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Polícia Federal prende homem por importunação sexual praticada durante voo para São Luís

Após sofrer o ato de importunação, a vítima foi acolhida pelos comissários de bordo e levada para outra área do avião. De acordo com a PF, a denúncia foi feita pela concessionária do aeródromo a pedido do piloto do avião.

A Polícia Federal (PF) prendeu, nessa sexta-feira (19), um homem pelo crime de importunação sexual contra uma passageira durante um voo que saiu de São Paulo para São Luís. Após sofrer o ato de importunação, a vítima foi acolhida pelos comissários de bordo e levada para outra área do avião.

Ainda de acordo com a PF, a denúncia foi feita pela concessionária do aeródromo a pedido do piloto do avião, que solicitou a presença de policiais na área de desembarque para retirada do suspeito da aeronave.

Segundo a vítima, tudo aconteceu quando a comissária do avião foi atendê-la e o homem, que estava ao seu lado, cometeu o ato de importunação sexual.

“Quando começou o serviço de bordo a comissária de bordo falou comigo. Quando eu me estiquei pra pegar o lanche da mão dela ele simplesmente me agarrou e me abraçou. Eu o empurrei e ele falou ‘não podia não?’. Eu falei claro que não. Ele me agarrou novamente, passando a mão no meu seio. A partir daí eu entrei em estado de choque”, disse a vítima.

Após o desembarque, o homem foi levado à sede da Polícia Federal para adoção dos procedimentos legais, onde as testemunhas e a vítima foram ouvidas, confirmando o crime.

Após a autuação, o homem foi levado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da justiça.Por: Por g1 MA e TV Mirante

Jovem grávida de 3 meses é morta estrangulada em Santa Luzia

Após cometer o crime, o suspeito teria ido até a casa da família da vítima tentar convencê-los de que ela teria cometido suicídio. Com esse, já são 12 casos de feminicídio só este ano.

A Polícia Militar do Maranhão prendeu, nessa sexta-feira (19), um homem suspeito de cometer crime de feminicídio contra sua companheira em Santa Luzia, a cerca de 317 km de São Luís. A vítima, identificada como Nicole Souza, de 20 anos, estava grávida de 3 meses. Com esse, já são 12 casos de feminicídio só este ano.

De acordo com a polícia, Nicole foi encontrada dentro de casa com sinais de estrangulamento. Após cometer o crime, o suspeito teria ido até a casa da família da vítima tentar convencê-los de que ela teria cometido suicídio.

Na residência, os policias encontraram sinais de que houve luta corporal. De acordo com depoimentos da vizinhança, durante a madrugada ouviu-se gritos e até pedidos de socorro. Nicole ainda foi levada para o Hospital Municipal de Santa Luzia, mas já chegou sem vida.

Após cometer o crime, o suspeito teria ido até a casa da família da vítima tentar convencê-los de que ela teria cometido suicídio — Foto: Reprodução/TV Mirante

Após denúncias de que ela era frequentemente espancada pelo companheiro, o homem foi preso em flagrante ainda na unidade de saúde. Fonte: G1-MA.

Número de denúncias de violência contra idosos cresce em 2024

O vídeo de uma mulher tentando sacar um empréstimo no nome de um idoso morto que ela trazia em uma cadeira de rodas circulou nas redes sociais e na imprensa e causou indignação até mesmo no exterior. Presa, Érika de Souza Vieira Nunes alega que estava tentando buscar o dinheiro para que o tio comprasse uma TV e reformasse a casa, mas a polícia trata o caso como tentativa de fraude porque Paulo Roberto Braga, de 68 anos, já estava morto no momento em que a sobrinha pedia para que ele assinasse. 

Independentemente do desfecho do caso, as suspeitas chamam a atenção para a vulnerabilidade de idosos, e especialistas ouvidos pela Agência Brasil descrevem que o cenário no país é de aumento da exploração e agressão a essa população.

Só nos três primeiros meses de 2024 já foram registradas 42.995 denúncias de violações contra pessoas de 60 anos de idade ou mais na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). Número bem maior do que os do mesmo período de 2023, com 33.546 registros, e de 2022, com 19.764. Entre os abusos mais comuns este ano, destaques para negligência (17,51%), exposição de risco à saúde (14,68%), tortura psíquica (12,89%), maus tratos (12,20%) e violência patrimonial (5,72%).

E o que leva familiares a agredir ou a explorar os idosos? Cada caso tem particularidades, mas há fatores mais comuns como exaustão do cuidador, falta de preparo, desconhecimento da lei e condições socioeconômicas precárias. É o que explica Sandra Rabello, coordenadora de projetos de extensão do Núcleo de Envelhecimento Humano da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), e presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

“As famílias podem cometer esses crimes por falta de conhecimento e de preparo ao cuidar de pessoas fragilizadas. A falta de informação, de divulgação sobre a legislação, traz dificuldades nesse cuidado. As condições de vida, como o desemprego, também favorecem as pessoas a cometerem determinados crimes, como empréstimos consignados, extorsão, pressão sobre os idosos, violência psicológica. Outra questão é a exaustão sobre o cuidado de idosos, fragilizados ou com síndrome demencial. Isso pode prejudicar muito os relacionamentos dentro das famílias”, explica Sandra Rabello.

Para a especialista, é preciso olhar para além dos aspectos e responsabilidades individuais de cada crime. “E entender que há dimensões coletivas na violência contra os idosos, que começam com exclusão e invisibilidade. Falta um olhar mais atento da sociedade e ações mais concretas de órgãos públicos para fiscalizar o cuidado dos idosos”.

“Os idosos tendem a proteger filhos, netos que, às vezes, são dependentes químicos ou estão desempregados. A identificação de abusos pode surgir através da convivência de um profissional com a pessoa idosa, que vai observar os sinais e fazer uma intervenção. Nos casos de exploração, o profissional deve estimular a pessoa idosa a fazer a denúncia ao Ministério Público”, disse Sandra Rabello.

Entendimento semelhante tem Fatima Henriette de Miranda e Silva, presidente da Comissão de Atendimento à Pessoa Idosa da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ.

“Para prevenir essas violências, entendo ser necessário investir em educação e conscientização sobre os direitos dos idosos, promover o diálogo e o apoio dentro das famílias, proporcionar serviços de assistência social e psicológica para os idosos em situação de vulnerabilidade”, defende Fatima. “Importante ter campanhas, políticas públicas, com participação de governantes, familiares e toda a sociedade”.

Quando a violência acontece, aqueles que a presenciaram devem buscar os canais apropriados de denúncia. Em muitos casos, uma intervenção inicial é capaz de evitar problemas maiores, disse a advogada.

“Vítimas, familiares ou qualquer pessoa que testemunhe casos de abusos, denuncie imediatamente às autoridades competentes, como delegacias especializadas em proteção do idoso, o Ministério Público ou o Disque 100. Também estão sendo recebidas queixas nas delegacias de bairro”, recomenda Fatima.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reforça que o Disque 100 funciona 24 horas por dia, nos 7 dias da semana e registra denúncias de violações, dissemina informações e orienta a sociedade sobre a política de direitos humanos. O canal pode ser acionado por meio de ligação gratuita, discando 100 em qualquer aparelho telefônico. Pela internet, as denúncias podem ser feitas no site da Ouvidoria, pelo WhatsApp (61) 99611-0100) ou Telegram. O serviço também dispõe de atendimento na Língua Brasileira de Sinais (Libras), no site da Ouvidoria.

Fonte: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Zé Doca vive situação de calamidade pública após pior volume de chuvas da história

Em um único dia, no último domingo (14), a quantidade de água foi suficiente para romper açudes e provocar inundações em vários bairros. Mais de 200 famílias foram afetadas.

Moradores de Zé Doca, a cerca de 315 km de São Luís, ainda estão contabilizando as perdas provocadas pelo maior volume de chuva já registrado no município. A prefeitura já decretou estado de calamidade pública.

Em apenas 24h, foram mais de 136 milímetros de chuva no último domingo (14). De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), neste dia Zé Doca registrou o maior volume de chuva do país.

“Nunca tinha visto uma enchente dessas na minha vida”, afirmou o morador Rafael Souza, ao g1. Ele não teve grandes prejuízos, mas afirma que há moradores que perderam tudo.

Nas redes sociais, vídeos mostram como a água subiu, cobriu móveis e até veículos, no município. Casas e escolas foram afetadas, açudes foram rompidos e teve ponte que cedeu.

Apesar dos diversos prejuízos na cidade, a Prefeitura de Zé Doca afirma que não houve registro de desaparecidos ou óbitos, por causa das inundações. Ao todo, 207 famílias foram afetadas, totalizando 818 pessoas.

Atualmente, a água já baixou, mas as perdas materiais ficaram, especialmente nos bairros Amorim, Vila Nova, Vila Gusmão, Centro Diocesano, Novo Horizonte e o centro da cidade. Há registro de perdas de mobílias e eletrodomésticos, assim como prejuízos em veículos.

A Prefeitura de Zé Doca afirma que poucas famílias ficaram desalojadas e a maioria pôde retornar para suas residências após as águas baixarem. Porém, por causa dos prejuízos materiais, a prefeitura diz que busca meios para auxiliar os moradores. Um Projeto de Lei está sendo criado para tentar viabilizar um auxílio financeiro aos mais afetados.

“A Secretaria Municipal de Assistência Social, bem como a prefeita pessoalmente com todo seu gabinete, se colocou à disposição da população para ajudar no que fosse necessário. Rapidamente foi realizada a distribuição de alimentos e água mineral, oferecido abrigo aos que necessitavam e realizado um rápido levantamento dos danos de cada um dos atingidos. A prefeitura colocou todas as secretarias à disposição para ajudar as famílias com transporte para mudanças, locais para abrigos, alimentação, aluguel solidário, cestas básicas, dentre outros. (…) Enquanto gestão pública, reafirmamos mais uma vez o nosso compromisso em trabalhar e colaborar para minimizar os prejuízos causados às famílias em situação de vulnerabilidade”, declarou a Prefeitura de Zé Doca, em nota. Fonte: G1-MA.

 

TJ-MA lança edital para concurso público com mais de 40 vagas; provas serão aplicadas em São Luís, Imperatriz e Caxias

As inscrições para o concurso serão realizadas, exclusivamente, pela Internet, a partir das 16h do próximo dia 29 de abril indo até às 16h do dia 3 de junho.

Foi lançado, nesta quinta-feira (18), o edital para a realização de concurso público para o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). O certame é para provimento de 41 cargos efetivos de servidores e formação de cadastro de reserva.

As inscrições para o concurso serão realizadas, exclusivamente, pela Internet, a partir das 16h do próximo dia 29 de abril indo até às 16h do dia 3 de junho.

Veja o edital completo.

Para se inscrever, o candidato deverá:

* acessar a página do Instituto Consulplan, responsável pelo concurso;

* acessar o link para inscrição no certame;

* cadastrar-se através do requerimento específico disponível na página citada;

* optar pelo cargo/especialidade a que deseja concorrer;

* optar pelo município de realização das provas do concurso público;

* preencher o requerimento on-line de inscrição, indicando se deseja a isenção, a concorrência através das vagas reservadas e/ou atendimento especial;

* concluir a inscrição após a conferência dos dados fornecidos no requerimento on-line de inscrição;

* imprimir o boleto bancário que deverá ser pago impreterivelmente até a data de vencimento constante no documento.

Cargos oferecidos

O edital está oferecendo 41 vagas para os cargos de Analista Judiciário, Técnico Judiciário e Oficial de Justiça, além de cadastro de reserva.

Os cargos oferecidos no edital são:

Nível Médio

* Técnico Judiciário – Apoio Técnico Administrativo;

* Técnico Judiciário – Técnico em Contabilidade;

* Técnico Judiciário – Técnico em Informática – Software.

Nível Superior

* Analista Judiciário – Analista de Sistemas – Banco de Dados;

* Analista Judiciário – Analista de Sistemas – Desenvolvimento;  Analista de Sistemas – Governança e Gestão De Tic;

* Analista Judiciário – Analista e Sistemas – Segurança da Informação;

* Analista Judiciário – Analista de Sistemas – Suporte e Rede;

* Analista Judiciário – Arquivista;

* Analista Judiciário – Contador;  Analista Judiciário – Direito; Analista Judiciário – Estatístico;  Analista Judiciário – Historiador;

* Oficial de Justiça.

Com base no inciso VIII do artigo 37 da Constituição Federal, no Decreto Federal nº 9.508/2018 e na Lei Estadual nº 5.484/1992, o concurso está reservando 5% do total de vagas previsto para Pessoas com Deficiência (PcD), desde que a deficiência seja compatível com as atribuições do cargo em provimento.

Também estão sendo oferecidas 20% das vagas para candidatos negros, com base na Lei Estadual nº 10.404/2015, Lei Federal nº 12.990/2014 e Resoluções nº 203/2015 e nº 541/2023 do Conselho Nacional de Justiça.

Nesse caso, haverá o procedimento de heteroidentificação complementar à autodeclaração de ser preto, preta, pardo ou parda, que será realizado pela Comissão de Heteroidentificação e observará a Resolução nº 541/2023, do Conselho Nacional de Justiça.

Além disso, 3% das vagas serão reservadas para os candidatos que se autodeclararem indígenas, conforme Resolução nº 512/2023 do CNJ.

Taxas de inscrição

Os valores das taxas de inscrição são:

* R$ 70 – Técnico Judiciário (todas as especialidades)

* R$ 100 – Analista Judiciário (todas as especialidades)

* R$ 90 – Oficial de Justiça

Todos os candidatos inscritos, que não efetivarem o pagamento do boleto bancário neste período poderão reimprimir o documento, no máximo, até o primeiro dia útil posterior ao encerramento das inscrições (4 de junho de 2024) até as 20h, quando este recurso será retirado do sítio eletrônico www.institutoconsulplan.org.br.

O pagamento do boleto bancário, neste mesmo dia, poderá ser efetivado em qualquer agência bancária e seus correspondentes ou através de pagamento on-line.

As provas

Serão aplicadas provas objetivas e discursivas para todos os cargos do certame, ambas de caráter eliminatório e classificatório. As provas serão aplicadas nos municípios de São Luís, Imperatriz e Caxias.

Para os cargos de Analista, Técnico Judiciário – Técnico em Contabilidade e Técnico Judiciário – Técnico em Informática – Software, as provas serão realizadas no dia 14 de julho. Já as provas para o cargo de Técnico Administrativo, as provas serão aplicadas no dia 21 de julho.

Remuneração

A remuneração básica, bem como os benefícios dos ocupantes de cargos/especialidades são:

* Técnico Judiciário: R$ 4.960,21 (vencimento básico), R$ 1.750 (auxílio-alimentação), além de adicional de qualificação;

* Analista Judiciário: 9.234,83 (remuneração),  R$ 1.750 (auxílio-alimentação), além de adicional de qualificação;

* Oficial de Justiça: R$ 7.724  (vencimento básico),  R$ 1.750 (auxílio-alimentação), além de adicional de qualificação.Por: G1 MA

Homem é morto com tiros na cabeça em Santa Rita, na PB

Homem é morto com tiros na cabeça em Santa Rita, na Paraíba — Foto: TV Cabo Branco

De acordo com informações do Instituto de Polícia Científica (IPC), o homem sofreu disparos nas costas e, ao cair, foi baleado no rosto. A Polícia investiga o caso.

Um homem, que não teve a identidade revelada, foi morto com vários tiros na tarde desta quarta-feira (17), na cidade de Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa. A polícia ainda investiga a motivação por trás do homicídio.

De acordo com informações do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC), o homem sofreu disparos nas costas e, após cair, foi baleado no rosto algumas vezes. Além disso, pela perícia realizada no local, o homem que morreu não foi perseguido antes de vir a óbito e estava parado quando foi vítima dos disparos. Os primeiros tiros foram disparados à distância, conforme a investigação.

Além disso, nenhum pertence foi encontrado junto ao homem e até a última desta matéria ele não foi identificado.

A Polícia Civil continua investigando o caso. Fonte: G1-PB

Polícia prende integrantes de facção com espadas e drone durante operação contra tráfico de drogas em Teresina

Denarc apreende espadas e drone durante operação contra tráfico de drogas no PI — Foto: Raví Marques/TV Clube

Além de apreender os objetos com membros de uma facção criminosa, o Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) cumpre dez mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.

O Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) cumpre, na manhã desta quinta-feira (18), mandados de prisão e de busca e apreensão contra membros de uma facção criminosa em Teresina. Até o momento, nove pessoas foram presas.

Ao todo, foram expedidos 10 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão. Durante o cumprimento, o Denarc apreendeu, além de celulares, armas de fogo e dinheiro, três espadas e um aparelho de drone, os quais eram utilizados pelos faccionados no tráfico de drogas em todas as zonas da capital.

Segundo o delegado Samuel Silveira, as prisões realizadas na operação visam combater o tráfico, mas também os crimes de homicídios e assaltos à mão armada.

“Um alvo em específico já havia sido condenado a 14 anos de prisão por homicídio. O drone era utilizado pela facção para observar o funcionamento da atividade policial”, explicou o delegado.

 

Silveira apontou ainda que, por meio dos suspeitos presos nesta quinta, o Denarc espera aprofundar as investigações e descobrir outros envolvidos com crimes violentos em Teresina. Fonte: G1-PI.

Presos suspeitos de assaltarem clientes de restaurante na avenida Litorânea, em SL

Presos suspeitos de assaltarem clientes de restaurante na avenida Litorânea em São Luís — Foto: Divulgação

Dois homens foram presos nesta quarta-feira (17) apontados como autores de um assalto a um restaurante na avenida Litorânea, na orla de São Luís. Os presos foram identificados como Nataniel Martins Reis, de 29 anos, e Rafael Silva Lima, de 24 anos.

O crime aconteceu na última segunda-feira (15) e foi registrado por câmeras de segurança. Nas imagens, é possível ver a dupla chegando a pé no estabelecimento comercial e, com uma arma de fogo, aborda os clientes do restaurante. Após pegarem objetos de valor das vítimas, os homens fogem do local a pé.

Após o crime, a Polícia Civil do Maranhão deu início às investigações, para identificar e prender a dupla.

Os homens, que já possuem várias passagens pela polícia, foram presos nesta quarta, em ações distintas da Seccional Norte. Nataniel Martins já tinha um mandado de prisão preventiva em aberto, solicitado ao Poder Judiciário pela Delegacia de Roubos e Furtos. Já Rafael Silva foi autuado em flagrante por porte de munição, de arma e, também, por tráfico de drogas.

Alguns dos objetos levados pelos criminosos durante o assalto foram apreendidos com a dupla no momento das prisões.

Presos suspeitos de assaltarem clientes de restaurante na avenida Litorânea em São Luís — Foto: Divulgação

Ainda de acordo com a polícia, os presos confessaram ser eles os homens que aparecem nas imagens das câmeras de segurança do restaurante abordando as vítimas.

Após os procedimentos legais na Delegacia, os dois suspeitos foram colocados à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA.

Haddad diz esperar acordo do G20 até novembro para taxar super-ricos

17/04/2024- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante reunião G20 Brazil em Washington: Evento na U.S Chamber of Commerce. Foto: Diogo Zacarias/MF

Grupo que reúne as 20 maiores economias do planeta, a União Europeia e a União Africana, o G20 pode chegar a um acordo sobre a taxação de super-ricos até novembro, disse nesta quarta-feira (17) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em viagem aos Estados Unidos, o ministro disse que o governo do presidente Joe Biden apoia a medida, proposta pelo Brasil, que exerce a presidência do G20 até novembro deste ano.

“Podemos, em julho, e depois, em novembro, soltar um comunicado político com um consentimento dos membros do G20 dizendo que, sim, essa proposta precisa ser analisada, tem procedência e que vale a pena, ao longo de três ou quatro anos, nos debruçarmos sobre ela para ver sobre o que nós estamos falando”, disse o ministro, em entrevista coletiva ao lado do ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire.

Apesar do aparentemente entrosamento, o ministro da Fazenda disse ser necessário que os países do G20 tratem o assunto como prioridade nos próximos anos. Segundo Haddad, é preciso haver coordenação internacional porque a taxação por apenas um país seria ineficaz e criaria conflitos de interesse. “Se algum país achar que vai resolver esse tipo de injustiça sozinho, ele vai ser prejudicado por uma espécie de guerra fiscal entre os Estados nacionais”, advertir o ministro.

Em relação ao engajamento de outros países, Haddad citou o governo do presidente Joe Biden como potencial aliado. “Especificamente, a administração Biden tem dado sinais claros de que algo precisa ser feito [sobre a taxação de super-ricos]. Ou no plano doméstico, ou no plano internacional”, afirmou.

Sobre o Brasil, o ministro da Fazenda disse ser necessária vontade política para que a proposta avance. De acordo com Haddad, o comunicado conjunto do G20 deverá ter três eixos: o intercâmbio de dados entre os países; o apoio técnico da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE); e um prazo curto para implementação das medidas, que mostre o compromisso dos países com a taxação.

O ministro francês Bruno Le Maire disse concordar com a necessidade de aprovação da medida. “Essa é apenas uma questão de vontade política e de determinação política”, declarou.

Endividamento

De manhã, Haddad disse que o mundo pode estar à beira de uma nova crise de endividamento, após os gastos com a pandemia de covid-19 e a alta da inflação no planeta. Em evento do G20 de combate à pobreza e à fome, ele afirmou que nenhum país conseguirá superar o problema isoladamente. Segundo o ministro, a taxação dos mais ricos é essencial para reduzir a dívida.

“As conversas sobre tributação estão explorando formas inovadoras de fazer com que super-ricos paguem sua justa cota de impostos, contribuindo, assim, para ampliar o espaço fiscal adicional para a implementação de políticas públicas contra a fome e a pobreza”, declarou o ministro.

Nesta quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI), que promove a reunião anual de primavera em Washington, revisou para baixo o crescimento da dívida pública brasileira. Conforme a instituição, a dívida bruta subirá de 84,7% em 2023 para 86,7% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, contra estimativa anterior de 90,3% do PIB em 2024.

Apesar da desaceleração o FMI recomendou que o Brasil faça um esforço fiscal mais “ambicioso” e corte mais gastos ou aumente a arrecadação. Haddad avaliou como positiva a revisão das projeções.

“O fato de o FMI dizer que nossa dívida está se estabilizando num patamar melhor do que eles supunham inicialmente é significativo, mas o desafio existe. Se tem uma pessoa que nunca negou que temos um desafio fiscal, é este que vos fala”, declarou o ministro.

Agenda

Até sexta-feira (19), Haddad participa da reunião de primavera do FMI e do Banco Mundial, além de promover uma segunda reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20. Nesta quinta (18), Haddad presidirá a segunda reunião ministerial do G20, às 10h (horário local), também na sede do FMI, e dará uma entrevista coletiva por volta das 13h.

À tarde, o ministro terá uma reunião bilateral com o ministro de Finanças da China, Lan Fo’an. Em seguida, o ministro participará de uma reunião fechada promovida pelo FMI e pelo G20 sobre riscos para a economia global.

Fonte: Agência Brasil Edição: Nádia Franco

PEC das Drogas é inconstitucional e deve agravar cenário de violência

Maconha

O Senado aprovou, nesta terça-feira (15), em dois turnos, a proposta que inclui no artigo 5º da Constituição Federal a criminalização da posse e do porte de qualquer quantidade de droga ilícita.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a medida, além de inconstitucional, deve agravar o cenário atual de violência, encarceramento e desigualdade social. A avaliação é que descriminalizar as drogas e promover uma regulamentação seria uma solução mais eficiente.

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) teve 53 votos favoráveis e nove contrários no primeiro turno, e 52 favoráveis e nove contrários no segundo turno.

“É a demonstração de que o Senado Federal deu as costas para a Constituição e abraçou essa política de drogas racista, genocida, super encarceradora e que fortalece facções criminosas”, avalia o advogado Cristiano Maronna, diretor do Justa, centro de pesquisa que atua no campo da economia política da justiça.

Para o especialista, a descriminalização e a regulamentação seriam mais eficientes do que a alteração aprovada no Senado. “É essa a direção em que países com democracias de alta densidade estão seguindo. Já o Brasil está no rumo seguido pelas autocracias e ditaduras”, disse o advogado, que é mestre e doutor em direito pela Universidade de São Paulo (USP).

A PEC, que agora será avaliada pela Câmara dos Deputados, foi articulada após o Supremo Tribunal Federal (STF) voltar a pautar o julgamento da descriminalização do porte da maconha para uso pessoal, determinando a diferenciação entre usuário e traficante. Um pedido de vista do ministro Dias Toffolli suspendeu o julgamento em março. A matéria está em 5 votos a 3 para a descriminalização somente do porte de maconha para uso pessoal.

Cristiano Maronna defende que o Supremo, ao votar o tema, está exercendo uma função típica de corte constitucional, que é declarar inconstitucional uma norma jurídica. “Além disso, o Supremo também exerce uma função contramajoritária ao impedir a ditadura da maioria política, quando a maioria política está alinhada para violar direitos fundamentais”, acrescentou.

Proibição

O advogado Erik Torquato, membro da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, avalia que a proibição é ineficaz. Segundo ele, a criminalização gera um efeito colateral muito maior do que as próprias substâncias em circulação na sociedade. O especialista defende que a regulamentação é o caminho mais eficiente e racional. “As substâncias que mais causam danos sociais nas famílias e na sociedade, prejuízo ao atendimento público de saúde, não são criminalizadas. E uma política pública eficiente de controle de substância, que é o controle do tabagismo, passou longe da criminalização”, disse.

Membro do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) e integrante da Rede Reforma, a advogada Cecilia Galicio destaca que não há no mundo precedentes de criminalização constitucional do uso de substâncias.

“Acredito e torço por uma mobilização social não só capaz de reconhecer a indignidade da criminalização, como também em ações que discutam o movimento global de lidar com a questão do uso de substâncias sob a ótica dos direitos humanos, afinal, o tráfico de drogas é internacional, e não há solução local possível sem compreendermos esse fenômeno como um todo”, disse.

A conselheira do Conad ainda ressalta que a PEC trata de um tema que o STF já sinaliza como inconstitucional. “Com a iminência da decisão do STF, a princípio, dependendo do andamento do julgamento e da votação final na Câmara, viveremos um período de vacância, no qual podemos estar tanto sob a égide de uma lei mais justa, que seria a descriminalização, para rapidamente voltarmos à regência de uma lei injusta e retrógrada como pretende o Senado”.

STF

Erik Torquato afirmou que a PEC das drogas é inconstitucional e uma afronta ao artigo 5º da Constituição, uma cláusula pétrea de proteção de direitos e garantias fundamentais, que se dedica a proteger os cidadãos contra arbítrios do Estado. Ele explica que o artigo só poderia ser alterado para expandir tais proteções e garantias, jamais para restringi-las. Isso porque a Constituição não permite a diminuição e o retrocesso de direitos.

“Essa alteração que está sendo proposta [pelo Senado] insere no artigo 5º a restrição a um direito, a uma garantia fundamental, ele viola frontalmente o direito à intimidade, à vida privada, à dignidade, previsto na Constituição. Então o Supremo poderá ser chamado a se manifestar sobre isso, e ele pode se manifestar já dentro do recurso extraordinário [sobre descriminalização de drogas]”, disse.

Em 2015, quando o julgamento começou, os ministros começaram a analisar a possibilidade de descriminalização do porte de qualquer tipo de droga para uso pessoal. No entanto, após os votos proferidos, a Corte caminha para restringir a decisão somente para a maconha. A legislação atual, além de prever penas, ainda que atenuadas, para quem for pego portando drogas para consumo próprio, não define a quantidade que difere o traficante do usuário.

Conforme os votos proferidos no STF até o momento, há maioria para fixar uma quantidade de maconha para caracterizar uso pessoal, e não tráfico de drogas, que deve ficar entre 25 e 60 gramas ou seis plantas fêmeas de Cannabis. A quantidade será definida quando o julgamento for finalizado. No caso concreto que motivou o julgamento no STF, a defesa de um condenado pede que o porte de maconha para uso próprio deixe de ser considerado crime. O acusado foi detido com três gramas de maconha.

Violência policial

Para o especialista da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, uma vez incluída a criminalização dos usuários na Constituição, haverá um aumento da repressão. “Sem sombra de dúvida, com a promulgação dessa emenda constitucional que criminaliza os usuários, aqueles que atuam na repressão ao varejo e ao consumo se sentirão ainda mais legitimados para implementar a política que já é implementada de combate às drogas”, disse Torquato.

Além disso, ele aponta que a PEC das Drogas representa a garantia do comércio de substâncias ilícitas centralizado no crime organizado. “É a constitucionalização do monopólio do tráfico de drogas na mão do crime organizado. Ou seja, é um desserviço à sociedade o que o Congresso Nacional está prestes a fazer.”

O advogado ressalta que o desdobramento mais natural da PEC é o acirramento de uma disputa de narrativa, no âmbito da criminalização de usuários e da perseguição violenta ao varejo de tais substâncias, o que tem o potencial de impactar uma população já vulnerável, residente em áreas de pouca assistência social, de baixo desenvolvimento humano, como as periferias das grandes cidades e o interior dos estados.

“[Locais] onde o Poder Público se mostra muito deficiente na garantia dos direitos e garantias fundamentais – saneamento básico, educação, segurança – e onde os grupos armados têm uma presença mais efetiva, que é também onde o combate violento ao comércio dessas substâncias ocorre. Certamente, os jovens pretos periféricos que moram nessas zonas de baixo desenvolvimento humano, nas periferias, nas favelas, eles se tornarão ainda mais vulneráveis a uma política de repressão que é violenta, estigmatizante e criminalizante”, alerta.

Cristiano Maronna enfatiza que o voto do ministro do STF Alexandre Moraes, neste caso da descriminalização, escancarou o modo disfuncional como a lei de drogas é aplicada atualmente, já que a mesma quantidade para um jovem negro periférico caracteriza tráfico e para pessoas brancas em bairros nobres caracteriza uso pessoal.

“O ministro faz um verdadeiro libelo contra o sistema de justiça – polícia, Ministério Público e judiciário – ao reconhecer que, depois que a lei de drogas entrou em vigor, usuários negros, pobres, periféricos e com baixa instrução passaram a ser tratados como traficantes em comparação com pessoas brancas flagradas com a mesma quantidade de drogas. Para o Senado Federal, essa situação não é um problema, isso não sensibilizou os senadores”, disse.

Saúde

Em relação a pessoas que fazem uso abusivo de drogas, Maronna aponta que a PEC fala em tratamento e avalia que isso se configura “um risco de massificação das comunidades terapêuticas, de implementação de medidas higienistas, como a internação forçada, que tem um índice baixíssimo de eficácia”.

Erik Torquato reforça que o tratamento de pessoas que fazem uso abusivo de substâncias jamais poderia estar previsto numa norma de cunho criminal. “Tratar pessoas que são doentes dentro de uma norma penal é um contrassenso, é criminalizar a condição de saúde da pessoa. É dizer que uma pessoa está doente porque ela é criminosa, ou é criminosa por estar doente”, disse.

Segundo ele, a criminalização dessas pessoas, promove, na verdade, seu afastamento dos equipamentos de saúde, cuidado e atenção. “Nós estamos afastando essas pessoas de uma atenção humanizada, de uma política pública humanizada. É inadmissível tratar aquilo que é assunto de saúde pública numa norma criminalizante.”

Diretora-executiva do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Marina Dias aponta que a lei de drogas aprovada em 2006, embora tenha problemas, muda o olhar em relação ao usuário, passando a ter uma perspectiva mais humanista e integrativa, além de despenalizar.

“Quando se traz a criminalização de novo, novamente afasta esse cidadão da política de saúde pública. Tem aí um recado de que aquilo que ele faz é crime. E joga-se para debaixo do tapete um problema que é super importante de ser enfrentado a partir de uma perspectiva de saúde, a partir de uma perspectiva de educação, de conscientização”, avalia.

Ela reafirma a inconstitucionalidade da proposta de emenda à Constituição sobre as drogas, já que restringe as garantias fundamentais e individuais.

“São vários passos atrás, é um retrocesso tremendo e não existe nenhum precedente em outro país democrático de levar para a Constituição Federal a criminalização de qualquer droga”, finaliza.

Agência Brasil pediu posicionamento do Ministério da Justiça e do Ministério dos Direitos Humanos sobre desdobramentos e impactos da PEC das Drogas em políticas públicas e no contexto de violação de direitos, mas não obteve resposta até a conclusão da reportagem.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aline Leal