Blog do Walison - Em Tempo Real

Cresce população de antas na natureza, no estado do Rio de Janeiro

filhote de anta

Extinta há cerca de 100 anos, a população de antas volta a crescer no estado do Rio de Janeiro. Na quinta-feira (4), foi registrado o quarto filhote de anta livre na natureza pelas equipes dos projetos Refauna e ANTologia, na área do Parque Estadual dos Três Picos e Reserva Ecológica de Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu. Esse é o segundo filhote nascido este ano e deve ter entre 4 e 5 meses de idade.

O último registro oficial de anta no estado foi em 1914. O trabalho de reintrodução começou a ser planejado em 2016, com a chegada das primeiras antas à região ocorrendo em 2017, para serem soltas no início de 2018. A preparação é muito longa, disse hoje (8) à Agência Brasil a bióloga Joana Macedo, coordenadora do Projeto ANTologia, que está patrocinando a reintrodução das antas com recursos de Furnas Centrais Elétricas, subsidiária da Eletrobras. Um dos aspectos que torna a reintrodução de antas desafiadora é a reprodução lenta desses animais. A gestação dura 13 meses para o nascimento de um único filhote que, depois de nascer, acompanha a mãe por cerca de um ano e meio.

População

Graças aos esforços para trazer de volta esse animal às matas fluminenses, atualmente são 12 antas vivendo soltas, sendo quatro que já nasceram em liberdade. O trabalho é feito também junto à população do entorno, para que os animais sejam bem recebidos. Em setembro próximo, chegará mais um casal e, até o final de dezembro, é esperado outro casal.

O mais novo filhote foi registrado em vídeo andando com sua mãe, no monitoramento efetuado por armadilhas fotográficas em uma área que foi reflorestada em 2013 pelo Projeto Guapiaçu. Cada nascimento é muito comemorado pela equipe, e a sobrevivência dos filhotes indica o sucesso do trabalho de reintrodução da espécie. Joana Macedo explicou que as mães antas são muito protetoras e só têm segurança para andar com os filhos pelas trilhas quando eles estão maiores. “É uma questão de proteção da mãe”.

Risco

A felicidade com o nascimento de mais um filhote de anta vem acompanhada, entretanto, de preocupação. Joana informou que nos últimos tempos as armadilhas fotográficas têm registrado a presença de caçadores armados. Isso ocorreu na mesma trilha e no mesmo dia em que o filhote passou com sua mãe. “Pelas fotos, a impressão que a gente tem é que está vindo gente de fora para caçar por ali”, disse a coordenadora.

Segundo Joana Macedo, normalmente o monitoramento detecta gente passando pelas trilhas, em sua maioria turistas ou pescadores que usam os lagos da região para pescar à noite. Agora, porém, tem ficado muito frequente encontrar gente andando armada na floresta, com roupas camufladas. “Está bem preocupante. Isso tem aumentado muito”.

Para os pesquisadores, isso é reflexo da política de flexibilização de licenças para armas de fogo, que fez aumentar em 474% o número de registro de caçador, atirador e colecionador (CAC) nos últimos anos, de acordo com o Anuário de Segurança Pública. O fato foi denunciado ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que tem contato direto com a Polícia Ambiental e pode realizar as ações pertinentes.

Segundo a coordenadora do Projeto ANTologia, um dos problemas do aumento expressivo do acesso às armas de fogo é pôr em risco a fauna local, incluindo as espécies ameaçadas de extinção, além da equipe que trabalha em campo. “É triste para os que trabalham pela conservação da biodiversidade, mas seguimos nessa luta, torcendo pela segurança desse filhote de anta e de todos os animais silvestres que enriquecem nossas florestas”.

Até hoje não foi registrada nenhuma anta perdida para caça. Joana admitiu, contudo, que há animais que migram para fora da área monitorada e a reserva perde suas informações. A preocupação é grande porque o trabalho e a reintrodução dos animais na natureza têm custos elevados, requerem muito planejamento e exigem uma equipe grande de profissionais, indicou.

Meta

A meta dos pesquisadores é estabelecer uma população de 50 antas vivendo não só no Parque dos Três Picos, mas em todo o maciço florestal que forma o mosaico central da Mata Atlântica fluminense, que reúne várias unidades de conservação contíguas, incluindo animais adultos e nascimentos. “Esse é o número mágico que a gente quer alcançar. É um trabalho de longo prazo”. Todos os animais são microchipados e levam um colar de monitoramento com GPS e rádio.

