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Eleições: moradia também é competência constitucional dos municípios

Rio de Janeiro - Moradores do Complexo da Maré vivem expectativa de mudanças sociais. Conjunto de barracos à beira de um canal conhecido como favelinha da Mc Laren (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Enquanto cuida da pequena horta de onde tira alimentos para consumo próprio, Elisangela Jesus da Silva, de 45 anos, mantém uma preocupação na cabeça: o medo de ser despejada. Janja, como é conhecida a agricultora urbana, vive há oito anos na Ocupação Aliança em Cristo, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), no bairro Jiquiá, zona oeste do Recife. Ela mora com o companheiro – eletricista de automóveis – e dois filhos, de 4 e 5 anos.

A dificuldade financeira é o motivo que fez com que Janja encontrasse na ocupação a resposta para uma necessidade fundamental de qualquer pessoa, a moradia.

“Antigamente eu pagava aluguel, mas ficava muito pesado, porque tinha que pagar aluguel, energia, água, vinha remédio, alimentação… A gente passava por muito aperto, muita dificuldade”, relembra em conversa com a Agência Brasil.

Apesar de as contas da família ficarem menos pressionadas ao viver na ocupação, Janja elege a falta de regularização fundiária como o grande problema atual. “A gente mora aqui, mas não tem legalidade de nada”, diz ela, citando que foram os próprios ocupantes que construíram um sistema de encanamento de água.

“A maior dificuldade é a regularização, a gente quer ser regularizado e ficar tranquilo para, futuramente, não sofrer nenhuma ameaça de despejo”, afirma a agricultora.

Ela relata já ter sofrido episódio de expulsão. “Apareceu um dito-cujo proprietário se dizendo dono da área e nos expulsou.”

A prefeitura do Recife informou à Agência Brasil que a regularização fundiária é realizada em áreas classificadas como zonas especiais de Interesse Social (Zeis), e que a ocupação Aliança em Cristo encontra-se fora dessas áreas.

“Além disso, está situada em uma Área de Preservação Ambiental (APA), entre os rios Jiquiá e Tejipió, o que impossibilita a regularização urbana no local”, afirmou.

Questionada se há algum plano de ação direcionado à situação dos moradores do local, a prefeitura não respondeu até a conclusão da reportagem.

Eleições e direito à habitação

O direito à habitação é uma das questões em jogo no próximo dia 6 de outubro, data do primeiro turno das eleições municipais. Mais de 155,9 milhões de eleitores vão às urnas em 5.569 cidades para escolher prefeitos e vereadores.

Rio de Janeiro - Comunidade da Rocinha, após confrontos entre grupos de traficantes rivais pelo controle de pontos de venda de drogas (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio, uma das maiores favelas da capital fluminense – Fernando Frazão/Agência Brasil

O direito à moradia reivindicado por Janja é uma garantia de todos os brasileiros, como preza o Artigo 6º da Constituição Federal. O Artigo 23, por sua vez, determina que é competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios “promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico”.

Déficit habitacional

Janja faz parte do conjunto de brasileiros que vivencia o déficit habitacional, estimado em 6,2 milhões de domicílios, segundo um levantamento feito em 2022 pela Fundação João Pinheiro (FPJ), instituição de pesquisa e ensino vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão de Minas Gerais.

O levantamento, feito em parceria com a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, considera déficit habitacional situações como necessidade de substituição ou mesmo construção de habitações devido a precariedades de estrutura, gasto excessivo com aluguel e famílias que precisam coabitar imóveis.

O estudo foi feito com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal.

Rio de Janeiro (RJ), 29/08/2024 - Rio Faria-Timbó, na comunidade de Manguinhos, zona norte da cidade. Um esgoto a céu aberto. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Comunidade de Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro – Tânia Rêgo/Agência Brasil

A FPJ também estimou que 26,5 milhões de domicílios, cerca de 42% do total existente à época do levantamento, apresentavam ao menos algum tipo de inadequação, seja carência de infraestrutura urbana (energia elétrica, abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo); pertinente à edificação (ausência de banheiro exclusivo, número de cômodos servindo de dormitório e armazenamento de água, piso e cobertura inadequados) e inadequação fundiária urbana.

Despejos

Além disso, a Campanha Despejo Zero, articulação nacional formada por mais de 175 organizações, entidades, movimentos sociais e coletivos, calcula que haja no país 1,5 milhão de pessoas afetadas por despejo ou remoção forçada.

A organização social Habitat Brasil é uma das instituições que ajudaram no mapeamento de famílias ameaças de despejo, como a da Janja, ou já despejadas. A organização atua no Brasil há 30 anos.

Um dos eixos prioritários de ação é o acesso à moradia digna. Um programa de melhorias beneficiou mais de 2,6 mil casas, e, por meio do programa governamental Minha Casa, Minha Vida Entidades (concessão de financiamento subsidiado a famílias organizadas por meio de entidades privadas sem fins lucrativos), quase 7,6 mil lares foram construídos. As duas frentes de atuação beneficiaram 51 mil pessoas.

Entes municipais

Neste cenário de poucos dias para as eleições municipais, a diretora executiva da Habitat Brasil, Socorro Leite, reforça que o poder municipal tem papel essencial na garantia do direito à habitação.

“É responsável por criar leis que regulamentem o uso e a ocupação do solo na cidade. Além disso, é na instância municipal que se definem áreas de interesse que podem ser predominantemente utilizadas para habitação de interesse social”, lista a diretora executiva.

Segundo a ativista, cabe ao poder municipal priorizar áreas de interesse social para produzir novas moradias e garantir o cumprimento da função social da propriedade.

Ela enfatiza ainda o papel de articulador para obtenção de recursos. “É fundamental buscar novas fontes de recursos, não contando apenas com os recursos próprios, que muitas vezes são limitados e disputados com outras áreas igualmente importantes. Buscar financiamento e contrapartidas dos governos estadual e federal é essencial”, diz.

No entanto, Socorro Leite adverte que municípios não podem se submeter a ficar “reféns” apenas dos programas federais de habitação. “Vimos isso na gestão federal anterior, que não destinou recursos para habitação de interesse social, paralisando essa política em muitos municípios”, lembra.

A ativista aponta que a regularização fundiária é uma política que deve ser priorizada. “Não ter a posse da terra regularizada significa estar, de certa forma, sob o risco de despejo”, pontua.

Rio de Janeiro (RJ) 17/09/2024 – A pesquisadora de urbanismo Paula Menezes Salles de Miranda fala sobre direito à habitação no contexto das Eleições Municipais de 2024. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Pesquisadora Paula Miranda diz que vereadores podem propor leis para garantir acesso à moradia – Fernando Frazão/Agência Brasil

A especialista em urbanismo Paula Menezes Salles de Miranda, professora no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ressalta o papel dos vereadores na questão habitacional.

“Os vereadores podem criar leis relacionadas à provisão habitacional, saneamento, transporte. Eles também podem destinar recursos, a partir de emendas parlamentares municipais, para projetos específicos, como projetos habitacionais, assessorias técnicas que desenvolvem projetos para população vulnerável, movimentos sociais em luta por moradia”, disse à Agência Brasil.

>> Leia a entrevista da especialista Paula Miranda à Agência Brasil

Plano diretor

Um elemento central para a habitação nas cidades é o plano diretor, lei com diretrizes de como a cidade deve ser ocupada e se expandir. Por ser uma lei, reflete a importância das câmaras de vereadores, que aprovam o texto.

Paula Miranda, da Uerj, contextualiza que o plano diretor está previsto no Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001), lei que regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelecendo diretrizes gerais da política urbana. “O Estatuto da Cidade obriga todos os municípios com mais de 20 mil habitantes a criar o plano diretor, que deve ser renovado a cada dez anos”, esclarece.

A diretora da Habitat Brasil, Socorro Leite, defende que o documento tenha regras específicas “para regularizar a situação dessas regiões e garantir espaços para a construção de moradias, localizadas em áreas bem estruturadas e com infraestrutura adequada”.

Socorro Leite ressalta que centros urbanos precisam receber atenção especial do plano diretor, “aplicando instrumentos que assegurem a função social da propriedade, como a destinação de imóveis abandonados para a produção de novas moradias”.

Vista da comunidade da Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, onde dois prédios desabaram.
Vista da comunidade da Muzema, na zona oeste da cidade do Rio – Fernando Frazão/Agência Brasil

Especulação imobiliária

Mais uma função dos planos diretores, acrescenta a ativista, é o combate à especulação imobiliária, ou seja, a prática de comprar imóveis e terrenos com a expectativa principal de revendê-los com lucro, sem uso social. “O município não pode ficar à mercê dos interesses privados”, enfatiza.

Na visão dela, planos diretores não podem apenas favorecer o mercado imobiliário. “O plano tem o poder de estabelecer regras que podem tornar uma área mais ou menos atraente para o mercado imobiliário, interferindo nessa dinâmica e reservando espaços para habitação de interesse social.”

A urbanista Paula Miranda cita como uma dessas regras a possibilidade de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo (com aumento gradativo).

“O terreno precisa cumprir uma função social, então, caso o município tenha previsto este instrumento, o poder público pode notificar o proprietário para apresentar projeto de edificação no terreno ou de ocupação de construção ociosa. Não cumprida a obrigação, pode ser cobrado o IPTU progressivo até o cumprimento”, detalha Paula Miranda.

A professora de arquitetura e urbanismo, no entanto, lamenta que, por vezes, sequer são criadas leis específicas para regulamentação e combate à especulação imobiliária.

“Apesar da possibilidade de prever, nos planos diretores, uma série de instrumentos que podem exercer controle, de certa forma, sobre a especulação imobiliária, muitas vezes estes não são aplicados. Por vezes, nem são criadas leis específicas para regulamentação. Em alguns casos, o poder público se omite por falta de interesse em relação ao tema, ou por articulação com setores privados”, avalia Paula. Fonte: Agência Brasil Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Eleições 2024: 103 municípios podem ter 2º turno em 27 de outubro

Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022.

Em todo o Brasil, 103 municípios, de um total de 5.569 cidades que participarão das eleições municipais deste ano, poderão ter o segundo turno de votações para prefeitura, caso nenhum candidato tenha sido eleito para o cargo por maioria absoluta (metade mais um dos votos válidos) na primeira fase da eleição.

O primeiro turno da eleição municipal, que terá votação para os cargos de prefeito e vice-prefeito, além de vereadores, está marcado para o próximo dia 6 de outubro.

A Constituição Federal e a Resolução TSE 23.734/2024 determinam que somente os municípios com mais de 200 mil eleitores aptos a votar poderão ter o segundo turno para o cargo do poder executivo local.

Desta forma, nos municípios com menos de 200 mil pessoas aptas a votar, serão eleitos ao cargo de prefeito aqueles que obtiverem a maior quantidade de votos válidos no 1º turno, no dia 6 de outubro. Nos municípios onde houver segundo turno, os eleitores poderão ir novamente às urnas no último domingo de outubro, dia 27, conforme o resultado das votações em primeiro turno.

Com exceção do Distrito Federal, as demais 26 capitais brasileiras têm a possibilidade de realização do segundo turno.

Distrito Federal

Apesar do Distrito Federal ter, em 2022, a população de mais de 2,81 milhões de habitantes, não há eleições municipais na capital federal. A Constituição Federal de 1988, no artigo 32 (capítulo V), que trata da organização política e administrativa do Distrito Federal, proibiu a divisão dele em municípios. Por isso, o DF tem uma estrutura política diferente das demais unidades federativas do país, com um governador e uma câmara legislativa, formada por 24 deputados distritais. A Constituição Federal atribui ao Distrito Federal as competências legislativas reservadas aos estados e municípios.

Eleitores

De acordo com o TSE, as 103 cidades que poderão ter segundo turno somam juntas 60,5 milhões de eleitores, o que equivale a 38,8% do eleitorado nacional. O Brasil tem 155,9 milhões de pessoas aptas a votar no pleito deste ano. São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG) são os três municípios com o maior número de votantes, com 9,3 milhões, 5 milhões e 1,9 milhão de pessoas, respectivamente.

Já Parauapebas (PA), Imperatriz (MA) e Magé (RJ) são as localidades com os menores números de eleitores que poderão ir para a segunda etapa do pleito. Respectivamente, totalizam 200,7 mil, 201 mil e 201,6 mil eleitores.

Considerando-se os estados brasileiros, São Paulo lidera o ranking com 30 localidades com mais de 200 mil de eleitores aptos. Em seguida, aparecem na lista as seguintes unidades da federação: Rio de Janeiro, com 11 municípios, e Minas Gerais, com oito cidades.

Nos últimos quatro anos, nove cidades alcançaram o eleitorado com 200 mil pessoas ou mais. São elas: Camaçari (BA), Imperatriz (MA), Parauapebas (PA), Foz do Iguaçu (PR), São José dos Pinhais (PR), Magé (RJ), Embu das Artes (SP), Sumaré (SP) e Palmas (TO).

Por outro lado, o eleitorado diminuiu e ficou abaixo de 200 mil votantes nas cidades de Governador Valadares (MG), que de 213 mil eleitores, em 2020, reduziu para 198 mil, em 2024.

Ao todo, o Brasil tem mais de 155,91 milhões de eleitores cadastrados a votar nas eleições municipais de 2024. Fonte: Agência Brasil Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

Terceiro suspeito preso por sequestro de empresário em Campina Grande tem registro CAC e fabrica armas

Terceiro suspeito de sequestro de empresário é preso em Bodocongó pela Polícia Civil — Foto: Polícia Civil/divulgação

O terceiro suspeito do sequestro de um empresário de Campina Grande foi preso no bairro de Bodocongó, também em Campina Grande, neste domingo (22). O grupo chegou a pedir R$ 50 milhões de resgate, mas a quantia paga pela família não foi revelada.

Segundo a Polícia Civil, o homem foi preso portando duas pistolas, munições e o carro usado pelos suspeitos durante o ocorrido. O suspeito, de 32 anos, é irmão de outro participante do sequestro que já foi preso no dia 15 de setembro, também pela Polícia Civil.

Os irmãos são atiradores desportistas e caçadores (CAC) e trabalham também com customização e fabricação de armas de fogo.

Segundo as investigações, eles são suspeitos de integrar um grupo criminoso que sequestrou um empresário em Campina Grande e conseguiu extorquir a família da vítima, mas a quantia paga não foi revelada.

O caso é investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), e as prisões contaram com o apoio da Unintelpol/PCPB e do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

O terceiro homem está preso na Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa, à disposição da justiça.

Propriedade rural em Lagoa Seca que foi usada como cativeiro durante o sequestro do empresário — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Propriedade rural em Lagoa Seca que foi usada como cativeiro durante o sequestro do empresário — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução Fonte: G1-PB

Quatro pessoas morrem e outras três ficam feridas em grave acidente entre caminhão, caminhonete e moto na BR-230, no Sertão da PB

Quatro pessoas morrem e outras três ficam feridas em grave acidente entre caminhão, caminhonete e moto na BR-230, no Sertão da PB — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

Um grave acidente envolvendo três veículos deixou quatro pessoas mortas na noite de segunda-feira (23), no km 513 da BR-230, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. Além dos quatro mortos, três pessoas também ficaram feridas.

O acidente, que de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) aconteceu por volta das 19h30, envolveu um caminhão que transportava carne de Minas Gerais, com destino a Fortaleza, que chocou-se contra uma caminhonete que seguia no sentido contrário, de Cajazeiras para Cachoeira dos Índios. Após a batida, uma moto também foi atingida, e tanto a caminhonete quanto a moto caíram em uma ribanceira de cerca de 5 metros de altura.

Devido ao acidente, quatro pessoas morreram, sendo o condutor do caminhão, Cleyton Guimarães Medeiros, de 35 anos, natural de Minas Gerais; Lidson Teodoro da Silva Menezes, de 25 anos, condutor da caminhonete; um passageiro da caminhonete (ainda não identificado); e o condutor da moto (também não identificado). Além deles, três pessoas ficaram feridas e foram levadas ao Hospital Regional de Cajazeiras.

g1 entrou em contato com o Hospital Regional de Cajazeiras, que confirmou que três pessoas que estavam no acidente deram entrada na unidade hospitalar, mas o estado de saúde delas não foi divulgado.

O Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram no local do acidente para prestar atendimento aos envolvidos no acidente e uma perícia foi realizada na noite de segunda (24) para ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente. Fonte: G1-PB

Homem é preso suspeito de furtar medicamentos da farmácia onde trabalhava

Medicamentos que foram furtados pelo suspeito — Foto: Divulgação/ PC-MA

Um homem foi preso em flagrante na terça-feira (17), suspeito de ter furtado farmácia onde trabalhava em Itapecuru-Mirim, a 115 km de São Luís. Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o autor do crime atuava como farmacêutico no estabelecimento.

De acordo com a PC, após receber informações sobre o crime, por meio de um pedido de ajuda dos proprietários do estabelecimento, foram montadas várias campanas no local a fim de efetuar a prisão do suspeito.

Durante a operação policial, foram apreendidos na residência do suspeito diversos medicamentos, bem como objetos relacionados aos crimes que vinham sendo praticados de forma continuada.

Os proprietários da farmácia estimam prejuízos em torno de 300 mil reais. As investigações continuam para identificar outros envolvidos.

Ainda segundo a PC, as imagens das câmeras filmadoras do circuito interno estão ajudando na elucidação do caso.

O homem foi encaminhado para a delegacia e, após as formalidades legais, foi conduzido para a Unidade Prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA

Candidato a vereador é preso suspeito de matar o ex-marido de sua companheira em São Luís Gonzaga do Maranhão

Candidato a vereador é preso suspeito de matar o ex-marido de sua companheira no interior do MA — Foto: Reprodução/TV Mirante

Um candidato a vereador na cidade de São Luís Gonzaga do Maranhão, identificado como Eduardo Lopes de Sousa, de 53 anos, foi preso no último sábado (21), suspeito de homicídio.

O candidato, que é conhecido como Amado Edu e disputa as eleições municipais pelo partido Cidadania, estava foragido há 15 dias, após ser apontado como autor do assassinato do lavrador Leandro Silva.

Amado Edu disputa as eleições municipais pelo partido Cidadania. — Foto: Reprodução/TV Mirante

O crime aconteceu no povoado Pedrinhas, na zona rural de São Luís Gonzaga, na região do Médio Mearim, onde Amado Edu e Leandro moravam.

Segundo as investigações, houve uma confusão entre o candidato e o lavrador, porque Leandro era ex-marido da atual companheira de Amado Edu e não se conformava com o fim do relacionamento com ela.

Testemunhas relataram à polícia que, no dia do crime, Leandro, aparentando estar embriagado, foi até a casa de Amado Edu “tomar satisfação” com ele por causa do relacionamento com sua ex-mulher.

O lavrador Leandro Silva foi morto com um tiro, no dia 9 de setembro deste ano. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Os homens acabaram brigando e, durante a confusão, Amado Edu pegou uma espingarda calibre 20 e disparou contra Leandro, que morreu no local. O candidato a vereador fugiu logo após o crime.

Minutos depois do assassinato, populares revoltados com o homicídio foram até a casa de Amado Edu e a incendiaram. Nenhum suspeito de cometer o incêndio criminoso foi preso até o momento.

Populares incendiaram a casa de Amado Edu após o homicídio. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Populares incendiaram a casa de Amado Edu após o homicídio. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Já o candidato a vereador foi preso no sábado, duas semanas após o homicídio, em um outro povoado da zona rural de São Luís Gonzaga, com ele a polícia apreendeu duas armas de fogo. Após a prisão, Amado Edu foi levado para o Presídio Regional de Bacabal, onde está à disposição da Justiça.

Candidato a vereador é preso suspeito de matar o ex-marido de sua companheira em São Luís Gonzaga do Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

Candidato a vereador é preso suspeito de matar o ex-marido de sua companheira em São Luís Gonzaga do Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

Apesar da prisão, segundo a Justiça Eleitoral, a candidatura de Amado Edu ainda está mantida e, caso ele seja eleito, só perderá o mandato se for condenado pelo crime.

Candidatos não podem mais ser presos

 

Desde o dia 21 de setembro, os candidatos a prefeito e vereador não podem mais ser presos, a não ser no caso de flagrante de crimes. A restrição vale até o dia 8 de outubro, dois dias após o primeiro turno, marcado para o dia 6.

Os candidatos só poderão ser presos em situações de flagrante ou pela prática de crimes inafiançáveis, como é o caso que envolve o candidato Amado Edu.

Aposta de Campestre do Maranhão fatura sozinha mais de R$ 1 milhão na Lotomania; veja os números sorteados

Aposta de Campestre do Maranhão fatura sozinha mais de R$ 1 milhão na Lotomania — Foto: Stephanie Fonseca/G1

Uma aposta do município de Campestre do Maranhão faturou mais de R$ 1 milhão de ao cravar os 20 números sorteados no concurso 2.677 da Lotomania, realizado nessa segunda-feira (23). Trata-se de uma aposta simples de 50 números feita na Real Lotérica.

s números sorteados foram: 01 – 07 – 22 – 25 – 26 – 32 – 38 – 39 – 41 – 43 – 44 – 45 – 52 – 54 – 56 – 68 – 79 – 87 – 92 – 96.

O próximo concurso da Lotomania será realizado nesta quarta-feira (25) e deve pagar R$ 400 mil. A aposta com 50 números custa R$ 3.

