema. Os alvos no RN e no MA são empresários suspeitos de emitir notas fraudulentas.

Atividades suspensas e demissões

 

Empresas que teriam sido usadas para facilitar os crimes tiveram suas atividades suspensas, por decisão judicial, como oficinas mecânicas de pequeno e médio porte que participavam do esquema para dar legitimidade ao dinheiro desviado.

A Justiça do Piauí determinou ainda o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens das pessoas físicas e jurídicas investigadas, incluindo carros, para que o prejuízo causado à empresa vítima da fraude seja recuperado.

Investigações adicionais sugerem que esta organização criminosa pode ter lesado outras empresas, indicando um padrão de comportamento fraudulento que se estende além do caso inicialmente identificado. Fonte: G1-PI.

27 presos não voltaram ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas após saída temporária do Dia das Mães no MA

Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís — Foto: Divulgação/Governo do Maranhão

A data de retorno foi estipulada pelo juiz titular da 1ª VEP, Francisco Ferreira de Lima, determinando que eles retornassem até o dia 14 de maio.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Maranhão (Seap), confirmou nessa quarta-feira (15), que 27 presos não retornaram às unidades prisionais após a saída temporária do Dia das Mães de 2024.

Ao todo, a Justiça autorizou a saída temporária de 819 presos do regime semiaberto, mas apenas 724 saíram efetivamente.

Os beneficiados foram liberados no último dia 8 de maio e deveriam retornar às unidades prisionais até às 18h do dia 14 de maio (terça-feira), segundo determinação do juiz titular da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca da Ilha de São Luís, Francisco Ferreira de Lima.

Os custodiados que não retornaram estão sob pena de regressão de regime e serão considerados foragidos da Justiça. Segundo a Justiça do Maranhão, os apenados beneficiados preencheram os requisitos da Lei de Execução Penal.

Saída Temporária

 

A saída temporária está prevista na Lei de Execuções Penais (Lei 7.210/84), do artigo 122 ao artigo 125, e podendo ser concedida a condenados que cumprem pena em regime semiaberto, que destina-se para condenações entre quatro e oito anos, não sendo casos de reincidência.

No regime semiaberto, a lei garante ao recuperando o direito de trabalhar e fazer cursos fora da prisão durante o dia, devendo retornar à unidade penitenciária à noite.

De acordo com o artigo 123 da lei, a autorização será concedida por ato motivado do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária. Para ter esse direito, o apenado deve:

  • Ter comportamento adequado;
  • Ter cumprido o mínimo de um sexto da pena, se o condenado for primário, e um quarto, se reincidente;
  • Ter compatibilidade do benefício com os objetivos da pena

 

E, conforme o artigo 122 da lei, os condenados que cumprem pena em regime semiaberto poderão obter autorização para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, para visita à família e participação em atividades que contribuam com o retorno ao convívio social.

A Justiça destaca que, a ausência de vigilância direta não impede a utilização de equipamento de monitoração eletrônica (tornozeleira), quando assim determinar o juiz da execução.

Ainda segundo a legislação, não terá direito à saída a pessoa condenada que cumpre pena por praticar crime hediondo com resultado morte (§ 2º, incluído pela Lei nº 13.964, de 2019). Fonte: G1-MA.

Geral Vale elimina barragem que tirou quase 300 pessoas de distrito em Minas

Trabalhadores na obra do muro de contenção construído para eventual rompimento da Barragem B3/B4 em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte.

A mineradora Vale concluiu a descaracterização da barragem B3/B4, localizada no município de Nova Lima (MG). A estrutura havia sido elevada ao mais alto nível de emergência em 2019. O risco de rompimento fez com que quase 300 moradores do distrito de São Sebastião de Águas Claras, conhecido popularmente como Macacos, tivessem que deixar suas casas.

A descaracterização foi anunciada em comunicado ao mercado, divulgado pela Vale na última segunda-feira (13). Dessa forma, a estrutura já não é mais considerada uma barragem. No informe, a mineradora garantiu que ela “está permanentemente livre de qualquer risco às comunidades e ao meio ambiente”.

