Blog do Walison - Em Tempo Real

Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. 

Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã.

“Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais.

“Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, disse Trump.

Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que “acredita que é uma base viável para negociar”.

Irã

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta terça-feira (7), em nota oficial, que seu país irá cessar os ataques, desde que não sofra ataques e ameaças.

A mensagem foi divulgada após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter concordado em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”.

Araqchi disse ainda que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz nas próximas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas.

“Durante duas semanas, a passagem segura através do Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã e tendo em conta as restrições técnicas existentes”, diz a nota do ministro iraniano.

Ameaça

Mais cedo, Trump ameaçou acabar com “uma civilização inteira” hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã.

Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta.

Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares.

Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade.

* Com informações da Reuters

Interventor de Turilândia exonera secretários de três pastas

O interventor estadual do município de Turilândia,Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo, exonerou três secretários municipais e dois secretários adjuntos no início desta semana. A medida marca a primeira reforma administrativa desde que ele assumiu o comando do Executivo.

De acordo com publicação no Diário Oficial, os próprios secretários solicitaram desligamento da atual gestão. Pelo menos dois deles integravam a equipe do prefeito afastado Paulo Curió (União), preso sob suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção.

Deixam a prefeitura os seguintes secretários:

  • Secretária de Saúde e Saneamento, Cristina Oeiras Modesto;
  • Secretário de Administração e Finanças, Isaque Ribeiro Aniba;
  • Secretário de Infraestrutura, José Ribamar Nogueira Filho.
  • Também foram exonerados os secretários-adjuntos Jadson Rayha dos Santos Sampaio (Administração e Finanças) e Narly Carvalho Costa (Saúde e Saneamento).

    O interventor nomeou Zaione Parma de Albuquerque para o cargo de secretário de Administração e Finanças. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial do município, que segue sob intervenção por determinação da Justiça.

    Investigados são denunciados pelo MP-MA

     

    O MP-MA denunciou, no último dia 19 de janeiro, o prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), a vice-prefeita, a ex-vice-prefeita e sete familiares por suspeita de desviar R$ 56 milhões de recursos públicos, segundo a Operação Tântalo II.

    A denúncia, assinada pelo procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, foi enviada ao gabinete da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, relatora do caso na 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão. Ela decidirá se a ação penal será aceita.

    O MP-MA informou que deve apresentar, nos próximos dias, uma nova denúncia contra os 11 vereadores que estão em prisão domiciliar e contra servidores suspeitos de participar do esquema.

    Se a denúncia for aceita, os investigados se tornam réus e passam a responder judicialmente pelos crimes apontados.

    Prefeito é apontado como chefe da organização criminosa

     

    O prefeito Paulo Curió é acusado de promover, organizar, dirigir e integrar uma organização criminosa, além de usar o cargo para manter o funcionamento do esquema.

    Para o MPMA, ele desviou recursos por meio de contratos fraudados, participou da fraude a licitações, recebeu vantagens indevidas e ocultou valores ilícitos usando pessoas, empresas e bens. Ele foi denunciado pelos crimes de:

    • organização criminosa;
    • desvio de rendas e valores públicos;
    • fraude a licitações;
    • corrupção passiva;
    • lavagem de dinheiro.

     

    Núcleo familiar e político entre os denunciados

     

    Além do prefeito, o MPMA denunciou familiares e integrantes do núcleo político de Turilândia, apontados como participantes do esquema.

    • Eva Dantas, primeira-dama e esposa do prefeito, é acusada de integrar a organização criminosa, ajudar nos desvios e ocultar valores ilícitos por meio de gestão financeira e patrimonial.
    • Tânya Karla, vice-prefeita, é denunciada por integrar a organização criminosa, usar o cargo para facilitar desvios, receber vantagens indevidas e ocultar valores ilícitos.
    • Janaina Soares, ex-vice-prefeita, é acusada de integrar o esquema, participar de desvios, fraudar licitações, receber vantagens indevidas e ocultar valores ilícitos.
    • Domingos Sávio Fonseca Silva, pai do prefeito, é acusado de integrar a organização criminosa, auxiliar nos desvios e ocultar valores ilícitos por meio de movimentação financeira.
    • Marcel Everton Dantas Filho, irmão do prefeito, é denunciado por integrar a organização e ajudar na ocultação e movimentação de valores ilícitos.
    • Taily de Jesus Everton Silva Amorim, irmã do prefeito, é acusada de participar dos desvios e ocultar a origem e a circulação dos recursos ilícitos.
    • José Paulo Dantas Filho, tio do prefeito, é acusado de integrar o esquema e movimentar valores desviados.
    • Ritalice Souza Abreu Dantas, cunhada do prefeito, é denunciada por integrar o grupo, participar dos desvios e ocultar valores ilícitos.
    • Jander Silveiro, cunhado do prefeito, é acusado de integrar a organização criminosa e ajudar na circulação financeira de recursos desviados.
    • Segundo o MPMA, os familiares teriam atuado como laranjas, ajudando a movimentar, ocultar e dissimular os valores desviados.

      O MPMA afirma que o grupo formou uma organização criminosa estruturada, estável e com divisão de funções. Segundo o órgão, o objetivo era obter vantagens indevidas por meio de fraudes a licitações, corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. A promotoria destacou diálogos entre os investigados que reforçam a participação deles no esquema.

      Na denúncia, o MPMA pede:

      • o ressarcimento integral dos R$ 56,3 milhões desviados;
      • a perda de bens e valores ligados ao esquema, mesmo quando registrados em nome de terceiros;
      • a perda de cargos públicos quando houver abuso de poder;
      • a manutenção das medidas cautelares, como bloqueio de bens, afastamentos e restrições de acesso e contato entre os investigados.

       

      O órgão também pede a fixação de valor mínimo para reparação dos danos e a conversão definitiva das medidas de bloqueio já autorizadas. A defesa de Tânya Karla disse que não vai se manifestar sobre o caso.

      Já a defesa de Domingos Sávio, Marcel Everton, Taily de Jesus e Ritalice Souza afirmou que os investigados “receberam com serenidade e tranquilidade a notícia” da denúncia do MP e que “confiam plenamente nas instituições e no regular funcionamento da Justiça, certo de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos no curso do processo”.Fonte: G1-MA

Homem é preso em flagrante por tentativa de feminicídio no MA

Um homem foi preso em flagrante nesta terça-feira (7), suspeito de tentar matar uma mulher no povoado Limeira, zona rural de Presidente Sarney, na Baixada Maranhense.

A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo e levada para um hospital em Pinheiro. Antes de passar por uma cirurgia, ela foi ouvida pela polícia e confirmou que o suspeito foi o autor do crime.

Com base nas informações da vítima, a polícia iniciou diligências e localizou o homem em sua residência, onde foi preso. No local, os policiais apreenderam uma espingarda de fabricação caseira, que teria sido usada no crime.

As investigações revelaram que o suspeito e a vítima tinham um relacionamento e que o crime foi motivado pela não aceitação do fim do namoro. Há registros anteriores de ameaças feitas pelo homem contra a vítima.

O suspeito foi levado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.Fonte: G1-MA

Duas frentistas são presas em Santa Inês por furto de dinheiro em posto de combustível

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu, nesta terça-feira (7), duas funcionárias de um posto de combustível em Santa Inês, a 248 km de São Luís. Elas são suspeitas de ficar com o dinheiro dos abastecimentos realizados.

Segundo a PC, os donos do posto começaram a desconfiar de uma diferença entre a quantidade de combustível vendida e o que era registrado no caixa. Após verificarem essas inconsistências, no final do mês passado e no início deste mês, eles passaram a analisar as câmeras de monitoramento e os relatórios de auditoria, e identificaram o envolvimento das funcionárias.

A polícia apurou que a fraude acontecia há dois meses, por meio da falsificação de notas fiscais. As frentistas usavam o nome de clientes que abasteciam frequentemente e que não sabiam da prática criminosa. As notas eram preenchidas com a assinatura falsa dos clientes.

As duas mulheres vão responder por apropriação indébita, estelionato, furto e falsidade ideológica. O prejuízo até agora é estimado em cerca de R$ 20.000.

A polícia não descarta a possibilidade de outros envolvidos no esquema. Fonte: G1-MA

Acusado de matar ex-mulher e vereador fica em silêncio ao ser interrogado pela acusação em audiência, diz advogado

O ex-guarda civil municipal Francisco Fernando de Oliveira Castro ficou em silêncio ao ser interrogado pela acusação durante a segunda sessão da audiência de instrução e julgamento realizada nesta terça-feira (7), em Teresina, no processo que apura as mortes da comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Brito, e do vereador Thiciano Ribeiro.

A informação foi confirmada ao g1 pelo advogado Rony Staylon, que representa a família das vítimas.

Segundo o advogado, o réu optou por não responder aos questionamentos da acusação e falou apenas às perguntas feitas pela própria defesa. Durante a audiência, também foram colhidos depoimentos de testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do acusado.

Ainda conforme Rony Staylon, não houve decisão nesta etapa do processo. O caso segue para a fase de alegações finais, que antecede a sentença. Até o momento, não há data definida nem prazo para a conclusão dessa fase.

A audiência desta terça-feira havia sido remarcada após adiamento anterior. Inicialmente, as sessões estavam previstas para março, mas foram reagendadas após a defesa do réu apresentar um atestado médico para a realização de uma cirurgia oftalmológica.Fonte: G1-PI

Tonéis enterrados com 100 kg de drogas são achados no MA; criminosos fugiram após troca de tiros

Cerca de 100 quilos de drogas, seis armas de fogo, drones e rádios comunicadores foram apreendidos nesta terça-feira (7), durante uma operação realizada em Teresina e no município de Caxias (MA). O material estava enterrado em tonéis em um sítio localizado no município maranhense e utilizado como base de armazenamento de entorpecentes.

A ação foi realizada pela Polícia Civil e Polícia Militar, após investigação que apontou que a droga seria distribuída para a capital piauiense. Segundo a investigação, o local funcionava como ponto estratégico de uma organização criminosa, responsável por armazenar e distribuir entorpecentes.

De acordo com a polícia, as equipes foram recebidas a tiros ao chegarem ao local, e os suspeitos conseguiram fugir por uma região de mata.

As diligências continuam, com apoio de unidades especializadas e aeronave, na tentativa de localizar e prender os envolvidos. Fonte: G1-PI

Ônibus de turismo fica destruído após pegar fogo na BR-407, no Piauí

Um ônibus de uma empresa de turismo ficou destruído após pegar fogo, na noite de terça-feira (7), na BR-407, zona rural de Jaicós (PI). O motorista, o cobrador e os 26 passageiros não se feriram.

Segundo o capitão Kelysson Tenório, comandante da 3ª Companhia do 20º Batalhão da Polícia Militar de Jaicós, o motorista do ônibus afirmou que o veículo sofreu uma pane elétrica.

“O veículo perdeu força em uma subida e o motorista parou no acostamento. Ao parar, ele percebeu a pane e que estava começando um incêndio, então pediu aos passageiros que saíssem com seus pertences”, disse o comandante ao g1.

As chamas se arrastaram pelo ônibus assim que os ocupantes saíram. Os policiais militares foram acionados e pediram apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal.

Os bombeiros controlaram o fogo com mangueiras e conseguiram apagar o incêndio, que destruiu completamente o veículo. A PRF cercou o local para evitar acidentes e orientar o trânsito.Fonte: G1-PI

Justiça condena ex-prefeita de Bayeux, PB, por sobrepreço na compra de cestas básicas durante a pandemia

A ex-prefeita de Bayeux, Luciene Gomes, foi condenada por ato de improbidade administrativa, nesta terça-feira (7). A decisão foi proferida pela Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que constatou o sobrepreço na aquisição de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19.

De acordo com a decisão, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) apontou um prejuízo de R$ 68.763,30 nas finanças públicas por conta da compra das cestas com um sobrepreço médio de 26,2%, o equivalente a R$ 13,90 de adicional por unidade.

Juntamente com a ex-prefeita, também foram condenados um ex-diretor de compras do município e uma empresa fornecedora.

Segundo o relator do caso, o juiz Inácio Jário Queiroz de Albuquerque, a escolha da proposta mais cara não se trata de uma falha administrativa, e sim de uma decisão consciente. A decisão reconhece essa intenção de causar dano ao erário, já que a contratação foi realizada sem licitação e de forma limitada em 2020.

“Não há justificativa plausível, sob a ótica da administração pública proba e eficiente, para que um gestor, tendo em mãos uma proposta válida de um fornecedor por R$ 60,40, opte por contratar o mesmo fornecedor, para o mesmo objeto, por R$ 66,90”, destacou o relator.

 

Durante o voto, o relator também enfatizou que mesmo em situações excepcionais, como a pandemia, a administração pública continua obrigada a buscar a proposta mais econômica possível.

Pena prevista

 

Os três réus foram condenados pelo ato de improbidade administrativa, que representa dano aos cofres públicos. A condenação segue o artigo 10 da Lei nº 8.429/1992, e inclui as seguintes penalidades:

  • ressarcimento integral do dano, de forma solidária;
  • multa civil no valor equivalente ao prejuízo;
  • proibição de contratar com o poder público por seis anos;
  • suspensão dos direitos políticos dos agentes públicos pelo mesmo período.

 

A decisão segue o entendimento estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que passou a exigir a comprovação de dolo, ou seja, a consciência do ato de improbidade para a condenação. Essa exigência foi definida a partir da alteração da Lei nº 14.230/2021. Fonte: G1-PB

Justiça da PB determina realocação de comerciantes de fogos de artifício no entorno do Estádio Almeidão

O juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, determinou, no âmbito de uma ação civil pública, a realocação de comerciantes de fogos de artifício instalados no entorno do Estádio Almeidão, no bairro do Cristo, na capital. A decisão foi proferida na terça-feira (7).

De acordo com o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a Prefeitura Municipal de João Pessoa e o Governo do Estado da Paraíba foram oficiados para, em um prazo de 30 dias, organizar a desocupação e a realocação dos comerciantes de fogos de artifício. A ação foi movida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).

De acordo com o processo, o MP indicou a utilização irregular de área pública estadual por comerciantes de produtos inflamáveis em estruturas precárias de madeira, sem os devidos certificados definitivos do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba.

Vistorias foram realizadas nos locais e, também conforme o processo, detectaram irregularidades, como fiação elétrica inadequada e ausência de revestimento alvenaria, o que gera risco iminente de explosão e incêndio em área de grande circulação de pessoas.

Também foi citado na ação, uma lei estadual que proíbe fogos com estampido, cujo prazo de adaptação expirou em novembro de 2025.

Prazos

 

O juiz também determinou prazos para outros órgãos envolvidos com a questão. O Corpo de Bombeiros Militar vai precisar realizar, no prazo de 15 dias, nova vistoria técnica em todas as barracas instaladas no local, procedendo à interdição imediata daquelas que não possuam o Certificado de Aprovação Anual definitivo ou que apresentem riscos iminentes críticos.

Foi dado também o prazo de 20 dias para que o Município de João Pessoa, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Controle Urbano (Sedurb) e Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) realize operação de fiscalização conjunta para apreender estoques de fogos de artifício com estampido.

Todas as ações devem ser comunicadas ao Juízo da 4ª Vara da Fazenda Pública sobre o cumprimento das medidas. Fonte: G1-PB

Suspeitos de ‘sextorsão’ são alvo de busca na Grande São Luís; vítima teve imagens íntimas divulgadas

A Polícia Civil do Maranhão cumpriu, na manhã desta terça-feira (7), três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados pelo crime de extorsão qualificada, na modalidade conhecida como “golpe da sextorsão”. Os mandados foram cumpridos nos bairros Vila Luizão, em São Luís, e Vila J. Lima, em São José de Ribamar, na Grande Ilha.

A sextorsão é um crime em que criminosos ameaçam divulgar fotos ou vídeos íntimos da vítima para familiares, amigos ou colegas de trabalho, caso ela não pague uma quantia em dinheiro.

Segundo a polícia, a investigação foi conduzida pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC). Os suspeitos teriam exigido R$ 20 mil para não divulgar imagens íntimas de uma vítima.

Como o pagamento não foi feito, o material foi compartilhado em redes sociais e grupos de WhatsApp, atingindo familiares e contatos profissionais, o que causou grande prejuízo à honra, à dignidade e à vida privada da vítima.

Ainda de acordo com a polícia, a principal suspeita tem antecedentes criminais por roubo.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e outros materiais que podem ter sido usados no crime. Os itens serão analisados para dar continuidade às investigações.

A polícia orienta que vítimas de casos semelhantes procurem uma delegacia e evitem compartilhar imagens pessoais em ambientes virtuais. Fonte: G1-MA