Blog do Walison - Em Tempo Real

Médico de Bolsonaro confirma traumatismo craniano leve

O ex-presidente Jair Bolsonaro caiu ao caminhar e teve um traumatismo craniano leve, informou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado. Ele é um dos profissionais que atende o ex-presidente. Bolsonaro retornou ao Hospital DF Star, em Brasília, após autorização concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para que ele deixasse a cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) onde cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Na madrugada de ontem[terça-feira], o presidente apresentou uma queda dentro de seu quarto da superintendência. Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, informou o médico a jornalistas.

Bolsonaro fez exames e já retornou à Superintendência da PF, que fica a poucos quilômetros do hospital particular.

Um boletim divulgado pelo DF Star confirmou o traumatismo craniano leve, sem indicação de nenhuma intervenção mais complexa.

“Foi evidenciado nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. Deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente”, diz o texto assinado pelo cirurgião geral Claudio Birolini.

De acordo com o médico Brasil Caiado, a queda de Bolsonaro no quarto pode ser decorrente de quadros de desorientação causados pela interação entre diferentes medicamentos.

“Há uma suspeita inicial e nós já havíamos imaginado, que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento da crise de soluços. Se esses quadros forem recorrentes, colocam o presidente em uma zona de maior risco”, explicou.

Há menos de uma semana, Bolsonaro havia tido alta do mesmo hospital, onde ficou internado por 8 dias, onde foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, seguida de outros procedimentos para conter o quadro de soluços.Fonte: Agência Brasil

Aplicação da vacina da dengue do Butantan começará a partir do dia 17

Na luta contra a dengue, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai aplicar a vacina produzida pelo Instituto Butantan, de dose única, em três cidades: Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), a partir de 17 de janeiro, e em Botucatu (SP), no dia 18.

A ideia é avaliar os resultados com a imunização de pelo menos 50% dos moradores desses municípios.

O público-alvo será composto pela população com a faixa etária entre 15 e 59 anos.

“Para essa estratégia, será utilizada uma parte das primeiras 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan”, afirmou o Ministério da Saúde, em nota.

Ampliação

primeiro lote também será destinado aos profissionais da atenção primária, que atuam nas unidades básicas de saúde (UBS).

Segundo o ministério, com o aumento da produção de doses, a partir da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a estratégia será gradualmente ampliada para todo o país.

ideia é começar pela população de 59 anos e avançar até o público de 15 anos, conforme a disponibilidade de doses.

Atualmente, o SUS oferece a vacina em duas doses (produzida no Japão) para adolescentes de 10 a 14 anos.

Eficácia

O Instituto Butantan divulgou, nesta semana, que a vacina poderá ajudar a reduzir a quantidade de vírus em pessoas infectadas pelo patógeno, além de manter eficácia contra os diferentes genótipos do vírus circulantes no Brasil. A conclusão surgiu de uma pesquisa tornada pública pela revista The Lancet Regional Health – Americas.

Baixas cargas virais provocam, em geral, quadros menos graves. No levantamento, os pesquisadores analisaram amostras de 365 voluntários que tiveram dengue sintomática entre 2016 e 2021 em 14 estados do Brasil.

O estudo comparou dados dos grupos de vacinados e o de não vacinados.

Segundo a pesquisa, apesar de algumas pessoas terem sido infectadas após a vacinação, a carga viral nos vacinados foi consideravelmente menor do que em participantes não imunizados.

Isso, conforme avaliaram os pesquisadores, demonstrou a eficácia da vacina em induzir resposta imune e diminuir a replicação do vírus nas células.

A vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan foi aprovada pela Anvisa após análise dos dados de cinco anos de acompanhamento dos 16 mil voluntários participantes do ensaio clínico.

No público de 12 a 59 anos, faixa etária indicada pela agência reguladora, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme.Fonte: Agência Brasil

Gaeco do MP atuou em dez operações no ano de 2025 no Maranhão

Em 2025, o Grupo Operacional de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão atuou em dez operações: Libamentum (em apoio à Promotoria de Justiça de Viana), Tântalo, Pavimentum, Operação 4×4, Barriga de Aluguel (em apoio ao Ministério Público de Pernambuco), Barão Vermelho, Cela 3, Macbeth (em apoio à promotoria de Lago da Pedra), Acqua Alta e Tântalo II.

Os valores bloqueados nas operações, envolvendo bens, dinheiro em espécie e ativos financeiros, ultrapassam R$ 20 milhões, que se encontram em contas judiciais.

Além disso, foram realizadas mais de 30 prisões (sendo 11 convertidas em prisão domiciliar), e apreendidos mais de 300 veículos (entre carros, motocicletas, aeronaves e embarcações), sendo promovidas ações judiciais de alienação antecipada ou destinação a uso por órgãos públicos.

Entre as estimativas de valores desviados pelos grupos criminosos, consta na Operação Tântalo, realizada no município de Turilândia em duas fases, em fevereiro e em dezembro, a quantia de R$ 56.328.937,59. Já na operação Pavimentum, que investigou a atuação de um cartel responsável por fraudar licitações de pavimentação asfáltica no município de Imperatriz, foi apontado o montante de R$ 76.755.457,31. Esses valores ainda estão em apuração.

As operações do Gaeco foram realizadas em parceria com as polícias Civil e Militar.

Fonte: blog do Gilberto Leda

Mulher trans é encontrada morta com marca de tiro e agressões no bairro Matinha, em São José de Ribamar

Uma mulher trans foi encontrada morta, na tarde dessa terça-feira (6), em uma área de mato, no bairro Matinha, em São José de Ribamar, na Grande São Luís. A vítima apresentava marca de tiro e de agressões físicas.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), a vítima foi identificada com o nome social de Raylla Oliveira.

O caso está sendo investigado pela Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), que busca identificar, localizar e prender os suspeitos do crime.

Ainda não há informações sobre circunstâncias do crime nem a motivação.Fonte: G1-MA

Justiça obriga Governo do Maranhão a garantir acessibilidade na Estrada de Ribamar em até dois anos

A Justiça determinou que o Estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SINFRA), providencie, em até 120 dias, o Projeto Executivo de Acessibilidade da Estrada de Ribamar (Rodovia MA-201), no trecho entre o Condomínio Vitória e o Shopping Pátio Norte.

O projeto deve detalhar as intervenções necessárias para tornar o trecho acessível, conforme as normas da ABNT NBR 9050:2020 e as diretrizes do Conselho Nacional de Trânsito para sinalização sonora de semáforos.

Após a aprovação do projeto pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos, o Estado tem 60 dias para iniciar as obras e deve concluir tudo em até dois anos, contados a partir do início da execução.

Etapas da obra e prazos

 

O juiz Douglas de Melo Martins determinou que a execução da obra seja feita em duas etapas. A primeira, com 50% do total, deve ser concluída em até um ano. A segunda etapa, com os outros 50%, deve ser finalizada até dois anos após o início dos trabalhos. Caso haja atraso, será aplicada uma multa diária de R$ 10 mil.

A cada seis meses, o Estado deve apresentar relatórios à Vara e ao Ministério Público sobre o progresso físico e financeiro da obra, garantindo que as normas de acessibilidade sejam atendidas.

Problemas identificados e necessidades

 

O Parecer Técnico de Acessibilidade, anexado ao processo, identificou problemas como a falta de rebaixos nas calçadas, rampas com inclinação inadequada, pisos instáveis e a ausência de sinalização sonora, tornando o local inacessível.

Esses problemas foram constatados desde a denúncia inicial, em 2018, e se mantiveram até 2024. A decisão judicial considerou essa inação como abusiva e inconstitucional, afirmando que o Poder Público falhou em garantir direitos fundamentais.

“O direito de locomoção, participação social e segurança dos cidadãos com deficiência está sendo sistematicamente violado pela omissão do Estado”, afirmou o juiz na sentença.

Processo estruturado para execução

 

O juiz também concordou com a proposta do Ministério Público de adotar um modelo de execução progressiva, que garante uma solução sustentável e coordenada. A implementação gradual deve ser planejada de acordo com os ciclos orçamentários anuais e plurianuais, respeitando as limitações logísticas e financeiras do Estado.

A sentença destacou que a solução deve ser planejada para evitar que as dificuldades financeiras justifiquem a falta de ação, conforme o artigo 22 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.Fonte: G1-MA

Bombardeio dos EUA destruiu centro de pesquisas da Venezuela

Os bombardeios dos Estados Unidos (EUA) contra a Venezuela destruíram o prédio do Centro de Matemática do Instituto Venezuelano de Investigações Científicas (IVIC), no estado de Miranda, vizinho à capital Caracas.

Ligado à Universidade Nacional das Ciências do país, o prédio de Matemática do IVIC foi totalmente destruído, e os centros de Física, Química, Ecologia e Tecnologia Nuclear foram parcialmente danificados, segundo o instituto nesta quarta-feira (7). Não houve feridos nesse ataque.

“O conhecimento, a ciência e a tecnologia não podem ser usados ​​como armas de guerra para destruir nações. Atacar civis, promover guerras e visar instalações civis e militares e centros de pesquisa científica, perturbando a paz de um povo, nada mais são do que atos de terrorismo e crimes contra a humanidade”, afirmou o vice-ministro de Aplicação do Conhecimento Científico e diretor do IVIC, Alberto Quintero.

Um vídeo com imagens dos prédios destruídos foi divulgado. A investigação do instituto apontou que as instalações foram atingidas por uma bomba AGM 154 C-1, projétil guiado de alta precisão com mais de 4 metros de largura.

“O registro dos fragmentos [do projétil] encontrados pela investigação iniciada neste instituto demonstra que o míssil que atingiu nosso centro de pesquisa é do tipo AGM 154 C-1”, diz o comunicado.

O Instituto de Investigações Científicas informou que vai reconstruir as instalações. “Essas áreas abrigavam servidores e equipamentos essenciais para nossas redes de computadores, que foram completamente devastadas. Não há qualquer justificativa para atacar um santuário da ciência, um lugar que forneceu respostas históricas para o país e para o mundo”, completa a nota do instituto.

Agressão militar

Os Estados Unidos bombardearam quatro cidades da Venezuela no último sábado (3), sequestrando o presidente Nicolás Maduro, a quem acusam de narcotráfico.

Até o momento, foram confirmadas 58 mortes durante a invasão dos EUA à Venezuela. A ação foi criticada pela ONU e diversos países, que apontam para violação do direito internacional e precedente perigoso para América Latina e o mundo.

Maduro nega as acusações de narcotráfico e afirma que a ação visa assumir o controle das riquezas naturais do país, em especial, o petróleo. A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo comprovadas do planeta.

Com a saída de Maduro, Trump tem ameaçado a presidente interina Delcy Rodríguez para que dê acesso total aos EUA no país e promete “governar” a Venezuela até uma transição política. Delcy afirma que a Venezuela seguirá independente.Fonte: Agência Brasil

Venezuelanos que vivem no Brasil veem com tristeza crise em seu país

O produtor de audiovisual Benjamin Mast veio da Venezuela para o Brasil em 2016, Na época já havia crise econômica no seu país e ele veio em busca de melhores oportunidades de trabalho. A crise migratória ainda não estava no patamar que começou a atingir em 2017 com o aumento diário do fluxo de venezuelanos ao Brasil, especialmente por Roraima.

Hoje, aos 44 anos, Benjamin está estabelecido naquele estado e atualmente tem uma produtora na qual trabalha com a mulher. Os dois têm uma filha de 1 ano. A vinda para o Brasil não teve o mesmo sentido dos seus compatriotas que, naquele momento, enfrentavam situação até de fome por causa das condições econômicas do país. Benjamin já tinha feito uns trabalhos de audiovisual no Brasil e pensou que aqui poderia avançar mais na sua área.

Os trabalhos no Brasil começaram a surgir em 2014 e continuaram no ano seguinte, enquanto eram escassos em seu país por causa da crise econômica. Daí para a migração foi uma decisão acertada. “Foi um processo bem tranquilo. Não tinha essa onda migratória. Era bem pequena, coisa de 100 pessoas que chegavam ao Brasil”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Mast disse que é totalmente contra a invasão dos Estados Unidos (EUA) e que está de coração partido. “É muito triste, para mim, sentir que meu país vai virar uma colônia. O Trump falou que vai manejar a Venezuela e não há nenhum estatuto legal internacional para isso”, relatou.

A dor de sentir que o país foi bombardeado, com todo o processo de violação de direitos, cresce mais por ver que uma parcela da população está feliz com a invasão. “Para mim, é difícil falar isso para todos os venezuelanos. Há uma questão dividida com essa crise que o Maduro causou”, disse, reconhecendo que os bloqueios econômicos impostos também contribuíram para a situação que a Venezuela vinha enfrentando.

“A indústria petrolífera – muitas coisas também causaram isso – foi a combinação da má questão política e econômica do país por parte de Maduro e do governo, com as sanções econômicas e políticas dos EUA”, completou.

Para Mast, é muito forte a imagem dos militares jogando bombas e ainda ver a reação de algumas pessoas celebrando como se essa fosse a única saída – virar uma colônia.

“Não ter sequer amor próprio para tentar mudar as coisas de dentro. Acho que vamos ver uma Venezuela muito polarizada, muito instável politicamente porque tem vazio de poder”, afirmou, concluindo que também foi muito forte ver o transporte de Nicolás Maduro para os Estados Unidos para ser indiciado lá.

“Há muitas acusações contra Maduro e o governo venezuelano, mas ser levado para lá como um criminoso é muito forte”.

O futuro com a intervenção dos Estados Unidos também não é promissor, segundo o produtor, porque a administração prometida pelo presidente Donald Trump não vai mudar a questão social da Venezuela. Mast disse que nesse caso os beneficiados serão as oligarquias petrolíferas e econômicas estadunidenses. “Tenho muito medo desse vazio de poder e de virar uma colônia. A história nos conta que nunca vai bem um país dominado pelos norte-americanos”, observou.

“A falta de soberania vai ter um preço muito alto não só para a Venezuela, mas para a América Latina em geral, essa invasão injustificada e ilegal”, disse ele, prevendo muita violência no país por causa da polarização.

Hoje, Livia Esmeralda Vargas González é professora na Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila) em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ela chegou ao Brasil em 2016 após ganhar uma bolsa de doutorado em história na Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais, que começou em 2017. Cumpriu o doutorado em cinco anos, mas não foi o único. No mesmo período, completou ainda doutorado em filosofia. “A crise venezuelana foi levando uma estadia temporária para um doutorado virar uma travessia migratória”, contou à Agência Brasil.

O fato de ter feito esses estudos no Brasil, inclusive sobre a história da Venezuela – o que os colegas não tinham condição de realizar no país – tornou o processo migratório mais pesado para Livia, também por ficar longe da família que enfrentava a crise em seu país.

“Ter que lidar com essa ferida, essa dor e acompanhar de longe a situação crítica em termos econômicos, sociais, políticos e afetivos tem sido um percurso que oscila entre a gratidão com o Brasil que me acolhe e a dor da família longe”, revelou.

Os tempos difíceis durante os doutorados ficaram mais leves no ano passado. Em agosto, o filho Aquiles Léon, de 21 anos, veio morar com ela em Foz do Iguaçu. Depois de passar por um processo seletivo para alunos latino-americanos e do Caribe, o filho ganhou uma vaga na Unila para o curso de engenharia da energia. A professora reconhece que apesar de estar em boa condição, também não é fácil para Aquiles passar pelo processo de migração.

Livia lembrou que na Venezuela era professora associada do curso de sociologia da principal universidade do país, e as condições salariais eram precárias. “As condições de vida e subsistência dos meus colegas são tristes, lamentáveis, deploráveis”, observou, acrescentando que admirava muitos deles, que chegaram a ser referências pela produção acadêmica que faziam.

Para se sustentar, segundo Lívia, alguns deles têm que fazer outros serviços como entregas ou qualquer tipo de trabalho para sobreviver, assim o tempo para pesquisar é praticamente inexistente. As possibilidades que conseguiu como professora e pesquisadora no Brasil seriam impossíveis na Venezuela. “Não apenas como pesquisadora, mas como escritora. Aqui no Brasil consegui abrir também uma janela como poeta e escritora”, contou.

Invasão

A professora repudia a invasão feita pelos EUA e classifica de estarrecedora a situação que aprofunda os traumas da população venezuelana. Sem contar com o precedente que gera tanto para o seu país quanto para a América Latina e o mundo.

“Significa a materialização de um ato de intervenção prática e recolonização do meu país. É uma coisa que não existe na história republicana da Venezuela, após o Exército comandado por [Simón] Bolivar tirar o império espanhol do país”, criticou.

“Me sinto profundamente triste. É uma dor que nem consigo nomear o nível e que reforça mais a nossa catástrofe, de uma situação de anos de fraturas, de último ano de um processo de políticas de repressão contra a população interna”.

Neste momento pós-invasão, mais uma vez ela se preocupa com a família. “Meu pai está lá, minha mãe, minha família, meus amigos estão vendo como garantir a comida de hoje, Não tem energia, não tem acesso às coisas básicas. Como vai ser neste ambiente de incertezas, em que não se sabe se vai ser bombardeado mais uma vez”, questiona, emocionada, ao relatar que estava planejando a vinda do pai em fevereiro para uma visita. “Isso já não é possível. Isso me dói. Fiquei emocionada de falar que não posso abraçar e estar com eles”.

Culinária

Ao vir com o marido e dois filhos para o Brasil em 2015, Maria Elias era técnica de informática. A família morava e tinha uma loja em Güigüe, no estado de Carabobo, na Venezuela, e conseguia se manter até que a crise econômica avançou. A solução foi vir para o Brasil. “Se a gente ficasse lá, sabia o que ia acontecer. Quando a gente saiu de lá, tinha 50% de chance de dar certo e 50% de dar errado. A gente decidiu pelos 50% de dar certo”, contou, em entrevista à Agência Brasil, lembrando que a parte positiva na vinda foi conseguir logo vagas para os filhos em escolas públicas no Rio.

Para ela e o marido, as dificuldades foram a língua portuguesa, a cultura brasileira e a inserção no mercado de trabalho. A solução foi se dedicar à culinária para conseguir o sustento, o que tinha relação com a sua ascendência.

“Foi muito difícil começar e, por isso, diferenciamos nossa culinária como libanesa e conseguimos o primeiro pedido em uma lanchonete perto de onde morávamos”, relatou, revelando ainda que os donos se tornaram os melhores amigos da família e os ajudavam todas as vezes em que tinham dúvidas.

Com o sucesso nas vendas, em 2016, passaram a ser contratados para fazer jantares em residências e, após um ano, ampliaram o cardápio. “Percebemos que as pessoas queriam também comida italiana e mudamos para cozinha árabe e mediterrânea. E mais trabalho, graças a Deus”.

Maria também tem parentes na Venezuela e se preocupa com a situação. Ela gostou da saída de Maduro do poder, mas vê ainda muito confusa a condição política local. “Tem muitas coisas para assimilar, não se sabe o que é verdade e o que é mentira”, disse, citando a complexidade do momento com a divisão política que vive o país.

“Tem que manter,  pelo menos por enquanto, o governo chavista para ver o que vai acontecer e depois fazer eleições livres. É preciso fazer uma limpeza. Tem que ter esperança de eleições limpas, mas não sabemos quando e se vai acontecer”, indicou, destacando que é uma incógnita o que pensa Donald Trump.

“O que interessa é a Venezuela renascer e voltar a ser produtiva como sempre foi”, concluiu.Fonte: Agência Brasil

Marco Rubio diz que EUA têm plano de três fases para a Venezuela

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, revelou que o governo de Donald Trump tem um plano em três etapas para a Venezuela após a queda do presidente Nicolás Maduro, retirado do poder pelos americanos no último sábado (3).

Segundo Rubio, o plano consiste em estabilização, recuperação e transição, nesta ordem.

“O primeiro passo é a estabilização do país. Nós não queremos que tudo descambe para o caos. Vamos pegar todo o petróleo que está na Venezuela, que eles não podem mexer por causa das nossas sanções. Vamos tomar em torno de 30 a 50 milhões de barris de petróleo e venderemos no mercado pelo preço que valem e não com os descontos que a Venezuela tinha.”

Segundo o secretário, o dinheiro levantado com a venda do petróleo venezuelano será controlado pelos Estados Unidos. “Nós vamos determinar que esse recurso seja usado para benefício do povo venezuelano e não vá para a corrupção ou para o regime.”

A segunda fase, que é a de recuperação, garantirá que os EUA, o Ocidente e empresas tenham acesso ao mercado venezuelano “de uma maneira que seja justa”. Nesta fase, a intenção do governo norte-americano também é promover a “reconciliação nacional” dentro da Venezuela, anistiando a oposição a Maduro, libertando da prisão as forças contrárias ao chavismo e “reconstruindo a sociedade civil”.

A terceira e última etapa do plano de Rubio é a transição política. O secretário de Estado disse que “no fim [deste processo de transição] a transformação do país vai depender do povo venezuelano”.Fonte: Agência Brasil

Agente de imigração atira e mata mulher em Minneapolis, nos EUA

O Departamento de Segurança Nacional confirmou hoje (7) que uma mulher foi baleada e morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante um confronto entre agentes federais e manifestantes no sul de Minneapolis, segundo informações do Minnesota Star Tribune. 

A porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, Tricia McLaughlin, disse que os agentes “estavam realizando operações direcionadas” quando membros da comunidade começaram a tentar bloquear os veículos. Ela disse que o agente da Imigração “disparou tiros defensivos” quando a mulher tentou atropelar os agentes.

Vários moradores da área que testemunharam a cena disseram que os agentes estavam ordenando que a mulher saísse do veículo. Um vídeo postado nas redes sociais mostrou o veículo dando ré antes de acelerar em direção a um agente, que disparou tiros à queima-roupa.

O governador de Minnesota, Tim Walz, pediu calma e disse que a “imprudência do governo Trump custou a vida de alguém”.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou que a mulher morta tinha 37 anos. “À família, sinto muito”, disse Frey, contestando a versão do Departamento de Segurança Nacional de que ela teria tentado atropelar os agentes.

“Agentes de imigração estão causando caos em nossa cidade”, afirmou. “Exigimos que o ICE deixe a cidade e o estado imediatamente. Estamos ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados.”

Em uma rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o agente agiu em legítima defesa. Segundo ele, imagens do episódio indicam que a motorista tentou atropelar o agente de forma “violenta” e “deliberada”.

Na terça-feira (6), o Departamento de Segurança Nacional deu início a uma grande ofensiva migratória na região. Cerca de 2 mil agentes e oficiais foram escalados para participar da operação, que está ligada, em parte, a investigações sobre supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali.Fonte: Agência Brasil

Nasce filha de Rafa Kalimann e Nattan

Rafa Kalimann deu á luz Zuza, sua primeira filha com o cantor Nattan. Na tarde desta terça-feira, 6 de janeiro, pelas redes sociais, o casal publicou as primeiras imagens da bebê e celebrou a chegada da filha.

“Zuza Helena Kalimann de Cesário 06/01/2026 O dia que será pra sempre”, escreveram.

Imediatamente, a postagem contou com mensagens de felicitações de fãs e também de famosos.

Segundo Rafa e Nattan, o nome da bebê é uma homenagem a avó do artista que morreu em 2025. Ela se chamava Josefina, mas era carinhosamente chamada pelo apelido.

O Fuxico