A Vale ainda fará intervenções no terreno, para implantação de um sistema de drenagem e revegetação. Também será removido um muro construído de forma preventiva, para bloquear a passagem dos rejeitos em uma eventual ruptura da estrutura.

A eliminação de todas as barragens construídas pelo método de alteamento a montante se tornou uma exigência legal após a tragédia ocorrida em Brumadinho (MG) em janeiro de 2019. Na ocasião, uma estrutura da Vale se rompeu causando 270 mortes e provocando devastação ambiental. Anos antes, em 2015, outro desastre similar já havia ocorrido. Dezenove pessoas morreram e dezenas de municípios mineiros e capixabas ao longo da bacia do Rio Doce foram afetados pela lama, que escoou após a ruptura de uma barragem construída em Mariana (MG) pela mineradora Samarco .

A Lei Estadual 23.291/2019, conhecida como Lei Mar de Lama Nunca Mais, deu três anos para que todas essas estruturas fossem eliminadas. As mineradoras não cumpriram o prazo. Diante da situação, acordos com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) estabeleceram valores indenizatória. A Vale, com 30 barragens para serem eliminadas, arcou com R$ 236 milhões.

De acordo com a Vale, 14 barragens já foram descaracterizadas. Em algumas estruturas, como a B3/B4, o processo tem sido conduzido com equipamentos não tripulados, controlados de forma remota em um centro de operações. A mineradora afirma que pretende concluir 70% do seu programa de descaracterização de barragens até o fim de 2026. O cronograma original, divulgado em 2022, estimava que os trabalhos seriam 100% finalizados apenas em 2035.

Destino turístico

Situado a 20 quilômetros de Belo Horizonte, Macacos é um dos destinos turísticos procurado devido à beleza natural, com um cenário composto por montanhas, mananciais e cachoeiras. A comunidade foi uma das diversas localidades afetadas pela onda de evacuações que se seguiu após o rompimento da barragem em Brumadinho. Dias após o episódio, a Agência Nacional de Mineração (ANM) e outros órgãos de controle iniciaram uma ofensiva fiscalizatória para prevenir tragédias similares.

Após esse pente-fino na situação das barragens, diversas estruturas perderam suas declarações de estabilidade, o que exige a paralisação e o acionamento automático do nível 1 de emergência. Nos casos classificados como nível 2 ou 3, as mineradoras foram obrigadas a organizar a retirada de moradores em todo o perímetro que seria alagado em um eventual tragédia. Em todo o estado de Minas Gerais, quase mil pessoas precisaram deixar suas casas.

Em Macacos, a primeira remoção aconteceu em fevereiro de 2019, apenas duas semanas antes do carnaval, afugentando os turistas. Na época, a prefeitura de Nova Lima lamentou o prejuízo econômico para o município e informou que praticamente 100% das reservas nas pousadas foram canceladas, incluindo as localizadas fora do perímetro evacuado.

Pouco mais de um mês depois, a barragem atingiu o nível de emergência 3, que significa risco iminente de ruptura. Após uma segunda evacuação, foi anunciado que o número de moradores removidos chegava a mais de 270. No início de 2023, 46 famílias ainda estavam fora de seus imóveis, não tinham previsão de retorno e viviam em residências temporárias alugadas pela Vale. Elas precisariam aguardar a conclusão da descaraterização da barragem B3/B4.

No fim de 2022, um acordo reparatório foi firmado entre a mineradora, o MPMG, a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a prefeitura de Nova Lima. A Vale se responsabilizou por um aporte de R$ 380 milhões, que financiariam um programa transferência de renda para os atingidos, a requalificação do comércio e do turismo e o fortalecimento do serviço público municipal.

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Governo não vai competir com produtores gaúchos de arroz, diz Fávaro

São Paulo (SP), 15/05/2024 - O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participa da feira de alimentos e bebidas Apas Show, no Expo Center Norte. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, voltou a dizer nesta quarta-feira (15), em São Paulo, que o governo federal não pensa em concorrer com os produtores de arroz do Rio Grande do Sul, ao importar o produto para evitar especulação de preços.

“O objetivo da portaria não é concorrer com os produtores gaúchos. O governo não seria insensível de criar uma concorrência, fazer baixar o preço do arroz para o produtor. Inclusive, queremos tranquilizar os produtores em relação a isso. Teremos uma medida provisória muito em breve que dará benefícios aos produtores de arroz do Rio Grande do Sul”, disse o ministro, que esteve hoje visitando APAS SHOW, maior evento de bebidas e alimentos das Américas e a maior feira supermercadista do mundo, que está sendo realizada no Expo Center Norte, na capital paulista.

“Temporariamente nós temos o risco da especulação do desabastecimento, por isso estas são medidas cautelosas, mas aguardem os próximos dias. Os produtores de arroz devem ficar tranquilos porque eles também terão medidas de incentivo. O governo está agindo de forma comedida, mas com total transparência e com olhar de futuro para os produtores brasileiros”, acrescentou Fávaro.

Hoje, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o arroz que o governo importará chegará ao consumidor brasileiro pelo preço máximo de R$ 4 o quilo e que, no primeiro leilão, marcado para a próxima terça-feira (21), serão adquiridas até 104.034 toneladas de arroz importado da safra 2023/2024. O objetivo da medida, reforçou a Conab, é “enfrentar as consequências sociais e econômicas decorrentes das enchentes no Rio Grande do Sul”.

“O arroz que vamos comprar terá uma embalagem especial do governo federal e vai constar o preço que deve ser vendido ao consumidor. O preço máximo ao consumidor será de R$ 4 o quilo”, disse Edegar Pretto, presidente da Conab.

De acordo com o ministro, a importação do arroz foi motivada para evitar o desabastecimento e a alta nos preços para o consumidor, já que 70% do grão consumido do Brasil é produzido pelo Rio Grande do Sul, que enfrenta consequências de fortes chuvas. “Sei que o Rio Grande do Sul tem safra suficiente para atender o Brasil, mas o problema é o descasamento de prazos, de infraestrutura. Temos que ter a política pública de forma holística, olhar o Brasil como um todo. Mas em hipótese alguma desprestigiar ou querer baixar o preço do arroz para os produtores. Mas na mesa do cidadão também não pode subir [o preço] e pagar um exagero por fruto de especulação selvagem no momento de tristeza do Rio Grande do Sul”, disse Fávaro.

Trigo

O ministro também comentou hoje sobre a plantação de trigo para esse ano no Rio Grande do Sul. “Não está atrasada ainda a safra de trigo. Alguns produtores perderam o equipamento, outros têm problema de solo. Mas é possível sim [plantar trigo]. Nós não temos essa preocupação no momento. Acho que dá tempo ainda da gente começar a construção do plantio”, disse ele.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aline Leal

MP do Auxílio Reconstrução do Rio Grande do Sul entra em vigor

A woman reacts as she walks with two rescued cats during heavy rains in Encantado, Rio Grande do Sul state, Brazil, May 2, 2024. REUTERS/Diego Vara

A Medida Provisória que cria o Auxílio Reconstrução, benefício destinado a quem vive em áreas afetadas por catástrofe no Rio Grande do Sul foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta-feira (15). O texto, assinado mais cedo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita ao estado, tem validade imediata, mas precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional. O apoio financeiro consiste no pagamento de parcela única no valor de R$ 5.100 às famílias atingidas.

Pelas regras do programa emergencial, o benefício será limitado a um por família, considerando aquelas enquadradas como desalojadas e desabrigadas, segundo a lei que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. A MP prevê que o acesso ao recurso dependerá das informações, a serem enviadas pelas prefeituras, sobre as famílias atingidas, além de uma autodeclaração do próprio beneficiário. A autodeclaração incluirá obrigatoriamente documentação que comprove por qualquer meio o endereço residencial da família.

O Auxílio Reconstrução poderá ser pago aos titulares de outros benefícios assistenciais ou previdenciários, com prioridade para mulheres. A operacionalização dos pagamentos ficará sob a responsabilidade do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e será creditado pela Caixa Econômica Federal por meio de conta poupança social digital, de abertura automática em nome do beneficiário, ou de outra conta em nome do beneficiário nessa mesma instituição financeira.

Ministério extraordinário

Em outra MP, também publicada no DOU, é criada a Secretaria Extraordinária da Presidência da República para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, que será ocupada pelo ministro Paulo Pimenta, já nomeado ao cargo por meio de decreto presidencial.

A atuação da pasta será o enfrentamento da calamidade pública e o apoio à reconstrução do estado, por meio da coordenação das ações a serem executadas pela administração pública federal direta e indireta, em conjunto com a Casa Civil da Presidência da República.

As atribuições incluem o planejamento das ações, articulação com os ministérios e com os demais órgãos e entidades federais, governo estaduais e municipais do Rio Grande do Sul, interlocução com a sociedade civil, inclusive para o estabelecimento de parcerias, bem como da promoção de estudos técnicos junto a universidades e outros órgãos ou entidades especializados, públicos e privados.

O texto também remaneja dez cargos para a composição da nova estrutura, sem aumento de despesas e prevê que a Secretaria Extraordinária ficará automaticamente extinta dois meses após o encerramento do estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul.

Para a vaga de Pimenta na Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o presidente nomeou, de forma interina, o jornalista pernambucano Laércio Portela.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Lula cobra agilidade na liberação de recursos para o Rio Grande do Sul

São Leopoldo (RS), 15.05.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reúne-se com o Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e anuncia novas medidas de assistência ao Rio Grande do Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em terceira visita ao Rio Grande do Sul desde o início das enchentes que devastaram o estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (15), que os governos precisam trabalhar com agilidade para dar respostas à população. Lula participou de uma solenidade em São Leopoldo do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, para anunciar novas medidas de socorro à população, incluindo o pagamento de um benefício de R$ 5,1 mil para as famílias afetadas pelas inundações, além de um programa de reconstrução de moradias populares.

“Um apelo aos companheiros prefeitos, pelo amor de Deus, a agilidade de vocês, de apresentar as propostas e projetos, é que vai mostrar, pra gente, se a Caixa Econômica está morosa ou não, se tem burocracia ou não”, disse Lula.

“Se for a burocracia, nós temos que desmontar essa burocracia. Não é possível. Muitas vezes, o tempo de pensar de um cidadão que está com a responsabilidade de liberar um recurso, porque ele é um funcionário estatutário, não é o mesmo tempo do cara que está precisando do dinheiro”, acrescentou o presidente. Lula observou que, desde as enchentes que assolaram o Vale do Taquari, no ano passado, a reconstrução das casas não tinha começado.

A população gaúcha vive a maior catástrofe climática de sua história, desde o dia 29 de abril, com chuvas e enchentes que resultaram na morte de 149 pessoas e deixaram mais de 800 mil fora de suas casas.

Lula ainda alertou que, se a resposta do poder público não for rápida, as instituições perdem credibilidade e abrem caminho para desestabilização política.

“As coisas têm que funcionar, porque senão a gente perde credibilidade, as pessoas passam a desacreditar nas instituições, na democracia, nos governantes. E o que vai acontecer? Uma anarquia, ninguém acredita em ninguém, cada um faz o que bem entende até que o mundo se mate”, reforçou.

Durante a visita, Lula visitou um abrigo em São Leopoldo e conversou com famílias que tiverem que deixar suas casas.

União institucional

A viagem de Lula ao Rio Grande do Sul contou com presença de diversas autoridades, incluindo o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que elogiou o esforço de unidade envolvendo os governos estadual e federal.

“Eu não sou da política, sou do direito, mas é muito importante ressaltar nesse momento a presença do presidente da República e do governador do estado. Acho que isso representa uma elevação de patamar civilizatório, que é a não politização de uma crise humanitária”, afirmou o magistrado.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que acompanhariam a comitiva, acabaram ficando em Brasília para encaminhar o dia de votações no Legislativo. Ambos estiveram com Lula na visita anterior ao estado, há 10 dias.

“Nós estamos aqui para mostrar que não haverá diferenças políticas, não poderá haver diferença ideológica para superar o momento de união que deve ser atender as pessoas que mais precisam, as pessoas que precisam de casa, de abrigo, de atenção, vamos estar junto delas”, enfatizou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em seu discurso.

Leite ainda lembrou que todos os governadores de todos os estados enviaram equipamentos e equipes de resgate e destacou o fato de milhares de pessoas terem sido salvas, apesar das 149 mortes registradas até agora.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aline Leal

Superintendência de Gestão Ambiental realiza “Arrastão Ecológico” na UEMA

Na manhã de segunda-feira (13), a Superintendência de Gestão Ambiental da Universidade Estadual do Maranhão (AGA/Uema) realizou uma atividade voltada para a limpeza do Campus Caxias. Acadêmicos de diversos cursos participaram.

“Estivemos com alunos de Biologia, Química, Ciências Sociais, Pedagogia em uma ação de Educação Ambiental. Passamos de sala em sala, sensibilizando a todos sobre a gestão dos resíduos da Uema, consumo consciente (como apagar as luzes quando não houver necessidade, por exemplo), os três ‘r’ (reduzir, reutilizar e reciclar). Faremos isso periodicamente na universidade”, explicou a representante da AGA no Campus Caxias, professora Deuzuíta dos Santos Freitas.

“Nos reunimos para fazer o arrastão ecológico. Na oportunidade, recolhemos resíduos que estavam dentro e fora da universidade. Distribuímos luvas, máscaras e sacos plásticos para nos mantermos em segurança. Pretendemos continuar nossas ações, para que não sejam somente esporádicas, junto com todos os envolvidos”, destacou a acadêmica Meirilane Taís.

“Fizemos uma movimentação relacionada ao descarte de resíduos. Convidamos o pessoal para participar. Foi muito produtivo, graças a Deus, e pretendemos continuar com essa prática”, disse o acadêmico Clebes.Por: Ascom/ UEMA

Bombeiros maranhenses reforçam missão humanitária no RS

Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta uma das piores enchentes de sua história, uma mobilização nacional se fortalece para oferecer ajuda e esperança. O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) tem feito a diferença na missão humanitária pelo estado gaúcho e promovido um trabalho de êxito nas operações de busca e resgates de pessoas e animais.

A equipe é composta por 24 bombeiros e três cães de resgate, que contam com suporte de veículos e equipamentos adequados para operações deste porte. Eles vêm reforçando a corrente solidária à população em atuação nas cidades de Pelotas, Lajeado e Porto Alegre.

O comandante-geral do CBMMA, coronel Célio Roberto,  pontuou que a prioridade é salvar vidas e garantir o devido auxílio para amenizar a dor das famílias afetadas por este desastre sem precedentes.

“Nossos militares são preparados e estão à postos para salvar vidas humanas e dos animais também. O trabalho é árduo, mas gratificante e nos sentimos privilegiados em ver nosso honrados bombeiros nessa força-tarefa nacional pelos nossos irmãos gaúchos, nesses momentos de dificuldades. Unidos vamos contribuir para reduzir esse sofrimento”, pontuou.

São inúmeras as adversidades, principalmente, as condições climáticas extremas e a logística complexa de operar em áreas inundadas, que tornam maiores os desafios para as equipes de salvamento. Os bombeiros maranhenses são especializados em salvamentos especiais com capacitações em busca e salvamentos especiais, adestramento de cães de resgate e operações em áreas alagadas, estando aptos a operar em qualquer tipo de cenário. Na região, eles trabalham no resgate de pessoas que estão isoladas nas áreas inundadas, prestam assistência médica de emergência, apoiam na evacuação das áreas de risco, resgatam animais, distribuem suprimentos de primeira necessidade e auxiliam na segurança pública.

Para atender a esta demanda, o Governo do Maranhão garantiu apoio logístico e em recursos, possibilitando o aparato necessário para a atuação dos bombeiros na missão humanitária. A equipe conta com equipamentos específicos para este tipo de operação (barraca de acampamento, bote inflável com motor, equipamentos de mergulho, além de itens para uso em águas rápidas como coletes especiais, flutuadores, cabos para ancoragem, monóculo termal, roupa especial de mergulho, entre outros), além do suporte de veículos – moto aquática, van e viaturas.

Os bombeiros maranhenses participaram ainda, da organização do Sistema de Comando de Incidentes (SCI), que concentra informações sobre as operações executadas na região.

Missão maranhense

Para os bombeiros maranhenses mobilizados nesta missão humanitária, trata-se de mais uma oportunidade para por em prática o lema ‘vidas alheias e riquezas a salvar’. “Cada vida que resgatamos é uma vitória. Estou orgulhosa em fazer parte desta equipe dedicada. Ver o alívio nos olhos das pessoas que ajudamos é a maior recompensa”, avalia o comandante da equipe maranhense na região, coronel Wellington Lima.

Pela primeira vez em missões deste porte, o aspirante Cássio Levi vê na missão uma chance de praticar o que aprendeu nos cursos específicos dos quais participou e mostra a capacidade, solidariedade e espírito de equipe dos bombeiros maranhenses.

“Para mim, é uma honra, uma satisfação poder ser parte de uma equipe aguerrida, corajosa e que está preparada para enfrentar qualquer desafio pela vida humana. Os desafios são grandes, mas a determinação é ainda maior e esses percalços serão superados com a união de esforços. É o que nos propomos e estamos fazendo no Rio Grande do Sul”, enfatizou.

Reforçando o lema da corporação, que diz: “Toda a vida importa”, o major Wenzel Souza Nicácio destacou que “os animais também merecem nossa ajuda e, estou feliz em podermos fazer a diferença também para estas vidas”. O tenente Luzinaldo Colins Algarvio destaca que “é uma honra servir em uma missão tão nobre e estamos aqui para servir e ajudar, hoje e sempre”.

Integrando a missão maranhense no Rio Grande do Sul, os majores Fernando Fernandes e Claúdio Rodrigues, da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Maranhão, estão na cidade de Lajeado, Rio Grande do Sul, compondo o Grupo de Apoio à Desastres (GADE). O órgão é coordenado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Na cidade, eles auxiliam, entre outros, na decretação e solicitação de recursos para o restabelecimento da normalidade e reconstrução de pontes, estradas e casas.

União nacional

A cooperação entre diferentes instituições é um diferencial da força-tarefa nacional pelo Rio Grande do Sul e tem sido decisiva para êxito da missão humanitária. A atuação dos bombeiros soma na união de esforços para mitigar os danos causados pelas enchentes na região e proteger a vida e a propriedade dos cidadãos gaúchos.

“Os bombeiros maranhenses estão trabalhando em estreita colaboração com as autoridades locais, em parceria com demais órgãos da segurança, a fim de garantir uma resposta coordenada e eficaz em benefício daquela população atingida”, reforça o coronel Célio Roberto.

Campanha

O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão também reforça a campanha nacional para arrecadação de donativos ao Rio Grande do Sul. Os pontos de coleta são batalhões da corporação em São Luís (1°BBM, na avenida Alexandre de Moura, 361, Centro, ao lado do Parque Bom Menino; e 2°BBM, à rua  Padre Antônio Vieira, sn, Cohab Anil IV), Imperatriz (3°BBM, à rua Leôncio Pires Dourado, n° 1286, Bacuri, ao lado do quartel da Polícia Militar) e em Balsas (4°BBM, na avenida Governador Luís Rocha, BR 230, sn, bairro Potosi).

Podem ser doados itens como: água, agasalhos, cesta básica (não-perecíveis), material de limpeza e higiene pessoal, colchões e cobertores, além de ração para animais.

Participam da mobilização o Consórcio Nordeste, o Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom), a Defesa Civil Nacional, Correios e a Força Aérea Brasileira (FAB), sob coordenação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.Por: Imirante.com, com informações do CBMMA

 

Mulher é morta a facadas pelo próprio companheiro em Cururupu

O crime aconteceu na frente de um dos filhos do casal.
Vítima foi identificada como Jéssica Lopes, de 33 anos. (Foto: Reprodução / TV Mirante)

Uma mulher, identificada como Jéssica Lopes, de 33 anos, foi morta pelo próprio companheiro a golpes de faca, na manhã de segunda-feira (13), em Cururupu, município a 156 km de São Luís. Com esse, o Maranhão já registra 19 casos de feminicídio só neste ano.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), a vítima e o companheiro, identificado como Luciel Pereira, discutiram durante uma festa no domingo (12) por conta de uma crise de ciúmes por parte de suspeito.

Após o desentendimento, os dois foram para casa e por volta das 5h da manhã, Luciel matou Jéssica na frente de um dos filhos do casal. Segundo a delegada da Delegacia da Mulher de Cururupu, Thaissa Martins, a vítima já vinha sofrendo violência doméstica e familiar.

Luciel Pereira matou a Ana Paula a golpes de faca. (Foto: Reprodução / TV Mirante)

“Ao longo da investigação preliminar, tem sido apurado um histórico de violência doméstica e familiar em face de Jéssica. A Delegacia Especial da Mulher de Cururupu instaurou o inquérito policial para apurar os fatos e a investigação está em andamento”, informou a delegada.

O casal tinha dois filhos e mantinham um relacionamento há mais ou menos 10 anos. O caso está sendo investigado pela polícia, mas, até o momento, o suspeito permanece foragido.Por: Imirante.com

Ministério Público pede afastamento do pastor Cavalcante por suspeita de desvio em entidade evangélica no MA

Pastor Cavalcante, ex-deputado e presidente da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangelicas Assembléias de Deus no Maranhão — Foto: Arquivo pessoal

O ex-deputado estadual Pastor Cavalcante é suspeito de ter desviado valores da gerência da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Seta no Sul do Maranhão (Comadesma). Ele também foi alvo de outra operação que investiga esquema de ‘rachadinhas’.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) solicitou o afastamento do ex-deputado estadual, José Alves Cavalcante, conhecido como ‘Pastor Cavalcante‘ e outras seis pessoas, por suspeita de desvios na gerência da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Seta no Sul do Maranhão (Comadesma).

Além do ex-deputado, o Ministério Público pediu o afastamento das funções dentro da gerência de Jefte Lima Cavalcante (filho do pastor Cavalcante), José Felix Costa Junior, José Genário Pereira de Brito (pastor), Jerfson Lima CavalcanteIdequel da Silva Sodré José Vagnaldo Oliveira Carvalho.

Pastor Cavalcante é presidente da Comadesma. De acordo com o Ministério Público, foram constatadas movimentações atípicas nas contas dos investigados, além de indícios de lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e apropriação indébita de valores que pertencem às igrejas evangélicas.

Fortuna milionária

 

As investigações apontam que, nos últimos três anos, houve uma movimentação de R$ 27 milhões nas contas do ex-deputado, do seu filho e outra pessoa envolvida no esquema. O valor é diferente dos R$ 2,85 milhões declarados pelo Pastor Cavalcante à Justiça Eleitoral, o que chamou atenção do Ministério Público.

Além disso, documentos comprovam que a família Cavalcante possui mais de 27 propriedades em seu nome, incluindo terrenos em Açailândia e fazendas compradas em 2024, no valor de R$ 8 milhões.

O Ministério Público afirma que, entre os gastos feitos pelo pastor Cavalcante, estão transferências feitas diretamente para pastores próximos, compras de propriedades, de materiais de construção vidro e combustível. Em novembro de 2022, mês posterior às eleições, foram gastos mais de R$ 328 mil.

Segundo o promotor de Justiça, Denys Lima Rêgo, o pedido é consequência da operação feita pelo Ministério Público do Maranhão que, teve como alvo o ex-deputado estadual e investiga um suposto esquema de ‘rachadinha’, que é quando um parlamentar recebe parte do salário de assessores ou servidores indicados por ele próprio.

As ‘rachadinhas’ teriam acontecido quando ele era deputado estadual, entre 2019 e 2022, e ele recebia parte do salário dos assessores (familiares e funcionários de sua confiança) empregados no seu gabinete na Assembleia Legislativa, segundo o Ministério Público.

Ainda segundo as investigações da Promotoria de Açailândia, estas pessoas recebiam grandes quantidades de dinheiro em espécie para realizar depósitos com ou sem identificação. Uma movimentação de cerca de R$ 4 milhões teria acontecido em apenas dois anos. Fonte: G1-MA.