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Mais de R$ 85 bilhões foram investidos no RS desde início de enchentes

Porto Alegre (RS), 20/05/2024 – CHUVAS RS- LIMPEZA - Comerciantes retiram entulho e limpam lojas para retomar os negócios no Centro Histórico de Porto Alegre. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Em um mês de atuação, a Secretaria Extraordinária para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul contabilizou o investimento, pelo governo federal, de R$ 85,7 bilhões para custear diversas medidas de socorro e apoio à população, aos empresários e às administrações estadual e municipais desde o início da calamidade pública no estado no fim de abril deste ano.

Em balanço divulgado nesta segunda-feira, a secretaria detalha a atuação de 30 mil profissionais das Forças Armadas e de forças de segurança ligadas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que contribuíram em parte do salvamento de 89 mil pessoas e de 15 mil animais silvestres, domésticos e de produção pecuária.

A secretaria informa a construção emergencial, pelas Forças Armadas e pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), de 13 hospitais de campanha, que já prestaram 15 mil atendimentos. O Ministério da Saúde enviou 8 milhões de medicamentos e insumos ao estado e 21 mil pessoas foram imunizadas contra a influenza. Para atendimento e manutenção dos serviços de saúde, R$ 282 milhões foram enviados adicionalmente.

Brasília (DF) 11/06/2024  Reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados  para ouvir o ministro da Secretaria Extraordinária da Presidência da República para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Ministro Paulo Pimenta comanda a Secretaria Extraordinária para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul – Lula Marques/Agência Brasil

Outro destaque entre as ações no primeiro mês da secretaria extraordinária foi o acolhimento: o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social encaminhou recursos federais para prestação de serviços humanitários, como, por exemplo, compra de água, instalação de banheiros químicos e fornecimento de cobertores e alimentação. Para garantir segurança alimentar à população, mais de 18 mil toneladas de doações foram transportadas pelos Correios e pelas Forças Armadas e mais de 52 mil cestas de alimentos foram entregues. Em parceria de empresários com o governo federal, 3 mil botijões de gás de 13 quilos por mês foram doados a 191 cozinhas solidárias, com investimento de R$ 1,8 milhão.

Por intermédio do Auxílio Reconstrução, foram feitos repasses de R$ 5,1 mil para cada família que teve prejuízos diretos causados pelas chuvas e enchentes, como forma de ajudar na retomada das atividades normais nos lares. Até o momento, mais de 100 mil pessoas já receberam o repasse único, e mais de R$ 663 milhões já foram pagos. Na parte da habitação, foi lançado plano de aquisição de moradias prontas, novas e usadas para doação a famílias desabrigadas. E o programa Minha Casa Minha Vida/Reconstrução já está recebendo o cadastro de habitações.

Neste mês, o governo adicionou 21,7 mil famílias ao programa Bolsa Família Unificado e Ampliado. Com isso, 658 mil famílias do estado estão sendo beneficiadas com o pagamento de junho. Quanto ao Imposto de Renda, 900 mil contribuintes gaúchos que tinham direito à restituição do Imposto de Renda tiveram o pagamento antecipado e já receberam os recursos.

O balanço sobre as ações do governo federal em três frentes: cuidado com as pessoas, apoio às empresas e suporte ao estado e municípios, desde o início da calamidade pública em todo o estado.

Apoio ao governo e às empresas

O balanço da secretaria também destaca o apoio a empresas por meio de financiamentos. Medida provisória autorizou três linhas para financiamento que totalizam R$ 15 bilhões a empresas de locais impactados pela calamidade pública. As linhas de empréstimo são destinadas à contratação de serviços, aquisição de máquinas e equipamentos, financiamento de empreendimentos e para capital de giro.

Também se destaca o Pronampe emergencial. O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte emprestou R$ 1,3 milhão a 13 mil empresários gaúchos que sofreram perdas em seus negócios. O crédito tem subsídio de 40% do governo federal. O pagamento pelos empreendedores tem carência de 24 meses.

