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Alexandre Galgani ganha medalha inédita para o país no tiro esportivo

Paris-França 01/09/2024 Alexandre Galgani ganha medalha inédita para o país no tiro esportivo. Foto  Mateusz Szklarski/ World Shooting Para Sport.

Potência no esporte paralímpico, o Brasil tem histórico vencedor em muitas modalidades. Porém, neste domingo (1º), viveu algo inédito. Nos Jogos Paralímpicos de Paris, enfim, veio a primeira medalha do tiro esportivo brasileiro, obra de Alexandre Galgani, que foi prata na prova R5 carabina de ar 10 metros posição deitado misto. Galgani é atleta da classe SH2, para atiradores de carabina que necessitam de suporte para a arma.

O paulista de 41 anos somou 254,2 pontos, ficando atrás do francês Tanguy de la Forest (255,4). O japonês Mika Mizuta completou o pódio, com 232,1 pontos.

O tiro esportivo faz parte do programa paralímpico desde os Jogos de Toronto, em 1976. No entanto, em Paris, o Brasil faz apenas sua sexta participação na modalidade na história.

Alexandre Galgani, que entrou para o esporte em 2013, está em sua terceira edição de Jogos Paralímpicos na carreira.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

 

Oito doutorandos indígenas farão intercâmbio na França

Dourados (MS), 29/08/2024 - Projeto Guata: Oito doutorandos indígenas farão intercâmbio na França. 
A estudante guarani kaiowá Maristela Aquino, de 44 anos, contemplada pelo Projeto Guatá, com o passaporte, na Faculdade Indigena da UFGD, em Dourados(MS). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Guatá ou gwata, na língua guarani, tem, entre outros sentidos, o de viajar, de se movimentar. Tradicionalmente, entre os indígenas brasileiros, a viagem era feita a pé, por isso o termo guatá também pode ser traduzido como andar, caminhar. Nas décadas mais recentes, com novos meios de transporte, o sentido foi ampliado para incluir viagens de avião.

E isso permitiu que cada indígena possa guatá para mais longe, cruzando, inclusive, um oceano. Em setembro, oito doutorandos indígenas brasileiros viajarão para a França, para um intercâmbio que durará de seis a dez meses, em universidades daquele país: dois guarani (nhãndeva e kaiowá), dois terenas, além de integrantes dos povos pipipã, xokleng, tupinambá de Olivença e trumai.

A estudante guarani nhãndeva Maristela Aquino (foto de destaque), de 44 anos, vive na região de Dourados (MS), é falante de guarani e português, mas já se arrisca na língua com a qual terá que conviver pelos próximos meses, quando participará do intercâmbio na Universidade Paris 8. “Je m’appelle Maristela… Ça va? [Me chamo Maristela. Como vai?]”, faz questão de dizer, ao se encontrar com uma comitiva francesa.

“Eu falo português, guarani e hablo [falo] um pouco de espanhol. A gente está fazendo um cursinho de francês há uns três meses, desde que fui aprovada, mas não é fácil. Mas a gente vai conseguir aprender. A gente já está pegando coisas, como se apresentar, pedir alimentos. A gente vai conseguir, tem que se dedicar, tentar escrever, tentar falar”, conta a estudante.

Dourados (MS), 29/08/2024 - Projeto Guata: Oito doutorandos indígenas farão intercâmbio na França. 
A estudante guarani kaiowá Maristela Aquino, de 44 anos, contemplada pelo Projeto Guatá, em visita à aldeia Guapoi Miri, nas cercanias da reserva indígena de Dourados. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Estudante guarani kaiowá Maristela Aquino, de 44 anos, participante do projeto Guatá – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Maristela nasceu e cresceu nas aldeias guarani da parte meridional de Mato Grosso do Sul. Estudou, deu aulas nas escolas indígenas quando ainda nem tinha entrado na faculdade e finalmente se formou em pedagogia, com muito esforço.

“O que me amparava era ser conhecedora da cultura, do povo, da luta, e eu estava amparada por um documento indígena que é o referencial curricular nacional para as escolas indígenas. A partir daí, comecei a estudar mais e dar a devida importância aos estudos. Mas sempre com muito desafios, porque eu não nasci no berço da intelectualidade, dos estudos”, diz Maristela, que teve que trabalhar cozinhando e limpando a casa de um fazendeiro, enquanto estudava.

A conclusão da graduação não foi o suficiente para ela, que decidiu emendar um mestrado na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), na área de antropologia, explorando os conhecimentos guarani a fim de propor alternativas de agroecologia para combater a insegurança alimentar nas aldeias onde vivem esses povos.

“Eu nunca aceitei a precariedade do território, sem água, sem roça, sem plantas nativas. As crianças, com fome o tempo todo, iam para a escola para ter um prato de comida”, afirma Maristela, destacando as dificuldades na vida dos indígenas que vivem em áreas que, muitas vezes, passaram por uma degradação prévia, fruto de uma ocupação colonial destrutiva.

Ao concluir o mestrado, Maristela passou a trabalhar em um projeto para garantir a segurança alimentar e nutricional das comunidades guarani de Mato Grosso do Sul, por meio do uso de sementes crioulas (desenvolvidas por comunidades tradicionais e pequenos agricultores). E esse trabalho levou a estudante a seguir adiante no caminho acadêmico, com um doutorado na mesma universidade.

“Em dois territórios onde vivi, Passo Piraju e Guyraroka, fiz um trabalho com as mulheres, com produção agroecológica, sem venenos. Essa luta contra os agrotóxicos é muito forte. Literalmente a gente está consumindo veneno e as famílias guarani são mais afetadas. Isso fere seus direitos de soberania alimentar e nutricional.”

Maristela é uma das selecionadas para participar, neste ano, do programa de bolsas Guatá, realizado pela Embaixada da França no Brasil. A experiência permitirá que ela aprofunde seus estudos na Europa, troque experiências com estudantes e pesquisadores daquele continente e faça uma imersão em uma cultura bem diferente da sua.

“Quero estudar um pouco mais e também dar um pouco de visibilidade do que acontece aqui no território de Mato Grosso do Sul. E quero voltar fortalecida para continuar a luta, porque a luta é grande e ela que me faz viver minha vida”, destaca a estudante guarani.

Dourados (MS), 29/08/2024 - Projeto Guata: Oito doutorandos indígenas farão intercâmbio na França. 
O doutorando Idjahure Kadiwel, de 34 anos, contemplado com o projeto Guatá, de intercâmbio do governo francês, na casa da sua avó, Margarida Terena, em Campo Grande. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O doutorando Idjahure Kadiwel, contemplado pelo projeto Guatá, na casa da avó, Margarida Terena – Tânia Rêgo/Agência Brasil

O doutorando Idjahure Kadiwel, de 34 anos, tem uma trajetória um pouco diferente da de Maristela. Filho do ator Mac Suara Kadiwel, um dos pioneiros indígenas no cinema brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro. Aos 18 anos, decidiu retomar o contato com suas origens terena e kadiwéu e viajou para Mato Grosso do Sul, a fim de conhecer sua família.

“Quando conheci minha avó [Margarida Terena, hoje com 93 anos], ela cantou para mim. Um canto improvisado, movido pela emoção de conhecer seu neto”, lembra Idjahure, que, em sua tese de doutorado, pela Universidade de São Paulo (USP), pensa em escrever sobre esse canto terena, associando-o a uma tradição semelhante de outro povo aruak, os baniwa, do norte da Amazônia, a que pertence sua companheira. “Os povos terena e baniwa são da mesma família linguística, então têm uma ancestralidade, uma história comum.”

Guatá para lugares distantes não é novo para Idjahure. No meio de seu curso de graduação, decidiu fazer um intercâmbio de cinco meses na França. Foi uma adaptação difícil para um jovem de 22 anos, que teve que enfrentar diferenças linguísticas e climáticas. “Era frio, estranho. Eu não conhecia nada.”

Isso não impediu que ele viajasse outras vezes. Recentemente, esteve com a namorada e o pai dela na Europa, participando de conferências e eventos culturais na Inglaterra, Alemanha e em Portugal. “Fiquei com vontade de ser, pelo menos por algum período, professor no exterior”, conta Idjahure.

O acadêmico espera aproveitar a viagem para avançar em sua tese, escrever artigos em francês e também contribuir para que os pesquisadores europeus tenham uma compreensão melhor da realidade dos povos indígenas no Brasil.

“Há um florescimento da produção intelectual, cultural e acadêmica indígena no Brasil. Tem muita coisa nova acontecendo por aqui, inclusive com antropólogos indígenas. Acho que a tradição francesa [na antropologia] não se conecta muito com o que está acontecendo aqui hoje. Quem sabe eu possa compartilhar um pouco disso?”, diz o estudante, que também está enveredando pelo meio musical e recentemente gravou um disco.

O programa Guatá começou no ano passado, enviando quatro alunos indígenas para o intercâmbio na França. Cinco universidades participaram em 2023. Neste ano, 11 universidades brasileiras participaram do processo seletivo, e oito alunos foram selecionados.

Dourados (MS), 29/08/2024 - Projeto Guata: Oito doutorandos indígenas farão intercâmbio na França. 
A adida para Ciência e Tecnologia do Consulado da França em São Paulo, Nadège Mézié, explica como o programa Guatá funciona. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A adida para Ciência e Tecnologia do Consulado da França em São Paulo, Nadège Mézié, fala sobre o projeto Guatá – Tânia Rêgo/Agência Brasil

A adida para Ciência e Tecnologia do Consulado da França em São Paulo, Nadège Mézié, explica que o programa funciona como um doutorado sanduíche, sem a obrigatoriedade de cursar disciplinas nas universidades francesas.

“Tem a inscrição em uma universidade ou em um laboratório, mas não dá créditos nem tem um trabalho de finalização. Ou seja, eles chegam lá e têm uma certa liberdade para escolher seminários e aulas. Mas também poderão conhecer museus, outros espaços acadêmicos, participar de colóquios na Alemanha, na Europa toda. É muito mais amplo do que ficar sentado numa sala de aula. Então eles voltam e terminam o doutorado aqui, no Brasil.”

Os indígenas contarão com a ajuda de um professor supervisor, falante de português ou espanhol, que fará o acompanhamento dos estudantes durante a estada na França. Além de contar com a passagem aérea, eles recebem uma bolsa de 1.700 euros por mês enquanto estiverem no programa.

Em relação à língua francesa, o programa sugere que as universidades brasileiras providenciem um curso de francês básico enquanto eles ainda estão no Brasil. Quando chegarem à França, poderão frequentar as aulas do idioma oferecidas pelas universidades daquele país.

“Vimos no ano passado que eles adquirem a língua na rua, com amigos e participando das aulas, aos poucos. No ano passado, por exemplo, dois estudantes não quiseram entrar [no curso de francês] e aprenderam na rua. Mas teve uma outra que seguiu até o fim [no curso de francês] e fez a prova para saber o nível de proficiência”, explica Nadège.

Dourados (MS), 29/08/2024 - Projeto Guata: Oito doutorandos indígenas farão intercâmbio na França. 
Professores da Universidade Paris 8 visitam a Reserva indígena de Douradas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Professores da Universidade Paris 8 visitam a Reserva indígena de Douradas – Tânia Rêgo/Agência Brasil

A professora da Universidade Paris 8 Delphine Leroy será a supervisora de Maristela e mais dois doutorandos indígenas provenientes da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

“É importante receber esses estudantes indígenas. Há o reconhecimento e valorização de outros tipos de saberes. Não apenas o saber acadêmico europeu consolidado, mas de outros tipos de saber que são ignorados”, afirma Delphine. “Programas de mobilidade [intercâmbio] servem como uma efervescência de ideias”, completa a professora.

O grande ganho para a Paris 8, por exemplo, é levar esse conhecimento, de outros povos para os alunos da universidade, que, por seu perfil socioeconômico, não costumam viajar para outros países.

“Trazer estudantes de fora é uma forma de dar uma sacudida nesses estudantes [franceses], de mostrar para eles que é importante viajar. A gente quer incomodar nossos estudantes, sacudi-los. Eles estão um pouco parados”, acrescenta Christiane Gilon, outra professora da Paris 8.

*A equipe da Agência Brasil viajou a convite Embaixada da França no Brasil.

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Moraes convoca 1ª Turma para julgar suspensão da plataforma X

O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, durante cerimônia de posse do diretor-geral da PF, na sede da corporação, em Brasília.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou a 1ª Turma da Corte para analisar, em julgamento virtual, sua decisão de suspender a rede social X (antigo Twitter). A sessão virtual começa a partir da meia-noite desta segunda-feira (2) e terá duração de 24 horas. Além de Moraes, a 1ª Turma do STF conta com os ministros Luiz Fux, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Carmen Lúcia.

A rede social X começou a ser bloqueada pelas operadoras de internet, no território brasileiro, nas primeiras horas deste sábado (31), em cumprimento à decisão de Moraes, do dia anterior, que determinou a suspensão da plataforma. A medida foi tomada após descumprimento ao prazo de 24 horas dado pelo ministro ao bilionário Elon Musk, dono da plataforma, para indicar um representante legal do X no país.

No último dia 17 de agosto, Musk anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil e acusou Moraes de ameaça. O anúncio foi feito após sucessivos descumprimentos de determinações do ministro. Entre elas, a que determinou o bloqueio do perfil do senador Marcos do Val (Podemos-ES) e de outros investigados.

No post que anunciou a saída do Brasil, o bilionário divulgou uma decisão sigilosa do ministro. O documento diz que o X se negou a bloquear perfis e contas no contexto de um inquérito da Polícia Federal (PF) que apura obstrução de investigações de organização criminosa e incitação ao crime.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Natação traz mais dois pódios e deixa Brasil perto da 400ª medalha

Paris-França 01/09/2024 A natação brasileira teve seu dia menos produtivo até agora nos Jogos Paralímpicos de Paris.  Foto Lídia Cruz: Douglas Magno/CPB

Neste domingo (1º), a natação brasileira teve seu dia menos produtivo até agora nos Jogos Paralímpicos de Paris. No entanto, não faltaram conquistas. Foram dois bronzes, um com Lídia Cruz nos 150 metros medley SM4 e um com o revezamento 4×100 livre S14. Com estes dois pódios, o Brasil chega a 399 medalhas na história dos Jogos.

A medalha de Lídia foi conquistada com muito esforço. Na classe SM4, para atletas com deficiências físico-motoras, a nadadora de Duque de Caxias, prestes a completar 26 anos na próxima quarta-feira (4), fez uma prova de recuperação, arrancando para o pódio nos últimos 50 metros, em que nadou no estilo livre. Ela terminou com o tempo de 2min57s16, novo recorde das Américas. O ouro ficou com a alemã Tanja Scholz e a prata com Nataliia Butkova, que compete sob bandeira neutra. O bronze em Paris foi a primeira medalha da carreira de Lídia em Paralimpíadas.

Mais tarde, no revezamento 4×100 livre classe S14, para atletas com deficiência intelectual, o Brasil viveu novamente fortes emoções. O revezamento começou com Arthur Xavier Ribeiro. Na sequência, Gabriel Bandeira imprimiu um forte ritmo e chegou a ocupar a liderança. Na parte final da prova, quando Beatriz Borges Carneiro e Ana Karolina Soares caíram na água, a Grã-Bretanha abriu vantagem na ponta e a Austrália, que colocou um homem para fechar o revezamento, tirou a diferença e passou o Brasil, terminando em segundo. A equipe brasileira fechou com o tempo de 3min47s49, novo recorde das Américas.

Nas outras finais do domingo, Phelipe Rodrigues terminou em quarto nos 100 metros livre S10, Patrícia Pereira foi a oitava na mesma prova de Lídia Cruz, Roberto Alcalde Rodriguez foi o sexto nos 100 metros peito SB5, mesmo resultado de Laila Suzigan na versão feminina da prova.

Quem também disputou final foi Gabriel Araújo, o Gabrielzinho. Ele terminou em quarto lugar nos 150 medley S3. Gabriel foi o único atleta da classe S2 (que tem um grau de limitação físico-motora maior que os atletas da S3) a participar da final, mesmo assim terminando à frente de outros quatro atletas da classe imediatamente acima da sua. O tempo de Gabrielzinho (3min14s02) é o novo recorde mundial para atletas da S2 nesta prova, superando a marca anterior, estabelecida pelo próprio Gabriel na manhã deste domingo, durante as eliminatórias.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Pesquisa da Uema avalia os atributos químicos e físicos do solo e o impacto do uso da terra na Microrregião de Caxias

A crescente utilização das terras na Microrregião de Caxias, sem levar em consideração suas potencialidades e limitações, tem gerado alterações significativas nos atributos químicos e físicos dos solos. Esse cenário é ainda mais preocupante em regiões onde o manejo inadequado do solo prevalece, causando problemas econômicos e ambientais. Motivada por essas questões, a pesquisadora Vitória Gleyce Sousa Ferreira, sob a orientação da Profa. Dra. Melina Fushimi, desenvolveu uma pesquisa de mestrado intitulada “Atributos químicos e físicos do solo diante dos usos da terra na Microrregião de Caxias-MA”.

A pesquisa é fruto do Mestrado em Geografia, Natureza e Dinâmica do Espaço (PPGEO) da Universidade Estadual do Maranhão e foi uma das premiadas no VII Prêmio Emanoel Gomes de Moura de Teses e Dissertações da instituição.

Vitória explicou que a importância histórica e econômica da microrregião, somada aos desafios atuais de degradação ambiental, motivou um estudo detalhado das propriedades químicas e físicas dos solos sob diferentes usos da terra. “A pesquisa foi orientada pelo conceito de paisagem na Geografia, destacando a inter-relação entre natureza e sociedade ao longo do tempo”, disse a pesquisadora.

A importância deste estudo se revela em várias frentes, desde a conservação ambiental até o planejamento regional. “Ao identificar e analisar as mudanças nos atributos dos solos, a pesquisa oferece dados cruciais para evitar a degradação dos recursos naturais e orientar práticas de manejo mais sustentáveis. Tais práticas visam melhorar a produtividade agrícola sem comprometer a saúde do solo a longo prazo”, destacou.

Além disso, os resultados da pesquisa fornecem uma base científica robusta para futuras pesquisas, contribuindo para o avanço do conhecimento em ciência do solo e manejo ambiental. “Com esses dados, é possível elaborar políticas públicas e estratégias de uso da terra que considerem as potencialidades e limitações dos solos, promovendo um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável na região”, apontou Vitória.

A pesquisa foi conduzida utilizando o conceito de paisagem, com a Geografia atuando como uma lente para compreender a inter-relação entre natureza e sociedade ao longo do tempo. A caracterização das paisagens regional e local da área de estudo, a caracterização pedológica do Maranhão e a caracterização climática da região foram etapas essenciais do estudo.

Dois perfis de solos foram classificados e caracterizados em cada município da Microrregião de Caxias, totalizando 12 perfis e 58 amostras deformadas. Essas amostras foram coletadas durante o Zoneamento Ecológico do Maranhão (2021/2022) e classificadas até o quarto nível categórico do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. A análise estatística descritiva revelou variações significativas nos teores de nutrientes (K+, Ca+, Mg+) entre os diferentes usos da terra.

Os resultados da pesquisa destacam variações importantes nos atributos químicos dos solos sob diferentes usos. Em áreas de Reserva Legal, os solos apresentaram um pH fortemente ácido, enquanto em áreas de capoeira, pastagem e vegetação primária, os solos variaram de moderadamente ácidos a fortemente ácidos. Além disso, os solos mostraram limitações significativas em relação à fertilidade natural e saturação por bases, com presença de erosão e problemas de drenagem.

Contudo, a pesquisa também destacou as potencialidades dos solos da região, como a elevada quantidade de matéria orgânica e a topografia favorável para a agricultura mecanizada. “A pesquisa sugere a necessidade de estratégias de manejo específicas para melhorar a qualidade do solo e promover um uso mais adequado da terra na região”, salientou Vitória.

Vitória refletiu sobre o aprendizado obtido durante a pesquisa: “uma das lições mais importantes foi entender como o manejo inadequado pode afetar negativamente a fertilidade do solo e a sustentabilidade agrícola”. Ela também destacou a importância de abordagens interdisciplinares e metodologias rigorosas para garantir resultados precisos e confiáveis.

Segundo a pesquisadora, outro aprendizado significativo foi a importância da colaboração e da troca de conhecimentos. “Trabalhar com diferentes especialistas e utilizar diversas fontes de dados, como os procedimentos recomendados pelo IBGE e os dados do MapBiomas, foi fundamental para obter uma visão abrangente e detalhada da situação dos solos na região”, ressaltou.

A pesquisa de Vitória Gleyce Sousa Ferreira representa um importante avanço no entendimento dos solos e do uso da terra na Microrregião de Caxias. Ao fornecer dados detalhados sobre os atributos químicos e físicos dos solos, o estudo contribui significativamente para o planejamento de práticas de manejo sustentável, essenciais para a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico da região.

Prêmio Uema de Teses e Dissertações

Receber o Prêmio Uema de Dissertações foi uma validação significativa do trabalho árduo e da relevância desta pesquisa. “Este reconhecimento reforça a importância de abordar questões ambientais e de manejo do solo com rigor científico e compromisso com a sustentabilidade. O prêmio incentiva a continuar explorando e aprofundando estudos na área, buscando soluções práticas para os desafios enfrentados na Microrregião de Caxias e outras áreas semelhantes”, disse Vitória.

Segundo ela, a premiação também fortalece sua confiança na capacidade de realizar pesquisas impactantes, abre portas para futuras colaborações, financiamentos e disseminação dos resultados a um público mais amplo. “Em resumo, o prêmio celebra a dedicação passada e abre perspectivas promissoras para o futuro da pesquisa”, frisou.

Vitória Gleyce Sousa Ferreira evidencia o impacto positivo de sua pesquisa na trajetória acadêmica e científica. “Graças ao apoio contínuo da Uema, da Fapema, do Ppgeo e à orientação da professora doutora Melina Fushumi, consegui não só concluir meu mestrado com êxito, mas também ser aprovada em dois programas de doutorado, um ainda durante o mestrado e outro após sua conclusão. Esse reconhecimento é um testemunho da qualidade da formação recebida e da importância da orientação da professora Melina Fushimi no desenvolvimento de pesquisadores competentes e preparados para enfrentar os desafios da ciência e da sociedade”, afirmou.

Segundo a Profa. Dra. Melina Fushimi, orientadora de Vitória, “o prêmio é uma iniciativa que reconhece a importância das pesquisas de mestrado e doutorado no âmbito dos programas de pós-graduação da Uema, contribuindo para o avanço do conhecimento científico em diversas áreas, principalmente no Maranhão”. Por: Secom/ Governo do Maranhão |

Para realizar último desejo do avô, maranhense procura pela mãe desaparecida há mais de 20 anos

Daniel Fialho de Oliveira, 28 anos, procura pela mãe biológica, Teresa Barbosa de Oliveira. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Há algumas semanas, o maranhense Daniel Fialho de Oliveira, 28 anos, voltou ao Maranhão e iniciou uma busca para tentar localizar a mãe biológica, desparecida há mais de 20 anos. A busca partiu de um desejo do avô materno, de 83 anos, que está doente e que pede notícias da filha antes de partir.

Teresa Barbosa de Oliveira deu luz à Daniel em São Luís. Entretanto, meses após o nascimento, o menino precisou ser afastado da mãe, após o Conselho Tutelar constatar que ela não tinha condições de criar ele. Por isso, ele foi colocado para a adoção.

Teresa Barbosa de Oliveira está desaparecida há mais de 25 anos — Foto: Reprodução/TV Mirante

Daniel foi adotado por uma outra mulher, mas dois meses após a adoção, ele foi devolvido para os avós maternos, que vivem em Caxias. Pela Lei, adotar uma criança depois de um processo que pode durar mais de um ano, inclusive de convivência com os pretendentes, processo chamado de guarda compartilhada, não pode haver desistência depois.

O maranhense foi criado a vida inteira pelos avós e passou a vida inteira imaginando onde estaria o paradeiro da mãe biológica. Após uma certa idade, ele se mudou para Goiânia (GO) onde vive atualmente.

Com a doença do avô, Daniel voltou ao Maranhão para realizar o último desejo dele. — Foto: Reprodução/TV Mirante

O avô de Daniel ficou muito doente e ele precisou retornar a Caxias para tentar realizar o último desejo dele: reencontrar a filha desaparecida há mais de 25 anos. A missão não é fácil, mas o amor pelo avô e a esperança de reencontrar a mãe, impulsionam ele a não desistir.

“Eu não sei o motivo dela ter me deixado. Antes que ele morra, eu quero mostrar pra ele que ela está viva. Quando soube dessa notícia, eu sempre senti uma tristeza, uma tristeza de não ter essa pessoa perto de você, e chamar de mãe”, disse Daniel.

Se estivesse viva, Tereza Barbosa de Oliveira teria 53 anos. E a última informação que Daniel teve é que ela moradora do bairro do Anjo da Guarda, em São Luís.Por: G1 MA

 

Cerca de 100 kg de drogas foram apreendidos em Campina Grande

Polícia Civil apreende cerca de 100 kg em drogas — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Mais de 100kg de drogas foram apreendidas neste sábado (31), em Campina Grande. Segundo a polícia, entre o material estava cerca de 100kg de maconha, 2kg de crack e vários frascos da substância anestésica de uso hospitalar lidocaína, usada para potencializar o efeito de entorpecentes.

A apreensão foi resultado de uma ação conjunta da DRACO (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) e a DCCPAT (Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio).

De acordo com informações da Polícia Civil, as drogas foram encontradas escondidas em uma casa abandonada, no Sítio Lucas, Zona Rural de Campina Grande. Fonte: G1-PB

Suspeito de cobrar dívida e ameaçar dono de frigorífico com pistola é preso na Zona Norte de Teresina

Suspeito de cobrar dívida e ameaçar dono de frigorífico com pistola é preso — Foto: Divulgação/PMPI

Um homem foi preso em flagrante, na manhã deste sábado (31), suspeito de ameaçar o dono de um frigorífico no Parque Firmino Filho, Zona Norte de Teresina. Segundo a Polícia Militar, ele teria ido cobrar uma dívida de R$ 3 mil do proprietário do estabelecimento.

Conforme o 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM), os policiais faziam uma ronda pelo local quando se deparou com os dois homens, em luta corporal, em uma praça na frente do frigorífico. O suspeito preso sacou uma pistola e apontou contra o outro.

“Ele chamou o dono para fora e cobrou a dívida, começou um bate-boca e, durante a luta, o proprietário caiu e teve algumas escoriações no braço. Não houve disparo do suspeito, que também não ficou ferido”, afirmou o 13º BPM.

O dono do frigorífico confirmou que pediu um empréstimo ao outro homem, mas não informou o motivo. Ele e o suspeito foram encaminhados à Central de Flagrantes de Teresina para prestar esclarecimentos.

O homem que sacou a pistola já está envolvido em um processo anterior por porte ilegal de arma. Ele deve responder pelo mesmo crime e também por ameaça. A arma, as munições e a motocicleta utilizadas por ele foram apreendidas. Fonte: G1-PI

Tribunal do Júri de São Luís julga 38 acusados de homicídio e tentativa de homicídio em setembro; saiba quem são os réus

Fachada do Fórum Desembargador Sarney Costa em São Luís. — Foto: Foto: Divulgação

No mês de setembro, 38 acusados de homicídio e tentativa de homicídio serão julgados pelo júri popular, em São Luís. Os julgamentos serão realizados de segunda a sexta-feira, iniciando às 8h30, nos salões localizados no primeiro andar do Fórum Desembargador Sarney Costa (Calhau).

O primeiro julgamento ocorre nesta segunda-feira (2), quando sentará no banco dos réus Rafael Baldez Matos, acusado da morte de Richard Machado de Sousa.

Além de Richard Machado de Sousa, serão julgados, no 2º Tribunal do Júri:

  • Dia 4 de setembro – Marcos Vinícius Saraiva Almeida, Patrícia Gomes da Silva e Rafael Reis Silva;
  • Dia 9 de setembro – Alessandro Silva Costa, José Gusmão Sousa Júnior, Pedro do Espírito Santo Nascimento Matias Júnior e Regivan Campelo da Silva;
  • Dia 11 de setembro – Antonio da Cruz;
  • Dia 16 de setembro – Diego Amorim Melônio;
  • Dia 18 de setembro – Marcos Lima da Silva;
  • Dia 20 de setembro – Vanderlea Silva Cutrim;
  • Dia 23 de setembro – Daniel Castro Silva;
  • Dia 25 de setembro – João Vitor Marinho da Silva, Hilton César Oliveira Silva, Lucas Costa Nunes, Edson Pinto Diniz Emerson Cardoso Souza e Lucas Câmara Goes;
  • Dia 30 de setembro – Janilson Lima da Silva.

 

As sessões são presididas pelo juiz titular da 2ª Vara do Júri, Clésio Coelho Cunha.

Já no 1º Tribunal do Júri, as sessões começam na terça-feira (3), com o julgamento de Francileia Ferreira Pontes Marques. No mês de setembro também vão a julgamento:

Dia 5 de setembro – Daniel Ribeiro da Silva, Juvemário Lima Santos, Francisco das Chagas Cosma da Silva e Ruan dos Santos Braga;

  • Dia 10 de setembro – Jeminis Willy Rocha Chaves;
  • Dia 12 de setembro – Suelton Francisco Ferreira Lima;
  • Dia 13 de setembro – Edvan Ribeiro Lopes Filho;
  • Dia 17 de setembro – Laércio Brito Leite;
  • Dia 19 de setembro – João Victor da Silva Ribeiro;
  • Dia 24 de setembro – Ozimael Fonseca Pontes;
  • Dia 26 de setembro – Irisnilson e Irisvaldo de Araújo Carvalho.

 

O titular da 1ª Vara do Júri é o juiz Gilberto de Moura Lima.

Começam também na terça-feira (3) as sessões do 3º Tribunal do Júri, quando sentarão no banco dos réus, nessa data, Edivandro Sousa e Rogerisvaldo da Silva Pessoa.

Em setembro serão julgados pelo júri popular, ainda:

  • Dia 5 de setembro – Samuel dos Santos Araújo;
  • Dia 10 de setembro – Jaberson Nascimento Cruz;
  • Dia 12 de setembro – Luan Correa;
  • Dia 17 de setembro – Rodrigo Araújo Lima;
  • Dia 19 de setembro – Joyanderson de Jesus Barros Campos;
  • Dia 24 de setembro – Jorge Ferreira Lopes;
  • Dia 26 de setembro – Raul José Ferreira Gonçalves;
  • Dia 30 de setembro – Antônio Luís Oliveira Lima Filho.

Responde pela unidade judiciária a juíza Gláucia Helen Maia de Almeida. Fonte: G1-MA

Esportes Ouro de Fernanda Yara encabeça dia de conquistas do atletismo

O currículo do atletismo mostra que o esporte é o que mais trouxe medalhas para o Brasil na história dos Jogos Paralímpicos. Neste sábado (31), os atletas da modalidade fizeram jus à fama e, de uma tacada só, acrescentaram mais cinco a essa conta, chegando a um total de 180.

O destaque no segundo dia de competições de atletismo foi a prova dos 400 metros classe T47, para atletas com deficiência nos membros superiores. A paraense Fernanda Yara foi a grande vencedora, com o tempo de 56s74 e para completar a potiguar Maria Clara Augusto ficou com o bronze, registrando 57s20.

Fernanda Yara, de 38 anos, tem uma trajetória peculiar dentro dos Jogos Paralímpicos. Esta é a terceira participação dela na carreira, porém com um longo hiato de 13 anos entre e a primeira e a segunda – Pequim 2008 e Tóquio, em 2021. Ela vem de um bicampeonato mundial nesta mesma prova, na mesma Paris, em 2023 e em Kobe, no Japão, neste ano.

Fernanda tem uma má-formação congênita no braço esquerdo, logo abaixo do cotovelo. Já Maria Clara, que tem uma deficiência muito semelhante, tem apenas 20 anos e participa dos Jogos Paralímpicos pela primeira vez. Tanto Fernanda quanto Maria Clara conquistaram um inédito pódio paralímpico.

Mais cedo, na final dos 400 metros rasos femininos classe T11 (atletas cegos), Thalita Simplício chegou à quinta medalha paralímpica da carreira ao conquistar a prata, com o tempo de 57s21.

Na final dos 100 metros rasos T12 (atletas com baixa visão), Joeferson Marinho ficou com o bronze com o tempo de 10s84. O atleta de 25 anos conquistou a primeira medalha paralímpica de sua carreira.

Para fechar a tarde/noite vencedora do Brasil em Paris, a prova mais longa terminou com o bronze de Cícero Nobre no lançamento de dardos classe F57 (atletas competem sentados). Ele registrou 49,46m. Nobre já havia conquistado o mesmo resultado nesta prova em Tóquio.

Natação

Logo depois do atletismo, a natação é a maior fonte de medalhas para o Brasil nos Jogos. Depois dos ouros de Carol Santiago e Gabriel Araújo, quem fechou o sábado com chave de ouro – ou prata – para o país foi Wendell Belarmino.

O nadador brasiliense ficou em segundo lugar na prova dos 50 metros livre classe S11, para atletas com deficiência visual. Belarmino – que já tinha três medalhas no currículo, todas conquistadas em Tóquio – fez exatamente o mesmo tempo que o chinês Dongdong Hua (26s11).

Ambos levaram a prata porque o japonês Keiichi Kimura foi o medalhista de ouro, com o tempo de 25s98. Na mesma prova, outro brasileiro, Matheus Rheine, terminou em oitavo.

Alavancado pelos bons resultados do atletismo e da natação, o Brasil terminou o terceiro dia de competições em terceiro lugar no quadro de medalhas, com 23 pódios, sendo oito medalhas de ouro, três de prata e doze de bronze. Apenas China e Grã Bretanha estão à frente.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aécio Amado