Blog do Walison - Em Tempo Real

Homem é encontrado morto em lagoa no Sul do Piauí

Um homem, identificado como Alexandro Ribeiro da Silva, de 47 anos, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (31), na lagoa da cidade de Pavussu, no Sul do Piauí. A informação foi confirmada ao g1 pelo Grupamento da Polícia Militar da cidade.

Segundo o sargento Daniel Veras, comandante do GPM de Pavussu, o corpo da vítima foi localizado por volta das 10h30.

“O corpo foi encontrado, a gente foi ao local, foi comunicado à Delegacia [de Polícia Civil] de Itaueira e ao IML (Instituto Médico Legal) de Floriano , que vieram ao local para fazer uma perícia e saber o motivo do fato ocorrido, se foi afogamento ou algum crime”, disse.

O corpo de Alexandro chegou ao IML de Floriano por volta das 15h30 e passa por análise. Até a última atualização desta reportagem, a causa da morte não foi identificada. Fonte: G1-PI

Presos suspeitos de tentar matar paciente dentro de hospital em Pastos Bons, no MA

Dois homens foram presos nesta sexta-feira (31), suspeitos de tentar matar uma vítima dentro de um hospital em Pastos Bons, no interior do Maranhão. O crime aconteceu no dia 19 de setembro, quando os suspeitos invadiram a unidade de saúde para concluir uma execução que havia sido iniciada horas antes.

Segundo a Polícia Civil, a vítima havia sido baleada e levada ao hospital da cidade. Mesmo ferida, voltou a ser alvo dos mesmos criminosos, que invadiram o local para tentar concluir o assassinato, mas paciente conseguiu escapar ao se esconder em uma das salas do hospital.

Com o avanço das investigações, os policiais identificaram os autores e pediram à Justiça mandados de prisão e de busca. Durante a operação, realizada nesta sexta-feira (31), no bairro São José, foram apreendidas quatro armas de fogo, munições, maconha, cocaína, câmeras de monitoramento, uma balança de precisão, celulares e cerca de R$ 12 mil em dinheiro.

Os dois presos também foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Um terceiro homem foi levado à delegacia por manter duas aves silvestres em casa, caracterizando crime ambiental.

Os dois presos também foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Um terceiro homem foi levado à delegacia por manter duas aves silvestres em casa, caracterizando crime ambiental. — Foto: Divulgação/ PCMA

Os dois presos também foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Um terceiro homem foi levado à delegacia por manter duas aves silvestres em casa, caracterizando crime ambiental. — Foto: Divulgação/ PCMA

A Polícia Civil informou que um dos investigados já havia sido condenado a oito anos de prisão por tentativa de homicídio.

Após os procedimentos legais, os presos foram encaminhados à Unidade Prisional de São João dos Patos, onde ficarão à disposição da Justiça.

A operação teve apoio das equipes das delegacias de Pastos Bons, Buriti Bravo, Paraibano e da 12ª Delegacia Regional de São João dos Patos. Fonte: G1-MA

Aneel mantém bandeira para vermelha 1 na conta de luz em novembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) a manutenção da bandeira vermelha patamar 1 irá vigorar no mês de outubro. Isso significa que as contas de energia elétrica terão adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Em agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh. Em outubro, a bandeira foi reduzida para o patamar 1.

De acordo com a Aneel, a medida foi adotada por causa do baixo volume de chuvas, afetando o nível dos reservatórios para a geração de energia nas usinas hidrelétricas.

“O cenário segue desfavorável para a geração hidrelétrica, devido ao volume de chuvas abaixo da média e à redução nos níveis dos reservatórios. Dessa forma, para garantir o fornecimento de energia é necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado, justificando a manutenção da bandeira vermelha patamar 1”, informou a agência.

A agência reguladora de energia elétrica acrescentou “que a fonte solar de geração é intermitente e não injeta energia para o sistema o dia inteiro”. “Por essa razão, é necessário o acionamento das termelétricas para garantir a geração de energia quando não há iluminação solar, inclusive no horário de ponta”, acrescentou.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.Fonte: Agência Brasil

Em atos, movimento negro pede investigação independente de ação no Rio

Em atos realizados no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Maranhão, manifestantes protestaram nesta sexta-feira (31) contra a Operação Contenção, ação policial realizada na capital fluminense nesta semana e que deixou 121 mortos, considerada a mais letal da história do país

Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 - Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 – Moradores da Vila Cruzeiro em manifestação de repúdio à Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No Rio, moradores dos complexos da Penha e do Alemão e de outras favelas do Rio de Janeiro fizeram uma caminhada. Mesmo debaixo de chuva, milhares de pessoas se reuniram em um campo de futebol, na Vila Cruzeiro, uma das comunidades do Complexo da Penha.

Entre os participantes, se destacam as mães de jovens mortos durante outras operações policiais.

São Paulo

Em manifestação (foto em destaque) na Avenida Paulista, o movimento negro reivindicou a federalização da investigação da ação policial, além da criminalização do governador Cláudio Castro e dos policiais militares.

“Pela federalização das investigações e a criação de políticas de acolhimento e acesso à justiça para as famílias vítimas da violência. Por reparação aos moradores por danos morais e psicológicos dessa política genocida do Estado brasileiro”, destacou Douglas Belchior, da Coalizão Negra por Direitos, e da União de núcleos de educação popular pré-vestibulares para a juventude negra, indígena e periférica (Uneafro Brasil).

O ato teve início em frente ao prédio do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e partiu em passeata em direção a Rua da Consolação. Entre as entidades participantes,  estavam o Movimento Negro Unificado (MNU), a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, a União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro), entidades sindicais e de movimentos populares.

“Mataram em um dia mais do que em Gaza. Lá é declarada a guerra, aqui não, mas ela existe, sempre existiu. Estamos aqui para fazer o combate. Mas sem armas de fogo. Com os nossos cérebros e com a com a força dos movimentos sociais e da população”, disse Zezé Menezes, fundadora da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo.

Maranhão

Em São Luís, os movimentos sociais se reuniram na Praça Deodoro, no centro, com cartazes, faixas e bandeiras criticando a violência policial.

O estudante Alex Silva, 18 anos, classificou a ação policial no Rio de Janeiro como a necropolítica, que “segrega as populações pobres e periféricas de cor preta” e criticou o governador Castro por ter considerado a operação um sucesso.

“Nós sabemos que no, meio dos mais de 100 mortos, tinham pessoas de bem, tinham pessoas que contribuíam para a sociedade”, acrescentou.

A integrante do movimento Quilombo Classe e Raça, Claudicéia Durans, 54 anos, disse que não se pode normalizar esse tipo de operação em comunidades pelo fato de os moradores serem pobres.

“Não pode ser normal uma situação dessa em que o Estado não entra com nenhuma política pública e quando a população fica à mercê de facções criminosas acontecer esse massacre. Nós somos totalmente contra as facções criminosas, somos a favor da população. A polícia, quando entrou nesses territórios, não se atentou para se as pessoas tinham algum envolvimento com a criminalidade”, pontuou a professora do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).

O integrante da central sindical Conlutas, Saulo Arcângelo, 54 anos, criticou a ausência de políticas públicas que levem educação, cultura, geração de renda e cidadania para a juventude, “que não tem uma perspectiva de trabalho, não tem uma perspectiva de educação, inclusive sendo presas fáceis do processo do tráfico de droga que cada vez mais cresce”.

Convocaram o ato a Frente Negra Revolucionária, o Movimento Correnteza Maranhão e a União Popular Maranhão. Os movimentos destacaram denúncias de que vítimas tinham sinais de execução.

Brasília

Na capital federal, o ato foi realizado próximo à Esplanada dos Ministérios. Os manifestantes defenderam uma investigação independente da Operação Contenção.

Brasília (DF), 31/10/2025 - Pessoas durante manifestação contra a operação policial Contenção no Rio de Janeiro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 31/10/2025 – Manifestação contra a operação policial Contenção no Rio de Janeiro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“O que ocorreu foi um brutal atentado contra a vida do povo preto e favelado”, disse Maria das Neves, integrantes do Conselho Nacional de Direitos Humanos. 

O conselho fez um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, preste informações sobre a ação policial contra facção criminosa do Comando Vermelho. Outro pedido foi encaminhado à ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, para uma perícia independente.

* Colaborou Antônio Trindade, da TV Brasil em Brasília

“Serei candidato com ou sem Brandão”, garante Felipe Camarão

Em um evento “Diálogos pelo Maranhão”, na cidade de Tuntum, o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), garantiu que será candidato ao governo em 2026.

Camarão deixou claro que não pretende recuar do projeto político que vem construindo e que não vai renunciar ao cargo.

“Eles fazem tudo para eu desistir. Mentem atacam, pedem para renunciar, tentam me comprar. Eu vou dar um recado claramente para eles: eu não vou renunciar, eu não vou desistir. Eu sou vice-governador do Maranhão e sou pré-candidato ao governo no ano que vem com ou sem Brandão. A decisão é dele”.

Fonte: blog do Neto Ferreira

Polícia Federal deflagra nova operação em Caxias e Codó

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (31), a Operação Falseta, com o objetivo de combater a aquisição e introdução em circulação de moeda falsa no estado.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, localizadas nos municípios de Caxias/MA e Codó/MA. Também foram determinadas as quebras de sigilo telemático.

As investigações em curso indicam que três indivíduos estariam envolvidos na aquisição de cédulas falsificadas e de papel-moeda para a eventual confecção de documentos falsos. Os investigados poderão responder pelos crimes de moeda falsa.

Fonte: blog do Gilberto Leda

Moradores de favelas protestam no Rio após megaoperação com 121 mortos

Moradores dos complexos da Penha e do Alemão e de outras favelas do Rio de Janeiro realizam um protesto na tarde desta sexta-feira (1º), após a morte de 121 pessoas na Operação Contenção, na última terça. Mesmo debaixo de chuva, milhares de pessoas se reuniram em um campo de futebol, na Vila Cruzeiro, uma das comunidades do Complexo da Penha, de onde pretendem sair em caminhada até a Avenida Brasil, uma das principais vias expressas da cidade.

Entre os participantes, se destacam as mães de jovens mortos durante outras operações policiais. Liliane Santos Rodrigues, moradora do Complexo do Alemão, perdeu o filho Gabriel Santos Vieira, de 17 anos, há apenas seis meses. O jovem estava na garupa de uma moto por aplicativo, a caminho do trabalho, quando foi baleado com cinco tiros durante uma perseguição policial.

“Eu estou sentindo a dor dessas mães. Foi um baque muito grande ver que um rapaz foi morto no mesmo lugar em que o meu filho morreu. Tem três dias que eu não sei o que é dormir direito. Muita gente julga, mas só sabe quem passa. Hoje eu estou aqui para dar força para essas mães.”

Até hoje, Liliane diz que tem poucas informações sobre o que aconteceu com seu filho e sobre quem fez os disparos que tiraram sua vida. Além de lutar por justiça, ela teme pela vida da filha mais nova, de apenas 9 anos.

“No dia da operação, eu estava dormindo, quando a minha filha entrou desesperada no meu quarto, tremendo, e falando ‘tá dando tiro’. Quando eu vi, ela tava alisando a foto do irmão no celular e chorando. Ela me perguntou: ‘Será que vai acontecer com a gente igual o que aconteceu com o meu irmão?’ Foi um dia desesperador. Parecia que os tiros estavam dentro da nossa casa.”

 

Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 - Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Essa tragédia dupla se abateu sobre a família de Nádia Santos, moradora do Complexo do Chapadão. Primeiro, ela perdeu Cleyton, morto a tiros em uma ação policial em 2015, depois foi o filho mais novo, Cleyverson, alvejado em 2022.

“Esse governador é o ‘Exterminador do Futuro’, porque ele extermina o futuro e os sonhos dos jovens. Ele poderia entrar com educação, com saneamento básico, com emprego, mas a única oportunidade que o governo deu pra eles foi caírem no narcotráfico e pegarem um fuzil na mão. Quando o governo não dá oportunidade, o tráfico abraça.

“E não é culpa nossa. Nenhuma mãe cria seu filho pra ver ele tombado sem cabeça. Eu ainda sangro pela morte dos meus filhos, mas hoje eu tô sangrando ainda mais pelas mortes desses 121 filhos”

Quem também participa da manifestação é Adriana Santana de Araujo, mãe de Marlon Santana de Araujo, um dos 28 mortos durante uma operação no Jacarezinho, em 2021, que figurava como a mais letal do Rio antes da realizada nesta semana.

Além de perder o filho, Adriana também foi vítima de uma fake news nas redes sociais, quando a identidade de uma mulher, que aparecia em uma foto segurando um fuzil, foi falsamente atribuída a ela. O sofrimento e as consequências da mentira obrigaram a microempreendedora a se mudar do Jacarezinho, onde vivia por quase 40 anos.

“Eu vim aqui porque eu sei o que essas mães de agora estão passando. A dor não passa nunca. A gente acostuma a viver com ela. Enterram os nossos filhos mortos e enterram nós, as mães, vivas. Logo depois que o Marlon morreu, meus outros filhos me protegeram do que tava sendo falado na internet. Depois de um tempo, eu pensei em voltar a trabalhar, pra seguir com a vida. Um dia, eu fui pegar um dinheiro na casa de um cliente, mas acabei batendo na porta errada, e o cara me disse: ‘se eu tivesse uma arma aqui, eu te matava, você tinha que morrer junto com o seu filho’”, lembra.

O protesto também reuniu membros de movimentos sociais e trabalhistas, como a dirigente sindical Raimunda de Jesus. “A forma que aconteceu aqui não acontece na Zona Sul, nas áreas mais ricas, mas lá também tem bandidos”.

“Nós, que moramos na periferia, somos discriminados. Mas o Estado não pode nos ver como inimigos. O Estado tem que tratar e cuidar do seu povo, de toda a sua população”, afirmou.

 

Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 - Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Segundo o governo do estado, a Operação Contenção foi realizada para cumprir 100 mandados de prisão e 180 de busca e apreensão contra a facção criminosa Comando Vermelho. A mobilização de cerca de 2,5 mil agentes fez da operação a maior em 15 anos no estado, mas o número recorde de mortos a tornou a mais letal da história.

Entre as 121 pessoas que morreram, quatro eram policiais e 117 eram civis. Segundo o governo do estado, 99 já foram identificados e 89 tiveram os corpos liberados para retirada no Instituto Médico Legal. Entre os que já tiveram a identidade divulgada, 78 tinham histórico criminal, e 42 tinham mandado de prisão pendente.

Entidades de direitos humanos e organizações da sociedade civil denunciam a operação como “massacre” e “chacina” e criticam a alta letalidade da ação, que inicialmente teve o número 58 mortos divulgado pelo governo do estado.

Familiares e moradores do Complexo da Penha, entretanto, retiraram dezenas de corpos de uma área de mata na região na madrugada seguinte à ação e relatam que tambem havia sinais de tortura e até mutilações nos cadáveres. Fonte: Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil

CNJ vai mapear organizações criminosas que atuam no país, diz Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, disse nesta sexta-feira (31) que o conselho vai mapear as organizações criminosas que atuam no país.

Mais cedo, Fachin participou da instalação de varas de combate à violência contra a mulher em Bauru, no interior de São Paulo.

Em meio à repercussão das mais de 120 mortes ocorridas durante a Operação Contenção, deflagrada pelas polícias do Rio de Janeiro para combater criminosos ligados do Comando Vermelho (CV), Fachin disse que mapeamento vai ajudar na elaboração de estratégias para reprimir o crime organizado.

“O Poder Judiciário está atento a isso e atuando fundamentalmente em duas frentes. A primeira delas é no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. Nós estamos desenvolvendo e, em breve teremos, o mapa das organizações criminosas do Brasil, donde provém, onde estão, quais seus principais pontos de interesse para que, a partir de dados e evidências, todo o sistema de Justiça, incluindo, de modo especial, as polícias e a Polícia Federal, possa ter melhores políticas de combate às organizações criminosas”, afirmou.

Direitos Humanos

O ministro ressaltou ainda que o Supremo defende que a proteção dos direitos humanos deve ser tratada como medida de segurança pública.

“Onde há uma organização criminosa, há uma conexão, que começa dentro dos estabelecimentos penitenciários. É esse elo que precisa ser cortado”, completou.

ADPF das Favelas

Os desdobramentos da Operação Contenção são acompanhados na Corte por meio do processo que é conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual o STF já determinou medidas para combater a letalidade policial na capital fluminense.

Na quarta-feira (29), o ministro Alexandre de Moraes pediu que o governador do Rio, Claudio Castro, preste esclarecimentos sobre a operação.

Moraes também marcou uma audiência na próxima segunda-feira (3), no Rio de Janeiro, para tratar do tema.Fonte: Andre Richter – Repórter da Agência Brasil

Lula assina Projeto de lei Antifacção e envia ao Congresso

presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta sexta-feira (31), o projeto de lei Antifacção para ser encaminhado ao Congresso Nacional ainda hoje em regime de urgência.

A Secretaria de Comunicação do governo confirmou a informação nesta tarde à imprensa, havendo apenas “pequenos ajustes de redação” ao texto que foi elaborado pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

proposta é levada ao Legislativo depois dos resultados da Operação Contenção, que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro.

Conforme havia sido informado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a proposta inclui agravar a pena para lideranças e integrantes de organizações criminosas.

Os condenados pelo crime de “organização criminosa qualificada”, que passaria a ser um novo tipo penal, poderão receber a pena de 30 anos de prisão.

O texto prevê ainda a criação de um banco de dados nacional para ter uma espécie de catálogo de informações dessas facções com a finalidade de reunir informações estratégicas para investigação e rastreamento desses grupos.

Outro ponto é adotar ações para diminuir os recursos financeiros das facções de maneira mais rápida.

Um exemplo seria a apreensão de bens, direitos ou valores do investigado, inclusive durante o curso do inquérito ou quando houver suspeita de que sejam produtos ou instrumento de prática de crimes.

Infiltração

Outra ação prevista pela proposta é a de infiltração de policiais e colaboradores na organização criminosa durante a investigação e até a possibilidade de criar pessoas jurídicas fictícias para facilitar a infiltração na organização criminosa

O projeto de lei ainda apresenta outra possibilidade, durante a investigação, ao autorizar o monitoramento dos encontros realizados entre presos provisórios ou condenados integrantes de organização criminosas

Penas de prisão

A proposta defende a necessidade de aumento de pena da organização criminosa simples, de 3 a 8 anos de prisão para de 5 a 10 anos. O agravamento ainda maior (de dois terços ao dobro) das penas ocorreria nos casos do tipo penal caracterizado como  “organização criminosa qualificada”.

Entre os exemplos dessa característica, estão nos casos em que ficar comprovado o aliciamento de criança ou adolescente para o crime, ou mesmo quando a ação for funcionário público. Outra “qualificação” do crime organizado pode ser entendida nos casos de exercício de domínio territorial ou prisional pela organização criminosa.

São ainda situações de agravamento de pena o uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido e quando houver morte ou lesão corporal de agente de segurança pública. Pelo projeto, o crime tipificado como de organização criminosa qualificada passa a ser considerado hediondo, ou seja, inafiançável.

Domínio territorial

O domínio territorial pelo crime organizado ocorre, conforme exemplifica o ministro da Justiça, em comunidades dominadas por facções, o que deixa os moradores vulneráveis.

Banco de dados

Em relação ao banco de dados, a intenção é ter o máximo de detalhes, inclusive até o DNA das pessoas envolvidas com o crime organizado.

Lula defende tramitação rápida

O presidente Lula usou as redes sociais para defender a proposta.

“O projeto cria mecanismos que aumentam o poder do Estado e das forças policiais para investigar e asfixiar financeiramente as facções”, explicou o presidente.

Lula entende que a proposta do Executivo garante instrumentos que blindam os órgãos públicos da atuação de membros desse tipo de organizações criminosas.

Ele aproveitou para argumentar também a favor da PEC da Segurança Pública, enviada ao Congresso em abril, em vista da possibilidade de ações integradas entre os órgãos federais, estaduais e municipais no combate aos criminosos.

“As facções só serão derrotadas com o esforço conjunto de todas as esferas de poder. Diferenças políticas não podem ser pretexto para que deixemos de avançar”.

Ele pediu ao Congresso que a tramitação seja rápida dos projetos. “As famílias brasileiras merecem essa dedicação”, finalizou o presidente. Fonte: Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil