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Polícia Federal realiza operação contra exploração econômica de indígenas no MA; suspeitos fizeram empréstimos no nome das vítimas

Polícia Federal realiza operação contra exploração econômica de indígenas no MA — Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (17), a operação ‘Cativeiro Ilegal’ contra a exploração econômica de indígenas no Maranhão. Ao todo, 10 mandados de busca e apreensão domiciliares foram cumpridos na terra Lagoa Comprida, em Jenipapo dos Vieiras, cidade a 438 km de São Luís.

De acordo com as investigações, iniciadas a partir de uma denúncia anônima, comerciantes da região estariam retendo indevidamente cartões de benefícios sociais e previdenciários dos indígenas como garantia de pagamento de dívidas.

Os débitos seriam fruto de mercadorias vendidas a preços abusivos e empréstimos realizados a juros elevados. Além disso, os investigados teriam feito empréstimos em nome dos indígenas junto a instituições financeiras.

Suspeitos cobravam preços absurdos em relação à dívidas e produtos comprados pelos indígenas — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Durante a diligência, um dos alvos das investigações foi flagrado pelos agentes na posse de cartões bancários pertencentes aos indígenas. Os cartões foram apreendidos e devolvidos aos titulares com apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai).

No decorrer das buscas, a PF apreendeu outros cartões de benefícios, documentos de identidade, armas de fogo e munições. Duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de armas. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão.

Os objetos apreendidos serão analisados para determinar se as condutas configuram crimes como apropriação indébita, extorsão ou retenção de cartões magnéticos de contas bancárias vinculadas a benefícios sociais – crime previsto no Estatuto do Idoso caso a vítima seja indígena idosa.

Cativeiro invisível

 

O nome da operação reflete a exploração sutil e opressiva enfrentada pelos indígenas, mantidos reféns de um ciclo de dívidas e manipulação econômica. Essa dinâmica, marcada pela retenção de cartões e imposição de preços elevados, cria uma dependência invisível que perpetua a vulnerabilidade dessas comunidades. Fonte: G1-MA

Os Parabéns hoje são para o Amigo Carlos Nayro que está Aniversariando

Desejo que este dia seja muito feliz, repleto de surpresas encantadoras e passado ao lado de quem você mais ama. Tenha um aniversário muito especial; rodeie-se de sensações positivas. E divirta-se!

O mais importante é viver esta data com intensidade. Você é uma pessoa muito especial, um homem de bem, digno de nosso respeito, admiração  e merece tudo que existe de bom na vida. Parabéns por mais um ano de existência neste mundo tão deslumbrante. Feliz Aniversário!

Área queimada no Brasil até novembro quase dobra em relação a 2023

Amazônia-11/12/2024 Amazônia tem o maior número de queimadas e incêndios em 17 anos.

A área queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024 quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados divulgados hoje (15) são do Monitor do Fogo, elaborado pelo MapBiomas, rede colaborativa de universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil.

Segundo o levantamento, ao todo, foram queimados no período 29,7 milhões de hectares, um aumento de 90% em relação ao mesmo período de 2023 e a maior extensão dos últimos seis anos. A diferença em relação ao ano passado é 14 milhões de hectares a mais, uma área equivalente ao estado do Amapá.

Para a coordenadora do Monitor do Fogo do MapBiomas Ane Alencar, o aumento desproporcional da área queimada em 2024, principalmente a área de floresta, acende um alerta sobre a necessidade de controlar o uso do fogo, além de reduzir o desmatamento.

“Precisamos reduzir e controlar o uso do fogo, principalmente em anos onde as condições climáticas são extremas e podem fazer o que seria uma pequena queimada virar um grande incêndio”, explicou Ane.

Os dados mostram que 57% da área queimada entre janeiro e novembro no Brasil fica na Amazônia. Na região, 16,9 milhões de hectares foram afetados pelo fogo, com 7,6 milhões de hectares de florestas, incluindo florestas alagáveis. A área ficou à frente da extensão das áreas de pastagem queimadas na Amazônia, que totalizaram 5,59 milhões de hectares.

O Cerrado foi o segundo segmento mais afetado pelas queimadas. No total foram 9,6 milhões de hectares consumidos pelo fogo. Desse montante, 85%, cerca de 8,2 milhões de hectares, em áreas de vegetação nativa. De acordo com os dados, esse número representa um aumento de 47% em relação à média dos últimos 5 anos.

O Monitor do Fogo mostra que também houve aumento também no Pantanal, onde a área queimada de janeiro a novembro foi 1,9 milhão de hectares e representou um crescimento de 68% em relação à média dos últimos 5 anos.

“A área queimada nos demais biomas entre janeiro e novembro deste ano foi: 1 milhão hectares na Mata Atlântica, sendo que 71% da área afetada estava em áreas agropecuárias; 3,3 mil hectares no Pampa; e 297 mil hectares na Caatinga – uma diminuição de 49% em relação ao mesmo período de 2023, com 82% das queimadas concentradas em formações savânicas”, informou o MapBiomas.

Estados

O Pará foi o estado que mais queimou nos 11 primeiros meses deste ano, com 6,97 milhões de hectares. Esse total equivale a 23% de toda a área queimada no Brasil e a 41% do que foi queimado na Amazônia entre janeiro e novembro. Na sequência vem Mato Grosso, com 6,8 milhões de hectares. Em terceiro lugar está o Tocantins, onde 2,7 milhões de hectares foram atingidos por queimadas. Juntos, esses três estados totalizaram 56% da área queimada no período no país.

Entre os municípios São Félix do Xingu (PA) e Corumbá (MS) foram registradas as maiores áreas queimadas entre janeiro e novembro de 2024, com 1,47 milhão de hectares e 837 mil hectares, respectivamente.

“Em todo o país, o fogo atingiu prioritariamente áreas de vegetação nativa, que representam 73% do total. Um quarto (25%) da área queimada no Brasil foi em florestas. Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens se destacaram, com 6,4 milhões de hectares entre janeiro e novembro de 2024, representando 21% do total nacional”, disse o MapBiomas.

Os dados sobre queimadas registrados no mês de novembro, apontam que 2,2 milhões de hectares foram queimados no mês passado, uma área equivalente ao estado de Sergipe. O volume corresponde a 7,4% de toda a área queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024.

A maior concentração foi na Amazônia, com 1,8 milhão de hectares, representando 81% do total queimado no mês. Quase metade (48%) da área queimada em novembro fica no Pará, onde 870 mil hectares foram afetados pelo fogo. O Maranhão, com 477 mil hectares e o Mato Grosso, com 180 mil hectares, são o segundo e o terceiro estados com maior área queimada em novembro.

“Os três municípios que mais queimaram no Brasil em novembro ficam no Pará: Oriximiná (81 mil hectares), Moju (54 mil hectares) e Nova Esperança do Piriá (50 mil hectares). Em Santarém, foram queimados 10,7 mil hectares em novembro – mais de 277% em relação a outubro deste ano, atingindo 2,8 mil hectares no município. Apesar desse grande crescimento de um mês para o outro, a área queimada em novembro de 2024 está abaixo do mesmo período no ano passado, quando 54,7 mil hectares foram atingidos pelo fogo em Santarém”, aponta o MapBiomas.

Em relação aos outros biomas, o Cerrado foi o segundo mais atingido, onde 237 mil hectares foram queimados em novembro. Áreas de vegetação nativa representaram 74% desse total, ou 175 mil hectares, principalmente formações savânicas, com 96 mil hectares e formações florestais, com 63 mil hectares.

No Pantanal, a área atingida pelo fogo em novembro foi 98 mil hectares, 87% em áreas de formação campestre. Na Mata Atlântica, 12,5 mil hectares foram queimados em novembro, principalmente em áreas de várzea (35% ou 4,4 mil hectares). Fonte: Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Produção de aço bruto no Brasil cresce 5,6% em um ano

Homem usando máscara de proteção trabalha numa usina siderúrgica. 2/3/2020. China Daily via REUTERS

De janeiro a novembro deste ano, o volume da produção de aço bruto no país foi de 31,1 milhões de toneladas (t). O resultado supera em 5,6% o registrado entre janeiro e novembro de 2023.

Na comparação dos dois períodos, as importações, o consumo aparente e as vendas internas cresceram 24,4%, 9,6% e 8,7%, respectivamente, conforme aponta o Instituto Aço Brasil, em balanço divulgado nesta segunda-feira (16).

A previsão é de que, ao se computar os resultados de dezembro, o ano de 2024 termine com produção de 33,7 milhões de t. No acumulado deste ano, o pior índice foi o referente a exportações, que somaram 8,8 milhões de t até o momento, 18,5% a menos do que o mesmo período do ano passado.

Em coletiva de imprensa, a organização sublinhou como os três principais setores que dependem do aço contribuíram para o desempenho apresentado: o de automotores teve alta de 12,1%, enquanto o de máquinas e equipamentos e o da construção civil registraram variação positiva de 1% e 4,1% respectivamente.

China

O presidente executivo do instituto, Marco Polo de Mello, aludiu a um quadro que compila dados sobre o histórico de alguns países quanto ao consumo da liga metálica, ao longo de 43 anos. No Brasil de 1980, a proporção média era de 100,6 quilos por habitante, passando para 110,8 em 2023. A variação do país foi de 10,1%, ao passo que a da China, por exemplo, foi de 1.863%.

O país asiático foi mencionado como um fator de preocupação, por estar, na avaliação de Mello, praticando uma atividade “predatória”, dominando as exportações.

Mello afirmou que um dos temas que predominaram foi a transição energética, sobretudo pela Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças do Clima (COP29), realizada no mês passado em Baku, no Azerbaijão, e que a indústria de aço e a de ferro são responsáveis somente por 4% do volume de gases de efeito estufa emitidos pelo Brasil. Em âmbito global, a porcentagem é de 7%, frisou ele.

Ao citar os números, o representante do instituto pediu que outros ramos econômicos sejam cobrados de modo proporcional pelos danos que geram. O agronegócio, por exemplo, responde por 32% das emissões, e o setor de energia, por 24%.

Mello enfatizou, ainda, a importância de se delimitar o que é meta estabelecida pelo governo brasileiro e o que está ao alcance do setor. “Só vamos assumir metas factíveis”, declarou.

O executivo do instituto usou como exemplo os Estados Unidos que, segundo ele, após ter passado por um boom na produção de automóveis, aproveitou as unidades como sucata, que entende como uma das soluções para a transição energética.

A segunda delas, complementar, seria a utilização do hidrogênio como substituto, no processo de descarbonização do aço, o que, criticou Mello, exigiria da Petrobras uma posição “menos monopolista”. Para fechar um conjunto de ferramentas, a indústria de aço necessitaria de R$ 180 bilhões para tornar viável a transição para energia limpa. Fonte: Agência Brasil Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

Polícia Federal desarticula esquema bilionário de tráfico de drogas

PF prende no Maranhão suspeitos de desviar verbas do orçamento secreto

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (17) operação para desarticular um esquema de tráfico internacional de drogas que teria movimentado mais de R$ 2 bilhões em cerca de dois anos. São cumpridos 32 mandados, sendo 19 de prisão e 13 de busca e apreensão, além do bloqueio das contas de 38 investigados e o cancelamento das atividades de sete empresas.

Em nota, a PF informou que também foi determinado pedido de inclusão de alerta vermelho da Interpol contra um dos suspeitos. Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara de Criminal da Justiça Federal, no Distrito Federal, e são cumpridos em Goiás, Minas Gerais, Amazonas, Bahia e no Distrito Federal.

Ainda segundo a PF, as investigações tiveram início em abril de 2023, com a apreensão de 1,5 tonelada de drogas e cinco fuzis pela Polícia Civil do Amazonas. A droga teria como destino o Distrito Federal. “Desde então, a PF já deflagrou três operações com o fim de identificar os envolvidos e se deparou com uma complexa rede de empresas de fachada”.

O grupo, segundo a corporação, movimentaria recursos com remessas de valores inclusive para a Colômbia, onde reside um dos suspeitos, para o pagamento das drogas. “O inquérito policial aponta mais de R$ 2,2 bilhões em movimentações financeiras pelo grupo em apenas dois anos, o que demonstra a magnitude da operação criminosa”.

Suspeitos

“As investigações conseguiram mapear quase 40 suspeitos entre gestores financeiros, traficantes e laranjas do grupo, além de ter apreendido armas, munições, drogas e diversos bens de luxo como relógios e veículos.”

A PF disse haver indícios ainda de prática de crimes violentos contra membros da própria organização. “Um dos suspeitos, que atuaria como ‘mula’, teria sido sequestrado e torturado pela liderança do esquema após suspeita de desaparecimento de drogas”.

“Outro investigado seria um dos líderes de uma facção criminosa na Região Nordeste, mais especificamente, nos estados da Bahia e de Sergipe. As investigações seguem em andamento.”

Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Ciência precisa dialogar com ecologia indígena, dizem pesquisadores

2ª Marcha Nacional das Mulheres Indígenas, em Brasília.

A integração entre a ciência indígena e o conhecimento científico ocidental é crucial para salvar a Floresta Amazônica e a própria vida humana no planeta Terra das ameaças de colapso ambiental e climático em curso.

Esta é a avaliação de um artigo inédito publicado na prestigiada revista científica norte-americana Science, na última semana, por pesquisadores indígenas amazônicos dos povos Tuyuka, Tukano, Bará, Baniwa e Sateré-Mawé, em parceria com não indígenas vinculados a projeto do Brazil LAB, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos (EUA).

Os cientistas participantes também têm vínculo com instituições brasileiras como as universidades federais de Santa Catarina (UFSC) e do Amazonas (Ufam).

Em entrevista exclusiva à jornalista Adrielen Alves da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), uma das autoras do artigo, a pesquisadora Carolina Levis, da UFSC, e o cientista indígena Justino Sarmento Rezende, da Ufam, o primeiro investigador indígena a publicar na Science, tratam da importância de se fomentar uma ciência mais holística, que entenda a conexão indissociável entre cultura e natureza e que, portanto, reconheça a contribuição dos povos originários para a reabilitação dos ecossistemas.

A produção faz parte da série de entrevistas para o podcast S.O.S! Terra Chamando, uma co-produção da Rádio MEC e da Casa de Oswaldo Cruz, com estreia prevista para o início de 2025.

“Acreditamos que esse diálogo é fundamental, não existe uma só saída. A gente precisa de múltiplas ciências, porque o problema é muito complexo e muito sério, que a gente está vivendo, de emergência climática, da crise da biodiversidade”, aponta Carolina Levis, que destaca ser muito recente ainda o movimento da ciência ocidental de abrir para formas de conhecimento da ciência indígena.

“Eu acho que, finalmente, a sociedade está começando a se abrir para a importância que tem poder divulgar e produzir a ciência indígena, em um patamar, digamos assim, de uma revista de alto impacto. Nunca é tarde para isso, mas a intenção, com esse artigo, é abrir as portas para que venham muitos outros.”

Ciência ancestral indígena

O trabalho publicado na Science sintetiza conhecimentos dos indígenas do Alto Rio Negro, uma das regiões de maior diversidade étnica do planeta, localizada no Noroeste do Amazonas. Para esses povos, o mundo pode ser organizado em três domínios: terrestre, aéreo e aquático.

Esses domínios são ocupados não só pelos humanos, mas por outros seres, como animais, plantas, montanhas e rios, e pelos chamados outros humanos – ou encantados – que já habitavam o mundo antes dos humanos e que são consultados através dos especialistas indígenas, comumente chamados de pajés e xamãs.

Para que os humanos possam acessar elementos da natureza, é fundamental solicitar permissão e negociar com os outros seres presentes nesses domínios, respeitando as práticas e rituais que mantêm o funcionamento dessa rede cosmopolítica.

“É preciso a superação dessa compreensão ciência-natureza, cultura-natureza. Enquanto os seres humanos entenderem que os outros seres são matéria, que não pensam como nós, humanos, isso [o desequilíbrio ambiental] vai continuar existindo. Os indígenas têm outra visão”, aponta Justino Sarmento.

“Por exemplo, a ciência biológica começou a falar de ecologia mais recentemente, mas os povos indígenas já tinham essa compreensão de como funciona a ecologia há milênios”, acrescenta. A presença indígena na Amazônia data de pelo menos 12 mil anos.

“Emergindo de milênios de envolvimento concreto com o mundo e de uma longa história de experimentação, os conhecimentos indígenas não são dogmáticos e devem ser levados a sério na tentativa de avançar em direção a um futuro sustentável. Os povos indígenas têm observado e analisado a dinâmica dos ecossistemas. Esses conhecimentos ecológicos emergem de suas relações e observações de outros participantes do ecossistema”, diz um trecho do artigo na Science.

Uma dessas contribuições, mencionadas no texto, se refere à não separação entre os contextos sociais e naturais. “O enquadramento da teoria indígena também captura variáveis ​​e relações ecológicas sutis, muitas vezes negligenciadas pela ciência ocidental tradicional, mas apoiadas por teorias socioecológicas contemporâneas em diálogo com as ciências indígenas, que também mostram que tratar os humanos como agentes excepcionais separados dos ecossistemas é menos eficaz na compreensão do funcionamento e da dinâmica ecológica, do que considerar os humanos como participantes dos ecossistemas”, analisa o artigo.

Conhecimento empírico

Os pesquisadores ainda apontam ações e práticas indígenas que podem ser somadas às pesquisas científicas, como, por exemplo, a influência do movimento das constelações e dos ciclos da Terra na produção de alimentos.

“Os indígenas são especialistas em astronomia, porque tinham a compreensão desse movimento, dessa dinâmica das constelações que influenciavam também os ciclos de vida neste patamar terrestre, onde estamos vivendo. A floração das árvores, o crescimento e amadurecimento das frutas, das coletas, que proporcionam festas rituais”, cita Justino Sarmento.

Para Carolina Levis, uma das principais conclusões para a eficiência da conservação do bioma é a inclusão respeitosa de líderes e especialistas indígenas em processos de investigação e tomada de decisão.

“Essa abertura passa pelo respeito à forma como esse conhecimento é produzido. A gente fala que os especialistas indígenas, de alguma forma, são fundamentais, porque são eles que, há muito tempo, têm manejado essa grande dimensão do cuidado com a Terra”.Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Homem é morto a tiros dentro de barbearia em Imperatriz

Homem é morto a tiros dentro de barbearia em Imperatriz — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um homem foi morto, na tarde desta segunda-feira (16), dentro de uma barbearia no bairro Brasil Novo, em Imperatriz, cidade a 629 km de São Luís. A Polícia Civil investiga o caso.

De acordo com testemunhas, a vítima identificada como Henrique, estava cortando o cabelo quando os suspeitos chegaram no estabelecimento atirando, sem chances de defesa.

A vítima foi atingida com dois tiros na cabeça. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do crime. Logo após atingir a vítima, os suspeitos fugiram.

Até o momento, não se sabe a motivação do crime. As investigações apontam que Henrique já tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas. Fonte: G1-MA

Dr. Pessoa exonera secretário de finanças e o renomeia como secretário imediato a 2 semanas do fim da gestão

Danilo Bezerra, ex-secretário de Finanças de Teresina — Foto: Jonas Carvalho/Portal ClubeNews

O prefeito de Teresina Dr. Pessoa (PRD) exonerou do cargo, na segunda-feira (16), o secretário de Finanças Danilo Bezerra. Ele foi renomeado, na mesma edição do Diário Oficial do Município (DOM), como secretário imediato do prefeito a 14 dias do fim da atual gestão municipal.

Para o lugar dele na Secretaria Municipal de Finanças (Semf), Dr. Pessoa nomeou a servidora Mônica Gardênia Brito Galvão, que ficará menos de duas semanas no cargo.

Danilo Bezerra assumiu a pasta em 18 de janeiro deste ano, quando deixou justamente a secretaria imediata do prefeito. Ele substituiu Esdras Avelino, que foi nomeado diretor executivo de Regulação, Controle, Avaliação e Auditoria da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

A exoneração acontece dias após o ex-secretário ser convocado, por força de uma determinação judicial, para prestar esclarecimentos sobre contratos financeiros da prefeitura na Câmara Municipal de TeresinaEle alegou que a secretaria não foi citada oficialmente e não compareceu (entenda abaixo).

Em novembro deste ano, a Prefeitura de Teresina foi incluída no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), uma espécie de Serasa para órgãos públicos, com uma dívida de aproximadamente R$ 800 milhões (saiba mais abaixo).

Em junho deste ano, a Câmara de Teresina aprovou uma convocação do então secretário de Finanças para esclarecer os contratos de pagamentos da prefeitura nos setores da saúde, educação e limpeza e coleta de lixo da capital.

A audiência foi marcada para 29 de outubro no plenário da Câmara. Entretanto, Danilo não compareceu, e o vereador Dudu Borges (PT) foi à Justiça para garantir que o gestor prestasse esclarecimentos aos parlamentares.

Na última quarta-feira (11), o petista afirmou que uma determinação judicial obrigava o ex-secretário a ir à Câmara. Em entrevista à TV Clube, Danilo afirmou que a audiência original, convocada pelos vereadores em junho, foi cancelada e arquivada dias depois.

Segundo o secretário, um novo ofício chegou à Semf três meses depois, em outubro, sem que houvesse outra convocação aprovada pela Câmara Municipal. Por esse motivo, ele não foi à Casa.

Danilo também alegou que o vereador Dudu não apresentou a decisão que o obrigaria a prestar esclarecimentos. Conforme o ex-gestor, a Câmara entrou com uma interpelação judicial, mas a secretaria não foi citada oficialmente. Assim, ele não compareceu novamente.

“A secretaria nunca se furtou a dar qualquer esclarecimento sobre qualquer tipo de assunto pertinente a Teresina. Atendemos diariamente da manhã até a noite, inclusive vários atendo semanalmente vários vereadores com as mais diversas solicitações ou questionamentos”, declarou o então secretário.

 Fonte: G1-PI

PF faz buscas em instituição fundada por vereadora eleita de Teresina e apreende R$ 100 mil

PF faz buscas em instituição fundada por vereadora eleita de Teresina e apreende R$ 100 mil — Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Federal deflagrou a Operação Escudo Eleitoral e fez buscas na manhã desta terça-feira (17) na instituição Vamos Juntos, localizada na Avenida Boa Esperança, Zona Norte de Teresina. O objetivo, segundo a PF, é apurar “a atuação de facções criminosas no processo eleitoral das Eleições municipais de 2024“. No local e em outro endereço a polícia apreendeu R$ 100 mil em espécie.

A entidade, conforme divulgado nas redes sociais, foi fundada pela vereadora eleita da capital Tatiana Medeiros (PSB). O g1 ainda não conseguiu contato com a assessoria da instituição. Procurado, o PSB informou que não vai se manifestar.

Em nota, a PF informou que deflagou a Operação Escudo Eleitoral nesta terça (17) e fez buscas em quatro endereços ligados aos investigados para apurar “a atuação de facções criminosas no processo eleitoral das Eleições municipais de 2024”.

“As investigações tiveram início logo após a divulgação dos resultados das Eleições, quando surgiram indícios de estreito vínculo entre candidato eleito ao cargo de vereador na capital piauiense e possível liderança de facção criminosa”, informou a PF em nota. Fonte: G1-PI

Polícia apreende maconha, cocaína e crack em imóvel de Bayeux, na Grande João Pessoa

Drogas foram apreendidas na Grande João Pessoa — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Uma grande quantidade de drogas foi apreendida nessa segunda-feira (16) no município de Bayeux, na Grande João Pessoa. Foram maconha, cocaína e crack que estavam sendo manipuladas num imóvel do Bairro do Sesi, na comunidade Beira da Linha, quando a Polícia Civil chegou ao local. Ninguém foi preso.

De acordo com o delegado João Paulo Amazonas, a dupla que estava no local conseguiu fugir depois de serem alertados por pessoas das vizinhanças que foram cooptados pelos criminosos. A suspeita é a de que os dois homens fugiram pelos fundos da casa, por uma área de mangue.

João Paulo Amazonas, no entanto, disse que os dois suspeitos já foram identificados. Eles seriam conhecidos por Léo Capeta, que já tem passagem pela polícia, e também por Boneco.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, foram apreendidos centenas de papelotes de maconha, já fracionados para a venda, e mais uma grande quantidade de maconha que estava sendo fracionada naquele exato momento.

Foram apreendidos também papelotes de cocaína e crack, balança de precisão e munições .45 e .40.

A Polícia Civil classifica os suspeitos como de “alta periculosidade” e disponibilizaram o telefone 197 para qualquer denúncia. Fonte: G1-PB