Além disso, 434 mil trabalhadores formais receberão um salário mínimo por dois meses, julho e agosto. Adicionalmente, R$ 1,7 bilhão foram liberados para 538 mil trabalhadores que optaram por fazer o Saque Calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e mais R$ 11 milhões serão para duas parcelas adicionais do seguro-desemprego a 6.636 trabalhadores;

Outro destaque foi a suspensão por três anos da dívida do Rio Grande do Sul com a União e, desta forma, liberou R$ 11 bilhões ao fundo para a reconstrução do estado. Além disso, R$ 12 bilhões referentes a juros do total da dívida foram perdoados. Obras emergenciais e de reconstrução de estruturas danificadas foram viabilizadas com a transferência de mais de R$ 12,1 bilhões aos municípios afetados pelas enchentes.

O balanço apresenta ainda dados sobre as rodovias do estado, com a liberação de 112 trechos de 11 estradas federais que tinham bloqueios devido às chuvas; o restabelecimento dos serviços de telecomunicações em todos os municípios e o fornecimento de energia chegando à normalização.

A Defesa Civil Nacional, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, aprovou 566 planos de trabalho para recuperação dos municípios, com investimentos de R$ 474,8 milhões. Na parte internacional, o balanço do primeiro mês da secretaria extraordinária aponta a destinação de R$ 5,7 bilhões pelo Banco do Brics para restabelecimento da infraestrutura e mobilidade urbana no Rio Grande do Sul. O Brics é um grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e África do Sul.

Criação

A Secretaria Extraordinária para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul foi criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e completou um mês no sábado (15).

A pasta centraliza as ações de 17 ministérios que trabalham pela recuperação do estado, atingido no mês passado por fortes chuvas, que alagaram cidades e danificaram casas, pontes e rodovias. Com status de ministério, a secretaria tem a missão de agilizar a recuperação do estado e fazer a ponte entre a União, o governo estadual e as prefeituras gaúchas.

De acordo com a Secretaria Extraordinária, desde o início da calamidade pública no estado no fim de abril deste ano, o governo federal investiu R$ 85,7 bilhões para custear diversas medidas de socorro e apoio à população, aos empresários e às administrações estadual e municipais.

Ao comentar a situação atual do estado, o ministro ministro-chefe da secretaria extraordinária, Paulo Pimenta, disse que todos vão sair dessa situação “mais fortes, mais unidos e mais organizados”. Apesar de todas as dificuldades, “estamos aqui”, destacou Pimenta. “De cabeça erguida, dando a volta por cima, recomeçando, olhando para a frente com esperança e certeza de que vale a pena resistir”, acrescentou.

As fortes chuvas deixaram 176 mortos e 806 feridos em diversos municípios e ainda há 39 pessoas desaparecidas. No ápice da crise climática, mais de 326 mil pessoas ficaram desabrigadas e desalojadas. As enchentes e enxurradas afetaram mais de 2,39 milhões de habitantes de todo o estado.

Os impactos dos temporais foram sentidos pelos moradores de 478 municípios dos 797 existentes no estado, o que corresponde a 96,17% das cidades gaúchas. Entre os impactos materiais, estão a destruição de residências, de estabelecimentos comerciais, escolas e outros prédios públicos, a queda de pontes e o bloqueio de estradas, entre outros.

Fonte: Agência Brasil Edição: Nádia Franco

Documentário é lançado na UEMA Campus Caxias com apoio do Curso de Ciências Sociais

Ocorreu na última quarta-feira (12), no Auditório Leôncio Magno, o lançamento oficial do documentário “Coletivo Crespos/Cacheados: empoderamento e luta antirracista”, em comemoração aos oito anos de existência do movimento.

“Anunciamos com muito orgulho e emoção que nossos 8 anos de história agora estão documentados. Nossa trajetória e seu impacto na vida de cada integrante e cada pessoa que já foi pintada, turbantada e aquilombada por nós, as conquistas municipais, estaduais e nacionais que conseguimos”, disse Jéssica Brenda, secretária do Coletivo.

Taciana Cardoso, coordenadora do movimento, também se manifestou. “São 8 anos de (re)existência. Muitas pessoas empoderadas que conseguiram reafirmar sua identidade através do nosso Coletivo Crespos e Cacheados, que começou falando de creme e cabelo e hoje tem debates pluridiversificados em defesa das lutas por uma sociedade que permita nosso pleno desenvolvimento”.

O professor Roldão Ribeiro Barbosa, do Curso de Ciências Sociais, opinou. “Faz-se necessário que sempre estejamos nos lembrando do passado de lutas, para que não aconteça de termos que ouvir de possíveis beneficiários de cotas raciais serem contra as mesmas, por desconhecerem que a cidadania que o negro desfruta na sociedade hoje foi resultado de muita luta, muita lágrima, muito suor e muito sangue derramados pelos seus ancestrais”, destacou.

“A disciplina de Movimentos Sociais permitiu esse laço com o Coletivo Crespos e Cacheados. Eu e minha equipe (João Marcelo e Ianca Lorena), estamos estudando sobre o Coletivo. A exibição do documentário na Uema nos possibilitou conhecer um pouco mais da trajetória do movimento, suas lutas e locais de atuação. É lindo! E melhor, podemos levar isso para mais pessoas além da nossa equipe, com a exibição sendo aberta ao público”, explicou a acadêmica Elian Emanuelly, do Curso de Ciências Sociais.

“O evento tinha como objetivo exibir o documentário, a fim de mostrar como o Coletivo Crespos e Cacheados impacta a vida de pessoas negras, como a autoestima de muitos jovens foi fortalecida, e como é um movimento relevante social e politicamente. Enfim, o cabelo afro é político! Foi muito gratificante e potencializou nossas vivências enquanto acadêmicos das Ciências Sociais”, concluiu a acadêmica.

O evento fez parte da programação extensionista da disciplina Movimentos Sociais, com o apoio dos acadêmicos e acadêmicas do Curso de Ciências Sociais do Campus Caxias.Por: Ascom/ UEMA

Túnel de 30 metros é descoberto no Complexo Penitenciário de Pedrinhas

Policiais penais e técnicos penitenciários conseguiram impedir uma possível tentativa de fuga em massa na Unidade Prisional São Luís 5 (UPSL5) — parte do complexo penitenciário de Pedrinhas.

A operação foi realizada na madrugada deste fim de semana, quando um túnel de aproximadamente 30 metros, escavado pelos detentos, foi descoberto. O túnel começava dentro da penitenciária e seguia até a parte de trás, próximo aos trilhos de trem.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), a existência do túnel foi revelada durante inspeção.

A SEAP informou ainda que, apesar da descoberta, não houve qualquer fuga ou outra intercorrência no interior do estabelecimento penal.

Medidas de segurança foram reforçadas de imediato — e uma investigação foi iniciada para apurar os responsáveis e as circunstâncias envolvidas.Por: O Imparcial

Jovem de 27 anos é morto a tiros na Zona Leste de Teresina

IML de Teresina — Foto: Laura Moura/g1 PI

Daniel Lima Damasceno, de 27 anos, foi morto a tiros, na tarde deste sábado (15), em Teresina. O crime ocorreu na Rua São João Batista, localizada na Vila Meio Norte, Zona Leste da capital.

Segundo a Polícia Civil do Piauí (PCPI), a vítima estava na rua quando foi abordada por homens armados, que atiraram contra ela. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

O caso é investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha para identificar os responsáveis pelo homicídio e esclarecer as circunstâncias que levaram ao crime. Fonte: G1-PI

Protesto contra PL que equipara aborto a crime de homicídio acontece em João Pessoa

Mulheres protestam contra PL 1904/24 que equipara aborto a crime de homicídio, em João Pessoa — Foto: Lara Brito/g1

Após uma grande mobilização nacional contra o Projeto de Lei (PL) 1904/24que equipara o aborto a partir de 22 semanas a homicídio simples, manifestantes, na sua maioria mulheres, foram às ruas de João Pessoa neste sábado (15). O ato ocorreu com concentração às 11h e término por volta das 14h, na Praça Rio Branco, onde acontece o Sabadinho Bom.

Manifestantes protestam contra projeto que equipara aborto a crime de homicídio, em João Pessoa — Foto: Lara Brito/g1

Manifestantes protestam contra projeto que equipara aborto a crime de homicídio, em João Pessoa — Foto: Lara Brito/g1

O protesto está dentro de uma manifestação nacional contra o PL que também comoveu atos em São PauloBrasília e no Rio de Janeiro.

Em João Pessoa, o ato foi convocado pela Frente Paraibana pela Legalização do Aborto.

A Praça Rio Branco foi ocupada por manifestantes que estavam com cartazes e gritavam palavras de ordem. Eles caminharam aos arredores da praça e dentro da praça até o palco onde acontecia o Sabadinho Bom. A apresentação foi interrompida para abarcar o movimento.

O grupo gritava: “Fora, Lira! Criança não é mãe!” e também “Aborto legal, já!”.

 

Os gritos contra presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), acontecem porque nesta quarta-feira (12) ele aprovou em uma votação relâmpago a tramitação do PL 1904/24 em regime de urgência. Com isso, o projeto será votado diretamente no plenário da Casa, sem passar pela análise das comissões relacionadas ao tema.

O evento na capital paraibana neste sábado contou com a participação de diversos movimentos sociais, incluindo o Movimento Olga Benário; o Grupo de Mulheres Lésbicas da Paraíba – Maria Quitéria; o Movimento de Mulheres em Luta (MML); a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMLB); o Movimento de Mulheres em Luta da Paraíba; o Movimento de Mulheres com Deficiência; o Movimento Independente por Moradia (MIB); o Movimento das Ocupações Urbanas; o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB); e também representantes de partidos políticos.

Ato contra projeto que equipara aborto a crime de homicídio, em João Pessoa — Foto: Lara Brito/g1

Ato contra projeto que equipara aborto a crime de homicídio, em João Pessoa — Foto: Lara Brito/g1

O que diz o PL 1904/24, conhecida como PL do aborto

 

Atualmente, o aborto é permitido em três casos no Brasil:

  • quando há risco de vida para a mulher;
  • quando a gravidez é decorrente de estupro;
  • quando o feto é anencéfalo.

 

No caso de violência sexual, é feito o registro da situação e, a depender da gravidade, são feitos exames e coleta de possíveis vestígios. Nestes casos, todo atendimento é garantido o sigilo e o respeito à decisão da mulher, conforme a Secretaria de Saúde da Paraíba. Não é necessário apresentar um Boletim de Ocorrência Policial — apesar de ser comum que funcionários de hospitais exijam, para dificultar o processo.

Na legislação brasileira atual não prevê um limite máximo para a interrupção legal da gravidez.

O texto do PL 1904/24 altera o Código Penal para aplicar a pena de homicídio simples nos casos de aborto em fetos com mais de 22 semanas.

Segundo a proposta, se a gestante provocar o aborto em si mesma ou consentir que outra pessoa o faça, a pena passará de 1 a 3 anos de prisão para 6 a 20 anos. Se o aborto for provocado por um terceiro, com ou sem o consentimento da gestante, a pena será de 6 a 20 anos. Fonte: G1-PB

Uma pessoa morre e outra fica ferida após colisão envolvendo caminhão e picape em Dom Pedro, no MA

Uma pessoa morreu e outra ficou ferida após uma colisão entre um caminhão e uma picape, registrada na tarde dessa sexta-feira (14), no km 306 da BR-135, na altura do município Dom Pedro, a 319 km de São Luís.

A vítima do acidente não teve identidade revelada até o momento. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do Maranhão (PRF-MA), a outra pessoa ficou apenas com ferimentos leves.

O caminhão envolvido na colisão possui placas da capital São Luís, já a picape, de cor vermelha, rem placas do município de Dom Pedro, no interior do Estado. Até o momento, a PRF não divulgou mais detalhes sobre a dinâmica do acidente.

Acidentes na estrada

 

No mês passado, duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas em dois acidentes graves registrados em rodovias federais que cortam o Maranhão. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os óbitos aconteceram nas cidades de Santa Rita e Governador Eugênio Barros, interior do estado.

Acidente com mortes é registrado na BR-135, em Santa Rita (MA) — Foto: Divulgação/PRF

Acidente com mortes é registrado na BR-135, em Santa Rita (MA) — Foto: Divulgação/PRF

O primeiro acidente, entre um carro e um caminhão, foi registrado por volta das 15h45, na tarde de sábado, no km 77 da BR-135, em Santa Rita, cidade a 81 km de São Luís. Uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas.

Uma mulher de 34 anos, passageira do veículo, morreu durante o acidente. O motorista, de 45 anos e um menino de cinco anos que estavam no carro, tiveram lesões graves e foram levados para um hospital da região.

Motociclista ficou com ferimentos graves após colisão com caminhonete, em Bacabal — Foto: Divulgação/PRF

Motociclista ficou com ferimentos graves após colisão com caminhonete, em Bacabal — Foto: Divulgação/PRF

No início deste mês, uma pessoa ficou gravemente ferida durante um acidente no km 366 da BR-316, em Bacabal, a cerca de 254 km de São Luís. Segundo a PRF, o acidente aconteceu por volta das 5h, e envolveu uma motocicleta e uma caminhonete.

As investigações iniciais apontam que o condutor da caminhonete tentou uma ultrapassagem indevida e, ao tentar retornar à sua faixa, acabou colidindo na traseira da motocicleta.

O motociclista, um homem de 68 anos, que não teve o nome informado, foi arrastado por aproximadamente quarenta metros, mas foi socorrido e encaminhado ao hospital.Fonte: G1-MA

Haddad: cenário externo é desafiador, mas Brasil pode virar liderança

Brasília (DF) 13/05/2024 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad fala com jornalistas na entrada no ministério sobre a reunião virtual com o governador do RS, Eduardo Leite
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Em um evento de empreendedores realizado neste sábado (15), em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que o cenário internacional é desafiador, mas que o Brasil tem condições de aproveitar o momento para se tornar uma potência socioambiental e uma das grandes lideranças do mundo.

“O Brasil precisa dar esse salto. Não temos por que estarmos condenados a ser um país médio. Podemos ser grandes. Mas precisamos sonhar juntos”, disse o ministro, que participou do evento Desperta Empreendedor, promovido pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL), na capital paulista.

“Temos oportunidade hoje. Estamos em um contexto internacional muito desafiador, mas esses momentos desafiadores são, às vezes, a janela que se precisa para se despontar como uma liderança. E o Brasil precisa liderar processos muito significativos desse cenário histórico, que está muito desarrumado. Se o Brasil estiver arrumado, podemos efetivamente representar um caminho para as coisas”, acrescentou.

Segundo o ministro, o Brasil precisa aproveitar principalmente a sua vantagem natural, que é sua matriz energética limpa, para se posicionar para o futuro. “O Brasil tem condições de ser uma potência socioambiental que se desenvolve em um padrão novo. O Brasil tem quase 90% de sua matriz elétrica limpa. A média nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE] é um terço disso”, disse ele.

No entanto, destacou o ministro, o Brasil precisa fazer sua parte. Não basta, segundo ele, ter apenas os recursos naturais. “Se a gente não se prevenir e começar a fazer a lição de casa, aproveitando a vantagem [dos recursos naturais] que temos, a tecnologia dos outros países pode superar a nossa vantagem. Se a gente não entender o que o destino está nos oferecendo, o mundo, pela tecnologia, vai acabar superando nossas vantagens naturais.”

Coletividade

Durante sua participação no evento, o ministro enfatizou a necessidade de se pensar em um projeto coletivo para o país. “Nunca vi um país que deu certo sem um projeto coletivo. Vá ver a história da Inglaterra, da França, do Japão, dos Estados Unidos. Isso não significa abdicar dos seus sonhos individuais. O ser humano é um organismo que se define pelo sonho, por viajar no tempo, inovar, criar, imaginar o futuro. Ninguém está pedindo para as pessoas abdicarem dos seus sonhos. Mas a partir do momento que você abre mão do sonho da tua comunidade, você vai prosperar menos do que você pensa. Se o seu sonho estiver engajado – o sonho do teu grupo, que é o Brasil – você vai muito mais longe. É erro dissociar uma coisa da outra”, disse o ministro, sob aplausos do público.

Ele também aproveitou o momento para destacar que algumas pessoas que estão em posição de poder não têm interesse público em resolver a “encrenca” que é o Brasil. “Ás vezes quem está em uma posição de poder não está fazendo a coisa certa para o país. Você tem um país de ouro, um povo de ouro, e você vê que quem pode fazer a diferença, nem sempre está pensando em interesse público. E devia estar. Essa é a coisa mais difícil de lidar na vida pública no Brasil.”

Segundo ele, é necessário se pensar em coletividade para fazer o país evoluir. “Às vezes se perde a conexão com a coletividade. Mas esse equilíbrio entre ser um indivíduo que sonha sem perder a conexão com a sua comunidade é, na minha opinião, o segredo do sucesso do país”, disse.

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Enel confirma a Lula investimento de R$ 20 bi para acabar com apagões

Itália 15.06.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Entrevista coletiva à imprensa, no Hotel Scoglio degli Achei. Carovigno – Itália

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Companhia com a imagem afetada por sucessivos apagões nos últimos meses, a Enel assumiu o compromisso de investir R$ 20 bilhões de 2024 a 2026 nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e Ceará para reduzir as interrupções de energia. A empresa prometeu o investimento após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrar-se com o diretor-geral da Enel, Flavio Cattaneo, na viagem à Itália.

“A gente está disposto a renovar o acordo se eles assumirem o compromisso de fazer investimento, e eles assumiram o compromisso de ao invés de investirem R$ 11 bilhões, eles vão investir R$ 20 bilhões nos próximos três anos, prometendo que não haverá mais apagão em nenhum lugar em que eles forem responsáveis”, disse Lula em entrevista coletiva após o encontro.

De acordo com o presidente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deve apresentar uma proposta na próxima semana que tratará os termos da renovação. “São Paulo, a maior capital, cidade mais importante do país, não pode ficar sem energia”, acrescentou Lula.

No fim de abril, a Enel tinha anunciado o investimento de US$ 3,7 bilhões, em torno de R$ 20 bilhões, para diminuir as interrupções de energia nas áreas onde opera. Recentemente, o governo condicionou a renovação das concessões à companhia à ampliação dos investimentos.

No momento, o Ministério de Minas e Energia e a Casa Civil da Presidência da República discutem os critérios para a renovação de 20 concessões na área de energia que vencem a partir de 2025. Além da Enel, terão os contratos renovados a CPFL Energia, a Neoenergia, a Equatorial e a Energisa, que concentram quase dois terços do mercado de distribuição de energia no país.

Multas e CPI

Após os apagões que atingiram a região metropolitana de São Paulo em novembro, a Enel foi multada duas vezes. Em fevereiro, a Aneel multou a companhia em R$ 168,5 milhões. Em abril, o Procon SP aplicou uma multa de R$ 12,9 milhões, por falhas no serviço de energia no centro da capital paulista.

Nesta semana, a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública multou a filial da Enel no Rio de Janeiro em R$ 13,067 milhões. Os motivos foram a frequência de interrupção dos serviços e a demora por parte da concessionária em restabelecer o fornecimento.

Em São Paulo, a Enel foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal que pediu o fim do contrato com a companhia e cobrou investimentos de R$ 6,2 bilhões na rede de energia da capital paulista. Em abril, a 22ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve liminar que obriga a companhia a reduzir a falta de luz no estado.

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Brasil está pronto para acordo Mercosul e União Europeia, diz Lula

Itália15.06.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Entrevista coletiva à imprensa, no Hotel Scoglio degli Achei. Carovigno – Itália
Foto: Ricardo Stuckert / PR

No último dia da visita oficial à Itália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, em uma entrevista coletiva à imprensa neste sábado (15), que o Brasil está pronto para assinar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo ele, o acordo agora só depende de o bloco europeu passar pelo período de eleições da Assembleia Nacional na França, antecipadas para o final de junho, após a dissolução do Parlamento pelo presidente Emmanuel Macron.

“Estamos certos de que o acordo será benéfico para a América do Sul, Mercosul e para os empresários e os governos da União Europeia.”

O tema foi tratado com a presidenta da Comissão Europeia, Ursula Gertrud von der Leyen, durante a estada do presidente Lula na região da Puglia, onde participou da cúpula do G7, grupo dos países mais ricos.

Taxação dos super-ricos

O presidente também disse que voltou a tratar com as lideranças europeias sobre a proposta de taxação dos super-ricos, que cria uma taxa global mínima de 2% sobre a riqueza dos bilionários, que atingiria apenas cerca de 3 mil pessoas no mundo. “Eu convidei todos para entrarem na briga contra a desigualdade, contra a fome e contra a pobreza, não é possível que você tenha meia dúzia de pessoas que tenha mais fortuna que o PIB [Produto Interno Bruto] da Inglaterra, da Espanha, de Portugal e da Alemanha juntos.”

Governança

Lula também voltou a defender uma reforma na governança global, que tem marcado a atual presidência no G20, baseada na inclusão social e na luta contra a fome e a pobreza mundial. Ele convidou os lideres a participarem do lançamento do Programa Nacional de Combate à Fome e a Pobreza, em julho, no Rio de Janeiro.

De acordo com o presidente, é necessário que os empresários europeus aumentem o comércio exterior para melhorar o fluxo na balança comercial. “É preciso aumentar a rentabilidade de cada país, o comércio exterior, o fluxo na balança comercial e quem trata disso é empresário, não é governo. O governo só abre a porta, mas quem vai fazer negócio são os empresários”, afirmou.

Lula disse que os líderes europeus se mostraram flexíveis sobre a necessidade de mudanças na governança internacional, inclusive com a retomada da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a inserção da China no grupo. “Nós nunca andamos tanto no caminho certo como estamos andando agora sobre a necessidade de mudança na governança mundial, em todos os aspectos, desde a modificação do Conselho de Segurança e a participação de vários continentes, até a questão do funcionamento das Instituições da Bretton Woods.”

Economia mundial

Outro tema alinhado ao debate sobre transição energética, que também é prioritário para o Brasil, segundo Lula, é a utilização dos mateiras críticos, na produção de minerais. O presidente destacou que os países mais ricos estão dispostos a ajudar os países que têm esses minerais, para que o beneficiamento seja feito no país de origem, para eles comprarem pagando o valor agregado. “É uma inovação muito grande e isso é unânime no G7. Vai ajudar muito o Brasil, que tem um território muito grande e muitos minerais e, sobretudo, os países africanos, porque terão que financiar um processo de industrialização”, disse.

Guerra

Embora não tenha tratado em discurso sobre a guerra entre Israel e o Hamas, durante a coletiva o presidente falou que a inflexibilidade do governo israelense dificulta o diálogo pela paz. “O primeiro-ministro de Israel [Benjamin Netanyahu] não quer resolver o problema, ele quer aniquilar os palestinos.”

O presidente reiterou a defesa brasileira por uma mudança no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). “Só será resolvido o conflito no Oriente Médio, entre o governo de Israel e o povo palestino o dia que a ONU tiver força para implementar a decisão que marcou o território em 1967 e deixar os palestinos construírem a sua pátria livremente e viver harmonicamente com o povo judeu.”

Lula também reforçou em reunião com a presidenta da Suíça, Viola Amherd, que não iria participar de uma reunião neste final de semana para tratar sobre uma solução para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Segundo o presidente, o governo brasileiro e o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, trabalham em uma proposta de conciliação pela paz. “Estamos propondo que haja uma negociação efetiva, que a gente coloque a Rússia e o [Volodymyr] Zelensky na mesa e vamos ver se é possível convencê-los de que a paz trará melhor resultado do que a guerra.”

Conselho de Segurança

Sobre o papel das Nações Unidas, o presidente afirmou que considera que a ONU tem demonstrado fragilidade com os cenários de guerra na Ucrânia e na Faixa de Gaza, mas não acredita que haja uma mudança imediata no Conselho de Segurança até, por exemplo, a cúpula do G20, em novembro, no Brasil. “É aquele negócio, quem chegou primeiro na festa quer ficar e não quer dar o lugar para o outro.”

Itália

O presidente falou ainda sobre o encontro com a primeira-ministra da Itália Giorgia Meloni, anfitriã da cúpula dos países mais ricos, no qual destacou a relação entre os dois países e a convidou a visitar o país com maior número de italianos fora da Itália. “Eu tentei mostrar para ela o histórico da relação entre Brasil e Itália e a importância de ela ter contato com os quase 230 mil italianos que moram no Brasil, são quase 1,4 mil empresas que investem no Brasil e geram mais 150 mil empregos”, destacou.

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Saiba como é a legislação sobre aborto pelo mundo

São Paulo (SP) 13/06/2024 - Ato na Avenida Paulista contra o PL 1904, que criminaliza o aborto. 

Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Mais de 662 milhões de mulheres vivem em 77 países onde o aborto é permitido mediante solicitação da gestante. Segundo a organização Centro de Direitos Reprodutivos, esse número representa 34% do total de mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo.

O limite gestacional para a realização do aborto nesses países varia, mas o mais comum é que seja permitido até 12 semanas de gravidez. No entanto, o aborto é permitido depois desse limite por outros motivos como quando a saúde ou a vida da grávida está em risco ou quando a gravidez é resultado de estupro.

Na Itália, por exemplo, o limite para interromper a gravidez é 90 dias de gestação. Na Alemanha, é 14 semanas; na França, de 16 semanas e na Tailândia, de 20 semanas. Em Portugal, o limite é dez 10 semanas para a mulher fazer um aborto sem precisar justificar, mas em caso de estupro ou malformação, o prazo é estendido para 16 e 24 semanas, respectivamente.

Outras 457 milhões de mulheres vivem em 12 países onde o aborto é permitido por razões socioeconômicas como idade, status econômico e estado civil da gestante. Muitos países e territórios dessa categoria também permitem o aborto quando a gravidez resulta de estupro ou incesto ou em alguns casos de diagnósticos fetais. Nessa categoria estão Japão, Índia e Grã-Bretanha.

A realização do aborto por motivos de saúde é permitida em 47 países, onde vivem 226 milhões de mulheres. Nesta condição, 20 países permitem explicitamente o aborto para preservar a saúde mental da pessoa grávida, como Bolívia, Angola e Gana. Muitos países também permitem o aborto por outros motivos, como estupro ou doenças do feto.

Segundo levantamento da organização, o Brasil está na classe de países que permite o aborto para salvar a vida da gestante. Um total de 44 nações estão nesta categoria, sendo que 12 também permitem o aborto em caso de estupro ou em determinados diagnósticos fetais. Nesta lista também estão Chile, Venezuela, Paraguai, Síria, Irã, Afeganistão, Nigéria e Indonésia.

O aborto é proibido totalmente em 21 países, com um total de 111 milhões de mulheres. Neles, a legislação não permite o aborto em nenhuma circunstância, inclusive quando a vida ou a saúde da gestante estiver em risco. Nesse grupo estão países como Nicarágua, Honduras, Suriname, República Dominicana, Senegal, Egito, Madagascar e Filipinas.

Em dois países – Estados Unidos e México – o status legal sobre o aborto varia de acordo com a lei de cada estado.

Segundo o Centro de Direitos Reprodutivos, nos últimos 30 anos, mais de 60 países liberalizaram as leis sobre aborto e quatro reverteram a legalidade da prática: Estados Unidos, Polônia, Nicarágua e El Salvador.

O Centro de Direitos Reprodutivos (Center for Reproductive Rights) é uma organização global de direitos humanos formada por advogados e defensores para garantir o direito reprodutivo das mulheres.

Brasil

No Brasil, o aborto é permitido apenas em casos de gravidez ocasionada por estupro, se a gravidez representa risco à vida da mulher e em caso de anencefalia do feto. A legislação brasileira não prevê um limite máximo para interromper a gravidez de forma legal.

Nesta semana, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência da tramitação do Projeto de Lei 1.904/2024, que equipara aborto a homicídio e prevê que meninas e mulheres que fizerem o procedimento após 22 semanas de gestação, inclusive quando vítimas de estupro, terão penas de seis a 20 anos de reclusão. A punição é maior do que a prevista para quem comete crime de estupro de vulnerável (de oito a 15 anos de reclusão).

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arte_leis_aborto – Arte/Agência Brasil

 

Fonte: Agência Brasil Edição: Aécio Amado