A juíza Marcela Santana Lobo, da 3ª vara criminal de Caxias, comunicou o início da Correição Geral Ordinária do exercício de 2023 nos processos eletrônicos em tramitação no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe).
Os trabalhos da correição foram instalados nesta segunda-feira, 9, às 08h30min, com duração de dez dias úteis, com previsão de término no dia 20 de janeiro, às 17h00min.
As atividades correicionais não suspenderam o atendimento às partes e advogados pela Secretaria e nem prazos processuais, ficando mantida a movimentação dos feitos urgentes de forma regular.
RECLAMAÇÕES POR MEIO VIRTUAL
Durante a correição, qualquer pessoa poderá apresentar reclamação ou sugestão sobre os trabalhos judiciais, inclusive por meios virtuais, por meio do e-mail: varacrim3_cax@tjma.jus.br
Segundo informações da secretária judicial, Adriana Costa, serão analisados 1204 processos eletrônicos em tramitação no sistema PJe que estão prontos para ato judicial – sentença, decisão ou despacho. Dentre os processos se encontram ações penais, ações cautelares, medidas protetivas de urgência e cartas precatórias.
No prazo de 15 dias úteis após o encerramento da correição, serão elaborados relatórios individualizados e circunstanciados dos trabalhos e dos fatos que forem constatados durante sua realização, com alimentação do sistema Auditus. Os relatórios circunstanciados serão encaminhados à Corregedoria Geral da Justiça.
ATOS PREPARATÓRIOS
Antes da correição, a juíza determinou atos preparatórios da correição, de levantamento de informações como relatório com a quantidade de feitos em tramitação na unidade; réus presos provisórios vinculados aos processos.
Também determinou a elaboração de certidão informando, em relação a 2022, número dos processos que ingressaram; de sentenças prolatadas; de audiências designadas e de audiências realizadas; de pessoas ouvidas nos últimos seis meses; o prazo médio de prolação de sentenças e o prazo médio para o término dos processos nos últimos seis meses; número de processos conclusos para sentença e para despacho e desde quando se encontram conclusos; de processos aguardando cumprimento de despacho por parte da secretaria judicial há mais de trinta dias; se existem processos com cartas precatórias expedidas e ainda não respondidas e cujas reiterações devem ser feitas; se existem ofícios recebidos e não respondidos; processos de réus presos definitivos pendentes de elaboração ou de guia definitiva e abertura de processo de execução penal; número de mandados entregues ao oficial de justiça e ainda não cumpridos, estando vencidos e número processos em carga ao Ministério Público, à Defensoria Pública, advogados e/ou procuradorias.
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Milhares de torcedores prestam as últimas homenagens ao craque e ídolo vascaíno Roberto Dinamite, cujo corpo é velado no Estádio de São Januário, sede do clube em São Cristóvão, zona norte do Rio, desde as 10h15 de hoje (9). O ex-jogador, de 68 anos, morreu no domingo (8), após mais de um ano de tratamento contra um câncer de intestino.
Antes de os portões serem abertos, a fila de fãs com faixas e cartazes já dobrava o quarteirão de São Januário do lado de fora do estádio. Pela manhã, Edmundo, ex-atacante do Cruzmaltino, compareceu à cerimônia e não conteve as lágrimas diante do caixão.
“É muito difícil falar de quem a gente ama, idolatra, admira e convive. Eu entrei aqui em São Januário, com cinco ou seis anos para treinar futsal e o Roberto estava treinando em campo e eu quase perdi a hora porque fiquei agarrado à grade assistindo. Vindo de casa para cá esse filme me passou pela cabeça, e ao chegar aqui essa tristeza de vê-lo numa posição que a gente não gostaria de ver. Mas o que conforta é que ele vai descansar e a multidão de apaixonados aqui [presente], desabafou Edmundo.
Quem também se despediu do craque cruzmaltino foi Zico, ídolo rubro-negro. Adversários dentro de campo, fora dele os dois jogadores tornaram-se amigos.
“Tivemos tantos momentos de vitórias e de derrotas, mas a amizade sempre foi pautada pelo respeito, pelo carinho e tive oportunidade de conviver por muitos e muitos anos com ele. Foram praticamente 50 anos de amizade e grandes momentos vividos. Na seleção brasileira nós nunca fomos derrotados jogando juntos. É lógico que é uma perda muito grande pro nosso futebol, uma perda muito grande pro nosso país por tudo aquilo que ele representou no futebol brasileiro”, afirmou Zico, recebido com aplausos no velório do amigo.
Campeão mundial em 1994 com a seleção brasileira, o ex-lateral Branco esteve em São Januário para dar o último adeus a Dinamite. Foram muitos confrontos em que os dois ficarm em lados opostos do campo: Branco no Fluminense, e Dinamite no Vasco.
“O Roberto foi e sempre será uma grande referência como atleta, jogador de futebol e acima de tudo como homem, uma pessoa espetacular, uma humildade inacreditável. Mas com certeza ficará na nossa memória e no nosso coração pro resto da vida”, disse o lateral.
A cerimônia segue aberta ao público em São Januário até às 19h (horário de Brasília) de hoje (9). Na terça-feira (10), apenas familiares e convidados prestarão as últimas homenagens ao craque cruzmatino, das 9h às 10h. Na sequência, às 10h30, o corpo de Roberto Dinamite será levado em cortejo por veículo do Corpo de Bombeiros até o Cemitério Nossa Senhora de Belém, em Duque de Caxias (RJ), onde será sepultado ao lado dos pais.
* Colaboração de Pedro Dabés (estagiário), sob supervisão de Verônica Dalcanal
Fonte: Agência Brasil Edição: Cláudia Soares Rodrigues
O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Paulo Pimenta, se reuniu com representantes das entidades de jornalistas do Brasil e profissionais de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira (9), um dia após os atos antidemocráticos que resultaram na depredação dos prédios públicos na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O encontro foi realizado em meio a diversas denúncias de agressões à imprensa registradas durante os atos violentos na capital.
De acordo com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), em balanço atualizado no início da noite, foram reportados relatos de 14 profissionais da imprensa agredidos nos atos golpistas. Pelo menos dois deles relatam ter solicitado ajuda da Polícia Militar do Distrito Federal e não receberam qualquer apoio. Uma profissional relatou que um dos policiais chegou a apontar um fuzil para ela.
Abordagem
“Relatos dos colegas mostram que os terroristas estavam orientados sobre como nos identificar e como abordar, com exigência de apagar ou confiscar material. Houve um padrão de abordagem, inclusive na forma de ameaçar. E uma segunda coisa que a gente identificou foi a participação dos policiais militares no constrangimento aos colegas, que não foram acolhidos nem protegidos pelos agentes de segurança, mesmo sob ameaça dos extremistas”, afirmou Juliana Cézar Nunes, coordenadora-geral do SJPDF, que participou da reunião com Pimenta.
Segundo a dirigente sindical, as entidades presentes pediram para que o governo estude a federalização de crimes contra jornalistas e comunicadores, além de, no curto prazo, determinar a identificação e punição de todos os responsáveis pelas agressões contra profissionais da imprensa. Agora sob intervenção do governo federal, a Segurança Pública do DF será acionada para abrir um canal de escuta aos comunicadores vítimas de violência
“Em que pese que em todas as reuniões do sindicato com a área de Segurança Pública do DF, os profissionais de imprensa ficaram desprotegidos. Por isso, muitos colegas estão com medo de registrar boletim de ocorrência na polícia após esses eventos”, revelou Nunes.
Além do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, o encontro contou com a presença de representantes da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da organização Repórteres sem Fronteiras, e de outros profissionais da imprensa, incluindo a ex-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Tereza Cruvinel, que foi agredida com chutes e empurrões por golpistas na Esplanada dos Ministérios.
O ministro Paulo Pimenta afirmou que “há a preocupação do governo federal em demonstrar publicamente a solidariedade aos profissionais de comunicação e confirmar o compromisso com a liberdade no exercício do trabalho jornalístico. Nosso desejo é, dentro das várias iniciativas que estão sendo adotadas, fazer um capítulo especial com relação aos jornalistas”.
Outra medidas
Durante a reunião, as entidades também concordaram com a necessidade de estabelecer diálogo com os empregadores para cobrar e alertar sobre a necessidade de adoção de medidas de segurança mitigatórias aos riscos. Ontem, durante a cobertura dos atos violentos de vandalismo, muitos jornalistas estavam sozinhos.
Também foi solicitado, como medida de médio prazo, apoio do governo brasileiro à proposta da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) de criação de uma convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) específica para a segurança dos jornalistas, além da criação do Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas.
Um dia após os atos golpistas que resultaram na depredação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e governadoras se reuniram em Brasília, na noite desta segunda-feira (9), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para reafirmar a defesa da democracia e condenar tentativa de ruptura institucional no país. Participaram da reunião todos os governadores ou vices dos 26 estados e do Distrito Federal.
Também estiveram no encontro os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado Federal em exercício, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), além da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e de outros ministros da Suprema Corte.
“É importante ressaltar que este fórum [de governadores] se reúne respeitando as diversas matizes políticas que compõem a pluralidade ideológica e partidária do nosso país, mas todos têm uma causa inegociável, que nos une: a democracia”, destacou o governador do Pará, Hélder Barbalho, que articulou o encontro, e fez uma fala representando os governadores da Região Norte.
Durante a reunião, os líderes estaduais foram unânimes em enfatizar a defesa do estado democrático de direito no país. “Essa reunião de hoje significa que a democracia brasileira vai se tornar, depois dos episódios de ontem, ainda mais forte”, disse o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, em nome da Região Sudeste.
A governadora Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, falou da indignação com as cenas de destruição dos maiores símbolos da democracia republicana do país e pediu punição aos golpistas. “Foi muito doloroso ver as cenas de ontem, a violência atingindo o coração da República. Diante de um episódio tão grave, não poderia ser outra a atitude dos governadores do Brasil, de estarem aqui hoje. Esses atos de ontem não podem ficar impunes”, afirmou, em nome da Região Nordeste.
Pela Região Sul, coube ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacar algumas das ações conjuntas deflagradas pelos estados, como a disponibilização de efetivos policiais para manter a ordem no Distrito Federal e desmobilização de acampamentos golpistas nos estados. “Além de estar disponibilizando efetivo policial, estamos atuando de forma sinérgica em sintonia para a manutenção da ordem nos nossos estados”.
A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, disse que o governo da capital “coaduna com a democracia” e lembrou da prisão, até o momento, de mais de 1,5 mil pessoas por envolvimento nos atos de vandalismo. Celina Leão substitui o governador Ibaneis Rocha, afastado na madrugada desta segunda, por decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ela aproveitou para dizer que o governador afastado “é um democrata“, mas que, “por infelicidade, recebeu várias informações equivocadas durante a crise”.
Desde ontem, o DF está sob intervenção federal na segurança pública. O decreto assinado pelo presidente Lula ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional, o que ocorrerá de forma simbólica, assegurou o presidente da Câmara dos Deputados. “Nós votaremos simbolicamente, por unanimidade, para demonstrar que a Casa do povo está unida em defesa de medidas duras para esse pequeno grupo radical, que hostilizou as instituições e tentou deixar a democracia de cócoras ontem”.
Financiadores
Em discurso aos governadores, o presidente Lula agradeceu pela solidariedade prestada e fez duras críticas aos grupos envolvidos nos atos de vandalismo.
“Vocês vieram prestar solidariedade ao país e à democracia. O que nós vimos ontem foi uma coisa que já estava prevista. Isso tinha sido anunciado há algum tempo atrás. As pessoas não tinham pautam de reivindicação. Eles estavam reivindicando golpe, era a única coisa que se ouvia falar”, disse.
O presidente também voltou a criticar a ação das forças policiais e disse que é preciso apurar e encontrar os financiadores dos atos democráticos. “A polícia de Brasília negligenciou. A inteligência de Brasília negligenciou. É fácil a gente ver os policiais conversando com os invasores. Não vamos ser autoritários com ninguém, mas não seremos mornos com ninguém. Nós vamos encontrar quem financiou [os atos golpistas]”.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que que as investigações em curso devem resultar em novos pedidos de prisão preventiva e temporária, principalmente contra os financiadores.
Unidade
Presente na reunião, a ministra Rosa Weber, presidente do STF, também fez questão de enaltecer a presença dos governadores em um gesto de compromisso democrático com o Brasil. “Eu estou aqui, em nome do STF, agradecendo a iniciativa do fórum dos governadores de testemunharem a unidade nacional, de um Brasil que todos nós queremos, no sentido da defesa da nossa democracia e do Estado Democrático de Direito. O sentido dessa união em torno de um Brasil que queremos, um Brasil de paz, solidário e fraterno”.
Em outro gesto de unidade, após o encontro, presidente, governadores e ministros do STF atravessaram a Praça dos Três Poderes a pé, até a sede do STF, edifício que ontem também foi brutalmente destruído. A ministra Rosa Weber garantiu que o prédio estará pronto para reabertura do ano judiciário, em fevereiro.
Governadores e vices presentes:
Mailza Assis – vice-governadora do Acre
Paulo Dantas – governador de Alagoas
Clécio Luis – governador do Amapá
Wilson Lima – governador do Amazonas
Jerônimo Rodrigues – governador da Bahia
Renato Casagrande – governador do Espírito Santo
Daniel Vilela – vice-governador de Goiás
Carlos Brandão – governador do Maranhão
Otaviano Pivetta – vice-governador do Mato Grosso
Eduardo Riedel – governador do Mato Grosso do Sul
Romeu Zema – governador de Minas Gerais
Hélder Barbalho – governador do Pará
João Azevêdo – governador da Paraíba
Ratinho Jr. – governador do Paraná
Raquel Lyra – governadora de Pernambuco
Rafael Fonteles – governador do Piauí
Cláudio Castro – governador do Rio de Janeiro
Fátima Bezerra – governadora do Rio Grande do Norte
Eduardo Leite – governador do Rio Grande do Sul
Augusto Leonel de Souza Marques – representante do governo de Rondônia
Antônio Denarium – governador de Roraima
Jorginho Mello – governador de Santa Catarina
Tarcísio de Freitas – governador de São Paulo
Fábio Mitidieri – governador de Sergipe
Elmano de Freitas – governador do Ceará
Wanderlei Barboda – governador de Tocantins
Celina Leão – governadora em exercício do Distrito Federal
O ministro da Justiça, Flávio Dino, atribuiu ao governo do Distrito Federal as responsabilidades dos atos terroristas vistos ontem (8) na Esplanada dos Ministérios. Segundo ele, a mudança de planejamento das forças de segurança pública do DF foi determinante para possibilitar a invasão e destruição dos prédios públicos.
Em coletiva de imprensa, realizada na tarde hoje (9), no Ministério da Justiça, Dino relatou uma reunião prévia entre forças federais e distritais para acertar o planejamento operacional. Essa reunião ocorreu no fim da semana e ficou acertado que os manifestantes não entrariam na Esplanada, haveria um bloqueio no caminho que leva ao Congresso Nacional e à Praça dos Três Poderes.
“Infelizmente, houve uma avaliação das autoridades locais de que seria possível, na última hora, mudar o planejamento. Esse planejamento foi modificado e isso ensejou que essas pessoas descessem até próximo do Congresso Nacional e, em seguida, o descontrole que vocês viram”, afirmou Dino. Ele evitou dizer que essa mudança de planejamento foi criminosa, mas disse que a tragédia ocorrida ontem poderia ter sido evitada se o combinado com o governo federal tivesse sido cumprido.
“O que eu vi era que o contingente policial estava absolutamente desconforme com a decisão tomada de deixar que eles descessem a Esplanada. Tanto é que quando os efetivos foram ampliados, uma hora e meia após o início dos episódios, rapidamente a situação foi controlada. O que mostra que era absolutamente evitável se não fosse uma mudança de planejamento de última hora”. O ministro afirmou que as razões dessa mudança estão sendo investigadas.
Dino disse ainda que pretende devolver a gestão da segurança pública do DF, agora sob intervenção federal, ao governo local “o quanto antes”. Segundo ele, haverá “revisão” nas polícias do DF, sobretudo na Polícia Militar. Imagens da invasão mostram policiais inertes, permitindo os vândalos invadirem o Congresso Nacional sem serem incomodados.
Força Nacional
Dino anunciou ainda o incremento de cerca de 500 policiais da Força Nacional de outros estados, que chegarão a Brasília para atuar na segurança da Esplanada e da Praça dos Três Poderes. Com isso, a polícia militar do DF retomará suas atividades de rotina. “Nós recebemos a colaboração de governadores de aproximadamente dez estados, que já enviaram contingentes mobilizados por Portaria que eu editei ontem e vou editar outras, para fortalecimento da Força Nacional”.
Investigações
As investigações seguirão apurando as responsabilidades pelos atos antidemocráticos de ontem. A Polícia Federal já tem a relação dos contratantes dos ônibus que trouxeram manifestantes de outros estados. Essas pessoas serão chamadas para depor e ajudar a polícia a identificar os financiadores desses atos. Quarenta ônibus foram apreendidos, alguns já saindo de Brasília.
Além disso, a Advocacia Geral da União (AGU) aguarda os laudos da perícia dos prédios invadidos e depredados. Caberá à AGU cobrar dos responsáveis os danos provocados. Além dos danos materiais, como vidraças, mesas e cadeiras quebradas, há uma grande quantidade de patrimônio histórico destruída ou desaparecida. Várias obras de arte e presentes de chefes de Estado estrangeiros ao Brasil, expostos no interior desses prédios, foram destruídos.
Capitólio Brasileiro
O ministro chamou o episódio de ontem de “Capitólio brasileiro”, em alusão à invasão do Congresso dos Estados Unidos, em 2021, por apoiadores de Donald Trump, derrotado nas eleições presidenciais na ocasião. “Nós vivemos ontem o Capitólio brasileiro. Com diferenças. Não houve óbitos e com mais presos aqui do que lá”. Até o momento, cerca de 1,5 mil pessoas foram presas. Dessas, 209 presas ontem, em flagrante, e outras 1,2 mil sendo ouvidas hoje, detidas pela polícia.
Dino lembrou que os terroristas que vandalizaram os prédios públicos são apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas eleições do ano passado. E afirmou, mesmo sem acusá-lo de cometer algum crime, que seu discurso contra a democracia plena e as instituições, sobretudo ao Supremo Tribunal Federal, ganharam corpo nos atos de ontem.
“Numa análise política é óbvio que nesses anos todos o ex-presidente Jair Bolsonaro e todos aqueles que o seguem dirigiram frequentes palavras contra o Supremo. Palavras têm poder, principalmente quando são de um presidente da República. Vimos que esse discurso frequente nas redes sociais ganhou braços, pernas, tiros e bombas ontem. É como se fosse a migração do universo do ódio nas redes sociais para a vida material”.
Em 2021 e 2022 a festividade do levantamento do Mastro de São Sebastião não foi realizada por conta da pandemia da Covid-19.
Aconteceu na tarde de domingo (8) a mais tradicional festividade profano-religioso de Caxias, o levantamento do Mastro de São Sebastião, que já ocorre há 143 anos.
Antes da retirada do Mastro na Reserva Ambiental do Inhamum, faz-se uma oração para agradecer a Deus e a intercessão de São Sebastião pelas graças recebidas, em seguida realiza-se o plantio de mudas para substituírem as que forem retiradas.
Após ser retirado, o Mastro foi conduzido por centenas de fiéis até o bairro DNER e às 15h, depois de um breve descanso, os devotos saíram em caminhada com o Mastro percorrendo as ruas da cidade até o Largo de São Sebastião, onde aconteceu o levante.
Mais – Em 2021 e 2022 a festividade do levantamento do Mastro de São Sebastião não foi realizada por conta da pandemia da Covid-19. Este ano a Associação dos Amigos e Devotos de São Sebastião organizou o evento que foi realizado com segurança, sem registro de incidente. Por: Blog do Irmão Inaldo
Governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), informou nesta segunda-feira (9), que os militares vão se juntar aos que já estão em Brasília. Policiamento foi reforçado na sede dos poderes e órgãos públicos do Estado.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), informou que o Estado vai enviar mais 30 militares para o Distrito Federal, após a invasão de terroristas bolsonaristas ao Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF) nesse domingo (8).
O anúncio foi feito em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (9). O governador explicou que a comitiva maranhense, deve ir para o DF nesta terça-feira (10) e se juntar a mais 48 que já estão na capital federal.
“O Maranhão e outros estados colocaram à disposição enviar força local, com policiais militares, para Brasília. Nós já temos 48 e estamos enviando mais 30, a partir de amanhã. E é lógico que estamos monitorando tudo, a questão desses movimentos”, disse.
Carlos Brandão afirmou que a Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio do Serviço de Inteligência, tem realizado um monitoramento para garantir que não haja casos semelhantes no Estado. O governador disse que, como garantia, reforçou a segurança em prédios públicos em todo o Maranhão.
“O Maranhão está relativamente tranquilo mas desde que acabou a eleição, a gente vem monitorando através do Sistema de Inteligência. Reforçamos o policiamento na porta dos órgãos públicos, com medida preventiva, a gente tem acompanhado tudo de perto”, finalizou.
Afronta à democracia
Após os ataques, no domingo (8), o governador do Maranhão classificou os ataques como “mais um grande absurdo de extremistas que não aceitam o resultado das urnas”. Ainda segundo o governador do Maranhão, não há como mudar à força um governo legitimamente eleito.
Intervenção federal
Com os atos antidemocráticos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decretou intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal para manter a ordem pública. Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública e ex-secretário de Comunicação do estado do Maranhão, será o interventor.
O jornalista foi anunciado por Dino para compor o ministério ainda em dezembro de 2022, poucos dias após o presidente Lula anunciar Dino como ministro.
Essa não é a primeira participação de Cappelli em uma gestão de Lula. O interventor atuou no Ministério do Esporte, entre 2003 e 2006, como Secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social.
Atos antidemocráticos
Os atos antidemocráticos e terroristas foram realizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que são contrários ao resultado das eleições presidenciais do ano passado. Policiais militares tentaram conter os bolsonaristas com uso de spray de pimenta, no entanto, eles invadiram a área de contenção que cercava o Congresso Nacional.
Após a invasão ao Congresso Nacional, os bolsonaristas radicais também invadiram o Supremo Tribunal Federal (STF). Os participantes do ato antidemocrático quebraram vidros da fachada, entraram no prédio e chegaram até o plenário.
No Palácio do Planalto, os bolsonaristas radicais chegaram até o quarto andar e depredaram a sede do Poder Executivo. O Ministro da Justiça e ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, chamou os atos antidemocráticos de “absurdos” e afirmou que a tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer.Por: G1 MA
De acordo com o prefeito José Sarto, equipes da Secretaria da Gestão Regional e da Secretaria Regional 12 estão em campo, fazendo também a capina, lavagem do piso e pintura de meio-fio.
De acordo com o prefeito José Sarto (PDT), equipes da Secretaria da Gestão Regional e da Secretaria Regional 12 estão em campo, fazendo também a capina, lavagem do piso e pintura de meio-fio.
“Amanhã, equipes de Infraestrutura da Seger serão enviadas para avaliar a necessidade de reparos no piso intertravado, no piso tátil, nas rampas de acesso, nas grades metálicas que circundam o monumento “Ballet Gráfico”, do artista plástico cearense Sérvulo Esmeraldo, além de possíveis danos causados à vegetação”, informou o prefeito em uma publicação nas redes sociais.
José Sarto disse ainda que equipes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) continuam atuando na região para garantir o ordenamento do tráfego de veículos.
Desocupação
A Justiça já havia determinado a “desocupação e dissolução total”, em até 24 horas, de acampamentos bolsonaristas montados próximos a áreas militares de todo o país. A decisão do ministro Alexandre de Moraes determina, ainda, que todos os participantes sejam presos em flagrante. Fonte: G1-CE
Apoiadores do ex-presidente ocupavam a praça Floriano Peixoto, em frente ao 25º BC desde o resultado do segundo turno das Eleições 2022.
O acampamento bolsonarista montado em frente ao 25º Batalhão de Caçadores, em Teresina, começou a ser desmobilizado por policiais militares, no início da tarde desta segunda-feira (9). Os oficiais cumprem decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em Teresina, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocupavam a praça Floriano Peixoto, em frente ao 25º BC, desde o resultado do segundo turno das Eleições 2022, há mais de 60 dias. Vídeos mostram o momento em que policiais retiram do local materiais usados pelo grupo Fonte: G1-PI