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PF deflagra 2ª fase da operação Vem Diesel e mira preços abusivos de gás de cozinha

Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a 2ª fase da Operação Vem Diesel com foco na fiscalização e distribuidores e revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, ou de botijão.

O GLP serve principalmente como fonte de energia eficiente e versátil para o cozimento de alimentos, aquecimento de água e ambientes em residências, comércios (restaurantes, hotéis) e indústrias. É utilizado em botijões ou tanques a granel para processos que exigem calor limpo.

A operação é cumprida por uma força-tarefa entre a PF, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A força-tarefa formada pelos órgãos realizou ações de fiscalização em 24 cidades, localizadas em 15 estados e no Distrito Federal, com equipes formadas por agentes da ANP, Procons e policiais federais.

Ao todo, 55 distribuidoras e revendedoras de GLP passaram por fiscalização (veja detalhamento por estado mais abaixo).

Segundo a PF, as ações visam identificar “práticas irregulares no aumento no preço do gás, fixação de preços entre empresas concorrentes para controle de mercado e outras eventuais práticas abusivas que possam acarretar prejuízos para o consumidor”.

 

Veja as cidades onde houve fiscalização:

  • Manaus (AM) – 2 estabelecimentos
  • Salvador (BA) – 5 estabelecimentos
  • Fortaleza (CE) – 2 estabelecimentos
  • Brasília (DF) – 2 estabelecimentos
  • São Luís (MA) – 2 estabelecimentos
  • Betim (MG) – 1 estabelecimentos
  • Ibirité (MG) – 1 estabelecimentos
  • Rondonópolis (MT) – 3 estabelecimentos
  • Campo Grande (MS) – 3 estabelecimentos
  • Santarém (PA) – 3 estabelecimentos
  • Cabo de Santo Agostinho (PE) – 1 estabelecimentos
  • Ipojuca (PE) – 5 estabelecimentos
  • Maringá (PR) – 2 estabelecimentos
  • Araucária (PR) – 3 estabelecimentos
  • Natal (RN) – 3 estabelecimentos
  • Duque de Caxias (RJ) – 3 estabelecimentos
  • Itajaí (SC) – 3 estabelecimentos
  • Suzano (SP) – 1 estabelecimentos
  • Barueri (SP) – 3 estabelecimentos
  • Cubatão (SP) – 1 estabelecimentos
  • Guarujá (SP) – 2 estabelecimentos
  • Santos (SP) – 1 estabelecimentos
  • Canoas (RS) – 2 estabelecimentos
  • Gravataí (RS) – 1 estabelecimentos

 

Primeira fase da operação

 

A primeira fase da operação foi realizada em 27 de março e mirou aumentos abusivos no preço de combustíveis. O objetivo foi combater reajustes indevidos nos preços, em meio à guerra no Oriente Médio.

⛽De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa.

Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo.

Por isso, algumas regras devem ser observadas como parâmetros para identificar a ocorrência de preços abusivos:

  • Aumento sem justificativa técnica: reajustes aplicados sem que tenha havido um aumento real nos custos da cadeia produtiva;
  • Contexto de emergência ou calamidade: aumentos drásticos em situações de necessidade (ex: pandemia, desastres naturais) para lucrar sobre a urgência do consumidor;
  • Uso de métodos indevidos: cobrança de preços que viola o equilíbrio contratual;
  • Livre concorrência: é fundamental para garantir que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias ou distribuidoras sejam efetivamente repassados ao consumidor final, evitando aumentos abusivos e margens de lucro desleais.

 

Agentes federais apontam que irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos. Fonte: G1-MA

Justiça Federal condena proprietários a restaurar imóvel tombado no Centro Histórico de São Luís

A Justiça Federal condenou os proprietários de um imóvel tombado na Rua da Palma, nº 58, no Centro Histórico de São Luís (MA), a restaurar o prédio. A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) e também prevê pagamento de indenização em caso de danos irreversíveis, além de multa diária em caso de descumprimento.

O imóvel faz parte do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da capital maranhense, protegido pela União e reconhecido como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Segundo o processo, o local passou por mudanças irregulares para funcionar como estacionamento, uso considerado incompatível com a preservação.

De acordo com laudos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foram feitas alterações sem autorização, como demolição de paredes internas, retirada de pisos originais e mudanças na fachada para permitir a entrada de veículos. As intervenções comprometeram características da arquitetura original e contribuíram para a degradação do imóvel.

Na decisão, a Justiça entendeu que os atuais responsáveis, herdeiros do antigo proprietário, têm obrigação legal de preservar o bem, mesmo que não tenham causado os danos. O argumento de falta de recursos foi rejeitado, já que ficou comprovado que a proprietária tem condições financeiras para arcar com a restauração.

A sentença estabelece que os réus devem apresentar, em até 90 dias, um projeto de restauração aprovado pelo Iphan e executar as obras necessárias. Também proíbe o uso do imóvel como estacionamento ou para qualquer atividade que comprometa sua integridade, além de vedar intervenções sem autorização.

A decisão prevê ainda o pagamento de indenização por danos irreversíveis ao patrimônio cultural, caso sejam confirmados. O valor será definido em outra fase do processo. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 500.

O MPF destacou que preservar bens tombados é dever dos proprietários e reforçou a importância de proteger o conjunto histórico e arquitetônico de São Luís, que tem reconhecimento internacional. Fonte: G1-MA

Telhado de escola infantil cai durante chuva e ventos fortes em Imperatriz; ninguém fica ferido

O telhado da área de recreação de uma escola de educação infantil caiu por volta das 16h desta quarta-feira (8), durante chuvas e ventos fortes, em Imperatriz, na região tocantina do estado. Ninguém ficou ferido.

No momento da queda, os alunos estavam em sala de aula com os professores, enquanto funcionários estavam em outros ambientes da escola. Após o incidente, a Defesa Civil foi acionada, esteve no local para avaliar a situação e realizou vistoria técnica. Em seguida, o espaço foi interditado.

Em nota, a Prefeitura de Imperatriz informou que, a partir desta quinta-feira, equipes de manutenção darão início à retirada dos entulhos e à execução dos serviços necessários para o reparo da estrutura na Escola Municipal de Educação Infantil Jackson Lago.

A Secretaria Municipal de Educação de Imperatriz informou que as aulas estão suspensas até a conclusão dos laudos técnicos oficiais. Fonte: G1-MA

Portaria oficializa perícia remota do INSS

Portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8) torna mais claras as regras das perícias médicas feitas de forma remota pelos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mesmo com o atendimento do perito sendo à distância, os segurados terão de comparecer presencialmente a uma Agência da Previdência Social (APS), em data e horário previamente agendados.

Na agência, o segurado passará por uma triagem, durante a qual terá de apresentar seus documentos pessoais e médicos digitalizados que serão anexados ao requerimento.

O segurado também assinará um termo de consentimento para, então, aguardar o chamado em uma sala equipada com computador, câmera, áudio e conexão à internet.

A portaria consolida a teleperícia como procedimento regular da Perícia Médica Federal e padroniza o uso da telemedicina, com avaliações por videoconferência.

A modalidade aprimora o uso do Sistema de Atendimento Remoto (SAT Central) como canal exclusivo para as teleperícias.

As regras descritas na portaria consolidam, para os beneficiários, a possibilidade de utilizar a APS como ponto de apoio da teleperícia.

Clareza

Segundo o Ministério da Previdência Social, os procedimentos já vêm sendo adotados, e a portaria foi publicada com o objetivo de dar maior clareza ao método e às responsabilidades das partes envolvidas.

Entre as vantagens desses procedimentos, está a possibilidade de a teleperícia chegar em localidades remotas onde não existem peritos médicos do INSS.

Em geral, os atendimentos serão feitos no contraturno dos médicos peritos que se dispuserem a trabalhar além das metas estabelecidas, para receber bonificações.

Até então, a teleperícia vinha sendo aplicada apenas em situações pontuais.

Com as novas regras, o atendimento remoto passará a ter uma base normativa mais definida, deixando mais claros os tipos de perícia que poderão ser feitos de maneira remota pelos médicos peritos.

A portaria também detalha como os atendimentos deverão ser feitos nas APS, bem como as atribuições de gestores, peritos e das unidades administrativas envolvidas nos processos.

Entre os serviços que poderão ser avaliados na forma prevista pela portaria estão a perícia médica inicial e a avaliação e reavaliação médico-pericial do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de outros serviços que venham a ser autorizados pelo Departamento de Perícia Médica Federal (DPMF) ou pelas áreas técnicas do INSS. Fonte: Agência Brasil

Suspeito de envolvimento na morte de trabalhadores baianos é preso, na Grande João Pessoa

Um homem suspeito de envolvimento na morte de quatro trabalhadores baianos foi preso na noite da última quarta-feira (8), durante uma operação conjunta da Delegacia de Homicídios e da Guarda Civil Metropolitana (GCM), em Bayeux, Região Metropolitana de João Pessoa. Com ele, a polícia encontrou o celular de uma das vítimas.

Segundo a GCM, o suspeito, que não teve o nome divulgado, foi localizado em uma casa no bairro Comercial Norte, em Bayeux. A prisão ocorreu após seis dias de investigações, iniciadas na última sexta-feira (3).

Durante a operação, uma mulher que estava na mesma residência também foi presa. Segundo a investigação, ela não aparece nas imagens relacionadas ao crime e foi detida por tráfico de drogas, após a polícia encontrar material ilícito no imóvel.

As investigações apontam que outros suspeitos já foram identificados. Equipes seguem nas ruas para localizar os demais envolvidos. A motivação do crime ainda não foi esclarecida. Fonte: G1-PB

Motorista de app desaparecido é encontrado morto enterrado no PI; família reconheceu, diz polícia

O motorista de aplicativo Francisco Alan Marques da Silva, de 27 anos, foi encontrado morto na noite de quarta-feira (8), em uma área de mata na zona rural de Altos (PI). Segundo a Polícia Civil do Piauí, o corpo dele estava enterrado em uma cova e coberto por folhagens.

De acordo com o delegado Francisco Costa, o Barêtta, coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a família do motorista reconheceu o corpo dele. A polícia investiga se ele foi vítima de homicídio ou latrocínio — roubo seguido de morte.

Francisco Alan estava desaparecido desde 30 de março, quando saiu de casa para fazer uma corrida em TeresinaSete suspeitos de participação no crime foram presos na quarta e tinham armas e fardas da polícia.

“Foram encontrados três orifícios, na cabeça e no tórax, que indicam uma execução. Tanto que os indivíduos, após matarem o rapaz, se deslocaram até Campo Maior e cometeram outros crimes, inclusive assalto”, afirmou o delegado Barêtta.

 

Corpo em decomposição

 

O delegado Jorge Terceiro, titular da Delegacia de Desaparecidos do DHPP, afirmou que uma informação anônima apontou a localização do corpo para as equipes policiais, que foram até a região.

“Em um primeiro momento [as equipes] não localizaram, então utilizamos na sequência um dos cães farejadores do Núcleo de Operações com Cães da SSP-PI e foi localizado”, disse o delegado ao g1.

Segundo o 21º Batalhão da Polícia Militar de Altos, o corpo de Francisco estava em estado avançado de decomposição. No entanto, as tatuagens no tórax, nas pernas e nos braços eram visíveis.

A perícia criminal foi acionada para coletar os vestígios do local, enquanto o corpo foi recolhido pelo Instituto de Medicina Legal (IML) para fazer o exame cadavérico e determinar as causas da morte.

Relato da mãe

 

A mãe de Francisco Alan, Teresa Marques, contou ao g1 que ele saiu de casa por volta das 15h, em 30 de março, para uma corrida com três passageiros. Segundo ela, o último contato com o filho aconteceu por volta das 16h e ele parecia estar tranquilo.

“Até segunda-feira conversamos normalmente. A gente se fala todos os dias e ele me manda mensagem toda hora”, disse Teresa em 2 de abril.

 

De acordo com a família, Francisco Alan morava em Teresina há cerca de três anos, onde trabalhava como motorista de aplicativo. O velório e o enterro acontecerão na cidade natal dele, Alto Longá. Fonte: G1-PI

Colisão entre motos deixa duas pessoas feridas na Estrada de Ribamar, na Grande São Luís

Uma colisão traseira entre duas motocicletas foi registrada por volta das 5h30 desta quinta‑feira (9), na Estrada de Ribamar, no trecho do bairro Forquilha, na Grande São Luís.

Segundo informações apuradas pela TV Mirante, as duas motocicletas seguiam no sentido Maiobão quando uma delas foi atingida na traseira. O motociclista Pedro, que conduzia o veículo atingido, sofreu ferimentos leves e permaneceu no local aguardando a realização da perícia.

À TV Mirante, ele relatou que o outro motociclista pilotava em alta velocidade e apresentava sinais de embriaguez. A motocicleta apontada como causadora da colisão transportava duas pessoas, o condutor e uma passageira.

Ambos sofreram ferimentos e precisaram de atendimento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhados para um hospital. O estado de saúde das vítimas não foi divulgado.

A Polícia Militar esteve no local para registrar a ocorrência. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a realização do teste do bafômetro no motociclista acusado de causar o acidente.

O caso segue sob análise pericial, que vai apurar as circunstâncias da colisão e as responsabilidades. Fonte: G1-MA

Carro pega fogo em estacionamento de condomínio no bairro Calhau, em São Luís

Um carro pegou fogo na noite dessa quarta-feira (8) no estacionamento de um condomínio no bairro Calhau, em São LuísNão houve feridos.

O incêndio assustou moradores do Condomínio Jardins, que precisaram retirar outros veículos estacionados próximos ao carro para evitar que as chamas se espalhassem.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) a ocorrência foi registrada como princípio de incêndio em um Jeep Compass. O acionamento aconteceu às 20h05, e as equipes chegaram ao local às 20h17.

Ao chegar ao condomínio, os militares do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM), com apoio do 1º BBM, constataram que as chamas já haviam sido controladas por moradores.

Em seguida, foram realizados os procedimentos de segurança, incluindo rescaldo e verificação de possíveis focos remanescentes, para garantir que não houvesse risco de reignição. Fonte: G1-MA

Indígena no Xingu aprendeu português para salvar aldeia, diz biógrafo

Aprender a língua portuguesa foi a forma de o líder indígena Nahu Kuikuro, na década de 40, defender a aldeia Ipatsé em que vivia. Segundo o escritor Yamaluí Kuikuro Mehinaku, de 43 anos, autor do livro “Dono das palavras: a história do meu avô” (Aki Oto: Api akinhagü, da Editora Todavia), Nahu foi o primeiro indígena no Alto Xingu a falar o idioma. A biografia foi a vencedora do Prêmio da Biblioteca Nacional no ano passado.

Yamaluí está em Brasília, nesta semana, para participar do Acampamento Terra Livre, um evento que reúne mais de 7 mil indígenas, que inclui atos de protestos por políticas públicas e também para garantir visibilidade às causas dos povos tradicionais em todo o país.

“Além de politicar, estamos aqui para fazer intercâmbios culturais”, diz.

O escritor explica que, ao conhecer o idioma, o avô conseguiu barrar e vetar interferências de brancos. “E assim conseguiu proteger nossas raízes”, afirma. Nahu, que morreu em 2005 aos 104 anos de idade, fez articulações para evitar invasões e para fundação do Parque Indígena do Xingu. 

Por conhecer o idioma, ele passou a ser o contato de confiança dos irmãos Villas-Boas. Foi Nahu que recebeu os irmãos indigenistas Orlando (1914-2002), Cláudio (1916-1988) e Leonardo Villas-Boas (1918-1961) que participaram de expedições na região.

O neto biógrafo explica que o avô era órfão de pai quando aprendeu a nova língua sem querer. “O interesse da família era ganhar roupa e essas coisas do branco”. Nahu ocupou a função de tradutor entre sua etnia e os não indígenas. “Por isso, chamamos ele de ‘dono das palavras’. É o tradutor em nossa cultura”.

Brasília (DF), 08/04/2026 - O escrito indígena Yamaluí Kuikuro Mehinaku, durante entrevista para Agência Brasil, no Acampamento Terra Livre.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O escrito indígena Yamaluí Kuikuro Mehinaku, em entrevista à Agência Brasil no Acampamento Terra Livre – Foto Valter Campanato/Agência Brasil

O trabalho dele passou a ser tão importante que virou poliglota. Passou a dominar a linguagem das 16 etnias na região do Rio Xingu.

“As línguas não se parecem e têm diferentes origens, mas ele passou a identificar como aquele trabalho poderia ser estratégico para o seu povo”.

Segundo o neto, ao conseguir dar visibilidade ao seu povo, Nahu foi fundamental para o maior dos feitos: influenciar para a demarcação da terra em 1961, assinada pelo então presidente Jânio Quadros.

Além do idioma como caminho para lutar pela causa indígena, ele era mestre de cantos e de conhecimentos de diferentes áreas. Quando idoso, insistia com os netos sobre a necessidade de estudar. 

“Ele dizia: ‘eu briguei e consegui. Agora, estou deixando para vocês protegerem nosso território’. Ele pedia que a gente tomasse cuidado com os brancos”. Nahu pedia que transformassem conhecimentos e memórias orais em documentos.

O biógrafo entendeu o recado e, depois do falecimento do avô, passou a pesquisar sobre a longa vida do patriarca. Decidiu, então, que seria importante transformar tanto saber em páginas de livros. “Quando a gente conta apenas de forma oral, vocês (não indígenas) não acreditam. Agora, está no papel para que vocês acreditem”. 

O escritor ficou orgulhoso quando viu que o avô se encontrou com presidentes da República e com o marechal Cândido Rondon (1865 – 1968), primeiro diretor do antigo Serviço de Proteção ao Índio.

Uma missão do biógrafo é fazer com que as novas gerações não deixem de conhecer a história do avô e que se inspirem para continuar protegendo a cultura e as terras.

Yamaluí alerta que as escolas que atendem indígenas na região não evocam o suficientemente os personagens dos povos originários. “Ainda se ensina mais a cultura do branco. Eu escrevi porque a história do vovô estava abandonada e excluída. Ninguém contava a história dele e eu contei”. Fonte: Agência Brasil