Blog do Walison - Em Tempo Real

Lula defende parceria com prefeitos e cobra projetos para obras

Diadema (SP) 05.07.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às obras do Quarteirão da Educação em Diadema, no bairro Jardim Promissão. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ao encerrar uma semana de agendas em diferentes regiões do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta sexta-feira (5) as obras do primeiro Centro Educacional Unificado de Diadema (CEU), cidade de 400 mil habitantes na região metropolitana de São Paulo. O equipamento reúne educação, cultura e lazer, e recebeu investimentos de R$ 90 milhões do governo federal.

“A gente faz isso porque não é possível você governar de Brasília. É importante que a gente saiba que os problemas estão na cidade, as pessoas moram na cidade, a rua é na cidade, a educação é na cidade, o transporte é na cidade, tudo é na cidade. Então, temos que trabalhar em parceria com os prefeitos e ajudá-los a fazer as coisas”, afirmou Lula durante discurso.

A cidade paulistana é governada por José de Filippi Jr., do PT, e aliado do presidente. Em sua fala, Lula pediu que os gestores apresentem projetos bem elaborados para o governo federal.

“Uma coisa que os prefeitos têm que aprender é que não adianta fazer discurso que a prefeitura precisa de R$ 300 milhões para fazer isso ou aquilo. Isso não traz dinheiro. O que traz dinheiro é a substância do projeto”, recomendou.

Além do CEU, em Diadema, o governo federal aportou R$ 290 milhões para a construção do novo hospital municipal, além da implantação de um campus do Instituto Federal de Educação, o primeiro da cidade.

O périplo de Lula nas últimas semanas incluiu viagens a cidades na Bahia, em Pernambuco, em Minas Gerais, no Ceará, Maranhão, Piauí e no Rio de Janeiro, anunciando entregas e  novas obras em parceria com as prefeituras.

O término dos compromissos coincide também com as restrições da Justiça Eleitoral que começam neste sábado (6), para agendas oficiais com gestores municipais, no período de 3 meses antes das eleições para as prefeituras de todo o país.

Fonte: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Mulher morre após acidente na BR-104 que deixou carro destruído

Carro ficou destroçado após se chocar com veículo que tentou fazer ultrapassagem na BR-104. — Foto: Pollyane Mendes

Um acidente ocorrido na tarde desta sexta-feira (5), na BR-104, no trecho que liga o município de Esperança, no Agreste da Paraíba, ao distrito de São Miguel, deixou um carro destruído. A mulher que conduzia o veículo, uma professora de 45 anos, foi socorrida com vida mas acabou morrendo no hospital.

Segundo a apuração da TV Paraíba, a vítima, identificado como Valda Oliveira, estava indo conceder uma palestra na cidade de Esperança. De acordo com testemunhas que estavam no local, o carro da professora se chocou com um veículo que seguia no sentido da cidade de Areia e tentou fazer uma ultrapassagem.

O Samu chegou a socorrer a vítima e levá-la para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. No Hospital, no entanto, ela morreu, de acordo com o Samu.

Veículo envolvido em acidente com carro de professora. — Foto: Pollyane Mendes/TV Paraíba

Veículo envolvido em acidente com carro de professora. — Foto: Pollyane Mendes/TV Paraíba

De acordo com relatos de pessoas que moram no entorno, o trecho onde aconteceu o acidente é bastante perigoso.

Até a última atualização desta notícia, a Polícia Rodoviária Federal não deu mais informações sobre o acidente.Fonte: G1-PB

Dupla é presa após confundir policiais civis com facção rival e atirar contra agentes em Teresina

Dupla é presa após confundir policiais civis com facção rival e atirar contra agentes em Teresina — Foto: Reprodução

Uma dupla, suspeita de integrar um grupo criminoso, foi presa nesta sexta-feira (5) após confundir dois policiais civis com membros de uma facção rival e atirar seis vezes contra eles no bairro Nova Teresina, na Zona Norte da capital. Segundo o delegado Tiago Silva, um dos tiros atingiu o carro que os agentes estavam.

“Os policiais estavam em uma investigação no bairro quando foram surpreendidos por dois indivíduos em uma moto que atiraram várias vezes contra eles. Os agentes estavam descaracterizados, em uma viatura descaracterizada e no depoimento dos suspeitos eles alegaram que confundiram os polícias com bandidos da facção rival a deles”, explicou o delegado.

O atentado contra os policiais civis aconteceu no dia 25 de junho. Nesta sexta (5) eles se entregaram à polícia no Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

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De acordo com o coordenador do Draco, delegado Charles Pessoa, os dois tem passagens pelo crime de tráfico de drogas. Na ação, nenhum policial ficou ferido. Fonte: G1-PI

Cadela morre durante traslado terrestre de São Luís a São Paulo; família acusa empresa de negligência

A cadela Gaya, de 5 anos, morreu em 28 de junho, durante uma viagem de São Luís a São Paulo, feita por meio de um transporte terrestre, que iria percorrer 11 estados e mais o Distrito Federal. A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) investiga o caso.

De acordo com Jakeline Jovita, tutora de Gaya, a opção pelo transporte terrestre foi feita por receios de que a cadela pudesse morrer durante o transporte aéreo, situação semelhante ao cão Joca, caso que ganhou repercussão nacional.

Após a morte da cadela, o corpo do animal foi devolvido à família dentro de uma caixa de isopor com água, enrolado num saco plástico.

Entenda o caso
A cadela Gaya embarcou dia 26 de junho em São Luís, em uma van que também fazia o transporte de animais por terra. A viagem tinha como destino São Paulo e fazia parte de uma das etapas de mudança da família da capital maranhense para a paulista.

Como também haviam outros animais sendo transportados, o veículo iria passar por 11 estados brasileiros, mais o Distrito Federal. Segundo Jakeline Jovita, a MooviPet, empresa escolhida para fazer o translado, havia demorado para enviar o link de rastreamento do veículo, o que dificultou que a família tivesse notícias da cadela.

“Mediante ao não envio do link de rastreio, não tivemos parâmetros de horário de quando iam chegar, sendo que a Gaya foi entregue por minhas filhas demores que estavam em casa no momento [de entrega do animal]. A partir daí, não tive mais notícias da Gaya”, disse a tutora.

Quando a van chegou ao Pará, no dia 27 de junho, os tutores perceberam que o veículo estava parado por várias horas e logo tentaram entrar em contato com a empresa responsável para saber o que havia acontecido. Porém, a família disse que, mesmo depois de várias tentativas de contato, a empresa não dava um retorno.

Na manhã do dia seguinte, a empresa retornou os contatos de Jakeline, alegando que houve um problema mecânico com a van e que a viagem precisaria atrasar para reparar os danos. Nas mensagens, a MooviPet ainda afirmou que estava tudo bem com os animais e que não era necessário que os tutores se preocupassem.

“Quinta-feira (27) a noite eu notei que, mediante o link que enviaram, o rastreio parou. Eu fiquei a noite inteira de quinta pra sexta acompanhando. Sexta-feira (28) de manhã, um funcionário me enviou a notícia de que o veículo tinha quebrado e que ia atrasar a entrega. Eu me preocupei muito no momento porque o veículo estava cheio de animais e o Pará é um lugar muito quente”, relatou Jakeline.

Cadela estaria sedada, diz família
A tutora pediu fotos de Gaya para os funcionários para saber como a cadela estava. Depois de muito insistir, Jakeline contou que foram enviadas fotos que, segundo ela, mostravam que a cadela estava sedada.

“Eu pedi fotos da Gaya. Insisti muito para que enviassem fotos ou vídeo. Ele me enviou uma foto onde, nitidamente, ela estava sedada ou com algum problema muito grave. Ela estava com a cabeça baixa e com os olhos fechados. Foi o único retorno que eu obtive”, disse.

Entretanto, na noite do mesmo dia, a família recebeu por ligação a notícia de que a cachorra havia morrido. De acordo com a família de Gaya, a empresa não deu explicações de como o animal morreu, pois havia alegado que não havia nenhum médico veterinário na região para emitir o laudo.

Família acusa a empresa de negligência
A família de Gaya contou que, após a morte da cadela, um funcionário da empresa teria sugerido que o corpo do animal fosse incinerado. Devido a sugestão, Jakeline Jovita, teria contatado uma advogada para que trouxessem o corpo da cadela de volta para São Luís.

O pedido foi atendido pela empresa, que enviou o corpo de Gaya por dois motoristas de aplicativo, dentro de uma caixa de isopor com água, enrolado num saco plástico.

Ainda abalada pela morte de Gaya, Jakeline conta que a perda de sua cadela foi uma perda para a família também. Quando recebeu a notícia do falecimento do animal, ela e as três filhas entraram em desespero.

“E me desesperei muito porque a Gaya é parte da família. Somos uma família de uma mãe, três filhas e três pets… éramos três pets, temos um pet a menos. Então, temos um membro a menos de nossa família agora. Ela era um membro de nossa família, nosso suporte emocional”, relatou Jakeline.

O que diz a empresa?
Em nota, a empresa MooviPet disse que não entregou o atestado de óbito de Gaya porque as veterinárias da região se recusaram a emitir o atestado por que a cadela não tinha mais sinais vitais.

A MooviPet disse, ainda, que, no momento que a van apresentou problemas mecânicos, os animais ficaram assistidos com acesso à água, alimentos, e temperatura controlada.

Em relação ao transporte do corpo da cadela, a empresa alegou que enviou por motoristas de aplicativo para que a van, que transportava outros animais, pudesse seguir viagem. Fonte: G1-MA

Fraudes via PIX: Saiba como não cair em golpes que cobram falsa conta de energia elétrica

Com o aumento de pagamentos de contas de casa, dentre elas, telefone, água e energia, por meio de aplicativos no celular, também aumenta as ações de criminosos que se aproveitam da facilidade dos pagamentos para aplicar golpes contra clientes.

De acordo com a Equatorial Energia, os clientes devem ficar atentos e efetuar o pagamento das contas de energia somente por meios oficiais como o QR Code Pix que vem descrito na conta, por meio do internet banking, casas lotéricas, bancos, site oficial e maquinetas de pagamento disponíveis em lojas de atendimento ao público da empresa.

A empresa ressalta que os colaboradores jamais recebem dinheiro em espécie ou por meio da chave PIX. A única forma de pagar com PIX é pelo QR Code que vem disponível na conta de energia ou, então, na máquina de cartão que tem a opção de pagamento no PIX.

Dicas de segurança
Para não sofrer golpes, é necessário ter atenção redobrada ao pagamento das faturas e outras formas suspeitas de abordagem de supostos funcionários. Em caso de dúvidas sobre valores ou formas de pagamento, é recomendado acessar os canais digitais oficiais da empresa e as possíveis informações compartilhadas por terceiros.

Todos os boletos devem ser registrados após a emissão. Para isso, os bancos inserem as informações relativas ao documento, tais como CNPJ do emissor, data de vencimento, valor do pagamento, nome, número do CPF ou CNPJ do pagador.

No caso da Equatorial Maranhão, as informações que devem aparecer na tela durante o pagamento são Equatorial Maranhão Distribuidora de Energia S.A, com o CNPJ 06.272.793/0001-84. Se essas informações não corresponderem ao que aparece na tela, cancele a operação.

Em relação aos funcionários da empresa, é necessário ficar atento a alguns detalhes que podem facilitar na identificação deles. Tais como as cores padrão dos uniformes, o uso de crachá com o nome do profissional impresso, e a marca da empresa na qual ele presta serviço. A marca da Equatorial Energia é obrigatória em todo uniforme.

Os profissionais que atuam em campo usam veículos emplacados, padronizados com a marca da empresa ou prestadora de serviços, que conta também com a marca da Equatorial Maranhão. O número da Central de Atendimento (116) também aparece com adesivo no carro ou motocicleta.

A Equatorial Energia também alerta sobre possíveis ofertas e descontos na conta de energia. A única forma possível é por meio da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), destinado para famílias de baixa renda, que vem descrito na própria conta de energia. Caso alguém ofereça vantagens, desconfie.

Em caso de dúvidas, entre em contato com os canais oficiais da Equatorial Energia. São eles:

* WhatsApp Clara: (98) 2055-0116 (basta adicionar o telefone à sua lista de contatos);

* Site oficial: www.equatorialenergia.com.br;

*  Aplicativo para Android e iOS: Equatorial Energia;

*  Central de Atendimento: 116.Por: G1 MA

Coordenação dos Juizados Especiais apresenta plano de trabalho nas Comarcas de Timon, Caxias e Chapadinha

Visita técnica presta esclarecimentos e orientações quanto às necessidades dos juizados especiais e turmas recursais.

No período de 1º a 4 de julho de 2024, a equipe da Coordenação dos Juizados Especiais da Corregedoria-Geral da Justiça esteve nas Comarcas de Timon, Caxias e Chapadinha,  realizando visitas técnicas a unidades judiciais.

Ao longo do período, foram visitadas quatro unidades judiciais: o Juizado Especial Cível e Criminal de Timon e de Caxias e a Turma Recursal Cível e Criminal de Caxias e de Chapadinha.

Nessas unidades, o  juiz Nelson Martins Filho, coordenador dos juizados especiais, apresentou o plano de trabalho da Coordenação dos Juizados Especiais para o biênio 2024-2026 e comunicou sobre as principais demandas da Corregedoria Geral da Justiça para alcançar as metas de produtividade fixadas pelo Conselho Nacional de Justiça.

ESCLARECIMENTOS E ORIENTAÇÕES

O juiz informou que durante a visita técnica a equipe de trabalho da Coordenação dos Juizados Especiais também presta esclarecimentos e orientações quanto às necessidades dos juizados especiais e turmas recursais e se inteira das reivindicações dos juízes e servidores.

Durante a estada nas comarcas, o coordenador se reuniu com titulares  dos juizados e turmas recursais para discussão e deliberações sobre a pauta das visitas.

Participaram das reuniões os juízes Jorge Sales Leite, presidente da Turma Recursal de Caxias; Weliton Sousa Carvalho, membro; juíza Welinne de Souza Coelho, presidente da Turma Recursal de Chapadinha. O juiz Ailton Gutemberg também participou, como ouvinte.

 

 

ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

As visitas técnicas são utilizadas pela Corregedoria Geral da Justiça para identificar as demandas das unidades, diagnosticar possíveis obstáculos para alcançar um nível mais elevado de produtividade no Sistema dos Juizados Especiais e propor estratégias de ação para melhoria dos serviços.

As atividades da equipe da Corregedoria foram direcionadas para o enfrentamento de situações identificadas na gestão administrativa e processual das unidades, com foco no alcance das metas estabelecidas para a conquista da premiação “Selo Diamante”, oferecida pelo Conselho Nacional de Justiça.

O Selo Diamante objetiva estimular os tribunais brasileiros a buscar a  excelência em gestão e planejamento, organização administrativa e judiciária, sistematização e disseminação das informações e produtividade.Por: Assessoria de Comunicação/ Corregedoria Geral da Justiça 

 

Número de mortes por dengue na Paraíba em 2024 já ultrapassa todo o ano de 2023

Aedes Aegypti, o mosquito transmissor da dengue — Foto: Rogério Capela/Prefeitura de Campinas

Um total de nove mortes por dengue foram registradas no primeiro semestre deste ano na Paraíba, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nesta quinta-feira (4). O número ultrapassa o montante registrado durante todo o ano de 2023, quando foram confirmadas seis mortes pela doença no estado.

A cidade com maior número de mortes em 2024 é Campina Grande, com dois casos. Os outros óbitos foram registrados em João Pessoa, Camalaú, Conde, Cabedelo, São João do Rio do Peixe, Massaranduba e Catolé do Rocha.

Em relação ao número de casos prováveis contabilizados até os primeiros dias de julho, foram registrados 11.044 casos de dengue no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Já durante todo o ano de 2023, foram 7.222 registros.

Os números também apontam que este ano foram registrados 1.335 casos prováveis de chikungunya e 73 de zika. Também foram notificados cinco óbitos por chikungunya, sendo um óbito em cada um dos seguintes municípios: Sapé, João Pessoa, Campina Grande, Pirpirituba e Monteiro. Outras quatro mortes por arboviroses seguem em investigação pela Secretaria de Saúde.

“É importante que a população fique atenta, principalmente neste período de altas temperaturas com chuvas, bastante propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti transmissor das arboviroses”, destaca a técnica responsável pelas Arboviroses da SES, Carla Jaciara. “Vale lembrar, ainda, que a população também precisa procurar o serviço de saúde quando”, explica.

Ao apresentar qualquer sintoma sugestivo, como dor de cabeça, febre, náusea, manchas e dores pelo corpo, considerados sinais de alerta, o médico deve ser consultado. Fonte: G1-PB

Mulher faz parto sozinha em casa e fica oito dias trancada com bebê, na Zona Sul de Teresina

Bebê fica trancado oito dias sozinho com sua mãe após parto em casa — Foto: Reprodução

De acordo com a GCM, o caso foi denunciado por vizinhos ao Conselho Tutelar de Teresina. De acordo com a denúncia, os vizinhos escutavam altos gritos e choros do bebê.

Uma mulher fez um parto sozinha em casa e passou oito dias trancada com o bebê no bairro Cerâmica Cil, Zona Sul de Teresina. Ela e o bebê foram resgatados por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), nesta quinta-feira (4).

De acordo com a GCM, o caso foi denunciado por vizinhos ao Conselho Tutelar de Teresina. De acordo com a denúncia, os vizinhos escutavam altos gritos e choros do bebê.

Ainda segundo a denúncia a mulher estava sozinha em casa e impedia qualquer ajuda e a entrada do Conselho Tutelar a sua residência. Então, o Conselho pediu apoio da GCM.

De acordo com a Guarda Civil, ao chegarem à residência, eles encontraram a mãe com alguns vizinhos na sala, que a convenceram a permitir a entrada dos agentes.

Tanto a mulher quanto o bebê foram encaminhados para a Maternidade do bairro Promorar, na Zona Sul de Teresina, onde receberam os cuidados médicos necessários.

A GCM de Teresina deu apoio para o resgate da mãe e filho. — Foto: Divulgação

Fonte: G1-PI

Vereador é alvo de sequestro em São Luís; vítima foi agredida e obrigada a fazer transferências bancárias aos criminosos

Marcos Castro (PSD) foi vítima de sequestro, na madrugada desta quinta-feira (4), no bairro Jardim Renascença, em São Luís. — Foto: Divulgação

Marcos Castro (PSD) passou a madrugada e parte da manhã desta quinta-feira (4) em poder dos criminosos. Ele chegou a ser agredido e depois foi liberado em uma área de matagal.

O vereador de São Luís Marcos Castro (PSD) foi vítima de sequestro, na madrugada desta quinta-feira (4), no bairro Jardim Renascença, em São Luís. Segundo a polícia, criminosos armados e encapuzados invadiram a residência do parlamentar, roubaram objetos de valor, agrediram ele e depois o levaram refém.

O vereador passou a madrugada e parte da manhã desta quinta em poder dos criminosos, até ser libertado em uma região de mata.

Segundo o delegado Augusto Barros, titular da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), em depoimento o vereador relatou que, por volta de 1h da madrugada ele estava em seu quarto, quando cerca de quatro homens armados entraram na casa dele e o agrediram com uma coronhada de revólver no rosto. Depois, ele foi amarrado e levado com a cabeça coberta em um veículo não identificado, para uma área distante.

Durante toda a madrugada, os criminosos tentaram fazer transferências bancárias por meio do celular da vítima e obrigaram o vereador a procurar pessoas do seu convívio para pedir dinheiro.

“O vereador contou que esteve o tempo todo sob pressão, sendo agredido e indagado sobre a localização de dinheiro, cofre, informações adicionais sobre recursos que eles poderiam extrair da casa. De lá arrebataram a vítima para um local bastante distante da sua residência. Nesse local ele foi obrigado a realizar transferências bancárias, via aplicativo de celular, ele foi obrigado a instar (pedir com insistência) pessoas de seu relacionamento a fazerem transferências… Durante esse período, em que ele estava em cativeiro, contas foram fornecidas para que ele fizesse depósito e transferências, e isso tudo está sendo alvo de investigação”, explicou o delegado.

Ainda de acordo com Augusto Barros, o vereador mora sozinho e seu desaparecimento só foi percebido pela manhã, quando uma funcionária da casa chegou para trabalhar e viu que a residência estava aberta e vazia, além disso, os móveis estavam revirados e o vereador não atendia ao celular. Diante disso, a mulher acionou as pessoas ligadas ao vereador, e um dos seus assessores comunicaram o sumiço de Marcos à polícia.

Porém, enquanto a polícia verificava o desaparecimento de Marcos, o vereador conseguiu chegar em casa por volta das 9h, após ter sido liberado pelos criminosos próximo a uma área de mata.

“Ele foi deixado próximo a uma área de mata e foi determinado a ele que ele avançasse mata a dentro, para que não recebesse um tiro pelas costas, assim ele fez, avançou um pouco e aguardou algum período, desvencilhou-se das amarras que tinha em suas mãos e do capuz que estava em sua cabeça e andou até a estrada, onde foi socorrido por terceirizados de uma empresa, que passavam na região onde ele foi encontrado. A gente não está dando muita informação sobre esse local onde ele foi encontrado, porque temos diligências em andamento, que podem ser prejudicadas por essa divulgação nesse momento”, destacou o delegado.

 

O parlamentar chegou em casa ferido e abalado e, em seguida, foi à sede da Seic, para prestar depoimento e fazer exame de corpo de delito.

Ainda de acordo com o delegado Augusto Barros, um fato que chama a atenção é que os criminosos não arrombaram a porta de entrada da casa, apenas a do quarto do vereador. Além disso, o parlamentar foi levado em um carro que já estava em posse dos assaltantes e tudo indica ser um veículo roubado. Fonte: G1-MA

PF aponta “uso indevido” de refúgios e pede regulamentação condizente

São Paulo (SP), 11/03/2024 - Parte do grupo de refugiados afegãos com visto humanitário que está acampado no Aeroporto Internacional de Guarulhos é levado para abrigo no primeiro dia do Ramadã. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Um crescente grupo de imigrantes que desembarca no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, está “usando indevidamente” o pedido de refúgio, instrumento jurídico empregado internacionalmente para proteger pessoas perseguidas em seus países por motivos de raça, religião, grupo social, opiniões políticas ou grave e generalizada violação aos direitos humanos.

A informação consta de um ofício que a Polícia Federal (PF) encaminhou ao Ministério da Justiça na última segunda-feira (1º). Tornado público pelo site Poder 360, o documento teve sua procedência confirmada pela PF.

No texto, o delegado Marinho da Silva Rezende Júnior, coordenador-geral de Polícia de Migração da corporação, pede que a chefe do Departamento de Migrações do ministério, Luana Maria Guimarães Medeiros, adote providências necessárias para estimular uma “regulamentação mais condizente com os verdadeiros propósitos do refúgio”.

No Brasil, o mecanismo do refúgio é regido pela Lei nº 9.474, de 1997. Além dos procedimentos para determinação, cessação e perda da condição de refugiado, a lei estabelece os direitos e deveres dos imigrantes que solicitam refúgio. Os pedidos são decididos pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Trânsito

No ofício, o delegado aponta que, principalmente no último ano, houve um aumento expressivo das solicitações de refúgio por pessoas que não se encaixam nos critérios legais e cuja motivação é migrar para outros países.

“Desde o início de 2023, cidadãos de várias nacionalidades passam, em trânsito, pelo aeroporto de Guarulhos e deixam de ir para os destinos finais para os quais adquiriram passagem aérea, alegando motivos diversos para pedir refúgio no Brasil”, afirma o delegado federal, sustentando que “tal prática vem causando grandes tumultos no referido aeródromo”.

Ainda de acordo com Júnior, a unidade da PF no aeroporto recebeu 8.327 requerimentos de refúgio entre janeiro de 2023 e a semana passada. Destes solicitantes, 8.210 (99,5%) ou deixaram o país, ou estão em situação irregular. Apenas 117 (1,41%) dos pedidos seguem ativos, em análise, no Sistema de Registro Nacional Migratório (Sismigra).

“Importante ressaltar que praticamente todas estas pessoas foram inadmitidas no controle migratório brasileiro por ausência de visto consular brasileiro que permita sua entrada em território nacional. A maioria, contudo, consegue permanecer [no Brasil] por solicitar o refúgio, pois lhe é entregue um protocolo de pedido que permite transitar em território brasileiro”, disse o delegado, acrescentando que, dos 8.327 requerimentos analisados, 1.587 foram protocolados há mais de um ano e, portanto, deveriam ter sido obrigatoriamente renovados, mas “apenas 10 pessoas cumpriram tal requisito, ou seja, 0,7% do total”.

RETROSPECTIVA_2023 - Refugiados afegãos acampados no Aeroporto de Guarulhos. - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Refugiados afegãos acampados no Aeroporto de Guarulhos –  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Estes números apontam de forma inequívoca que o instituto do refúgio está sendo utilizado de forma abusiva no Aeroporto Internacional de Guarulhos por pessoas que pretendem migrar para outros países, utilizando o Brasil apenas como rota de passagem, provavelmente instruído por contrabandistas de migrantes”, conclui o delegado.

Criminalização

Em 12 de junho, a Procuradoria da República em São Paulo classificou a situação decorrente da presença de cerca de 400 imigrantes no aeroporto de Guarulhos como uma iminente “crise humanitária”. Conforme a Agência Brasil noticiou na época, os imigrantes estavam retidos em uma área restrita do aeroporto. Impedidos de ingressar oficialmente em território brasileiro por não terem vistos ou outros documentos válidos, eles aguardavam por uma resposta a seus pedidos de refúgio, podendo ser repatriados a seus países de origem caso as autoridades migratórias brasileiras não aprovassem seus requerimentos.

Na ocasião, o Ministério da Justiça e Segurança Pública classificou a situação como uma “instabilidade momentânea”. Hoje, ao voltar a ser consultado pela Agência Brasil, o ministério confirmou o recebimento do “alerta” e informou que o assunto ainda está em estudo.

Para Letícia Carvalho, da Missão Paz – instituição filantrópica que desde 1939 oferece apoio e acolhimento a imigrantes e refugiados – o Estado brasileiro deve evitar criminalizar quem chega ao país pedindo proteção.

“É indispensável que o estado brasileiro enfrente essa realidade sem criminalizar as pessoas pelo ato de migrar e sem violar ou retroceder às garantias consolidadas pelo nosso instituto do refúgio, que são internacionalmente reconhecidas, pois qualquer alteração em normativas que regulamentam o pedido de refúgio no Brasil pode gerar uma limitação do acesso ao território e à proteção internacional por pessoas em situação de refúgio. O que deve ser criminalmente enfrentado e reprimido são as redes de contrabando de migrantes que operam em nosso território”, afirmou Letícia.

No ano passado, o Estado brasileiro concedeu a condição de refugiados a 77.193 imigrantes – maior quantitativo verificado ao longo de toda história do sistema de refúgio nacional e que, segundo a 9ª edição do Anuário Refúgio em Números, organizado pela equipe do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) a partir de dados oficiais, representou uma variação positiva de 1.232% quando comparado ao resultado de 2022. No total, o Brasil reconhece a condição de refugiados a 143.033 pessoas.

Fonte: Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio