Blog do Walison - Em Tempo Real

Homem invade, agride, sequestra e mantém mulher em cárcere privado dentro da própria casa no MA

Um homem, identificado como Jhonatan Gonçalves Barboza, natural de Maracaçumé, invadiu, agrediu, sequestrou e manteve uma mulher, de 35 anos, em cárcere privado dentro da própria casa dela. O crime aconteceu na noite dessa terça-feira (24), em um condomínio, no bairro Turu, em São LuísO homem foi preso e está a disposição da Justiça.

Segundo relatos da vítima à Polícia Militar, o suspeito, que era amigo de infância dela, chegou ao condomínio onde ela reside e bateu à porta do apartamento, se passando por entregador de plataforma de comércio eletrônico. A vítima abriu a porta e, logo em seguida, o suspeito a agarrou e tentou forçar a ingestão de um líquido não identificado, segundo a Polícia Civil a intenção dele era dopar mulher.

Ainda segundo a polícia, a vítima resistiu à ação e passou a gritar por socorro, sendo ouvida por moradores do condomínio. Durante a ação, o suspeito agrediu a mulher no rosto, havendo suspeita de fratura no nariz. Ela foi mantida em cárcere privado, mas moradores do prédio ouviram os pedidos de socorro e acionaram a PM.

Devido às agressões e ao abalo emocional, a vítima passou mal e precisou de atendimento médico. O suspeito também foi encaminhado para atendimento, alegando ser asmático. Ambos foram atendidos no Hospital Geral Vila Luizão.

De acordo com a PC-MA, o suspeito foi apresentado no Plantão da Delegacia Especial da Mulher de São Luís, onde após os procedimentos de praxe, foi preso em flagrante pelo crime. Em seguida, foi encaminhado para a Central de Custódia.Fonte: G1-MA

Presidente do sindicato de professores de Porto Rico é preso por tráfico de drogas e falsificação de documentos

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu, nesta quarta-feira (25), o presidente do Sindicato dos Professores do município de Porto Rico do Maranhão por suspeita de envolvimento no tráfico de drogas, posse irregular de arma de fogo e falsificação de documento público.

A polícia chegou até o suspeito durante investigações que apuram crimes com o uso de documento falso, falsidade ideológica e falsificação de documento público. Uma operação foi deflagrada para cumprir os mandados de busca e apreensão contra o investigado.

Durante a operação, feita na residência do investigado, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, de uso permitido, municiado com cinco munições intactas, além de 39 pedras pequenas de crack, 20 porções pequenas e três porções médias de maconha.

Drogas, munições, dinheiro e equipamentos eletrônicos foram apreendidos na operação — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Drogas, munições, dinheiro e equipamentos eletrônicos foram apreendidos na operação — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Além disso, foi apreendida uma balança de precisão, um aparelho celular, dinheiro em espécie e um vasto acervo documental que, segundo a polícia, pode contribuir para o aprofundamento das investigações sobre falsificação de documento público.

O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de falsificação de documento público, tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Buscas foram feitas na sede do sindicato, um notebook foi apreendido e será analisado.

A ação contou com a participação das equipes da Delegacia Regional de Cururupu, com apoio das Delegacias de Polícia das cidades de Cedral e Mirinzal.

Fonte: G1-MA

Mulher condenada a 14 anos é presa em Açailândia por tráfico de drogas.

A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) prendeu, na noite dessa terça-feira (24), em Açailândia, uma mulher condenada a 14 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A prisão aconteceu após o cumprimento de um mandado definitivo.

A mulher foi condenada pelos crimes praticados em Itinga do Maranhão, onde, em 2019, ela e seu companheiro foram presos durante uma operação policial que visava combater o tráfico de drogas. No entanto, após ser presa, ela foi libertada por meio de um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).

Investigações apontaram que o casal atuava no tráfico no bairro São Sebastião, utilizando menores de idade como “aviãozinhos” para transportar as drogas. A condenação em primeira instância teve agravante por envolver crianças e adolescentes. Após recorrer da sentença, o casal respondeu ao processo em liberdade.

