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Trabalho justo e sustentável é pauta das centrais sindicais para o G20

Praça Mauá

Pensar o mundo do trabalho a partir das mudanças tecnológicas, da emergência ambiental e da justiça social. Esses são os pilares das demandas que as centrais sindicais brasileiras vão levar para a Cúpula Social do G20, prevista para o ocorrer entre os dias 14 e 16 de novembro, na região da Praça Mauá, no Rio de Janeiro.

Os dois primeiros dias de evento terão atividades autogestionadas, ou seja, organizadas pelas entidades da sociedade civil. A atividade promovida pelos sindicatos ocorre no dia 14, entre 13h30 e 16h. Ao fim do dia, será aprovado um texto chamado “Transições no mundo do trabalho: garantir empregos de qualidade e promover a redução das desigualdades”. Ele vai ser apresentado ao lado das propostas das outras entidades civis no dia 16, quando vai ser produzido um documento síntese da Cúpula Social.

O encontro das centrais sindicais tem como organizadoras: CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Intersindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Pública, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Nos outros encontros do G20 que ocorreram pelo mundo, o debate ficou restrito aos chefes de Estado. Os movimentos sindical e social ficaram à margem, tentando fazer atividades paralelas para ser ouvidos. No G20 do Brasil, a sociedade está integrada, vai poder debater e apresentar suas propostas. Nós temos a expectativa de contribuir com um documento único e entregar ao presidente Lula, para que ele possa ler diante dos outros chefes de Estado. É uma oportunidade extraordinária de apresentar uma pauta ampla em relação a temas que são urgentes”, diz Sérgio Nobre, presidente nacional da CUT.

Futuro do trabalho

O documento das centrais sindicais parte do entendimento de que os impactos climáticos globais intensificam o deslocamento de refugiados e aprofundam as disparidades sociais. Há preocupação com a perda de empregos devido ao estresse térmico, em setores como agricultura, construção civil, turismo e comércio de rua. Eles são considerados mais vulneráveis pela maior exposição ao calor ou frio excessivos, pela escassez hídrica, por enchentes, queimadas, e outras condições extremas.

Baseadas em informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as centrais apoiam uma economia sustentável, com redução de emissões de gases de efeito estufa, que seja capaz de gerar inclusão social e criar até 60 milhões de empregos a mais do que a economia convencional.

Há também preocupação de que o crescimento da digitalização e do uso de inteligência artificial (IA) promovam mudanças no mercado de trabalho e acelerem a obsolescência profissional. A automação é um sinal de alarme principalmente em países com predomínio de empregos de baixa renda, porque pode aprofundar problemas de desemprego, precarização e desigualdades. As centrais destacam o aumento dos trabalhos com menos direitos, sem proteção social, com obstáculos à organização sindical, jornada de trabalho extensa e desregulamentada, instabilidade da renda e sobrecarga de tarefas.

“Nesse mundo mais sustentável que desejamos, é importante que a gente garanta que ninguém fique para trás. Nem os trabalhadores, nem comunidades tradicionais, nem as mulheres negras, juventude. Por isso, ele deve ter como eixo estrutural a redução das desigualdades. E, nesse sentido, a classe trabalhadora reivindica postos de trabalho ambientalmente sustentáveis, com condições de trabalho dignas, orientadas pelo conceito de trabalho decente da OIT”, diz Adriana Marcolino, socióloga e diretora técnica do Dieese.

Demandas ao G20

Para as centrais sindicais, o G20 é a oportunidade única de ampliar vozes e demandas dos trabalhadores. A expectativa é que o encontro dos chefes de estado aborde mais do que questões macroeconômicas, e inclua também temas sociais. Um dos caminhos defendidos é o de que seja possível reduzir as desigualdades que se manifestam mesmo entre os países do bloco, como diferentes legislações e condições trabalhistas.

“É importante que o debate leve em conta os interesses de todos. E busque parâmetros internacionais. A OIT tem um papel fundamental nessa discussão, para que possamos ter um modelo unitário de legislação trabalhista e espaço de produção. Hoje, temos regras diferentes de um lugar para o outro. Há alguns com ambientes insalubres de produção, sem jornadas de trabalho regulamentadas. Muitas vezes, uma multinacional sai de um país e vai para o outro, buscando aquilo que ela pode subverter na lei de outro país. A concorrência baseada nessa precarização prejudica os trabalhadores e o meio ambiente”, analisa João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical.

Dessa forma, o documento que será apresentado na Cúpula Social do G20 pelas centrais sindicais brasileiras terá, ao menos, 20 demandas:

1 – Implementação de políticas de desenvolvimento econômico socialmente justo e ambientalmente sustentável, com redução das diferentes dimensões das desigualdades.

2 – Garantia de acesso público, universal e de qualidade à saúde, educação, aos serviços de cuidado e seguridade para as populações ao longo de toda a vida.

3 – Garantia de direitos trabalhistas, previdenciários e sindicais, revertendo processos de precarização do trabalho difundidos ao redor do mundo, revendo o estabelecimento de contratos de trabalho precários.

4 – Fortalecimento da liberdade de organização sindical e a negociação coletiva nos setores público e privado, combate de práticas antissindicais e garantia de autonomia dos trabalhadores na definição do sistema de financiamento sindical.

5 – Implementação da política de valorização salarial.

6 – Ampliação da adesão às Convenções da OIT, como a convenção 156, sobre a adoção de medidas para impedir que demandas familiares dificultem o acesso ao emprego e o crescimento profissional; criação de convenções que tratem das novas formas de trabalho mediadas pela digitalização e pelo uso da Inteligência Artificial.

7 – Ampliação das oportunidades orientadas pelos princípios do trabalho decente para mulheres, população negra, juventude, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, além de combater o trabalho escravo e erradicar o trabalho infantil.

8 – Atualização das regulações da jornada laboral de modo a limitar a fragmentação do tempo de trabalho por meio das novas tecnologias.

9 – Garantia de formação profissional permanente e de qualificação profissional para novos postos de trabalho em casos de empresas afetadas pela automação.

10 – Eliminação de processos produtivos prejudiciais à saúde dos trabalhadores garantindo saúde e segurança no trabalho.

11 – Garantia de proteção aos desempregados através de políticas como seguro-desemprego, formação profissional, intermediação de mão de obra e programas de transferência de renda.

12 – Instituição da renda básica universal como direito social, complementar aos direitos do trabalho.

13 – Implementação de tributação progressiva sobre renda e patrimônio e o aumento da tributação sobre grandes heranças e fortunas, lucros e dividendos para a criação de um fundo mundial para transição energética e o combate à pobreza e às desigualdades.

14 – Implementação de políticas de transição, recuperação e preservação ambiental que incluam a geração de trabalho decente e amparo para todas as comunidades afetadas.

15 – Garantia da valorização da agricultura familiar, da agroecologia, da economia circular e redução da poluição nas cidades e no campo.

16 – Implementação de investimentos em energia limpa, renovável e acessível, garantindo que a população tenha acesso a padrões de vida dignos e mobilidade.

17 – Ampliação dos investimentos em infraestrutura para uma produtividade ancorada em ciência e tecnologia e criação de empregos formais de qualidade e sustentáveis.

18 – Estabelecer infraestrutura econômica, social e ambiental para uma industrialização sustentável, revertendo o processo de reprimarização em países da periferia.

19 – Regulamentação do uso de tecnologias que impactam negativamente os postos e as condições de trabalho, de forma que as inovações sejam elementos de promoção e melhoria da vida em sociedade.

20 – Compartilhamento dos ganhos de produtividade advindos de avanços tecnológicos com os trabalhadores (por meio da redução da jornada de trabalho e da valorização dos salários) e com o Estado (arrecadação de tributos). Fonte: Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil*

Aliança contra Fome: participação social e efeito perene são desafios

Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2023 - Distribuição de almoço realizado pelo projeto Fraternidade na Rua, no centro de acolhimento da organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras, na região central da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Como legado na presidência do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, o Brasil escolheu como uma das prioridades o combate à fome, problema que atinge mais de 700 milhões de pessoas no mundo. A iniciativa, chamada de Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, pretende reunir recursos e conhecimentos que contribuam na construção de políticas públicas.

O lançamento oficial da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza está previsto para ocorrer de forma paralela à Cúpula de Líderes do G20, marcada para começar no dia 18 de novembro. Após o lançamento formal, ela será administrada por uma estrutura internacional com escritórios previstos em Roma, Adis Abeba (Etiópia), Bangkok (Tailândia), Brasília e Washington.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil veem com bons olhos a aliança, mas alertam para os desafios que ela precisa superar para ser, de fato, efetiva. Duas questões são centrais: que os países adotem medidas de longo prazo, que gerem resultados contínuos, e que haja inclusão da sociedade civil na implantação das políticas.

Sobre o primeiro ponto, o professor Renato Sérgio Maluf, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), defende que as ações tragam uma visão mais ampla e sistemática de direitos humanos. Ele também é coordenador do Centro de Referência em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Ceresan).

“É importante evitar políticas implementadas de maneira assistencialista, com perspectiva de curto prazo, emergenciais, que não priorizam ações mais estruturantes”, diz o professor.

“Programas contra fome e pobreza precisam focar na superação das desigualdades. Não é simplesmente transferência de renda ou doação de alimentos. Você não explica os êxitos que o Brasil teve nesse tema sem considerar o papel da recuperação do emprego, a política de valorização do salário mínimo e a introdução de vários direitos sociais”, completa Renato Maluf.

Rio de Janeiro (RJ), 08/11/2024 - Renato Maluf, professor da UFRRJ. Foto: UFMG/Divulgação
Renato Maluf, professor da UFRRJ – UFMG/Divulgação

Sobre a participação efetiva da sociedade, Renato Maluf lembra que ela depende muito dos aspectos políticos e sociais de cada país. Em outras palavras, o quanto de liberdade cada povo tem na luta e reivindicação por direitos.

“A metodologia brasileira nesse campo tem um componente muito importante que é a participação social. E isso você não transfere. Isso depende das dinâmicas mais ou menos democráticas de cada país. Nós temos aqui uma crença muito estabelecida do papel dos movimentos sociais. Esperamos que a plataforma seja também estimuladora de processos desse tipo de participação”, analisa Maluf.

Para Mariana Santarelli, coordenadora na FIAN Brasil, organização de direitos humanos que advoga pelo direito à alimentação e nutrição adequadas, o grande trunfo do país na promoção da aliança é a experiência acumulada em décadas no combate à fome e à pobreza.

“Por incrível que pareça, a gente vê que, mesmo nos países do Norte Global, não há políticas tão eficientes voltadas para a garantia do direito à alimentação. Somos uma referência, incluímos o direito à alimentação na Constituição Federal, que tem uma lei orgânica de segurança alimentar e nutricional, um sistema para garantir esse direito e que faz investimento com seu orçamento próprio. Isso não é uma realidade em boa parte do mundo”, disse Mariana, que também é membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

Cesta de políticas

O ponto central da Aliança Global contra a Fome é a disponibilidade de uma cesta de políticas, que contém em torno de 50 possibilidades de ação contra a fome e a pobreza. A ideia é que elas sejam adaptadas aos contextos nacionais específicos. Estão divididas em dez categorias mais amplas.

São elas: proteção social (como programas de alimentação escolar), acesso aos serviços básicos (como água potável), acesso a ativos produtivos (posse de terra, por exemplo), infraestrutura (mobilidade e informação, por exemplo), crédito e serviços financeiros, apoio a pequenos agricultores, nutrição, programas integrados (como resiliência climática), instrumentos transversais (como registro de agricultores) e financiamento (reformas fiscais).

A plataforma é pensada para ser um trabalho colaborativo. Todos os membros podem editá-la, incluir exemplos de políticas bem-sucedidas e sugerir a implementação de uma nova política. Nesse último caso, é preciso que a sugestão esteja enquadrada em cinco critérios. São eles: ser instrumento de política bem definido, com escopo claro; poder ser realmente implementado pelos governos; trazer dados que comprovem efetividade; ter foco principalmente nas pessoas em situação de pobreza e fome; e contribuir para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1 (erradicação da pobreza) e 2 (fome zero e agricultura sustentável).

Rio de Janeiro (RJ), 08/11/2024 - Mariana Santarelli, coordenadora na FIAN Brasil, organização de direitos humanos que advoga pelo direito à alimentação e nutrição adequadas. Foto: Thiago Lontra/FIAN Brasil
Mariana Santarelli, coordenadora na FIAN Brasil – Thiago Lontra/FIAN Brasil

“Para se combater a fome a pobreza, você precisa que isso seja feito por meio de políticas de Estado. Pode parecer normal para quem está no Brasil. Mas não é, por exemplo, quando você pensa nos países do continente africano, em que é muito comum ter agências internacionais e ONGs fazendo esse papel de implementação. Esse é um grande diferencial dessa aliança em relação a outras criadas antes”, analisa Mariana Santarelli.

Dados sobre fome global

O principal estudo sobre a fome no mundo é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O indicador usado pela FAO é o de subnutrição, definido como a condição de um indivíduo cujo consumo habitual de comida é insuficiente para manter uma vida normal, ativa e saudável.

No relatório publicado este ano, referente a 2023, a proporção da população mundial subnutrida foi de 9,1%, o que representa entre 713 milhões e 757 milhões de pessoas. O percentual se manteve praticamente igual nos últimos três anos, o que indica estagnação no combate ao problema. A África é a região com a maior porcentagem da população enfrentando fome (20,4%), seguida pela Ásia (8,1%), América Latina e Caribe (6,2%), Oceania (7,3%), América do Norte e Europa (abaixo de 2,5%).

Dados sobre fome no G20

Os países pertencentes ao G20 também têm níveis bem diferentes de subnutrição. A FAO comparou os dados do triênio 2004/2006 aos do triênio 2021/2023. A África do Sul foi a única que apresentou piora: passou de 1,7 milhão de subnutridos para 4,9 milhões. A Índia chama atenção pelo número alto, mesmo com redução: foi de 246,5 milhões para 194,6 milhões.

O Brasil (de 11,7 milhões para 8,4 milhões) e o México (de 4,4 milhões para 3,9 milhões) conseguiram baixar seus números, enquanto Argentina (1,4 milhão) e Arábia Saudita (1,1 milhão) tiveram resultados iguais nos dois períodos.

O total de subnutridos na Alemanha, França, Itália, no Reino Unido, na Rússia, nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália e Coreia do Sul foram considerados inexpressivos pela FAO, abaixo de 2,5% da população de cada país, e por isso não tiveram números absolutos reportados.

A Turquia e a China se destacaram por baixar a quantidade de subnutridos a níveis considerados inexpressivos: eram 2,6 milhões e 94,6 milhões subnutridos, respectivamente, no triênio 2004/2006. E não tiveram dados reportados em 2021/2023, por terem índices abaixo de 2,5%.

Adesões

O primeiro país do G20 que aderiu à Aliança Global foi a Alemanha, ao assumir compromissos de contribuir com a promoção da agricultura sustentável e com o reforço das redes de segurança social, como políticas de salário mínimo.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) se juntou ao grupo, ao anunciar que desejava “alinhar ações e desenvolver soluções inovadoras, assim como compartilhar práticas e experiências que contribuam para o combate à pobreza e à desigualdade”.

A Fundação Rockefeller foi a primeira entidade filantrópica a se juntar à iniciativa. E anunciou que contribuirá com recursos financeiros, assistência técnica, apoio à capacitação e conhecimento para apoiar países que implementarão programas de alimentação escolar.

Na sequência, veio a adesão das Instituições Financeiras Internacionais (IFI), conjunto de organizações de caráter multilateral, que incluem: Banco Africano de Desenvolvimento (AFDB), Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), Banco Europeu de Investimento (EIB), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), Fundo Monetário Internacional (FMI), Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e Grupo Banco Mundial (GBM).

Resistência do mais ricos

Uma vez que os problemas da fome e da pobreza não afetam de forma expressiva boa parte dos países do G20, fica a dúvida em relação ao engajamento deles na Aliança Global. Além da prevalência dos interesses domésticos, existe a dificuldade em projetar colaborações internacionais de grande escala em um contexto internacional de conflitos armados e políticos.

“Sempre há resistência dos países mais ricos nesse item. Primeiro que, em muitos deles, as questões da fome e da desigualdade estão lá também, mas não faltam recursos para eles enfrentarem essas questões domésticas”, diz o professor Renato Maluf.

“Mas há outras duas questões. A primeira é a governança global dos sistemas alimentares, que está sob forte disputa, e as Nações Unidas até agora têm atuado em uma direção muito problemática a partir da cúpula que promoveu dos temas alimentares, em que a agenda foi basicamente ditada pelas grandes corporações”, complementa.

“O segundo elemento de onde pode vir resistência é o da cooperação internacional, que andou claudicando nos últimos tempos. A Aliança Global é um instrumento de cooperação internacional e o contexto está muito desfavorável. Entendo que vai ser preciso um engajamento forte para convencer os países a se envolverem. Podem até assinar uma declaração de apoio, mas o engajamento efetivo vai depender de muito convencimento”, conclui. Fonte: Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil

Vereador no PI é investigado por crime sexual contra adolescente; ‘Ofereceu carona e tentou estuprar’, diz mãe

Caso é investigado pela Delegacia da Polícia Civil do Piauí em Água Branca — Foto: Reprodução/TV Clube

O vereador Luis Faustino (PT), de Água Branca, 101 km ao Sul de Teresina, está sendo investigado pela prática de crime sexual contra um adolescente de 17 anos após denúncia da mãe do jovem, na qual ela afirma que o parlamentar tentou estuprar seu filho.

Procurada pelo g1, a defesa do vereador nega que ele tenha cometido o crime e afirmou que se trata de uma acusação de importunação sexual atribuída de forma injusta. Além disso, a advogada afirmou que o vereador foi vítima de agressões físicas e teve seu veículo danificado.

“Um agravante que trouxe transtornos adicionais a uma situação que, em nenhum momento, foi gerada por qualquer ato cometido por ele”, declarou em nota (leia a íntegra ao fim da reportagem).

A mãe do adolescente divulgou vídeos nas redes sociais, nos quais ela relata que o filho estava em um posto de combustíveis, voltando da escola, na quinta-feira (7), quando o vereador ofereceu uma carona para o adolescente e, ao invés de levá-lo para casa, o levou para outro local e cometeu o crime.

Por a vítima se tratar de um adolescente, protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não é possível divulgar detalhes sobre o caso.

Ao g1, a delegada Ravena Rodrigues, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis (DEAMGV) em Água Branca, afirmou que foi instaurado um inquérito policial para apurar a denúncia.

Nota da defesa do vereador

 

Na qualidade de advogada do vereador, venho a público esclarecer alguns pontos sobre a acusação de importunação sexual injustamente atribuída ao meu cliente. O vereador nega de forma categórica qualquer envolvimento em atos que possam ser interpretados como importunação sexual. Desde o primeiro momento, demonstrou total disposição para colaborar com as autoridades, inclusive apresentando-se espontaneamente à delegacia para prestar todos os esclarecimentos necessários, reafirmando sua inocência.

Além de enfrentar essa acusação infundada, o vereador foi vítima de agressões físicas e teve seu veículo danificado, um agravante que trouxe transtornos adicionais a uma situação que, em nenhum momento, foi gerada por qualquer ato cometido por ele.

Diante da injustiça sofrida, serão tomadas as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar os autores da agressão física e dos danos materiais causados ao patrimônio do vereador. O objetivo é assegurar que tais atos de violência não fiquem impunes e que a integridade do meu cliente seja devidamente preservada. Fonte: G1-PI

Polícia Civil realiza apreensão de drogas e munições em operação contra suspeito por tentativa de homicídio em Santa Inês, no MA

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) realizou, na manhã da dessa quinta-feira (7), uma operação de busca e apreensão de armas e munições em Santa Inês, a 247 km de São Luís. A ação visava prender um homem investigado por tentativa de homicídio contra sua ex-companheira. — Foto: Divulgação/ PC-MA

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) realizou, na manhã da dessa quinta-feira (7), uma operação de busca e apreensão de armas e munições em Santa Inês, a 247 km de São Luís. A ação visava prender um homem investigado por tentativa de homicídio contra sua ex-companheira.

Segundo a PC, a operação foi executada após a expedição de um mandado judicial de busca emitido pela Delegacia Especial da Mulher de Santa Inês, após o suspeito ter disparado contra a vítima.

Durante a operação, a equipe policial encontrou a atual companheira do investigado no local, que foi presa em flagrante por tráfico de drogas. Com ela, foram apreendidos aproximadamente 400 gramas de crack, dois quilos de maconha prensada, três gramas de cocaína, sete cartuchos intactos de calibre .12, uma balança de precisão, aparelhos celulares, cigarros contrabandeados e R$ 4.240 em espécie, além de R$ 440 em moedas. Os itens estão ligados ao tráfico de entorpecentes, segundo a polícia.

Apesar da diligência, o suspeito não foi localizado. Após os procedimentos legais, a mulher foi encaminhada à Unidade Prisional de Santa Inês, onde permanece à disposição da Justiça. A polícia segue investigando o caso e busca localizar o suspeito.Fonte: G1-MA

Acusado de matar homem com facão é condenado a mais de 27 anos de prisão no MA

Acusado matar homem com facão é condenado a mais de 27 anos de prisão no MA — Foto: Reprodução

Um homem, identificado como Antônio de Sousa Honorato, de 40 anos, foi condenado a 27 anos e seis meses de prisão após ter sido flagrado cortando com um facão, até a morte, Elizário Sousa Santos, de 44, na cidade de João Lisboa, a 650 km de São Luís. A sentença foi dada nessa quinta-feira (7), após julgamento.

O crime aconteceu no dia 29 de fevereiro deste ano, próximo à ponte Zé da Manga, que interliga os povoados Centro do Toinho e Cipó Cortado. Antônio de Sousa foi flagrado por estudantes que passavam pelo local em um ônibus escolar golpeando Elizário com facão, chegando a decapitar a vítima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), Elizário estava retornando ao povoado Cipó Cortando em uma motocicleta, quando foi surpreendido por Antônio, que impediu a passagem dele e pediu que lhe entregasse a mochila.

A vítima teria resistido e foi derrubada do veículo, recebendo vários golpes com um facão. Fonte: G1-MA

Três homens são presos suspeitos de planejar morte de delegado no MA

Três homens foram presos em flagrante, na manhã desta sexta-feira (8), suspeitos de planejar a morte do delegado Renilton Ferreira, em Miranda do Norte, a 139 km de São Luís. — Foto: Divulgação/ PC-MA

Três homens foram presos em flagrante, na manhã desta sexta-feira (8), suspeitos de planejar a morte do delegado Renilton Ferreira, em Miranda do Norte, a 139 km de São Luís. Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), outras três pessoas, incluindo um vereador, também estão sendo investigadas por envolvimento no crime.

Segundo a PC-MA, durante a operação de busca e apreensão, foram encontradas diversas armas, munições e rádios comunicadores com os três suspeitos. De acordo com a polícia, os indivíduos já estavam na fase de contratar matadores de aluguel para executar o plano.

Além dos três homens detidos, um vereador, seu irmão e seu pai foram conduzidos à delegacia para prestar depoimento e estão sob investigação.

O delegado Renilton Ferreira afirmou que o objetivo agora é concluir as investigações para entender as motivações por trás do planejamento de sua morte.

“Nós acreditamos que essa ação criminosa estava sendo imaginada, pensada e organizada aqui em Miranda do Norte. Por isso, durante a nossa operação, apreendemos armas, celulares e rádios comunicadores. Vamos utilizar esse material para concluir as investigações, reiterando que nada vai nos intimidar”, declarou o delegado.

Três homens foram presos em flagrante, na manhã desta sexta-feira (8), suspeitos de planejar a morte do delegado Renilton Ferreira, em Miranda do Norte, a 139 km de São Luís. — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Ainda segundo a PC-MA, as investigações têm como foco descobrir os motivos que levaram ao planejamento do morte do delegado, além de identificar possíveis contratantes, encomendas e os olheiros e executores envolvidos na ação.

A operação contou com o apoio de policiais de Vargem Grande e Miranda do Norte, equipes da capital maranhense, do Departamento de Senarc, além da Força Estadual de Segurança e do Centro Tático Aéreo (CTA).

Três homens foram presos em flagrante, na manhã desta sexta-feira (8), suspeitos de planejar a morte do delegado Renilton Ferreira, em Miranda do Norte, a 139 km de São Luís. — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Fonte: G1-MA

Detento que roubou arma, agrediu policial penal e fugiu de hospital em João Pessoa segue foragido após 15 dias

Complexo Hospitalar de Mangabeira, o Trauminha, em João Pessoa — Foto: Dayse Euzéio/Secom-JP/Arquivo

O detento que fugiu do Complexo Hospitalar Tarcísio Burity, mais conhecido como Trauminha de Mangabeira, em João Pessoa, segue foragido da polícia 15 dias após a fuga. Na ocasião, o detento roubou a arma do policial penal responsável pela vigilância dele e o atacou com coronhadas na cabeça, deixando-o inconsciente.

De acordo com o gerente da Penitenciária Silvio Porto, local onde o fugitivo estava preso, o detento, identificado como Alan Renan do Nascimento Pereira, de 33 anos, estava cumprindo uma pena de 14 anos e 5 meses. Ele era condenado por crimes como roubo majorado, receptação e crimes de trânsito.

Ainda segundo o gerente da penitenciária, antes da fuga acontecer, Alan do Nascimento já teria cumprido aproximadamente 6 anos da pena e teria direito ao regime semiaberto em março de 2025.

Segundo o presidente da Associação dos Policiais Penais da Paraíba, Wagner Falcão, a fuga do homem aconteceu no momento em que o policial abria a cela para receber o almoço. Com a arma roubada do agente penal, o detento atirou cinco vezes contra o cadeado que trancava a cela do hospital e fugiu da unidade hospitalar depois de roubar um carro, no dia 25 de outubro.

g1 entrou em contato com a Polícia Civil para obter atualizações sobre a investigação do caso, mas até a última atualização desta matéria, não teve resposta.

Entenda o caso

 

Um detento que estava em atendimento no Complexo Hospitalar Tarcísio Burity, mais conhecido como Trauminha de Mangabeira, em João Pessoa, roubou a arma do policial penal que fazia a vigilância dele, deu coronhadas na cabeça do mesmo agente, atirou cinco vezes contra o cadeado que trancava a cela do hospital e fugiu da unidade hospitalar.

Segundo o presidente da Associação dos Policiais Penais da Paraíba, Wagner Falcão, a ação aconteceu no momento em que o policial abria a cela para receber o almoço.

Na fuga, o homem teria roubado um carro, que já foi encontrado.

A Polícia Militar faz rondas para tentar encontrar o detento. O foragido tem 33 anos e cumpre pena em regime fechado na Penitenciária Silvio Porto, em Mangabeira.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa disse que o policial penal teve um trauma cranioencefálico e recebeu atendimento médico no hospital, mas que ele não corre risco de morte. Informou também que pacientes e funcionários não foram feridos ou feitos reféns dentro da unidade hospitalar.

Também por meio de uma nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) informou que está apurando os fatos no âmbito administrativo, via corregedoria, e contribui ainda com as investigações da Polícia Civil. Fonte: G1-PB

Homem é preso suspeito de estupro de seis crianças no Agreste da Paraíba

Viatura da Polícia Civil — Foto: Plínio Almeida/TV Cabo Branco

Um homem de 48 anos foi preso suspeito de estuprar seis crianças, em Tenório, no Agreste da Paraíba, nesta sexta-feira (8). De acordo com a Polícia Civil , a prisão aconteceu no sítio Catolé, na zona rural da cidade.

Entre as vítimas, quatro são sobrinhas do suspeito. De acordo com o delegado Fernando Davi, da Polícia Civil, elas já estão adultas, mas os crimes aconteceram quando elas eram crianças. Mas recentemente, a filha de uma das sobrinhas também foi abusada pelo homem. A polícia não detalhou quem seria a sexta vítima.

O caso chegou até a polícia através do Conselho Tutelar de Tenório, que recebeu uma denúncia. O suspeito foi encaminhado para Central de Polícia Civil de Campina Grande Fonte: G1-PB

Pai, mãe e filho morrem em acidente entre carro e caminhão no Agreste da Paraíba

Carro da família que morreu em colisão frontal com caminhão — Foto: Geraldo Jerônimo/TV Paraíba

Três pessoas da mesma família morreram nesta sexta-feira (8) após uma colisão frontal entre um carro e um caminhão na BR-104, no município de Barra de Santa Rosa, no Agreste da Paraíba. Morreram no acidente o motorista, de 29 anos, a mãe e o pai dele. De acordo com a Polícia Civil, os três retornavam para casa após uma consulta médica.

O motorista do caminhão afirmou à Polícia Civil que seguia na estrada quando foi surpreendido com o carro da família na contramão, tentou frear e levou o veículo em outra direção para evitar a batida frontal, mas o carro da família retornou para a mão normal, colidindo com o caminhão. O caminhoneiro não ficou ferido.

O motorista do carro foi identificado como Lucas Dantas Barros, de 29 anos, e era acompanhado na frente do veículo pela mãe, Maria da Guia Dantas Barros, de 67 anos. Os dois morreram no local do acidente.

O pai do motorista, Valdenor Barros, de 72 anos, seguia na parte traseira do veículo. Ele também morreu no local, mas ainda chegou a ser socorrido pelo Samu.

Ainda segundo a Polícia Civil, os três foram realizar uma consulta médica em Barra de Santana e estavam retornando para casa no município de Picuí.

A Polícia Civil vai continuar investigando as circunstâncias do acidente e uma perícia foi realizada no local. Ainda segundo os investigadores, o caminhão estava em velocidade moderada e tinha carga leve. O motorista do caminhão permaneceu no local após o acidente, foi ouvido na delegacia e vai responder ao processo em liberdade.

Caminhão se envolveu em acidente que matou três pessoas da mesma família em Barra de Santa Rosa — Foto: Geraldo Jerônimo/TV Paraíba

Caminhão se envolveu em acidente que matou três pessoas da mesma família em Barra de Santa Rosa — Foto: Geraldo Jerônimo/TV Paraíba Fonte: G1-PB

Caso Marielle: Moraes vota para manter prisão de Domingos Brazão

Caso Marielle - Domingos Brazão. Foto: ALERJ/Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (8) para manter a prisão do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, acusado de envolvimento, como mandante, no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.

O voto foi proferido no julgamento virtual no qual a defesa do acusado pretende reverter a decisão do ministro que determinou a prisão de Domingos, cumprida em março deste ano. Brazão está preso na penitenciária federal em Porto Velho.

Ao manter o entendimento favorável à prisão, Moraes disse que sua decisão está fundamentada na jurisprudência do Supremo e nas suspeitas de interferência nas investigações do assassinato. Dessa forma, não cabe a substituição da prisão por medidas cautelares.

“A presença de elementos indicativos da ação do agravante para obstruir as investigações (fatos que estão sendo objeto de apuração autônoma, no Inq 4.967/RJ, de minha relatoria), também reforçam a necessidade da manutenção da sua prisão preventiva e impedem a sua substituição por medidas cautelares diversas da prisão”, justificou Moraes.

Além de Domingos, o deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa também estão presos pelo suposto envolvimento no assassinato.

De acordo com a investigação realizada pela Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.

Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de realizar os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como os mandantes do crime.

O julgamento virtual do recurso da defesa de Domingos Brazão segue na Primeira Turma do Supremo até 18 de novembro.

Justiça do Rio

Na semana passada, Ronnie Lessa e o ex-policial Élcio de Queiroz, também assassino confesso de Marielle e de Anderson Gomes, foram condenados pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Ronnie Lessa foi condenado a 78 anos, nove meses e 30 dias de prisão. Élcio, a 59 anos, oito meses e dez dias. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil