Blog do Walison - Em Tempo Real

29 cidades do Piauí estão com aviso de chuvas intensas; veja a lista e a previsão

Previsão de chuva em todo o Piauí — Foto: Lívia Ferreira/g1 PI

29 cidades do Piauí estão com aviso de chuvas intensas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) nesta quarta-feira (5). A previsão é de que o fenômeno dure até a manhã de quinta (6), podendo ser prorrogado por mais tempo. Veja a lista de municípios ao fim da reportagem.

Segundo o Inmet, nas cidades afetadas a chuva será entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos, de 40 a 60 km/h. O instituto alertou sobre o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

A orientação do órgão é de que, em caso de rajadas de vento, não se deve procurar abrigo debaixo de árvores, devido ao risco de queda e descargas elétricas.

Pelo mesmo motivo, também não é recomendado que se estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Em caso de emergência, a Defesa Civil (telefone 199) e/ou o Corpo de Bombeiros (telefone 193) devem ser acionados.

Cidades com aviso de chuva

 

  • Barras
  • Batalha
  • Bom Princípio do Piauí
  • Buriti dos Lopes
  • Cajueiro da Praia
  • Campo Largo do Piauí
  • Caraúbas do Piauí
  • Caxingó
  • Cocal
  • Cocal dos Alves
  • Esperantina
  • Ilha Grande
  • Joaquim Pires
  • Joca Marques
  • Luís Correia
  • Luzilândia
  • Madeiro
  • Matias Olímpio
  • Miguel Alves
  • Morro do Chapéu do Piauí
  • Murici dos Portelas
  • Nossa Senhora dos Remédios
  • Parnaíba
  • Piracuruca
  • Porto
  • São João da Fronteira
  • São João do Arraial
  • São José do Divino
  • União Fonte: G1-PI

Justiça decreta prisão de homem suspeito de matar a irmã advogada a tiros após discussão em Paulistana

A advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, de 53 anos, foi morta a tiros em Paulistana, no Piauí — Foto: Reprodução

A Justiça do Piauí decretou, na terça-feira (4), a prisão preventiva de Adelaido Gomes Celestino, de 49 anos. Ele é suspeito de ter matado a irmã, a advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, de 53 anos, na segunda-feira (3), após uma discussão na zona rural de Paulistana, 474 km ao Sul de Teresina.

Segundo a polícia, o crime aconteceu após uma discussão da vítima com o suspeito, contra quem ela tinha uma medida protetiva em razão de uma desavença a respeito de uma disputa por herança de terrasO g1 não conseguiu contato da defesa do irmão.

O homem encontra-se foragido. A Polícia Civil do Piauí informou, nesta quarta-feira (5), ao g1, que continua em diligências para tentar localizá-lo.

A decisão que determinou a prisão preventiva foi assinada pela juíza Tallita Cruz Sampaio, da Vara Única de Padre Marcos. No documento, a magistrada afirmou haver fortes indícios de que ele foi o autor do crime, entre outras circunstâncias que justificam a ordem.

Dentre as circunstâncias, a juíza afirmou que a liberdade do suspeito pode prejudicar o caso. “Isso porque a fuga do investigado é indicativo de que ele tenta se furtar à ação da justiça, o que já imporia a sua prisão para fins de garantia de aplicação da lei penal e conveniência da instrução criminal”, declarou na decisão.

A magistrada ressaltou ainda a gravidade do crime: “matar a própria irmã, na presença da outra irmã e do neto da mesma, inclusive ameaçando matar a outra irmã, que estava no local dos fatos”.

 

“[Isso] permite concluir pela periculosidade social do representado e pela consequente presença dos requisitos autorizadores da prisão cautelar, em especial para garantia da ordem pública”, diz ainda a decisão. Fonte: G1-PI

Homem é assassinado com diversos tiros dentro da própria casa em Palmeirais, no Piauí

Instituto de Medicina Legal (IML) de Teresina, no Piauí — Foto: Bárbara Rodrigues/G1

Um homem chamado Meurilan Pereira do Nascimento, de 40 anos, conhecido como “Mirlan”, foi assassinado com cerca de 40 tiros no município de Palmeirais, a 118 km de Teresina, na tarde desta quarta-feira (5).

Conforme o sargento Johnson, comandante da Polícia Militar de Palmeirais, Meurilan morava em uma “invasão” no bairro Bacuri e estava almoçando quando foi surpreendido e atingido por pelo menos 40 tiros. O comandante destacou ainda que marcas de facadas também foram encontradas no corpo da vítima.

“Lá foi cerca de 40 tiros, a maioria concentrados na cabeça. Teve também facadas, ele levou umas facadas. Executaram ele e fugiram. Chegaram lá quando ele estava almoçando”, disse o comandante.

Ainda segundo o sargento Jonhson, moradores do bairro preferiram não dar detalhes do que pode ter ocorrido, já que o crime pode ter sido motivado por uma disputa envolvendo o tráfico de drogas local.

O homem possuía passagens pela polícia.

O local foi isolado pela Polícia Militar, que aguarda a chegada da perícia e Instituto de Medicina Legal (IML).

Os suspeitos fugiram e não foram localizados até o momento. A Polícia Civil irá investigar o caso.

Homem é assassinado a tiros enquanto almoçava em Palmeirais, no Piauí — Foto: PM-PI Fonte: G1-PI

Hambúrguer de coco babaçu: como parte do produto usada para ração virou alimento humano

Hambúrguer babaçu — Foto: Divulgação Embrapa

Já pensou em comer um hambúrguer de coco babaçu? O produto comercializado pelas quebradeiras de coco na Amazônia maranhense usa uma parte do alimento que era aproveitada apenas para ração animal.

A proteína é feita a partir da farinha da amêndoa do babaçu, que também pode ser ingrediente também para fazer biscoitos, pães, bolos, mingaus e sorvetes.

O coco babaçu nasce da palmeira que leva o mesmo nome, nativa da Amazônia. O fruto é extraído da floresta e seu principal produto é o óleo, que pode ser usado para produção de alimentos e cosméticos.

Antes da pesquisa desenvolvida pelas mulheres das comunidades tradicionais em parceria com cientistas, o bagaço da amêndoa era considerado um resíduo da extração do óleo.

“Sabíamos que [a amêndoa] ainda tinha bastante conteúdo de lipídios, carboidratos, podendo ser utilizada como um tipo de farinha por meio de bom tratamento e processamento. A ideia era reaproveitar 100% do produto e obtivemos êxito”, explicou o professor Harvey Villa, que participou do estudo.

O uso do babaçu também teve como objetivo gerar renda para as comunidades tradicionais, com uma produção de baixo impacto ambiental, disse a pesquisadora Guilhermina Cayres, líder do estudo.

“Aprendemos a assar e torrar o bagaço no forno para atingir o ponto certo e transformá-lo em farinha da amêndoa, um produto que substitui o coco ralado em todas as formulações, dá muito mais crocância e tem melhor aceitação pelos consumidores”, relata Rosângela Lica, da Cooperativa Mista da Agricultura Familiar e do Extrativismo do Babaçu (Coomavi).

 

O produto é voltado para consumidores específicos, como aqueles com restrição ao glúten ou à lactose, explica Cayres.

A pesquisa foi desenvolvida com a colaboração de um grande grupo: mulheres da Coomavi, da Associação Clube de Mães Quilombolas Lar de Maria e da Associação de Quebradeiras de Coco de Chapadinha do Assentamento Canto do Ferreira.

Também fizeram parte dos estudos pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e da Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com a Rede ILPF e financiamento da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) no Brasil.

Farinha da amêndoa do babaçu — Foto: Divulgação / Embrapa

O que vai na receita

 

Para ficar parecido com a carne de hambúrguer, os cientistas acrescentaram a casca da banana junto à amêndoa, para dar estrutura, sabor e maciez ao fritar.

Quebradeiras de coco preparam o hambúrguer de babaçu — Foto: Divulgação / Embrapaso, também é usada a farinha de arroz. Ela dá liga aos temperos e ajuda a melhorar a vida útil (que pode chegar a 6 meses para o hambúrguer congelado) e a qualidade nutricional, que contém 13,17% de proteína.

Coco babaçu — Foto: Embrapa / Divulgação

O hambúrguer foi saboreado por alunos do curso de gastronomia do Instituto Estadual do Maranhão (Iema). Só depois que eles aprovaram o produto, o alimento passou a ser comercializado nas feiras. Fonte: G1-MA

Piloto morre após queda de avião agrícola em Balsas, no MA

Piloto morre após queda de avião agrícola em Balsas, no MA — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Um avião monomotor que realizava trabalho de pulverização em uma propriedade agrícola caiu nesta terça-feira (5), em uma fazenda localizada em Balsas, a 803 km de São Luís. Segundo informações de moradores, a decolagem aconteceu normalmente e as condições climáticas eram favoráveis. O piloto não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com o Corpo de Bombeiros (CBMMA) e o Centro Tático Aéreo (CTA), a área é de difícil acesso e não se sabe ao certo o que aconteceu no momento exato da queda da aeronave, que é avião agrícola, a área de difícil acesso. No momento da queda, o avião pegou fogo e o corpo do piloto foi carbonizado.

O piloto, Fernando Rosinha Nunes, era natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul. O Comando do Centro Tático Aéreo informou que o corpo carbonizado será levado para o Instituto Médico Legal de Imperatriz (IML). Neste momento, uma equipe de peritos está conduzindo investigações para esclarecer as causas da queda do avião.

O acidente foi comunicado ao Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos do Ministério da Aeronáutica e também ao Ministério da Agricultura, onde o avião estava registrado. O Cenipa deve chegar nos próximos dias para realizar a perícia na aeronave e tentar descobrir o que aconteceu.Fonte: G1-MA

Entenda a relação dos impactos climáticos com a vida cotidiana

CHUVAS NO RS - MUSEUS ALAGADOS - Museu de Arte do Rio Grande do Sul, alagado.. Foto: Instagram/SEDAC-RS

Em um único dia, Luiz Antônio Ceccon viu toda sua história de vida e o seu trabalho, na Ilha da Pintada, em Porto Alegre (RS), serem levados pelas águas do Rio Jacuí.

Porto Alegre (RS), 20/06/2024 - Luiz Antônio Ceccon de Albuquerque e sua esposa dentro do Ginásio Elyseu Quinhones aonde serve de abrigo para desabrigados atingidos pela enchente no município de Eldorado do Sul. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Luiz Antônio Ceccon e sua esposa abrigados no Ginásio Elyseu Quinhones, em Eldorado do Sul (RS) em junho de 2024 – Bruno Peres/Agência Brasil

“Eu tinha criação de animais, eu era pescador, perdi barco, perdi rede. Eu tinha criação de bicho, ovelha, cabrito, porco, perdi tudo. Porque minha casa era meio longe aqui da ilha, para chegar lá só de barco. Eu perdi os pés da minha casa na Mexiana, dentro da Ilha da Pintada, e tudo que tinha dentro. Aqui na Picada, eu perdi também tudo que tinha dentro, que é uma casa de aluguel onde minha mulher ia abrir uma floricultura. Perdemos tudo.”

Luiz e a esposa são sobreviventes das chuvas e enchentes que, em maio de 2024, devastaram 468 municípios do Rio Grande do Sul e atingiram mais de 2,34 milhões de pessoas, deixando 183 mortos, 806 feridos e 27 desaparecidos.

Iranduba, AM 08/07/2024 O líder comunitário Roberto Macedo, da Comunidade de Tumbira, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Líder comunitário de Tumbira, Roberto Macedo – Agência Brasil

Já no Norte do país, poucos meses antes, em fevereiro do mesmo ano, a Comunidade de Tumbira, no município de Iranduba (AM), começava a se recuperar de um longo período de estiagem, mais forte e longo que nos anos anteriores.

Sem chuvas, o Rio Negro atingiu um dos níveis mais críticos das últimas décadas, em setembro de 2023. Nos meses seguintes, as 140 famílias de Tumbira – que têm no turismo a principal forma de subsistência – foram afetadas drasticamente.

“Fumaça, calor acima da média, o rio seco, as ilhas de capim e o Cauxim – que é um fenômeno que deixa um [material] orgânico no rio quando ele seca além do normal, pega o sol, e vira tipo assim um pozinho que dá alergia nas pessoas”, conta o líder comunitário Roberto Macedo sobre o que chama de sequelas da seca.

Brazil drought reduces Amazon river port water levels to 121-year record low. REUTERS/Bruno Kelly
Estiagem reduz nível do Rio Negro ao mais baixo em 121 anos – Reuters/Bruno Kelly/proibida a reprodução

Relatório

O pesquisador Ronaldo Christofoletti, do Instituto do Mar, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que o dia a dia dessas pessoas foi afetado pelo que denominou “desastres climáticos”, no primeiro relatório da série Brasil em Transformação, que analisa como os desastres naturais no país são intensificados pelas mudanças climáticas ocorridas em todo o planeta.

“Tem um dado ali que chama muita atenção, quando a gente olha que 92% dos municípios brasileiros já registraram desastres, já foram afetados de alguma forma e que está aumentando de frequência”

Termômetros marcando 46°C em um dia de calor intenso no Rio de Janeiro
Termômetros marcaram 46°C em um dia de calor intenso no Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

O estudo cruzou dados do Climate Change Institute, da Universidade do Maine, que evidenciam o aumento gradual da temperatura planetária tanto no ar, quanto no oceano; com os números do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, dos últimos 32 anos (1991 a 2023).

A partir desses dados, os pesquisadores concluíram que para cada aumento em 0,1 grau Celsius (°C) na temperatura média global do ar, houve um aumento de 360 registros de desastres.

Quando o mesmo aumento ocorreu nos oceanos, houve um crescimento foi de 584 registros. Isso representou um crescimento médio de 100 ocorrências ao ano no Brasil, no período compreendido entre 1991 a 2023.

Ao longo desse período, o estudo identificou 64.280 desastres climáticos e os classificou de acordo com cinco tipos de registro:

  1. climatológicos, para os relacionados a seca (estiagens, incêndios florestais e baixa umidade do ar);
  2. hidrológicos, pra os relacionados a cheias (enxurradas, inundações e alagamentos);
  3. meteorológicos, relacionados a mudanças de temperatura (ondas de frio, calor, ciclones, ventos costeiros);
  4. geológicos, para os relacionados a deslocamento de massa (deslizamentos, terremotos e erosão); e
  5. biológicos, para os relacionados ao desequilíbrio de espécies (epidemias e infestações).

“Quando você passa a ter alterações ambientais mais amplas, como desmatamento, poluição e enriquecimento de águas por nutrientes, você passa a beneficiar a proliferação de vários agentes infecciosos. De vírus, de bactérias e assim segue. Então, a partir daí, esse é um desastre biológico, porque ele não aconteceria naturalmente”, explica o pesquisador.

Do total de desastres climáticos, 49,8% foram climatológicos. Outros 26,58% foram hidrológicos; 19,87% foram classificados como desastres meteorológicos; 3,32% desastres geológicos e, por fim, os desastres biológicos somaram 0,35% dos registros entre 1991 e 2023.

Prejuízos

Os pesquisadores também concluíram que a cada aumento 0,1°C na temperatura média global do ar, houve um prejuízo econômico estimado de R$5,6 bilhões no país.

“Todos esses dados de prejuízo econômico, a gente pode afirmar, com certeza, que são subestimados. A gente sabe que é mais do que isso, porque o dado que a gente usou para avaliar o impacto econômico é apenas aquele que as prefeituras lançam na plataforma de desastre da Defesa Civil”, explica o Christofoletti.

Para o pesquisador, os impactos econômicos chegam à população duas vezes: uma de forma mais direta, quando os efeitos dos desastres climáticos afetam os bens, a moradia e a forma produtiva das pessoas; e uma segunda vez, quando o poder público precisa redirecionar recursos para as necessidades emergenciais criadas.

“Esse é um dinheiro de gasto público para reconstruir para reformar, recuperar as cidades, que é dinheiro que poderia estar indo para educação, saúde, em benefícios da sociedade, mas está sendo usado para reconstruir cidade.”

Há ainda os impactos sociais que alcançam cada vez mais pessoas, revelou o estudo. Nos últimos quatro anos da pesquisa, período entre 2020 e 2023, quase 78 milhões de pessoas foram afetadas por desastres climáticos, o equivalente a 70% do número de afetados nos dez anos anteriores, entre 2010 e 2019.

São Paulo (SP), 24/05/2024 - Doações para o Rio Grande do Sul armazenadas no hangar da Base Aérea de São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Hangar da Base Aérea de São Paulo com doações para o Rio Grande do Sul – Rovena Rosa/Agência Brasil

De acordo com o pesquisador, esses números se traduzem em impactos sociais que vão além do número de vítimas contabilizadas entre mortos, feridos e afetados. Christofoletti cita ainda as perdas emocionais não contabilizadas dessas vítimas.

“Aquela casa, principalmente para populações mais vulneráveis, ela vinha da mãe, do avô, do bisavô. Aquilo tinha história das pessoas lá dentro. São perdas que não são mensuráveis e tem um impacto de saúde mental muito grande.”

Segundo o pesquisador, outro estudo desenvolvido pela equipe do instituto da Unifesp apontou que 62% das pessoas entrevistadas sentem medo em dias com previsão de chuva intensa na sua região.

“Quando você tem 62% da população falando ‘Eu sinto medo quando vai chover!’, a gente já está falando de um impacto de saúde mental. As pessoas passam a ter medo e isso é um impacto muito forte, seja pela perda daqueles bens, que não é pelo dinheiro em si mas pelas memórias e pelo valor afetivo que eles têm, seja como isso está afetando a saúde mental propriamente”.

De acordo com a equipe, esses temas serão detalhados nas próximas publicações da série que, inicialmente, detalhará cada tipo de desastre e analisará seus impactos de forma mais específica.

“Nesse primeiro relatório a gente teve que analisar esses desastres todos juntos. Então assim, o pacote total de desastres, porque eles têm essa classificação ampla. Agora o passo que a gente vai dar, que a gente já está finalizando a primeira parte, é explorar desastre por desastre.” Fonte: Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

Mariana: Dino reitera que recursos de acordo são para cidades afetadas

Agência Brasil 30 Anos - Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou nesta quarta-feira (5) que os recursos que serão recebidos pelo acordo de reparação dos danos causados pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015, pertencem aos municípios afetados.

A decisão do ministro foi tomada em meio à retomada da disputa envolvendo a ação judicial que está em tramitação na Justiça do Reino Unido sobre o caso.

Além disso, termina nesta quinta-feira (6), o prazo para municípios aderirem ao acordo firmado no ano passado entre o Supremo e o governo federal para o pagamento de indenização.

A decisão de Dino reitera que os recursos da indenização só podem custear taxas, encargos, descontos e, principalmente, honorários advocatícios, com autorização do Supremo.

“Esclareço que – independentemente do desfecho da presente ação constitucional, ou mesmo de ações judiciais em tramitação perante tribunais estrangeiros – os recursos que eventualmente os municípios venham a receber em face da adesão ao acordo homologado pelo STF, no âmbito da Pet 13.157, pertencem exclusivamente e integralmente aos patrimônios municipais, sem incidência de encargos, descontos, taxas, honorários etc, a não ser os porventura previstos ou autorizados na citada Pet”, escreveu o ministro.

Em outubro do ano passado, Flávio Dino proibiu que mais de 40 municípios paguem por honorários advocatícios pelas ações que tramitam fora do país.

Disputa judicial

O episódio faz parte de mais um capítulo da briga judicial entre as mineradoras envolvidas no desastre e os moradores e municípios afetados.

Em novembro do ano passado, o Supremo homologou um acordo de reparação dos danos causados pelo rompimento da Barragem do Fundão.

O acordo prevê o montante de R$ 170 bilhões para ações de reparação e compensação pelo desastre ambiental.

Em Londres, na Inglaterra, tramita uma ação para responsabilizar a mineradora angloaustraliana BHP, controladora da Samarco, pelos danos.

A ação foi impetrada pelo escritório de advocacia Pogust Goodhead (PG), que representa 620 mil pessoas, 1.500 empresas e 46 municípios atingidos pela tragédia.

O PG estima que os valores a serem pagos às vítimas do rompimento girem em torno de R$ 230 bilhões.  Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

8 de janeiro: Moraes arquiva inquérito contra governador do DF

Contratos de concessão de uso (CDUs) foram entregues pelo governador Ibaneis Rocha em continuidade ao trabalho de regularização da área rural do DF. Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (5) arquivar o inquérito que apurava a suposta omissão do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Moraes acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) favorável ao arquivamento. No documento enviado na semana passada ao Supremo, a procuradoria afirmou que não há provas de que o governador se omitiu ou favoreceu os atos.

“Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento deste inquérito em relação às condutas de Ibaneis Rocha Barros Júnior”, decidiu Moraes.

A investigação feita pela Polícia Federal (PF) também não encontrou indícios de que o governador agiu para impedir a repressão aos golpistas. 

Após os atos de 8 de janeiro, Ibaneis foi afastado do cargo por cerca de 60 dias por determinação de Alexandre de Moraes e retornou ao cargo após decisão do próprio ministro. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Cinemateca homenageia o mestre do suspense Alfred Hitchcock

Brasília (DF), 05/03/2025 - Retrospectiva na Cinemateca homenageia Alfred Hitchcock. Cena do filme Janela indiscreta. Foto: Cinemateca Brasileira/Alfred Hitchcock/Divulgação

Para celebrar o mestre do suspense, a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, vai apresentar uma retrospectiva de filmes dirigidos por Alfred Hitchcock. A mostra tem início nesta quinta-feira (6).

Serão apresentados 14 filmes, entre eles, grandes sucessos como Os PássarosPsicoseJanela IndiscretaFestim Diabólico e Intriga Internacional.

Para a abertura do evento o filme escolhido foi Um Corpo que Cai, em que o ex-detetive de polícia John “Scottie” Ferguson é contratado por um homem para vigiar sua esposa Madeleine. O detetive aposentado, que tem muito medo de altura, começa a seguir Madeleine, que demonstra uma estranha atração por lugares altos, levando o detetive a enfrentar seus piores medos. O filme será exibido ao ar livre, a partir das 20h.

A mostra é gratuita e os ingressos são distribuídos 1 hora antes de cada sessão, com exceção dos filmes exibidos ao ar livre.

A retrospectiva vai até o dia 16 de março.

Outras informações sobre a mostra podem ser consultados no site da Cinemateca. Fonte: Agência Brasil

Dólar tem maior queda diária em dois anos e meio e fecha a R$ 5,75

Dólar

O mercado financeiro retornou do carnaval em clima de alívio. Numa sessão de curta duração, o dólar teve a maior queda em mais de dois anos e meio e dissipou a alta do fim de fevereiro. A bolsa teve pequena alta, apesar da queda na cotação do petróleo.

dólar comercial encerrou esta quarta-feira (5) vendido a R$ 5,756, com recuo de R$ 0,16 (-2,71%). A cotação operou em baixa durante toda a sessão e fechou próxima da mínima do dia em meio a sinais de desaceleração na economia norte-americana e com a reversão de medidas comerciais anunciadas pelo presidente Donald Trump.

Esse foi o maior recuo diário da moeda norte-americana desde 3 de outubro de 2022, quando o dólar tinha caído 4,03% no dia seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais. Em 2025, a divisa acumula queda de 6,86%.

No mercado de ações, o otimismo foi menor. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 123.047 pontos, com alta de 0,2%.

Apesar da alta nas bolsas norte-americanas, a bolsa brasileira foi influenciada pela forte queda nas ações de petroleiras em todo o mundo, por causa do recuo do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, caiu 2,36% nesta segunda e fechou a US$ 69,46 em meio a notícias de aumento de estoques de petróleo nos Estados Unidos e notícias de plano da Opep+ de elevar a produção em abril.

As ações da Petrobras, as mais negociadas no Ibovespa, caíram 4,61% nos papéis ordinários (sem direito a voto em assembleia de acionistas). Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 3,65%.

Em relação ao dólar, a divisa refletiu sinais de desaceleração na economia norte-americana. Além disso, a decisão de Donald Trump de adiar para abril o início da elevação de tarifas em 25% para os produtos do México e do Canadá fez a cotação cair ainda mais no fim da tarde.

* com informações da Reuters