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Até agora, Maranhão não tem casos suspeitos de intoxicação por metanol, informa SES

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-MA) informou nessa sexta-feira (10) que até o momento não há notificação de casos suspeitos de intoxicação por metanol no Maranhão. A declaração foi feita após a transferência de um paciente do município de Monção para o Hospital Carlos Macieira (HCM), em São Luís.

Segundo a SES, o paciente está em avaliação médica e a situação dele, até o momento, não se enquadra como caso suspeito desse tipo específico de intoxicação, podendo tratar-se de outro agente causador. Ele aguarda exames complementares e será acompanhado por equipe especializada no Macieira.

Leia, abaixo, a nota da SES na íntegra:
A Secretaria de Estado da Saúde informa que, até o momento, não há notificação de casos suspeitos de intoxicação por metanol no Maranhão. O paciente citado está em avaliação médica e, até agora, não se enquadra como caso suspeito desse tipo específico de intoxicação, podendo tratar-se de outro agente causador.

O paciente aguarda avaliação clínica no HCM, onde será submetido a exames complementares e acompanhamento especializado.

Brasil tem 24 casos confirmados de intoxicação por metanol
Na última terça-feira (8), o Ministério da Saúde anunciou que o Brasil já contabiliza 24 casos confirmados de intoxicação por metanol. Os registros estão concentrados nos estados do Ceará, Pernambuco e São Paulo. A maioria dos pacientes apresentou sintomas graves como cegueira, vômitos, dores abdominais e dificuldade respiratória — alguns evoluíram para óbito.

As autoridades federais suspeitam que a contaminação esteja relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, vendidas de forma clandestina. O metanol, usado em processos industriais, é extremamente perigoso para consumo humano e pode causar danos neurológicos irreversíveis.

Alerta à população
O Ministério da Saúde e a Anvisa emitiram alertas para que a população evite o consumo de bebidas de origem duvidosa e denuncie estabelecimentos suspeitos. A recomendação é que qualquer pessoa que apresente sintomas após ingerir bebidas alcoólicas procure imediatamente atendimento médico.

Tratamento da intoxicação por metanol
Diante do aumento de casos relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, o Ministério da Saúde, em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), divulgou orientações específicas para profissionais de saúde sobre o manejo da intoxicação por metanol.

As recomendações incluem:

  • Reconhecimento precoce dos sintomas, como alterações visuais, vômitos, dor abdominal e dificuldade respiratória
  • Administração imediata de antídotos, como etanol ou fomepizol
  • Encaminhamento dos casos graves para unidades de terapia intensiva (UTI)
  • Notificação imediata às autoridades de saúde

O objetivo é garantir uma resposta rápida e eficaz, reduzindo os riscos de complicações graves como cegueira, danos neurológicos e óbito.FontePor: Imirante

Suspeita de morte por demora em transferência entre hospitais e atrasos em cirurgias são investigados pelo MP

Ambulância do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência em Teresina, Piauí — Foto: Lívia Ferreira/g1

Ministério Público do Piauí (MPPI) abriu, neste mês de outubro, mais de 10 inquéritos para investigar denúncias de problemas em hospitais no estado. As apurações envolvem atrasos em cirurgias e até uma morte que teria sido causada pela demora na transferência entre unidades de saúde.

As investigações estão sendo conduzidas pela 29ª Promotoria de Justiça de Teresina. Um dos inquéritos apura se a morte foi provocada por “excessiva demora na transferência entre hospitais credenciados na Rede Municipal de Saúde”.

A portaria que abriu esse inquérito foi enviada ao Conselho Superior do Ministério Público e ao Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde e Cidadania (Caods). A investigação está em andamento.

Outros procedimentos investigam denúncias de demora excessiva na realização de cirurgias no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI/Ebserh) e na Rede Municipal de Saúde.

Procurado pelo g1, o HU informou que, até o momento, não foi notificado oficialmente sobre inquéritos envolvendo a unidade. O hospital afirmou que atua como prestador de serviços, seguindo normas e critérios definidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“O hospital tem ciência das necessidades da população e tem reunido esforços para reduzir o tempo de espera em relação aos serviços de saúde ofertados, por meio de ações e mutirões”, informou em nota (veja a íntegra).

 

O MP também apura atrasos em procedimentos oftalmológicos pelo SUS e suspeitas de irregularidades na convocação de técnicos de enfermagem no último concurso da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Procurada, a FMS não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Nota do HU

 

O Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI/Ebserh) informa que não foi, até o momento, notificado oficialmente acerca da instauração de Inquérito Civil Público pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI).

O HU-UFPI esclarece que atua na condição de prestador de serviços, observando rigorosamente as normas, fluxos e critérios definidos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital tem ciência das necessidades da população e tem reunido todos os esforços para reduzir o tempo de espera na fila do SUS em relação aos serviços de saúde ofertados — cirurgias, exames e consultas —, por meio de ações e mutirões como o Dia E, dentro do projeto Ebserh em Ação, e os Sábados Cirúrgicos.

A instituição reafirma seu comprometimento com a transparência, a eficiência e a qualidade do atendimento à população, e permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários ao Ministério Público, tão logo seja formalmente notificada.

Fonte: G1-PI

Casos de câncer em jovens adultos de até 50 anos aumentam 284% no SUS entre 2013 e 2024

Jaqueline Chagas descobriu um câncer de mama aos 36 anos — Foto: Arquivo Pessoal

Fazia sete anos que a operadora de caixa Jaqueline Chagas, então com 35 anos e hoje com 46, ouvia do ginecologista que o caroço que deformava seu seio era benigno. “Dava para sentir o nódulo no abraço”, relembra.

O que ela não sabia é que fazia parte de uma tendência crescente no Brasil e no mundo: o aumento de casos de câncer em pessoas de até 50 anos.

  • Entre 2013 e 2024, o número de diagnósticos nessa faixa etária cresceu quase quatro vezes (84%) no Sistema Único de Saúde (SUS) — de 45,5 mil para 174,9 mil casos, segundo um levantamento feito pelo g1 com dados do painel DataSUS.
  • Os tumores de mama, colorretal e fígado estão entre os que mais crescem nesse grupo.
  • câncer de mama lidera os diagnósticos, com alta de 45% entre 2013 e 2024 e mais de 22 mil novos casos anuais de mulheres de até 50 anos registrados no SUS.
  • Foi durante uma mamografia de urgência que Jaqueline descobriu o diagnóstico.

    “A médica que me examinava olhou para a colega dela e disse: ‘Mais uma jovem com câncer de mama, essa é a terceira hoje’. Foi assim que descobri que tinha câncer”, conta.

    “Eu congelei. Primeiro, tive certeza de que morreria. Depois, pensei na minha mãe.”

    Câncer em adultos de 18 a 50 anos no SUS

     

    Evolução dos casos entre 2013 e 2024 (Brasil)

    Ano Casos registrados Variação acumulada
    2013 45.506
    2016 49.024 +7,7%
    2019 155.655 +242%
    2022 174.565 +283%
    2024 174.938 +284%

    Brasil tem lacuna de dados

     

    O diagnóstico de Jaqueline foi carcinoma grau 3 localmente avançado. Vieram oito sessões de quimioterapia, uma mastectomia radical e complicações graves durante o tratamento no Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro.

    Na sexta quimio, Jaqueline teve neutropenia (queda brusca dos leucócitos, responsáveis pela defesa do organismo) e sepse, uma infecção generalizada grave que, segundo os médicos, poderia ser fatal.

    “Disseram ao meu marido que eu tinha poucos dias de vida. Lembro de pensar que não veria mais minha casa. Depois de uma semana, os leucócitos começaram a reagir”, diz.

     

    Assim como Jaqueline, a maioria dos pacientes com diagnóstico precoce passa pela rede pública, onde estão concentrados os registros: 75% da população é atendida pelo SUS.

    Especialistas ouvidos pelo g1, porém, alertam que o problema é ainda maior do que as estatísticas mostram: o Brasil não tem dados completos da saúde suplementar, e parte expressiva dos casos pode estar oculta nos planos privados, sem notificação oficial.

    “Toda política de saúde depende de dados, e hoje eles são frágeis”, afirma Stephen Stefani, oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation. “Na saúde suplementar, a notificação não é compulsória. Então o país subestima a real dimensão do problema.”

     

    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou à reportagem que não é possível medir a incidência de câncer na rede privada, responsável por aproximadamente 25% da cobertura populacional, porque desde 2010 uma decisão judicial impede o uso da Classificação Internacional de Doenças (CID) nas bases das operadoras.

    O Ministério da Saúde tampouco possui dados que contemplem todo o sistema — apenas estimativas trienais.

    Tipos de câncer mais incidentes entre adultos de até 50 anos

    Tipo de câncer Casos (2013-2024) Observações
    Mama (C50) 219.449 Mais prevalente entre mulheres; aumento expressivo na última década.
    Colo do útero (C53) 105.269 Associado à baixa adesão à prevenção e ao rastreamento.
    Colorretal (C18-C20) 45.706 Em crescimento; ligado ao estilo de vida e a alimentação.
    Estômago (C16) 38.574 Mantém incidência alta em regiões com dieta rica em sal e ultraprocessados.
    Fígado (C22) 26.080 Relacionado ao consumo de álcool, hepatites e obesidade.

    Aumento do câncer colorretal

     

    Entre os tumores que mais crescem na faixa de até 50 anos, o colorretal — que inclui os de cólon, reto e canal anal — é um dos que mais preocupam os médicos.

    De acordo com dados do DataSUS, os diagnósticos passaram de 1.947 em 2013 para 5.064 em 2024, um crescimento de 160% no período.

    “É uma doença de estilo de vida. Só 5% dos casos são hereditários; mais de 90% têm relação com alimentação, sedentarismo e obesidade”, explica Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center e diretor do programa de Residência Médica.

     

    Segundo o médico, o aumento ocorre justamente em uma geração exposta desde a infância a dietas industrializadas, excesso de gordura corporal e pouco movimento físico.

    Outro fator que justifica o boom é a baixa adesão ao rastreamento precoce, já que a colonoscopia, principal exame de detecção, ainda é pouco realizada antes dos 50 anos.

    “Muitos pacientes jovens são diagnosticados em estágios avançados porque os sintomas são confundidos com hemorroidas ou alterações intestinais leves. Falta cultura de prevenção nessa faixa etária”, completa Aguiar.

     — Foto: AdobeStock

    — Foto: AdobeStock

    O novo perfil dos pacientes

     

    Os médicos observam, ainda, uma mudança geracional no padrão de risco.

    Antes, os tumores eram mais frequentes em idosos e estavam ligados ao tabagismo ou à exposição ocupacional. Agora, predominam fatores cotidianos: alimentação rápida, estresse, sobrepeso e noites mal dormidas.

    “Os pacientes chegam ao consultório jovens, ativos, cuidando dos filhos, e de repente descobrem um câncer avançado. É um choque, não se viam no grupo de risco”, relata Stefani.

     

    Esses novos hábitos também explicam por que a doença aparece mais cedo. A obesidade, por exemplo, funciona como um órgão inflamatório, produzindo substâncias que desregulam hormônios e estimulam o crescimento de células defeituosas.

    O resultado é um organismo permanentemente inflamado, mais suscetível a mutações genéticas.

    Prevenção e rastreamento

     

    Médica nuclear pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) e coordenadora do PET/TC da Clínica Villela Pedras, Sumara Abdo reforça que o sistema ainda não está preparado para diagnosticar precocemente pacientes jovens.

    “Os protocolos de rastreamento ainda são voltados para pessoas acima dos 50 anos. Mas a realidade mudou. Já temos evidências de que tumores como o de mama e o colorretal vêm aumentando muito antes dessa idade”, diz.

    Sumara defende incluir pacientes jovens em programas de prevenção e diagnóstico precoce, com foco em histórico familiar, obesidade e sintomas persistentes.

    “Precisamos parar de associar o câncer a idosos. O corpo fala, e o diagnóstico precoce salva. No INCA, vemos mulheres de 30 anos com tumores agressivos e sem histórico familiar.”

     

    Entre as principais medidas preventivas estão:

    • manter alimentação rica em fibras, frutas e vegetais;
    • reduzir o consumo de ultraprocessados e bebidas alcoólicas;
    • praticar atividade física regularmente;
    • fazer exames de imagem ou endoscópicos conforme orientação médica.

     

    Sistema não está preparado

     

    Mesmo com avanços recentes — como a ampliação da mamografia a partir dos 40 anos no SUS, anunciada em 2025 —, especialistas dizem que o sistema ainda não acompanha o novo perfil da doença.

    “A demora entre diagnóstico e início do tratamento segue um desafio. Muitos não começam dentro dos 60 dias previstos por lei”, afirma Isabella Drummond, oncologista e membro das sociedades Americana e Europeia de Oncologia.

     

    Ela acrescenta que a oncologia de precisão — baseada em testes genéticos e terapias-alvo — avança no setor privado, mas ainda é inacessível à maioria dos pacientes do SUS.

    “Sem políticas públicas de rastreamento e diagnóstico molecular, a desigualdade em câncer só vai aumentar”, diz.

     

    É justamente essa diferença de acesso que Jaqueline vê todos os dias. Ao se recuperar, ela criou um grupo nas redes sociais chamado Unidas, onde mais de 500 mulheres com câncer de mama trocam experiências.

    “Tem mulher que espera seis meses por um exame. Outras não conseguem voltar ao trabalho por falta de acompanhamento psicológico. A gente tenta se ajudar com informação e acolhimento, porque muitas ainda descobrem o câncer tarde demais”, conta.

    Uma tendência global

     

    O fenômeno não é exclusivo do Brasil.

    Um estudo publicado na revista científica Nature Medicine (2022) mostra que a incidência de câncer em pessoas com menos de 50 anos vem crescendo em todos os continentes, especialmente em países urbanizados e de renda média.

    • As causas mais prováveis são o estilo de vida moderno, as mudanças na microbiota intestinal, o sono insuficiente e a exposição a poluentes desde cedo.

     

    “O fenômeno é global, mas no Brasil ele é agravado por desigualdade e diagnóstico tardio”, resume Stefani.

     

    A publicação alerta que, sem políticas públicas que integrem prevenção e acesso, o país pode repetir o padrão observado nos Estados Unidos e Reino Unido — onde os casos precoces já representam até 20% dos novos diagnósticos anuais.

    Sinais de alerta

     

    Nem todo câncer gera sintomas no estágio inicial, mas é importante ficar atento a alguns sinais:

    • Perda de peso inexplicável.
    • Sangue nas fezes ou urina.
    • Nódulos persistentes.
    • Mudança no hábito intestinal.
    • Cansaço extremo.
    • Sangramento anormal.

     

    “O câncer diagnosticado cedo tem mais de 90% de chance de cura”, reforça Isabella. “Mas para isso, o paciente precisa ser ouvido e ter acesso rápido ao exame certo”, afirma.Fonte: g1-MA

Diretor-geral de unidade prisional é morto em São Luís; crime teria acontecido após briga de trânsito

Diretor de unidade prisional é morto em São Luís — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O policial penal e diretor da Unidade Prisional de Coroatá (UPR), Dyego Antônio Mendes Ferraz, de 40 anos, morreu nesse sábado (11) após uma suposta briga de trânsito no bairro Forquilha, em São Luís.

Segundo informações preliminares da polícia, durante uma discussão, o suspeito efetuou disparos de arma de fogo contra Dyego, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Dyego era policial penal desde 2017 e exercia atualmente o cargo de diretor-geral da unidade prisional de Coroatá, município localizado a cerca de 260 km da capital maranhense.

Dyego deixa esposa e três filhos. O velório acontece neste domingo (12), às 12h, na Central de Velórios Pax Calhau, na capital.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) manifestou profundo pesar pela morte do servidor, destacando o compromisso e os relevantes serviços prestados ao Sistema Penitenciário Maranhense. Leia abaixo a nota na íntegra.

“A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) manifesta profundo pesar pelo falecimento do Policial Penal Dyego Antônio Mendes Ferraz da Silva, Diretor da UPR de Coroatá.

Neste momento de tristeza e dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos e colegas de trabalho, expressando sinceras condolências pela perda do eximio servidor.

A secretaria também reconhece e agradece pelos anos de dedicação, compromisso e relevantes serviços prestados ao Sistema Penitenciário Maranhense”.Fonte: G1-MA

China chama tarifas de Trump de ‘hipócritas’ e ameaça resposta aos EUA: ‘Não temos medo de brigar’

Trump (presidente dos EUA) e Xi Jinping (presidente da China) — Foto: AFP

China chamou de hipócritas as tarifas de 100% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses e ameaçou responder às medidas adotadas pelo presidente Donald Trump. As declarações foram dadas pelo Ministério do Comércio chinês neste domingo (12).

Na sexta-feira (10), Trump criticou uma iniciativa chinesa de restringir a exportação de elementos ligados às terras raras. Em seguida, anunciou que os EUA vão impor uma tarifa adicional de 100% sobre produtos importados da China a partir de 1º de novembro.

Em resposta, o Ministério do Comércio da China afirmou que os controles sobre elementos de terras raras – que Trump chamou de “surpreendentes” e “muito hostis” – são uma reação a uma série de medidas dos EUA desde as negociações comerciais entre os dois países no mês passado.

“Ameaçar impor tarifas altas a qualquer momento não é a forma correta de lidar com a China. Nossa posição sobre guerras tarifárias é consistente: não queremos brigar, mas não temos medo de brigar”, disse o ministério.

“Se os EUA persistirem em agir unilateralmente, a China tomará medidas correspondentes para defender seus direitos e interesses legítimos.”

 

O aumento das tensões comerciais entre China e EUA abalou o mercado global, derrubou ações de grandes empresas de tecnologia e pode comprometer a cúpula entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, prevista para este mês.

Os dois líderes teriam um encontro nos bastidores da Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul. Segundo Trump, “agora não há motivo algum” para que a reunião ocorra. Pequim ainda não confirmou publicamente o encontro.

A tarifa de 100% anunciada na sexta-feira por Trump pode reativar uma guerra comercial de retaliações mútuas. Washington e Pequim haviam pausado o conflito após uma extensa rodada de negociações diplomáticas.

No início do ano, uma guerra comercial entre os dois países levou ambos a aumentar progressivamente as tarifas sobre produtos importados um do outro, chegando a 145% nos EUA e 125% na China.

Terras raras e escalada das tensões

Na quinta-feira (9), a China anunciou a inclusão de cinco novos elementos à lista de controle de exportações, aumentou a vigilância sobre usuários de semicondutores e incluiu dezenas de tecnologias de refino na lista de restrições.

O governo chinês também passou a exigir que produtores estrangeiros de terras raras que utilizem materiais chineses cumpram as regras do país. A China produz mais de 90% das terras raras processadas e dos ímãs de terras raras no mundo.

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países. A maioria desses minerais está concentrada em dois pontos: na China e no Brasil. São imprescindíveis para a indústria e estão presentes em tecnologias de ponta, como chips para celulares e computadores.

Trump afirmou que a China tem enviado cartas a países de todo o mundo, anunciando planos de impor controles de exportação sobre todos os elementos usados na produção de terras raras.

“Ninguém jamais viu algo assim; essencialmente, isso ‘congestionaria’ os mercados e tornaria a vida difícil para praticamente todos os países do mundo — especialmente para a própria China”, afirmou o republicano.

“Mas os EUA também têm posições monopolistas, muito mais fortes e abrangentes do que as da China. Eu simplesmente não escolhi usá-las antes porque nunca houve motivo para isso — ATÉ AGORA!”, acrescentou. Fonte G1

Mais brincadeira, menos tela: confira dicas para uma infância saudável

Brasília (DF), 26/03/2025 - O ministério dos Direitos Humanos e Instituto Maurício de Souza lançam gibi da Turma da Mônica sobre intergeracionalidade em escola no Itapuã, região administrativa do Distrito Federal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Se o mundo se transformou com a internet, redes sociais e a massificação dos dispositivos móveis, a infância também. Em uma era hiper conectada, o contato com a natureza, as brincadeiras ao ar livre e o tempo longe das telas já aparecem como prescrição médica.

Com 29 anos de prática em consultório, Renata Aniceto, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), destaca que já prescreve em suas orientações, além de alimentação saudável e vacinação, tempo de convívio entre pais e filhos.

“Eu quero que no final de semana vocês tenham duas horas de brincadeiras no parque, de vivências em casa, que levem as crianças para cozinhar, para fazer jogos de tabuleiro. É um retrocesso. Essa geração de pais não sabe como brincar com os filhos porque eles já vêm de uma fase conectada com as telas”, alerta.

Ela conta que observou uma mudança comportamental gigantesca, principalmente com a entrada das telas, do celular e do tablet no cotidiano das famílias.

“Houve uma desconexão entre pais e filhos. Porque não só as crianças estão mais tempo em tela, os pais também. No consultório, passaram a chegar muito mais alterações como ansiedade e depressão, quadros que nós nem estudávamos na nossa formação [em pediatria] e hoje precisamos lidar. É um momento muito conectado e desconectado ao mesmo tempo, com essa desconexão humana”, diz a pediatra.

Angela Uchoa Branco, professora do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da Universidade de Brasília (UnB), reforça a importância das brincadeiras presenciais, face a face com outras crianças e adultos. Para as mais velhas, recomenda jogos como os de tabuleiro.

“Jogos e brincadeiras livres são fundamentais para o desenvolvimento da criança. Contação de histórias dialogadas, ler para a criança antes de dormir, deixar livrinhos infantis disponíveis para desenvolver a criatividade e o gosto pela leitura. E, sempre que possível, levar a criança para brincar ao ar livre e conviver com a natureza”, afirma Angela.

