Blog do Walison - Em Tempo Real

Policial militar é preso em operação contra facção criminosa em João Pessoa

Central de Polícia de João Pessoa — Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Polícia Civil da Paraíba

Um policial militar foi preso na manhã desta terça-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil contra uma facção criminosa na Região Metropolitana de João Pessoa.

De acordo com informações da TV Cabo Branco, foram expedidos 49 mandados de prisão, sendo que 24 pessoas já estavam detidas e cumprem pena no sistema penitenciário.

A Polícia Civil confirmou a prisão de três pessoas, entre elas um policial militar. O suspeito foi detido na residência de um advogado, que também é investigado, mas não estava no local no momento da prisão.

Inicialmente, a polícia informou que o advogado havia sido preso, mas, posteriormente, a informação foi corrigida. O advogado segue sendo investigado e, até o momento, encontra-se foragido.

Até a última atualização desta reportagem, não foram divulgados outros detalhes sobre a participação deles nas supostas atividades ilícitas.

Ainda segundo a polícia, as prisões ocorreram em Santa Rita, João Pessoa e Cabedelo. Eles foram levados para a Central de Polícia, no bairro do Geisel, na capital.

Em nota, a Corregedoria Auxiliar da Polícia Militar afirmou que a própria PM participou do cumprimento do mandado contra o suspeito. Segundo a corporação, ele permanecerá preso no 1º Batalhão. A PM também informou que abrirá um procedimento para apurar a conduta do acusado e definir as medidas que serão adotadas. Fonte: G1-PB

Jovem é morto a tiros em campo de futebol em Floriano; quinto homicídio registrado na cidade em 2025

Delegacia da Polícia Civil em Floriano  — Foto: Andrê Nascimento/ g1 PI

O jovem Luiz Micael da Silva Rodrigues, de 19 anos, foi moto a tiros, na noite de segunda-feira (27), em um campo de futebol, no bairro Princesinha, em Floriano. Esse foi o quinto homicídio registrado na cidade em 2025.

A vítima estava em um momento de lazer com outras pessoas quando criminosos chegaram atirando. Luiz Micael morreu no local e um homem foi atingido de raspão em uma das pernas. Ele recebeu atendimento médico e foi liberado.

Os criminosos fugiram em seguida. Nenhum suspeito foi preso ou identificado até o momento. O caso é investigado pela Delegacia de Combate às Facções Criminosas, Homicídios e Tráfico de Drogas (DFHT) em Floriano.

Quinto homicídio registrado em Floriano em 2025

 

O homicídio de Luiz Micael foi o quinto registrado no município em 2025. O quarto aconteceu no domingo (26), quando Anderson Pereira da Silva, de 30 anos, foi morto a tiros. Um empresário conhecido como Rodrigues foi preso, na tarde de domingo (26), suspeito do crime.

Na sexta-feira passada (24), um jovem chamado Antônio Douglas da Conceição Silva, de 24 anos, também foi morto a tiros na cidade. Conforme a DFHT, ele era suspeito de integrar uma facção criminosa e de ter participado de outro homicídio ocorrido na cidade em agosto de 2024. Fonte: G1-PI

Mulher que matou onça-parda é do Rio de Janeiro e cometeu o crime no Piauí, segundo Ibama

Mulher matou animal e compartilhou caçada nas redes — Foto: Reprodução

Mulher recebeu multa de R$ 20 mil pela morte da onça e outros crimes ambientais. Além dela, o pai e a irmã também foram multados. Ao Ibama, mulher disse que atirou para afugentar, mas sem a intenção de matar, apesar de aparecer dançando no vídeo após a caça.

A mulher que viralizou em um vídeo no qual mata uma onça-parda é do Rio de Janeiro e cometeu o crime no Piauí, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ela foi multada em R$ 20 mil.

De acordo o Ibama, a atiradora é Eula Pereira da Silva. Ela cometeu o crime no dia 16 de dezembro, enquanto estava de férias em Alto Longá, no Piauí, onde seus pais moram.

No vídeo, que viralizou e chocou internautas, ela aparece atirando em uma onça-parda que estava em cima de uma árvore. O animal ainda tenta resistir, mas é atacado pelos cães que estavam com a mulher e não sobrevive.