A reintrodução das antas é uma iniciativa dos Projetos Refauna e ANTologia, com financiamento de Furnas, parceria da Reserva Ecológica de Guapiaçu e apoio da Secretaria de Educação de Cachoeiras de Macacu. O Projeto Refauna tem o objetivo geral de restaurar a Mata Atlântica do Rio de Janeiro, sua fauna de mamíferos e as interações ecológicas. Já o Projeto ANTologia faz parte do Plano de Ação Nacional para Conservação de Ungulados, que são animais de cascos ímpares, como antas, rinocerontes, cavalos, burros, zebras.Por: Fernando Fraga Agência Brasil

Anvisa proíbe uso do fungicida carbendazim em produtos agrotóxicos

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (8) por unanimidade a proposta de Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) que proíbe, em todo o país, o uso do fungicida carbendazim em produtos agrotóxicos.

A deliberação de hoje, ou seja, a conclusão da reavaliação toxicológica do carbendazim, cumpre determinação judicial que deu o prazo de 60 dias – a partir do dia 10/6/2022 – para que Anvisa concluísse o procedimento. A eliminação do produto, no entanto, será gradual, uma vez que ele é largamente utilizado por agricultores brasileiros nas plantações de feijão, arroz, soja e de outros importantes produtos agrícolas.

Tendo por base o sistema Agrofit do Ministério da Agricultura, a Anvisa informou que o carbendazim está entre os 20 agrotóxicos mais utilizados no Brasil. “Atualmente existem 41 produtos formulados e 33 produtos técnicos a base da substância com registro ativo no Brasil, divididos entre um total de 24 empresas”, detalhou a agência.

Conclusões

O voto do relator – o diretor Alex Machado Campos – teve por base as conclusões de um levantamento feito pela área técnica da Anvisa, apresentadas pelo especialista em regulação e vigilância sanitária Daniel Coradi.

Entre as conclusões apresentadas no relatório, está a de haver “evidências de carcinogenicidade, mutagenicidade e toxidade reprodutiva” para o carbendazim, e que “não foi possível encontrar um limiar de dose seguro para a população, no que se refere a mutagenicidade e à toxicidade reprodutiva” deste produto.

Portanto, acrescentou o especialista, como a exposição da população à carbendazim é “relevante, dietética e ocupacional”, será proibido seu uso “como ingrediente agrotóxico no Brasil”, concluiu.

Eliminação gradual

A fim de evitar que a imediata proibição acabe resultando em danos ao meio ambiente, devido à queima ou ao descarte inadequado dos produtos já adquiridos pelos produtores, a Anvisa optou por implementar uma eliminação gradual de agrotóxicos contendo carbendazim.

A importação, tanto do produto técnico como do formulado, será proibida de imediato, a partir da publicação da RDC. A proibição sobre a produção (na versão formulada) começará a valer no prazo de três meses. Já proibição da comercialização terá início no prazo de seis meses, contados a partir da publicação, que deve ocorrer nos próximos dias.

A Anvisa dará prazo de 12 meses para o início da proibição da exportação desses produtos. “Lembrando que a validade do carbendazim é de dois anos, o descarte adequado deverá ser implementado no prazo de 14 meses”, detalhou Coradi.

Além de aprovar na íntegra o voto do relator [pelo banimento, pelo esgotamento dos estoques e pelos encaminhamentos de ofício aos órgãos competentes], a diretora Meiruze Sousa Freitas sugeriu o envio, ao Ministério da Saúde, de ofício sugerindo a reavaliação das condições para trabalhadores que manuseiam o carbendazim para fins não-agrícolas, como é o caso de seu uso visando a conservação de madeira e de tintas.

Segundo ela, essa medida levaria evitaria “riscos a trabalhadores e ao sistema de saúde”. A sugestão foi acatada por toda a diretoria.

Argumentações

Além de detalhar a composição e o modo de ação da carbendazim no combate a fungos, o especialista Daniel Coradi disse que diversos países – entre eles, os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e a comunidade europeia – não autorizam o uso do produto em culturas alimentares.

A Anvisa contabilizou 72 notificações de exposições ao produto entre 2008 e 2018 e apresentou avaliações feitas por meio do sistema de monitoramento da qualidade da água, o Sisagua do Ministério da Saúde.

“Entre 2014 e 2019, em 63.317 amostras do Sisagua, 15,45% (9.784) tiveram como resultado a detecção de carbendazim em várias concentrações. Algumas delas, acima dos limites de detecção considerado adequado para a normativa do Ministério da Saúde”, disse.

“A Anvisa avaliou, entre 2013 e 2015, 25 culturas [agrícolas]. Resíduos de carbendazim foram encontrados em 24% das amostras; sendo 3,6% consideradas insatisfatórias. Ou seja, estava presente acima do limite máximo permitido ou estavam em cultura não autorizadas”, acrescentou Coradi. Em outra avaliação – de 14 culturas, feita entre 2017 e 2018 –, os resultados foram 11% e 1,34% respectivamente.

Cancerígena

A determinação de suspensão do carbendazim já havia sido feita de forma cautelar no dia 21 de junho, durante reunião extraordinária da diretoria colegiada da Anvisa. Entre os argumentos apresentados na oportunidade estava o de que o carbendazim “possui aspectos toxicológicos proibitivos de registro, não sendo possível estabelecer um limiar de dose segura para a exposição” humana.

O documento então divulgado pela agência citou o potencial do agrotóxico para provocar câncer, prejudicar a capacidade reprodutiva humana e afetar o desenvolvimento. “Os aspectos toxicológicos que motivaram a reavaliação do carbendazim são as suspeitas de mutagenicidade, carcinogenicidade, toxicidade para o desenvolvimento e toxicidade reprodutiva”, detalhou a Anvisa.

Foi em 2019 que a Anvisa deu início à reavaliação do carbendazim, em razão dessas suspeitas. Como não há, no Brasil, prazo de validade para o registro de agrotóxicos, o produto pôde então entrar no mercado e ser comercializado de forma indefinida. “Por isso, a reavaliação é o instrumento técnico e legal para a revisão do perfil de segurança de produtos, a partir de novas informações produzidas pelos sistemas de monitoramento ou pesquisas científicas”, justificou, em nota, a Anvisa.Por: Lílian Beraldo Agência Brasil

PM acusado de matar lutador Leandro Lo é preso

Leandro Lo - campeão mundial de jiu-jitsu é baleado a cabeça e morre em São Paulo - em 07/08/2022

O policial militar acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo Pereira do Nascimento foi preso e prestou depoimento à Polícia Civil. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo (SSP), o caso está sendo investigado pelo 16º Distrito Policial, da Vila Clementino.

Ainda de acordo com a SSP, a Polícia Militar também faz uma apuração administrativa do caso.

Leandro Lo morreu após ser baleado na cabeça em uma briga em um show na noite de sábado (6), na capital paulista. Ele chegou a ser socorrido no Hospital Saboya, na zona sul paulistana, mas morreu horas depois, já no domingo (7)Por: Maria Claudia Agência Brasil

Tesouro pagou em julho R$ 400,56 milhões em dívidas de estados

Real Moeda brasileira, dinheiro

A União pagou, em julho, R$ 400,56 milhões em dívidas atrasadas de estados, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado hoje (8) pelo Tesouro Nacional. Do total, R$ 162,95 milhões são débitos não quitados pelos estados de Minas Gerais; R$ 106,67 milhões do Rio de Janeiro; R$ 77,46 milhões de Goiás, e R$ 53,47 milhões do Rio Grande do Sul.

Este ano, já são R$ 5,02 bilhões de dívidas de entes subnacionais honradas pela União. Os que tiveram os maiores valores honrados foram os estados de Minas Gerais (R$ 1,97 bilhão), Rio de Janeiro (R$ 1,9 bilhão) e Goiás (R$ 723,04 milhões). Rio Grande do Sul (R$ 399,23 milhões) e Rio Grande do Norte (R$ 15,50 milhões) também aparecem na lista de entes que tiveram as garantias honradas em 2022.

Desde 2016, a União realizou o pagamento de R$ 46,93 bilhões em dívidas garantidas. Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional também disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas.

As garantias representam os ativos oferecidos pela União – representada pelo Tesouro Nacional – para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidor das operações, ele é comunicado pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.

Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, o Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto com bloqueios de repasses federais ordinários, além de impedir novos financiamentos. Há casos, entretanto, de bloqueio na execução das contragarantias, a partir da adoção de regime de recuperação fiscal ou por meio de decisões judiciais que suspenderam a execução.

Em 2022, a União recuperou R$ 29,35 milhões em contragarantias. Todo o valor é referente a dívidas pagas do estado do Rio Grande do Norte.Por: Lílian Beraldo Agência Brasil

Eleições 2022: termina hoje prazo para recusar nomeação como mesário

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, votou no final da manhã de hoje (7) na seção eleitoral que funciona em uma escola no bairro Lago Norte, em Brasília

Os eleitores que receberam na última quarta-feira (3) a convocação para trabalhar como mesários nas eleições deste ano têm até hoje (8) para pedir dispensa da nomeação, apresentando justificativa ao juiz responsável pelo cartório eleitoral onde vota.

Na última quarta-feira (3), terminou o prazo para que cada cartório eleitoral fizesse todas as nomeações de mesários e integrantes do apoio logístico para as eleições. O primeiro turno de votação está marcado para 2 de outubro e eventual segundo turno, para 30 de outubro.

Os mesários trabalham nas mesas receptoras de votos ou de justificativa, dando andamento à fila de votação. Neste ano, a Justiça Eleitoral prevê a convocação de 2 milhões de colaboradores para esse trabalho.

Quem foi nomeado recebeu uma convocação pelo correio, por e-mail ou por WhatsApp, a depender de como cada estado optou por fazer a comunicação. Desde a data de recebimento da convocação, o eleitor tem cinco dias para pedir a dispensa. Nesta segunda-feira (8), portanto, termina o prazo para quem recebeu a notificação na última quarta (3).

Pôde ser convocado para compor as mesas de votação qualquer eleitor com mais de 18 anos e que esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral. Pela lei, é dada prioridade para pessoas com ensino superior, professores e serventuários da Justiça Eleitoral.

Além dos convocados, há mesários voluntários, que são chamados a partir do alistamento feito em cada tribunal regional eleitoral.

Entre os benefícios de trabalhar como mesário está o recebimento de vale-alimentação diário de até R$ 45, a dispensa do trabalho pelo dobro dos dias dedicados à Justiça Eleitoral, caso o cidadão tenha carteira assinada, e a vantagem em critérios de desempate em concursos.

Não podem ser mesários: os menores de 18 anos; candidatos e respectivos cônjuges e parentes, ainda que por afinidade, até o segundo grau; integrantes de diretórios de partido político ou federação de partidos que exerçam função executiva; autoridades e agentes policiais; e funcionários que exercem cargos de confiança no Poder Executivo.

Caso o cidadão receba a convocação e não informe um desses motivos para impedimento, fica sujeito a penas como multa, até mesmo, prisão.

Se for convocado e faltar sem apresentar justa causa ao juiz eleitoral até 30 dias após a eleição, o mesário pagará multa. Se o faltoso for servidor público, a pena será de suspensão de até 15 dias. Caso a mesa fique impedida de funcionar porque o mesário deixou de comparecer, as penalidades serão aplicadas em dobro.Por: Nádia Franco Agência Brasil

IFMA Caxias convoca inscritos na Lista de Espera do SiSU

Na última quinta-feira (04), o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) publicou a segunda convocação de candidatos inscritos na Lista de Espera do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) para ingresso no segundo semestre de 2022, conforme o Aviso nº 05. O SiSU é o sistema informatizado do Ministério da Educação (MEC), no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2021. Entre os requisitos, ele deve ter obtido nota na redação maior que zero e não ter participado na condição de treineiro.

O período de matrícula acontece até esta terça-feira (9), presencialmente nos respectivos campi do IFMA ou pela internet por meio do link abaixo. Os candidatos inscritos para o Campus Caxias podem comparecer, em dias úteis, ao Departamento de Registro e Controle Acadêmico (DRCA), no horário das 8h às 12h ou de 14h às 18h. A unidade do IFMA em Caxias está localizada na MA-349, Km 02.

Faça sua matrícula aqui

Toda a documentação exigida no ato da matrícula pode ser consultada no Edital Complementar nº 86/2022.

Clique aqui para acessar as convocações, editais e avisos

Os candidatos convocados que não efetuarem a matrícula no prazo estipulado perderão o direito à vaga. Caso não sejam preenchidas todas as vagas, há mais uma convocação prevista para o dia 12 de agosto.

Nesta edição do SISU, o IFMA ofertou 390 vagas em seis campi: São Luís – Monte Castelo, Barra do Corda, Barreirinhas, Buriticupu, Caxias e São José de Ribamar. O Campus Caxias oferta 40 vagas no curso Ciência e Tecnologia de Alimentos (tarde/noite) e 40 no curso de Matemática (tarde/noite). Saiba mais sobre os cursos de graduação oferecidos pelo Campus Caxias acessando a página “Nossos Cursos”.Por: Ascom/ IFMA 

Homem é preso após render motorista com chave de fenda e assaltar ônibus em São Luís

Na madrugada desta segunda-feira (8), um homem, identificado como Thalysson Bruno dos Santos, de 24 anos, foi preso suspeito de assaltar um ônibus do transporte coletivo na avenida Marechal Castelo Branco, no bairro São Francisco, em São Luís.

De acordo com a polícia, por volta das 1h30, o preso anunciou o assalto em posse de uma chave de fenda e roubou R$ 77 da renda do coletivo, que fazia a linha Calhau/Litorânea.

O motorista do ônibus acionou a polícia e o suspeito foi preso. Com ele, os policiais apreenderam a ferramenta utilizada no crime e o dinheiro levado do coletivo.Por: G1-MA

Colesterol alto é fator de risco para doenças cardiovasculares

pressão arterial, hipertensão arterial

O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional RJ (SBD-RJ), Daniel Kendler, lembra, no Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado hoje (8), que o excesso dessa gordura no organismo é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame. Cerca de 40% da população brasileira têm colesterol elevado, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). 

Em entrevista à Agência Brasil, Kendler, endocrinologista e professor do Instituto de Educação Médica (Idomed) da Universidade Estácio de Sá, explicou que o colesterol é um tipo de gordura produzida tanto pelo próprio organismo quanto pela ingestão de alimentos. 

“Essa gordura é importante para a fabricação de hormônios, para a constituição de membranas celulares. Ela tem várias funções que são super importantes”. Já o excesso de colesterol, entretanto, principalmente do chamado colesterol LDL, ou colesterol ruim, é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame. O “colesterol bom” é conhecido como HDL.

Segundo o endocrinologista, o excesso de colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, fazendo com que elas fiquem obstruídas e o sangue pare de chegar ao coração; no caso das artérias cerebrais, pode ocorrer o AVC ou derrame cerebral.

Combate

Para combater o excesso de colesterol, Daniel Kendler destacou a necessidade de melhorar a saúde do indivíduo como um todo. “Quando queremos melhorar o colesterol alto, logo pensamos nas medidas que evitam as doenças cardiovasculares: manter o peso adequado, fazer atividade física regular, não fumar, não ingerir bebida alcoólica em demasia. Tudo isso é importante para o indivíduo que tem colesterol alto. Porque a doença cardiovascular tem vários fatores de risco e temos que atacar todos eles”.

Outro orientação útil para a redução do colesterol alto é evitar o consumo de gorduras saturadas, principalmente gorduras de origem animal. “É o indicado para redução do colesterol”, afirmou o médico. Ele admitiu que, em alguns momentos, dependendo dos níveis de gordura, há necessidade do uso de medicamentos. “Mas vida saudável todo mundo pode e deve ter, independentemente de ir ao médico”.

A realização de exame de sangue anual para medir o colesterol é importante, lembrou o presidente da SBD-RJ. Isso se explica porque o colesterol alto não apresenta sintoma nenhum. A orientação é que, a partir de 40 anos de idade, ou antes, se a pessoa tiver outros fatores de risco, como obesidade, diabetes, história familiar, pressão alta, deve fazer, além da consulta, exame laboratorial para avaliar os níveis de colesterol.

Recomendação

Kendler ressaltou que não existe receita mágica, porque cada indivíduo é diferente. Mas a recomendação geral para evitar o colesterol alto é “não fume, beba com moderação, faça atividade física regular e tenha uma alimentação balanceada em relação à proteína animal, com pouca gordura saturada, muita fibra, vegetais, frutas”. Acrescentou que a proteína animal, com muita gordura, tende a aumentar o colesterol.

O especialista destacou que anualmente, no Brasil, as doenças cardiovasculares são as principais causas de óbitos registrados. Observou ainda que a hereditariedade também pode determinar o colesterol alto, mesmo em indivíduos que tenham hábitos saudáveis. É a chamada hipercolesterolemia familiar, comentou.Por: Graça Adjuto Agência Brasil

Inflação muda comportamento dos brasileiros, mostra pesquisa

Com o orçamento apertado, um em cada quatro habitantes no país não consegue pagar todas as contas no fim do mês. A constatação é de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB Pesquisa, que aponta redução nos gastos com lazer, roupas e viagens.

De acordo com a pesquisa, sair do vermelho está cada vez mais difícil. Isso porque apenas 29% dos brasileiros poupam, enquanto 68% não conseguem guardar dinheiro. Apesar disso, 56% dos entrevistados acreditam que a situação econômica pessoal estará um pouco ou muito melhor até dezembro.

O levantamento também mostrou que 64% dos brasileiros cortaram gastos desde o início do ano e 20% pegaram algum empréstimo ou contraíram dívidas nos últimos 12 meses. Em relação a situações específicas, 34% dos entrevistados atrasaram contas de luz ou água, 19% deixaram de pagar o plano de saúde e 16% tiveram de vender algum bem para quitar dívidas.

Outros hábitos foram afetados pela inflação. Segundo a pesquisa, 45% dos brasileiros pararam de comer fora de casa, 43% diminuíram gastos com transporte público e 40% deixaram de comprar alguns alimentos.

Entre os que reduziram o consumo, 61% acreditam na melhora das finanças pessoais nos próximos meses. O otimismo, no entanto, não se refletirá em consumo maior. Apenas 14% da população pretendem aumentar os gastos até o fim do ano.

Pechincha

Entre os itens que mais pesaram no bolso dos entrevistados nos últimos seis meses, o gás de cozinha lidera, com 68% de citações. Em seguida, vêm arroz e feijão (64%), conta de luz (62%), carne vermelha (61%) e frutas, verduras e legumes (59%). Os combustíveis aparecem em sexto lugar, com 57%. No caso dos alimentos, a percepção de alta nos preços de itens como arroz, feijão e carne vermelha aumentou mais de 10 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, em abril.

Com a alta dos preços, a população está recorrendo a um hábito antigo: pechinchar. Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados admitiram ter tentado negociar um preço menor antes de fazer alguma compra neste ano. Um total de 51% parcelou a compra no cartão de crédito, e 31% admitiram “comprar fiado”. Os juros altos estão tornando o crédito menos atrativo. Menos de 15% dos brasileiros recorreram ao cheque especial, crédito consignado ou empréstimos com outras pessoas.

De acordo com o presidente da CNI, Robson Andrade, os rescaldos da pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia comprometeram a recuperação econômica do país. A aceleração da inflação levou à alta dos juros, o que tem desestimulado o consumo e os investimentos. Em contrapartida, afirma Andrade, o desemprego está caindo, e o rendimento médio da população está se recuperando gradualmente, o que dá um alento para os próximos meses.

O levantamento, encomendado pela CNI ao Instituto FSB Pesquisa, é o segundo realizado no ano com foco na situação econômica e nos hábitos de consumo. Foram entrevistados presencialmente 2.008 cidadãos, em todas as unidades da Federação, de 23 a 26 de julho.Por: Agência Brasil

Dois homens são mortos por suspeito que estava em garupa de moto, no Monte Castelo

Disparo de arma de fogo — Foto: Foto: Divulgação (Imagem ilustrativa)

Na noite desse sábado (6), dois homens foram mortos a tiros dentro de um bar no bairro Monte Castelo, em São Luís. Ivaldo Rodrigues Fonseca, de 52 anos, e João de Jesus Vieira Leite, de 50 anos, foram mortos enquanto bebiam no estabelecimento.

De acordo com a polícia, por volta das 20h30, dois homens chegaram no bar em um motocicleta. O suspeito que estava na garupa desceu do veículo e efetuou vários disparos de arma de fogo contra as vítimas.

Ivaldo Rodrigues morreu ainda no local do crime. João de Jesus Vieira chegou a ser socorrido por parentes e encaminhado para o Hospital Municipal Djalma Marques (‘Socorrão I’), mas não resistiu aos ferimentos e também foi a óbito.

O local do crime foi isolado até a chegada do delegado da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), do Instituto de Criminalística (ICRIM) e remoção do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML).

Policiais militares do 38º BPM fizeram diligências no local, mas, até o momento, o autor dos disparos não foi localizado.Por: G1-MA