Blog do Walison - Em Tempo Real

Cid confirma que Bolsonaro determinou monitoramento de Moraes

Brasília (DF) 11/07/2023  Depoimento para CPMI do golpe do tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante-de-ordens do então presidente Jair Bolsonaro.Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

O tenente-coronel Mauro Cid confirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro determinou a realização do monitoramento da rotina do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da investigação sobre a trama golpista.

A declaração está em um dos depoimentos de delação premiada que teve o sigilo retirado após o oferecimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e mais 33 investigados no inquérito do golpe.

O monitoramento das atividades de Moraes já foi tornado público no ano passado, quando os acusados foram indiciados pela Polícia Federal (PF). A acusação foi inserida pela PGR e enviada ao Supremo.

Nos depoimentos, Mauro Cid disse que foi Bolsonaro quem determinou o acompanhamento do ministro. Conforme a delação, o ex-presidente se referia a Moraes com o codinome “professora”.

“Indagado quem solicitou ao colaborador que fizesse o acompanhamento do ministro Alexandre de Moraes, respondeu que foi o próprio presidente da República Jair Bolsonaro quem pediu para verificar a posição, localização do ministro”, disse Cid.

O ex-ajudante afirmou ainda que Bolsonaro queria confirmar se Moraes teria um encontro marcado com o então vice-presidente, Hamilton Mourão. Um dos pedidos de monitoramento ocorreu em dezembro de 2022, segundo o delator.

“Indagado sobre o motivo da determinação feita pelo então presidente Jair Bolsonaro para que fosse realizado o acompanhamento do ministro Alexandre de Moraes, respondeu que um dos motivos foi o fato de que o então presidente havia recebido uma informação de que o general Mourão estaria se encontrando com o ministro Alexandre de Moraes, em São Paulo”, completou.

De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), além do monitoramento de Moraes, Bolsonaro estava ciente e concordou com o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o plano intitulado “Punhal Verde Amarelo” foi arquitetado e levado ao conhecimento do então presidente da República.

Defesa

Em nota divulgada após a denúncia, o advogado Paulo Cunha Bueno, representante de Bolsonaro, declarou que o ex-presidente “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam”. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Saiba qual foi a participação dos 34 denunciados na tentativa de golpe

Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), colegiado composto pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, analisará a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado de 34 pessoas, entre elas, o ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes do alto escalão do último governo.

O documento assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, na terça-feira (18), tem 272 páginas, nas quais ele detalha a participação de cada um dos denunciados, o que inclui planos de assassinatos e campanhas de desinformação, além de apoio a manifestantes extremistas.

>> Leia aqui a cronologia da tentativa de golpe

Saiba a participação dos denunciados, segundo a PGR:

Jair Bolsonaro

Rio de Janeiro (RJ) 21/04/2024 – O ex-presidente Jair Bolsonaro reúne apoiadores em manifestação política na orla de Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
 Bolsonaro reúne apoiadores em manifestação política na orla de Copacabana –Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, baseada em inquérito da Polícia Federal, aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro liderou uma “organização criminosa” que, desde 2021, “se dedicou a incitar a intervenção militar no país” e, assim, deflagrar um golpe de Estado, permitindo que ele e seus apoiadores permanecessem no poder, independentemente do resultado das eleições presidenciais de 2022.

Além de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro, Bolsonaro sabia e concordou com o plano de matar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Bolsonaro também estimulou ações que possibilitassem a ruptura institucional, incluindo acampamentos montados por apoiadores em frente a quartéis-generais, segundo a PRG.

De acordo com Gonet, alguns integrantes do alto escalão do governo Bolsonaro e das Forças Armadas formaram o “núcleo crucial” da organização criminosa.

Walter Souza Braga Netto

Brasília (DF), 02/04/2020 - Ministro da Casa Civil Braga Netto durante coletiva de Imprensa no Palácio do Planalto sobre as ações de enfrentamento no combate ao Covid-19. Foto: Isac Nóbrega/PR
Braga Netto durante coletiva de Imprensa no Palácio do Planalto – Arquivo/Isac Nóbrega/PR

Ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e vice na chapa de Bolsonaro em 2022, o general da reserva do Exército é apontado como líder da organização criminosa ao lado de Bolsonaro.

Em 12 de novembro de 2022, houve na residência oficial de Braga Netto uma reunião com “kids pretos” (Forças Especiais do Exército) em que foi discutida forma de “neutralizar” o ministro Alexandre de Moraes. Também se abordou a necessidade de forjar alguma situação que levasse à instabilidade e justificasse a implementação de medidas de emergência, como estado de sítio. Braga Netto conseguiu o dinheiro para organizar a operação, além de ter atuado na incitação de movimentos populares golpistas.

Braga Netto articulou a pressão contra militares que não concordavam com o golpe, como o então comandante-geral do Exército, general Freire Gomes. “Oferece a cabeça dele. Cagão”, disse ele em diálogo com outro militar de alto escalão golpista.

Braga Netto é apontado também como indicado para coordenar o “Gabinete Institucional de Gestão da Crise”.

Augusto Heleno Ribeiro Pereira

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, durante audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.
Augusto Heleno – Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O general da reserva do Exército e ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na presidência de Bolsonaro também integra o “núcleo crucial” da organização golpista.

A investigação encontrou com Heleno manuscritos sobre o planejamento da organização criminosa para fabricar um discurso contrário às urnas eletrônicas. “É válido continuar a criticar a urna eletrônica”, diz um trecho do manuscrito.

A PGR destaca que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) era subordinada ao GSI de Heleno, e que ele tinha “pleno domínio sobre as ações clandestinas realizadas pela célula”, o que incluía vigilância de adversários políticos.

Em reunião ministerial de 5 de julho de 2022, Heleno orientou a Abin a infiltrar agentes nas campanhas eleitorais e se manifestou claramente sobre não respeitar o resultado das urnas. “O que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições”.

Anderson Gustavo Torres

Brasília (DF) 08/08/2023 Ex-ministro da justiça do governo Bolsonaro, Anderson Torres, durante depoimento na CPMI do golpe. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Anderson Torres durante depoimento na CPMI do golpe. Arquivo/Lula Marques/ Agência Brasil

Ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, o delegado de Polícia Federal (PF) também era integrante do “núcleo crucial”. Entre os relatos da PGR, consta que, em 19 de outubro de 2022, ele participou de reunião sobre “policiamento direcionado” a ser realizado no dia do segundo turno da votação, o que poderia impedir eleitores de votar.

Na residência de Torres foi encontrada minuta que fundamentaria um golpe de Estado. Em janeiro de 2023, Torres ocupava o posto de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Segundo as investigações, ele permitiu a omissão da segurança pública, o que permitiu os casos de vandalismo de 8 de janeiro, quando milhares de pessoas depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Segundo a denúncia, a omissão foi “escolha consciente por agir em prol da ruptura institucional”.

Alexandre Rodrigues Ramagem

Brasília (DF), 01/10/2024 - Alexandre Ramagem, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro (RJ). Eleições 2024. Foto: Carolina Antunes/Presidência da República
Alexandre Ramagem – Arquivo/Carolina Antunes/Presidência da República

Ex-chefe da Abin, deputado federal pelo PL e candidato derrotado à prefeitura do Rio de Janeiro em 2024, o delegado da PF detinha documentos com uma série de argumentos contrários às urnas eletrônicas, que eram repassados a Bolsonaro.

Em um dos documentos, foi identificada a sugestão de que o então presidente se utilizasse da estrutura da Advocacia-Geral da União (AGU) para emitir atos que permitissem o descumprimento, pela PF, de ordens judiciais que desagradassem o grupo.

Filipe Garcia Martins Pereira

O ex-assessor para Assuntos Internacionais de Bolsonaro, segundo a denúncia, apresentou e sustentou o projeto de decreto que implementaria medidas excepcionais no país. Tratou desse tema com Bolsonaro no Palácio da Alvorada (residência oficial do presidente), em 18 de novembro de 2022. A minuta foi apresentada por Bolsonaro ao alto escalão das Forças Armadas e ao ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira.

Filipe Garcia ficou encarregado da leitura do decreto, expondo os fundamentos “técnicos” da minuta. De acordo com os planos golpistas, ele assumiria a assessoria de relações institucionais do “Gabinete Institucional de Gestão da Crise”.

Silvinei Vasques

O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, durante entrevista coletiva sobre a Operação Eleições 2022 no segundo turno.
Silvinei Vasques – Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) participou de um grupo que coordenou o emprego das forças policiais para sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro. Participou da reunião de 19 de outubro de 2022 onde foi debatido o uso de operações da PRF para impedir o voto de eleitores no segundo turno. A ele é atribuída a frase “havia chegado a hora de a PRF tomar lado na disputa”.

 

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

General da reserva, ex-comandante do Exército e então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira também é apontado como integrante do núcleo crucial golpista. Ele endossava o conjunto de críticas ao sistema eleitoral e chegou a declarar que a Comissão de Transparência Eleitoral, criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), era “para inglês ver”.

O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, durante a abertura da 7ª Mostra BID Brasil, evento do segmento de defesa e segurança, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Paulo Sérgio Nogueira – Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na reunião ministerial de julho de 2022, na presença dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, instigou a ideia da intervenção das Forças Armadas no processo eleitoral. A PGR destaca que ele apresentava “linguagem de quem se considerava em guerra contra o sistema democraticamente estabelecido”.

Em 10 de novembro, ou seja, após o resultado eleitoral, divulgou nova nota oficial insinuando não ter sido descartada a possibilidade de fraude eleitoral, mesmo após um relatório técnico do ministério ter apontado a inexistência de irregularidade. O então ministro da Defesa apresentou uma versão de decreto golpistas aos comandantes das Forças Armadas e exerceu pressão para que os três apoiassem o movimento.

Almir Garnier Santos

O comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, fala com a imprensa. Em comemoração ao Bicentenário da Independência, a Marinha do Brasil promove uma Revista Naval, com a presença do presidente da República, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
Almir Garnier Santos –  Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil

Então comandante da Marinha, o almirante de esquadra pertence à célula principal da organização. Teve acesso às versões de decreto golpista. Segundo a denúncia da PGR, ao aderir ao movimento se considerava um “verdadeiro patriota”. O posicionamento de Garnier Santos foi um elemento de pressão para que o Exército e a Aeronáutica seguissem o mesmo caminho.

Mauro César Barbosa Cid

RETROSPECTIVA_2023 - Tenente-coronel Mauro Cid depõe na CPI dos atos golpistas - Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Mauro Cid depõe na CPI dos atos golpistas – Arquivo/Lula Marques/Agência Brasil

O tenente-coronel do Exército e principal ajudante de ordens de Bolsonaro é o delator do esquema golpista. Atuava como porta-voz do então presidente na articulação e mantinha canais de comunicação com os demais envolvidos. Registros do decreto golpista foram encontrados em dispositivos eletrônicos de Mauro Cid.

Ailton Gonçalves Moraes Barros

Militar da reserva, atuou em operações estratégicas de desinformação, incitava militares e difundia os ataques virtuais idealizados pelo grupo.

Angelo Martins Denicoli

Major da reserva, fazia o elo do grupo criminoso com o influenciador Fernando Cerimedo e participou de reunião de elaboração do relatório apresentado pelo Instituto Voto Legal (IVL), contratado pelo PL, partido de Bolsonaro, para prestar serviços de auditoria do funcionamento das urnas eletrônicas.

Bernardo Romão Correa Netto

Coronel do Exército, então assistente do Comandante Militar do Sul, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o alto comando do Exército a ultimar o golpe.

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha

Presidente do Instituto Voto Livre, contratado pelo PL, partido de Bolsonaro, para prestar serviços de auditoria do funcionamento das urnas eletrônicas. Núcleo de operações estratégicas de desinformação, que propagou notícias falsas sobre o processo eleitoral e realizou ataques virtuais a instituições e autoridades que ameaçavam os interesses do grupo.

Cleverson Ney Magalhães

Coronel de Infantaria lotado no Comando de Operações Terrestres, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira

Comandante do Comando de Operações Terrestres (Coter), aceitou coordenar o emprego das forças terrestres e se comprometeu a executar as medidas necessárias para a consumação da ruptura institucional, caso o decreto fosse assinado por Bolsonaro.

Fabrício Moreira de Bastos

Coronel, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

Fernando de Sousa Oliveira

Ex-secretário executivo da Segurança Pública do DF, coordenou o emprego das forças policiais para sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro no poder

Giancarlo Gomes Rodrigues

Sargento do Exército que era cedido à Abin, atuava no núcleo central de contrainteligência da organização criminosa que, por meio dos recursos e ferramentas de pesquisa da Abin, produzia desinformação contra seus opositores. Era subordinado a Marcelo Araújo Bormevet.

Guilherme Marques de Almeida

Tenente-coronel. No celular dele foram encontradas a produção e disseminação massiva, inclusive por meio de listas de transmissão em aplicativos de mensagens instantâneas, de conteúdo falso e antidemocrático.

Hélio Ferreira Lima

Um dos kids pretos envolvidos no monitoramento e plano de assassinato de autoridades da República. Monitorou o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Marcelo Araújo Bormevet

Policial federal que era cedido à Abin. O núcleo atuava como central de contrainteligência da organização criminosa que, por meio dos recursos e ferramentas de pesquisa da Abin, produzia desinformação contra seus opositores. Era superior a Giancarlo Gomes Rodrigues.

Marcelo Costa Câmara

Coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, responsável por coordenar as ações de monitoramento e neutralização de autoridades públicas.

Márcio Nunes de Resende Júnior

Coronel do Exército, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

Mário Fernandes

General do Exército e ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, comandou os kids pretos, força de elite do Exército. Ficou responsável por coordenar as ações de monitoramento e assassinato de autoridades públicas, além de realizar a interlocução com as lideranças populares ligadas ao dia 8 de janeiro de 2023.

Marília Ferreira de Alencar

Delegada de Polícia Federal e então diretora de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública, coordenou o emprego das forças policiais para sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro no poder.

Nilton Diniz Rodrigues

General assistente do então comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho

Então integrante de programas de rádio e TV exibidos pela emissora Jovem Pan e influenciador com grande capacidade de penetração no meio militar, pelo fato de ser neto do ex-presidente da República General João Baptista Figueiredo. Utilizou transmissões na internet para expor militares que não se alinharam aos golpistas.

Rafael Martins de Oliveira

Um dos kids pretos envolvidos no monitoramento e plano de assassinato de autoridades da República. Monitorou o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Reginaldo Vieira de Abreu

Coronel do Exército, então chefe de gabinete na Secretaria-Executiva da Presidência. Participou do núcleo de operações estratégicas de desinformação, que propagou notícias falsas sobre o processo eleitoral e realizou ataques virtuais a instituições e autoridades que ameaçavam os interesses do grupo.

Rodrigo Bezerra de Azevedo

Um dos kids pretos envolvidos no monitoramento e plano de assassinato de autoridades da República.

Ronald Ferreira de Araújo Júnior

Tenente-coronel do Exército, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros

Tenente-coronel, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

Wladimir Matos Soares

Agente da PF, disponibilizou à quadrilha informações sensíveis da segurança do então presidente eleito Lula. Foi escalado para trabalhar na posse de 1º de janeiro. Havia sido convidado para trabalhar na equipe de Bolsonaro caso o candidato derrotado “não entregasse a faixa presidencial”. Participou do monitoramento e plano de assassinato de autoridades. Fonte: Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Operação do Gaeco de combate ao tráfico de drogas resulta na prisão de onze pessoas em três cidades de MA

Operação do Gaeco de combate ao tráfico de drogas resulta na prisão de onze pessoas em três cidades de MA — Foto: Reprodução

Onze pessoas foram presas durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), iniciada nessa terça-feira (18), de repressão aos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, em três cidades do Maranhão.

As operações foram realizadas nas cidades de CajariViana e Pindaré Mirim. Ao total, foram expedidos 13 mandados de prisão temporária e busca e apreensão pela 2ª Vara da Comarca de Viana, porém apenas 11 foram cumpridos.

Além das prisões, a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) apreendeu armas, drogas, objetos utilizados para o tráfico de drogas, dinheiro e dispositivos eletrônicos.

Os presos foram encaminhados para a 6ª Delegacia Regional de Polícia Civil. Os equipamentos eletrônicos apreendidos serão analisados pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), que vão compor os números de provas contra os investigados. Fonte: G1-MA

Adolescente é apreendido após agredir o próprio pai e a avó na Região Metropolitana de São Luís

Delegacia Especial de São José de Ribamar. — Foto: Gilson Teixeira

Um adolescente, de 17 anos, foi preso em flagrante, na tarde dessa terça-feira (18), pelos crimes de injúria, ameaça, tentativa de homicídio e danos, na cidade de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís.

As vítimas foram a avó paterna do adolescente, de 62 anos, e o próprio pai dele, de 40 anos.

De acordo com a Delegacia Especial de São José de Ribamar, o adolescente infrator é viciado em drogas e toma medicação controlada. Segundo consta no inquérito policial, ele agrediu fisicamente e moralmente a avó, bem como tentou contra a vida do seu próprio pai, munido de duas armas brancas, além de destruir o imóvel das vítimas.

Após a autoridade policial obter as informações do caso, fez buscas na residência do investigado, situada no bairro do Alto do Turu II, onde foi feita a execução de sua apreensão em flagrante.

Após prestar depoimento na Delegacia, o adolescente foi encaminhado para a Unidade de Ressocialização, onde permanece à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA

Morre um dos feridos em princípio de incêndio no Rio Anil Shopping, em São Luís

Morreu no início da noite dessa terça-feira (18) um dos feridos no princípio de incêndio ocorrido no Rio Anil Shopping, no bairro Turu, em São LuísKazimier Okrot, técnico que trabalhava na manutenção da subestação no momento do acidenteestava internado há um mês no Hospital UDI devido às graves queimaduras.

O incêndio aconteceu no dia 18 de janeiro, quando uma equipe de eletricistas realizava manutenção na subestação de energia do shopping. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), a falha provocou uma série de curtos-circuitos, gerando fumaça densa e deixando ao menos três trabalhadores feridos.

Kazimier Okrot sofreu queimaduras térmicas e elétricas e teve complicações durante a internação.

Em nota, o Rio Anil Shopping lamentou o falecimento e reforçou que o prestador de serviço, assim como a sua família, recebeu toda a assistência médica necessária durante o período de internação.

princípio de incêndio foi registrado no dia 18 de janeiro deste ano. Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), três técnicos que trabalhavam na manutenção da subestação ficaram feridos. Um deles teve queimaduras graves nas costas, outro precisou ser hospitalizado por inalar fumaça, e um terceiro também se feriu no incidente.

De acordo com o CBMMA, o princípio de incêndio foi causado por uma descarga elétrica na subestação de energia que abastece o shopping e fica na área do estacionamento, no térreo. No local, os bombeiros constataram não haver chamas, apenas a produção de fumaça. Logo após o incidente, o shopping foi evacuado.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram ao estabelecimento fazer a varredura para identificar as causas do incidente. Segundo o CBMMA, o shopping ficou escuro, porque a eletricidade teve que ser desligada por questões de segurança, além disso, havia muita fumaça no local.

Segundo testemunhas, no momento do incidente o alarme de incêndio demorou a tocar, além disso, os clientes só foram avisados do princípio de incêndio por lojistas. Minutos depois, os seguranças começaram a mandar as pessoas saírem do local.

Por meio de nota, o Rio Anil Shopping informou que houve um problema na subestação de energia e que três técnicos que trabalhavam no local ficaram feridos. (veja, no final da matéria, a nota do Rio Anil Shopping na íntegra). Fonte: G1-MA

PRF apreende 2kg de cocaína dentro de bolsa de adolescente grávida no MA

PRF apreende 2kg de cocaína dentro de bolsa de adolescente grávida no MA — Foto: Reprodução

Dois quilos de cocaína foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma fiscalização a um ônibus que vinha da cidade de Belém do Pará, sentido São Luís, na manhã desta quarta-feira (19).

A operação aconteceu por volta das 10h10 em frente à Unidade da PRF, no km 14 da BR-135.

A operação aconteceu nesta quarta-feira (19), durante uma fiscalização a um ônibus que vinha da cidade de Belém do Pará. — Foto: Reprodução

De acordo com a PRF, a droga estava sendo transportada por uma adolescente grávida, de 16 anos, dentro de uma mochila. Ela teria embarcado na cidade de Ananindeua (PA), rumo à capital maranhense. Fonte: G1-MA

MPPB investiga ação policial que terminou com cinco jovens mortos em João Pessoa

Sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa — Foto: Ascom/MPPB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a investigação policial sobre a ação da Polícia Militar que terminou com a morte de cinco jovens na noite de sábado (15), no bairro de Valentina, em João Pessoa. A informação foi confirmada pela próprio órgão.

A investigação será realizada pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (Ncap), órgão do MPPB. Inicialmente, a ação quer verificar se todas as providências foram tomadas para investigar as condições nas quais se deram a ação policial.

A coordenadora do Ncap, Cláudia Bezerra, determinou o registro e a autuação da portaria. Ela também solicitará ao Comando do 5º Batalhão de Polícia Militar da Paraíba, que, no prazo de 24 horas, apresente informações sobre a ocorrência com a remessa do devido boletim (BOPM) e de qualquer outro documento relativo ao caso.

O Ncap também vai solicitar que, no prazo de 24 horas, a Delegacia de Crimes Contra a Pessoa de João Pessoa, apresente informações sobre a instauração de inquérito policial e o respectivo número no processo judicial eletrônico.

De acordo com Cláudia Bezerra, o procedimento tem o objetivo de fiscalizar a letalidade policial e garantir a adoção de medidas necessárias a garantir a eficácia das investigações policiais.

O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, afirmou nesta segunda-feira (17) que os policiais militares envolvidos na ação foram “recebidos a bala” pelos cinco homens e, portanto, “agiram no estrito cumprimento do dever legal”. O comentário foi feito ao se referir a um protesto de moradores que questionavam a operação.

Jean Nunes também ressaltou que um inquérito policial será conduzido para apurar as circunstâncias da ocorrência. De acordo com o superintendente da Polícia Civil em João Pessoa, Cristiano Santana, seis policiais militares envolvidos na ação devem prestar depoimento.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Militar, cinco jovens se reuniram na noite deste sábado (15), no município do Conde, para vingar a morte da mãe de um deles, que foi vítima de um feminicídio. Durante a ação, o grupo acabou interceptado por policiais em viaturas do 5º Batalhão.

A PM alega que os homens estavam em dois carros e desobedeceram a ordem de parada das viaturas. Houve tiros e os cinco homens foram mortos.

Entre as vítimas mortas, um seria uma liderança criminosa da comunidade Vista Alegre, outro usava tornozeleira eletrônica e outro seria o filho da vítima de feminicídio.

O grupo estaria armado com espingarda, pistola e revólver, armas que foram apreendidas.

O suspeito de cometer o feminicídio é Gilmar Eloy Dionizio, que teria matado a amiga da ex-esposa por acreditar que ela teria incentivado sua ex a ir até delegacia conseguir uma medida protetiva contra ele. A vítima foi identificada como Ana Gabriela de Oliveira da Silva, de 36 anos.

Gilmar, segundo a Polícia Militar, seria o alvo do ataque do grupo que mais tarde foi interceptado pelos policiais.

De acordo com informações da TV Cabo Branco, os cinco jovens mortos durante a ação policial são:

  • Fábio Pereira da Silva Filho, de 26 anos
  • Emerson Almeida de Oliveira, de 25 anos
  • Alexandre Bernardo de Brito, de 17 anos
  • Cristiano Lucas, de 16 anos
  • Gabriel, de 16 anos (filho de Ana Gabriela, vítima do feminicídio) Fonte: G1-PB

Dois homens são executados no meio da rua em Nova Floresta, na Paraíba

Dois homens são executados no meio da rua em Nova Floresta - Foto: (TV Paraíba/Reprodução)

Dois homens foram mortos na noite dessa terça-feira (18) no município de Nova Floresta, no Curimataú da Paraíba. O crime aconteceu pouco antes da meia-noite e, segundo a Polícia Civil, tem características de execução.

As vítimas estavam em um carro, circulando pela cidade, quando foram perseguidos por homens armados, que já chegaram atirando.

O motorista do carro morreu ainda dentro do veículo. Já o passageiro ainda conseguiu sair do carro e tentou fugir. Mas foi perseguido e morto pouco depois.

Ambos tiveram suas mortes registradas ainda no local. Uma perícia foi realizada e foi identificado que os criminosos efeturaram pelo menos 15 disparos de arma de fogo.

Os investigadores tratam o caso como execução e como crime premeditado. Eles tentam agora identificar e prender os autores do crime.

Esse é o segundo crime cometido na cidade com características de execução em menos de uma semana. O primeiro aconteceu na última sexta-feira (14), quando Paulo Vitor dos Santos, de 29 anos, foi assassinado. A Polícia Civil ainda não sabe se os crimes estão relacionados. Fonte: G1-PB

Preso morre após sofrer descarga elétrica no Presídio Serrotão, em Campina Grande

Detento morre após descarga elétrica no Presídio do Serrotão, em Campina Grande — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Um homem de 25 anos, que estava preso no Complexo Penitenciário do Serrotão, em Campina Grande, morreu após uma descarga elétrica. A informação foi confirmada pela direção da penitenciária à TV Paraíba.

O detento foi identificado como Jônata Lourenço Lima. Segundo informações de testemunhas, por volta das 19h desta terça-feira (18), ele, após tomar banho, foi mexer em uma fiação elétrica do pavilhão onde estava preso, quando sofreu uma descarga elétrica.

Ele foi levado para o Hospital de Trauma de Campina Grande, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ainda segundo a direção da penitenciária, Jônata Lourenço cumpria pena por latrocínio e estava preso há sete anos. Fonte: G1-PB