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Oposição vai à Câmara, mas Hugo Motta proíbe reunião durante recesso

Brasília (DF), 08/04/2025 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante pronunciamento após apresentação da nova versão  da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Hugo Motta, proibiu a realização de quaisquer reuniões de comissões da Casa desta terça-feira (22) até o dia 1º de agosto. O Ato do presidente foi publicado hoje (22), ao mesmo tempo em que a Comissão de Segurança Pública, presidida pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), se preparava para iniciar uma reunião que votaria uma moção de solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desde a última sexta-feira (18), Bolsonaro usa tornozeleira eletrônica e tem restrições determinadas pela Justiça.

“O Presidente da Câmara dos Deputados, no uso de suas atribuições regimentais, resolve: Fica vedada, no período de 22 de julho a 1º de agosto de 2025, a realização de reuniões de comissões da Câmara dos Deputados”, diz o documento assinado por Hugo Motta. A sala da comissão já estava repleta de deputados da oposição e apoiadores de Jair Bolsonaro quando a decisão de Motta foi conhecida.

Além da comissão de Segurança Pública, outra comissão, de Relações Exteriores, também comandada pelo PL, partido do ex-presidente, tinha reunião marcada para mostrar apoio ao ex-presidente.

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Na impossibilidade de realizar a reunião, deputados do PL fizeram um pronunciamento à imprensa, atacando o Judiciário brasileiro pelas investigações contra Jair Bolsonaro e defendendo o ex-presidente.

Bolsonaro está sob imposição de medidas cautelares impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.

Moraes entendeu que Jair Bolsonaro e o filho, Eduardo, que está nos Estados Unidos, fazem um “flagrante confissão” do cometimento de crimes como coação no curso do processo, obstrução de justiça e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visando promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Na decisão, Moraes alertou que Bolsonaro pode ser preso ao descumprir as cautelares. Fonte: Agência Brasil

Moraes: Bolsonaro pode ser preso se divulgar entrevista em rede social

Brasília (DF), 22/04/2025 - Ministro Alexandre de Moraes durante sessão de julgamento da denúncia sobre o núcleo 2 da PET 12.100. Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes advertiu, nesta segunda-feira (21), em Brasília, Jair Bolsonaro sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas contra o ex-presidente.

A advertência foi feita após Bolsonaro publicar nas suas redes sociais links de entrevistas concedidas nos últimos dias à imprensa.

Entre as medidas estabelecidas na semana passada contra o ex-presidente figura a proibição de utilização das redes sociais.

Segundo o ministro, o descumprimento da proibição pode acarretar na decretação da prisão preventiva de Bolsonaro.

A medida cautelar de proibição de utilização de redes sociais – diretamente ou por intermédio de terceiros – imposta a Bolsonaro inclui, obviamente, as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros, não podendo o investigado se valer desses meios para burlar a medida, sob pena de imediata revogação e decretação da prisão, afirmou Moraes.

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Investigação

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visando promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo Tribunal Federal e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro

Uso de tornozeleira eletrônica;
Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados;
Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros;
Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;
Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro e investigados dos quatro núcleos da trama golpista.  Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Defesa de Bolsonaro tem até as 21h13 para enviar explicações a Moraes

Brasília (DF), 18/07 /2025  - Bolsonaro fala a imprensa após colocar  tornozeleira na Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal. Foto Antônio Cruz / Agência Brasil

A defesa de Jair Bolsonaro tem até as 21h13 para cumprir a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que solicitou explicações sobre o descumprimento da proibição do uso de redes sociais, incluindo postagens de terceiros. A medida foi determinada na semana passada contra o ex-presidente.

decisão do ministro foi proferida ontem após Bolsonaro receber outra advertência sobre a publicação de links de entrevistas concedidas nos últimos dias à imprensa.

O prazo de 24 horas começou a contar às 21h13 de ontem após o advogado Celso Villardi, um dos defensores de Bolsonaro, ser notificado, via WhatsApp, por um oficial de Justiça do STF.

Na tarde desta segunda-feira (21), Bolsonaro exibiu a tornozeleira eletrônica ao visitar a Câmara dos Deputados, e as imagens foram publicadas em diversos perfis nas redes sociais e na imprensa. O uso do equipamento faz parte de outra medida cautelar estabelecida contra o ex-presidente.

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Na sexta-feira (18), as medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visando promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama que pretendia dar um golpe de Estado no Brasil em 2022..

De acordo com Alexandre de Moraes, as medidas são necessárias para evitar a fuga de Bolsonaro do país.

Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados;
  • Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros;
  • Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;
  • Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
  • Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro e investigados dos quatro núcleos da trama golpista. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Senador republicano fala em “esmagar” a economia do Brasil

O senador norte-americano Lindsey Graham (Partido Republicano-Carolina do Sul) afirmou, em entrevista à Fox News na 2ª feira (21.jul.2025), que os Estados Unidos vão “esmagar as economias” do Brasil, da China e da Índia se esses 3 países continuarem a comprar “petróleo russo barato”.

“Vamos impor tarifas pesadas contra vocês e vamos esmagar suas economias, porque o que vocês estão fazendo é dinheiro manchado de sangue”, disse o congressista em referência à guerra da Rússia contra a Ucrânia, que já dura mais de 3 anos.

Para o senador, a compra de petróleo da Rússia por esses países, integrantes do Brics, é o que “mantém a máquina de guerra do [presidente russo, Vladimir] Putin funcionando”. Assista às falas do senador sobre o Brasil (29s e 32s):…

Graham disse que o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), “vai impor tarifas de 100% a esses países, como punição por estarem ajudando Putin”. Já na semana passada, o senador havia dito que países que compram diesel da Rússia seriam punidos.

Segundo reportagem do Poder360, desde a invasão em larga escala da Rússia à Ucrânia, em fevereiro de 2022, o Brasil praticamente dobrou suas importações de produtos russos. O gasto do governo brasileiro em compras da Rússia foi de US$ 6,2 bilhões em 2021 para US$ 12,2 bilhões em 2024. O aumento foi constante tanto no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quanto no do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na lista dos produtos mais importados estão os combustíveis (US$ 7,18 bilhões) e fertilizantes (US$ 4,17 bilhões). A Rússia é o maior exportador de diesel para o governo brasileiro. Os dados são do Comtrade –agência que compila dados do comércio internacional.

Sobre o presidente da Rússia, Graham disse que Putin “pode sobreviver às sanções” e “não se importa” com seus soldados perdidos na guerra. “Mas a China, a Índia e o Brasil vão ter de escolher entre a economia norte-americana e ajudar Putin. E eu acho que eles vão escolher a economia norte-americana”. O político republicano acrescentou que, se fosse Putin, sentaria à mesa de negociações, pois “Trump está cansado desse jogo”.

Na semana passada, Trump ameaçou aplicar tarifas de 100% a produtos russos caso o Kremlin não encerre a guerra com a Ucrânia em 50 dias. A ameaça foi reforçada pelo secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte. A aliança militar pediu que as diplomacias da Índia, do Brasil e da China pressionem a Rússia a encerrar o conflito.

Poder360

Mais de 714 mil pessoas já aderiram ao acordo com INSS

Cerca de 714 mil aposentados e pensionistas já fecharam acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com o objetivo de garantir reembolsos pelos descontos ilegais de mensalidades associativas realizados entre março de 2020 e março de 2025.

De acordo com o governo federal, a atualização dos dados representa 36% do total de beneficiários aptos a assinar o termo de adesão (cerca de 1,9 milhão). O prazo para a adesão ao acordo segue até o dia 14 de novembro.

A devolução dos descontos ilegais iniciará na quinta-feira (24), em parcela única corrigida pela inflação na conta em que o benefício é pago, por ordem de adesão.

Uma ação provisória publicada na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu crédito extraordinário de R$ 3,31 bilhões para viabilizar a devolução de forma mais ágil.

O ministro da Previdência Social, Wolneu Queiroz, tem ressaltado algumas das vantagens para quem aderir ao acordo proposto pelo governo federal. A primeira delas é não ser necessário, ao aposentado, desembolsar valores para pagar advogado. De acordo com ele, ao aderir ao acordo, o aposentado ou pensionista se compromete a não entrar na Justiça contra o governo.

“Mas pode entrar contra as associações, por exemplo, por dano moral”, afirmou ele semana passada durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A adesão pode ser realizada de forma gratuita e sem envio de documentos extras, tanto pelo aplicativo Meu INSS quanto em agências dos Correios em todo o Brasil.

Quem pode aderir ao acordo?
Os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis podem aderir ao acordo. A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao tratado oferecido.

A adesão é gratuita e os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber antes de assinar o acordo. A adesão pode ser efetivada exclusivamente pelos seguintes canais:

– Aplicativo ou site Meu INSS;
– Agências dos Correios em mais de 5 mil municípios

O Imparcial

Brasil não sairá da mesa de negociação com EUA, diz Haddad

O Brasil não vai sair da mesa de negociação com os Estados Unidos, admitiu hoje (21) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Em entrevista à Rádio CBN, o ministro afirmou que o governo brasileiro não vai deixar a mesa de negociação, mas não descarta que o tarifaço sobre os produtos brasileiros possa mesmo ter início a partir do dia 1º de agosto.

Apesar disso, o governo vem trabalhando em planos de contingência para ajudar os setores mais prejudicados com o plano de Donald Trump visando estabelecer uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos.

“O Brasil não vai sair da mesa de negociação. A determinação do presidente Lula é de que nós não demos nenhuma razão para sofrer esse tipo de sanção e a orientação dele é a seguinte: o vice-presidente [Geraldo] Alckmin, o Ministério da Fazenda e o Itamaraty estão engajados permanentemente [na negociação]. Mandamos uma segunda carta [ao governo dos Estados Unidos] na semana passada, em acréscimo à de maio, da qual nós não obtivemos resposta até agora, mas nós vamos insistir na negociação comercial para que possamos encontrar um caminho de aproximação dos dois países que não têm razão nenhuma para estarem distanciados”, acentuou o ministro.

Segundo ele, um grupo de trabalho está trabalhando para ajudar os setores brasileiros mais afetados pelo possível aumento do imposto de importação dos EUA, mas essas possibilidades ainda não foram apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cenários possíveis

“A pedido do presidente Lula, nós estamos desenhando os cenários possíveis, tanto da abertura de negociações por parte dos Estados Unidos, o que não aconteceu ainda, até uma resposta eventual às duas cartas que nós mandamos. Podemos chegar no dia primeiro [de agosto] sem resposta? Esse é um cenário que nós não podemos desconsiderar neste momento. Mas ele não é o único cenário que está sendo considerado por nós”, afirmou. “Então nós temos plano de contingência para qualquer decisão que venha a ser tomada pelo Presidente da República”, acrescentou.

Haddad disse que o governo Lula não vai “pagar na mesma moeda” em relação a sanções contra americanos ou empresas americanas. Mas que o governo estuda aplicar a lei da reciprocidade.

“Temos um grupo de trabalho se preparando para apresentar [propostas] essa semana para o presidente. Quais são as alternativas que temos? Tanto em relação à lei da reciprocidade quanto em relação a um eventual apoio que o presidente eventualmente queira considerar em relação aos setores mais prejudicados. Mas isso não foi apresentado ainda ao presidente Lula”, disse o ministro da Fazenda.

Para Haddad, esse plano de contingência não necessariamente vai implicar em novos gastos públicos. Ele lembrou, por exemplo, que na ajuda às [vítimas das] enchentes no Rio Grande do Sul, o governo federal adotou outros instrumentos além do aumento de despesas, como linhas de crédito.

“Não necessariamente isso vai implicar em gasto primário. No caso do Rio Grande do Sul, que é uma coisa de outra natureza e foi um evento extremo de natureza climática, a menor parte do investimento para recuperar a economia gaúcha foi de gasto primário. A maior parte foi justamente de apoio às empresas afetadas pelas enchentes do ano passado”, acentuou.

Bolsonaro

De acordo com o ministro, diversos países vêm sendo afetados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Mas, no Brasil, disse Haddad, há uma particularidade: a relação individual entre a família Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Nesse momento é hora de unidade no país na defesa do interesse nacional e da percepção, que é real, de que nós não estamos sozinhos nessa questão com os Estados Unidos. Mas nós temos uma particularidade que é o fato de que tem uma força política de extrema direita no Brasil que está concorrendo contra os interesses nacionais”, disse Haddad.

Segundo o ministro, o Brasil é deficitário em relação aos Estados Unidos e estaria “longe de ser o problema dos Estados Unidos”, o que não justificaria receber uma tarifa tão alta. Além disso, Haddad afirmou ter se reunido com o governo americano ao menos 10 vezes somente neste ano e que ele havia sido sinalizado que a taxação inicial de 10% poderia até mesmo ser reduzida.

“Eu estive com o com o secretário do Tesouro na Califórnia dois meses atrás, discutindo uma tarifa de 10% como sendo injusta e ele estava aberto ao diálogo. O que que mudou de dois meses para cá para que uma autoridade dos Estados Unidos estivesse aberta a discutir uma redução de tarifa de 10% e, no meio do caminho, você acorda com a notícia de que de 10% passou a 50%?”, questionou o ministro.

“O que sobra na verdade para manutenção dessa tarifa de 50%? A questão individual da relação do Trump com o ex-presidente Bolsonaro. Do meu ponto de vista é muito grave o que aconteceu, você fazer do destino de uma pessoa que tentou efetivamente se manter no poder pela força e articulou as forças nacionais em proveito próprio”, acrescentou.

Durante a entrevista, o ministro da Fazenda também disse causar estranhamento a investigação que Trump informou que irá fazer sobre o meio de pagamento instantâneo, o Pix. Haddad comparou o Pix a um telefone celular, que veio para substituir os telefones fixos.

“O Pix é um modelo exitoso de transações financeiras a custo zero”, afirmou o ministro, reforçando que ele poderia ser copiado por diversos outros países. “Como que o Pix pode representar uma ameaça a um império?’, questionou o ministro.

Meta fiscal

Durante a entrevista, ele negou que o governo vá revisar sua meta fiscal. “Apesar de o mercado sempre falar que nós vamos rever, nós nunca revemos”, garantiu.

E reforçou que, até o final do mandato do presidente Lula, o governo vai entregar “o melhor resultado fiscal dos últimos 12 anos”.

“Nós vamos entregar o melhor resultado fiscal em quatro anos, tranquilamente, recuperando as finanças. Nós vamos entregar o melhor nível de emprego. Nós vamos entregar a melhor distribuição de renda. Nós vamos entregar o melhor crescimento médio de 2015 para cá. Anota o que estou falando. A obsessão do Ministério da Fazenda, da área econômica e da ministra [do Planejamento] Simone Tebet é entregar o melhor resultado de 2015 para cá. E isso vai ser entregue”, finalizou.Fonte: Por: Agência Brasil

Fux diverge, mas Primeira Turma confirma tornozeleira para Bolsonaro

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF

Por maioria de 4 a 1, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Último a votar, o ministro Luiz Fux foi o único a discordar.

Para Fux, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) não apontaram “provas novas e concretas nos autos de qualquer tentativa de fuga empreendida ou planejada pelo ex-presidente”. Por esse motivo, impor medidas restritivas a Bolsonaro seria uma atitude desproporcional, votou o ministro.

O voto de Fux entrou no sistema menos de uma hora antes do fim da sessão virtual extraordinária da Primeira Turma, que começou às 12h de sexta-feira (19) e terminou às 23h59 de segunda-feira (21).

Em outro trecho, Fux reconhece pressões que tentam intimidar o Supremo, mas afirmou que o STF tem conseguido demonstrar de “forma inequívoca a sua independência e a sua impermeabilidade às pressões dos setores que manifestam desagrado com as suas decisões”, assinalou. 

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Maioria

Os demais quatro ministros do colegiado – além do próprio Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia – votaram por manter as cautelares, diante do risco de fuga de Bolsonaro e para que ele interrompa o que seria uma tentativa de intimidar o Supremo Tribunal Federal a arquivar a ação penal sobre uma trama golpista da qual é réu.

Além da tornozeleira, as medidas incluem o recolhimento noturno e nos fins de semana e a proibição de se comunicar com o filho Eduardo Bolsonaro, bem como de se manifestar nas redes sociais.

Ao impor as medidas, o ministro Alexandre de Moraes atendeu a pedidos da PF e da PGR, e apontou para diversas postagens de Bolsonaro e Eduardo, e também para entrevistas dos dois a canais de TV e da internet, em que defendem, por exemplo, sanções do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiros e o próprio Brasil.

Moraes entendeu que os dois fazem um “flagrante confissão” do cometimento de crimes como coação no curso do processo, obstrução de justiça e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. Em outro trecho da decisão, o ministro cita ainda um possível atentado à soberania nacional.

Ação penal

O esforço para mobilizar o governo dos EUA a intimidar a justiça brasileira se intensifica à medida que avança no Supremo a ação penal sobre uma tentativa de golpe de Estado que teria sido liderada por Bolsonaro, segundo denúncia da PGR. 

Nesta segunda-feira (21), Moraes deu 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explique – “sob pena de decretação imediata da prisão do réu” – o descumprimento de algumas das medidas cautelares desde que foram impostas. Mais cedo, o ministro publicou despacho para esclarecer que entrevistas concedidas pelo ex-presidente não podem ser retransmitidas nas redes sociais, por exemplo.

Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro

Uso de tornozeleira eletrônica;

Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados;

Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros;

Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;

Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros;

Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro e investigados dos quatro núcleos da trama golpista. Fonte: Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Aliados cogitam secretaria estadual para blindar Eduardo Bolsonaro com mandato na Câmara

Aliados de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) cogitam conseguir para ele um cargo de secretário estadual para que ele pudesse manter o mandato de deputado federal.

O Regimento Interno da Câmara dos Deputados permite que parlamentares se licenciem para assumir cargos no Executivo, como o de secretário estadual. Nesses casos, o deputado não perde o mandato, apenas se afasta temporariamente de suas funções legislativas e é substituído por um suplente do partido ou coligação. O pedido de licença deve ser formalizado, autorizado pelo presidente da Câmara, atualmente Hugo Motta (Republicanos-PB), e lido em plenário. Se o afastamento for superior a 120 dias, o suplente é convocado para assumir a vaga.

A proposta chegou até o Supremo Tribunal Federal (STF) e deixou quem a ouviu atônito. Segundo fontes da Corte, a consulta foi feita para uma vaga no governo do Rio de Janeiro.

A medida foi considerada um absurdo por, nas palavras de um ministro ouvido pelo blog, visar a dar proteção a alguém que tem um acerto de contas próximo com a Justiça, inclusive com possibilidade de ser preso.

Eduardo é alvo de um inquérito por suspeita de coação no curso do processo por, supostamente, articular sanções dos Estados Unidos contra o Brasil em razão do julgamento que o pai, Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder mesmo com a derrota para Lula (PT) na eleição de 2022.

⛓️‍Coação no curso do processo ocorre quando a pessoa usa “violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral”. A pena é de prisão de um a quatro anos, além de multa.

Segundo o relato ouvido pelo blog, os aliados de Eduardo foram alertados de que nomeá-lo secretário equivaleria a contratar um problema penal por parte do governador que o fizer.

E lembraram ao blog do caso de Anderson Torres. Em 2022, o STF foi consultado por Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, sobre a contratação do ex-ministro da Justiça. Rocha ouviu que seria um problema, mas segui adiante e nomeou Torres secretário de Segurança Pública.

Torres acabou preso após os atos de 8 de janeiro e Ibaneis, afastado por 90 dias pela Corte.

Fonte: G1

Hacker suspeito de ataque contra o Tribunal de Justiça do RS é preso; passo a passo do esquema foi divulgado na deep web, diz polícia

Homem suspeito de ataque hacker contra o sistema do TJ do RS é preso — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Prisão aconteceu em Guarabira, no interior do estado da Paraíba. Homem, que foi identificado por meio de um canal na deep web, deixou site e sistema para gestão de processos judiciais inacessíveis.

A Polícia Civil prendeu preventivamente, na manhã desta terça-feira (22), um homem de 23 anos suspeito de envolvimento em um ataque hacker contra o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).

A prisão aconteceu em Guarabira, no interior do estado da Paraíba. Também houve buscas por dispositivos eletrônicosmídias de armazenamento e documentos.

De acordo com o delegado Marcos de David, responsável pela investigação no Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), o suspeito aplicou um ataque ataque DDoS (Distributed Denial of Service ou Negação de Serviço Distribuída) – que busca sobrecarregar um servidor até deixá-lo inacessível – contra o sistema E-Proc do TJRS, por meio do qual é possível consultar processos pela internet.

O ataque aconteceu em 26 de março de 2025. O sistema e o site do TJRS ficaram quase um dia inteiro fora do ar.

“Foi identificado um canal na deep web, operado por cibercriminoso que se autodenomina ‘FEDERAL’, responsável por organizar e transmitir ao vivo o ataque, inclusive oferecendo pagamentos via PIX para participação em ações coordenadas contra servidores públicos e sistemas governamentais. A análise técnica dos dados revelou o uso de uma botnet com mais de dois mil dispositivos comprometidos, espalhados por diversos países”, conta o delegado David.

De acordo com o Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), após a investigação, a Polícia Civil descobriu que o hacker cometeu o crime apenas para demonstrar seu conhecimento sobre sistemas digitaissem ter roubado dados ou pedido dinheiro para liberar o sistema.

Em março, logo após o ataque, o TJRS afirmou que houve prejuízo para realização de audiências, acesso e tramitação de documentos e processos.

Conforme a Polícia Civil, após o crime, o homem ainda divulgou a integrantes de um grupo de hackers um passo a passo do esquema. A polícia trabalha, agora, para identificar esses integrantes do grupo.Fonte: G1-PB

Adolescente é morto a tiros na véspera do aniversário de 16 anos em Teresina; 2º homicídio na Zona Leste da capital

Adolescente é morto a tiros na véspera do aniversário de 16 anos em Teresina — Foto: Divulgação/PMPI

Um adolescente chamado Francisco Kennedy da Silva Rosa, de 15 anos, foi morto com tiros na cabeça, na noite de segunda-feira (21), no Parque Universitário, Zona Leste de Teresina. De acordo com a Polícia Militar, ele completaria 16 anos nesta terça-feira (22).

Esse foi o segundo homicídio na região em poucas horas. Na tarde de segunda, Samuel Ferreira Fidalgo, de 28 anos, foi baleado no bairro Satélite e morreu a caminho do hospital.

Segundo o 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), os moradores afirmaram à polícia que quatro homens armados, em duas motocicletas, avançaram pelas ruas do loteamento e mandaram “todos entrarem em suas casas”.

Ainda de acordo com o relato dos vizinhos, os homens encontraram Francisco Kennedy e atiraram várias vezes contra o jovem, que morreu no local. A perícia criminal estima que ele foi atingido por mais de 15 disparos, a maioria na região da cabeça.

Após o crime, os atiradores fugiram e não foram identificados ou localizados pela polícia. Os policiais militares isolaram a cena do crime e o Instituto de Medicina Legal (IML) recolheu o corpo do adolescente.

Não se sabe a motivação do assassinato ou se a morte dele tem ligação com o outro homicídio registrado na Zona Leste na segunda. O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar ambos os casos.

Francisco estudava no Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Gervásio Costa, no bairro Piçarreira, na mesma região em que morava. Em nota, a escola lamentou o falecimento do aluno. Leia abaixo:

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do aluno Francisco Kennedy, ocorrido nesta segunda-feira, dia 21 de julho de 2025, na região do Parque Universitário.

Francisco era estudante do CETI Gervásio Costa, onde será sempre lembrado como um menino bom, estudioso, respeitador e prestativo. Sua partida deixa uma lacuna imensa entre colegas, professores e toda a comunidade escolar, que perde não apenas um aluno, mas um exemplo de dedicação e gentileza.

Neste momento de dor, o CETI Gervásio Costa se solidariza com os familiares e amigos, oferecendo suas mais sinceras condolências. Que Deus conforte o coração de todos diante dessa perda irreparável.

Descanse em paz, Francisco Kennedy. Sua luz jamais será esquecida. Fonte: G1-PI