Blog do Walison - Em Tempo Real

Jovem baleado por PM segue internado em estado grave no Hospital de Trauma, em João Pessoa

O jovem de 22 anos atingido por um tiro por um policial militar, no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, está internado em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento da ação, quando o policial militar tenta abordar um suspeito em uma moto, na madrugada do sábado (8), mas atinge o jovem que estava trabalhando em um espetinho no local.

De acordo com a Polícia Militar, o caso está em investigação interna e foi levado para a delegacia.

De acordo com a mãe do jovem, Girlene de Souza, que estava no local quando o fato aconteceu, a viatura da Polícia Militar chegou ao local com o giroflex desligado. “Ficamos parados, porque achávamos que eles iriam fazer a a abordagem. Mas olharam para o rapaz da moto e o motorista, que estava armado, com a arma apontada para ele, falou: perdeu, perdeu. Logo após a moça descer da moto, eles atiraram”, declarou Girlene.

Ao disparar, o policial militar atingiu o jovem que estava trabalhando. O suspeito da moto fugiu.

Nas imagens, é possível notar que as pessoas que presenciaram a cena ficaram agitadas com o ocorrido e também o socorro que os policiais deram com o homem que foi baleado, colocando ele dentro da viatura.

“Meu filho estava apenas trabalhando para sustentar a filha dele de apenas um mês de vida e aquele ali era o ganha-pão dele. Lembrar daquele fato, para mim, é doloroso. Eu estava na hora. Eu vi meu filho cair. Eu vi meu filho numa poça de sangue. Naquele momento eu achei que tivesse perdido meu filho. Eu quero justiça. Isso não pode ficar impune”, desabafou a mãe do jovem baleado.

O homem atingido foi levado para o Hospital de Trauma de João Pessoa pelos próprios policiais militares. Ele segue internado em estado grave na unidade.

COP30: financiamento, transição e adaptação são centro das negociações

A partir desta segunda-feira (10), Belém passa a ser a capital temporária do Brasil, mas será principalmente o centro mundial das negociações sobre mitigação e adaptação frente às mudanças climáticas, e os investimentos necessários para atingir esses objetivos. A 30ª Conferência das Partes (COP30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) prossegue até o próximo dia 21 de novembro. Realizada pela primeira vez na Amazônia – bioma com a maior biodiversidade do planeta e um regulador do clima global -, a COP30 tem o enorme desafio de recolocar o tema das mudanças climáticas no centro das prioridades internacionais.

Delegações de 194 países mais a União Europeia (UE) se inscreveram para participar, segundo informações da presidência da COP30. A capital paraense estima receber mais de 50 mil visitantes, entre negociadores diplomáticos, observadores, cientistas, representações de governos, organizações da sociedade civil e movimentos sociais.

O evento ganhou impulso, nos últimos dias, com a realização, também em Belém, da Cúpula do Clima, com a presença chefes de Estado, de governo e representantes de alto nível de cerca de 70 países. Anfitrião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou engajar as nações em torno do consenso para ações práticas que possam frear o risco iminente de o planeta passar a conviver de forma permanente com temperaturas 1,5ºC.

“A COP30 é a COP da verdade”, destacou o líder brasileiro, que reafirmou, em diferentes momentos, a urgência da necessidade de financiamento para adaptação e transição energética, de se afastar de forma planejada e acelerada da dependência dos combustíveis fósseis.

“A cúpula de líderes foi bastante positiva porque tocou num ponto que é fundamental, quando a gente discute clima, que é o fim do uso de combustíveis fósseis. O presidente Lula disse que quer ver, no fim da conferência, os países acordando um mapa do caminho, uma espécie de roteiro de como a gente vai fazer a transição, porque ela não vai acontecer da noite para o dia. Como essa transição vai acontecer? Quais países começam primeiro? Qual é a linha de tempo disso, o tamanho do esforço, quanto de financiamento? Esse recado foi fundamental”, afirma à Agência Brasil o secretário executivo da Observatório do Clima, Márcio Astrini. O Observatório do Clima é uma rede da sociedade civil brasileira, com mais de 130 integrantes, entre organizações ambientalistas, institutos de pesquisa e movimentos sociais para debater e pressionar por ações de mitigação e adaptação à crise climática.

Brasília 21/03/2023 – O representante do Observatório do Clima, Márcio Astrini durante Seminário internacional Grito das águas
Foto: José Cruz/Agência Brasil
O representante do Observatório do Clima, Márcio Astrini, diz que fim dos uso de combustíveis fósseis é discussão fundamental – Foto José Cruz/Agência Brasil
O uso de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, representa 75% das emissões de gases que causam o efeito estufa e aumentam a temperatura do planeta, segundo dados da plataforma Climate Watch. Em seguida, aparecem agricultura (11,7%), resíduos (3,4%), processos industriais (4%), desmatamento e mudanças de uso da terra e das florestas (2,7%).

Conjuntura desafiadora
Apesar desse quadro, a urgência da agenda climática nunca esteve tão em xeque, em meio a conflitos armados persistentes, a saída dos Estados Unidos (EUA) do Acordo de Paris – com retorno da postura negacionista sobre o tema -, e até um repique no aumento das emissões de gases de efeito estufa ocorrido ano passado, especialmente por causa das emissões de CO2, o principal poluidor da atmosfera.

Até o momento, menos de 80 países atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês). As NDCs são metas de mitigação, ou seja, compromissos adotados pelos países para redução de emissões de gases de efeito estufa, e foram implementadas desde o Acordo de Paris, há exatos 10 anos. Juntas, as NDCs publicadas respondem por 64% das emissões globais. Entre os países que mais emitem esses gases, EUA (antes da posse de Donald Tump), China e União Europeia apresentaram suas metas, mas a Índia, terceira maior emissora, ainda não entregou. Países que representam mais de um terço das emissões globais seguem sem atualizar seus compromissos.

“A gente não sabe o que os países prometeram fazer, porque eles não entregaram essas promessas. Então, você esperava que eles apresentassem ali durante a cúpula, pelo menos alguns deles, mas as promessas não vieram e isso daí foi um lado muito ruim”, critica Márcio Astrini.

Em sua décima e última carta à comunidade internacional, divulgada no sábado (9), o presidente-designado da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, fez um chamado aos países para que Belém se torne “um ciclo de ação” no enfrentamento da crise climática. Para o embaixador, este é o momento de implementar uma agenda de mudanças focada na união e na cooperação.

Brasília (DF) 13/10/2025 – O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, participa da abertura da Pré-COP30. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, na abertura da Pré-COP30 – Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ao longo do último ano de preparação, uma série de discussões prévias buscou alinhar a convergência entre os países, como a Conferência de Bonn, em junho, na Alemanha, e a Pré-COP, em Brasília, realizada no mês passado. Vale lembrar que os pactos nas COPs são por consenso entre as 198 partes da Convenção do Clima e do Acordo de Paris, o que torna o processo negociador extremamente complexo.

Adaptação e transição

Na avaliação de negociadores, três temas deverão guiar as negociações da conferência: adaptação climática, transição justa e a implementação do Balanço Global do Acordo de Paris (GST, na sigla em inglês).

A adaptação se refere à forma como cidades e territórios devem se preparar para lidar com eventos climáticos extremos, como o tornado que destruiu Rio Novo do Iguaçu, no interior do Paraná. Nesse caso, a COP30 deve definir indicadores para o Objetivo Geral de Adaptação Climática, uma forma de medir o progresso dos países.

O tema da transição justa deve ganhar um programa de trabalho oficial na estrutura da COP, com diretrizes para a implementação de políticas que atendam às pessoas impactadas pela transição rumo a economias de baixo carbono. Nesse caso, somado ao tema da transição energética, a meta é criar condições para que trabalhadores impactados pelas transformações em setores poluidores, por exemplo, tenham condições de atuar em novas áreas da economia.

A outra prioridade é a implementação do Balanço Global do Acordo de Paris. O primeiro foi há dois anos, na COP28, em Dubai, e apresentou uma série de recomendações para orientar os países na superação dos desafios da mudança do clima e no combate ao aquecimento global.

Financiamento
Além de todas as questões práticas está o gargalo do financiamento, sem o qual a guinada necessária para que o planeta possa consolidar uma economia de baixo carbono será inatingível. Essa é a principal armadilha nas negociações da COP30, avalia Márcio Astrini, do Observatório do Clima.

“Os países ricos, há muito tempo, prometeram que iriam colocar dinheiro em cima da mesa. Eles são os que mais devem dentro dessa conta do clima e prometeram financiar uma saída para que os países pudessem ali se desenvolver, sem perder sua economia, sem gerar pobreza, implementando novas tecnologias. Só que o dinheiro prometido para fazer essa transição nunca apareceu, na verdade. E isso gerou uma crise de confiança, que piorou na última conferência do clima [a COP29, em Baku, no Azerbaijão]”.

Para tentar impulsionar a resolução desse problema, foi apresentado um plano estratégico com o objetivo de viabilizar US$ 1,3 trilhão por ano de financiamento climático. Elaborado pelas presidências da COP29 e COP30, o documento batizado de “Mapa do Caminho de Baku a Belém” foi apresentado na última semana para tentar dar contornos mais concretos sobre como materializar esses recursos

Na agenda de ação brasileira, um dos instrumentos financeiros prioritários é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). Lançado na última quinta-feira (6) durante a Cúpula do Clima, o projeto conta com aportes prometidos de mais de US$ 5,5 bilhões para financiar a manutenção e proteção das florestas tropicais presentes em cerca de 70 países. Ao menos 20% desses recursos deverão ser destinados a comunidades tradicionais e povos indígenas.

Sociedade civil
Se o resultado das negociações da COP30 ainda são incertos, a conferência certamente será marcada por uma exuberante participação da sociedade civil brasileira e internacional. Muito além da Zona Azul (Blue Zone), onde ocorrerão os eventos oficiais e o acesso é restrito a negociadores e pessoal credenciado, uma série de atividades espalhadas por toda a cidade pretende mobilizar a atenção em torno de diversas facetas da questão climática. O epicentro será a Zona Verde (Green Zone), a área pública da COP30, de entrada gratuita, que também fica no Parque da Cidade, em Belém.

O espaço é administrado pelo governo federal, mas sociedade civil, instituições públicas e privadas, comunidades tradicionais, juventude e demais atores não governamentais poderão se conectar, dialogar e apresentar projetos de tecnologia e inovação em soluções para a crise climática. É também um espaço de convivência e lazer gratuito par a população. No Pavilhão do Círculo dos Povos, por exemplo, povos indígenas, comunidades tradicionais, pequenos agricultores e outras populações consideradas essenciais na proteção dos biomas, terão uma extensa agenda. A COP30 deverá receber a maior mobilização indígena da história de todas as outras edições, com mais de 3 mil pessoas.

“Clima não é conversa de ambientalista ou de diplomata. Clima tem a ver com o nosso dia a dia – quando sobe o preço do café, por exemplo, é porque a safra, o plantio, teve prejuízo no Brasil, na Indonésia, no Vietnã, por questões climáticas. Quando a gente tem a tarifa vermelha [na conta de luz], é porque não choveu direito no local certo, as hidrelétricas não foram abastecidas, a energia ficou mais cara. Clima é uma coisa que tem a ver com o nosso prato de comida, com o nosso dia a dia”, diz Márcio Astrini, ao celebrar a ampla participação social prevista nesta COP.

“Essa já é a COP vitoriosa, porque o fato de ser realizada no Brasil movimentou diversos setores, muitos deles que nunca tinham conversado, se aproximado da agenda de clima, pessoal da religiosidade, do movimento negro, nós tivemos juízes, a área da saúde, da educação, são muitos movimentos que foram ficando mais próximos, mais íntimos do problema, se apropriando mais da agenda do clima”.

Outro grande destaque em Belém será a Cúpula dos Povos, de organização autônoma dos movimentos sociais, que começa na quarta-feira (12) na Universidade Federal do Pará (UFPA). Uma barqueata no Rio Guamá, que banha a capital paranese, deve dar início à mobilização. O evento vai reunir movimentos sociais, indígenas, quilombolas e ribeirinhos de mais de 62 países para discutir uma transição justa do clima. No sábado (15), uma grande marcha dos povos pelas ruas de Belém também está prevista.

Brasília (DF) 07/04/2025 O Acampamento Terra Livre (ATL), a maior Assembleia dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil, acontece em Brasília. O coordenador executivo APIB, Dinamam Tuxá, fala com a imprensa Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O coordenador executivo da APIB, Dinamam Tuxá, diz que acodos firmados devem ser cumpridos – Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
“Em todas as COPs, saíram acordos que não foram cumpridos na sua totalidade. O que precisamos é que esses acordos firmados, de fato, sejam efetivados e cumpridos. E chamar quem de fato lida com a proteção territorial, a preservação e a conservação para a mesa de negociação. De igual para igual”, afirma Dinamam Tuxá, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Agência Brasil

Maranhão terá novos valores de referência para cálculo do ICMS sobre combustíveis a partir de novembro

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou, nesta segunda-feira (10), uma nova tabela com os preços médios ponderados ao consumidor final dos combustíveis, que servem de referência para o cálculo do ICMS em todo o país.

No Maranhão, os novos valores passam a ser aplicados a partir de 16 de novembro e podem provocar alterações no preço pago pelos motoristas no abastecimento. A atualização envolve gasolina, etanol, diesel, gás natural veicular e querosene de aviação, afetando desde o transporte particular até o setor de logística.

O Confaz informou que os reajustes seguem a tendência observada nacionalmente, variando de acordo com o tipo de combustível. Embora os números específicos para o estado não tenham sido detalhados no anúncio, a tabela já foi oficialmente publicada no Diário Oficial da União, onde pode ser consultada por qualquer cidadão.

O documento destaca que os estados e o Distrito Federal estão autorizados a utilizar os novos preços como base para a cobrança do imposto, conforme previsto no Convênio ICMS nº 110/07.

Um trecho do ato publicado no Diário Oficial diz:

“O Secretário-Executivo da Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IX, do art. 5º do Regimento do CONFAZ; considerando o disposto na cláusula décima do Convênio ICMS nº 110, de 28 de setembro de 2007; considerando as informações recebidas das unidades federadas, torna público que os Estados e o Distrito Federal adotarão, a partir de 16 de novembro de 2025, o seguinte preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF) para os combustíveis referidos no Convênio ICMS nº 110/07.”

A nova lista de preços médios já está disponível para consulta pública no Diário Oficial da União e deve ser adotada em todo o país a partir do dia 16 de novembro.

O Imparcial

Governo prorroga até 2026 prazo para pedido de ressarcimento do INSS

governo federal decidiu prorrogar até 14 de fevereiro de 2026 o prazo para que aposentados e pensionistas possam solicitar o ressarcimento de valores descontados indevidamente de seus benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (10) pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

prazo original se encerraria em 14 de novembro. No entanto, segundo Pimenta, o Ministério da Previdência Social decidiu ampliar o período para garantir que todos os afetados possam registrar seus pedidos. A decisão será oficializada nesta terça-feira (11) pelo ministro Wolney Queiroz.

De acordo com o parlamentar, cerca de 3,7 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,5 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 4,8 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.

O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril.

Segundo Pimenta, muitos aposentados ainda desconhecem que foram vítimas das cobranças.

“Temos que fazer um esforço de esclarecimento, porque muitos aposentados não perceberam que foram roubados”, afirmou.

A prorrogação, completou Pimenta, busca assegurar que todos os lesados pelo esquema possam recuperar os valores de forma simplificada e sem necessidade de ação judicial.

Como pedir a devolução

Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento pelos canais oficiais do INSS:

  • Aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal Gov.br;
  • Telefone 135, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h;
  • Agências dos Correios, que oferecem suporte gratuito em mais de 5 mil unidades.

Depoimento

Nesta segunda, a CPMI do INSS ouv o empresário Igor Dias Delecrode, dirigente da Associação de Amparo Social do Aposentado e Pensionista (AASAP). A entidade é investigada por suspeita de ter criado um sistema próprio de biometria para fraudar a assinatura de segurados do INSS e pedir descontos indevidos em nome deles.

Munido de um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Delecrode ficou em silêncio na maior parte dos questionamentos dos membros da CPMI.Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Marina Silva: fome e crise climática devem ser combatidas juntas

Fenômenos climáticos extremos, como o tornado que atingiu o Paraná na última sexta-feira, provocam destruição, mortes e maior vulnerabilidade social. A partir dessa premissa, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse nesta segunda-feira (10) que fome, pobreza e crise climática devem ser combatidas de forma conjunta. Ela participou de um evento na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, que reuniu autoridades de diferentes países, além de outros membros do governo brasileiro.

“As pessoas perdem seus sistemas alimentários, locais de trabalho, quando tem uma enchente, quando tem um tufão ou um furacão, agravado pela mudança do clima, como aconteceu agora no Paraná, onde uma cidade inteira foi arrasada com perdas de vida. Elas ficam mais vulneráveis”, apontou  Marina.

Marina defendeu a necessidade de pensar a mudança do clima em paralelo ao combate às desigualdades.

“Pensar o enfrentamento da desigualdade junto com o enfrentamento da mudança do clima é algo perfeitamente possível, e é o único caminho para lidar com os dois problemas com eficiência”, complementou.

O evento teve a participação do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias. Ele destacou a necessidade de fortalecer redes de proteção social para respostas às emergências climáticas, e reforçou a importância dos povos tradicionais no cuidado da terra, além dos agricultores familiares.

“Não há segurança alimentar nem resiliência climática sem aqueles que cuidam da terra, das águas e das sementes, da produção. A agricultura familiar fornece a maior parte dos nossos alimentos”, disse Dias. “Ao mesmo tempo, povos tradicionais agem como guardiões de técnicas tradicionais de plantio e da diversidade genética de nossos alimentos. A floresta produtiva é um caminho que integra o social, o ambiental e o ecológico”, complementou.

No último dia 7 de novembro, durante a Cúpula do Clima, 43 países e a União Europeia aprovam a Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas. O compromisso coloca a agenda do combate à fome e à pobreza no centro das discussões climáticas globais.

No evento desta segunda-feira, a ministra da Cooperação e Desenvolvimento da Alemanha, Reem Alabali Radovan, elogiou a iniciativa brasileira em desenvolver a Declaração de Belém e iniciativas de combate à fome.

“Esta declaração representa um passo pioneiro na articulação entre ação climática, proteção social e segurança alimentar. Reconhece que a proteção do planeta e a proteção das pessoas devem caminhar juntas. A agricultura sustentável e o desenvolvimento rural inclusivo são essenciais para enfrentar o desafio climático global e garantir que ninguém seja deixado para trás. Além disso, a declaração deixa claro que a proteção social é um pilar da ação climática nacional e global”, disse a ministra alemã.Fonte: Rafael Cardoso – Enviado especial

Jovem de 24 anos é morto a tiros próximo a festa no Norte do Piauí

Um jovem de 24 anos, identificado como Mateus Irlan Sirqueira da Conceição, foi morto a tiros na madrugada desta segunda-feira (10), na zona rural de Matias Olímpio, município que fica cerca de 220 km ao Norte de Teresina.

O corpo foi encontrado com marcas de tiros na perna e na cabeça. Ao lado, havia um celular e um revólver, mas ainda não se sabe se a arma pertencia à vítima ou ao autor do crime.

Segundo o cabo Dias, da Polícia Militar, o crime aconteceu na localidade Formosa. Perto do local onde o corpo foi achado, uma festa era realizada em um clube.

“Ocorreu próximo a um clube onde estava tendo um ‘pancadão’. Os populares relataram que só ouviram a questão do disparo, mas não viram o confronto”, disse ao g1.

 

Ainda não há informações sobre quem cometeu o crime nem sobre a motivação. A Polícia Civil investiga o caso e tenta identificar os suspeitos.

De acordo com a PM, Mateus era natural de Caxias, no Maranhão, e morava em Matias Olímpio havia alguns meses. Testemunhas relataram que ele vivia em uma área rural de Luzilândia com a ex-companheira e se mudou após a separação. Fonte: G1-MA

Suspeito de invadir casa é baleado no litoral do Piauí; polícia investiga se comparsa efetuou disparo

Um homem, natural do Maranhão, foi baleado na tarde desta segunda-feira (10), em Luís Correia, no litoral do Piauí. Segundo a Polícia Militar, a principal suspeita é que a vítima tenha sido baleada pelo próprio comparsa, ao invadir uma residência no bairro Alto Bonito.

Em relatório de ocorrência, o 24° Batalhão da Polícia Militar informou que foi acionado à residência por volta das 15h30.

“No local, a equipe se deparou com um casal, que relatou que indivíduos invadiram o domicílio e durante a ação, um deles realizou um disparo de arma de fogo que acertou o outro coautor. Após o ocorrido os indivíduos se evadiram do local com destino ignorado, disse a corporação.

Instantes depois, a equipe foi informada sobre a entrada de um paciente, com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo, no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda). Ainda não se sabe se o disparo foi efetuado de forma acidental ou intencional.

O caso é investigado pela Polícia Civil. Fonte: G1-PI

Dono de motel é preso por tráfico de drogas e posse ilegal de arma em Timon, no MA

O dono de um motel foi preso em flagrante, na manhã desta segunda-feira (10), durante uma operação da Polícia Civil do Maranhão, em Timon. O estabelecimento, localizado no bairro Mateusinho, era alvo de investigação por tráfico de drogas.

De acordo com a polícia, o idoso, de 60 anos, vendia entorpecentes a frequentadores do motel e aceitava objetos furtados como forma de pagamento.

Dono de motel é preso por tráfico de drogas e posse ilegal de arma em Timon, no MA — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Dono de motel é preso por tráfico de drogas e posse ilegal de arma em Timon, no MA — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes encontraram 72 pedras de crack, cerca de R$ 290 em dinheiro, uma espingarda calibre .22, diversos celulares e outros itens suspeitos de serem produtos de furto.

Diante dos fatos, o suspeito foi levado à Central de Flagrantes de Timon e autuado por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo.

A operação foi realizada pela Divisão de Captura e Inteligência (DICAP) da 18ª Delegacia Regional, com apoio do Grupo de Pronto Emprego (GPE). As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema. Fonte: G1-MA

Dois ex-servidores do INSS em Bacabal são condenados a mais de 8 anos de prisão por fraude de R$ 4 milhões

A Justiça Federal condenou dois ex-servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a 8 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, por envolvimento em um esquema de fraude na concessão de pensões por morte, em Bacabal, entre 2005 e 2007. A decisão atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Os dados falsos permitiram a concessão de pensão por morte de forma indevida, com prejuízo superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos.

Segundo o MPF, os ex-servidores inseriram dados falsos no sistema da Previdência para liberar benefícios indevidos a terceiros. A fraude foi descoberta em 2007, após denúncia da Assessoria de Pesquisa Estratégica e Gerenciamento de Riscos (APE-GR), ligada ao Ministério da Previdência Social. O relatório apontou irregularidades em 18 benefícios.

A partir da denúncia, a Polícia Federal deflagrou a Operação Tríade, que prendeu preventivamente três servidores do INSS, dois homens e uma mulher, e apreendeu documentos, dinheiro e mídias digitais. Um dos investigados morreu durante o processo judicial.

Na sentença, a Justiça reconheceu que um dos ex-servidores foi responsável por fraudes em 9 dos 18 benefícios. As irregularidades incluíam alteração da idade de pessoas falecidas, concessão de pensões com datas anteriores ao óbito e uso de CPFs e títulos eleitorais falsos. O prejuízo causado ultrapassou R$ 2,5 milhões.

A ex-servidora também foi condenada por participação direta na concessão irregular de 7 benefícios, a maioria com apoio do servidor que faleceu. Ela autorizou pagamentos com documentos contraditórios e sem a presença dos supostos beneficiários. O dano estimado é de mais de R$ 1,5 milhão.

Ambos foram sentenciados a 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, além do pagamento de 83 dias-multa, cada um equivalente a 1/30 do salário mínimo da época. Eles também deverão ressarcir pelo menos R$ 327.465,05 aos cofres públicos.

A decisão é passível de recurso.Fonte: g1-MA

18 presos em operação contra esquema de apostas que abala o futebol

As autoridades turcas prenderam 18 pessoas em uma ampla operação contra um esquema de apostas ilegais que abalou o futebol do país. A ofensiva, conduzida pelo Ministério Público de Istambul, faz parte de uma investigação que envolve 21 suspeitos, entre eles 17 árbitros e o presidente de um clube da Super Lig, sob acusações de manipulação de resultados e abuso de função.

De acordo com a agência estatal Anadolu, os mandados de prisão foram expedidos após a descoberta de uma rede de apostas que teria alcançado dirigentes, árbitros e ex-membros da Federação Turca de Futebol (TFF). As investigações se estendem por ao menos 12 cidades, com diligências em clubes e residências de oficiais da federação. O ex-presidente do Kasimpasa, Fatih Sarac, e Murat Özkaya, presidente do Eyüpspor, estão entre os principais investigados.

O caso estourou poucos dias depois de a TFF afastar 149 árbitros e assistentes identificados em um inquérito interno sobre apostas esportivas. Segundo a federação, entre 571 árbitros profissionais, 371 mantinham contas ativas em sites de apostas, e 152 ainda possuíam apostas em andamento. Um deles teria realizado mais de 18 mil apostas, enquanto outros 42 apostaram em mais de mil partidas cada.

Em nota, o presidente da TFF, Ibrahim Haciosmanoglu, classificou o episódio como uma “crise moral no futebol turco”, e prometeu medidas rigorosas para restaurar a credibilidade das competições. Já os árbitros suspensos divulgaram uma declaração conjunta negando envolvimento em apostas relacionadas a jogos sob sua arbitragem e afirmando que as acusações são infundadas.

A operação é considerada uma das maiores já realizadas no esporte turco e reforça a preocupação das autoridades com a integridade das competições. O caso segue sob investigação criminal, enquanto as sanções administrativas da federação — que variam de oito a doze meses — já estão em vigor.

Fonte: blog do Gilberto Leda