Blog do Walison - Em Tempo Real

Jovem é preso após ser flagrado com arquivos de violência sexual infantojuvenil em celular durante operação da PF em Teresina

Polícia Federal cumpre mandados em operações no Piauí — Foto: Divulgação/PF

Um jovem de 18 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (7) pela Polícia Federal (PF), em Teresina, após policiais encontrarem arquivos de violência sexual infantojuvenil em seu celular. O flagrante aconteceu durante operação do órgão para cumprimento de mandados de busca na capital.

“Durante as buscas, foram encontrados arquivos armazenados e compartilhados de violência sexual infantojuvenil em celular apreendido com um investigado, que foi preso em flagrante delito. O homem foi levado à Superintendência da PF/PI, e ficará à disposição da Justiça”, informou a polícia.

Nesta quarta, a PF deflagrou as Operações Carcará 23 e 24, em Teresina e Corrente, 850 km ao Sul da capital, para cumprir dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos dos crimes de estupro de vulnerável e abuso sexual infantojuvenil, incluindo produção, armazenamento e compartilhamento de material ilegal na internet.

Segundo a PF, as ações são parte de investigações distintas, mas todas relacionadas ao mesmo tipo de crime. “Os alvos, que não possuem conexão entre si”, afirmou o órgão em nota.

“O principal foco das ações é identificar vítimas, interromper a circulação de conteúdo criminoso e responsabilizar os envolvidos, reforçando o compromisso da Polícia Federal com a repressão a esse tipo de delito”, explica o comunicado da PF.

 

A Polícia Federal alertou aos pais e responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar os filhos “no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. A prevenção é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar das crianças e adolescentes”.

Os alvos das operações desta quarta poderão responder por crimes de produção, posse e compartilhamento de conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes, além de estupro de vulnerável. Fonte: G1-PI

Morre Patativa, ícone do samba de raiz maranhense, aos 87 anos

Patativa era um dos ícones da cultura popular maranhense — Foto: Arquivo pessoal

Morreu, aos 87 anos, uma das maiores ícones do samba de raiz maranhense: Maria do Socorro Silva, conhecida artisticamente como Patativa. A causa da morte não foi divulgada pelos familiares.

Nascida no dia 5 de outubro de 1937, no município de Pedreiras (MA), Patativa mudou-se para São Luís ainda criança, onde iniciou seu contato com a música. Desde cedo, demonstrou um talento e uma paixão pelo ritmo do samba de raiz, conquistando o público e se tornando um símbolo dessa vertente musical.

Ao longo de vários anos de carreira a cantora marcou presença em festas juninas, festivais e shows regionais, se tornando um símbolo de resistência cultural e mantendo viva a tradição do samba de raiz.

Patativa participou ainda da Turma do Quinto e Fuzileiros da Fuzarca, lançando o primeiro disco aos 77 anos, com produção de Zeca Baleiro, e intitulado ‘Ninguém é melhor do que eu’. Em 2004, teve também uma participação no filme ‘Quilombos maranhenses’, do jornalista e cineasta Cláudio Farias.

 

O velório de Patativa acontece na casa da cantora, em São Luís. Os detalhes do enterro ainda não foram divulgados.

Em nota, a Escola de Samba Turma do Quinto manifestou pesar pelo falecimento da cantora, destacando seu legado como uma das grandes referências da cultura popular maranhense.

“Figura marcante do nosso patrimônio imaterial, Patativa sempre foi símbolo de resistência, alegria e dedicação às tradições do nosso povo. Sua contribuição à cultura do Maranhão é inestimável, tendo encantado gerações com sua arte, sua presença vibrante e seu amor pela nossa identidade. Neste momento de dor, a Turma do Quinto se solidariza com os familiares, amigos e admiradores dessa grande mulher que tanto nos inspirou. Que sua luz continue a brilhar em cada tambor, cada canto e cada desfile que celebra a força da nossa cultura. Descanse em paz, Patativa. Sua história viverá para sempre em nossos corações!”, diz a nota. Fonte: G1-MA

Polícia Federal combate grupo que envia drogas para Europa em aviões

Brasília/DF - A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (8/2) a Operação Tempus Veritatis para apurar organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) faz, nesta quarta-feira (7), uma operação contra suspeitos de enviar drogas para a Europa por meio de voos comerciais. O grupo criminoso usava as chamadas mulas, ou seja, passageiros que transportam produtos ilegais em suas bagagens ou em seu próprio corpo.

A operação Tropeiros II cumpre 21 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Niterói (RJ), São Paulo, Campinas (SP) e Salvador. Cerca de 100 policiais federais e agentes do Ministério Público Federal (MPF) estão cumprindo mandados em residências e empresas de investigados, além de casas de câmbio e um escritório de advocacia.

Segundo a PF, os alvos da operação são empresários, doleiros, advogados e o gerente de uma instituição financeira. O grupo é acusado de cooptar mulas que levavam para a Europa cocaína acondicionada em mochilas e malas especialmente preparadas para esconder a droga.

No continente europeu, as mulas entregavam a cocaína para pessoas indicadas pelo grupo criminoso, as quais revendiam a droga.

Cocaína

As investigações começaram depois da prisão, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Tom Jobim/Galeão), em 2019, de uma mulher com 3,2 kg de cocaína escondidos no forro de uma bagagem que seria despachada para Portugal.

Além dos mandados de busca e apreensão, também estão sendo cumpridas ordens judiciais de sequestro de bens e medidas cautelares diversas da prisão, como entrega de passaporte, proibição de se ausentar do país e bloqueio de valores.

A ação desta quarta-feira é um desdobramento da operação Tropeiros, desencadeada em novembro de 2022. Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e tráfico transnacional de drogas, cujas penas somadas podem chegar aos 35 anos de prisão. Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova projeto que amplia número de deputados federais

Discussão e Votação de Propostas Legislativas

Projeto de lei complementar (PLP), aprovado na noite dessa terça-feira (6) pelo plenário da Câmara dos Deputados, aumenta de 513 para 531 o número de vagas na Casa em razão do crescimento populacional. O texto mantém o tamanho das bancadas que perderiam representantes segundo o Censo de 2022. A mudança será a partir da legislatura de 2027.

O texto a ser enviado ao Senado é um substitutivo do relator, deputado Damião Feliciano (União-PB) para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/23, da deputada Dani Cunha (União-RJ).

O relator optou por uma abordagem política em vez do cálculo diretamente proporcional previsto na Lei Complementar 78/93, revogada pelo texto. “Estamos falando de um acréscimo modesto de 3,5%, enquanto a população nos últimos 40 anos cresceu mais de 40%”, afirmou.

Segundo Damião Feliciano, a perda de representantes significaria também perda de recursos em emendas parlamentares, aumentando a desigualdade regional (somente o Nordeste perderia oito vagas).

“Perder cadeiras significa perder peso político na correlação federativa e, portanto, perder recursos”, disse.

A necessidade de rever a distribuição de cadeiras surgiu após decisão, em agosto de 2023, do Supremo Tribunal Federal, ao acatar ação do governo do Pará que apontou omissão do Legislativo em atualizar o número de deputados de acordo com a mudança populacional, como previsto na Constituição.

*Com Agência Câmara de Notícias

Ministro diz que Brasil saiu de situação vergonhosa de fome

Brasília (DF) 07/05/2025 -  O ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participa do programa Bom Dia, Ministro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A estratégia do governo brasileiro para restabelecer a rede de proteção social, com políticas públicas de transferência de renda e complemento alimentar, permitiu que o país retirasse milhares de pessoas de situação de emergência, declarou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, no programa Bom Dia Ministro, produzido pelo Canal Gov da Empresa Brasil de Comunicação.

“Mesmo sendo a 10ª maior potência econômica e um dos maiores produtores de alimentos do mundo, nós tínhamos uma situação vergonhosa, 33,1 milhões de brasileiros passando fome e um nível de pobreza muito elevado”

O ministro disse que, ao assumir a pasta, além buscar solução para essa emergência, foi necessário garantir que os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada e outros pudessem chegar a quem precisava. Um trabalho com a participação de várias frentes como a Controladoria-Geral da União, Polícia Federal e outros órgão da Rede Nacional de Fiscalização foi necessário para solucionar grande número de irregularidades.

“A gente retomou, com muita seriedade, um novo Cadastro Único com muita tecnologia, inteligência artificial e, principalmente, com o trabalho da rede federal, cancelamos 4,1 milhões de benefícios com fraudes ou irregularidades. Segundo o Tribunal de Contas da União, em um estudo que fez, economizamos R$ 34 bilhões por ano”, afirmou.

A fiscalização permanece ativa e conta também com a participação da população para denunciar por meio do Disque Social, que atende pelo número 121.

Segundo Dias, na continuidade desse trabalho as demais políticas públicas são organizadas para superar a pobreza, com medidas de educação, capacitação e geração de emprego e renda. “Está dando resultado. As pessoas, com essas modificações que fizemos, estão indo atrás de trabalho. Foram 16,5 milhões de admissões do povo do Bolsa Família e do Cadastro Único em 2023 e 2024”.

Empreendedorismo

Uma das frentes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate a Fome é o Programa Acredita no Primeiro Passo, criado em outubro de 2024 para promover a autonomia socioeconômica, por meio da valorização do trabalho e das capacidades empreendedoras das pessoas. Segundo Wellington Dias, a meta é alcançar 1 milhão de pessoas de baixa renda.

“A ideia é pegar na mão e tirar da situação abaixo do limite da pobreza, levar para a condição de superação da pobreza e para a classe média. Nesse caminho já são mais de 200 mil empreendedores do Bolsa Família e do Cadastro Único em todo o Brasil, e agora vamos acelerar”.

O programa ocorre pela adesão de estados, do Distrito Federal, dos municípios, da sociedade civil e de instituições públicas e privadas, que podem executar os serviços de capacitação, assistência técnica e gerencial e conectar pessoas às vagas de trabalho, por meio de convênio.

Também podem participar instituições financeiras com operações de microcrédito, a partir de recursos dos fundos constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), do Nordeste (FNE), do Norte (FNO), do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). De acordo com o MDS, nesses primeiros meses de programa, já foram ofertados mais de R$ 3,1 bilhões em mais de 192,81 mil operações realizadas. Fonte: Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

Estudo aponta riscos de tecnologias de reconhecimento facial

Passageiros testam o Embarque + Seguro, programa de reconhecimento facial para embarque em aeroportos.

Sorria! Seu rosto está sendo não só filmado, mas também classificado, comparado e identificado, principalmente por órgãos públicos de segurança. Na maioria das vezes sem seu conhecimento. É o que mostra pesquisa da Defensoria Pública da União (DPU) em parceria com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), instituição acadêmica vinculada à Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro. 

Divulgado nesta quarta-feira (7), o relatório Mapeando a Vigilância Biométrica aponta que, após sediar a Copa do Mundo, em 2014, o Brasil se tornou um vasto campo de vigilância digital onde as chamadas tecnologias de Reconhecimento Facial (TRFs) encontraram solo fértil para se espalhar. Graças, em parte, à promessa de facilitar a identificação de criminosos e a localização de pessoas desaparecidas.

“O reconhecimento facial vem sendo amplamente incorporado por órgãos públicos no Brasil, em processo que começou com a realização dos megaeventos no país – especialmente a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016”, sustentam os defensores públicos federais da DPU e membros do CESeC, referindo-se às sofisticadas e caras câmeras de reconhecimento facial, cada vez mais presentes na paisagem urbana.

Segundo os pesquisadores, em abril deste ano havia, no Brasil, ao menos 376 projetos de reconhecimento facial ativos. Juntos, esses empreendimentos têm o potencial de vigiar quase 83 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de 40% da população brasileira. E já movimentaram ao menos R$ 160 milhões em investimentos públicos – valor calculado a partir das informações que 23 das 27 unidades federativas forneceram aos responsáveis pelo estudo – não responderam à pesquisa, feita entre julho e dezembro de 2024, o Amazonas, Maranhão, a Paraíba e Sergipe.

“A despeito de todo esse cenário, as soluções regulatórias estão atrasadas”, sustentam os pesquisadores da DPU  e do CESeC, assegurando que o Brasil ainda não tem leis para disciplinar o uso dos sistemas de vigilância digital, em particular das câmeras de reconhecimento facial.

Além disso, para os especialistas, faltam mecanismos de controle externo, padrões técnico-operacionais uniformes e transparência na implementação dos sistemas. O que amplia as chances de ocorrerem erros graves, violações de privacidade, discriminação e mau uso de recursos públicos.

Erros

Em outro levantamento, o CESeC mapeou 24 casos ocorridos entre 2019 e abril de 2025, nos quais afirma ter identificado falhas dos sistemas de reconhecimento facial. O mais conhecido deles é o do personal trainer João Antônio Trindade Bastos, de 23 anos.

Em abril de 2024, policiais militares retiraram Bastos da arquibancada do Estádio Lourival Batista, em Aracaju (SE), durante a partida final do Campeonato Sergipano. Eles conduziram o rapaz até uma sala, onde o revistaram de forma ríspida. Só após checarem toda a documentação de Bastos, que teve que responder a várias perguntas para comprovar que era quem ele dizia ser, os PMs revelaram que o sistema de reconhecimento facial implantado no estádio o tinha confundido com um foragido.

Indignado, Bastos usou as redes sociais para fazer um desabafo contra a injustiça sofrida. A repercussão do caso levou o governo de Sergipe a suspender o uso da tecnologia pela PM – que, segundo notícias da época, já a tinha usado para deter mais de dez pessoas.

Bastos é negro. Como a maioria das pessoas identificadas pelos sistemas de vigilância e reconhecimento facial, no Brasil e em outros países – de acordo com o relatório da DPU e do CESeC, há indicadores de que 70% das forças policiais do mundo têm acesso a algum tipo de TRF e que 60% dos países têm reconhecimento facial em aeroportos. No Brasil, “mais da metade das abordagens policiais motivadas por reconhecimento facial resultaram em identificações equivocadas, evidenciando o risco de prisões indevidas”.

“As preocupações com o uso dessas tecnologias não são infundadas”, alertam os especialistas, citando pesquisas internacionais segundo as quais, em alguns casos, as taxas de erros dos sistemas são “desproporcionalmente elevadas para determinados grupos populacionais, sendo de dez a 100 vezes maiores para pessoas negras, indígenas e asiáticas em comparação com indivíduos brancos”. Essa constatação motivou o Parlamento Europeu a, em 2021, alertar que “[as] imprecisões técnicas dos sistemas de Inteligência Artificial [IA], concebidos para a identificação biométrica a distância de pessoas singulares, podem conduzir a resultados enviesados e ter efeitos discriminatórios.”

Legislação

Ao tratar dos “desafios institucionais e normativos”, os pesquisadores lembram que, em dezembro de 2024, o Senado aprovou o Projeto de Lei n.º 2338/2023, que busca regulamentar o uso de inteligência artificial, incluindo sistemas biométricos na segurança pública. Para se tornar lei, a proposta terá que ser aprovada pela Câmara dos Deputados que, no mês passado, criou uma comissão especial para debater o tema.

Além disso, para os pesquisadores da DPU e do CESeC, embora o PL proponha a proibição do uso de sistemas de identificação biométrica a distância e em tempo real em espaços públicos, o texto aprovado pelo Senado prevê tantas exceções que, na prática, funciona “como uma autorização ampla para a implementação” desses sistemas.

“As categorias de permissões [no texto aprovado] incluem investigações criminais, flagrante delito, busca por desaparecidos e recaptura de foragidos, situações que abrangem um espectro considerável de atividades da segurança pública. Considerando o histórico de abusos e a falta de mecanismos eficazes de controle, essa abertura para uso acaba mantendo a possibilidade de um estado de vigilância e de violação de direitos.”

Recomendações

Os pesquisadores concluem defendendo a urgência de um “debate público qualificado”, com a participação ativa da sociedade civil, membros da academia e representantes de órgãos públicos de controle e de organismos internacionais. 

Eles também recomendam o que classificam como “medidas urgentes”, como a aprovação de uma lei nacional específica para regulamentar o uso da tecnologia; a padronização de protocolos que respeitem o devido processo legal e a realização de auditorias independentes e regulares.

Os especialistas também apontam a necessidade de que os órgãos públicos deem mais transparência aos contratos e às bases de dados utilizados, garantindo o acesso da população a informações claras sobre os sistemas de reconhecimento facial e capacitando os agentes públicos que lidam com o tema. E sugerem a obrigatoriedade de autorização judicial prévia para uso das informações obtidas com o uso das TRFs em investigações, bem como a limitação temporal para armazenamento de dados biométricos e o fortalecimento do controle sobre empresas privadas que operam esses sistemas.

“Esperamos que esses achados possam não só orientar e subsidiar a tramitação do PL 2338 na Câmara dos Deputados, mas também servir de alerta para que órgãos reguladores e de controle estejam atentos ao que ocorre no Brasil. O relatório evidencia tanto os vieses raciais no uso da tecnologia quanto problemas de mau uso de recursos públicos e falta de transparência na sua implementação”, afirma, em nota, o coordenador-geral do CESeC, Pablo Nunes. Fonte: Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Falta água em bairros de João Pessoa nesta terça-feira (6)

Torneira sem água — Foto: Reprodução/TV Globo

O abastecimento de água em três bairros de João Pessoa foi interrompido temporariamente nesta terça-feira (6), segundo informou a Cagepa em nota oficial. De acordo com o órgão, a suspensão acontece com objetivo de realizar limpeza e desinfecção dos reservatórios que abastecem os bairros.

Os três bairros afetados foram o Jardim Cidade Universitária, Mangabeira I até VII, além do Conjunto Cidade Verde, todos localizados na zona sul da capital paraibana.

Além disso, o órgão responsável pelo fornecimento de água para a população comunicou que o abastecimento será restabelecido de forma gradativa a partir das 15h desta terça-feira (6). Fonte: G1-PB

Homem é preso suspeito de vender anabolizantes ilegalmente, em Campina Grande

Homem é preso suspeito de vender anabolizantes ilegalmente, em Campina Grande — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Um homem de 24 anos foi preso suspeito de vender anabolizantes de forma ilegal, no bairro José Pinheiro, em Campina Grande. A prisão do suspeito aconteceu no fim da tarde de segunda-feira (5), durante uma ação da Polícia Civil.

De acordo com a investigação, os produtos eram distribuídos em várias academias da cidade. Com o suspeito, os agentes apreenderam aproximadamente 1.400 doses de anabolizantes, seringas descartáveis, maquinetas de cartão, um notebook e uma quantia em dinheiro que estava dentro de uma mochila utilizada por motoboys para as entregas.

O caso está sendo tratado como crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. A pena prevista pode variar de 10 a 15 anos de reclusão, além de multa.

O homem foi encaminhado para a Central de Polícia de Campina Grande, onde deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (7). Fonte: G1

Grupo é preso suspeito de integrar facção criminosa e trocar tiros com a polícia, na PB

Quatro pessoas foram presas na noite desta segunda-feira (5), em Alhandra. — Foto: Polícia Militar

Quatro pessoas foram presas suspeitas de integrarem uma facção criminosa na comunidade Santa Clara, em Alhandra, no litoral sul da Paraíba, em uma operação realizada pela Polícia Militar na noite de segunda-feira (5).

De acordo com a PM, a prisão aconteceu depois de duas trocas de tiros entre os policiais da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar e os suspeitos. Em um primeiro momento, as quatro pessoas conseguiram fugir, no entanto, após perseguição, os suspeitos foram presos, com 150 munições e três armas de fogo, entre elas um fuzil, uma pistola e um revólver.

Os suspeitos não tiveram suas identidades reveladas pela polícia, mas as autoridades confirmaram que três deles têm 18 anos e o quarto, 22 anos. Uma das pessoas é moradora da região do Conde, na Paraíba, e as outras três de João Pessoa. Um dos investigados já tinha mandado de prisão em aberto por outros crimes.

As pessoas foram levadas para Delegacia de Polícia Civil em Alhandra, responsável pela investigação a partir de agora. Fonte: G1-PB

Delegado atirou em ambulante em Fernando de Noronha; o que falta esclarecer sobre caso?

Morador foi abordado pelo delegado na saída do banheiro — Foto: Ana Clara Marinho/Reprodução

O delegado substituto de Fernando de Noronha, Luiz Alberto Braga de Queiroz, atirou num homem durante uma festa no Forte dos Remédios, fortaleza histórica do arquipélago, na madrugada de segunda-feira (5) (veja vídeo acima). Segundo testemunhas, os tiros foram disparados após uma discussão provocada por ciúmes. O ambulante Emanuel Pedro Apory foi atingido na perna e precisou ser transferido para o Recife, onde está internado no Hospital da Restauração, no bairro do Derby.

Confira o que se sabe e o que falta esclarecer:

  • Como foi a briga e qual foi a motivação dos tiros?
  • Quem é a vítima e qual é o estado de saúde?
  • Quem é o delegado e o que aconteceu com ele?
  • O que disse a Secretaria de Defesa Social?
  • O que disse a defesa do delegado?
Como foi a briga e qual a motivação dos tiros
  • O delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz estava substituindo o delegado titular de Fernando de Noronha durante as férias dele.
  • Ele e uma mulher estavam numa festa no Forte dos Remédios, fortaleza histórica da ilha, quando, segundo testemunhas, Queiroz teria se incomodado com um suposto assédio do ambulante Emanuel Pedro Apory à sua acompanhante.
  • Nas imagens de uma câmera de segurança é possível ver que o delegado espera Emanuel sair do banheiro. Quando o ambulante se aproxima, ele mostra uma arma para o rapaz e o empurra em direção a uma parede (veja vídeo acima).
  • Em seguida, o policial dá um tapa no peito de Emanuel, que revida com outro tapa e um empurrão. Neste momento, a arma do delegado dispara e atinge a perna de Emanuel, que tenta sair do local mancando.
  • Moradores de Fernando de Noronhao realizaram um protesto, com queima de pneus, na BR-363, para protestar pedindo justiça.
Quem é a vítima e qual é o estado de saúde?
  • Emanuel Pedro Apory tem 26 anos e trabalha como ambulante na praia, alugando guarda-sol e vendendo bebidas.
  • Depois de ser atingido na perna, Apory foi levado para o Hospital São Lucas, em Fernando de Noronha, onde foi atendido e ficou aguardando uma UTI aérea para transportá-lo para o Recife.
  • Segundo a equipe médica do São Lucas, o quadro de Emanuel Pedro Apory foi estabilizado e foi feito um torniquete na perna.
  • A mãe de Emanuel, Maria do Carmo da Silva, disse à TV Globo que o filho passou a noite perdendo muito sangue e que corria risco de ter a perna amputada.
  • Ele foi transferido no início da tarde de segunda (5) para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na região central do Recife, onde passou por exames, foi medicado e passou por avaliação dos especialistas.
Quem é o delegado e o que aconteceu com ele?
  • O delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz estava substituindo o titular da delegacia de Fernando de Noronha.
  • Segundo o site da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que concedeu o título de cidadão pernambucano ao delegado, Luiz Alberto Braga de Queiroz nasceu em Brasília, em 1988, e mudou-se para Natal ainda criança com a família;
  • Ele é formado em Direito, desde 2009, pela Universidade Potiguar.
  • Em 2013, foi aprovado como escrivão de Polícia do Distrito Federal e retornou a Brasília.
  • Tem pós-graduação em Direito Penal e assumiu o cargo de delegado da Polícia Civil de Pernambuco em maio de 2018.
  • Já atuou como delegado adjunto da Delegacia de Roubos e Furtos e já foi titular na Delegacia de Fernando de Noronha por um ano.
  • Luiz Alberto Braga de Queiroz embarcou de Fernando de Noronha para o Recife no início da tarde, junto com a mulher que teria sido o pivô da briga.

O que disse a defesa do delegado?

O advogado Rodrigo Almendra, que defende o delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz, disse que se pronunciaria apenas replicando nota da Associação dos Delegados do Estado de Pernambuco (Adepe).

No texto, a Adepe manifestou o apoio a Luiz Alberto Braga de Queiroz e afirmou que ele atuou em “legítima defesa, diante de agressões injustas”. Disse também que:

  • O delegado identificou-se como policial ao agressor, recolhendo a arma ao coldre em seguida;
  • A abordagem ocorreu em razão de comportamento “reiterado de perseguição/importunação contra sua companheira”;
  • Mesmo ciente da condição funcional e do fato de o delegado portar arma de fogo, o agressor deu início a violentas agressões físicas, demonstrando intenção de desarmá-lo;
  • Diante da agressão injusta, ele reagiu com um único disparo, atingindo a perna do agressor, com objetivo de cessar a agressão e preservar vidas;
  • A escolha do local do disparo “demonstra preparo técnico e equilíbrio emocional do policial, que agiu para neutralizar a ameaça com menor dano possível, impedindo que a arma fosse subtraída”.
  • Não havia consumido bebida alcoólica e apresentou-se espontaneamente ao delegado da Polícia Federal, única autoridade policial disponível na localidade no momento.
  • Luiz Alberto Braga de Queiroz sugeriu e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) “para realizar exame de sangue (para comprovar ausência de ingestão alcoólica); e exame de corpo de delito (para atestar lesões sofridas durante agressão que motivou a reação legítima”.
  • g1ma