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Preso suspeito de furtar casas de luxo em São Luís; prejuízo chega a R$ 300 mil

Na tarde de terça-feira (11), a Polícia Civil do Maranhão prendeu preventivamente um homem de 41 anos, suspeito de furtar joias e outros bens em casas de alto padrão em São Luís. A operação foi realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), ligada à Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC).

Segundo as investigações, ele é apontado como autor de pelo menos quatro furtos cometidos nos últimos dois meses. O prejuízo total às vítimas é estimado em cerca de R$ 300 mil. O suspeito agia de forma planejada, com foco em joias.

No último crime, ocorrido em 9 de novembro, no bairro Cohajap, o homem teria levado joias, uma pistola calibre 9mm e cerca de 100 munições.

Tentativa de despistar a polícia

 

Preso suspeito de furtar casas de luxo em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Preso suspeito de furtar casas de luxo em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Após esse furto, o suspeito tentou evitar o flagrante. Ele esperou 48 horas e se apresentou na Delegacia da Cidade Operária, onde devolveu a arma furtada. A estratégia não funcionou.

Ele foi levado à sede da DRF, prestou depoimento e foi informado sobre o mandado de prisão pelos outros crimes. Depois, foi encaminhado à Central de Triagem da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), onde ficará à disposição da Justiça.

Histórico criminal

 

A Polícia Civil informou que o homem já tem várias passagens por crimes patrimoniais e é considerado um infrator contumaz.Fonte: G1-MA

Casal é preso suspeito de liderar grupo que aplicava golpes bancários no Maranhão

Um casal foi preso na manhã desta quarta-feira (12) na cidade de Buriti Bravo, a cerca de 500 km de São Luís, suspeito de liderar uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias.

Segundo as investigações, o casal usava documentos de terceiros para abrir contas bancárias e pedir cartões de crédito. Depois, realizava transações falsas com empresas ligadas ao próprio grupo, movimentando dinheiro de forma fraudulenta.

Após o repasse dos valores, as faturas dos cartões não eram pagas, o que causava prejuízos às instituições financeiras e enriquecimento ilícito dos suspeitos, de acordo com a polícia.

A ação foi realizada pela Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) e do Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), com apoio da Delegacia Regional de São João dos Patos.

Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, documentos e três veículos, além de cumprir bloqueio judicial de R$ 182 mil para tentar ressarcir as vítimas e aprofundar as investigações.

Além do casal, foram cumpridos mandados de busca domiciliar contra outros investigados por envolvimento no esquema, sendo dois em Buriti Bravo e dois no estado de São Paulo.

A Polícia Civil informou que a operação reforça o combate a crimes patrimoniais e tecnológicos e o compromisso da instituição com a proteção da sociedade maranhense.Fonte: G1-MA

Justiça manda demolir depósito de lixo construído ao lado de casa em São Luís; moradora será indenizada

As empresas SPE Villa Park Empreendimentos Imobiliários e Engeplan Engenharia terão 180 dias para demolir e remover um depósito de lixo construído ao lado da casa de uma moradora do bairro Cidade Operária, em São Luís. O local deverá ser reconstruído em outro ponto, de acordo com as normas técnicas e ambientais e respeitando o direito de vizinhança.

A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, e atende em parte a um pedido feito pela moradora, que também mantém um pequeno comércio no imóvel.

De acordo com a decisão, a nova obra não poderá causar riscos à segurança, ao sossego ou à saúde dos moradores.

Caso as determinações não sejam cumpridas, as empresas deverão pagar multa diária de R$ 1 mil.

Além disso, a Prefeitura de São Luís e as duas empresas foram condenadas a indenizar a moradora em R$ 20 mil por danos morais.

Reclamações e impactos

 

A moradora relatou ter sofrido prejuízos financeiros e ambientais por causa da instalação das lixeiras ao lado de sua casa.

Segundo ela, o depósito provocou mau cheiro constante, aumento de insetos e ratos e o acúmulo de lixo em local inadequado, o que chegou a colocá-la em risco e a fazê-la considerar deixar o imóvel.

O juiz considerou que a instalação do depósito violou o direito de vizinhança e afetou a saúde e o bem-estar da moradora.

As provas apresentadas no processo comprovaram condições de insalubridade e desconforto provocadas pela disposição desordenada de lixo, sem tratamento adequado.

Um laudo pericial feito pela Justiça confirmou que o depósito foi construído em local ilegal e oferecia risco à saúde pública.

O documento apontou que o local recebia resíduos de cerca de 1.200 pessoas, o que causava mau cheiro e proliferação de mosquitos, baratas e ratos, além de outros vetores de doenças.

O perito também destacou que o projeto descumpria a norma técnica NBR 11.174, que exige medidas para reduzir riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Limites do direito de construir

 

Na sentença, o juiz Douglas de Melo Martins afirmou que o direito de construir não é absoluto e precisa respeitar os direitos dos vizinhos e as regras administrativas.

Segundo ele, a construção deve seguir o princípio da função social da propriedade e os ditames da boa-fé.

“Conclui-se que as lixeiras foram construídas de forma ilegal, não respeitando o direito de vizinhança previsto no Código Civil”, destacou o magistrado.

O juiz rejeitou apenas os pedidos da moradora referentes a danos materiais e perdas e danos, mantendo a condenação por danos morais e as demais obrigações impostas às empresas e à Prefeitura.Fonte: g1-MA

Polícia Civil investiga morte de bebê de 9 meses com suspeita de abuso sexual no Maranhão

A Polícia Civil está investigando a morte de uma bebê de 9 meses, moradora de Campestre do Maranhão, que morreu na manhã desta quarta-feira (12), após ser levada ao Hospital e Maternidade Aderson Marinho, em Porto FrancoA principal suspeita é de que a criança tenha sido vítima de violência sexual.

Segundo a Polícia Civil, uma equipe esteve na unidade de saúde de Porto Franco, onde o óbito foi confirmado, e intimou os pais e profissionais do hospital para prestar esclarecimentos, após o relatório médico apontar sinais de abuso sexual como possível causa da morte.

Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso. Ainda de acordo com a PC-MA, exames periciais realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz serão fundamentais para confirmar ou descartar a hipótese de violência sexual. As investigações continuam. Fonte: g1-MA

Governo federal envia Força Nacional para reforçar segurança em Terras Indígenas do Maranhão

O governo federal autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública para apoiar a Fundação Nacional dos Povos Indígenas nas Terras Indígenas Awá, Caru e Alto Turiaçu, no Maranhão. A medida foi publicada nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial da União e oficializada pela Portaria nº 1.062/2025, assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

A operação tem como objetivo reforçar a segurança e manter a ordem pública nas três áreas indígenas, protegendo moradores e patrimônios.

A atuação da Força Nacional será pontual e planejada, com duração inicial de 90 dias. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas será responsável por fornecer a estrutura logística necessária para o trabalho das equipes.

O número de agentes será definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, que é ligada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.

A ação faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania, que busca ampliar a presença do Estado na Amazônia Legal. O plano prevê combate a crimes ambientais, ações de conservação e reforço na segurança pública, respeitando as características da região. A operação será feita em parceria com os órgãos de segurança do Maranhão.Fonte: G1-MA

Justiça do MA recebe denúncia contra grupo acusado de esquema bilionário de venda de gado clandestino no Brasil

A Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados do Tribunal de Justiça do Maranhão recebeu, no dia 30 de outubro, uma denúncia do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) contra cinco integrantes de um esquema de sonegação fiscal e fraudes sanitárias.

O grupo é acusado de emitir notas fiscais eletrônicas avulsas (NFA-e) e Guias de Trânsito Animal (GTA) falsas. O esquema movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão.

Os denunciados fazem parte do setor de escritório e contabilidade da organização criminosa. Eles respondem por crimes como falsificação de documentos, inserção de dados falsos em sistemas públicos, falsidade ideológica, corrupção ativa e organização criminosa.

Segundo o MP-MA, o grupo manipulava o sistema da Secretaria da Fazenda do Maranhão (Sefaz-MA) e emitia documentos como Declarações Comprobatórias de Percepção de Rendimentos (Decore) com informações falsas, além de sonegar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Operação Rei do Gado

 

Imagens da operação 'Rei do Gado' — Foto: Divulgação/Receita Federal

Imagens da operação ‘Rei do Gado’ — Foto: Divulgação/Receita Federal

A quadrilha foi alvo da Operação Rei do Gado, deflagrada em julho de 2024 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A ação ocorreu no Maranhão e também nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins e no Distrito Federal. O esquema movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão.

Como desdobramento da operação, outras duas denúncias foram apresentadas. Ao todo, 44 pessoas foram denunciadas. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 67 milhões em bens, incluindo dinheiro em espécie e veículos.

Como funcionava o esquema

As investigações, conduzidas pelo Gaeco e pela 3ª Promotoria de Justiça Regional de Defesa da Ordem Tributária e Econômica, revelaram que o grupo inseria dados falsos sobre quantidade de gado, idade e vacinação dos animais em sistemas oficiais. O objetivo era simular a existência de rebanhos em propriedades que não existiam ou que não comportavam o número de animais registrados.

Esses documentos falsos permitiam o transporte de gado de origem ilícita, sem pagamento de impostos, para frigoríficos, principalmente em São Paulo. A organização, liderada por José Roberto de Castro Viana, emitiu notas fiscais e guias de trânsito com dados falsos para quase 500 mil bovinos.

Servidores afastados da Aged

 

Em outra decisão, a Justiça prorrogou por mais 90 dias o afastamento de seis servidores da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), lotados em Açailândia. A medida foi tomada no dia 28 de outubro, após pedido do MP-MA, que alegou risco à investigação e à ordem pública caso os servidores voltassem ao trabalho.

Segundo o Ministério Público, os servidores recebiam vantagens indevidas para colaborar com o esquema. Um deles teria recebido mais de R$ 304 mil em curto período, valor incompatível com sua remuneração. Ele também trocava mensagens com o líder da quadrilha sobre a criação de rebanhos fictícios em troca de dinheiro.

De acordo com a denúncia, os servidores inseriam dados falsos nos sistemas Siapec e Sigama, simulando nascimentos, transferências e até acelerando a idade dos animais de forma fraudulenta.

Além dos seis servidores, também foram denunciados quatro familiares de José Roberto e cinco prestadores de serviço que atuavam na parte operacional e na lavagem de dinheiro.

A terceira denúncia, recebida pela Justiça em 4 de agosto de 2025, envolve 23 pessoas identificadas como “Compradores de Nota/Gado”.

Risco à saúde pública

 

As investigações também apontam que o esquema pode representar risco à saúde pública. Como a origem dos animais é desconhecida, há possibilidade de que sejam de criação clandestina, sem controle sanitário.

Segundo o Gaeco, a fraude compromete a rastreabilidade da carne, o que afeta a segurança alimentar. “Não se está falando apenas sobre qualidade em termos de valor agregado, mas de segurança alimentar”, destaca a denúncia.Fonte: G1-MA

Trump diz que reduzirá tarifas para importação de café

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que muito em breve vai reduzir as tarifas de importação que incidem sobre o café. Ele, no entanto, não detalhou quais países produtores serão beneficiados pela medida.

A declaração foi feita durante entrevista de Trump ao programa The Ingraham Angle, da Fox News, na terça-feira (11).

“Vamos reduzir algumas tarifas e vamos deixar entrar mais café. Tudo isso acontecerá muito rápido e com muita facilidade. É um processo cirúrgico bonito de se ver. Nossos custos de importação estão muito mais baixos”, declarou o presidente norte-americano após ser questionado sobre a alta dos preços nos EUA.

Nesta quarta-feira (12), a informação foi confirmada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em outro programa da emissora, o Fox and Friends. Segundo Bessent, os norte-americanos verão “anúncios substanciais” nos próximos dias com o objetivo de reduzir os preços de produtos como café, bananas e outros itens não cultivados nos Estados Unidos.

Bessent também não entrou em detalhes sobre como essa redução de tarifas será conduzida. Disse apenas que os preços serão reduzidos “muito rapidamente” e que os norte-americanos começarão a se sentir melhor em relação à economia no primeiro semestre de 2026.

Até 2024, os EUA figuravam entre os principais destinos do café produzido no Brasil e o principal importador de cafés especiais brasileiros, adquirindo aproximadamente 2 milhões de sacas do produto, a uma receita superior a US$ 550 milhões ao ano.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), o café brasileiro representa mais de 30% do mercado norte-americano. O Brasil é o principal exportador de café para os Estados Unidos, destino de 16% das exportações brasileiras do produto.

Agência Brasil contatou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Itamaraty, e está aberta à manifestações.

As duas pastas aguardam declaração oficial do governo norte-americano. Fonte: Agência Brasil

Gleisi: tipificação penal e apreensão de bens são inegociáveis em PL

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou, nesta quarta-feira (12), que mudanças estruturantes no projeto de lei Antifacção, elaborado pelo governo, comprometem a eficácia no combate às facções criminosas.

Questões sobre tipificação penal, apreensão de bens, descapitalização da Polícia Federal (PF) e a não revogação de trechos da Lei das Organizações Criminosas são os quatro pontos inegociáveis para o governo, segundo Gleisi.

Gleisi se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, nesta tarde, para tratar sobre o tema diante da possibilidade do texto ser votado ainda hoje pela Câmara dos Deputados. A ministra afirmou que a decisão de pautar o texto cabe ao presidente da Casa, Hugo Motta, mas que seria importante ter mais tempo para negociar com os parlamentares e colocar a posição do governo.

Além dos quatro pontos fundamentais, segundo a ministra, o Ministério da Justiça e Segurança Pública está fazendo uma avaliação mais apurada e deve soltar uma nota técnica sobre outros pontos do relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP). A ministra ressaltou que o governo está preparado para fazer os destaques e os debates necessários, caso o projeto seja votado hoje.

“Avaliamos que, pela complexidade da matéria, seria importante a gente ter um tempo a mais para podermos arredondar todos os pontos e de fato o Brasil ter uma lei de combate às facções criminosas que seja eficiente e eficaz”, disse, em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto.

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

Gleisi disse que conversou com os líderes do governo no Parlamento sobre a votação, mas, caso ela não ocorra, quer se reunir pessoalmente com o presidente Hugo Motta para tratar do tema.

O PL Antifacção foi encaminhado à Câmara no dia 31 de outubro e, em poucos dias, o relator Guilherme Derrite apresentou o texto final, com mudanças nas versões. Entre as contrariedades, o deputado defendeu a equiparação de facções ao terrorismo e que a PF pudesse ter atuação enfraquecida com suposta necessidade de autorizações por parte de governadores de Estado. Ele recuou e disse que as competências da PF serão mantidas.

Quatro pontos

O primeiro ponto questionado pelo governo diz respeito à tipificação penal. Segundo Gleisi, o governo defende o tipo penal de facção criminosa, diferenciando de organização criminosa.

“A facção criminosa é uma organização mais elaborada, tem domínio territorial, tem domínio econômico, tem atuação interestadual, transnacional. Organização criminosa é um tipo mais elementar, a partir de quatro pessoas que cometem crimes você já pode caracterizar uma organização”, explicou.

No texto, o relator cria o tipo penal de domínio social estruturante que, para Gleisi, é até difícil do ponto de vista didático.

A ministra disse ainda que o texto final de Derrite não revoga expressamente artigos da Lei de Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), trazendo insegurança jurídica. “Vamos passar a ter duas legislações vigorando, o que vai ser muito ruim, do ponto de vista judicial”, disse.

Além disso, segundo a ministra, o relatório retira a possibilidade de perdimento extraordinário, ou seja, a apreensão de bens dos criminosos de forma imediata.

“A gente busca a asfixia financeira da facção criminosa. Nós colocamos no projeto que essas facções perdem os seus bens, perdem todo o seu material, a partir do momento que começa a investigação. No relatório, isso só vai acontecer depois do trânsito julgado da sentença condenatória”, disse Gleisi.

Nesta terça-feira (11), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também manifestou preocupação sobre essa questão e disse que isso pode comprometer a atuação da Receita Federal e investigações em andamento sobre a atuação do crime organizado no setor de combustíveis.

Por fim, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais afirmou que o governo considera “bastante grave” a descapitalização da PF.

“O relator voltou atrás em não retirar as atribuições da Polícia Federal, mas deixou a descapitalização da Polícia Federal, ao esvaziar todos os fundos federais, ao repartir esses fundos, distribuí-los entre os estados e não deixar nada para o Federal”, explicou.

“Isso nos preocupa muito porque a Polícia Federal precisa de recursos para suas operações”, acrescentou Gleisi.Fonte: Agência Brasil

STF analisa se recreio integra jornada de trabalho de professores

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a decidir nesta quinta-feira (12) se o intervalo do recreio escolar integra a jornada de trabalho de professores de escolas e faculdades particulares.

A Corte julga a constitucionalidade de decisões da Justiça trabalhista que reconheceram que o período de recreio faz parte da jornada de trabalho dos profissionais. Dessa forma, o intervalo conta como tempo à disposição do empregador.

Até o momento, o placar do julgamento está 2 votos a 1 para validar o entendimento da Justiça do Trabalho. Após as três manifestações dos ministros, o julgamento foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (13), às 14h.

O caso chegou ao STF por meio de um recurso protocolado pela Associação Brasileira das Mantenedoras de Faculdades (Abrafi). A entidade questiona decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceram que o intervalo integra a jornada dos professores.

Em março do ano passado, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, determinou a suspensão nacional de todos os processos que tratam do tema para aguardar o posicionamento final do STF sobre a questão. 

Votos

Em seu voto, Gilmar Mendes discordou do entendimento de que o período de recreio deve ser computado obrigatoriamente, sem exceções, como parte da jornada de trabalho, ou seja, tempo à disposição do empregador.

No entendimento do ministro, o tempo à disposição deve ser comprovado em cada caso concreto.

“A princípio, o período denominado recreio escolar se enquadraria como intervalo de descanso intrajornada, desde que verificados os demais requisitos para sua caracterização, previstos nos atos 71 e 72 da CLT. Trata-se de lapso temporal que não integra a jornada de trabalho”, afirmou.

O presidente do STF, Edson Fachin, abriu a divergência e entendeu que os intervalos devem ser computados como tempo à disposição das escolas.

“A vivência prática evidencia que, no intervalo entre aulas, o docente permanece subordinado ao que se pode denominar de dinâmica institucional, estando à disposição do empregador, seja para atendimento dos educandos, seja para supervisão de atividades extraclasse. A aprendizagem ocorre fora da sala de aula”, afirmou.

A ministra Cármen Lúcia disse que o recreio não pode ser considerado como intervalo de intrajornada. Ela citou que os professores fazem atendimentos de alunos durante o período, que deve ser computado como hora de trabalho.

“A escola não é só a sala de aula, é a convivência, é o recreio, é a cantina. Isso tudo compõe. A presença de professores e estudantes é de interação permanente, e não de um período”, frisou.

Sustentações

Durante as sustentações das defesas, o advogado Diego Felipe Munhoz, representante da Abrafi, afirmou que a Justiça do Trabalho criou a presunção absoluta de que o tempo de recreio é um período à disposição do empregador.

“Criou a uma presunção absoluta do tempo de intrajornada, chamado de recreio. Essa é a questão, não importa o caso concreto, não importa o que aconteceu”, argumentou.

O advogado Rafael Mesquita, representante da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, disse que o STF pode resgatar a dignidade dos professores.

Mesquita citou pesquisas acadêmicas que mostram que professores brasileiros ganham menos em relação aos profissionais de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Pesquisa divulgada mostra que os professores brasileiros são os que mais trabalham e menos recebem. Os professores brasileiros recebem 47% menos do que [professores] de 80 países da OCDE”, argumentou.

Pela legislação trabalhista, o intervalo para jornadas entre 4 e 6 horas de trabalho deve ser de 15 minutos. Entre seis e oito horas, o intervalo pode ser de uma ou duas horas. Acordos trabalhistas também podem prever outras hipóteses. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Chefes do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais

Após decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), sete chefes da facção Comando Vermelho estão sendo transferidos para presídios federais de segurança máxima, nesta quarta-feira (12), pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RJ).

O transporte dos presos foi realizado sob um forte esquema de segurança, que tem a condução do Serviço de Operações Especiais (SOE), pelo Grupo de Intervenção Tática (GIT) e pela Divisão de Busca e Recaptura (Recap), órgãos integrantes da Seap.

Os presos foram levados da unidade de segurança máxima Penitenciária Laércio da Costa Peregrino, conhecido como Bangu 1, na zona oeste do Rio, até o Aeroporto Internacional do Tom Jobim/Galeão, na Ilha do Governador, na zona norte. No terminal, embarcaram em aeronave da Polícia Federal com destino aos presídios federais, sem divulgação de quais foram.

“Todos os transferidos possuem condenações relacionadas ao tráfico de drogas e foram incluídos no sistema federal em cumprimento à Lei nº 11.671/2008, que regulamenta a transferência de presos de alta periculosidade”, informou a nota do governo do estado.

De acordo com o governo do estado, a operação é uma ação coordenada entre o executivo fluminense, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as forças de segurança estaduais.

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/11/2025 – Transferência de 7 presos de Bangu para presídio federal .
Fotos: Rogério Santana/Divulgação
Transferência de 7 presos de Bangu para presídio federal . Fotos: Rogério Santana/Divulgação

Conforme a secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel, a transferência é uma das medidas da Operação Contenção, que deflagrada em 28 de outubro, nos complexos do Alemão e da Penha, e que resultou em 121 mortes e 113 prisões.

Maria Rosa acrescentou que “a ação é conduzida de forma técnica e integrada pela SEAP, garantindo o equilíbrio do sistema prisional e a segurança da população fluminense”.

“Essa integração das forças de segurança é fundamental para preservar a estabilidade do sistema e reforçar a presença do Estado”, completou em nota do governo do Rio.

Para o governador Cláudio Castro, a transferência desses presos reflete o compromisso do executivo com o fortalecimento das políticas de segurança pública e com a adoção de medidas concretas para impedir a ação de organizações criminosas a partir do sistema prisional.

“É uma ação estratégica para preservar a ordem pública e assegurar a tranquilidade da população fluminense”, pontuou na nota.

Segundo o governo do estado, os sete presos transferidos são:

  • Arnaldo da Silva Dias, conhecido como Naldinho condenado a 81 anos, 4 meses e 20 dias;
  • Carlos Vinicius Lírio da Silva, o Cabeça de Sabão, a 60 anos, 4 meses e 4 dias;
  • Eliezer Miranda Joaquim, o Criam, a 100 anos, 10 meses e 15 dias;
  • Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho, a 65 anos, 8 meses e 26 dias;
  • Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, a 35 anos, 5 meses e 26 dias;
  • Alexander de Jesus Carlos, o Choque a 34 anos e 6 meses;
  • e Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha, a 50 anos, 2 meses e 20 dias.Fonte: Agência Brasil