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Lula decreta luto oficial de sete dias pela morte do Papa Francisco

Roma, Itália, 21.06.2023 - Presidente Lula e a primeira-dama Janja encontram-se com papa Francisco, no Vaticano. Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou nesta segunda-feira (21) luto oficial de sete dias em homenagem ao Papa Francisco. Por meio de nota, o presidente destacou o legado do pontífice argentino Jorge Mario Bergoglio e lamentou profundamente a perda de uma “voz de respeito e acolhimento ao próximo”.

Lula ressaltou que Francisco viveu e propagou valores como o amor, a tolerância e a solidariedade.

“Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o Papa buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia”, disse.

O presidente também destacou a atuação do Papa em temas centrais da agenda social e ambiental global. Segundo ele, com simplicidade, coragem e empatia, Francisco levou ao Vaticano o debate sobre as mudanças climáticas e denunciou modelos econômicos geradores de injustiças e desigualdades.

“Ele sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito”, afirmou Lula.

O presidente lembrou ainda os encontros que teve com o Papa, ao lado da primeira-dama Janja da Silva, como momentos de carinho e partilha de ideais comuns. “Pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará”, disse.

Ao finalizar a nota, o presidente desejou consolo a todos que sofrem com a perda do líder religioso. “O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações”, concluiu.

Roma, Itália, 21.06.2023 - Presidente Lula e a primeira-dama Janja encontram-se com papa Francisco, no Vaticano. Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Encontros

O presidente Lula e o Papa Francisco se encontraram oficialmente em três ocasiões. O primeiro encontro ocorreu em 13 de fevereiro de 2020, no Vaticano. A reunião, de caráter privado, foi realizada na Casa Santa Marta, onde o Papa costuma receber convidados em um ambiente mais reservado e informal. Durante cerca de uma hora, eles conversaram sobre a importância da solidariedade, do combate às desigualdades e da construção de um mundo mais justo e fraterno.

Já eleito, Lula voltou a se reunir com o pontífice em 21 de junho de 2023, também no Vaticano. Na ocasião, além de reafirmarem os laços de amizade, discutiram temas da agenda global, como a promoção da paz, a preservação ambiental e a luta contra a fome e a pobreza. O presidente convidou o Papa Francisco para visitar o Brasil, especialmente durante a celebração do Círio de Nazaré, em Belém (PA).

O terceiro encontro aconteceu em 14 de junho de 2024, durante a Cúpula do G7, realizada na região de Apúlia, no sul da Itália. O Papa participou pela primeira vez como orador no evento, destacando a necessidade de um uso ético da inteligência artificial e condenando o desenvolvimento de armas autônomas letais. Em uma reunião privada, Lula e Francisco voltaram a discutir temas como o combate à fome, a promoção da paz e a necessidade urgente de reduzir as desigualdades globais

Em fevereiro deste ano, Janja teve um novo encontro com o Papa Francisco em meio a uma viagem a Roma para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Durante a reunião, ela agradeceu as orações pela saúde de Lula e compartilhou com o Papa reflexões sobre a situação de mulheres e meninas afetadas pela fome e a pobreza.  Fonte: Agência Brasil

Papa Francisco morre aos 88 anos

Roma--23/03/ 2025. O Papa Francisco faz sua primeira aparição pública em cinco semanas, no dia em que deve recebeu alta do Hospital Gemelli, em Roma, Itália. REUTERS/Remo Casilli/ Reprodução Proibida.

O Papa Francisco morreu às 7h35, horário de Roma, desta segunda-feira (21), no Vaticano, em Roma. O anúncio da morte foi feito pelo Camerlengo Kevin Farrell da Casa Santa Marta.

 “Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e da Igreja”.

O cardeal Farrell disse ainda que Francisco chegou a aparecer na sacada da Basílica de São Pedro para a mensagem de Páscoa, na manhã deste domingo (20).

“O Pontífice apareceu na sacada da Basílica de São Pedro para a mensagem de Páscoa Urbi et Orbi, deixando sua última mensagem para a Igreja e o mundo”.

“Com imensa gratidão por seu exemplo como verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino,” acrescentou o cardeal.

>>Papa Francisco deixa o hospital após quase 40 dias internado

Primeiro Papa das Américas

Francisco assumiu o papado em 2013, mas, ao longo dos últimos anos, começou a apresentar problemas de saúde, desde gripes e resfriados até ferimentos provocados por quedas em seu próprio apartamento, no Vaticano.

Com a saúde cada vez mais fragilizada, chegou a usar cadeira de rodas e bengalas para se locomover em eventos que exigiam maior esforço físico, além de limitar suas falas em razão de diversas infecções respiratórias.

Em fevereiro, foi internado para realizar exames e tratar um quadro de bronquite, inflamação dos brônquios geralmente provocada por vírus como o da influenza ou o vírus sincicial respiratório.

Apesar do agravamento da saúde no decorrer dos anos, o papa vinha mantendo grande parte de sua agenda diária de compromissos, participando, inclusive, de reuniões em sua própria residência.

Biografia

Francisco, nome escolhido por ele para seu pontificado, nasceu Jorge Mario Bergoglio. Argentino de Buenos Aires, foi o primeiro papa das Américas. Filho de imigrantes italianos, era o mais velho de cinco irmãos: dois homens e três mulheres.

Ainda jovem, chegou a formar-se técnico em química, mas, pouco depois, escolheu o caminho do sacerdócio. Licenciou-se em filosofia, foi professor de literatura e psicologia e, posteriormente, licenciou-se também em teologia.

Foi ordenado sacerdote em dezembro de 1969, prestes a completar 33 anos. Já como padre jesuíta, foi nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires e, posteriormente, em 2001, como cardeal, pelo então papa João Paulo II.

Como arcebispo de Buenos Aires, diocese com mais de 3 milhões de pessoas, elaborou um projeto missionário centrado na comunhão e na evangelização e com foco na assistência aos pobres e aos enfermos.

Francisco foi sucessor do papa emérito Bento XVI que, em fevereiro de 2013, aos 78 anos, renunciou ao pontificado em razão de problemas de saúde. Francisco chegou a presidir o funeral de Bento XVI, em janeiro de 2023, com uma homilia em que o comparava a Jesus.

Em meados de 2024, sobre a possibilidade de também ele renunciar, Francisco se referiu ao tema como “hipótese distante”, já que ainda mantinha saúde suficiente para seguir com seu papado. “Não tenho motivos sérios o suficiente para me fazerem pensar em desistir”.

Apelo por cessar-fogo

Ao longo de seu papado, Francisco lançou diversos apelos à comunidade internacional por cessar-fogo em conflitos na Europa e no Oriente Médio – incluindo a guerra entre Rússia e Ucrânia e, mais recentemente, os ataques do Hamas à Faixa de Gaza.

“Todas as nações têm o direito de existir em paz e em segurança e seus territórios não devem ser atacados ou invadidos. A soberania deve ser respeitada e garantida pelo diálogo e pela paz, não pelo ódio e pela guerra.”

Mulher em gabinete-chave da Igreja

Em janeiro de 2025, Francisco nomeou uma mulher para chefiar um importante gabinete do Vaticano, escolhendo a freira Simona Brambilla para dirigir o departamento responsável por todas as ordens da Igreja Católica.

Com a nomeação, pela primeira vez, uma mulher fica responsável por um dicastério ou congregação da Cúria da Santa Fé, órgão central de governo da Igreja Católica. Simona substitui o cardeal brasileiro reformado João Braz de Aviz.

Milagre na Amazônia

Em outubro de 2024, durante missa na Praça de São Pedro, Francisco proclamou a canonização do padre italiano José Allamano, fundador da congregação dos Missionários da Consolata, por um milagre que teria ocorrido na Amazônia brasileira.

Segundo a organização Consolata América, o milagre ocorreu em 1996, em Roraima, quando um indígena yanomami foi atacado por uma onça e apresentou um grave ferimento na cabeça. Um grupo de missionários teria invocado José Allamano pedindo a recuperação do rapaz, o que se realizou.

Mudanças climáticas

Em agosto de 2024, Francisco fez um de seus últimos alertas em prol da preservação do meio ambiente e exigindo uma ação global contra as mudanças climáticas. “Se medirmos a temperatura do planeta, isso nos dirá que a Terra está com febre. Ela está doente”.

“Precisamos nos comprometer com a proteção da natureza, mudando nossos hábitos pessoais e comunitários”, disse. “Os que mais sofrem com as consequências desses desastres são os pobres, aqueles que são forçados a deixar suas casas por causa de enchentes, ondas de calor ou secas”, completou.

Bênção para casais do mesmo sexo

Em dezembro de 2023, o Vaticano anunciou, em decisão histórica aprovada pelo papa Francisco, que padres podem administrar bênçãos a casais do mesmo sexo, desde que não façam parte dos rituais ou liturgias regulares da Igreja Católica.

Documento do escritório doutrinário do Vaticano destaca que tal bênção não legitima situações irregulares nem deve ser confundido com o sacramento do matrimônio, mas figura como um sinal de que Deus acolhe a todos.

O texto cita que padres “não devem evitar ou proibir a proximidade da Igreja com as pessoas em todas as situações em que elas possam buscar a ajuda de Deus por meio de uma simples bênção”.

*Com informações do Vaticano News

Idosa de 76 anos morre durante prova de corrida de rua em João Pessoa

Prova de corrida em que idosa morreu em João Pessoa — Foto: Reprodução/Redes sociais/@maratonadejoaopessoa

Uma idosa de 76 anos morreu durante uma prova de corrida de rua, chamada Maratona de João Pessoa, neste domingo (20).

De acordo com a organização da prova, a mulher estava inscrita no percurso de 5 quilômetros e passou mal na altura do quilômetro dois.

A idosa foi atendida por uma equipe médica do próprio evento e também pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), que confirmou a morte dela.

Em nota, a organização do evento se solidarizou com a família, amigos e participantes. Disse também que seguiu todas recomendações dos órgãos reguladores.

A prova, que teve mais de 8 mil corredores inscritos, não foi interrompida.

 Fonte: G1-PB

Pai é morto a tiros, e filho é baleado em João Pessoa

Pai é morto a tiros, e filho é baleado em João Pessoa — Foto: Flávio Fernandes/TV Cabo Branco

Um pintor de 41 anos foi morto a tiros no apartamento onde morava, no fim da manhã deste domingo (20), em João Pessoa. O filho dele, de 23 anos, também estava no local e foi baleado.

Testemunhas disseram à equipe da TV Cabo Branco que dois homens armados chegaram caminhando ao local e atiraram.

O pai morreu ainda no local. Mas o filho foi levado por vizinhos para um hospital.

De acordo com a Polícia Militar, os dois homens não têm passagem pela polícia. Fonte: G1-PB

Morre a cantora e compositora Cristina Buarque

Brasília (DF), 20/04/2025 -  A cantora e compositora Cristina Buarque morreu neste domingo (20), aos 73 anos, vítima de câncer. A informação foi confirmada por seu filho, Zeca Ferreira.
Foto: Zeca Ferreira/Instagram

Vítima de complicações de um  câncer, morreu neste domingo (20), aos 74 anos, a cantora e compositora Cristina Buarque. A informação foi confirmada por seu filho Zeca Ferreira nas redes sociais. Filha do historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda, era irmã dos cantores Chico Buarque, Miúcha e Ana de Hollanda.  Ela estava radicada na Ilha de Paquetá há alguns anos. 

“Uma cantora avessa aos holofotes. Como explicar um negócio desses em qualquer tempo? Mas como explicar isso nesse tempo específico? Mas foi isso a vida inteirinha dessa mulher que tivemos, nós 5, a sorte grande de ter como mãe.
Uma vida inteira de amor pelo ofício e pela boa sombra. “Bom mesmo é o coro”, ela dizia, e viveria mesmo feliz a vida escondidinha no meio das vozes não fosse esse faro tão apurado, o amor por revirar as sombras da música brasileira em busca de pequenas pérolas não tocadas pelo sucesso, porque o sucesso, naqueles e nesses tempos, tem um alcance curto. É imagem bonita e nítida mas desfoca as outras belezas que se perderiam na sombra não fossem essas pessoas imunes ao imediato. Ser humano mais íntegro que eu já conheci. Farol, chefia, braba, a dona da porra toda.
Vai em paz, mãe”, diz mensagem assinada por Ana, Zeca, Paulo, Antônio, Piiizinha, postada no Instagram por Zeca.

Lula manifesta pesar

Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou pesar pelo falecimento de Cristina Buarque.

“Quero expressar meus profundos sentimentos pelo falecimento de Cristina Buarque. Cantora e compositora talentosa, teve um papel extraordinário na música brasileira ao interpretar as canções de alguns dos mais importantes compositores do samba carioca, ajudando a poesia e o ritmo dos morros do Rio a conquistarem os corações dos brasileiros. Aos seus familiares e ao meu amigo Chico Buarque, deixo minha solidariedade e um forte abraço”, disse o presidente.

Portela

Ao lamentar a morte de Cristina Buarque, a Escola de Samba Portela lembrou que a cantora era natural de São Paulo e dedicou a vida ao samba e à música popular brasileira (MPB). Sua carreira ganhou notoriedade com o lançamento, em 1974, de um disco que apresentou composições de grandes nomes da MPB, como Cartola, Tom Jobim, Paulinho da Viola, Manacéa e seu irmão, Chico Buarque.

Sempre presente ao lado da Velha Guarda da Portela, Cristina deixa cinco filhos e um legado eterno para o samba e a música brasileira.

O presidente da Portela Fábio Pavão, o vice-presidente, Junior Escafura, a Velha Guarda da Portela e toda a família portelense se solidarizam com os familiares, amigos e fãs nesse momento, escreveram os representantes da agremiação.

“Descanse em paz, Cristina!”, finaliza a mensagem.

Discografia

Segundo o Dicionário Cravo Albin, da Música Popular Brasileira, em 1968, o irmão de Cristina, Chico Buarque, mais velho seis anos, levou-a para gravar em seu LP Chico Buarque Volume 3, dividindo com ela a faixa Sem Fantasia, de autoria do próprio compositor.

Em 1974, lançou o primeiro LP Cristina, no qual interpretou um de seus maiores sucessos, Quantas lágrimas, de Manacéia, compositor da Velha-Guarda da Portela. No mesmo disco, gravou composições de outros sambistas, como Dona Ivone Lara, do Império Serrano, e Nelson Cavaquinho e Cartola, ambos da Mangueira. Nessa época, já era marcante uma de suas características: resgatar canções de antigos compositores das escolas de samba, em um verdadeiro trabalho de garimpagem. Assim fez com Candeia, ainda na década de 1970, gravando em fita cassete vários de seus sambas inéditos e melodias inacabadas.

Ainda de acordo com o dicionário, em 1980, gravou o LP Vejo amanhecer, que teve a participação do conjunto Época de Ouro na faixa Cantar, de Godofredo Guedes, pai do cantor e compositor Beto Guedes, sendo o título do disco retirado da música Vejo amanhecer, de Noel Rosa. No ano seguinte, lançou o LP Cristina, com a participação especial da Velha-Guarda da Portela na faixa Vida de rainha, de Alvaiade e Monarco, e ainda de Clementina de Jesus em Quando a polícia chegar, de João da Baiana. Ainda neste ano, convidada a participar de um disco em homenagem a Geraldo Pereira, gravou a música Pode ser?, de Geraldo Pereira e Marino Pinto, e fez parte do coro na faixa Se você sair chorando, de Geraldo Pereira e Nélson Teixeira.

Em 1987, gravou um compacto duplo, com produção independente, juntamente com Mauro Duarte, no qual os dois interpretaram as músicas Resgate e Deixa eu viver na orgia”. A primeira é de autoria de Duarte e Paulo César Pinheiro e a segunda, dele e de Cristina.

Em 1988, coproduziu e participou do LP Candeia, lançado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), gravando a faixa Morro do Sossego, de Candeia e Artur Poerner. No ano seguinte, a gravadora Ideia Livre lançou o disco Homenagem a Paulo da Portela e outra vez, em dueto com Mauro Duarte, Cristina interpretou a canção Quem espera sempre alcança. No mesmo ano, participou do coro em várias faixas do disco Mangueira chegou, da Velha Guarda da Mangueira.

Em 1998, participou do CD Chico Buarque de Mangueira, interpretando várias faixas, como Favela, de Padeirinho e Jorginho Pessanha, Como será o ano 2000, de Padeirinho, em dueto com Carlinhos Vergueiro, Polícia no morro, de Geraldo Pereira e Arnaldo Passos, Agoniza mas não morre, de Nelson Sargento, também com Carlinhos Vergueiro, e fazendo coro em quase todo o disco.

Em 2002, ao lado dos irmãos Chico, Miúcha e Ana de Hollanda, e de Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Inezita Barroso e Carlinhos Vergueiro, participou da caixa de quatro discos Acerto de contas de Paulo Vanzolini, lançada pela gravadora Biscoito Fino, na qual Interpretou três composições do homenageado: Falta de mim, noite longa, dele e de Toquinho, Mente Morte é paz.

Em 2003, ao lado de Dona Ivone Lara, Wilson Moreira, Elton Medeiros, Renato Braz, Monarco, Velha Guarda da Portela, Elza Soares, Teresa Cristina, Martnália, Nilze Carvalho, Seu Jorge e Walter Alfaiate, entre outros, participou do CD Um ser de luz – saudação a Clara Nunes, no qual interpretou Derramando lágrimas.

Em 2007 apresentou o espetáculo Cristina Buarque e Terreiro Grande, no Teatro Fecap, em São Paulo, em show produzido por Homero Ferreira.

Amigos lamentam perda

A cantora  e compositora Teresa Cristina lembrou que Cristina Buarque era uma grande pesquisadora de samba e influenciou muito sua geração.

“Tenho certeza de que a Cristina era a grande responsável pelo que todo mundo passou a chamar de revitalização do samba da Lapa, porque foi através das fitas  e posteriormente dos CDs que começamos a enriquecer nosso repertório. E a Cristina tinha uma vontade de esparramar esse repertório  pela cidade. Uma pessoa muito importante para o samba, avessa a qualquer tipo de holofote . Ela só queria cantar o samba dela, tomar a cervejinha dela, fumar o cigarrinho dela. Foram amigas durante muito tempo e depois ela foi para Paquetá, onde passou o final da vida”.

O presidente do Instituto Memória Muiscal Brasileira, João Carino, conta que produziu um disco de Cristina. “Juntos fizemos o disco Ganha-se pouco, mas é divertido, cantando a obra do Wilson Batista. Ela foi uma enciclopédia da música brasileira. Cristina Buarque vai deixar muita saudade. Ela tinha um jeito único de cantar”. 

Conhecido como Pratinha, o músico Tiago Prata era amigo de longa data de Cristina e tocava com a cantora no famoso Bar Bip Bip, em Copacabana.

“Cristina teve uma importância gigante para a música brasileira, para a defesa do samba, dos compositores. Ela não se rendeu aos caprichos do mercado fonográfico para poder manter acesa a chama dos compositores de samba. Ela formou toda uma geração da Lapa do início dos anos 2000 como Teresa Cristina e Pedro Miranda. É uma perda enorme.”

A cantora Alice Canto escreveu no Instagram que Cristina era a cantora, mãe, avó e a pesquisadora mais generosa e menos vaidosa que já conheceu na vida.

“Cristina era completamente avessa a homenagens e me avisou, quando quis homenageá-la em vida, pelos seus 70 anos: “E já vou avisando, não quero homenagens quando morrer!” Foi algo que nunca entendi muito: porque é que gravava discos e fazia um trabalho tão rico se não queria ser saudada por isso, se não tinha o desejo de “aparecer”, de colher os frutos. Era um trabalho muito apaixonado tanto pelos personagens daquilo que cantava, pelas histórias que os sambas contavam quanto pelas melodias, arranjos e batuques que ela amava tanto. E mesmo sendo tão especialista no assunto nunca se autoproclamou “sambista”, pois não tinha nascido “lá”, pois não era uma personagem, mas uma admiradora de fora.” Fonte: Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Mdic retoma seguro de crédito à exportação pós-embarque

Exportações intrarregionais representam apenas 20% das realizadas pela America Latina e Caribe

A partir deste mês, as micro, pequenas e médias empresas podem se proteger de riscos associados às exportações. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) retomou o seguro de crédito à exportação (SCE) pós-embarque, interrompido em 2019.

O novo seguro está disponível desde o último dia 4 para empresas com exportações anuais de até US$ 3 milhões e faturamento anual de até R$ 300 milhões. No fim do ano passado, a pasta havia lançado o SCE na fase pré-embarque, quando a mercadoria ainda não foi embarcada.

“Com essas duas garantias, o governo age nas duas pontas [pré e pós-embarque] para assegurar às empresas maior capacidade para exportar mais e fortalecer sua presença no comércio exterior. Qual é o nosso objetivo? Estimular as micro, pequenas e médias empresas brasileiras a vender seus produtos lá fora no exterior, gerando empregos de qualidade e renda para a nossa população”, disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, em vídeo gravado nas redes sociais.

Proteção

A modalidade pós-embarque do seguro de crédito protege o exportador ou o financiador contra o não-pagamento da exportação. Na prática, permite que o exportador conceda a seus clientes estrangeiros condições de venda mais atrativas, com o pagamento a prazo. Essa proteção também facilita que bancos antecipem valores a receber, permitindo que o exportador receba à vista, mesmo oferecendo pagamento a prazo ao comprador da mercadoria em outro país.

Da mesma forma, na modalidade pré-embarque, o financiador que antecipa os recursos da exportação ao exportador fica protegido contra o risco de não-realização da exportação e também contra o risco de não pagamento pelo importador.

Juros mais baixos

Tanto no pré como no pós-embarque, o SCE traz um benefício adicional ao promover o acesso a melhores condições de financiamento. Isso acontece porque o SCE reduz o risco para os bancos que concedem crédito ao exportador, seja como capital de giro pré-embarque seja como refinanciamento de crédito ao importador na fase de comercialização. O Programa de Financiamento ao Exportador (Proex), também do governo federal, aceita o seguro de crédito à exportação como garantia.

Com recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), o seguro de crédito ao exportador é operado pela Agência Brasileira de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), sob as diretrizes da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao MDIC. Em 2024, foram aprovadas coberturas no valor de US$ 9,15 milhões em 13 operações e 9 empresas beneficiadas.

Quem pode contratar

  • Empresas exportadoras com faturamento anual de até R$ 300 milhões. Essa é a regra geral para que sejam consideradas micro, pequenas e médias empresas.
  • Além disso, para que possam contratar o SCE, elas precisam ter:
  • Receita anual de exportações de até US$ 3 milhões, para contratar o SCE pós-embarque;
  • Receita anual de exportações de até US$ 5 milhões, para contratar o SCE pré-embarque.

Vantagens

  • Não há exigência de contragarantias (ativos que o exportador tem de oferecer para obter o seguro);
  • Modalidade de garantia adicional, que pode ser útil às empresas com dificuldade em obter outros tipos de garantias;
  • Não compromete o limite de crédito do exportador;
  • Não há valor mínimo de exportação;
  • Não há restrição de produtos ou serviços elegíveis.

Prazo de cobertura

  • Na fase pós-embarque, o SCE cobre operações de exportação com prazos até dois anos. Na frase pré-embarque, são 180 dias. Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Motorista de 69 anos morre após bater carro contra van na PI-112, em União

Motorista morre após bater carro contra van na PI-112, em União — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um idoso chamado Arão de Oliveira Lobão Filho, de 69 anos, morreu após bater o carro contra uma van, na tarde deste sábado (19), na PI-112, em União, a 65 km de Teresina. A parte frontal do veículo ficou destruída devido ao impacto da colisão.

Segundo o Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual (BPRE), o motorista do carro estava dirigindo no sentido TeresinaUnião e bateu de frente com a van, que vinha no sentido oposto.

O motorista perdeu o controle do carro e faleceu ainda dentro do veículo. Ele precisou ter o corpo retirado das ferragens por uma equipe do Corpo de Bombeiros do Piauí (CBMEPI).

De acordo com o CBMEPI, o idoso estava sozinho. O homem que dirigia a van, que também não estava acompanhado, sofreu apenas ferimentos leves.

Fonte: G1-PI

Motorista perde o controle da direção, carro sai da pista e provoca grave acidente na BR-222 no MA

Motorista perde o controle da direção, carro sai da pista e provoca grave acidente na BR-222 no MA — Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Federal

Um carro saiu da pista e foi parar em uma área do encostamento do km 544, da BR-222, em Bom Jesus das Selvas, a 465 km de São Luís. O grave acidente foi registrado neste sábado (19) e deixou uma mulher de 33 anos gravemente ferida.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a motorista do veículo trafegava pela via quando perdeu o controle da direção do carro em uma curva. Com isso, o carro saiu da pista e foi parar em uma área de mata próxima ao acostamento.

Acidente entre ônibus com torcedores do Santa Cruz e mais dois veículos deixa feridos na Paraíba

Acidente entre ônibus com torcedores do Santa Cruz e mais dois veículos deixa feridos na Paraíba — Foto: Flávio Fernandes/TV Cabo Branco

Um acidente envolvendo um ônibus com torcedores do Santa Cruz de Recife e mais dois veículos aconteceu na manhã deste domingo (20), na BR-101, no município do Conde.

O motorista de um dos veículos atingidos pelo ônibus teve ferimentos graves e foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Uma passageira de outro carro também ficou ferida, mas de forma leve.

Ao todo, 50 torcedores estavam no ônibus. Todos eles seguiam viagem para Campina Grande, onde devem assistir a uma partida entre Santa Cruz e Treze, no fim da tarde.

Em entrevista à TV Cabo Branco, os torcedores contaram que chovia no momento da batida e que já havia um acidente com veículos de passeio na pista.

O motorista do ônibus teria visto o acidente e tentado desviar, mas bateu em um dos veículos e acabou arrastando o motorista, que já estava fora do carro.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), só o processo de perícia no local poderá dizer o que causou o acidente.

Por enquanto, a PRF adiantou que o ônibus estava em situação regular.Fonte: G1-PB

Projetos sustentáveis trazem renda para mulheres Rikbaktsa

Juara (MT), 08/04/2025 – Mulheres indígenas do Povo Rikbaktsa trabalham na extração do mel em meliponário na aldeia Pé de Mutum, Terra Indígena Japuíra, apoiadas pelo projeto Biodiverso. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na Terra Indígena (TI) Erikpatsa, no noroeste do estado de Mato Grosso, Neiriane Taerik, de 25 anos, é a primeira presidente mulher da Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho (ASIBV). É ela quem está à frente, na aldeia, do projeto de beneficiamento da castanha-do-pará, que leva renda principalmente para as mulheres da comunidade.

A castanheira é uma árvore abundante na Amazônia, e a castanha-do-pará fica dentro de uma espécie de coco, chamada ouriço. A comunidade costumava comercializar o ouriço e recebia pouco por isso. Parcerias comerciais e projetos socioambientais possibilitaram que os próprios indígenas fizessem o beneficiamento, ou seja, a retirada das castanhas e a venda delas, já sem casca, prontas para o consumo. Isso agregou valor ao produto que sai das aldeias e aumentou os ganhos.

“Está gerando renda”, diz Neiriane Taerik. “As mulheres ficam em casa, dependendo de tudo, cuidando dos filhos. Por isso que veio essa ideia de colocá-las para trabalhar e terem os recursos delas mesmas”, conta.

Ao todo, 16 mulheres trabalham no beneficiamento da castanha. Um galpão foi instalado na aldeia com máquinas para a retirada da casca da oleaginosa. E há fila de espera de interessadas em participar.

Em um ano, entre 2024 e 2025, a ASIBV, que abrange 12 aldeias, vendeu ao Império da Castanha 2,5 mil quilos (kg), a R$ 10 por Kg, arrecadando R$ 25 mil para as comunidades. Os dados são do projeto Biodiverso, que atua na região e apoia a cadeia produtiva da castanha.

O projeto Biodiverso oferece equipamentos de proteção para a coleta da castanha e beneficiamento e, ainda este ano, irá reformar o galpão onde é feito o beneficiamento do produto, colocando ar condicionado e instalando banheiros. Com a ampliação do galpão, a expectativa é que todas as mulheres interessadas possam participar do projeto.

Marinalva Kidy é mãe de Neiriane Taerik já é uma das integrantes. “Antes de quebrar castanha, a gente trabalhava com artesanato e coletava a castanha no mato. Depois, surgiu essa parceria, e a gente veio aqui para o barracão”, conta. “De lá para cá, melhorou muito para mim a parte financeira. Dá para pagar as contas na loja, as dívidas, a energia, tudo”, diz.

>>> Conheça mais sobre a luta do povo Rikbaktsa:

Alternativa de renda

No território indígena, cercado por fazendas e disputado por madeireiras e pelo garimpo, a atividade surge como uma forma de manter os indígenas na terra e dar retorno financeiro sem que precisem deixar as aldeias.

Se o beneficiamento fica por conta das mulheres, a coleta e quebra dos ouriços é feita por toda a família. Dauri Tsoimy, 48 anos, é um dos que realiza essa atividade.

“Hoje nós estamos iniciando uma mini fábrica dentro da nossa TI. O que nós queremos é mais ampliação, e que dentro da nossa comunidade tenha um trabalho para poder sempre empregar o nosso povo, sem sair das nossas comunidades para ir trabalhar na fazenda ou em outros lugares. Isso é muito importante para nós usufruímos da riqueza que temos e do que a natureza nos dá”, diz.

Ermison Bybyimo, de 38 anos, trabalha junto com Dauri Tsoimy e explica que a castanha faz parte da cultura dos Rikbaktsa. “Nós cuidamos muito da floresta, da castanheira. Esse alimento é o que a gente utiliza no café da manhã, no almoço. A gente prepara nossas comidas tradicionais também, nas festas tradicionais. É um dos alimentos que estão presentes no nosso dia a dia. Por isso, a gente cuida muito da castanheira. Desde pequeno, a gente já tem esse cuidado de passar esse conhecimento para as crianças”, diz.

Ele reforça que, a partir da atividade que já é tradicionalmente praticada, é possível agora retirar sustento. “A gente tem muita opressão dos madeireiros, do garimpo. E hoje, no nosso território, não está tendo mais o peixe que nem há 20 anos. Então, isso é nossa preocupação. E a gente fica muito preocupado também com os jovens que estão saindo fora, por não ter emprego dentro da aldeia”, diz.

Sem atravessadores

De acordo com projeto Biodiverso, a ideia é que os indígenas possam garantir a renda sem precisar de atravessadores, recebendo todo o pagamento pelo produto produzido. Junto com a produção, o projeto atua também na educação ambiental, no reforço e resgate do cuidado com a natureza, mostrando que a floresta de pé vale muito e traz dinheiro para a comunidade.

Segundo o coordenador do Biodiverso, Sávio Gomes, os projetos têm gerado mudanças. “Os jovens não vão mais para as fazendas trabalhar de empregados, eles são donos dos próprios empreendimentos comunitários. A tendência é que eles tenham uma atratividade maior no território deles”, diz.

Sávio Gomes conhece de perto a realidade dos territórios. Além de ter vivido ali por mais de um ano com os indígenas, ele mesmo nasceu na Reserva Extrativista (Resex) Lago do Capanã Grande, no Amazonas, e, até os 17 anos, trabalhou com a quebra da castanha. “Um dia eu estava quebrando castanha, eu quebrava castanha ajoelhado, e um ouriço de castanha caiu aqui, perto da minha cabeça. Aí eu falei: ‘Acabou essa história, eu vou atrás de estudo, vou atrás de outra coisa’”, conta.

Ele formou-se Técnico Florestal pelo Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Amazonas e Gestor Ambiental pela Universidade Estácio de Sá. E com o que aprendeu, busca como coordenador do Biodiverso transformar essa realidade. Sávio Gomes diz que sempre questionou a lógica das reservas extrativistas. Ele sentia como se, quando elas eram criadas, as pessoas ali eram abandonadas à própria sorte, muitas vezes sem estrutura ou sem contatos para geração de renda, algo necessário para viver em um mundo capitalista. Uma das inquietações que ele tinha era que as pessoas sempre falavam que tinha muita riqueza na Resex, mas ele não via essa riqueza.

“Tem a natureza, tem tudo isso aqui. Mas o que que a gente faz com essa riqueza toda? Como assim que eu sou rico e sou pobre ao mesmo tempo?”, questiona.

“Dentro dessas comunidades, têm pessoas, pessoas que precisam de saúde, precisam de escola, de educação, de geração de renda”, defende ele, que afirma que a intenção do projeto Biodiverso é justamente possibilitar esses contatos e proporcionar melhorias na qualidade de vida dos povos indígenas e extrativistas.

Além da TI Erikpatsa, o projeto Biodiverso, patrocinado pela Petrobras, é desenvolvido nas TIs Japuíra e Escondido, do povo Rikbaktsa; TI Aripuanã; TI Arara do Rio Branco e Resex Guariba Roosevelt. Juntas, produziram no último ano, 34,4 toneladas de castanha, gerando R$ 366.750 às comunidades.

Educação ambiental

Além do beneficiamento, outra ação do Projeto Biodiverso voltado para as mulheres é a produção de mel. O projeto começou a ser implementado na aldeia Pé de Mutum, na TI Japuíra, a partir de demanda da própria comunidade. A ação faz parte de um projeto de educação ambiental, que busca entender a relação com a natureza e desenvolver formas sustentáveis de renda e de subsistência.

O mel é usado para adoçar a chicha, bebida fermentada produzida a base de batata, milho, banana e outros tradicional dos povos indígenas da região. O problema é que ele estava cada vez mais raro, já que os enxames estão mais difíceis de serem encontrados.

Uma das integrantes do projeto, Genilda Madair Rikbaktatsa conta que a atividade não é apenas para ela, mas para toda a comunidade “Eu tenho interesse em aprender coisas novas. Eu sei que daqui para frente não vai servir só para mim, vai servir para outras pessoas também, principalmente para nossos filhos que estão vindo agora”, diz.

Projeto Biodiverso

O projeto Biodiverso é desenvolvido pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Pacto das Águas e tem como objetivo promover o uso sustentável da sociobiodiversidade, com povos indígenas e comunidades tradicionais no noroeste do estado de Mato Grosso, como estratégia para mitigar o aquecimento global e as mudanças climáticas pela defesa da conservação da floresta em pé. O projeto é patrocinado pela Petrobras.

O beneficiamento da castanha e a educação ambiental são algumas das ações desenvolvidas no âmbito do projeto, que tem como meta dar suporte a 300 extrativistas na produção de 800 toneladas de castanha, 90 toneladas de borracha e 15 toneladas de óleo de copaíba com boas práticas de produção padronizadas e com assistência técnica periódica, até 2027. Com isso, espera-se garantir a conservação de 1,4 milhão de hectares no bioma amazônico.

A convite da Petrobras, a equipe da Agência Brasil visitou as aldeias Barranco Vermelho e Beira Rio, na TI Erikpatsa e Pé de Mutum, na TI Japuíra, nos dias 8 e 9 de abril. Fonte: Mariana Tokarnia* – Repórter da Agência Brasil