Após a divulgação das imagens, o Ibama informou que iniciou uma investigação e conseguiu identificar a mulher e o local do crime.

O fiscal do instituto que esteve à frente do cargo, Bruno Campos Ramos, explica que mesmo após o anúncio de que a mulher foi identificada, ela não se apresentou no órgão, mas foi encontrada em sua casa em Rio das Pedras, no Rio de Janeiro.

“Ela alegou que estava de férias no sítio dos país no Piauí e disse que o pai vinha reclamando de animais sendo mortos por onça. No dia do crime, ele saiu para caminhar e encontrou o animal, correu para casa e voltaram ele, Eula e a irmã armados e cometeram o crime. Ela contou que não queria matar, mas afastar o animal, mas alegou que acertou sem querer”, explica o agente.

 

No vídeo, no entanto, ela aparece dançando após a morte do animal, que mesmo caído, é golpeado com pauladas pelo pai dela.

De acordo com o Ibama, Eula foi multada em R$ 20 mil. Desse valor, R$ 5 mil correspondem à morte do animal, limite estipulado pela legislação ambiental. (Entenda aqui)

O restante do valor é por crimes de abuso, caça irregular e maus tratos a animais, pelos cães que estavam com ela. A arma do crime estava no sítio da família e foi apreendida.

Além dela, o pai e a irmã também foram multados. O valor total das multas aplicadas aos dois chega a R$ 40 mil.

Bruno explica que o caso ainda vai ser encaminhado ao Ministério Público para a denúncia criminal do caso.

Até a publicação, a reportagem do g1 ainda não tinha encontrado Eula Pereira da Silva para comentar o caso. Fonte: G1-PI

Barcos começam a fazer travessia gratuita de pessoas entre municípios do Tocantins e do Maranhão após queda de ponte

Barqueiros começaram a fazer transporte de passageiros nesta segunda-feira (27) — Foto: Ademir dos Anjos/Governo do Tocantins

Começou nesta segunda-feira (27) a travessia de pessoas entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito. O serviço será ofertado por dez embarcações de forma gratuita. A princípio, o aporte financeiro dado pelo Governo do Estado vai garantir a travessia sem custo pelo período de 30 dias, mas esse prazo poderá ser ampliado conforme necessidade.

A medida foi tomada por causa do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre o Tocantins e o Maranhão. O vão central cedeu levando ao Rio Tocantins dez veículos e 18 vítimas. Desse total, 14 morreram, três estão desaparecidos e uma pessoa sobreviveu.

A ação é em parceria com a Prefeitura de Augustinópolis e começou a partir das 16h. Segundo informou o governo, as embarcações funcionarão todos os dia das 5h às 19h, exclusivamente para o transporte gratuito de pessoas entre as margens do rio. Os barcos têm capacidade de transportar de cinco a oito passageiros por viagem.

A medida foi determinada de forma emergencial durante reunião virtual do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos) e autoridades na sexta-feira (24), que debateram as ações em prol da população afetada pelo desabamento da ponte JK.

No primeiro momento, o Governo destinou R$ 135 mil para garantir o transporte gratuito por 30 dias. Ainda estão sendo conduzidas tratativas entre os órgãos para determinar soluções permanentes com relação à mobilidade entre os municípios do Tocantins e do Maranhão. Mas segundo o Governo, esse aporte financeiro pode chegar a R$ 300 mil.

A Agência Tocantinense de Regulação (ATR) vai ficar responsável pela fiscalização da travessia entre as margens do rio. Já o Corpo de Bombeiros vai manter uma equipe fixa no local e dará apoio na fiscalização do serviço, informou o governo.

Os condutores das embarcações fazem parte da Associação dos Barqueiros de Aguiarnópolis, que garantiu segurança e agilidade no serviço. Fonte: G1-MA

Ministério da Saúde anuncia retomada de obras em 290 municípios

Fachada do Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios

O governo federal autorizou nesta segunda-feira (27) a retomada de mais 478 obras na área da saúde em 290 municípios de todo o país. A medida consta eum portaria do Ministério da Saúde, assinada pela ministra Nísia Trindade, e publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A publicação traz uma relação de 282 obras que serão reativadas ou regularizadas e outras 196 obras que tiveram autorização para serem repactuadas. As obras de reforma, ampliação ou construção de unidades de saúde incluem os estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins. Os recursos federais para as obras somam R$ 189 milhões.

De acordo com a pasta, as obras anunciadas nesta segunda-feira estão divididas em 109 Academias de Saúde, duas Ambiências, dois Centros de Atenção Psicossocial (Caps), cinco Centros Especializados em Reabilitação (CER), 340 Requalifica Unidades Básicas de Saúde (UBS), uma Unidade Básica de Saúde Fluvial e 19 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“Com o novo anúncio, o governo federal alcança um total de 1.478 obras reativadas e repactuadas pelo Programa de Retomada de Obras na Saúde. Isso significa que já foram retomadas cerca de 60% das obras com documentação apresentada para participar do programa”, informou o ministério, em nota.

Desde o início do governo, foram identificadas um total de 5.573 obras na área da saúde paralisadas ou inacabadas. Em janeiro de 2024, o Ministério da Saúde lançou o Programa de Retomada de Obras na Saúde. Estados e municípios foram consultados e 3.594 obras tiveram manifestação de interesse em participar do programa. No total, 2.504 obras apresentaram a documentação exigida pela pasta para participar da retomada.

Filha de sobreviventes do Holocausto diz que nazismo foi naturalizado

Brasília (DF), 27/01/2025 - Clara Ant, filha de sobreviventes do Holocausto, durante entrevista para a Agência Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No 80º aniversário da liberação de prisioneiros do campo de extermínio de Auschwitz, Clara Levin Ant, filha de judeus poloneses sobreviventes da Segunda Guerra Mundial, entende que o nazismo continua a existir com alguma força e cita o crescimento de núcleos neonazistas pelo mundo e até no Brasil. Clara adverte que o nazismo, o neonazismo, o uso de símbolos e gestos nazistas e o antissemitismo são crimes no Brasil e devem ser punidos. “O maior drama que nós estamos vivendo é que foi naturalizado.”

“O antissemitismo, tal como o racismo, é crime no Brasil. É preciso deixar isso claro que para que volte a estar na pauta do dia a dia das pessoas o receio de que, quando se faz um gesto, participa de uma manifestação ou defende uma ideia nazista ou o antissemitismo, saiba que vai ser punido pela lei. Não dá pra ignorar, não dá pra fingir que a lei não existe”, frisa a boliviana radicada no Brasil

Nesta segunda-feira (27), quando eventos em diversas partes do mundo lembram os 80 anos da libertação do campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, sob domínio do regime nazista pelas tropas soviéticas, durante a Segunda Guerra Mundial, os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – Agência BrasilRádio Nacional e TV Brasil – conversaram com Clara Ant, que atualmente é assessora especial da Presidência da República brasileira.

Neonazismo

Clara percebe as manifestações neonazistas como tentativas de apagar na humanidade as ações contra o nazismo. “Estamos em um momento, em um mundo que parte da política, da humanidade, dos que lideram é destrutiva, predadora da cultura, do pensamento, da humanidade no seu significado mais pleno.”

Sobre o gesto feito duas vezes pelo bilionário sul-africano Elon Musk, de bater com força no peito com a mão direita e estender enfaticamente o braço, após a cerimônia de posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 20, Clara Ant entende que foi uma saudação nazista inequívoca.

“A chave disso é a desinformação cultivada pela extrema-direita e seus líderes que trabalham para desinformar e para impedir que as pessoas tenham discernimento. De um lado, eles falam com quem vai gostar do gesto e, de outro lado, fingem um ‘não é comigo’, para ninguém ficar informado de que aquilo tem a ver com a maior tragédia da humanidade, o nazismo.”

Ela enfatiza que deve haver um esforço contra a desinformação a respeito do Holocausto. Clara aponta o resgate da verdadeira história do povo africano no Brasil graças à educação e a leis nacionais como o Estatuto da Igualdade Racial de 2010, e a lei das cotas raciais. “A desinformação que existia sobre a escravidão, hoje, tem uma barreira no conhecimento. Acho que a mesma coisa tem que ser amplificada no que diz respeito ao neonazismo e ao antissemitismo. Ambos são crimes na lei brasileira.”

Clara explica que as atitudes neonazistas não podem ser acobertadas. “A gente não pode deixar passar pano nos recados como daquele período [a Segunda Guerra Mundial]. Todos os dias, temos que estar alertas pela democracia, porque a preservação dela é a melhor maneira de impedir que o racismo, o nazismo, o antissemitismo venham a vingar em algum país.”

A ativista ainda defende que seja feito um trabalho de conscientização para o combate à intolerância religiosa que persegue judeus no Brasil.

Memórias

Brasília (DF) 27/01/2025 - Hoje é o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é comemorado em 27 de janeiro
Foto:Clara Ant/Arquivo pessoal
Brasília (DF) 27/01/2025 – A família de Clara Ant fugiu com outros sobreviventes do Holocausto para a Bolívia, depois veio para o Brasil Foto- Clara Ant/Arquivo pessoal

Os pais de Clara Ant se conheceram refugiados no Cazaquistão e se casaram em 1944. Em 1945, tiveram a primeira filha na Alemanha oriental. Os três fugiram com outros sobreviventes do Holocausto para a Bolívia, onde, em 1948, Clara Ant nasceu. E aos 10 anos veio morar no Brasil. A terceira filha já nasceu no país. As três fazem parte da primeira geração do pós-Guerra.

E neste dia de preservação das memórias das vítimas do Holocausto, Clara Ant relembrou relatos de parentes sobre os horrores da Segunda Guerra, na Polônia. Somente o pai perdeu cerca de 41 familiares em uma mesma cidade da Polônia. Aos 14 anos, a mãe dela diz ter visto cidadãos serem fuzilados e enterrados em uma vala comum.

Histórias de mortes e desaparecimentos nas famílias paterna e materna que a própria classifica como sendo de um período de sombras.

Em oposição, Clara compartilha os exemplos de solidariedade que salvaram muitos judeus durante o conflito mundial e após o Holocausto. Ela também afirma ser testemunha da fase luminosa de criação da cultura antinazista nas pessoas. “O cinema, o teatro, a literatura, os debates condenavam este período do nazismo. Então, foi criada uma cultura universal contra o fascismo. Tudo era para impedir a volta do nazismo.”

Em sua trajetória no Brasil, a arquiteta é uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Na vida política, a ativista pelos direitos humanos e pela democracia foi deputada estadual constituinte, em São Paulo, e assessora desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando atuou na estruturação e implementação do programa Fome Zero.

Ela se recorda da reunião, em 2004, no Palácio do Planalto do presidente Lula com lideranças estrangeiras e brasileiras da comunidade judaica para pedir apoio para adoção do dia 27 de janeiro como data internacional em memória das vítimas do Holocausto. Segundo Clara, neste mesmo dia, Lula subscreveu a petição dirigida à ONU. A partir de 2006, foram registrados os primeiros eventos em celebração à data no Brasil.

Clara conta que, em 2010, o presidente Lula escolheu a primeira sinagoga das Américas, Kahal Zur Israel, em Recife, fundada no século XVII, para homenagear as pessoas assassinadas no holocausto.

Em 2008, houve o encontro do presidente brasileiro com o então presidente de Israel, Shimon Peres, na embaixada do Brasil em Pequim, China.

Brasília (DF) 27/01/2025 - Foto de arquivo onde se vê uma reunião com presidente Lula - Hoje é o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é comemorado em 27 de janeiro
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Brasília (DF) 27/01/2025- Foto de arquivo onde se vê uma reunião com presidente Lula – Hoje é o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é comemorado em 27 de janeiro Foto: Ricardo Stuckert/PR – Ricardo Stuckert/PR

 

80 anos da libertação de Auschwitz

No momento da libertação do campo de extermínio de Auschwitz do domínio nazista pelo Exército Vermelho, durante a Segunda Guerra Mundial, cerca de 7 mil prisioneiros foram libertados, em janeiro de 1945.

Auschwitz é considerado o maior dos campos de extermínio da história e a queda dele é entendida como marco da derrota do nazismo. Estima-se que entre 1,1 milhão e 1,3 milhão de pessoas foram assassinadas ali, a maioria judeus.

O 27 de janeiro foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2005 como Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, o genocídio cometido pelos nazistas alemães e que matou sistematicamente, entre 1939 e 1945, 6 milhões de judeus, ciganos, homossexuais, comunistas, negros, pessoas com deficiência, entre outros grupos considerados racialmente inferiores pelos adeptos do líder do Partido Nazista, Adolf Hitler.

Anualmente, a data reúne sobreviventes, autoridades e representantes da sociedade civil com o objetivo de manter viva a memória das vítimas; lembrar a tentativa de extermínio, sobretudo, do povo judeu; outros crimes cometidos no período; além de prevenir que estes eventos do século XX se repitam.

No Brasil, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) postou em sua rede social sobre a importância de manter viva a memória deste capítulo da história da humanidade. “Lembrar não é apenas um ato de resistência, é um compromisso com a vida.” E acrescentou que o antissemitismo (preconceito e discriminação contra judeus) é racismo.

No Holocausto, a maioria dos assassinatos ocorreu em campos de concentração, projetados para trabalho escravo e extermínio em massa, por meio de fuzilamento e câmaras de gás. Majoritariamente no leste da Europa, os nazistas estabeleceram cerca de 15 mil campos e subcampos de concentração nos países ocupados pela Alemanha Nazista.   Fonte: Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

Demanda por mão de obra segue aquecida na construção civil

Setor da construção civil é um dos maiores produtores de resíduos

Balanço das indústrias de construção civil indicou 2024 como um ano em que a mão de obra foi fator decisivo para o aumento de custos no setor. Esses custos acumularam crescimento de 6,54% no ano passado, segundo o Sinduscon-SP, sindicato patronal das empresas paulistas. O destaque foi o aumento nos gastos com trabalhadores que, segundo a entidade, acumularam aumentos de 8,56%, enquanto materiais e equipamentos aumentaram 5,34% e serviços tiveram acréscimos de 3,66%. O Custo Unitário Básico (CUB) representativo da construção paulista (R8-N) ficou em R$ 2.039,53 por metro quadrado em dezembro. Em 2023 o aumento acumulado foi de 3,49%.

A expectativa para 2025 é de novas elevações, pois tanto o custo de mão de obra quanto a pressão com o aumento de preços são considerados como certos pelo empresariado. Para materiais e equipamentos a pressão inflacionária virá da manutenção de taxas de juros elevadas, que também dificulta a tomada de crédito para a compra de imóveis, e no aumento de custos de materiais tabelados internacionalmente, como o aço, que tem seu preço fixado em dólar e demanda crescente em todo o mundo.

A questão trabalhista, por sua vez, tem dois fatores maiores de pressão: a carreira não consegue atrair jovens e há dificuldade para garantir a formação técnica adequada. O piso da categoria, para a função de servente, varia entre o salário mínimo e um salário mínimo e meio, sendo alta a incidência de contratos por produtividade no setor, medida criticada pelo sindicato dos trabalhadores.

“Tais pagamentos não são formalizados no holerite (contracheque) e, mais grave, não têm o devido recolhimento de FGTS e INSS, o que configura prática ilegal. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Sintracon-SP) reconhece que a falta de mão de obra qualificada contribui para que os empregadores recorram a esses pagamentos extras. Contudo, é importante ressaltar que esses valores não têm respaldo legal, o que dificulta a fiscalização e prejudica os direitos dos trabalhadores”, informou o sindicato por meio de nota à Agência Brasil. Segundo os representantes, o aumento do custo de mão de obra não tem se traduzido em valorização dos trabalhadores, e “a valorização real da categoria deve ocorrer com a garantia de direitos e cumprimento da legislação trabalhista”.

Para David Fratel, coordenador do grupo de trabalho de Recursos Humanos do Sinduscon-SP, o segmento enfrenta falta de mão de obra e um problema de envelhecimento crônico, com a idade média dos trabalhadores em 42 anos, quando a produtividade começa a cair, justamente em um momento de demanda elevada.

Isso se agrava com a dificuldade de atrair trabalhadores que estão ingressando no mercado e não querem investir em formação para tentar posições como pedreiro e carpinteiro, que podem oferecer ganhos acima de R$ 10 mil, ainda que nas modalidades de contrato criticadas pelo sindicato dos trabalhadores.

Uma alternativa, informou Fratel, virá por meio do fórum permanente de negociações das entidades, do qual se espera um plano de carreira e salários padronizado ainda neste ano. “A construção civil está mudando para se adaptar a esse jovem, inovando e dando estabilidade aos trabalhadores, para se adaptar e atraí-lo”, explicou o gestor. Entre as iniciativas estão cursos em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), já realizados pelas construtoras, e uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação, que levará cursos profissionalizantes para o ensino médio da rede pública e tem previsão de formalização este ano, completou. Fonte: Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

“Palco de uma brutalidade indescritível”, diz Lula sobre Auschwitz

76th Auschwitz liberation commemoration held virtually amidst COVID pandemic

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nesta segunda-feira (27) em homenagem às vítimas do Holocausto, durante o regime nazista na Europa. Há exatos 80 anos, os prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, localizado na Polônia, foram libertados por soldados do Exército Vermelho, da União Soviética, que saiu vitoriosa contra Adolf Hitler.

“Auschwitz foi o palco de uma brutalidade indescritível, onde pereceram um milhão dos 6 milhões de judeus que perderam suas vidas sob a barbárie do regime nazista de Hitler. Recordar seus horrores não é apenas um ato de memória, mas também um gesto de compromisso com a Humanidade diante dos perigos do extremismo que ressurge nos dias de hoje. Como presidente do Brasil, renovo meu compromisso com a luta contra o antissemitismo e contra todas as formas de discriminação”, escreveu Lula em nota à imprensa.

Cenário de uma das maiores atrocidades da história, Auschwitz era um campo de concentração onde mais de 1 milhão de judeus e outras populações perseguidas pelos nazistas foram exterminadas em câmaras de gás, fuzilamentos e outras formas de assassinato em massa. Ao todo, o Holocausto matou cerca de 11 milhões de pessoas, sendo 6 milhões de judeus, em um programa sistemático de extermínio étnico que durou cerca de meia década e vitimou também ciganos, homossexuais, pessoas com deficiência, pessoas negras, soviéticos, poloneses, entre outros grupos sociais considerados inferiores pelos nazistas.

O dia da libertação de Auschwitz marca também o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, definido pela Organização Mundial das Nações Unidas. A data é celebrada anualmente em cerimônias oficias que contam com a presença de sobreviventes do genocídio, e é realizada no mesmo local, onde existe um museu em memória do Holocausto e que descreve os horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Mais cedo, em conversa com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente Lula sinalizou a intenção de viajar à Rússia em maio, para a celebração dos 80 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial, que ocorreu nos primeiros dias deste mesmo mês, no ano de 1945, quando as tropas soviéticas tomaram Berlim e os representantes do regime nazista assinaram a rendição. Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Copom inicia primeira reunião sob comando de Galípolo

Brasília (DF), 26/10/2023, Prédio do Banco Central em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (28) a primeira reunião sob o comando do novo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Com o agravamento da alta do dólar e a subida no preço dos alimentos, a diretoria do BC decidirá em quanto elevará a taxa básica de juros, a Selic.

Essa será a quarta elevação consecutiva da Selic. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado deita pelo BC, a taxa básica deve subir 1 ponto percentual nesta reunião, de 12,25% para 13,25% ao ano.

No comunicado da última reunião, em dezembro, o Copom informou que elevaria os juros básicos em 1 ponto percentual nas reuniões de janeiro e de março. Segundo o comitê, o agravamento das incertezas externas e os ruídos provocados pelo pacote fiscal do governo no fim do ano passado justificam o aumento dos juros básicos no início de 2025.

Nesta quarta-feira (29), ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e uma de 1 ponto percentual.

Inflação

Na ata da reunião mais recente, o Copom alertou para o prolongamento do ciclo de alta da Taxa Selic. O órgão informou que o cenário econômico exige uma política monetária contracionista e confirmou a intenção de duas elevações de 1 ponto. O Banco Central citou a alta recente do dólar e da inflação para uma “política ainda mais contracionista”.

Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2025 subiu de 4,96% há quatro semanas para 5,5%. Isso representa inflação acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% para este ano, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta contínua

Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2025, a inflação desde fevereiro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março. Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil