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Lula chama guerra em Gaza de genocídio e critica “hipocrisia”

Cerimônia de Lançamento da Seleção Petrobras Cultural – Novos Eixos

Fotos Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar publicamente sobre a guerra de Israel na Faixa de Gaza, dias após a repercussão de uma entrevista em que ele comparou as ações militares israelenses no território palestino ao Holocausto contra judeus da 2ª Guerra Mundial. Ao discursar no lançamento do programa Petrobras Cultural, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (23), o presidente classificou o conflito militar como genocídio e responsabilizou o governo de Israel pela matança que já vitimou cerca de 30 mil civis, principalmente mulheres e crianças palestinas.    

“Quero dizer para vocês, agora, eu não troco a minha dignidade pela falsidade. Quero dizer a vocês que sou favorável à criação do Estado Palestino livre e soberano. Que possa, esse Estado Palestino, viver em harmonia com o Estado de Israel. E quero dizer mais: o que o governo de Israel está fazendo contra o povo palestino não é guerra, é genocídio, porque está matando mulheres e crianças”, afirmou o presidente.

“Não tentem interpretar a entrevista que eu dei na Etiópia, leia a entrevista ao invés de ficar me julgando pelo que disse o primeiro-ministro de Israel. São milhares de crianças mortas e desaparecidas. E não está morrendo soldado, estão morrendo mulheres e crianças dentro de hospital. Se isso não é genocídio, eu não sei o que é genocídio”, prosseguiu Lula, fazendo referência à declaração concedida no último domingo (18), em Adis Abeba, na Etiópia, quando comparou a ação de Israel em Gaza ao que Adolf Hitler tinha promovido contra os judeus na 2ª Guerra Mundial.

Na ocasião, o comentário fez o governo de Israel declarar Lula persona non grata no país. Em resposta, o governo brasileiro convocou de volta ao país o embaixador em Tel Aviv “para consultas”. Além disso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou o chanceler do governo israelense, Israel Katz, por declarações dadas nos últimos dias sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Hipocrisia

O presidente ainda afirmou que o governo brasileiro trabalha para uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que inclua representações permanentes de países da América Latina, da África, da Índia e outras nações. Ele ainda criticou os vetos do governo dos Estados Unidos às resoluções da ONU para um cessar-fogo em Gaza e, sem citar nomes, chamou de “hipócrita” a classe política pela inação diante dos conflitos em curso.  

“Somente quando a gente tiver um conselho [de segurança] da ONU democrático, com mais representação política, e somente quando a classe política deixar de ser hipócrita, somente quando ela encarar as verdades. Não é possível que as pessoas não compreendam o que está acontecendo em Gaza. Não é possível que as pessoas não tenham sensibilidade com milhões de crianças que vão dormir todo santo dia com fome, porque não têm um copo de leite, apesar do mundo produzir alimento em excesso”, afirmou.

O presidente apelou por mais política para a solução de guerras. “É importante que as pessoas saibam enquanto é tempo de saber. Nós precisamos ter consciência que o que existe no mundo hoje é muita hipocrisia e pouca política. A gente não pode aceitar guerra na Ucrânia, como não pode aceitar a guerra em Gaza, como não pode aceitar nenhuma guerra”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Mulheres são maioria dos candidatos no concurso unificado

Brasília (DF), 23/02/2024,  A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, durante entrevista coletiva sobre dados finais das inscrições do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).  Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Dos mais de 2,1 milhões de candidatos com inscrições confirmadas no Concurso Público Nacional Unificado, 56% são do sexo feminino, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas. O dado faz parte das informações consolidadas divulgadas nesta sexta-feira (23) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Os candidatos irão disputar 6.640 vagas em 21 órgãos federais. As provas serão aplicadas no dia 5 de maio em 220 cidades de todas as unidades da Federação.

De acordo com o ministério, 76,2% dos inscritos pagaram a taxa – de R$ 60 ou R$ 90, percentual acima da média histórica de concursos públicos (60%), totalizando arrecadação de R$ 126 milhões. De acordo com o governo, o valor é suficiente para arcar com os custos do processo seletivo.

Segundo os dados, 19% dos inscritos não fizeram o pagamento da taxa. Desta forma, 2,1 milhões, entre pagantes e isentos, estão aptos a fazer as provas.

A maior parte dos candidatos (20,5%) informou ter renda entre R$ 2.825 e R$ 4.236. Apenas 6,3% disseram ter remuneração superior a R$ 14.120.

Do total de candidatos, 420.793 vão disputar uma vaga dentro da cota para negros; 45.564, para pessoas com deficiência e 10.444, para indígenas. E 54.219 inscritos solicitaram atendimento especial, como lactantes.

Blocos e cargos mais disputados

O Bloco 8, de nível médio, recebeu o maior número de inscrições: 701.029. Em seguida, aparece o Bloco 7, de nível superior e com cargos relacionados à gestão governamental e administração pública, que teve 429.370 inscritos.

Os cargos com mais candidatos inscritos são de nível médio: técnico em indigenismo, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (nível médio), com 323.250 candidatos; e técnico em informações geográficas e estatísticas para Região Nordeste, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (316.543).

No nível superior, o cargo com mais inscrições é para auditor fiscal do trabalho do Ministério do Trabalho (315.899), com oferta de 900 vagas.

Cidades com maior número de candidatos

As capitais lideram a lista das cidades com o maior número de candidatos: Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte. Fora das capitais, a cidade com mais inscritos é Feira de Santana, na Bahia.

De acordo com o ministério, irão participar candidatos de 5.555 municípios. Para a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, o indicador mostra que o concurso conseguiu alcançar uma parte significativa da população, já que as provas serão aplicadas a menos de 100 quilômetros da cidade onde o candidato reside.

Novas datas do concurso unificado

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Mais de 1,5 mil organizações sociais vão elaborar sugestões ao G20

Rio de Janeiro (RJ) 20/02/2024 – O embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores e Sherpa do G20 Brasil, fala à imprensa sobre a  Reunião de Chanceleres do G20, na Marina da Glória. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

G20, fórum internacional que reúne governos de 19 das principais economias do mundo, além de dois blocos de países, reúne cúpulas anuais com chefes de governo, chanceleres e ministros da Economia para discutir temas de relevância internacional e definir propostas para a agenda global nos próximos anos, em áreas como saúde, segurança internacional, meio ambiente e economia, entre outros.

O resultado dessas discussões é um comunicado oficial, divulgado ao final de cada reunião de cúpula. Para contribuir para a produção desse documento, todos os anos a sociedade civil e outras autoridades se organizam em 13 grupos de engajamento, especializados em diversos temas, como negócios, direitos trabalhistas, justiça, negócios, juventude e mulheres.

As organizações sociais têm seu próprio grupo, chamado de C20 – sigla para Civil 20. “Cada um dos grupos de engajamento tem uma governança autônoma do G20. No caso C20, ela é totalmente gerida por organizações da sociedade civil. Há uma independência das organizações e movimentos sociais na maneira como o C20 atua. E o seu principal propósito é elaborar propostas para incidir sobre os líderes globais nas rodadas”, explica o atual coordenador do C20, Henrique Frota, que dirige a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ONG).

Segundo ele, cerca de 1,5 mil organizações sociais, de mais de 60 países, já se inscreveram para participar do processo de construção do documento que será negociado com os governos das nações que integram o G20 até novembro, quando ocorre a próxima reunião de cúpula do grupo, na cidade do Rio de Janeiro. Como as inscrições ainda estão abertas, esse número poderá ser ainda maior.

“Os trabalhos vão ser realizados de março até junho, para a produção das suas propostas. O C20 não parte do zero. Ele já tem 10 anos de construção. O grupo existe desde 2013. Então, a elaboração das propostas deste ano não são necessariamente propostas que vamos construir do nada. Vamos construir a partir de acúmulos e dos debates internacionais que o grupo já tem”, disse Frota.

Segundo ele, no entanto, como a cúpula deste ano ocorre no Brasil, é natural que alguns assuntos se destaquem nas discussões do C20.

“Existe todo um desejo de que as organizações e os movimentos sociais brasileiros consigam agregar seus valores e reivindicações. E as prioridades da presidência brasileira, em relação ao enfrentamento da fome e pobreza, o desenvolvimento sustentável, transição energética e reforma do sistema multilateral acabam guiando os debates”, disse.

Frota explica que alguns temas são de interesses de diferentes grupos de engajamento, por isso, além das negociações com os governos, haverá conversas com outros grupos, como o L20 (que reúne sindicatos), o W20 (sobre assuntos relacionados à igualdade de gênero) e o T20 (que engaja experts e instituições especializadas em assuntos socioeconômicos).

Entre os outros grupos de engajamento, estão P20 (que reúne lideranças parlamentares), S20 (cientistas), B20 (empresas), U20 (autoridades urbanas), Y20 (jovens) e J20 (supremas cortes).

Entendendo o G20

Nesta sexta-feira (23), o C20 lançou, em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisas dos Brics (Brics Policy Center), da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), um guia para que a população entenda o que é e como funciona o G20.

O Caderno para Entender o G20 pode ser acessado no site do Brics Policy Center. O G20 é formado pelos governos de 19 países – África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia -, além da União Europeia e da União Africana. Esta última passou a integrar o grupo em 2023.

Fonte: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Haddad presidirá reunião do G20 com ministros de Finanças

Brasília(DF), 23/01/2024 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala sobre o programa Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto). Foto:Wilson Dias/Agência Brasil

A cidade de São Paulo sediará a primeira reunião em nível ministerial da Trilha de Finanças do G20, grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo, mais a União Africana e União Europeia. Entre os dias 28 e 29 de fevereiro, ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos países membros se reúnem no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, representarão o Brasil.

O encontro será precedido da segunda reunião de deputies, representantes em nível vice-ministerial de Finanças e bancos centrais, nos dias 26 e 27, no mesmo local. Nessa reunião, o Ministério da Fazenda será representado pela embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais da pasta e coordenadora da Trilha de Finanças.

A Trilha de Finanças do G20 propôs uma agenda que se inicia com o debate sobre o papel de políticas públicas no combate às desigualdades, em linha com as prioridades gerais do Brasil no G20.

A reunião ministerial também trará à tona as perspectivas globais sobre aspectos macroeconômicos, como crescimento, emprego, inflação e estabilidade financeira. Serão debates em busca de melhores práticas para lidar com a dívida global crescente e financiamento para o desenvolvimento sustentável, taxação internacional e como as nações vislumbram o setor financeiro para um futuro próximo.

Com as participações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o primeiro encontro de deputies da Trilha de Finanças aconteceu em dezembro de 2023, em Brasília. Na ocasião, também houve o primeiro encontro conjunto da Trilha de Sherpas e Finanças, mostrando o comprometimento da presidência brasileira no G20 em propor soluções construídas pelo diálogo entre as trilhas.

Confirmações

Entre membros e convidados, 27 delegações já confirmaram presença na 1ª Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais. A Secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen; o ministro de Finanças da Alemanha, Christian Lindner; o comissário para o Comércio e Indústria da União Africana, Albert Muchanga; a ministra das Finanças da Indonésia, Sri Indrawati; e o ministro da Economia da Argentina, Luis Toto Caputo, confirmaram presença.

Representantes de alto nível de 16 de organizações e bancos internacionais, convidados oficiais de toda a Trilha de Finanças, também estarão presentes. Dentre eles, a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff; o presidente do Banco Mundial, Ajay Bang; o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Ilan Goldfajn; a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva; e o presidente do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, Jin Liqun.

Membros e convidados que confirmaram presença na reunião: África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, União Europeia, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Nigéria, Noruega, Portugal, Reino Unido, Rússia, Singapura, Suíça, Turquia e União Africana.

Fonte: Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio

Mais de 90% dos brasileiros contam com serviço de coleta de lixo

Garis recolhem lixo no sítio arqueológico do Cais do Valongo, na região portuária, alagado depois das chuvas.

Os serviços de coleta de lixo, direta ou indireta, beneficiavam 90,9% dos brasileiros em 2022, segundo dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra que 82,5% dos moradores têm seus resíduos sólidos coletados diretamente no domicílio por serviços de limpeza.

O censo aponta que 8,4% dos brasileiros precisam depositar seu lixo em uma caçamba, para que seja coletado pelas equipes de limpeza. A proporção de coleta de lixo, direta e indireta, no Censo de 2000, subiu de 76,4% para 85,8% em 2010, chegando aos 90,9% em 2022.

“As unidades da federação que têm menor proporção de coleta em 2022, como Piauí, Acre e Maranhão, tiveram bastante elevação de 2010 para 2022. O Maranhão, por exemplo, foi o estado que mais elevou a proporção da população atendida por coleta de lixo”, disse o pesquisador do IBGE Bruno Perez.

Os percentuais de cobertura subiram de 53,5% para 69,8% no Maranhão, de 60,1% para 73,4% no Piauí e de 71,2% para 75,9% no Acre. São Paulo é o estado com maior cobertura (99%). Em 2010, eram 98,2%.

Entre os 9,1% que não têm acesso à coleta de lixo, 7,9% precisam recorrer à queima dos resíduos em sua propriedade, 0,3% enterram em sua propriedade, 0,6% jogam em terrenos baldios ou áreas públicas e 0,3% dão outro destino.

Água

Em relação ao acesso à água para consumo, 82,9% dos brasileiros são abastecidos por redes gerais de distribuição, 9% por poços profundos ou artesianos, 3,2% por poços rasos ou cacimbas e 1,9% por fontes, nascentes ou minas. Essas quatro modalidades são, segundo o IBGE, consideradas adequadas pelo Plano Nacional de Saneamento Básico, e totalizam 96,9%.

“É claro que o Plano Nacional de Saneamento estabelece essas formas como adequadas desde que a água seja potável e não falte água. Essas características, de potabilidade e intermitência, a gente não investiga no censo. Então, a gente não consegue dizer se, de fato, essa população tem fornecimento de água que seria adequado”, ressalta Perez.

Não é possível comparar o abastecimento de água por rede geral com 2010 porque houve mudança conceitual na pesquisa. Em 2010, o censo perguntou apenas qual era a “melhor forma” de abastecimento da residência, mas não questionou se a principal fonte de uso era a água canalizada.

O Censo 2010 detectou que 81,5% das pessoas tinham acesso ao abastecimento pela rede geral.

Já em 2022, o censo perguntou se tinha acesso à rede geral e qual era a principal forma de abastecimento de água. Naquele ano, 86,6% dos brasileiros eram abastecidos pela rede geral, mas 3,7% recorriam principalmente a outras fontes.

Além das quatro fontes consideradas adequadas, outras modalidades de acesso à água no país são carro-pipa (1,1%), água da chuva armazenada (0,6%), rios, açudes, córregos, lagos e igarapés (0,9%) e outras (0,6%).

Apesar da baixa relevância nacional, o abastecimento por carro-pipa é a principal forma em 68 municípios do país, todos eles no Nordeste. A água de chuva é predominante em 21 municípios nordestinos. Já os rios são a principal fonte para 18 municípios, sendo 17 no Norte.

Em 2022, 95,1% dos moradores tinham canalização interna em suas residências e 2,5% só tinham canos no terreno e 2,4% não tinham canalização. Em 2010, os percentuais eram de 89,3%, 4% e 6,8%, respectivamente.

Tipos de moradia

As casas são o principal tipo de domicílio no Brasil. São 84,8% dos brasileiros vivendo nesse tipo de moradia. Em segundo lugar, aparecem os apartamentos (12,5%), seguidos por casas em vilas ou em condomínios (2,4%).

Outros tipos de residência registrados são casa de cômodos ou cortiços (0,2%), habitação indígenas sem parede/malocas (0,03%) e estruturas residenciais permanentes degradadas ou inacabadas (0,04%).

Os únicos três municípios em que os apartamentos superam as casas são Santos e São Caetano do Sul, ambos em São Paulo, e Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Entre as unidades da federação, a maior proporção de pessoas vivendo em apartamentos é encontrada no Distrito Federal (28,7%), enquanto o Piauí tem a maior parcela de moradores vivendo em casas (95,6%).

Fonte: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Estudo aponta impacto etnorracial no desenvolvimento infantil

Estudo do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) sugere que etnia e cor da gestante afetam a trajetória de ganho de peso e crescimento de seus filhos. Em especial, a pesquisa alerta para maior desigualdade em relação ao desenvolvimento infantil de filhos de mulheres indígenas.

Publicada no periódico BMC Pediatrics, a pesquisa constatou que filhos de mães indígenas tiveram maiores taxas de baixa estatura para a idade (26,74%) e baixo peso para a idade (5,90%). Características de magreza foram mais prevalentes entre crianças filhas de mães pardas e pretas (5,52% e 3,91%, respectivamente), indígenas (4,20%) e de descendência asiática (5,46%), em relação às crianças filhas de mulheres brancas (3,91%).

Foi avaliada ainda a incidência de padrões de baixa estatura para a idade e baixo peso entre os filhos de mulheres de diferentes grupos etnorraciais. De acordo com os resultados, a taxa de prevalência destas questões foi maior entre crianças nascidas de mães indígenas (26,71% e 5,90%), seguidos por crianças de mulheres pardas (11,82% e 3,77%) e de mães com descendência asiática (10,99% e 3,64%), mães pretas (10,41 e 3,48%), e entre mulheres brancas (8,61% e 2,48%). 

De forma geral, os achados da equipe de pesquisa demonstram como a vulnerabilidade social de uma gestante pode afetar o desenvolvimento de seus filhos. Para Helena Benes, primeira autora do artigo, esses índices podem “ser atribuídos a uma série de fatores decorrentes do impacto persistente do racismo estrutural em nossa sociedade”.

“O racismo pode influenciar desde o acesso desigual a oportunidades de trabalho e educação até o nível de estresse enfrentado em diferentes comunidades. Enquanto medidas governamentais e de saúde pública para eliminar o racismo não forem suficientes, continuaremos a ver seus efeitos prejudiciais, inclusive no crescimento das crianças”, disse a pesquisadora.

No total, foram avaliadas as informações de 4.090.271 crianças, nascidas entre janeiro de 2003 e novembro de 2015, e que tiveram seu desenvolvimento acompanhado no período entre 2008 e 2017.

Do grupo total, formado por mais de 4 milhões de crianças, analisado nos estudos, 64,33% eram filhos de mães pardas, 30,86% de mães brancas, 3,55% de mães pretas; 0,88% de mães indígenas e 0,38% de mães com descendência asiática.

Os resultados obtidos indicaram que filhos de mães indígenas apresentaram, em média, 3,3 centímetros a menos que os nascidos de mães brancas. Crianças de mães pardas também apresentaram uma média menor de altura (0,60 cm a menos), seguidos pelos nascidos de mães pretas (0,21 cm a menos) e descendentes asiáticos (0,39 cm a menos). 

“Embora a literatura científica já tenha discutido amplamente como o racismo impacta em desfechos negativos ao nascer, como prematuridade e baixo peso, poucos estudos se aprofundaram no impacto do racismo no crescimento infantil de crianças brasileiras”, afirmou Helena.

Em relação à trajetória de peso das crianças, comparados aos nascidos de mães brancas, crianças indígenas registraram 740 gramas a menos; seguidos por filhos de mães pardas (250 gramas a menos); filhos de mães pretas apresentaram 150 gramas a menos, e de descendentes asiáticas 220 gramas a menos.

Vulnerabilidade materna

As gestantes que fizeram parte do corpus de análise também são identificadas por outras características: a maior parte dessas mulheres eram residentes de áreas urbanas (com exceção das mulheres indígenas, das quais 73,83% viviam em zonas rurais), e residiam em condições de habitação consideradas mais precárias (30,04%). 

Mulheres indígenas e pretas possuíam os menores níveis educacionais (27,52% e 13,76%, respectivamente). Essas mulheres também registraram maiores índices de incompletude do acompanhamento pré-natal (67,44% para as indígenas e 47,02% para mulheres pretas), acompanhadas pelas declaradas pardas (48,55%). 

A equipe de pesquisa ressalta que a trajetória de crescimento infantil esteve dentro dos limites de “normalidade” determinados pela Organização Mundial da Saúde. “No entanto, ao avaliar as trajetórias de cada criança dentro de um grupo sociodemográfico, crianças nascidas de mães mais vulneráveis socialmente apresentaram características menos favoráveis”, completam os pesquisadores.  Fonte: Agência Brasil Edição: Maria Claudia

IFMA Campus Caxias realiza cerimônia de colação de grau especial

A cerimônia ocorreu devido à aprovação da aluna Alzair de Sousa Mesquita, do curso de bacharelado em Zootecnia, em um mestrado na UFPI.

Por: Ascom/ IFMA 

No Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias, a tradicional Cerimônia de Colação de Grau, prevista para março, foi antecipada para a aluna Alzair de Sousa Mesquita, do curso de bacharelado em Zootecnia. Ela foi aprovada em primeiro lugar no Programa de Pós-Graduação (mestrado) em Zootecnia Tropical da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Campus Professora Cinobelina Elvas, na linha de pesquisa Nutrição de Não Ruminantes. Por esta razão, a cerimônia aconteceu na quarta-feira, dia 21 de fevereiro. 

O evento foi organizado pelo Departamento de Registro e Controle Acadêmico (DRCA) e contou com a presença do diretor-geral do Campus, João da Paixão Soares; o diretor de Administração e Planejamento, Guilherme Andrade; o coordenador do curso de Zootecnia do Campus, Aldivan Alves e orientador da aluna, o professor Ricardo Abilio Bezerra e Silva.

Durante a cerimônia, o diretor-geral do Campus Caxias, João da Paixão Soares, relembrou a primeira colação de grau que testemunhou no IFMA e ressaltou a qualidade dos professores da instituição e a estrutura que possibilita aos alunos receber incentivos e dispor de laboratórios e uma diversidade de projetos de pesquisa que proporcionam bolsas de estudos. “Cada laboratório e cada professor de excelência contribuem significativamente para a trajetória de sucesso dos nossos alunos. Os projetos de pesquisa e de extensão, oferecendo bolsas e oportunidades, também são a essência do estímulo que transforma vidas. Neste momento, expresso meu profundo agradecimento aos coordenadores, aos professores inspiradores e, acima de tudo, aos alunos comprometidos. Essa colaboração efetiva é o que verdadeiramente distingue o IFMA como uma instituição de ensino singular”, ressaltou.

O professor Aldivan Alves, coordenador do curso de Zootecnia, expressou o privilégio de participar desse momento especial e destacou a frequência das colações de grau especiais no curso. “É uma alegria fazer parte desse momento especial e testemunhar o sucesso da Alzair. A colação de grau se tornou uma bela tradição na Zootecnia do IFMA. Desejo a Alzair todo o êxito no mestrado. É gratificante acompanhar o percurso de nossos egressos e a trajetória de Alzair, que iniciou em Biologia e agora se destaca em Zootecnia, é inspiradora”, frisou.

Já o orientador da graduanda, Ricardo Abílio Bezerra e Silva, compartilhou a satisfação em participar desse momento e destacou a riqueza de experiências que a docência proporciona. Ele enfatizou que Alzair já está preparada, servindo como exemplo para os demais estudantes e expressou a satisfação que momentos como esse trazem para os professores. “É um prazer imenso compartilhar esse momento. A docência nos proporciona experiências únicas e Alzair é um exemplo brilhante disso. Sua trajetória reflete o comprometimento e a dedicação que os professores encontram nos alunos do IFMA. Parabéns, Alzair!”, destacou.

Trajetória – Ao longo de sua jornada no IFMA, Alzair de Sousa Mesquita não só se destacou no curso de Zootecnia, mas também participou de diversos projetos de pesquisa e ações de extensão. Durante a cerimônia, ela expressou a sua gratidão, destacando a importância dos professores, orientador e do próprio IFMA em sua trajetória acadêmica. “Agradeço imensamente a todos que fizeram parte da minha trajetória aqui no IFMA. Essa conquista não seria possível sem o apoio fundamental dos professores, que sempre compartilharam conhecimento e incentivaram meu crescimento acadêmico. Ao meu orientador, Ricardo Abilio, que desempenhou um papel crucial, fornecendo direção e inspiração, expresso minha gratidão. O IFMA, como instituição, desempenhou um papel transformador em minha vida”, disse. 

Segundo a aluna, participar de projetos de pesquisa e ações de extensão enriqueceu sua formação e, também, abriu portas para novas oportunidades, como a aprovação no mestrado. “Estou emocionada por antecipar esse momento da colação de grau e extremamente grata por cada experiência vivida aqui. Essa jornada me preparou academicamente e, também, para os desafios que virão no mestrado. O IFMA foi mais do que uma instituição educacional para mim, foi uma comunidade que cultivou meu amor pelo conhecimento e pela pesquisa. A todos, meu muito obrigada”, declarou.

Homem é preso suspeito de estuprar a própria filha dentro de motel no MA; vítima estaria sob efeito de álcool

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Especial da Mulher (DEM) de Imperatriz, o homem havia reconhecido recentemente a paternidade da filha, que já é maior de idade.

Um homem, de 53 anos, foi preso nesta quinta-feira (22), suspeito de estuprar a própria filha na cidade de Imperatriz, na Região Tocantina.

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Especial da Mulher (DEM) de Imperatriz, o homem havia reconhecido recentemente a paternidade da filha, que já é maior de idade.

O investigado teria se aproveitado da proximidade com a vítima a expôs ao uso de substâncias químicas e álcool, que diminuíram sua capacidade de resistência. Em seguida, o homem levou a filha para um motel de Imperatriz, onde teria cometido atos libidinosos com ela, incluindo conjunção carnal.

“Após tomar conhecimento da localização do suspeito, decorrente de um trabalho intenso e integrado da equipe de investigação e oitivas coordenadas pela delegacia, policiais civis se dirigiram até o endereço indicado, onde obtiveram êxito na captura do homem”, destacou a delegada Lorena Alves, titular da DEM de Imperatriz.

O suspeito foi preso no município de Davinópolis, na região Sul do estado. No local, em cumprimento a um mandado de busca, além do mandado de prisão temporária, os policiais apreenderam uma espingarda que estava em posse do alvo, o que levou à atuação dele em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

A DEM informou que o nome do suspeito não será divulgado, para preservar a identidade da vítima.

O homem foi levado à Delegacia Regional de Imperatriz, onde passou pelos procedimentos de praxe e, em seguida, encaminhado a uma unidade prisional da região, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.Por: G1 MA

Catulé Júnior anuncia retirada de pré-candidatura a prefeito de Caxias e declara apoio a Paulo Marinho Júnior

Anúncio ocorreu na noite desta quinta-feira (22) durante live realizada em suas redes sociais.

O advogado e ex-secretário de Estado de Turismo, Catulé Júnior (PP), anunciou a sua desistência da pré-candidatura a prefeito da Caxias.

O anúncio ocorreu na noite desta quinta-feira (22) durante live realizada em suas redes sociais, ao lado do deputado federal Paulo Marinho Júnior (PL) e os vereadores Catulé (PRB) e Luís Lacerda (PCdoB). 

“Fui candidato à deputado estadual pelo Progressistas, mesmo partido da deputada Amanda Gentil, e fiquei na 1ª suplência. Ao longo de 2024 temos grande chance de assumir o mandato. Preciso da anuência do meu partido para concorrer a prefeito ou vice-prefeito, e a deputada Amanda e seu pai, Fábio Gentil, fizeram uma espécie de acordo com o presidente da legenda, André Fufuca, que não autorizou minha saída. Travei uma luta judicial para sair e até agora não consegui. Com a proximidade da data de escolha do candidato da oposição, 8 de março, após muitas reflexões, decidi retirar minha condição de pré candidato à prefeito”, anunciou.

Catulé Júnior reafirmou sua atenção com a Carta Compromisso assinada pelas lideranças da oposição e disse que continua defendendo os termos para que o grupo tenha apenas um candidato que possa reunir os sentimentos da população caxiense.

Apoio à pré-candidatura de Paulo Marinho Júnior

“Em ato contínuo, anuncio apoio ao nome de Paulinho pela oposição, sem nenhum demérito a Daniel e à Lycia, por conhecer a realidade de Caxias, os problemas e, o que é melhor, por Caxias também conhecer Paulinho. Precisamos ultrapassar questões cênicas e caricaturadas com um prefeito sério e comprometido, que tenha o que oferecer à cidade, alguém dotado de espírito público. Paulinho reúne essas qualidades”, declarou Catulé Júnior.

“Tenho uma admiração pela figura de Catulé Júnior, admiro seu trabalho, onde passou deixou uma marca, e tinha todas as condições de ser um prefeito, e por questões partidárias e pessoais, entre tantas opções, ele escolher a mim para representar esse sonho e desejo para mudar Caxias, fico muito honrado. Recebo um dos grupos mais fortes de Caxias com o coração cheio de alegria e grato porque sei que juntos faremos a mudança que a cidade necessita”, frisou Paulo Marinho Júnior. Fonte: Portal do Noca.

Com o Slogan Vamos com o Velhinho, Camilo Figueiredo Lança Oficialmente a Pré Candidatura de Biné Figueiredo para Prefeito de Codó

Na manhã dessa sexta-feira 23/02/2024 em entrevista concedida na TV Cidade de Codó – MA, o atual vice prefeito de Codó Camilo Figueiredo foi enfático e cirúrgico em afirmar que está desistindo da sua pré candidatura a prefeito para apoiar em definitivo a pré candidatura do seu amado pai Biné Figueiredo para prefeito da cidade de Codó.

Camilo Figueiredo foi extremamente educado e político ao demonstrar respeito aos demais pré candidatos a prefeito como Yuri Corrêa, Chiquinho da FC, Guilherme Oliveira mais garantiu que a decisão de apoiar seu amado pai Biné Figueiredo se deve ao fato de ambos sempre terem caminhado juntos como também pelo fato de Biné ser aquele entre os demais citados que indiscutivelmente mais trabalhou pelo município de Codó,

Camilo Garantiu que o pai é pré candidato a prefeito de Codó, admitiu que será uma batalha árdua mais que com toda a experiência e com a saúde de ferro que o pai é detentor os resultados positivos certamente virão, Biné é sim pré candidato a prefeito de Codó com o slogan que já está na boca do povo que é “Vamos com o velhinho”.

A decisão de Camilo Figueiredo certamente repaginará o tabuleiro da política codoense atual.