Para este Dia das Crianças, a Agência Brasil conversou com médicos, psicólogos e especialistas para reunir dicas para uma infância mais saudável. Confira:

Mais brincadeira, menos tela

Rio de Janeiro (RJ), 27/08/2025 – Alunos jogam futebol durante intervalo no Ginásio Experimental Olímpico Reverendo Martin Luther King, na Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) – Alunos jogam futebol durante intervalo no Ginásio Experimental Olímpico Reverendo Martin Luther King, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil –

Se no passado a infância era marcada pelas brincadeiras de rua e o tempo livre, hoje se mistura com as telas do celular, notificações e interações online. Renata destaca que, para além da perda nas interações e do convívio, o excesso de telas pode prejudicar também o desenvolvimento do cérebro e da cognição.

“O excesso de telas vai estimular áreas que não são tão primordiais e pode levar à perda de habilidades, como foco, atenção, memória, resolução de problemas. São gerações que estão tendo mais dificuldade na comunicação e na aprendizagem. Além disso, se eu mexo menos o corpo, então haverá maior incidência de obesidade”, explica.

No ano passado, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) atualizou as orientações sobre o tempo de telas adequado para cada faixa etária.

  • De 0 a 2 anos: sem telas, mesmo que passivamente;
  • De 2 a 5 anos: uma hora por dia, com supervisão dos pais ou responsáveis;
  • De 6 a 10 anos: uma a duas horas por dia, no máximo, e sempre com supervisão;
  • Entre 11 e 18 anos: de duas a três horas por dia, e nunca deixar “virar a noite”.

A diretora executiva da ONG Vaga Lume, Lia Jamra, que há 25 anos atua com educação nos nove estados da Amazônia Legal, ressalta a importância do incentivo à leitura, em oposição ao digital.

“É muito importante pais e cuidadores terem iniciativa de ler para a criança para ajudar a sair da tela. A leitura traz um impacto socioemocional muito grande na formação de repertório, visão de mundo, possibilidade de sonhar. A infância na Amazônia é mais saudável. Várias brincadeiras fora de casa fazem parte da rotina dessa criança, como um mergulho no rio”, diz Lia.

Sono

Brasília (DF) 28/01/2025 - Os irmãos Clara Santana (10) e Pedro Santana (13), são vistos com celular na mão embaixo de um cobertor.
Uma a cada 3 crianças tem perfil aberto em redes, alerta pesquisa
Dados foram divulgados nesta terça pela Unico e Instituto Locomotiva
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Excesso de telas pode prejudicar qualidade do sono das crianças . Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O sono de qualidade é um dos pilares fundamentais para o bom desenvolvimento infantil. O descanso adequado está diretamente ligado ao desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. Também nesse aspecto, Renata aponta que as telas podem atuar como vilãs da saúde das crianças;

“Se usar telas no período noturno, fica com a luz da tela no meu cérebro mais tempo, o que diminui a produção de melatonina, hormônio responsável pela indução inicial do sono. Assim, a criança  vai ter mais dificuldade para pegar no sono e despertares noturnos mais frequentes”, destaca.

A médica explica que o sono não é só para descansar, mas trata-se de um período em que processos neurológicos acontecem.

“A fixação de aprendizados adquiridos durante o dia é feita nesse período noturno. Muitos hormônios são secretados durante a noite, como o hormônio do crescimento, os hormônios controladores de fome e saciedade, que podem impactar no apetite e ganho de peso”, afirma.

Diálogo

A professora da UnB, Angela Uchoa, também destaca a importância de estabelecer diálogos respeitosos para promover uma educação que estabeleça limites, mas que reforce a autoestima dos pequenos, sem punições físicas.

“É necessário sempre escolher o momento certo para conversar e estabelecer limites, dialogando. Devemos ter tolerância zero para agressões, mas manter uma atitude respeitosa e dando exemplo de como se deve agir quando algo nos desagrada. Respeito gera respeito, é necessário demonstrar afeto para que a criança se sinta amada e elogiar aquilo que ela sabe fazer bem. Isso fortalece a sua autoestima, essencial para seu pleno desenvolvimento como ser humano” completa a professor da UnB.

Alimentação

Brasília-DF, 10.11.2023, A Diversas frutas, legumes e verduras que são vendidos diariamente na Centrais de Abastecimento do Distrito Federal, a CEASA-DF. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Frutas devem estar presente na alimentação desde o primeiro ano de vida. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Aos 6 meses de vida, quando os primeiros dentinhos em geral aparecem, o bebê inicia a chamada introdução alimentar. A fase é considerada primordial na formação dos futuros hábitos alimentares da criança, destaca a professora Diana Barbosa Cunha, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Ela destaca que hábitos ruins na infância podem manter-se ao longo da vida, tornando-se fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas como as cardíacas, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, entre outras.

 “Essa fase deve ser tranquila, pensando que o objetivo da introdução alimentar é que o bebê conheça os alimentos. Nessa fase, o leito materno ainda é o alimento mais importante. A recomendação é que a introdução alimentar se inicie aos 6 meses e a gente espera que, aos 2 anos, a criança esteja plenamente adaptada à alimentação da família”, diz a professora.

Diana destaca que é muito importante que a família esteja se alimentando de forma adequada, dando o exemplo, tendo como base os alimentos minimamente processados, como cereais, leguminosas, carnes, frutas.

“Deve-se restringir o consumo de alimentos ultraprocessados. É fundamental estimular a autonomia da criança escolhendo as opções saudáveis que o responsável vai apresentar. Levar as crianças para a feira para ela escolher os alimentos. Levar a criança para o preparo dos alimentos como lavá-los, cortá-los. Isso favorece a relação com a alimentação”, conclui a professora.

Fonte: Agência Brasil Colaborou Ana Cristina Campos

Dono de cavalo que causou morte de jovem em acidente com moto deve responder por homicídio, diz polícia

Jovem de 23 anos morre após colidir com cavalo em rua no Sul do Piauí — Foto: Reprodução/ Câmera de segurança

proprietário do cavalo envolvido no acidente de moto que resultou na morte de Raimundo Neto, de 23 anos, em Floriano, deverá responder por homicídio culposo, segundo informou ao g1 o delegado Wanderlan Nunes, da Polícia Civil do Piauí (PCPI).

⚖️ Homicídio culposo é quando uma pessoa causa a morte de outra sem intenção de matar, mas por imprudência, negligência ou imperícia.

“A situação já está esclarecida. Faltam apenas alguns laudos periciais e a conclusão de diligências para encerrar o inquérito, mas o caso está bastante adiantado”, afirmou o delegado Wanderlan Nunes..

Testemunhas foram ouvidas pela Polícia Civil, e o dono do cavalo prestou depoimento na sexta-feira (10). O inquérito deve ser concluído ainda nesta semana.

O acidente aconteceu no dia 2 de outubro. Um vídeo de câmera de segurança mostra o momento em que Raimundo pilotava uma moto e bateu no animal que atravessava a pista correndo.

Com o impacto, o cavalo caiu sobre Raimundo. Ele foi socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O jovem trabalhava em uma oficina de motos em Floriano. O cavalo também morreu no local do acidente.

Estado registrou mais de 40 mortes no trânsito envolvendo animais

 

O Piauí registrou 41 mortes no trânsito envolvendo animais em 2025, segundo o Observatório de Trânsito da Secretaria de Segurança Pública.

Para reduzir esses casos, a Diretoria de Operações de Trânsito lançou, em maio, a Operação Porteira Fechada.

Durante a operação, foi criado um protocolo para que equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil possam autuar casos de animais soltos nas ruas.

Desde maio, são feitas duas ações integradas por mês com a Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal, segundo a Diretoria de Operações de Trânsito.

Até setembro, 56 donos de animais foram conduzidos pela polícia por crime de colocar em risco a vida ou a saúde de outras pessoas, conforme o artigo 132 do Código Penal.

A pena para esse crime é de 3 meses a 1 ano de detenção, se não houver lesão ou morte. Em casos mais graves, o autor pode responder por lesão corporal ou homicídio.Fonte: G1-PI

Homem é preso após atingir mulher com um golpe de faca em João Pessoa

Homem foi encaminhado para a Cidade da Polícia Civil em João Pessoa — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Um homem foi preso suspeito de esfaquear uma mulher, na manhã deste domingo (12), no bairro Valentina de Figueiredo, em João Pessoa. Segundo a Polícia Militar, a vítima, que é esposa do suspeito, está grávida.

A mulher foi atingida no abdômen e levada para o Complexo Hospitalar de Mangabeira, o Trauminha. Até o momento, não há atualizações sobre o estado de saúde dela.

À Polícia Militar, o suspeito relatou que esfaqueou a mulher após uma discussão e que ela teria tentado agredi-lo. Os dois estavam consumindo bebidas alcóolicas.

Governador do PI negocia com o governo Lula a reativação da ferrovia ligando Caxias a Altos

O governador do Piauí,  Rafael Fonteles, solicitou ao Governo Federal que reative o antigo trecho da ferrovia Transnordestina ligando as cidades de Caxias (MA) a Altos (PI), passando por Teresina, para o transporte de passageiros.

A intenção é que o trecho seja inserido na renovação de contrato entre a gestão federal e a Transnordestina Logística, que é a operadora da ferrovia. O outro trecho da Transnordestina, que ligará a região sul do Piauí ao Porto de Pecém (CE), está em obra e deve ser entregue em 2028.

Segundo o governador, a reativação do transporte de passageiros tem o objetivo de reforçar os equipamentos públicos que servem à população dessas cidades, que costumam transitar diariamente, e a empresa que opera a ferrovia já manifestou interesse. “Essa concessão federal vai ser renovada em 2026. O concessionário tem interesse em fazer os investimentos. Nosso pleito junto ao Governo Federal é que o trecho entre Caxias, Timon, Teresina e Altos volte a funcionar como transporte de passageiros”, explicou.

Essa ferrovia contempla toda a região norte do Piauí e segue até Fortaleza (CE). Ela está desativada desde 1988, mas antes disso costumava fazer seis viagens semanais transportando passageiros.

A ferrovia liga as cidades de Altos (PI) e Fortaleza (CE), com ramais nos portos de Mucuripe e Pecém passando por Buriti dos Montes (PI), Castelo do Piauí (PI), Ibiapaba (CE), Crateús (CE), Ipu (CE), Sobral (CE), Itapipoca (CE), Croatá (CE), Caucaia (CE), dentre outros.

Transnordestina avança do Piauí rumo a Pecém (CE)

A construção do trecho da ferrovia Transnordestina que liga o sul do Piauí ao Porto de Pecém (CE) segue acelerada e, neste mês de outubro, passará pelo seu primeiro teste de transporte de cargas. “As obras estão concentradas agora no trecho do Ceará, porque o primeiro trecho do Piauí já está concluído. Depois, vão levar de São Miguel do Fidalgo até Eliseu Martins. E já vão fazer a operação teste esse ano, ligando o trecho de Simplício Mendes à região do sertão central do Ceará, levando grãos para abastecer a bacia leiteira e as granjas que tem naquela naquela região. Esse teste vai mostrar a funcionalidade”, explicou Rafael Fonteles.

Ainda de acordo com o governador, essa obra é de extrema importância para o desenvolvimento do setor agrícola e também da mineração piauiense. “Não tenho dúvidas que o impacto, sobretudo para a região do Sudeste”, destacou.

Em junho, o Governo Federal fez um aporte de R$ 1,4 bilhão para garantir a execução dessa obra. O recurso vem dos Fundos de Investimento do Nordeste (Finor) e de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), sendo R$ 600 milhões liberados ainda em 2024 e R$ 816 milhões oriundos do Finor. A obra é considerada estratégica para a economia do Nordeste, pois vai escoar grãos e minérios produzidos no Piauí até os portos de Pecém (CE) e Suape (PE), ampliando a capacidade de exportação da região.

Fases da ferrovia

A Transnordestina está dividida em três fases principais: a primeira, do Porto do Pecém (CE) até São Miguel do Fidalgo (PI), passando por Salgueiro (PE), com cerca de 1.040 km. A fase dois corresponde ao trecho de 166 km entre Paes Landim e Eliseu Martins (PI), inteiramente dentro do estado. A última etapa vai de Salgueiro (PE) ao Porto de Suape (PE), com 547 km.

Em junho, foi assinada a ordem de serviço para o início da construção do lote 8 da ferrovia, do trecho MVP (Missão Velha – Pecém). Atualmente, cinco outros lotes do mesmo trecho (4, 5, 6, 7 e 11) já estão em execução, abrangendo a região central do Ceará e o acesso ao Porto do Pecém. Com a contratação do lote 8, restarão apenas os lotes 9 e 10 para a conclusão da fase 1 da ferrovia. A previsão é que esses trechos finais sejam contratados ainda em 2025.

A previsão do Governo Federal é de que os primeiros testes de operação com cargas comecem ainda em 2025, com o transporte partindo do Terminal Intermodal de Cargas do Piauí até as regiões do Ceará e Pernambuco.

Por: SECOM