Com o trânsito em julgado da sentença, o Poder Judiciário determinou a expedição do mandado de prisão para que a pena fosse cumprida no presídio. Na semana passada, a PCMA cumpriu o mandado de prisão do companheiro da mulher. Já na noite de terça-feira (24), os policiais localizaram a mulher no bairro Vila Ildemar, em Açailândia, e realizaram a prisão com sucesso.

Ela foi encaminhada ao Plantão Central da Polícia Civil e, em seguida, levada à Unidade Prisional, onde ficará à disposição da Justiça.Fonte: G1-MA

Trabalhadores maranhenses denunciam condições precárias em colheita de maçãs em Santa Catarina

Trabalhadores de Timon, no Maranhão, que foram para Santa Catarina para trabalhar na colheita de maçãs, denunciam condições de trabalho inadequadas. De acordo com os relatos, os trabalhadores enfrentaram dificuldades com alimentação, saúde e infraestrutura no local de trabalho.

Vídeos mostram trabalhadores usando reservatórios improvisados para beber água, e há imagens de um homem com cólicas aguardando atendimento médico no alojamento.

Essas imagens fazem parte das denúncias feitas por trabalhadores que saíram de Timon e foram para Monte Carlo, em Santa Catarina, para a colheita de maçãs. Eles relatam que as condições de trabalho eram degradantes e que o atendimento médico era insuficiente.

Um dos trabalhadores, Tarson, já retornou a Timon após dias difíceis em Santa Catarina. Ele conta que, durante o período em que esteve lá, foi informado por um representante da empresa que só seria encaminhado para o hospital se estivesse “quase morto”.

“Imagina para quem está doente, ouvir um abuso desses de uma empresa que deveria cuidar de nós”, afirmou Tarson.

 

A empresa em questão é uma das maiores exportadoras de maçã do Brasil e, anualmente, contrata trabalhadores nordestinos para a colheita. Essa não é a primeira vez que a empresa é denunciada por condições de trabalho precárias. Em 2022, cerca de 200 trabalhadores maranhenses foram dispensados após protestos sobre a falta de atendimento médico.

Em resposta às denúncias, a Prefeitura de Timon informou que está providenciando o retorno dos trabalhadores. A Secretaria Estadual dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedcop) também está envolvida, buscando fornecer apoio a esses trabalhadores.

Jovem dá à luz na calçada de shopping com auxílio de bombeiro civil em Imperatriz

Na tarde desta quarta-feira (25), uma jovem de 22 anos, natural de Cidelândia, deu à luz na calçada do Shopping Imperial, em Imperatriz. Ela estava aguardando atendimento para tirar a segunda via do RG no Viva Cidadão, localizado no shopping, quando começou a sentir as contrações.

Com o aumento das contrações, a mulher deixou a unidade, mas não conseguiu esperar a chegada da ambulância. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas antes que a ambulância chegasse, o bombeiro civil, que trabalha no shopping, prestou auxílio e realizou o parto na calçada.

A bebê nasceu e, quando o Samu chegou, mãe e filha foram encaminhadas para a Maternidade Regional de Imperatriz. Ambas receberam atendimento médico e, de acordo com o hospital, passam bem. A jovem estava com 40 semanas de gestação.Fonte: G1-MA

Sobrevivente do MA de acidente com ônibus em SP diz que quebrou janela para salvar o marido: ‘A gente foi realizar um sonho’

As lembranças do acidente com um ônibus que transportava mais de 40 trabalhadores rurais na BR-153, em São Paulo, ainda deixam a lavradora maranhense Maria Divina dos Santos, bastante emocionada. Ela e o marido sobreviveram à tragédia que vitimou sete pessoas do Maranhão.

A lavradora, o filho dela, o filho do marido e mais quatro pessoas que viviam na Vila Conceição em Imperatriz, no sul do Maranhão, estavam dentro do ônibus. Maria Divina conta que além de trabalhar na colheita de maçãs em Santa Catarina, ela também seria responsável por cozinhar.

“A gente foi pensando em realizar um sonho e aconteceu tudo isso, toda essa tragédia (…) Era para gente colher a maçã, eu ia classificar e fazer comida”, conta Maria Divina dos Santos.

 

As mãos da lavradora ficaram feridas quando ela quebrou a janela do ônibus, após o acidente, para salvar o marido. As lembranças dos momentos de terror e medo, ainda deixam Maria Divina bastante emocionada.

“Agradecer a Deus por nós estarmos vivos. Ao mesmo tempo, a gente fica triste pelos nossos amigos, pelos outros que morreram”, diz ela, bastante emocionada.

Trabalhadores viviam da colheita do açaí

 

Todos os trabalhadores rurais maranhenses viviam da colheita de açaí na de Imperatriz. Das sete pessoas que viviam na Vila Conceição e estavam no ônibus, uma continua internada na UTI do Hospital das Clínicas, em Marília (SP). Ele foi identificado como Jonas da Costa Silva, de 21 anos.

Dois dos maranhenses mortos no acidente também viviam na Vila Conceição. São eles Gonçalo Lisboa, de 32 anos, que morreu no local do acidente e Santana Barros, de 30 anos, morreu no hospital um dia depois.

Os corpos dos maranhenses Santana Oliveira, de 30 anos, e Gonçalo Lisboa, de 33, chegaram a Imperatriz entre a tarde e a noite de quinta-feira (19) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os corpos dos maranhenses Santana Oliveira, de 30 anos, e Gonçalo Lisboa, de 33, chegaram a Imperatriz entre a tarde e a noite de quinta-feira (19) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os corpos de Gonçalo e Santana foram velados na sede da Associação dos Lavradores e Moradores da Vila Conceição II. Gonçalo foi sepultado ainda na quinta-feira (19). Santana foi enterrada na manhã de sexta (20), ambos em um cemitério da própria comunidade.

Os trabalhadores rurais não estavam com dinheiro durante a viagem. Eles relataram que cada um recebeu R$ 1 mil de um representante da empresa para pagar a viagem, mas esse valor seria descontado depois dos salários.

Corpos das vítimas chegam ao MA

 

Os corpos dos sete maranhenses mortos no acidente com um ônibus de trabalhadores rurais na BR-153, em São Paulo, chegaram ao Maranhão na quinta-feira (19). Seis vítimas desembarcaram pela manhã em Santa Luzia do Paruá. O corpo da sétima vítima chegou à noite. Todos já foram sepultados.

Outras cinco vítimas seguiram outros dois municípios. Quatro delas foram levadas para Presidente Médici, onde foi realizada uma homenagem em um ginásio municipal:

  • Edilson da Silva Lima, 43 anos;
  • Antônio da Silva Nascimento, 47 anos;
  • José Milton Ribeiro Reis, 49 anos;
  • Robson Rodrigues Alexandrino, 25 anos.

 

Já o corpo de Raimundo Nonato Sousa da Silva, de 41 anos, foi encaminhado para Araguanã, onde também foi sepultado.

O acidente

 

Veículo ficou tombando no acostamento na BR-153 entre Ocauçu e Marília — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Veículo ficou tombando no acostamento na BR-153 entre Ocauçu e Marília — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

O tombamento ocorreu na madrugada de segunda-feira (16), na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), entre Ocauçu e Marília, no interior de São Paulo.

O ônibus transportava trabalhadores rurais do Maranhão para Santa Catarina. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o pneu do veículo estourou, o motorista perdeu o controle e o ônibus saiu da pista. Outras 45 pessoas ficaram feridas.

Dos 45 feridos, 26 foram socorridos pelo Serviço Móvel de Urgência (Samu), 12 pelo policiamento da área, seis pelo Corpo de Bombeiros e um pela ambulância da concessionária. A Polícia Civil confirmou a identidade das seis vítimas:

O Ministério Público do Trabalho (MPT) acionou a Polícia Civil para acompanhar as investigações do acidente. De acordo com a delegada Renata Ono, responsável pelo caso, um auditor fiscal do órgão entrou em contato, pois identificou fortes indícios de infrações trabalhistas na contratação das vítimas.

Vítima filmou ônibus com um pneu faltando antes de acidente

Santana Barros registrou em vídeos as horas que antecederam o acidente. Nas imagens, publicadas em uma rede social, ela comenta as condições do veículo e mostra o momento em que o ônibus segue viagem com apenas um pneu em um dos eixos (veja acima).

Em um dos vídeos, Santana afirma: “O ônibus só vai com um pneu agora. Um pneu, meu Deus… Que Deus proteja nós.”

 

As imagens mostram o ônibus parado em um trecho da rodovia enquanto um dos pneus era trocado. Após a substituição, o veículo segue viagem apenas com o outro pneu do eixo. Santana também comenta sobre o estado geral do ônibus e destaca problemas mecânicos.

Viagem irregular e sem autorização

 

Os trabalhadores saíram da região norte do Maranhão com destino a Santa Catarina, onde trabalhariam na colheita de maçãs. A viagem tinha mais de 3 mil quilômetros.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus não tinha autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar fretamento interestadual.

A empresa responsável pelo transporte é do Maranhão e enviou um representante no momento do registro da ocorrência. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a empresa também será investigada e poderá ser responsabilizada pelas irregularidades e pela precariedade do veículo.

“A questão da autorização para fazer a viagem e outras responsabilidades da empresa serão apuradas no inquérito policial posteriormente”, afirmou a delegada Renata Yumi.

 

Motorista preso e investigação por homicídio

 

O motorista Claudemir Moraes Moura foi preso em flagrante e será investigado por homicídio e lesão corporal na direção de veículo automotor. Ele também ficou ferido no acidente e permanece internado sob escolta policial no Hospital das Clínicas.

A audiência de custódia deve ocorrer após a alta médica. Além dele, outro motorista fazia o revezamento por conta da viagem de longa distância. O g1 tenta contato com a defesa do motorista.Fonte: G1-MA

Justiça Eleitoral julga recurso de prefeito com mandato cassado por compra de votos no Maranhão

Por g1 MA — São Luís, MA

 

  • A cassação do prefeito e vice-prefeito se baseia em provas de compra de votos com dinheiro, materiais de construção e promessas de emprego.

  • A investigação revelou repasses em espécie e via PIX, além de ameaças a eleitores, impactando uma eleição decidida por dois votos.

  • O prefeito foi preso na Operação ‘Cangaço Eleitoral’, que apura extorsão, desvio de recursos e organização criminosa ligada ao esquema.

Ary Menezes é eleito prefeito por dois votos de diferença em Nova Olinda do Maranhão — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ary Menezes é eleito prefeito por dois votos de diferença em Nova Olinda do Maranhão — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça Eleitoral julga, a partir da terça-feira (3), o recurso do prefeito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes (PP), e do vice-prefeito, Ronildo da Farmácia (MDB), que tiveram seus mandados cassados por uma investigação por compra de votos nas eleições de 2024.

O julgamento será feito em Plenário Virtual e deve terminar no dia 10 de março. Mesmo com a cassação e a inelegibilidade por oito anos, os dois continuam, os dois continuam nos cargos porque ainda podem recorrer.

A decisão que cassou ambos decorre de uma ação judicial movida pela pela ex-candidata a prefeita Thaymara Amorim (PL), que ficou em segundo lugar nas Eleições de 2024 por apenas dois votos. O município de 14 mil habitantes teve a disputa pela prefeitura mais acirrada em todo o país.

Se o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mantiver a decisão, os diplomas serão cassados de forma definitiva. Nesse caso, poderão ser convocados novas eleições no município e o presidente da Câmara Municipal pode assumir a Prefeitura temporariamente até a escolha do novo prefeito.

A decisão também aplicou multa de R$ 25 mil para cada um, com base na lei das eleições.

Compra de votos comprovada

Segundo a juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, da 80ª Zona, sediada em Santa Luzia do Paruá, a campanha eleitoral de Ary Menezes em 2024 foi marcada por práticas ilícitas, como a oferta de dinheiro, materiais de construção e empregos em troca de votos.

Testemunhas confirmaram repasses em espécie e via PIX, além da distribuição de telhas e promessas de cargos na administração municipal. Também foram relatadas ameaças a eleitores que se recusaram a apoiar Ary Meneses.

A juíza destacou que a diferença de apenas dois votos entre Ary Menezes e Thaymara Muniz foi determinante para comprovar o impacto das irregularidades no resultado final da eleição. Para ela, o abuso de poder econômico e a compra de votos, tipificados pela legislação eleitoral, feriram a igualdade da disputa e a liberdade do voto.

A defesa de Ary e Ronildo alegou que as provas apresentadas eram ilegais, sustentando que parte do material teria sido obtido de forma irregular e que houve tumulto processual com a inclusão de novos elementos durante a ação. Os argumentos, no entanto, foram rejeitados pela magistrada.

Na sentença, Ary Menezes e Ronildo Costa foram declarados inelegíveis por oito anos, receberam multa individual de R$ 25 mil e tiveram os diplomas cassados.

Ary chegou a ser preso

 

Ary Meneses chegou a ser preso no âmbito da Operação ‘Cangaço Eleitoral’, da Polícia Federal, em dezembro de 2024. Na época, ele era considerado foragido da Justiça por conta de um mandado de prisão pelos crimes de compra de votos, aliciamento, intimidação e ameaça a eleitores.

No entanto, após se entregar e cumprir três dias de prisão temporária, Ary foi solto no dia 17 de dezembro e aguardava o resultado do processo de cassação.

Investigações após reportagem do Fantástico

 

A operação ‘Cangaço Eleitoral’ é um desdobramento do caso que foi destaque no Fantástico, em outubro de 2024, quando um eleitor afirmou que vendeu o voto em troca de telhas, sacos de cimento e madeira após sofrer ameaças.

As investigações também identificaram indícios da prática de outros crimes, como intimidação de eleitores, além de extorsão qualificada, desvio de recursos públicos, constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, a suspeita é de que o grupo criminoso atuava através de aliciamento de eleitores e posterior compra de votos, seguido de atos de ameaça e intimidação com cobrança de valores e apoio político em favor de candidato a prefeito indicado pelo esquema.

Investigações apontam diversos relatos de pessoas que teriam sido abordadas por integrantes do grupo para que aceitassem dinheiro ou materiais de construção em troca de apoio.

Pessoas que firmaram o acordo, mas mudaram de opinião política ou declaram que não iriam mais votar no candidato a prefeito indicado pelo grupo, relataram terem sofrido ameaças e represálias, inclusive intimidações com armas de fogo.

Outras pessoas ouvidas pela PF também disseram terem sido vítimas de intimidação e ameaças realizadas por indivíduos armados associados ao grupo investigado.

Segundo elas, as vítimas foram coagidas a remover materiais de propaganda política de candidatos adversários e a interromper atividades relacionadas à campanha eleitoral.Fonte: G1-MA

 

Novas tarifas de Trump poupam 46% das exportações do Brasil aos EUA

O novo regime tarifário dos Estados Unidos deve poupar 46% dos produtos brasileiros exportados ao país, informou nesta terça-feira (24) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Entre os itens beneficiados estão as aeronaves, que passam a ter alíquota zero para ingresso no mercado estadunidense.

As mudanças ocorrem após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as chamadas tarifas recíprocas impostas pelo governo do presidente Donald Trump com base em legislação de emergência nacional.

Em nota, o ministério informou que, com a nova ordem executiva publicada em 20 de fevereiro, cerca de 46% das exportações brasileiras aos EUA (US$ 17,5 bilhões) ficam sem qualquer sobretaxa adicional.

Outros 25% (US$ 9,3 bilhões) passam a estar sujeitos à tarifa global de 10%. Aplicado com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, o percentual pode subir para 15% conforme o governo estadunidense.

Já 29% das exportações (US$ 10,9 bilhões) continuam submetidas às tarifas setoriais previstas na chamada Seção 232, mecanismo aplicado de forma linear a diversos países com base em argumentos de segurança nacional, como no caso de aço e alumínio.

Antes das alterações, aproximadamente 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas de até 40% ou 50%.

Aeronaves

Uma das principais mudanças é a exclusão das aeronaves da incidência das novas tarifas. O produto passa a ter alíquota zero, contra tributação anterior de 10%.

Segundo o Mdic, as aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.

Setores beneficiados

Além das aeronaves, o ministério avalia que o novo regime amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

Entre os setores beneficiados estão:

Máquinas e equipamentos;

Calçados;

Móveis;

Confecções;

Madeira;

Produtos químicos;

Rochas ornamentais.

Esses produtos deixam de enfrentar tarifas de até 50% e passam a competir sob alíquota isonômica (igual para todos os países) de 10%, ou eventualmente 15%.

No setor agropecuário, pescados, mel, tabaco e café solúvel também saem da alíquota de 50% para a tarifa geral de 10% (ou eventuais 15%).

Comércio bilateral

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% sobre 2024. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 45,1 bilhões, gerando déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

O Mdic ressalta que os dados foram estimados com base nas exportações para os Estados Unidos no ano passado. Segundo a pasta, os cálculos podem sofrer variações conforme critérios técnicos de classificação tarifária e destinação específica dos produtos.

Exportações brasileiras aos EUA (2025)

 Categoria  bilhões  participação
 Sem sobretaxas  17,496  46%
 Sujeitos à tarifa de 10% (ou 15%) – Seção 122   9,248  25%
 Sujeitos a tarifas setoriais (10% a 50%) – Seção 232   10,938  29%
 Total geral   37,682  100%

Fonte: Mdic

Julgamento de réus pelo assassinato de Marielle seguirá nesta quarta

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou o primeiro dia do julgamento dos cinco acusados de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.

A sessão desta terça-feira (24) foi dedicada à leitura da acusação, que foi feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e às sustentações dos advogados dos réus.

O julgamento será retomado nesta quarta-feira (25), às 9h, com os votos dos ministros pela condenação ou absolvição dos réus. 

São réus pela suspeita de participação no crime o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente.

A acusação envolve os crimes de organização criminosa, duplo homicídio e tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle. Ela estava no carro com a vereadora e sobreviveu.

Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de realizar os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como os mandantes do crime.

Rivaldo Barbosa teria participado dos preparativos da execução do crime. Ronald é acusado de realizar o monitoramento da rotina da vereadora. Robson Calixto teria entregue a arma utilizada no crime para Lessa.

De acordo com a investigação realizada pela Polícia Federal (PF), o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.

Defesas

Primeiro a se manifestar, o advogado Felipe Dalleprane negou a participação de Rivaldo Barbosa no crime.  O defensor também negou a participação política dos irmãos Brazão na indicação de Rivaldo para para chefiar a Polícia Civil, que iniciou as investigações.

“Não há corrupção comprovada, não há ingerência confirmada, não há vantagem ilícita”, afirmou.

Cleber Lopes, advogado de Chiquinho Brazão, disse que a delação de Ronnie Lessa é uma “criação mental”. Segundo o advogado, a PGR não conseguiu comprovar as declarações do ex-policial.

“A delação é mentirosa por completo e não foi corroborada”, declarou.

O advogado Igor de Carvalho negou que Ronald Alves tenha realizado o monitoramento da rotina de Marielle e repassado as informações a Ronnie Lessa. Carvalho disse que Ronald não tinha ligação com o delator.

“Ronald e Lessa sequer tinham qualquer tipo de proximidade. Eram inimigos. Como é que Ronald vai participar de um fato no qual Lessa estaria inserido, sendo que eles são inimigos?”, indagou.

O advogado Roberto Brzezinski disse que a acusação contra Domingos Brazão é “tenebrosa”. Segundo o defensor, os irmãos Brazão não atuaram para aprovação de pautas para regularização de terras fundiárias.

“Se a motivação desse homicídio é econômica, se Marielle tinha uma pauta fundiária ativa, em algum momento essa pauta fundiária foi tão intensa ao ponto de atrapalhar interesses de alguém? A procuradoria não mostrou nenhuma área que os irmãos Brazão eventualmente tivessem invadido, loteado e obtido lucro”, afirmou. 

Último a fazer a sustentação oral, o advogado Gabriel Habib disse que não há provas de que Robson Calixto tenha participado da organização criminosa.

“Robson era assessor de Domingos Brazão. A PGR denunciou Robson por organização criminosa e tenta comprovar esse fato ilícito por meio de um fato lícito. Ser assessor de Brazão é um fato lícito, não prova nada. Isso não comprova que Robson praticava atividades de crime organizado, especificamente relacionado à milícia”, comentou.

Acusação

Pela manhã, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a condenação dos cinco réus. Para a procuradoria, há provas robustas da participação dos acusados no assassinato da vereadora.

Familiares

Os familiares de Marielle e de Anderson acompanharam o julgamento e pediram justiça. Fonte: Agência Brasil