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Corpo é encontrado amordaçado, com marcas de tiros e mãos e pés amarrados em Teresina

Corpo é encontrado amordaçado, com marcas de tiro e pés e mãos amarrados em Teresina — Foto: Divulgação/PMPI

O corpo de uma pessoa ainda não identificada foi encontrado em estado de decomposição, na manhã deste sábado (23), em uma área de mata na Estrada da Alegria, na Zona Sul de Teresina. Segundo a Polícia Militar do Piauí, a vítima tinha marcas de tiros e estava amordaçada e com mãos e pés amarrados.

Ao g1, o 22º Batalhão da Polícia Militar informou que foi acionado por moradores da região, que localizaram a ossada humana. Os restos mortais, conforme a polícia, aparentam ser de um homem.

O Instituto Médico Legal (IML) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Piauí, também estiveram no local e apuram as circunstâncias da morte.Fonte: G1-PI

Secretário José Reinaldo é transferido para Brasília

O ex-governador do Maranhão e atual secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (SEDEPE), José Reinaldo Tavares, foi transferido para Brasília, onde dará continuidade ao seu tratamento de saúde. — Foto: Agência Câmara

O ex-governador do Maranhão e atual secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (SEDEPE), José Reinaldo Tavares, foi transferido para Brasília, onde dará continuidade ao seu tratamento de saúde.

Segundo nota oficial divulgada pela SEDEPE, José Reinaldo Tavares esteve internado até a tarde desta sexta-feira (22) no Hospital UDI, em São Luís. A transferência foi solicitada por familiares e autorizada pela equipe médica responsável pelo acompanhamento do quadro clínico do secretário.

Em Brasília, o ex-governador passará por novos exames e seguirá com os cuidados médicos necessários. A SEDEPE informou ainda que todas as atualizações sobre o estado de saúde de José Reinaldo serão divulgadas exclusivamente por meio da Assessoria de Comunicação da secretaria, com o objetivo de evitar especulações.

Mais de 700 pinguins são encontrados mortos no litoral de São Paulo

Iguape (SP), 23/08/2025 - Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) registrou 'encalhe em massa' de pinguins-de-magalhães em Ilha Comprida (SP). Foto: IPec/Divulgação

Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) registrou 739 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicusencontrados mortos em Cananéia, Iguape e Ilha Comprida, cidades do litoral sul de São Paulo, entre os dias 15 e 21 deste mês.

Os animais estavam em estágio avançado de decomposição, o que, segundo o instituto, dificulta identificar a causa das mortes.  

“Entre as hipóteses para esses encalhes com base nas necropsias de animais frescos ou no quadro clínico dos animais vivos, podemos citar os efeitos da migração por longas distâncias, dificuldade em encontrar alimento, parasitoses, quadros infecciosos e a interação com a pesca”, afirmou o instituto à Agência Brasil.

De acordo com os especialistas, a espécie não está em risco por conta de eventos como este. Estima-se que haja de 2 a 3 milhões destes animais na natureza, em grandes colônias, principalmente na Argentina. Enfrentam, porém, risco por conta de pressões antrópicas e climáticas em seu habitat.

O IPeC realiza salvamentos, reabilitação e outras atividades de conservação da fauna marinha, como organização civil responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. A instituição também faz a destinação correta de animais marinhos mortos, como pinguins, focas e baleias, que chegam às praias da região.

Caso algum animal marinho seja encontrado debilitado na região de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida, o instituto pode ser acionado pelos telefones (13) 3851-1779, 0800 642 33 41ou pelo whatsapp (13) 99691-7851. Fonte: Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

MEC lança curso de 180 horas para professores do ensino médio público

Brasília (DF), 11/10/2023, Prédio do Ministério da Educação, na Esplanada dos Ministérios em Brasília.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quinta-feira (21), o curso Mais Ensino Médio para formação de professores desta etapa do ensino básico.

curso virtual tem duração de 180 horas e já está disponível na plataforma de aprendizagem Avamec. Para acessá-la, o interessado deve digitar o login pelo portal Gov.br, se cadastrar e informar dados pessoais, vínculos profissionais e a formação acadêmica.

O objetivo principal é melhorar a qualidade da educação como um todo, por meio da transformação das práticas docentes e da valorização da juventude brasileira.

Ao mesmo tempo, a formação pretende promover uma reflexão crítica sobre o currículo e as políticas educacionais, entre elas, a Política Nacional do Ensino Médio (Pnaem), e como adequá-las às realidades das escolas públicas.

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O curso

A capacitação de docentes busca alinhar a teoria com a prática, abordando temas relevantes e contemporâneos que impactam diretamente a vida dos estudantes e o trabalho docente.

O curso usa um currículo em espiral, o que significa que ele revisita e aprofunda os temas gradualmente, evitando repetições desnecessárias.

A metodologia do curso tem como estratégia a formação continuada e em serviço e é baseada em metodologias de reconhecimento, intervenção produtiva e estudos de casos.

Cultura digital

Entre os módulos, há um voltado para a cultura digital, que capacita os educadores a aplicar a digitalização na educação.

Essa parte da formação está alinhada à Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), preparando os docentes para usar a tecnologia para fins pedagógicos, em sala de aula, de forma eficaz e intencional. O objetivo do uso efetivo das tecnologias digitais no cotidiano escolar é aprimorar o aprendizado dos estudantes.

Na segunda etapa, o curso se aprofunda em práticas interdisciplinares e no estudo de temas relevantes para as quatro áreas do conhecimento da formação geral básica, como crise climática. Também são abordadas pautas contemporâneas, como as apostas esportivas (bets) e seus impactos econômicos e sociais, entre outras.

O curso pode ser concluído em, no mínimo, 45 dias, e no máximo a conclusão é de 200 dias.

Certificação

A conclusão dos módulos do Mais Ensino Médio é feita automaticamente, mediante a realização das atividades de fixação que os compõem. A nota mínima para aprovação é de 6 pontos.

Com o aproveitamento do participante no curso, o certificado de conclusão estará disponível para download, na opção “Certificado”, no menu do curso.

Há possibilidade de obtenção de certificado de especialização, mediante aproveitamento de estudos, pelo Centro de Educação Aberta e a Distância da Universidade Federal do Piauí.

Saiba mais sobre o Mais Ensino Médio aqui.

Mais cursos

O Ministério da Educação (MEC) também anunciou o lançamento para o Dia do Professor, em 15 de outubro, de quatro novos cursos complementares, um para cada área do conhecimento (ciências humanas, ciências da natureza, matemática e linguagens).

São eles:

  • Mais Ciências Humanas e Sociais (Mais CHSA)
  • Mais Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Mais CNT)
  •  Mais matemática e suas tecnologias
  • Mais linguagens e suas tecnologias

Gestão da Escola

Em nota, a coordenadora-geral de Ensino Médio do MEC, Valdirene Alves de Oliveira, afirmou que o curso Mais Ensino Médio e os cursos complementares, por área de conhecimento, se somam ao curso de especialização Gestão da Escola Pública de Ensino Médio (Gepem).

Este último é voltado para diretores e coordenadores pedagógicos que possuam formação em nível de graduação e estejam em efetiva atuação em escolas públicas de ensino médio, vinculadas às redes estaduais, distrital e municipais.

“Este apoio do MEC visa a formação dos profissionais das redes públicas de ensino para a implementação da Política Nacional de Ensino Médio [PNAEM]”, afirmou em nota a coordenadora do MEC, Valdirene Oliveira. Fonte: Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

Tarifaço é ineficaz até para americanos, diz economista de Harvard

FILE PHOTO: U.S. President Donald Trump delivers remarks on tariffs in the Rose Garden at the White House in Washington, D.C., U.S., April 2, 2025. Reuters/Carlos Barria/Arquivo/Proibida reprodução

O “tarifaço” promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra parceiros comerciais é uma política ineficaz até mesmo para os americanos, de acordo com o professor e economista da Universidade de Harvard Dani Rodrik. Segundo ele, as sucessivas taxações sobre produtos que chegam aos Estados Unidos, uma das principais políticas externas de Trump, não servem para incentivar a economia americana, tampouco para garantir melhores empregos para os próprios americanos.

“Há uma boa chance de que, no final das contas, isso seja autodestrutivo”, diz Dani Rodrik.

Rodrik é ganhador de inúmeros prêmios e, atualmente, é codiretor do Programa Reimagining the Economy, na Kennedy School, e da rede Economics for Inclusive Prosperity. Entre 2021 e 2023, foi presidente da Associação Econômica Internacional, na qual ajudou a fundar a iniciativa Mulheres na Liderança em Economia.

Nesta semana, o economista participou do seminário Globalização, Desenvolvimento e Democracia, realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Open Society Foundations, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

Dani Rodrik fez duras críticas à política adotada por Trump. Segundo ele, os objetivos alegados pelo presidente, como a reconstrução da indústria americana e o fortalecimento da classe média, não serão alcançados com tarifas de importação.

“O problema com a América de Trump não é o nacionalismo econômico, é que Trump não está adotando políticas que sejam nacionalistas o suficiente. Na verdade, não apenas não está claro de quem é o interesse, mas posso dizer que não está servindo ao interesse econômico americano” afirma.

Os produtos do Brasil estão entre os alvos de Trump. No último dia 6, entrou em vigor a tarifa de 50% imposta sobre parte das exportações brasileiras para o país norte-americanoSegundo o governo brasileiro, a medida, assinada no dia 30 de julho, afeta 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado norte-americano, o que representa 4% das exportações do Brasil. 

Cerca de 700 produtos foram incluídos em uma lista de exceções que não sofrerão a sobretaxa. Para reduzir o impacto aos demais produtores nacionais, foi divulgado o Plano Brasil Soberano, no último dia 13.

Dani Rodrik explica que, ao taxar os produtos, pode-se até aumentar a arrecadação ou mesmo o lucro das empresas americanas, mas isso não necessariamente será revertido em empregos de qualidade e bem remunerados aos americanos ─ o que poderia fazer com que a qualidade de vida da população, sobretudo da classe média, melhorasse.

“As tarifas apenas aumentam a lucratividade de certos segmentos da manufatura. Agora, quando algumas empresas se tornam mais lucrativas, elas necessariamente inovam mais? Elas necessariamente investem mais? Elas investem mais em seus trabalhadores? Elas necessariamente contratam mais trabalhadores? Elas tentam ser mais competitivas? Todas essas coisas boas não estão diretamente ligadas ao fato de que, agora, elas estão ganhando mais dinheiro, porque você também pode reverter os lucros maiores aos gerentes ou acionistas”, diz.

Para ele, as tarifas, quando adotadas pelos países, devem ser medidas temporárias e devem ser associadas a ações internas que estimulem a economia.

“As tarifas são um expediente temporário, um escudo temporário, mas não são o principal instrumento pelo qual você atinge esses objetivos, porque, para isso, não são muito eficazes”, diz. “Os impostos podem ter um papel a desempenhar, mas o papel que desempenham seria, na melhor das hipóteses, um complemento, sempre que você tiver uma estratégia doméstica ─ seja para proteger certos setores ou políticas sociais, seja para promover a inovação por meio de políticas industriais ou por meio de mais empregos e bons empregos”, acrescenta.

O economista cita a China como um exemplo de modelo de crescimento. “A China tem seguido políticas que promovem seus próprios interesses econômicos nacionais acima de tudo. Mas, como resultado, essas políticas foram, em sua maioria, bem planejadas em termos de crescimento econômico”, defende.

Investimentos no Brasil

Trump também foi criticado pelo presidente do Conselho da Open Society, Alex Soros, que também participou do seminário. A Open Society é uma rede internacional de filantropia fundada por George Soros, pai de Alex.

Soros comentou o fechamento da Usaid, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, que era a principal agência de ajuda externa do governo dos EUA. Segundo ele, as ações humanitárias sofreram “muitos dos cortes mais dolorosos. Agora se sabe que pessoas morreram ao redor do mundo por conta dos cortes da Usaid”, diz.

“Falando como um americano, isso não é um interesse americano”, disse Alex Soros.

Rio de Janeiro (RJ), 20/08/2025 - O presidente do Conselho da Open Society, Alex Soros, fala durante abertura do seminário Globalização, Desenvolvimento e Democracia, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidente do Conselho da Open Society, Alex Soros, durante abertura do seminário Globalização, Desenvolvimento e Democracia Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na quarta-feira (20), no dia do evento, a Open Society Foudations anunciou que apoiará iniciativas na América Latina voltadas para populações historicamente marginalizadas, com foco especial em povos indígenas, comunidades afrodescendentes e mulheres. A estratégia terá Brasil, Colômbia e México como foco principal.

A intenção é apoiar, com um plano de investimento com duração de oito anos, organizações da sociedade civil e parcerias com governos para criar conjuntamente políticas públicas que atendam de forma direta às necessidades dessas populações, promovendo acesso a serviços, saúde, meio ambiente saudável, empregos de qualidade e segurança.

Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, esses cortes feitos por Trump impactam principalmente os países pobres.

“Nós não temos como enfrentar as desigualdades no mundo de forma isolada, muito menos os países em desenvolvimento e países pobres”, diz. “Eu acho que é muito importante que a gente tenha uma reação dos atores comprometidos com a democracia, que não se fechem no olhar somente da agenda econômica e comercial, mas que passem a olhar o que está em risco de fato”, defende. Fonte: Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

São Luís tem ganhador da Lotofácil; prêmio é de mais de R$ 2 milhões

Apostador de São Luís acerta os 15 números da Lotofácil e ganha mais de R$ 2 milhões — Foto: Rafa Neddermeyer/Arquivo Agência Brasil

Uma aposta feita em São Luís, foi uma das duas ganhadoras do concurso 3476 da Lotofácil, realizado na noite desta quinta-feira (21). O sortudo acertou os 15 números sorteados e vai receber R$ 2.033.503,06.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, a outra aposta premiada foi registrada na cidade de Tobias Barreto, no interior do estado de Sergipe. Ambas foram apostas simples, com cota única.

O bilhete premiado em São Luís foi registrado na Loteria Tropical, enquanto o ganhador sergipano apostou na Dorias Loterias.

Confira as dezenas sorteadas no concurso 3476 da Lotofácil:

 01 – 02 – 03 – 04 – 06 – 07 – 09 – 10 – 11 – 12 – 13 – 14 – 17 – 18 – 21

Como funciona a Lotofácil

 

Na Lotofácil, o apostador escolhe entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante. A aposta simples, com 15 números, custa R$ 3. O concurso possui cinco faixas de premiação, que variam de acordo com a quantidade de acertos.Fonte: G1-MA

Homem suspeito de estuprar idosa após se oferecer para fazer oração na casa dela é preso em João Pessoa

Câmera de segurança registrou momento em que homem chegou no portão da idosa que foi abusada em Cabedelo — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Um homem suspeito de estuprar uma idosa após se oferecer para fazer oração na casa dela, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, foi preso na noite desta sexta-feira (22). As informações foram confirmadas pela Polícia Militar.

O homem não teve a identidade revelada até a última atualização desta matéria. Ele foi levado para a 12° Delegacia, no bairro de Manaíra, após ser localizado no bairro de Oitizeiro, em João Pessoa.

A idosa vai ser ouvida pela Polícia Civil. O homem também vai passar por depoimento. De acordo com a PM, o suspeito nega as acusações.

Na quinta-feira (21), uma idosa de 66 anos denunciou que foi abusada por um homem que chegou em sua casa se oferecendo para fazer uma oração.

Segundo a denúncia, a idosa, que também possui uma deficiência em uma das pernas, estava sozinha em casa porque o filho tinha saído para trabalhar, quando o homem chegou no portão se oferecendo para orar na idosa.

Uma sobrinha dela, que não quis se identificar, conversou com a TV Cabo Branco e detalhou como aconteceu. “Ela disse ‘Ore daí de fora’. Aí ele disse: ‘Não, mas eu preciso entrar, que eu preciso pôr a mão na sua cabeça’. Aí ela foi e abriu o portão”.

A sobrinha continuou o relato e disse que quando a idosa abriu o portão, o homem passou direto para a cozinha sem pedir permissão. “Quando ela abriu a grade, ele já foi logo entrando, invadindo a casa. Aí foi direto para cozinha, sem nem pedir nada dela, porque a casa é uma casinha pequenininha”.

Depois da cozinha, o homem foi para o quarto e a idosa seguiu atrás dele, já estranhando a situação, e também desconfiou de como o homem estava a tocando durante a oração. Quando ela ia passando pelo corredor, na porta do quarto, o homem a puxou e a sentou na cama. Depois passou a ordenar que ela fizesse determinadas posições.

A idosa, então, começou a gritar e o homem saiu correndo. A sobrinha acredita que, como a casa é conjugada, o suspeito pode ter ficado com medo. “Ela começou a gritar por socorro, como a casa é pequena, é a conjugada dos dois lados, eu acho que ele teve medo, né, de alguém ir”.

A vítima procurou a Polícia Civil de Cabedelo, e na manhã desta sexta-feira (22), foi levada ao Instituto de Polícia Científica (IPC) para fazer exame. Segundo a sobrinha, a vítima precisou ser medicada após o ocorrido. “Ela está dopada. Desde ontem que a gente está dando medicação a ela. A gente fica revoltado, porque ela é uma idosa de 66 anos”.

Uma câmera de segurança registrou o momento em que o homem chega na casa. Ele não foi localizado até o momento.Fonte: G1-PB

Homem é assassinado a tiros em Demerval Lobão, no Piauí

Homem é assassinado a tiros em Demerval Lobão, no Piauí — Foto: Reprodução

Um homem, identificado como César de Abreu Veloso, foi assassinado a tiros na noite de sexta-feira (22), no Residencial Francisca Azevedo, em Demerval Lobão, município a cerca de 30 km de Teresina.

Ao g1, o 17º Batalhão da Polícia Militar do Piauí informou que o crime ocorreu por volta das 19h30 e que nenhum suspeito foi localizado até o momento.

O Instituto de Medicina Legal (IML) esteve no local para remover o corpo da vítima.

A Polícia Civil vai investigar a autoria e a motivação do crime.Fonte: G1-PI

Conitec rejeita inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

FILE PHOTO: Boxes of Ozempic and Wegovy made by Novo Nordisk are seen at a pharmacy in London, Britain March 8, 2024. Reuters/Hollie Adams/Proibida reprodução

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou ao Ministério da Saúde não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a liraglutida e a semaglutida, princípios ativos de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. O pedido de incorporação ao SUS foi feito pela Novo Nordisk, farmacêutica fabricante do Wegovy, que tem como princípio ativo a semaglutida.

Em nota, o ministério informou que as decisões da Conitec sobre a incorporação de medicamentos ao SUS “consideram as melhores evidências científicas disponíveis, abrangendo eficácia, segurança e análises de custo-efetividade”. Segundo a pasta, no caso da liraglutida e da semaglutida, o impacto financeiro estimado é de R$ 8 bilhões anuais.

O comunicado destacou ainda dois acordos de parceria firmados entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS para a produção da liraglutida e da semaglutida. Os acordos estabelecem a transferência de tecnologia da síntese do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e do medicamento final para Farmanguinhos, unidade técnico-científica da Fiocruz.

“Cabe ressaltar ainda a importância estratégica da ampliação da oferta de medicamentos genéricos. Essa medida estratégica estimula a concorrência, contribui para a redução de preços, amplia o acesso da população a tratamentos de qualidade e fortalece as condições para a incorporação de novas tecnologias ao SUS”, concluiu o ministério.

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Controle

Desde junho, farmácias e drogarias começaram a reter receitas de canetas emagrecedoras.  Além da semaglutida e da liraglutida, a categoria inclui ainda a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.

A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.

Uso indiscriminado

A retenção do receituário de canetas emagrecedoras era defendida por entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Em nota aberta, elas citam que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento.

“A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém, não a retenção da mesma [receita] pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento. Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Especialistas rejeitam chamar Venezuela de narcoestado, como diz Trump

Members of Venezuela’s National Bolivarian Police stand in formation during a military exercise, in Caracas, Venezuela January 23, 2025. Reuters/Gaby Oraa/Proibida reprodução

Em meio a acusações dos Estados Unidos de que o governo venezuelano lidera um cartel de drogas para justificar as ameaças militares contra o país sul-americano, especialistas entrevistados pela Agência Brasil contestam classificar a Venezuela como um narcoestado.

Para a consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca, o uso do termo é exagerado e impreciso.

“O que se sabe, com base em investigações sérias, é que existem sim militares e autoridades envolvidos em esquemas de tráfico, principalmente em áreas de fronteira. Mas não há provas de que exista uma estrutura centralizada, comandada pelo governo, que coloque o Estado a serviço do narcotráfico”, disse.

Na semana passada, em visita ao Paraguai, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo da Venezuela “é um grupo que está operando em águas internacionais simplesmente exportando para os EUA veneno, que está matando e destruindo a comunidade”. “O Cartel de los Soles é uma das organizações mais amplas que existem no continente. O regime de Maduro não é um governo, é uma organização criminosa”, acrescentou.

Brasília (DF), 22/08/2025 - A consultara sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca. Foto: Gabriela de Luca/Arquivo Pessoal
Advogada Gabriela de Luca diz que não há provas de que exista uma estrutura comandada pelo governo venezuelano que coloque o Estado a serviço do narcotráfico – Foto:  Gabriela de Luca/Arquivo pessoal

Segundo Gabriela de Luca, é enganoso classificar o grupo Cartel de los Soles, que o governo Donald Trump diz ser chefiado pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como um cartel de drogas típico, a exemplo dos mexicanos, como o Sinaloa.

“O que há são redes difusas, envolvendo militares e ex-militares, e alguns políticos, que facilitam o tráfico em determinadas regiões. Há provas de conluio entre oficiais venezuelanos e traficantes, como laboratórios interceptados, mas nada que configure necessariamente uma organização única, ou que seja dirigida por Maduro, e sim um sistema de facilitação que varia conforme interesses regionais”, acrescentou Gabriela.

O ex-oficial nacional de Inteligência dos EUA para América Latina, o professor Fulton Armstrong, levantou dúvidas quanto às primeiras denúncias de que Maduro teria relação com o narcotráfico, feitas ainda em 2020.

“A maioria das drogas nunca passou pela Venezuela. O chamado Cartel de los Soles está sendo alardeado nos documentos de indiciamentos [contra o governo Maduro]. Nenhum analista sério que eu conheça fora do governo, eu não sei o que eles estão dizendo dentro do governo agora, mas nenhum observador sério hoje diria que existe tal cartel”, explicou o professor em entrevista à organização Codepink.

O especialista chefiou o gabinete do Centro de Crimes e Narcóticos do governo estadunidense, além de ter participado da Comunidade de Inteligência dos EUA. Atualmente, é professor de estudos latino-americanos na American University, em Washington D.C.

Dona das maiores reservas de petróleo do planeta, a Venezuela mantém com os EUA uma relação de atrito desde a chegada dos chavistas ao poder, há 25 anos.

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As novas ameaças do governo Trump trouxeram tensões para a América Latina devido ao risco de uma intervenção direta de Washington no continente latino-americano, o que não ocorre desde a invasão do Panamá, em 1989.

Na época, os Estados Unidos invadiram o pequeno país centro-americano sob a justificativa de que o presidente-general Manuel Noriega, ex-aliado de Washington, tinha relações com o narcotráfico. A invasão custou a vida de milhares de panamenhos.

Narcoestado

O coronel da reserva da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) Robson Rodrigues, doutor em ciências sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), concorda que o grupo de Los Soles não tem grande protagonismo, ao contrário do que afirmam os EUA.

“As atividades criminosas dessas facções estão superestimadas. Não tenho convicção de sustentar essa hipótese de narcoestado, e que o Maduro facilita facções criminosas. Eu acho que não é por aí”, comentou em entrevista à Agência Brasil.

Para o especialista em segurança pública, enviar navios de guerra e cerca de 4,5 mil militares à costa venezuelana não é uma medida eficiente para combater o narcotráfico.

O coronel Rodrigues diz que, para combater o narcotráfico, teria que ser feito um trabalho de inteligência e de diagnóstico preciso em parceria com os Estados da região, o que não ocorre.

“Eu não vejo, como especialista de segurança pública, uma preocupação dos EUA em realmente resolver esse problema. Se quisesse resolver, a primeira coisa que teria que fazer é deixar de abastecer essas organizações com armas, como faz, direta ou indiretamente. Essas armas que chegam lá, em grande parte, vêm pelas fronteiras dos próprios EUA”, afirmou.

Brasília (DF), 22/08/2025 - O coronel da reserva da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ), e doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio (UERJ), Robson Rodrigues. Foto: Robson Rodrigues/Arquivo Pessoal
Segundo o coronel Robson Rodrigues, envolvimento de autoridades com o narcotráfico ocorre em vários países, incluindo os EUA – Foto: Robson Rodrigues/Arquivo pessoal

Rodrigues ponderou ainda que o envolvimento de autoridades estatais com o narcotráfico é registrado em diversos países, incluindo os EUA.

“O Departamento de Estado [dos EUA] teve envolvimentos [com o tráfico]. A gente sabe qual é a história da cocaína. A CIA [Agência de Inteligência dos EUA] esteve envolvida inclusive com produção de cocaína”, lembrou.

A relação de forças militares dos EUA com o narcotráfico foi revelada em um novo livro lançado neste mês pelo repórter investigativo e editor da revista Rolling Stone, Seth Harp.

“Harp conta uma história contundente de narcotráfico nas Forças Especiais, conspirações envolvendo drogas apoiadas por policiais corruptos, acobertamentos militares flagrantes, cumplicidade americana no tráfico de heroína no Afeganistão e as consequências perniciosas da guerra contínua”, informa o resumo da obra.

Denúncia dos EUA

A acusação de que a cúpula do Poder na Venezuela estaria envolvida com o narcotráfico na América Latina foi feita, pela primeira vez, no primeiro mandato do presidente Donald Trump, ainda em 2020, no contexto da política de “máxima pressão” para derrubar o governo Maduro.

No ano anterior, em 2019, o então deputado Juan Guaidó se autoproclamou presidente da Venezuela e buscava provocar um racha nas Forças Armadas Bolivarianas para pôr fim ao período chavista que, desde 1999, contraria as políticas da Casa Branca na região.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante cerimônia de posse para um terceiro mandato no cargo em Caracas
10/01/2025 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Governo dos EUA aumentou para US$ 50 milhões recompensa por informações que levem à prisão de Maduro – Foto: Reuters/Leonardo Fernandez Viloria/Proibida a reprodução

O então procurador-geral dos EUA William P. Barr disse que “há mais de 20 anos” Maduro e seus assessores “supostamente” conspiraram com as guerrilhas colombianas para comercializar toneladas de cocaína para os EUA, colocando o presidente venezuelano e diversas autoridades do país como lideranças do chamado Cartel de los Soles.

No início deste mês, a atual fiscal geral dos EUA, Pamela Bondi, anunciou o aumento de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões da recompensa por informações que levem à prisão de Maduro. Ela acusa o presidente venezuelano de integrar, inclusive, outras organizações criminosas, como o Tren de Aragua, da Venezuela, e o Cartel de Sinaloa, do México.

Segundo a funcionária do governo Trump, Maduro é um dos maiores narcotraficantes do mundo e uma ameaça à segurança dos EUA.

“Até o momento, o DEA [Departamento de Combate aos Narcóticos dos EUA] apreendeu 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus associados, com quase 7 toneladas ligadas ao próprio Maduro, o que representa uma fonte primária de renda para os cartéis mortais baseados na Venezuela e no México”, disse Pamela Bondi em comunicado.

Porém, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou que as autoridades do país não têm evidências que liguem Maduro ao Cartel de Sinaloa.

“Da parte do México, não há nenhuma investigação relacionada a isso. Como sempre dizemos, se eles têm alguma evidência, mostre-a. Nós não temos nenhuma prova”, disse Sheinbaum, segundo noticiou a Reuters.

Mercado de drogas

O centro de pesquisa dos Estados Unidos Washinton Office on Latin America (WOLA), que reúne especialistas no continente latino-americano e é crítico do governo Maduro, avaliou, com base em dados do tráfico de drogas de autoridades estadunidenses, que o papel da Venezuela no comércio mundial de drogas é exagerado.

“Não há dúvida de que o crime organizado e a corrupção floresceram em meio à crise da Venezuela. No entanto, a escala do tráfico transnacional de drogas pela Venezuela é frequentemente exagerada, alimentando uma cobertura sensacionalista e imprecisa da mídia”, informou a organização.

Para a WOLA, o exagero do papel da Venezuela no tráfico internacional de drogas é usado por alguns políticos para argumentar contra a possibilidade de uma solução negociada para o conflito venezuelano.

“Os dados do CCDB [Banco de Dados Consolidado Antidrogas Interagências dos EUA] não justificam muitas das alegações feitas por aqueles que defendem a narrativa do ‘narcoestado’ para descrever o crime organizado na Venezuela”, informou em 2020.

 

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Arte/Agência Brasil

 

A consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, Gabriela de Luca, informou à Agência Brasil que a Venezuela não é uma produtora relevante, mas sim uma rota de passagem da droga para os EUA.

“O grosso da cocaína sai da Colômbia. Estimativas sérias falam em algo entre 7% e 13% da cocaína mundial passando por território ou águas venezuelanas. Ou seja: não é irrelevante, mas também não é o grande centro do mercado global”, avalia.

O documento mais recente da Agência das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC), o Relatório de Mundial sobre Drogas de 2025, afirmou que os principais fluxos de tráfico de cocaína continuam sendo dos países andinos, citando diretamente Colômbia, Bolívia e Peru como grandes produtores, sem referências diretas à Venezuela.

O mais recente relatório da União Europeia, de 2025, também não menciona a Venezuela como ator no mercado global, citando, por outro lado, o Equador, Brasil e Colômbia.

“O tráfico de drogas ilícitas é altamente dinâmico e se adapta rapidamente a desenvolvimentos geopolíticos, conflitos regionais e mudanças nas rotas comerciais. Nesse contexto, mudanças na Colômbia, Brasil e Equador contribuíram para o aumento observado no tráfico de cocaína para a União Europeia por grupos do crime organizado”, diz o relatório.

WASHINGTON, DC - JANUARY 20: U.S. President Donald Trump speaks during inauguration ceremonies in the Rotunda of the U.S. Capitol on January 20, 2025 in Washington, DC. Donald Trump takes office for his second term as the 47th president of the United States.     Reuters/Chip Somodevilla/Proibida reprodução
Novas ameaças do governo Trump trouxeram tensões para a América Latina – Foto: Reuters/Chip Somodevilla/Proibida a reprodução

Cooperação e intervenção

Autoridades de países latino-americanos têm criticado as declarações e medidas do governo Donald Trump que indicam possível interferência direta nos territórios da América Latina sob o argumento da “guerra às drogas”.

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, informou que é possível colaborar, mas sem interferência externa. Posição semelhante à da Colômbia e do Brasil.

Em reunião com o presidente do Equador, Daniel Noboa, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o combate às drogas não deve justificar intervenção externa.

“Não é preciso classificar organizações criminosas como terroristas nem violar a soberania alheia para combater o crime organizado. Só conseguiremos deter as redes criminosas que se espalharam pela América do Sul agindo juntos”, disse Lula.

No início do ano, Trump classificou diversas organizações do narcotráfico como terroristas e tem pressionado o Brasil a adotar a mesma postura em relação aos grupos criminosos locais. Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil