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Relatório de PL Antifacção pode instaurar caos jurídico, diz governo

O Ministério da Justiça e Segurança Pública criticou, em nota divulgada na noite desta quarta-feira (12), o terceiro relatório apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) para o Projeto de Lei Antifacção, que é discutido na Câmara dos Deputados.   

“O último relatório tem o potencial de instaurar um verdadeiro caos jurídico ao propor inovações para alterar, de forma assistemática e pouco técnica, institutos de longa data testados pela jurisprudência dos tribunais”, afirma a nota.

Para o governo, o “tumulto normativo” pode beneficiar criminosos investigados em procedimentos já instaurados contra eles.

“Retrocessos inaceitáveis”

Segundo a nota do governo, no parecer protocolado na Câmara, na terça-feira (11), há “pontos que representam retrocessos jurídicos e institucionais inaceitáveis”. O governo avalia que há uma insistência em “debilitar financeiramente a Polícia Federal” e as demais forças de segurança da União.

Isso porque haveria, conforme o governo, intenção de desvio de recursos às forças de segurança para fundos estaduais “ao invés de criar instrumentos para descapitalizar o crime organizado, como constava do projeto originalmente enviado pelo Governo à Câmara”.

“Preocupação”

Na nota, o Ministério da Justiça pondera que acompanha “com preocupação” a sequência de relatórios apresentados à Câmara dos Deputados pelo relator, que é secretário licenciado de segurança pública do governo de São Paulo.

O outro ponto criticado pelo governo é que Derrite teria ignorado a proposta governamental de criar um novo tipo penal, o da “facção criminosa”.

O ministério afirma que o debate é urgente, mas não pode ser feito de forma “açodada”, a fim de não “fragilizar o enfrentamento ao crime organizado”.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública acrescenta que trabalha para preservar as competências da Polícia Federal, especialmente quanto à sua autonomia funcional e sustentabilidade financeira, “bem como para assegurar aos brasileiros uma legislação penal moderna que os proteja adequadamente contra a atuação das facções criminosas”.

Adiamento

Mais cedo, os governadores do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás e a vice-governadora do Distrito Federal pediram ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pelo menos mais um mês de discussões do Projeto de Lei Antifacção.

Na reunião presencial, o presidente da Câmara disse, segundo os governadores em entrevista à imprensa, que levaria a proposta de adiamento de votação aos líderes das bancadas.

Pontos inegociáveis

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que alguns trechos do projeto o governo não pretende negociar. São eles: questões sobre tipificação penal, apreensão de bens, descapitalização da Polícia Federal (PF) e a não revogação de trechos da Lei das Organizações Criminosas.

Relator

Em apenas cinco dias, Derrite apresentou três textos alternativos ao projeto que o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional e que, agora, está sendo chamado de “marco legal do combate ao crime organizado”.

A última mudança foi anunciada na noite de terça-feira (11), mantendo as atribuições e autonomia da Polícia Federal (PF) e não equiparando facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) a grupos terroristas.

Hoje, Derrite defendeu mudanças na forma como são conduzidas as audiências de custódia – ato processual que garante que toda pessoa presa em flagrante ou por força de um mandado judicial seja ouvida por um juiz em, no máximo, 24 horas.Fonte: Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

Motta adia votação de PL Antifacção para terça-feira (18)

Em meio a um cenário de divergências, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu adiar para a próxima terça-feira (18), como pauta única, a discussão e votação do substitutivo ao projeto de Lei Antifacção (PL 5582/2025)

Ele atendeu a uma solicitação do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do texto que recebeu, na Câmara, o nome de Marco Legal de Combate ao Crime Organizado. Segundo ele, o adiamento teria como finalidade realizar “ajustes finais” e “correções redacionais”.

Derrite garantiu que o projeto de autoria do governo federal traz “boas iniciativas” que “estão sendo aproveitadas” no substitutivo. Ele disse que aderiu a outras sugestões que tem recebido de parlamentares.

“O último parecer já está no sistema com vários ajustes que foram realizados”, explicou.

O deputado argumentou que o texto substitutivo “nunca foi uma linha de chegada, e sim um ponto de partida (…) Agradeço aqui todas as bancadas e todas as demandas apresentadas de todos os partidos políticos e vários aspectos ideológicos”.

Trabalho técnico

Hugo Motta afirmou que Derrite tem feito um “trabalho eminentemente técnico”.

“Ninguém tem interesse de conduzir a pauta da segurança pública, de maneira açodada. Nós não queremos correr com essa pauta”, afirmou o presidente da Câmara.

Motta ponderou que Derrite manteve os “muitos pontos positivos que vieram do governo”, e que está agregando uma série de outras mudanças para o “novo marco legal de enfrentamento ao crime organizado”.

Críticas do governo

A decisão de Motta pelo adiamento ocorre depois de crítica do governo federal ao terceiro parecer de Guilherme Derrite. O Ministério da Justiça publicou nota afirmando que o último relatório apresentado teria o potencial de instaurar “um verdadeiro caos jurídico”.

O governo ainda apontou que o “tumulto normativo” poderia beneficiar criminosos investigados em procedimentos já instaurados. Segundo a nota do governo, no parecer protocolado na Câmara, na terça-feira (11), há “pontos que representam retrocessos jurídicos e institucionais inaceitáveis”.

O governo avalia que há uma insistência em “debilitar financeiramente a Polícia Federal” e as demais forças de segurança da União.

Na nota, o Ministério da Justiça pondera que acompanha “com preocupação” a sequência de relatórios apresentados à Câmara dos Deputados pelo relator, que é secretário licenciado de segurança pública do governo de São Paulo. O governo pediu que a decisão não fosse “açodada”, mesma palavra que Hugo Motta usaria depois para justificar o adiamento.

Por outro lado, mais cedo, quatro governadores de oposição ao Executivo federal pediram mais um mês para discussões do projeto. Fonte: Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

Homenagem do Vereador Marcelo Pires a todos os Diretores de Escolas de Timbiras

“Celebrar o Dia do Diretor Escolar é reconhecer a importância de quem conduz com sabedoria, responsabilidade e compromisso o coração de nossas escolas.”

Hoje, dia 12 de novembro, rendemos nossa mais sincera homenagem a todos os diretores e diretoras escolares de nossa amada Timbiras, profissionais que desempenham um papel essencial na formação de nossas crianças e jovens.
O diretor é muito mais do que um gestor — é um líder educacional, um exemplo de dedicação e um elo fundamental entre professores, alunos, famílias e comunidade.

Seu trabalho diário garante que a escola seja um espaço de aprendizado, cidadania e oportunidades para todos.
Com visão, sensibilidade e firmeza e muito amor no coração o diretor escolar transforma desafios em conquistas e faz da educação o caminho para um futuro melhor.

Quero expressar minha  gratidão e reconhecimento a todos os diretores e diretoras do município de Timbiras pelo compromisso com a educação pública e de qualidade.
Que este dia seja de celebração e orgulho por todo o bem que vocês realizam!

Parabéns a todos os Diretores Escolares!

Vereador Marcelo Pires

Preso suspeito de furtar casas de luxo em São Luís; prejuízo chega a R$ 300 mil

Na tarde de terça-feira (11), a Polícia Civil do Maranhão prendeu preventivamente um homem de 41 anos, suspeito de furtar joias e outros bens em casas de alto padrão em São Luís. A operação foi realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), ligada à Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC).

Segundo as investigações, ele é apontado como autor de pelo menos quatro furtos cometidos nos últimos dois meses. O prejuízo total às vítimas é estimado em cerca de R$ 300 mil. O suspeito agia de forma planejada, com foco em joias.

No último crime, ocorrido em 9 de novembro, no bairro Cohajap, o homem teria levado joias, uma pistola calibre 9mm e cerca de 100 munições.

Tentativa de despistar a polícia

 

Preso suspeito de furtar casas de luxo em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Preso suspeito de furtar casas de luxo em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Após esse furto, o suspeito tentou evitar o flagrante. Ele esperou 48 horas e se apresentou na Delegacia da Cidade Operária, onde devolveu a arma furtada. A estratégia não funcionou.

Ele foi levado à sede da DRF, prestou depoimento e foi informado sobre o mandado de prisão pelos outros crimes. Depois, foi encaminhado à Central de Triagem da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), onde ficará à disposição da Justiça.

Histórico criminal

 

A Polícia Civil informou que o homem já tem várias passagens por crimes patrimoniais e é considerado um infrator contumaz.Fonte: G1-MA

Casal é preso suspeito de liderar grupo que aplicava golpes bancários no Maranhão

Um casal foi preso na manhã desta quarta-feira (12) na cidade de Buriti Bravo, a cerca de 500 km de São Luís, suspeito de liderar uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias.

Segundo as investigações, o casal usava documentos de terceiros para abrir contas bancárias e pedir cartões de crédito. Depois, realizava transações falsas com empresas ligadas ao próprio grupo, movimentando dinheiro de forma fraudulenta.

Após o repasse dos valores, as faturas dos cartões não eram pagas, o que causava prejuízos às instituições financeiras e enriquecimento ilícito dos suspeitos, de acordo com a polícia.

A ação foi realizada pela Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) e do Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), com apoio da Delegacia Regional de São João dos Patos.

Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, documentos e três veículos, além de cumprir bloqueio judicial de R$ 182 mil para tentar ressarcir as vítimas e aprofundar as investigações.

Além do casal, foram cumpridos mandados de busca domiciliar contra outros investigados por envolvimento no esquema, sendo dois em Buriti Bravo e dois no estado de São Paulo.

A Polícia Civil informou que a operação reforça o combate a crimes patrimoniais e tecnológicos e o compromisso da instituição com a proteção da sociedade maranhense.Fonte: G1-MA

Justiça manda demolir depósito de lixo construído ao lado de casa em São Luís; moradora será indenizada

As empresas SPE Villa Park Empreendimentos Imobiliários e Engeplan Engenharia terão 180 dias para demolir e remover um depósito de lixo construído ao lado da casa de uma moradora do bairro Cidade Operária, em São Luís. O local deverá ser reconstruído em outro ponto, de acordo com as normas técnicas e ambientais e respeitando o direito de vizinhança.

A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, e atende em parte a um pedido feito pela moradora, que também mantém um pequeno comércio no imóvel.

De acordo com a decisão, a nova obra não poderá causar riscos à segurança, ao sossego ou à saúde dos moradores.

Caso as determinações não sejam cumpridas, as empresas deverão pagar multa diária de R$ 1 mil.

Além disso, a Prefeitura de São Luís e as duas empresas foram condenadas a indenizar a moradora em R$ 20 mil por danos morais.

Reclamações e impactos

 

A moradora relatou ter sofrido prejuízos financeiros e ambientais por causa da instalação das lixeiras ao lado de sua casa.

Segundo ela, o depósito provocou mau cheiro constante, aumento de insetos e ratos e o acúmulo de lixo em local inadequado, o que chegou a colocá-la em risco e a fazê-la considerar deixar o imóvel.

O juiz considerou que a instalação do depósito violou o direito de vizinhança e afetou a saúde e o bem-estar da moradora.

As provas apresentadas no processo comprovaram condições de insalubridade e desconforto provocadas pela disposição desordenada de lixo, sem tratamento adequado.

Um laudo pericial feito pela Justiça confirmou que o depósito foi construído em local ilegal e oferecia risco à saúde pública.

O documento apontou que o local recebia resíduos de cerca de 1.200 pessoas, o que causava mau cheiro e proliferação de mosquitos, baratas e ratos, além de outros vetores de doenças.

O perito também destacou que o projeto descumpria a norma técnica NBR 11.174, que exige medidas para reduzir riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Limites do direito de construir

 

Na sentença, o juiz Douglas de Melo Martins afirmou que o direito de construir não é absoluto e precisa respeitar os direitos dos vizinhos e as regras administrativas.

Segundo ele, a construção deve seguir o princípio da função social da propriedade e os ditames da boa-fé.

“Conclui-se que as lixeiras foram construídas de forma ilegal, não respeitando o direito de vizinhança previsto no Código Civil”, destacou o magistrado.

O juiz rejeitou apenas os pedidos da moradora referentes a danos materiais e perdas e danos, mantendo a condenação por danos morais e as demais obrigações impostas às empresas e à Prefeitura.Fonte: g1-MA

Polícia Civil investiga morte de bebê de 9 meses com suspeita de abuso sexual no Maranhão

A Polícia Civil está investigando a morte de uma bebê de 9 meses, moradora de Campestre do Maranhão, que morreu na manhã desta quarta-feira (12), após ser levada ao Hospital e Maternidade Aderson Marinho, em Porto FrancoA principal suspeita é de que a criança tenha sido vítima de violência sexual.

Segundo a Polícia Civil, uma equipe esteve na unidade de saúde de Porto Franco, onde o óbito foi confirmado, e intimou os pais e profissionais do hospital para prestar esclarecimentos, após o relatório médico apontar sinais de abuso sexual como possível causa da morte.

Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso. Ainda de acordo com a PC-MA, exames periciais realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz serão fundamentais para confirmar ou descartar a hipótese de violência sexual. As investigações continuam. Fonte: g1-MA

Governo federal envia Força Nacional para reforçar segurança em Terras Indígenas do Maranhão

O governo federal autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública para apoiar a Fundação Nacional dos Povos Indígenas nas Terras Indígenas Awá, Caru e Alto Turiaçu, no Maranhão. A medida foi publicada nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial da União e oficializada pela Portaria nº 1.062/2025, assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

A operação tem como objetivo reforçar a segurança e manter a ordem pública nas três áreas indígenas, protegendo moradores e patrimônios.

A atuação da Força Nacional será pontual e planejada, com duração inicial de 90 dias. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas será responsável por fornecer a estrutura logística necessária para o trabalho das equipes.

O número de agentes será definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, que é ligada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.

A ação faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania, que busca ampliar a presença do Estado na Amazônia Legal. O plano prevê combate a crimes ambientais, ações de conservação e reforço na segurança pública, respeitando as características da região. A operação será feita em parceria com os órgãos de segurança do Maranhão.Fonte: G1-MA

Justiça do MA recebe denúncia contra grupo acusado de esquema bilionário de venda de gado clandestino no Brasil

A Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados do Tribunal de Justiça do Maranhão recebeu, no dia 30 de outubro, uma denúncia do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) contra cinco integrantes de um esquema de sonegação fiscal e fraudes sanitárias.

O grupo é acusado de emitir notas fiscais eletrônicas avulsas (NFA-e) e Guias de Trânsito Animal (GTA) falsas. O esquema movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão.

Os denunciados fazem parte do setor de escritório e contabilidade da organização criminosa. Eles respondem por crimes como falsificação de documentos, inserção de dados falsos em sistemas públicos, falsidade ideológica, corrupção ativa e organização criminosa.

Segundo o MP-MA, o grupo manipulava o sistema da Secretaria da Fazenda do Maranhão (Sefaz-MA) e emitia documentos como Declarações Comprobatórias de Percepção de Rendimentos (Decore) com informações falsas, além de sonegar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Operação Rei do Gado

 

Imagens da operação 'Rei do Gado' — Foto: Divulgação/Receita Federal

Imagens da operação ‘Rei do Gado’ — Foto: Divulgação/Receita Federal

A quadrilha foi alvo da Operação Rei do Gado, deflagrada em julho de 2024 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A ação ocorreu no Maranhão e também nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins e no Distrito Federal. O esquema movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão.

Como desdobramento da operação, outras duas denúncias foram apresentadas. Ao todo, 44 pessoas foram denunciadas. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 67 milhões em bens, incluindo dinheiro em espécie e veículos.

Como funcionava o esquema

As investigações, conduzidas pelo Gaeco e pela 3ª Promotoria de Justiça Regional de Defesa da Ordem Tributária e Econômica, revelaram que o grupo inseria dados falsos sobre quantidade de gado, idade e vacinação dos animais em sistemas oficiais. O objetivo era simular a existência de rebanhos em propriedades que não existiam ou que não comportavam o número de animais registrados.

Esses documentos falsos permitiam o transporte de gado de origem ilícita, sem pagamento de impostos, para frigoríficos, principalmente em São Paulo. A organização, liderada por José Roberto de Castro Viana, emitiu notas fiscais e guias de trânsito com dados falsos para quase 500 mil bovinos.

Servidores afastados da Aged

 

Em outra decisão, a Justiça prorrogou por mais 90 dias o afastamento de seis servidores da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), lotados em Açailândia. A medida foi tomada no dia 28 de outubro, após pedido do MP-MA, que alegou risco à investigação e à ordem pública caso os servidores voltassem ao trabalho.

Segundo o Ministério Público, os servidores recebiam vantagens indevidas para colaborar com o esquema. Um deles teria recebido mais de R$ 304 mil em curto período, valor incompatível com sua remuneração. Ele também trocava mensagens com o líder da quadrilha sobre a criação de rebanhos fictícios em troca de dinheiro.

De acordo com a denúncia, os servidores inseriam dados falsos nos sistemas Siapec e Sigama, simulando nascimentos, transferências e até acelerando a idade dos animais de forma fraudulenta.

Além dos seis servidores, também foram denunciados quatro familiares de José Roberto e cinco prestadores de serviço que atuavam na parte operacional e na lavagem de dinheiro.

A terceira denúncia, recebida pela Justiça em 4 de agosto de 2025, envolve 23 pessoas identificadas como “Compradores de Nota/Gado”.

Risco à saúde pública

 

As investigações também apontam que o esquema pode representar risco à saúde pública. Como a origem dos animais é desconhecida, há possibilidade de que sejam de criação clandestina, sem controle sanitário.

Segundo o Gaeco, a fraude compromete a rastreabilidade da carne, o que afeta a segurança alimentar. “Não se está falando apenas sobre qualidade em termos de valor agregado, mas de segurança alimentar”, destaca a denúncia.Fonte: G1-MA

Trump diz que reduzirá tarifas para importação de café

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que muito em breve vai reduzir as tarifas de importação que incidem sobre o café. Ele, no entanto, não detalhou quais países produtores serão beneficiados pela medida.

A declaração foi feita durante entrevista de Trump ao programa The Ingraham Angle, da Fox News, na terça-feira (11).

“Vamos reduzir algumas tarifas e vamos deixar entrar mais café. Tudo isso acontecerá muito rápido e com muita facilidade. É um processo cirúrgico bonito de se ver. Nossos custos de importação estão muito mais baixos”, declarou o presidente norte-americano após ser questionado sobre a alta dos preços nos EUA.

Nesta quarta-feira (12), a informação foi confirmada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em outro programa da emissora, o Fox and Friends. Segundo Bessent, os norte-americanos verão “anúncios substanciais” nos próximos dias com o objetivo de reduzir os preços de produtos como café, bananas e outros itens não cultivados nos Estados Unidos.

Bessent também não entrou em detalhes sobre como essa redução de tarifas será conduzida. Disse apenas que os preços serão reduzidos “muito rapidamente” e que os norte-americanos começarão a se sentir melhor em relação à economia no primeiro semestre de 2026.

Até 2024, os EUA figuravam entre os principais destinos do café produzido no Brasil e o principal importador de cafés especiais brasileiros, adquirindo aproximadamente 2 milhões de sacas do produto, a uma receita superior a US$ 550 milhões ao ano.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), o café brasileiro representa mais de 30% do mercado norte-americano. O Brasil é o principal exportador de café para os Estados Unidos, destino de 16% das exportações brasileiras do produto.

Agência Brasil contatou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Itamaraty, e está aberta à manifestações.

As duas pastas aguardam declaração oficial do governo norte-americano. Fonte: Agência Brasil