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Tarifaço dos Estados Unidos é boicote contra o Brasil, diz ministro

Brasília (DF) 30/07/2025 O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, participa do programa Bom Dia, Ministro   Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, classificou como boicote as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Isso não é bem tarifa. Isso é um boicote, né? É como tem com Cuba. Praticamente proíbe a venda. Com 50%, você proíbe a venda. Inviabiliza”, disse nesta quarta-feira (30), ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

França lembrou que, até o momento, não há decreto ou projeto de lei que oficialize o que foi dito pelo mandatário norte-americano. “É uma coisa da cabeça do Trump. Ele digitou lá na rede social dele e disse que vai fazer”.

“Eles estão preparando do lado de lá o que vai ser essa redação. Há diversas versões. Uma delas, por exemplo, a mais comentada, é que ele só faria em relação a produtos que os americanos têm também. “

“De qualquer maneira, estamos preparados, pensando em soluções para os bens perecíveis, aqueles que estragam mais depressa”, completou o ministro.Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

O Brasil negociará como país soberano, diz Lula no New York Times

Brasília (DF), 10/07/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista no Palácio da Alvorada. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A dois dias das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrarem em vigor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou ao jornal americano New York Times, um dos principais dos Estados Unidos, que o Brasil negociará como país soberano e que não aceitará participar de uma Guerra Fria contra a China.

Questionado pelo jornalista Jack Nicas se não teme que as críticas abertas que têm feito ao presidente Donald Trump atrapalhem as negociações, Lula disse que não há motivo para medo, apesar de estar preocupado com o tarifaço devido aos interesses econômicos, políticos e tecnológicos do Brasil.

“Mas em nenhum momento o Brasil negociará como se fosse um país pequeno contra um país grande. O Brasil negociará como um país soberano. Na política entre dois Estados, a vontade de nenhum deve prevalecer. Precisamos sempre encontrar um meio-termo. Isso não se consegue estufando o peito e gritando sobre coisas que não se pode realizar, nem abaixando a cabeça e simplesmente dizendo ‘amém’ a tudo o que os EUA desejam”, afirmou Lula.

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O presidente brasileiro disse ainda que, caso as tarifas de 50% tenham sido aplicadas por causa do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, então os consumidores brasileiros e norte-americanos vão acabar pagando mais caro por alguns produtos.

“Acho que a causa não merece isso. O Brasil tem uma Constituição, e o ex-presidente está sendo julgado com pleno direito de defesa”, afirmou.

O ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022. Segundo a denúncia, ele pressionou os comandantes militares para suspender o resultado do pleito. Bolsonaro nega as acusações.

Lula disse que não é possível misturar questões políticas com comerciais, como fez Trump.

“Se ele quer ter uma briga política, então vamos tratá-la como uma briga política. Se ele quer falar de comércio, vamos sentar e discutir comércio. Mas não se pode misturar tudo”, argumentou.

O presidente brasileiro justificou que não pode exigir, por exemplo, que os Estados Unidos suspendam o bloqueio econômico à Cuba para negociar alguma outra exigência comercial.

“Não posso fazer isso, por respeito aos Estados Unidos, à diplomacia e à soberania de cada nação”, completou.

Sem diálogo

O jornalista do New York Times perguntou por que Lula não ligou para Trump para explicar a situação do julgamento de Bolsonaro. Segundo Lula, ninguém em Washington quer conversar.

“Designei meu vice-presidente, meu ministro da Agricultura, meu ministro da Economia, para que cada um possa conversar com seu homólogo e entender qual seria a possibilidade de diálogo. Até agora, não foi possível”, explicou.

Lula relatou que o governo teve 10 reuniões sobre comércio com o Departamento de Comércio americano e que, em 16 de maio, enviou uma carta pedindo uma resposta.

“A resposta que recebemos foi por meio do site do presidente Trump, anunciando as tarifas sobre o Brasil. Espero, portanto, que a civilidade retorne à relação Brasil-EUA. O tom da carta dele é definitivamente o de alguém que não quer conversar”, disse.

Guerra Fria

Questionado pelo New York Times sobre o que o Brasil vai fazer se as tarifas entrarem em vigor, Lula disse que “não vai chorar o leite derramado” e que o país vai procurar quem queira comprar os produtos brasileiros. Também destacou que não aceita entrar em uma Guerra Fria contra a China.

“Temos uma relação comercial extraordinária com a China. Se os Estados Unidos e a China quiserem uma Guerra Fria, não aceitaremos. Não tenho preferência. Tenho interesse em vender para quem quiser comprar de mim, para quem pagar mais”, afirmou.

Na segunda-feira (28), a China informou que “está pronta” para trabalhar com o Brasil para defender um sistema multilateral de comércio centrado na Organização Mundial do Comércio (OMC) e com equidade e justiça. O país asiático criticou as tarifas de 50% impostas pelos EUA ao Brasil.Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

PRF apreende armas de uso restrito e mais de 260 munições em Imperatriz

Os agentes revistaram o veículo e encontraram, no porta-luvas, armas e munições. — Foto: Divulgação/PRF

Na manhã dessa segunda-feira (28), por volta das 9h, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu duas armas de fogo de uso restrito e 266 munições durante uma abordagem no km 260 da BR-010, no município de Imperatriz, no sul do Maranhão.

Durante a fiscalização, os policiais pararam uma caminhonete de cor preta, conduzida por um homem de 39 anos, que estava acompanhado de uma passageira. Questionado sobre a presença de armas no veículo, o motorista confirmou, mas não soube informar onde elas estavam guardadas.

Após o desembarque dos ocupantes, os agentes revistaram o veículo e encontraram, no porta-luvas, uma pistola calibre 9mm, um revólver calibre .357, dois carregadores (um deles com munição), além de 153 munições de calibre .357 e 113 de calibre 9mm — totalizando 266 munições. Todo o material estava guardado junto no mesmo compartimento, o que é proibido pela legislação atual.

Além das armas e munições, a PRF também encontrou três relógios, cheques em nome da passageira e R$ 8.335,00 em dinheiro.

O condutor apresentou documentação das armas, incluindo uma Guia de Trânsito (GT), mas o documento não indicava o destino da viagem. Ao ser questionado, ele apresentou versões diferentes sobre o itinerário: primeiro afirmou que seguia de Paragominas (PA) para Sinop (MT), depois disse que o destino era Marabá (PA), sem conseguir explicar por que passava por Imperatriz.

A legislação proíbe que armas e munições sejam transportadas juntas e em locais de fácil acesso ao motorista, como no caso.

Diante das irregularidades, o homem foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil sob suspeita de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A passageira também foi levada para prestar esclarecimentos.Fonte: G1-MA

Sargento da PMMA morre em acidente de moto no bairro São Francisco, em São Luís

Policial militar morre em acidente de moto no bairro São Francisco, em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

Um sargento da Policial Militar do Maranhão morreu em um acidente de trânsito na noite dessa terça-feira (29), no bairro São Francisco, em São Luís. A vítima foi identificada como Noelê de Ribamar Soares Correia Filho, de 52 anos.

Segundo informações preliminares, um carro colidiu na moto do sargento. A pistola dele foi encontrada no chão e recolhida pelos PMs que atenderam a ocorrência. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

Em nota, a Polícia Militar do Maranhão (PMMA) lamentou a morte do agente e destacou os anos de serviços prestados por Noelê à corporação. Ele ingressou na PM em março de 1994 e atuava na Academia de Polícia Militar Gonçalves Dias (APMGD), na capital. Leia a nota:

“É com profundo pesar que a Polícia Militar do Maranhão comunica o falecimento do Sargento PM Noelê de Ribamar Soares Correia Filho, ocorrido nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, na cidade de São Luís – MA.

O Policial ingressou na PMMA em março de 1994, servia na Academia de Polícia Militar Gonçalves Dias, APMGD, em São Luís – MA, prestou relevantes serviços à corporação com dedicação, profissionalismo e compromisso com a Segurança Pública.

Neste momento de dor, o Comando da Corporação, em nome de todos os Oficiais, Praças e funcionários civis da Polícia Militar do Maranhão, expressa suas mais sinceras condolências aos familiares e amigos.

Que o Sargento PM Noelê encontre paz e descanso eterno, e que seus entes queridos encontrem conforto diante desta irreparável perda”.Fonte: G1-MA

Suspeito de tentar matar ex-esposa a facadas se entrega à polícia em Campina Grande

Suspeito tentou abandonar a arma do crime, mas desistiu e fugiu com o objeto — Foto: Reprodução/TV Paraíba

O homem suspeito de tentar matar a ex-esposa com golpes de faca foi preso após se entregar à polícia na tarde desta terça-feira (29), em Campina Grande. O crime aconteceu na madrugada do último sábado (27), quando os dois se encontraram para tentar uma reconciliação, e ele atacou a mulher com quatro facadas.

Segundo informações da TV Paraíba, o casal esteve junto por mais de seis anos. O suspeito não aceitava o divórcio e, na noite da sexta-feira (26), os dois se encontraram para tentar reatar o relacionamento. No retorno para casa, o homem atacou a vítima. Ele foi identificado como Erinaldo Miguel da Silva, de 54 anos.

A Polícia Civil informou que conseguiu imagens que mostram o suspeito deixando o local do crime e tentando abandonar a arma utilizada na tentativa de assassinato. No entanto, ele desiste e vai embora levando o objeto.

A vítima prestou depoimento, e as investigações também tiveram acesso a imagens que mostram a violência das agressões e as diversas manchas de sangue deixadas no local.

Após o crime, a mulher foi socorrida e levada para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Ela passou por procedimentos médicos e por uma cirurgia. A vítima chegou a perder o baço, mas, segundo a unidade hospitalar, o estado de saúde dela é estável.Fonte: G1-PB

EUA foram o segundo principal destino das exportações da Paraíba em 2024, aponta CNI

EUA foram o segundo principal destino das exportações da Paraíba em 2024, aponta CNI — Foto: Christopher Furlong/Pool via REUTERS

Os Estados Unidos foram o segundo principal destino das exportações da Paraíba em 2024, de acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgado nesta terça-feira (29).

O levantamento também aponta que o tarifaço de Donald Trump deve impactar em cerca de R$ 101 milhões o Produto Interno Bruto (PIB) paraibano. O presidente dos Estados Unidos informou ao Brasil que o país vai taxar em 50% os produtos nacionais a partir de 1º de Agosto.

Conforme os dados, a Paraíba tem um total de US$ 35,6 milhões em exportações para os EUA, que corresponde a 21,6% das exportações totais do estado. A Paraíba fica atrás somente de Ceará e Espiríto Santo entre os estados com maior concentração de exportações para um outro país no Brasil.

O CNI apontou que a principal indústria responsável na Paraíba pelas exportações é a da transformação de papel, respondendo por 96,9% das exportações para o mercado norte-americano. Os principais setores exportadores na Paraíba foram o de alimentos, com destaque absoluto, em US$ 30,5 milhões (85,5%), e o de couro e calçados, em US$ 3,6 milhões (10,2%).Fonte: G1-PB

Apicultor adia colheita de mel após anúncio de tarifaço de Trump e queda do preço no Piauí

Produtores deixam de vender 152 toneladas de mel em 15 dias para EUA; prejuízo de mais de R$ 2,5 milhões — Foto: Reprodução/Casa Apis

O produtor rural José Claro de Sousa migrou na terça-feira (29) mais de 600 enxames do Piauí para o Maranhão na esperança de continuar a produção de mel e fugir da seca. Ele, porém, ainda não tem previsão para colher o produto, devido à queda no preço após o anúncio do tarifaço de Trump.

“Todo ano a gente faz isso para ter produção o ano inteiro de mel e manter os enxames. Com esse tarifaço aí tá complicado, porque a gente precisa pensar além da boa colheita, em um bom preço do mel. O preço normal é uns R$ 18,50, o quilo, e eu recebi a notícia que estão começando a comprar a R$ 15”, explicou o apicultor.

A colheita deveria iniciar entre os dias 5 e 10 de agosto. Contudo, José optou por adiar, por cerca de 15 dias, para esperar o preço melhorar.

Segundo o empresário e principal exportador de mel do Brasil através do Grupo Sama, Samuel Araújo, os Estados Unidos compram cerca de 75% do produto exportado para o exterior.

“Houve cancelamento de embarque, mas não cancelamento de contrato, porque eles precisam do mel de qualquer forma. Hoje o grande problema que a gente tem é a incerteza. Nós temos uma responsabilidade com nossos colaboradores, com os nossos clientes, com a nossa cadeia de fornecimento, porque nós somos fornecidos por pessoas da agricultura familiar, são quase 85% de toda a fonte do mel”, afirmou Samuel.

Caso efetivada, a tarifa de 50% sobre exportações brasileiras entrará em vigor na sexta-feira (1). A medida deve afetar diretamente mais de 12 mil famílias de micro e pequenos apicultores piauienses.

Exportadores buscam novos mercados

 

Com a sinalização de entraves no principal mercado consumidor, o Grupo Sama tem se articulando para ampliar a presença em outros destinos. Países como Alemanha, Holanda, Bélgica e Dinamarca, na Europa; além de Canadá, Japão, China e Emirados Árabes, estão no radar.

“Temos um produto com demanda global superior à oferta, produzido com práticas sustentáveis e qualidade reconhecida internacionalmente. Por isso, estamos ampliando nosso alcance internacional e avaliando alternativas estratégicas à suspensão temporária de pedidos por parte de clientes norte-americanos”, declarou Samuel Araujo, CEO do Grupo Sama.

Segundo o representante do setor, o momento é de reorganização da logística e fortalecimento das relações com países que oferecem estabilidade regulatória e preços competitivos. O mercado europeu, por exemplo, tem se mostrado receptivo a ampliar as importações.

O tarifaço de Trump, anunciado em 9 de julho, causou o cancelamento imediato de grandes encomendas de mel orgânico brasileiro destinadas ao mercado norte-americano. Nos últimos 15 dias, 152 toneladas do produto deixaram de ser exportadas para os Estados Unidos. Apesar do impasse relacionado às datas de embarque, os contratos com os clientes não foram cancelados.

O Piauí tem se destacado pelo volume e pela qualidade do mel produzido, especialmente o mel orgânico certificado, que é altamente valorizado no exterior. Em 2024, o estado liderou o ranking brasileiro de exportação de mel para o país, embora não tenha sido o maior produtor.

“O Piauí é o 22º estado em exportações gerais para os EUA. Mesmo assim, tem uma relação muito forte. Em torno de 85% da nossa exportação de mel vai para o mercado americano”, aponta o gestor corporativo da Área Internacional e Mercado da Federações das Indústrias do Piauí (Fiepi), Islano Marques.Fonte: G1-PI

Primeira audiência de casal acusado de envenenamento de 10 pessoas no Piauí acontece nesta quarta (30)

Maria dos Aflitos e Francisco de Assis: saiba quem é o casal preso suspeito de envenenar a própria família — Foto: TV Clube

Francisco de Assis Pereira da Costa e Maria dos Aflitos da Silva passam pela primeira audiência de instrução e julgamento nesta quarta-feira (30), na 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba, litoral do Piauí. Eles são acusados de envenenar dez pessoas entre o período de agosto de 2024 e janeiro deste ano. Oito vítimas morreram.

O casal foi indiciado por 23 crimes, pela Polícia Civil do Piauí (PCPI), no dia 6 de março e está preso. A audiência desta quarta está marcada para começar às 11h.

Embora sejam 10 pessoas envenenadas, o casal vai responder por 11 crimes: oito homicídios qualificados e três tentativas de homicídio qualificado. A acusação, feita pelo promotor Silas Sereno Lopes, do Ministério Público do Piauí (MPPI), considera que uma das vítimas foi alvo de tentativa de homicídio e, posteriormente, de homicídio (veja quem são todas as vítimas na lista abaixo).

As vítimas

 

  • Manoel Leandro da Silva, de 18 anos (filho de Maria dos Aflitos e enteado de Francisco de Assis) – morto;
  • Francisca Maria da Silva, de 32 anos (filho de Maria dos Aflitos e enteado de Francisco de Assis) – morta;
  • Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos (filho de Francisca Maria) – morto;
  • João Miguel da Silva, de 7 anos (filho de Francisca Maria) – morto;
  • Maria Gabriela da Silva, de 4 anos (filha de Francisca Maria) – morta;
  • Lauane da Silva, de 3 anos (filha de Francisca Maria) – morta;
  • Igno Davi da Silva, de 1 ano e 8 meses (filho de Francisca Maria) – morto;
  • Maria Jocilene da Silva, de 32 anos, (ex-nora de Maria dos Aflitos) – recebeu alta, voltou a ser hospitalizada 20 dias depois e morreu, também por suspeita de envenenamento;
  • Uma adolescente de 17 anos (irmã de Manoel e Francisca Maria) – recebeu alta;
  • Um menino de 11 anos (filho de Maria Jocilene) – recebeu alta;

 

Relembre o caso

 

No dia 23 de agosto de 2024, Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos, e o irmão João Miguel da Silva, de 7 anos, foram internados com suspeitas de envenenamento. João faleceu dias depois, já Ulisses faleceu no mês de setembro.

A principal acusada do envenenamento, na época, foi a vizinha da família, Lucélia Maria, que chegou a ser presa em flagrante pela suspeita de sua participação no caso, apesar de negar os crimes.

No dia 1º de janeiro de 2025, nove pessoas da mesma família comeram arroz envenenado com terbufós, uma substância tóxica semelhante ao chumbinho.

Cinco delas morreram: dois adultos e três crianças. Uma vizinha e ex-nora de Maria dos Aflitos, chamada Maria Jocilene da Silva, morreu após 20 dias.

Francisco também foi hospitalizado, mas foi preso assim que recebeu alta por suspeitas de participação no crime. Dentre os motivos que levaram à prisão de Francisco, a polícia afirmou que ele deu versões diferentes sobre o ocorrido e que houve contradições entre os depoimentos dele e dos demais familiares.

No dia 31 de janeiro, Maria dos Aflitos foi presa, suspeita de ser cumplice do marido. A mulher revelou à polícia ter envenenado o café da ex-nora, o que levou Jocilene a ser internada novamente e morrer, para livrar o parceiro das acusações.

Em março, o casal foi indiciado pela Polícia Civil por 23 crimes, incluindo as mortes de 7 familiares e da ex-nora.

*Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.Fonte: G1-PI

Lula deve vetar trechos do PL do Licenciamento Ambiental, diz Marina

Brasília (DF) 05/05/2025  - A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participa do programa Bom Dia, Ministra Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse, nesta terça-feira (29), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar alguns trechos do Projeto de Lei (PL) 2.159/21, que trata das regras do licenciamento ambiental. 

Segundo a ministra, a decisão do governo é “preservar o licenciamento ambiental”.

“Já existe uma decisão, a de que é preciso preservar o licenciamento ambiental brasileiro, de que é necessário não demolir uma das principais ferramentas de proteção ambiental no Brasil, de não se criar uma situação de insegurança jurídica generalizada, de que é necessário que se respeitem as leis existentes. Muitas delas nem podem ser alteradas da forma que foi proposto”, afirmou Marina. Para ela, a eventual sanção do projeto representará uma “demolição” da legislação ambiental brasileira.

Durante evento de comemoração de um ano da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, em Brasília, a ministra afirmou que o governo estuda uma medida para substituir as mudanças na legislação, mas não esclareceu se a proposta será encaminhada por uma medida provisória ou um projeto de lei.

“Não basta vetar. É preciso vetar e ter algo para colocar no lugar. Não está sendo vista apenas a questão do veto, mas como reparar adequadamente aquilo que porventura venha a ser mudado”, disse a ministra.

Enviado para sanção presidencial, o projeto de lei prevê a simplificação dos trâmites processuais, com a criação de novos tipos de licenças ambientais, e a redução dos prazos de análise. O presidente Lula tem até o próximo dia 8 para sancionar ou vetar o texto final que a Câmara dos Deputados aprovou no último dia 17.

Marina informou que equipes da do MMA, da Casa Civil e do Ministério de Relações Institucionais estão analisando as mudanças no texto, que deve ser encaminhado em breve para o presidente. O olhar recai sobre a proposta como um todo, não apenas as alterações aprovadas pelos deputados.

“O presidente vai ter as informações na sua mesa para que possamos decidir”, resumiu. “A estratégia do governo é: tendo claro que não basta vetar, é preciso colocar algo no lugar, e isso tem a ver com as alternativas facultadas ao Poder Executivo, ou você faz essa reparação por projeto de lei ou MP”, concluiu.

Política Nacional

A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo foi instituída pela Lei nº 14.944, sancionada pelo presidente Lula em 31 de julho de 2024. A proposta estabelece princípios, objetivos e instrumentos para o uso do fogo de forma segura e sustentável, considerando os conhecimentos tradicionais e científicos.

Além disso, a lei cria uma nova forma de governança do fogo, compatível com o desafio imposto pela mudança do clima. Cabe ao governo federal coordenar ações entre os governos estaduais e municipais, sociedade civil, comunidades tradicionais e setor privado na gestão do fogo, definindo diretrizes para a atuação da cada um desses atores de maneira dialogada e integrada.Fonte: Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Secretário diz que produtos não cultivados nos EUA podem ficar isentos

FILE PHOTO: U.S. Secretary of Commerce Howard Lutnick testifies before a House Appropriations Committee hearing on U.S. President Donald Trump's budget request for the Department of Commerce, on Capitol Hill in Washington, D.C., U.S., June 5, 2025. Reuters/Leah Millis/Arquivo/Proibida reprodução

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou na terça-feira (29), em uma entrevista à rede norte-americana CNBC, que alguns produtos não cultivados no país, como o café, manga e abacaxi poderiam entrar nos Estados Unidos sem tarifa de importação.

“Se um país produz uma coisa que nós não produzimos, isso pode entrar por zero [de tarifa]. Se a gente fizer um acordo com um país que produz manga ou abacaxi, então eles podem vir sem tarifas. Café e cacau poderiam ser outros exemplos de recursos naturais [que serão isentos]”, mencionou o secretário.

O Brasil, por exemplo, é um dos principais exportadores de café para o mercado norte-americano. O secretário, no entanto, não citou nenhum caso específico.

Lutnick reforçou que o prazo final do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para impor tarifas a uma série de parceiros comerciais não será adiado novamente. O início da aplicação das taxações está programado para esta sexta-feira (1º).

O Brasil é um país que, até o momento, teve a maior tarifa aplicada até agora, de 50% sobre todas as exportações. Na entrevista, Lutnick esclareceu que apenas a negociação com a China deverá se estender por mais algum tempo, em um cronograma separado. Para as demais nações, o prazo para se fechar um acordo sobre aplicação das tarifas termina em três dias.

“Temos nossa própria equipe trabalhando com a China. Eles são um caso à parte”, disse ele. “Mas para o resto do mundo, vamos resolver tudo até sexta-feira. E sexta-feira não está longe [Dia] 1º de agosto é a data em que definiremos todas essas tarifas, e daí em diante elas entram em vigor”, observou.

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Lutnick já havia dito anteriormente que a próxima sexta-feira é mesmo o “prazo final absoluto” para que essas tarifas comecem a ser cobradas, embora também tenha observado que os Estados Unidos continuam abertos a negociações com os países mesmo após essa data.

Ao ser questionado na CNBC sobre o andamento das negociações comerciais com parceiros específicos, Lutnick sugeriu que Trump rejeitou repetidamente possíveis acordos em busca de condições mais vantajosas para os Estados Unidos.

“O que aconteceu foi que muitos, muitos países nos fizeram ofertas razoáveis para abrir seus mercados. Coisas como 50%, 30%” disse Lutnick. “O presidente disse: ‘Não, não, eu quero os mercados completamente abertos'”, contou na entrevista.

“Então, agora, o preço de um acordo com os Estados Unidos da América é preto no branco: mercados completamente abertos”, afirmou. “Mas [o presidente] sabe que pode simplesmente definir a tarifa, estabelecer o preço e seguir em frente”, completou.Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil