Blog do Walison - Em Tempo Real

Justiça militar absolve policiais que tinham levado homem amarrado

São Paulo (SP), 04/06/2023 -  Policiais militares amarraram um suspeito de furto pelas mãos e pelos pés e o arrastaram e carregaram como um animal. O caso ocorreu no dia 04/06, na Vila Mariana, em São Paulo. Foto: Reprodução TV

O Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo absolveu seis policiais militares (PMs) acusados de tortura contra um civil. O caso ganhou notoriedade pois vídeos da condução de Robson Rodrigo Francisco amarrado pelas costas, em situação que lembra o método de tortura conhecido por pau-de-arara se tornaram públicas e foram criticadas por parlamentares. O rapaz foi carregado amarrado por uma corda e uma camisa. Segundo a defesa dos militares a medida foi necessária para evitar que ele machucasse a si e a outras pessoas, incluindo os policiais.

A sentença, tornada pública ontem, foi decisão do juiz Ronaldo João Roth e considerou a denúncia improcedente, afirmando que os policiais cumpriram o protocolo do batalhão, ao conduzirem o rapaz preso em flagrante por furto ao hospital, antes de levá-lo ao Distrito Policial (DP): “agiram, pois, os acusados nos fatos da denúncia sem dolo, visando preservar a integridade física do civil Robson, que por isso foi levado ao pronto socorro antes da apresentação da prisão em flagrante do civil no DP”. Assim, para o juiz, os PMs “agiram no estrito cumprimento do dever legal”.

O caso ocorreu em junho de 2023, após o furto de duas caixas de chocolate em um supermercado, reconhecido por Robson diante da justiça dois meses depois.

A defesa de Robson também ingressou na justiça comum, pedindo indenização por tortura. O julgamento dessa ação ainda não tem data prevista, segundo o advogado de Robson, José Luiz de Oliveira Junior.
Fonte: Agência Brasil Edição: Lidia Neves

Governo autoriza uso da Força Nacional no Paraná e em Roraima

FORÇA NACIONAL - Lewandowski autoriza uso de Força Nacional em terra indígena em Rondônia. Foto: Daiane Mendonça/SECOM RO

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, autorizou o uso da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) nos estados do Paraná e em Roraima. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (20).

No Paraná, os agentes apoiarão ações contra organizações criminosas e crimes transnacionais nas regiões fronteiriças e de costa marítima. Já em Roraima, a Força Nacional de Segurança Pública agirá por 90 dias na Terra Indígena (TI) Pirititi, que ocupa cerca de 43 mil hectares no município de Rorainópolis, em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e em conjunto com os órgãos de segurança pública do estado.

A quantidade de agentes ainda não foi definida. Segundo as portarias publicadas, ela será determinada a partir do planejamento definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

*Estagiária sob supervisão de Vinícius Lisboa

Fonte: Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

Monitoramento mostra que 99% dos incêndios são por ação humana

Brasília (DF) 12/09/2024 - Brigadistas do Prevfogo/Ibama e ICMBio combatem incêndios florestais na Terra Indígena Tenharim/Marmelos, no Amazonas
Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Ibama

Apenas uma parte ínfima dos incêndios florestais que se proliferam pelo país é iniciada por causas naturais. A constatação é da doutora em geociências Renata Libonati, coordenadora do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“De todos os incêndios que acontecem no Brasil, cerca de 1% é originado por raio. Todos os outros 99% são de ação humana”, afirma.

A pesquisadora é responsável pelo sistema Alarmes, um monitoramento diário por meio de imagens de satélite e emissão de alertas sobre presença de fogo na vegetação. Ao relacionar os dados com a proibição vigente de colocar fogo em vegetação, ela afirma que “todos esses incêndios, mesmo que não tenham sido intencionais, são de alguma forma criminosos”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Com base em dados que ficam disponíveis a cada 24h, a professora constata que “a situação é muito crítica” nos três biomas analisados, sendo a pior já registrada na Amazônia. Em relação ao Cerrado e o Pantanal, ela ressalta que a presença das chamas está “muito próxima do máximo histórico”.

Renata Libonati associa o fogo que consome vegetação em diversas regiões brasileiras a atividades econômicas. “A ocorrência dos incêndios no Brasil está intimamente relacionada ao uso da terra”.

Com o olhar de quem acompanha cada vez mais eventos climáticos extremos, a pesquisadora percebe um ultimato: “Nosso estilo de vida atual é incompatível com o bem-estar da nossa sociedade no futuro”.

Acompanhe os principais trechos da entrevista:

Rio de Janeiro (RJ), 19/07/2024 – Pesquisadora Renata Libonati. Foto: Environmental Justice Foundation/Divulgação
A pesquisadora Renata Libonati associa o fogo que consome vegetação em diversas regiões brasileiras a atividades econômicas. Foto: Environmental Justice Foundation

Agência Brasil: A partir do monitoramento realizado pelo sistema Alarmes, é possível traçar um retrato de como está a situação no país?
Renata Libonati: O sistema Alarmes monitora atualmente os três principais biomas do Brasil: Amazônia, Cerrado e o Pantanal. Principais no sentido dos que mais queimam. No Pantanal, do início do ano até 18 de setembro, já teve cerca de 12,8% da sua área queimada. Fazendo um comparativo com 2020, o pior ano já registrado, 2020 queimou no ano todo cerca de 30% do bioma.

A média anual que o Pantanal queima é em torno de 8%. Então, 2020 foi muito acima e 2024 também ultrapassou a média de porcentagem diária atingida. Isso representa cerca de 1,9 milhão de hectares queimados em 2024 [para efeito de comparação, o estado do Sergipe tem quase 2,2 milhão de hectares]. Esse acumulado está abaixo do que queimou em 2020 no mesmo período, mas até o início de setembro, o acumulado era maior que o mesmo período de 2020.

A Amazônia já teve cerca de 10 milhões de hectares queimados [o que equivale a mais que o estado de Santa Catarina]. Como a Amazônia é muito grande, isso representa em torno de 2,5% da sua área queimada. A situação é muito crítica. Esse é o pior ano já registrado desde que a gente tem medição aqui no nosso sistema, em 2012.

O Cerrado já queimou cerca de 11 milhões de hectares, o que corresponde a quase 6% da sua área. Esse valor está ligeiramente abaixo do ano que mais queimou, que foi em 2012.

De uma forma geral, a situação é muito crítica nos três biomas. A Amazônia no máximo histórico; e nos outros biomas, muito próxima do máximo histórico.

Agência Brasil: Com os dados coletados, notam-se indícios de ações criminosas e/ou coordenadas?
Renata Libonati: O monitoramento por satélite não permite fazer distinção de que tipo de ignição originou determinado incêndio. O que posso dizer é que existem duas formas de iniciarmos um incêndio. A primeira é a forma humana, seja intencional ou criminosa. A segunda é a causa natural, que seriam os raios.

Percebemos um padrão que, de todos os incêndios que acontecem no Brasil, cerca de 1% é originado por raio. Todos os outros 99% são originados de ação humana. Desde maio até agora, não teve nenhuma ocorrência no Pantanal de incêndio começado por raio. Isso monitorado por satélite e com dados de descargas atmosféricas.

Isso nos indica que é fogo humano. Sabendo que existe decreto que tem proibido o uso do fogo em todas essas regiões devido à crise climática que a gente está vivendo esse ano, todos esses incêndios, mesmo que não tenham sido intencionais, são de alguma forma criminosos. Exceto quando é acidental.

Agência Brasil: São ligações com atividades econômicas, mais notadamente a agropecuária?
Renata Libonati: Existem vários fatores que estão relacionados a esses inícios de incêndio. Por exemplo, o desmatamento, um fator que fica muito ligado ao início de incêndio, porque, em geral, utiliza-se o fogo em algumas situações de desmatamento.

A ocorrência dos incêndios no Brasil está intimamente relacionada ao uso da terra, às atividades econômicas, principalmente, ligadas ao desmatamento para abrir áreas de pastagem e agricultura e, quando já está consolidado, muitas vezes se utiliza o fogo por várias razões, e isso causa os grandes incêndios que estamos observando.

Agência Brasil: O fogo, que já foi um grande aliado da humanidade, está cada vez mais se tornando um inimigo?
Renata Libonati: É muito importante não esquecer que o fogo nem sempre é ruim. Regiões como o Cerrado e parte do Pantanal, que são constituídas basicamente de regiões savânicas, são o que chamamos de dependentes do fogo. Precisam da ocorrência anual do fogo para manter a sua biodiversidade e padrão ecossistêmico. O que ocorre é justamente isso que você comentou, a ação humana alterou completamente o regime de fogo natural dessas regiões para um regime atual que é muito mais agressivo, no sentido que os incêndios são mais intensos, mais extensos e mais duradouros. Isso tem um efeito muito ruim mesmo em regiões que são dependentes do fogo.

É diferente da Amazônia e de qualquer floresta tropical, que a gente chama de ecossistemas sensíveis ao fogo. Quando ocorre, é altamente prejudicial. É sempre bom fazer essa distinção entre o Cerrado, Pantanal e Amazônia, porque as relações que cada ecossistema tem com o fogo são diferentes, e o uso do fogo precisa ou não ser tratado de forma diferente de acordo com o ecossistema.

Rio de Janeiro (RJ), 19/07/2024 – Sistema de alarme de queimadas. Foto: Lasa/Reprodução
Rio de Janeiro (RJ), 19/07/2024 – Sistema de alarme de queimadas. Foto: Lasa/Reprodução – Lasa/Reprodução

Agência Brasil: Como o sistema Alarmes faz o monitoramento?
Renata Libonati: O sistema Alarmes foi lançado em 2020. Até aquela época, o monitoramento de área queimada por satélite era feito com atraso que podia chegar a três meses para a gente ter estimativas de quanto e de onde queimou. O sistema Alarmes veio para trazer uma informação que era muito requerida pelos órgãos de combate e prevenção, que era informação da área queimada de alguma forma rápida, em tempo quase real, para fazer as ações de planejamento do combate.

Nós utilizamos imagens de satélite da Nasa [agência espacial americana], aprendizado de máquina profundo [um método de inteligência artificial] e informações de focos de calor. Isso nos permitiu criar esses alertas rápidos. Enquanto antes nós precisávamos esperar de um a três meses para ter essas localizações do que queimou, nós temos essa informação no dia seguinte que queimou. Ele é atualizado diariamente com novas informações e vem sendo aprimorado através da colaboração com entidades públicas, privadas e até da sociedade. Nos ajudam a validar os nossos alertas e a qualidade dos nossos dados, por exemplo, através do sistema Fogoteca.

Brigadistas que estão combatendo tiram fotografias georreferenciadas e inserem isso no sistema como uma forma de saber que os nossos alertas estão corretos no tempo e no espaço. A Fogoteca vem crescendo desde então, nos auxiliando a melhorar essas estimativas com informação de campo, que é muito importante para validar e verificar a acurácia do monitoramento que fazemos por satélite.

Agência Brasil: Houve uma atualização esta semana no Alarmes, para aumentar a precisão.
Renata Libonati: Essa diferença de dar a área queimada com atraso de três meses ou de um dia vai fazer com que você tenha uma melhor precisão quando tem mais tempo para trabalhar aquelas imagens do que quando você tem que fazer uma coisa muito rápida, quando perde um pouco a precisão. É aquele cobertor curto, quando eu tenho um processamento rápido, eu perco qualidade, mas ganho agilidade. Quando eu tenho um processamento lento, eu perco em agilidade, mas ganho em qualidade.

Os nossos alertas, por terem essa capacidade de identificar rapidamente o que que aconteceu, têm uma qualidade mais restrita que um dado mais lento. O que fizemos para atualizar isso foi juntar os dados mais lentos com os mais rápidos, de forma a diminuir essas imprecisões: efeitos de borda e omissões em casos específicos

Rio de Janeiro (RJ), 19/07/2024 – Pesquisadora Renata Libonati. Foto: Environmental Justice Foundation/Divulgação
“O que estamos vivenciando hoje é um resultado do que a humanidade vem fazendo ao longo de várias décadas”, afirma a pesquisadora Renata Libonati. Foto: Environmental Justice Foundation

Agência Brasil: O sistema Alarmes é uma ferramenta. Para conter a proliferação de incêndios no país são necessárias ações da sociedade e governos. Como especialista no assunto, sugere caminhos?
Renata Libonati: A gestão do incêndio não passa apenas pelo combate. Muito pelo contrário, o pilar precisa ser a prevenção. Passa, por exemplo, por uma gestão da vegetação antes da época de fogo, fazer aceiros [terreno sem vegetação que serve como barreira para impedir a propagação do fogo], diminuir material combustível seco, muitas vezes através de queimas prescritas, quando se usa o que chamamos de “fogo frio”, antes da época de fogo, quando a área ainda está úmida. Fragmentar a paisagem para quando chegar a época de fogo, ele não ter para onde ir porque você já tirou aquela biomassa dali, contendo o incêndio.

Essas técnicas de prevenção também englobam maior conscientização e educação ambiental sobre o uso do fogo. Maior fiscalização. Ações que precisam ser feitas de forma continuada ao longo de vários anos.

Diante das condições climáticas que estamos vivenciando nas últimas décadas e, principalmente, nos últimos anos, observamos que esses eventos extremos, como grandes secas e ondas de calor estão cada vez mais frequentes, duradouros e persistentes e essas são as condições que levam a grandes incêndios. Então qualquer ignição vai se propagar de uma forma muito rápida, muito intensa, e o combate é muito difícil.

Mesmo que tenhamos um empenho muito grande, como está acontecendo este ano por parte dos governos federal e estaduais empenhados no combate, mesmo assim essas condições climáticas são muito desfavoráveis ao combate. É muito difícil combater, por isso que é preciso sempre priorizar a prevenção. O Brasil deu um primeiro passo para isso, que foi a lei do Manejo Integrado do Fogo, aprovada o final de julho, sancionada pelo presidente da República.

Essa lei vai permitir uma mudança de paradigma na forma em que o Brasil realiza a sua gestão de incêndios, permitindo um pilar muito forte na prevenção do que propriamente no combate. Já demos um primeiro passo.

Agência Brasil: Pode se dizer que mudanças climáticas são uma ameaça não para o planeta, e, sim, para a vida humana?
Renata Libonati: O que estamos vivenciando hoje é um resultado do que a humanidade vem fazendo ao longo de várias décadas. Realmente é preciso fazer uma mudança na forma que a gente utiliza o planeta porque o nosso estilo de vida atual é incompatível com o bem-estar da nossa sociedade no futuro.

Se continuarmos a emitir gases do efeito estufa na mesma faixa que estamos hoje, vamos ter, os modelos climáticos indicam, nos 2050 até 2100, ocorrências muito mais frequentes de ondas de calor, de secas, enchentes como a que a gente viu no Rio Grande do Sul. Isso vai impactar diretamente a vida humana. É importante chamar atenção que sempre as pessoas que vivem em maior vulnerabilidade são aquelas que vão ser as mais impactadas.

Agência Brasil: Voltando ao sistema Alarmes, é uma mostra de que a academia está centrada para as necessidades atuais da sociedade?
Renata Libonati: Essa ideia de que a universidade vive fechada nas suas quatro paredes já não procede. As universidades públicas, há algumas décadas, mudaram a forma de fazer ciência, passando por uma ciência que visa auxiliar na solução dos problemas que a nossa sociedade tem hoje. O Alarmes é, de fato, um bom exemplo de que todo o conhecimento gerado na academia pode ser utilizado na forma de trazer um benefício para a solução desses problemas. No caso, a gestão dos incêndios, que vai levar também a uma melhoria da qualidade do ar.

No caso do Alarmes, o desenvolvimento foi possível por conta de uma aproximação do Prevfogo [Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais] do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], que financiou um edital no CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Foi um edital inédito e eles trouxeram os principais problemas que eles tinham. Um desses problemas era o monitoramento mais rápido da área queimada. Então é muito importante que haja investimentos públicos na universidade para que a gente possa ter condições de desenvolver e melhorar cada vez mais a inovação que podemos ter.

Nós tivemos também muitos investimentos de ONGs [organizações não governamentais], como Greenpeace, Wetlands Internacional, WWF, CEPF, Terra Brasilis. Uma série de ONGs preocupadas com a questão ambiental e que fomentaram algumas melhorias no sistema.

Fonte: Agência Brasil Edição: Sabrina Craide

Casal é preso suspeito de tráfico de drogas e arrombamento de carros, em Teresina; polícia apreende ferramentas e ‘chapolin’

Casal é preso suspeito de tráfico de drogas e arrombamento de carros, em Teresina — Foto: Divulgação/SSP-PI

Um casal suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e com arrombamento de veículos foi preso em uma operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) na manhã desta quinta-feira (19), em Teresina. Segundo o delegado Charles Pessoa, coordenador do Draco, os dois já tinham sido presos anteriormente.

Durante a operação Draco 151, os policiais procuram, além do casal, outros 10 suspeitos de envolvimento com facções criminosas e tráfico de drogas. Eles fizeram buscas em 14 endereços localizados nos bairros Risoleta Neves, Água Mineral, Santa Bárbara, Bairro Extrema, Novo Horizonte e Parque Universitário, além de alguns na cidade de Timon, no Maranhão.

Casal é preso suspeito de tráfico de drogas e arrombamento de carros, em Teresina — Foto: Divulgação/SSP-PI

Casal é preso suspeito de tráfico de drogas e arrombamento de carros, em Teresina — Foto: Divulgação/SSP-PI

Um casal suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e com arrombamento de veículos foi preso em uma operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) na manhã desta quinta-feira (19), em Teresina. Segundo o delegado Charles Pessoa, coordenador do Draco, os dois já tinham sido presos anteriormente.

Durante a operação Draco 151, os policiais procuram, além do casal, outros 10 suspeitos de envolvimento com facções criminosas e tráfico de drogas. Eles fizeram buscas em 14 endereços localizados nos bairros Risoleta Neves, Água Mineral, Santa Bárbara, Bairro Extrema, Novo Horizonte e Parque Universitário, além de alguns na cidade de Timon, no Maranhão.

Os policiais apreenderam na casa do casal equipamentos que seriam usados no arrombamento de veículos: uma caixa de ferramentas e um dispositivo conhecido como “chapolin”, utilizado para desativar as travas de carros (foto abaixo).

Conforme o delegado Charles Pessoa, outro suspeito era responsável por identificar os veículos, acompanhá-los e repassar informações sobre eles a um núcleo de uma organização criminosa.

“Esse núcleo tinha envolvimento com outros crimes, além do tráfico de drogas, vinculados a um arsenal recentemente apreendido pelo Draco: dois fuzis, várias pistolas e muitas munições. Coletamos e analisamos materiais e hoje cumprimos as medidas judiciais de prisão”, afirmou o coordenador.

'Chapolin', dispositivo utilizado para desativar travas de carros, apreendido pelo Draco — Foto: Divulgação/SSP-PI

‘Chapolin’, dispositivo utilizado para desativar travas de carros, apreendido pelo Draco — Foto: Divulgação/SSP-PI

Caixa de ferramentas apreendida com suspeitos de arrombamento de veículos — Foto: Divulgação/SSP-PI

Caixa de ferramentas apreendida com suspeitos de arrombamento de veículos — Foto: Divulgação/SSP-PI Fonte: G1-PI

 

Lula cumpre agenda no MA para assinar acordo entre Centro de Lançamento de Foguetes e quilombolas

Nesta terça (17) o Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, participa no Palácio do Planalto de reunião para anúncios de novos projetos da ApexBrasil. — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda no Maranhão nesta quinta-feira (19) para assinatura do Termo de Conciliação, Compromissos e Reconhecimentos Recíprocos, relativo ao Acordo de Alcântara, a cerca de 90 km de São Luís. Segundo o governo, o documento pretende dar fim a décadas de conflitos entre comunidades quilombolas e a Força Aérea Brasileira (FAB).

Antes da solenidade, na chegada à base aérea de Alcântara, previsto para 10h10, o presidente Lula participa da cerimônia de assinatura da mensagem ao Congresso Nacional que encaminha o Projeto de Lei que cria a ALADA, empresa pública destinada ao desenvolvimento de projetos e de equipamentos aeroespaciais.

Como parte da programação, às 10h30, o presidente visita a comunidade quilombola de Mamuna e sobrevooa outras áreas quilombolas, como as agrovilas de Marudá e Pepitau. Essas agendas não terão cobertura da imprensa.

A solenidade de assinatura do Termo de Conciliação, Compromissos e Reconhecimentos Recíprocos, relativo ao Acordo de Alcântara, acontecerá as 12h00, na Praça da Matriz, no Centro da cidade.

De acordo com o governo federal, a assinatura é a garantia dos direitos territoriais das comunidades quilombolas de Alcântara, atendendo a uma reivindicação histórica dessas comunidades, e o fortalecimento do Programa Espacial Brasileiro, valorizando e fortalecendo as duas políticas públicas. A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, compõe a comitiva que participará da solenidade.

Comunidades ainda não comemoram

 

Alcântara é o município brasileiro com maior número de comunidades quilombolas, segundo lideranças locais — Foto: Divulgação/Conaq

Alcântara é o município brasileiro com maior número de comunidades quilombolas, segundo lideranças locais — Foto: Divulgação/Conaq

Danilo Serejo, cientista político e líder comunitário na Comunidade Quilombola de Canelatiua, afirma que é preciso ter cautela nas comemorações imediatas, uma vez que em apenas um ano o governo deve efetivar a titulação do acordo.

“A Portaria de Reconhecimento assinada hoje é um marco muito bom nisso, porque reforça a posse das comunidades, mas por si só também não oferece a segurança jurídica necessária, porque não possui força de título de propriedade. Quanto aos compromissos dos militares de não expandir a Base sobre o território das comunidades, é importante dizer que essa não é a primeira vez que eles assumem esse compromisso”, disse o ativista ao g1.

 

Segundo o quilombola, em 2008 foram firmados outros acordos judiciais que nunca foram cumpridos, o que o impede de “comemorar nada ainda”.

Alcântara e a Base de Lançamento de Foguetes

 

Vista área do Aeroporto de Alcântara, localizado na área do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) — Foto: Divulgação/Agência Espacial Brasileira

Vista área do Aeroporto de Alcântara, localizado na área do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) — Foto: Divulgação/Agência Espacial Brasileira

Município com 22 mil habitantes, Alcântara fica numa península com localização privilegiada para o lançamento de foguetes e satélites. Próximo à linha do Equador, o centro – inaugurado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em 1983 – possibilita uma economia de até 30% no combustível usado nos lançamentos.

A construção da Base de Lançamento de Foguetes, porém, levou um território de 52 mil hectares a ser declarado como de “utilidade pública”, segundo a CIDH, e as disputas territoriais seguem até hoje.

Alcântara é o município que tem o maior número de comunidades quilombolas do país, com mais de 17 mil pessoas, distribuídas em quase 200 comunidades.

Brasil pede desculpas a quilombolas por construção de base de Alcântara Fonte: G1-MA

Câmara municipal de Caxias reabre inscrições para concurso público com mais de 40 vagas

Câmara municipal de Caxias reabre inscrições para concurso público com mais de 40 vagas — Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Caxias

A Câmara Municipal de Caxias reabriu as inscrições para o concurso público destinado ao preenchimento de 41 vagas, com cadastro reserva, para todos os níveis de escolaridade. Os interessados podem se inscrever até o dia 2 de outubro no site do Instituto Consulpam.

A jornada de trabalho é de 40 horas semanais e o salário pode variar de R$ 1.412,00 a R$ 2.500,00.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 48 para os cargos de nível fundamental, R$ 54 para os cargos de nível médio e R$ 64 para os cargos de nível superior.

Provas

 

Os candidatos vão ser avaliados por meio de uma prova objetiva e discursiva, prevista para ser realizada no dia 27 de outubro e uma prova prática para o cargo de Intérprete de Libras, prevista para ser realizada no dia 17 de novembro, além da prova de títulos para o cargo de Procurador Legislativo.

O tempo de duração do contrato é de dois anos. Este prazo pode ser prorrogado, uma única vez, por igual período.

Balsas e Carolina, no sul do MA, entram no ranking da cinco cidades mais quentes do Brasil

Nesta semana, as cidades de Balsas e Carolina, no sul do Maranhão, ficaram entre as cinco cidades mais quentes do Brasil. Em Balsas, a temperatura passou dos 41º C na segunda-feira (16), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), registrando a temperatura mais alta entre todas as cidades do país nesse dia.

Nesta quarta (18), Balsas está como a segunda cidade com a temperatura mais alta no Brasil, com registro de 42º C, perdendo apenas para Peixe, no Tocantins, onde os termômetros marcaram 42,1º C.

Em Balsas, a população reclama da onda de calor intenso causada pela estiagem e pelas queimadas. Com o sol forte e as altas temperaturas, está difícil aguentar tanto calor em Balsas.

“Não tem jeito para não estar quente. Eu carrego garrafa de água dentro do meu carro, eu tomo muita água”, destaca o taxista Zeca Araújo.

Há cinco meses não chove na cidade, e como o mês de setembro costuma ser o mais quente do ano, em Balsas, o rio que passa dentro da cidade, já se tornou refúgio para muita gente que busca alívio para tanto calor.

De acordo com o Inmet, além das altas temperaturas, a região enfrenta outro agravante, o tempo seco. A umidade relativa do ar tem ficado abaixo de 20%, e o índice de umidade na região deve permanecer entre 12 e 20%.

Por isso, nesse período é preciso atenção aos efeitos no corpo, principalmente para quem fica exposto ao sol.

“As altas temperaturas, associadas a uma baixa umidade do ar, acarreta em uma maior disseminação de partículas, como ácaro, fungo, poeira, que ajudam a piorar a situação daqueles pacientes que já tem doenças respiratórias crônicas, como asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), e também pacientes com crises alérgicas de rinite alérgica, por exemplo. Então, nesse momento do ano, aqui em Baus tem que se dar principalmente atenção a crianças e idosos, que são os pacientes mais acometidos por esse tipo de patologia aqui na nossa cidade”, explica o médico Felipe Coelho.

Alertas de baixa umidade relativa do ar no MA

Nesta quarta-feira (18), o Inmet emitiu três alertas, amarelo, laranja e vermelho, de baixa umidade relativa do ar para o Maranhão. Os alertas são válidos até às 21h desta quarta.

* Alerta amarelo – indica “perigo potencial”, quando a umidade varia entre 30% e 20%. O aviso aponta baixo risco de incêndios florestais e de problemas à saúde.

As regiões maranhenses afetadas pelo alerta amarelo são: Oeste, Leste, Centro e Sul.

* Alerta laranja – indica “perigo”, quando a umidade varia entre 20% e 12%. Nesse caso há risco de incêndios florestais e à saúde, além de ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

As regiões maranhenses afetadas pelo alerta laranja são: Sul, Leste e Centro.

* Alerta vermelho – indica “grande perigo”, quando a umidade fica abaixo de 12% e há grande risco de incêndios florestais e à saúde (doenças pulmonares, dores de cabeça, entre outras).

As regiões maranhenses afetadas pelo alerta vermelho são: Sul e Leste (veja, no fim da matéria, as cidades afetadas pelo alerta vermelho).

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a faixa de umidade ideal para o organismo humano situa-se entre 40% e 70%. Quando essa taxa cai para 30%, já se configura uma situação de alerta, com prejuízos evidentes para a saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, a baixa umidade aumenta a incidência de doenças respiratórias, como rinite alérgica e asma, além de problemas na pele, nos olhos e sangramento nasal.

As doenças respiratórias são as mais preocupantes, principalmente entre crianças e idosos. Pela fragilidade do organismo, existe uma chance maior de complicação.

Instruções:

  • Beba bastante líquido.
  • Atividades físicas são nocivas em tal tempo seco.
  • vite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.
  • Use hidratante para pele e umidifique o ambiente.
  • Evite bebidas diuréticas (café e álcool).
  • Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Veja as cidades que receberam alerta vermelho para baixa umidade do ar

  1. Alto Parnaíba
  2. Balsas
  3. Barão de Grajaú
  4. Benedito Leite
  5. Fortaleza dos Nogueiras
  6. Loreto
  7. Mirador
  8. Nova Iorque
  9. Pastos Bons
  10. Riachão
  11. Sambaíba
  12. São Domingos do Azeitão
  13. São Félix de Balsas
  14. São João dos Patos
  15. São Raimundo das Mangabeiras
  16. Sucupira do Norte
  17. Tasso Fragoso Fonte: G1-MA

Leonel Filho 65123 Segue recebendo apoio de praticantes de religiões de matrizes africanas em Codó – MA

O candidato a vereador Leonel Filho 65123 continua recebendo o apoio decisivo de muitos codoenses praticantes e amantes de religiões de matrizes africanas, a cada semana um número cada vez maior de adeptos dessas religiões tem declarado apoio a candidatura a vereador de Leonel Filho 65123 justamente como forma de agradecimento, reconhecimento, amizade e respeito por todos os esforços que o nobre parlamentar tem movido em prol desse seguimento religioso que faz parte da história de Codó.

Para Leonel Filho esses apoios tem sido de suma importância para a sua campanha sobretudo por ser um apoio de pessoas queridas e amadas que por meio da religião tem se dedicado a séculos em fazer o bem sem olhar a quem, sou muito grato pela amizade sincera de todos os amigos e amigas que difundem as religiões de matrizes africanas, difundem a nossa cultura e espalham o amor por onde passam.

Preso há 6 meses, mentor da ‘Barbárie de Queimadas’ segue em presídio no RJ; entenda a situação

Eduardo dos Santos Pereira é acusado de ser o mentor da Barbárie de Queimadas e está foragido — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

A prisão de Eduardo dos Santos Pereira, o mentor da “Barbárie de Queimadas”, completa seis meses nesta quinta-feira (19). Após três anos foragido, o condenado foi preso em março deste ano, em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. Apesar dos pedidos de recambiamento para que ele cumpra pena na Paraíba, a transferência de Eduardo ainda não foi cumprida.

Ao longo dos últimos meses, a Justiça da Paraíba analisou três pedidos da defesa de Eduardo dos Santos para que o acusado cumpra pena no Rio de Janeiro. Eles alegam a necessidade de garantir a visitação familiar, a melhor ressocialização do preso e garantir sua integridade física. Atualmente, o condenado está preso no Presídio de Benfica, no município do Rio de Janeiro.

Nos primeiros dias após a prisão, a Justiça da Paraíba solicitou uma posição da Gerência Executiva do Sistema Prisional (Gesipe), órgão responsável pelos processos de transferência e recambiamento de presos. A Gesipe informou que o crime ocorreu na Paraíba e que é do interesse do sistema penitenciário paraibano que o condenado cumpra pena no estado.

Além disso, a Gesipe afirmou que o criminoso deve retornar ao Presídio de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecido como PB1, de onde fugiu em novembro de 2020. Segundo o órgão, o local é adequado para garantir a integridade física do preso.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) também foi chamado a se manifestar e negou o pedido da defesa, reforçando que o preso deve cumprir pena na Paraíba.

Ao analisar um dos pedidos, ainda em março, a juíza Andrea Arcoverde ressaltou que não é direito do apenado escolher o local onde deseja cumprir pena, devendo-se observar a conveniência e o interesse da administração penitenciária.

Cadeia Pública José Frederico Marques, conhecido como Benfica — Foto: Henrique Coelho/G1

Cadeia Pública José Frederico Marques, conhecido como Benfica — Foto: Henrique Coelho/G1

Todos os pedidos da defesa de Eduardo dos Santos foram negados pela Justiça da Paraíba. O último pedido para que Eduardo dos Santos cumpra pena na Paraíba foi assinado no dia 16 de setembro, também pela juíza Andrea Arcoverde. A magistrada encaminhou a decisão para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e reiterou a solicitação de autorização de recambiamento do apenado para o Estado da Paraíba.

g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), perguntou se receberam a decisão e quais serão os próximos passos para a transferência de Eduardo para a Paraíba, mas não houve resposta até o momento.

Também houve contato com a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, que informou que não foram notificados sobre decisão de transferência de Eduardo dos Santos.

A Gesipe da Paraíba disse que até o momento também não recebeu determinação, autorização ou requerimento formal por parte da Justiça do Rio de Janeiro ou da Paraíba para realizar o recambiamento do acusado.

O g1 também não conseguiu localizar a defesa de Eduardo dos Santos Pereira.

Família das vítimas pedem transferência para presídio federal

 

Os familiares de Izabelle Pajuçara e Michelle Domingos, vítimas que morreram na “Barbárie de Queimadas”, solicitaram à Justiça da Paraíba, ainda em março, que Eduardo dos Santos Pereira seja transferido diretamente para um presídio federal. De acordo com a petição judicial, as famílias vivem assustadas e acreditam que ele tentará fugir novamente se for encaminhado para um presídio estadual.

“O lugar certo para custodiar Eduardo é um presídio federal, onde terá tratamento diferente do que teve (…) dificultará as possibilidades de uma nova fuga, ao tempo que confortará às famílias que, há tanto tempo, vivem com um sentimento de insegurança e angústia”, afirmou a defesa dos familiares das vítimas em petição.
Mentor da Barbárie de Queimadas com pena de 108 anos é preso no RJ mais de 3 anos após fugir de presídio de segurança máxima — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Mentor da “Bárbarie de Queimadas”, Eduardo dos Santos Pereira estava sozinho na casa em que morava quando foi preso na manhã desta terça-feira (19) em Rio das Ostras, município do Rio de Janeiro.

Ele vinha usando um documento falso, em nome de um idoso de 62 anos, e contou com a ajuda operacional e financeira de familiares e, por um período, de um grupo criminoso. Foi depois que a ajuda desse grupo criminoso findou, que a Polícia Civil da Paraíba teve mais facilidade em mapear o paradeiro do fugitivo.

O fugitivo estava morando em uma pequena casa alugada e levava uma vida simples e reclusa, utilizando uma bicicleta como meio de transporte. Eduardo dos Santos estava em Rio das Ostras há aproximadamente seis meses. Anteriormente, ele estava em Macaé, onde teria vivido por cerca de um ano.

Delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo afirmou que Eduardo fugiu da Paraíba direto para a comunidade da Rocinha, no município do Rio de Janeiro, onde o pai dele mora e tem um bar. E onde ele morava antes de se mudar para Queimadas, no interior da Paraíba.

“Ele tinha uma uma vida pregressa no Rio de Janeiro. Chegou em Queimadas e com ele veio o costume de ter, possuir, fazer o que bem queria com a mulher que quisesse. Depois de cometer o crime e conseguir fugir, voltou para o local onde se sentia protegido”, explicou o delegado-geral.

André Rabelo destaca que, desde a época de Queimadas, Eduardo já apresentava um estilo incompatível com a sua renda declarada. E que essa realidade continuou depois da fuga, já que Eduardo nunca trabalhou em todo esse tempo. O delegado explicou ainda que a ajuda financeira e operacional de um grupo criminoso do Rio de Janeiro só foi suspenso no primeiro semestre de 2023, pouco depois de o programa Linha Direta, da TV Globo, ir ao ar.

O criminoso fugiu da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes de João Pessoa, conhecida como PB1, no dia 17 de novembro de 2020. Eduardo trabalhava na cozinha e quando um policial penal esqueceu um molho de chaves no local onde o detento trabalhava, ele pegou as chaves, abriu o almoxarifado e saiu pela porta lateral do presídio.

No programa Linha Direta no dia 11 de maio de 2023, o delegado da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Tércio Chaves, informou que Eduardo se aproveitou da confiança que adquiriu com o bom comportamento dentro do presídio.

No momento da fuga, quatro policiais penais faziam a segurança do setor e foram encaminhados à Central de Polícia para prestar esclarecimentos. Um deles foi autuado por facilitação culposa e, em seguida, liberado.

Segundo Tércio Chaves, o policial penal que teria esquecido as chaves foi indiciado, mas o Ministério Público da Paraíba (MPPB), até maio de 2023, não havia oferecido denúncia contra ele.

A ‘Barbárie de Queimadas’

 

A “Barbárie de Queimadas” aconteceu em 2012 quando cinco mulheres foram brutalmente estupradas durante uma festa de aniversário, por homens que elas consideravam serem seus amigos. Entre elas estavam Izabella Pajuçara e Michelle Domingos, mortas de forma violenta porque, durante os estupros, identificaram os agressores.

Izabella Pajuçara e Michelle Domingues morreram após estupro coletivo em Queimadas  — Foto: Arquivo pessoal

Conforme as investigações, os abusos foram planejados pelos irmãos Luciano e Eduardo dos Santos Pereira, que teriam convidado outros homens para abusar sexualmente das convidadas na festa de aniversário de Luciano. Segundo informações contidas no processo, o crime seria um “presente” para o aniversariante.

Eduardo foi condenado a 108 anos e dois meses de prisão. Ele foi considerado culpado por dois homicídios, formação de quadrilha, cárcere privado, corrupção de menores e porte ilegal de arma, além dos cinco estupros. Por estes crimes, ele foi condenado a 106 anos e 4 meses de reclusão. Além disso, ele recebeu uma pena de 1 ano e 10 meses de detenção pelo crime de lesão corporal de um dos adolescentes envolvidos no crime.

Além de Eduardo, outros seis homens foram considerados culpados e receberam sentenças, enquanto três adolescentes foram sentenciados a cumprir medidas socioeducativas.

O mentor do estupro coletivo foi preso em 2012, condenado em 2014 e estava foragido desde 2020, quando fugiu do presídio estadual de segurança máxima pela porta lateral. O caso foi tema do programa Linha Direta, em maio de 2023.Fonte: G1-PB