Como jogar​​ na Lotomania

 

Na Lotomania, basta escolher 50 números e então concorrer a prêmios para acertos de 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número. Além da opção de marcar no volante, é possível marcar menos que 50 números e deixar que o sistema complete o jogo; não marcar nada e deixar que o sistema escolha todos os números na Surpresinha e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, por meio da Aposta-Espelho. Fonte: G1-MA

Ciclista morre em colisão com motocicleta na av. Zequinha Freire, na Zona Leste de Teresina

Viatura do Instituto Médico Legal (IML) do Piauí — Foto: Andrê Nascimento/ G1 PI

Um ciclista, não identificado, morreu na manhã desta segunda-feira (23), em uma colisão contra uma motocicleta na Avenida Zequinha Freire, na Zona Leste de Teresina.

O acidente aconteceu enquanto o ciclista tentava atravessar a avenida e então foi atingido por uma moto que seguia na Avenida e não resistiu ao impacto, morrendo no local. O Batalhão de Policiamento de Trânsito do Piauí (BPTRAN) foi acionado ao local.

O motociclista foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado para o hospital. O caso será investigado pela Polícia Civil do Piauí. Fonte: G1-PI

 

Condenado por entrar em casa de vizinha e estuprar menina de 6 anos é preso em Canto do Buriti

Homem é condenado por estuprar criança de seis anos em Pajeú do Piauí — Foto: Polícia Civil

Um homem de 40 anos, condenado a 10 anos e quatro meses de prisão por estuprar uma criança, foi preso na manhã desta segunda-feira (23), no município de Canto do Buriti, a 407 km de Teresina. O crime ocorreu em 2010, na cidade de Pajeú do Piauí.

Segundo a delegada-titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis (DEAMGV), Amária Sousa, a vítima foi uma menina, que na época do crime tinha apenas seis anos.

Conforme as investigações, o homem teria se aproveitado da amizade e confiança da mãe da criança para entrar no quarto, deitar-se sobre a menina e pedir para que ela tocasse seu órgão genital.

Ainda segundo a delegada, o mandado de prisão foi cumprido por condenação transitada em julgado (sem possibilidade de recorrer da decisão). A condenação soma 10 anos e quatro meses de prisão.

Fonte: G1-PI *Estagiária sob a supervisão de Maria Romero.

STF prossegue com conciliação do marco temporal após saída da Apib

Brasília (DF) 11/04/2023 Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta segunda-feira (9) mais uma audiência de conciliação sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas. O dia foi dedicado aos depoimentos de especialistas indicados pelo Congresso Nacional, governo federal e Confederação Nacional do Municípios (CNM).

É a segunda reunião promovida pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso, após a Articulação dos Povos Indígenas (Apib), principal entidade que atua na defesa dos indígenas, retirar-se da conciliação.

Na audiência realizada no mês passado, a entidade deixou a conciliação por entender que os direitos dos indígenas são inegociáveis e não há paridade no debate. No ano passado, o plenário do Supremo decidiu a favor dos indígenas e considerou o marco inconstitucional.

Pela tese do marco temporal, os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a Apib deixar a conciliação, Mendes decidiu manter os debates mesmo sem a presença dos indígenas. Segundo o ministro,  “nenhuma parte envolvida na discussão pode paralisar o andamento dos trabalhos”.

A próxima reunião está marcada para 2 de outubro.

Conciliação

A audiência foi convocada pelo ministro Gilmar Mendes, relator das ações protocoladas pelos partidos PL, PP e Republicanos para manter a validade do projeto de lei que reconheceu o marco e de processos nos quais entidades que representam os indígenas e legistas governistas contestam a constitucionalidade da tese.

Além de levar o caso para conciliação, Mendes negou pedido de entidades para suspender a deliberação do Congresso que validou o marco, decisão que desagradou aos indígenas. As reuniões estão previstas para até 18 de dezembro deste ano.

Na prática, a realização da audiência impede a nova decisão da Corte sobre a questão e permite que o Congresso ganhe tempo para aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para confirmar a tese do marco na Carta Magna.

Em dezembro do ano passado, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que validou o marco. Em setembro, antes da decisão dos parlamentares, o Supremo decidiu contra o marco. A decisão da Corte foi levada em conta pela equipe jurídica do Palácio do Planalto para justificar o veto presidencial.Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil