Blog do Walison - Em Tempo Real

Homem é preso em flagrante por matar a própria esposa a facadas

Joel Magno Siqueira dos Santos foi preso em flagrante (Foto: Polícia Militar / Divulgação)
Um homem foi preso em flagrante por ter matado sua própria esposa a facadas na noite desse sábado (9) em São Luís. O crime aconteceu no Codomínio Eco Park III, localizado no bairro do Anil, e teria sido realizado na frente de três crianças que estavam dentro do apartamento do casal.

Joel Magno Siqueira dos Santos tentou deixar a cidade logo após ter praticado o crime, mas foi preso na Avenida Guajajaras, antes de deixar a capital. Joel ainda foi levado ao local do crime, no Codomínio Eco Park III, bloco 16, apto 202, onde foi reconhecido por moradores como o autor do homicídio.

Faca que teria sido utilizada por Joel (Foto: Polícia Militar / Divulgação)
Joel Magno Siqueira dos Santos tem 40 anos e foi levado a Delegacia de Homicídios, onde foi autuado em flagrante. A faca utilizada no crime também foi encaminhada. A vítima foi identificada como Dayane Sousa dos Santos, de 25 anos.

Fonte: Por G1 MA

Homem foragido da polícia de Pernambuco é preso no Maranhão

A Polícia Militar e a Polícia Civil do Maranhão prenderam em Santa Inês, a 250 km de São Luís, um homem foragido da polícia de Pernambuco. Fagner Cursino Azevedo, de 27 anos, foi preso usando documentos falsos.

Usando o nome de Ricardo Pedro dos Santos Lima e com uma aparência diferente, o foragido vivia e trabalhava normalmente na cidade. Ele foi preso após uma ronda da Polícia Militar na cidade que desconfiou da atitude suspeita dele. No momento, a Polícia só desconfiou de Fagner por conta do uso de documentos falsos que foram atestados em uma pesquisa da PM.

Fagner Cursino Azevedo foi preso em Santa Inês. (Foto: Reprodução/TV Mirante)
“Nessa situação não deu para puxar no sistema as identidades, carteira de habilitação, mas a guarnição pegou os números e foi constatado depois que as habilitações eram falsas”, contou o Major Marco Brito, da Polícia Militar em Santa Inês.

Fagner foi encaminhado para a sede da Polícia Civil do município que ao fazer um levantamento sobre ele, descobriu que ele possui quatro mandados de prisão por tráfico, homício qualidade e assalto contra ele e ainda era foragido do presídio de Caruaru, em Pernambuco. Fagner Cursino Azevedo fugiu em 2011 do presídio com outros dez presos por um túnel.

Com ele, a polícia apreendeu outros documentos falsos. Ainda segundo a corporação, ele deverá ser transferido em breve para Pernambuco e deverá responder no Maranhão, pelo uso de documentos falsos.

Fagner Cursino Azevedo em 2011, quando foi preso pela polícia de Pernambuco. (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Fonte: Por G1 MA

Setembro Amarelo alerta para a prevenção ao suicídio

Assunto complexo, o suicídio, que espelha fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais e também culturais, tem sido desvendado, nos últimos quatro anos, pela campanha Setembro Amarelo. Neste ano, como de costume, as atividades de prevenção e sensibilização incluem caminhadas, veiculação de materiais da campanha por figuras públicas que abraçam a causa e a decoração e iluminação de prédios públicos, praças e monumentos com luzes e itens amarelos.

As ações foram iniciadas pela Associação Internacional para Prevenção do Suicídio (Iasp) e trazidas ao Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), referência no atendimento – inclusive remoto – a pessoas em crise, e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O Setembro Amarelo caminha junto com a campanha Janeiro Branco, que, em um mês em que as pessoas estão mais propensas a renovações, busca vivificar reflexões sobre saúde mental e valorização da vida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram, no Brasil, 12 mil suicídios por ano. No mundo, são mais de 800 mil ocorrências, isto é, uma morte por suicídio a cada 40 segundos, conforme o primeiro relatório mundial sobre o tema, divulgado pela OMS, em 2014.

Em geral, a vontade de acabar com a própria vida é provocada pela falta absoluta de perspectiva e uma enorme sensação de desamparo e angústia. O que não se destaca é que, na maioria dos casos, o radical desejo é gerado por um quadro de transtorno mental tratável, como depressão, transtorno bipolar afetivo, esquizofrenia, quadros psicóticos graves e transtornos de personalidade, como o borderline.

“Somente 3% não têm diagnóstico desses transtornos. Há um alto índice também de histórico de drogas, álcool e outras substâncias”, diz a psicóloga Fabíola Rottili Brandão.

Fabíola esclarece ainda que, embora prevaleçam os casos em que preexiste um distúrbio mental, há situações em que o suicídio pode ser um impulso desencadeado por um infortúnio pontual, mas que, ainda assim, a pessoa já tem um processo de desorganização interior. “Em 10% das ocorrências podemos observar essas questões. Pode ser, sim, um caso de súbita desesperança.”

Para o psiquiatra Régis Barros, fortalecer-se emocional e mentalmente é como o ser humano resiste às decepções e contrariedades, comuns a todas as pessoas. “Viver não é uma tarefa simples. Viver é fabuloso, mas somos sistematicamente testados, colocados à prova, sofremos com as frustrações do viver. A resiliência é importante para construir uma habilidade social para a vida”, diz.

Suporte

Barros defende que a sociedade contemporânea, além da violência, do estresse, da instabilidade econômica e social, vive um momento de competitividade cada vez maior, que favorece o adoecimento mental. “O que se vê são relações muito voláteis, famílias desorganizadas, um mundo social virtual em que o contato e as construções de relações são muito empobrecidas. Há, cada vez mais, jovens que se frustram mais precocemente, uma epidemia dos que se automutilam”, explica.

Por isso, poder contar com uma rede de apoio e, consequentemente, com o acesso ao diálogo é fundamental para que as pessoas com a chamada “ideação suicida” conquistem o equilíbrio e a estabilidade emocional garantidos pelo tratamento de psicoterapia e de medicamentos. Os remédios prescritos por um psiquiatra são essenciais para que o paciente recobre a ordem neuroquímica, e a terapia, por sua vez, auxilia o paciente a saber trabalhar suas emoções.

Há alguns sinais que podem ser identificados por familiares e amigos como sendo de risco, auxiliando no diagnóstico e, portanto, na assistência. Eles devem compreender que a depressão e o suicídio não são uma estratégia infantil da pessoa para chamar a atenção, nem frescura.

Desinteresse pelas atividades que sempre foram prazerosas, sentimento de inutilidade e de culpa, cansaço extremo, irritabilidade, dificuldade de concentração e de tomar decisões e até mesmo falta de higiene com o próprio corpo são comportamentos de alerta. A pessoa tende também a achar que é um fardo para seus amigos e sua família, pode ter baixa qualidade de sono e, ainda, perder ou ganhar peso.

“Há isolamento social, quebra no vínculo familiar, um grande sofrimento psíquico. Mas, às vezes, a pessoa esconde, coloca uma armadura e se esforça para não parecer doente”, complementa Fabíola.

Tanto as pessoas mais próximas como desconhecidos são capazes de acolher e mesmo encaminhar a pessoa suscetível ao tratamento com os profissionais adequados. De acordo com a psicóloga, as unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) carecem de investimento em medicamentos e psicoterapia. “O tratamento de crise precisa ser imediato e nem sempre os dispositivos estão preparados para atender o paciente”, diz Fabíola.

Essa conscientização da família, denominada psicoeducação, evita, inclusive, a repetição de episódios suicidas. “As doenças mentais têm componentes biológicos e não biológicos. Você tem famílias em que o componente é replicado. Mas há uma dificuldade em definir o que é fator ambiental, o que é herança genética, já que temos o mesmo ambiente, com as mesmas questões emocionais, que podem retroalimentar o desejo de se suicidar. O ato de se suicidar não será o ato primário, o primeiro, outros já aconteceram e podem ser evitados”, esclarece Barros.

Colegas de trabalho também podem e devem representar um ponto de socorro. “As empresas não estão preparadas para lidar com essa demanda. Quando tem afastamento do trabalho, existe preconceito. Os empregadores precisam buscar informações e achar formas de acolher. O profissional fica estigmatizado. A gente se dedica tanto ao trabalho e não encontra apoio ali”, pontua Fabíola.

Fonte: Da Agência Brasil

Codoenses se Despedem de Carioca, um dos Funcionários Públicos mais Exemplares da História de Codó.

A população codoense e os funcionários da saúde de uma forma em geral se despedem de Carioca, um ser iluminado que durante toda a sua jornada aqui na Terra sempre se dedicou ao máximo em ajudar ao próximo e fazer o bem sem olhar a quem. Como funcionário público era considerado uma  pessoa  aguerrida, destemida e solícita tanto  no ambiente de trabalho, quanto fora dele, um ser humano incansável que nunca era visto sem um sorriso estampado no rosto ou uma palavra de conforto e carinho para amigos e familiares de pacientes os quais socorria.

Bom amigo, bom esposo, bom pai e bom avô Carioca parte para o plano superior onde será recebido por Deus e deixará saudades por tudo o que fez aqui na Terra sendo eternamente lembrado pelos seus feitos e por todos os exemplos dados durante sua vida.

 

Terremoto deixa 58 mortos no México

Prédios de Oaxaca danificados após o México ter sido fortemente sacudido por um terremoto de 8,4 pontos de magnitude na escala Richter (Mario Arturo Martinez/EPA/Lusa/direitos reservados)
Pelo menos 58 pessoas morreram no terremoto de magnitude 8,2 na escala Richter ocorrido na noite de ontem no México, informaram as autoridades nessa sexta-feira (8). A informação é da Agência EFE.

O coordenador nacional de Proteção Civil, Luis Felipe Puente, afirmou no Twitter que o Comitë Nacional de Emergências registrou até o momento 45 mortos em Oaxaca, dez em Chiapas e três em Tabasco.

No entanto, os governadores dos estados afetados informaram números diferentes. Por isso, o número total de mortos pode aumentar nas próximas horas.

O governador de Oaxaca, Alejandro Murat, disse que há entre 35 e 45 mortos no estado. Juchitán, segundo ele, é o município mais afetado, com pelo menos 30 mortos.

Além disso, as equipes de resgate buscam atualmente um policial municipal que ficou sob os escombros, indicou o governador em entrevista à Rádio Fórmula.

Murat decretou estado de emergência para todos os municípios de Oaxaca que estão na região atingida pelo terremoto.

“Nos 41 municípios há uma zona de desastre, especialmente em Juchitán, onde cerca de 7 mil moradias estão com danos estruturais maiores”, disse.

O governador de Oaxaca explicou que a prioridade das autoridades é garantir que todas as pessoas vivas sob os escombros sejam resgatadas. Além disso, é preciso garantir que há abrigos suficientes para atender os desabrigados e manter a população em alerta para possíveis réplicas.

O governador de Chiapas, Manuel Velasco, afirmou em entrevista a outra rádio local que o número de mortos no estado passou de nove para 12, a maioria deles vítima de desabamentos. Uma pessoa morreu após sofrer um ataque cardíaco durante o terremoto.

Um relatório preliminar feito pelas autoridades locais indica que há 1.700 casas afetadas, 700 escolas e outros 18 prédios públicos.

A Secretaria da Marinha emitiu um alerta na região por risco de tsunami. Por esse motivo, quase 10 mil pessoas deixaram suas casas.

Segundo o governador de Chiapas, mais de 337 réplicas foram registradas depois do terremoto principal.

Além disso, três menores de idade morreram no estado de Tabasco, no sul do país.

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, viajou hoje para Ixtepec, no estado de Oaxaca, de onde irá para Juchitán, a cidade mais afetada pelo terremoto.

Vários centros de abrigo foram instalados na Cidade do México e em outros estados próximos aos atingidos para recolher doações para as vítimas do tremor.

As estimativas iniciais indicam que 50 milhões de pessoas estiveram expostas ao terremoto. Cerca de 37 milhões sentiram o sismo de forma moderada ou forte.

A diretora do Serviço Sismológico Nacional e pesquisadora do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma do México, Xyoli Pérez Campos, afirmou que é possível que haja réplicas de magnitude 7 na escala Richter nos próximos dias.

Fonte: Da Agência EFE

 

Governo quer nova política de saúde mental; especialistas criticam manicômios

Em todo o Brasil, 18,6 milhões de pessoas (9,3% da população) sofrem com distúrbios relacionados à ansiedade. Já 11,5 milhões (5,8% do total) são afetadas pela depressão, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que coloca o país no topo da lista de maior prevalência da doença, na América Latina. Apenas em 2015, foram registrados oficialmente cerca de 12 mil suicídios no Brasil.

Apesar de ser um problema grave de saúde pública, a subnotificação nos registros de casos de doença mental, a baixa ocupação de leitos específicos e erros na gestão dos recursos são problemas apontados pelo Ministério da Saúde como recorrentes no país.

Relatório sobre a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) elaborado pelo Ministério da Saúde mostra que R$ 185 milhões aportados para financiar serviços nessa área, nos últimos dez anos, não foram aplicados. Cerca de 16% dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) – 385 de um total de 2.465 – não registraram atendimentos nos últimos três meses. Já metade dos 1.164 leitos destinados à internação de pessoas com doenças mentais em hospitais comuns não tem registrado ocupação, enquanto 44 hospitais psiquiátricos tiveram atendimento acima da capacidade.

Diante desse quadro, o Ministério da Saúde anunciou a criação de um grupo de trabalho que será formalizado neste mês. O anúncio foi feito durante reunião da Comissão Intergestores Tripartites (CIT), instância que reúne representantes do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), além de gestores do próprio Ministério da Saúde.

Segundo o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do ministério, Quirino Cordeiro Junior, o objetivo é aprimorar o diagnóstico e propor medidas para que os serviços sejam ofertados com mais efetividade e otimização de recursos.

Organizações como a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) criticam a situação da assistência pública à saúde mental e avaliam que a área “passa por fase caótica”.

Em balanço divulgado neste ano, as organizações apontam a sistemática redução do financiamento para a área e pedem a ampliação da rede de atenção. Os rumos que serão adotados no caso de uma possível alteração da política de atendimento em saúde mental gera preocupação entre especialistas.

Manicômios

Para algumas entidades, os números apresentados sobre a ocupação de leitos podem servir para estimular a abertura de vagas em hospitais psiquiátricos, os chamados manicômios.

Questionado sobre o tema, Cordeiro Junior, do Ministério da Saúde, disse que não há proposta oficial de expansão das vagas nesses hospitais, mas que é preciso repensar essa ocupação.

De acordo com ele, desde 2013, quando as vagas em hospitais gerais foram criadas, houve cerca de 10% a 15% de ocupação, entretanto, o ministério repassou aos hospitais financiamento referente à utilização plena dos leitos.

“Nem o Ministério da Saúde nem outras entidades fizeram proposta sobre isso”, disse, referindo-se aos manicômios. O que é preciso, segundo o coordenador, é ampliar a discussão sobre o atendimento, com vistas à melhoria.

Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) “ratificam o compromisso com os princípios da reforma psiquiátrica brasileira” e avaliam “como positiva e necessária a reflexão e o debate acerca da evolução da saúde mental no Brasil”. Os conselhos integrarão o Grupo de Trabalho Tripartite criado pelo Ministério da Saúde e que deve iniciar as atividades em setembro.

A vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Ana Pitta, teme retrocessos na abordagem, com o retorno dos hospitais psiquiátricos para o centro da política.

Ela lembra que a ditadura militar adotou o “enclausuramento, a prisão e a exclusão como modelo de funcionamento, criando a indústria da loucura no país”. Naquela época, a repercussão de casos como o do Hospital Colônia, em Barbacena (MG), onde morreram 60 mil pessoas entre 1903 e 1980, fortaleceu a crítica da sociedade aos manicômios. No contexto da redemocratização, houve a fundação do Movimento de Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM) e depois do Movimento de Luta Antimanicomial.

Reforma psiquiátrica

A abordagem foi definitivamente alterada em 2001, quando foi aprovada a Lei nº 10.216, que modifica o modelo assistencial em saúde mental, tendo como base as premissas da reforma psiquiátrica, com destaque para a atenção de base comunitária, com a menor intervenção possível. Embora os manicômios não tenham sido proibidos, houve um redirecionamento. A lei fixa que “a internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos” e que a permanência de um mesmo paciente fica limitada a sete dias corridos ou a dez dias intercalados, em um período trinta dias.

O coordenador do Grupo de Pesquisa Saúde Mental e Sociedade, Marcos Roberto Vieira Garcia, relata que a abordagem da política de saúde mental do Brasil vem sendo elogiada no mundo todo. “Os hospitais psiquiatros foram historicamente denunciados por violações de direitos humanos de todos os tipos”, lembra Garcia, que é professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Segundo ele, pesquisa realizada em 2014, em São Paulo, revelou que mais de 1 mil pacientes moravam há mais de trinta anos nessas instituições. “Isso em um país em que a prisão máxima é de trinta anos. É isso que as pessoas querem reproduzir?”, questiona.

“Temos que pensar essa política dentro de uma visão mais geral de sociedade, que é a de inclusão. Manicômios não são locais de tratamento, são locais exclusivamente de exclusão”, critica o professor que tem acompanhado a desinstitucionalização de pessoas que moraram por anos em hospitais psiquiátricos em Sorocaba (SP), uma das poucas cidades brasileiras que ainda tem quatro manicômios em funcionamento.

Recursos

A vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental, Ana Pitta, destaca que a abordagem comunitária é a que orienta experiências exitosas, como a do Canadá, da Holanda e da Itália. No caso do Brasil, na avaliação dela, “o problema central da política de saúde mental é o desinvestimento brutal ocorrido nos últimos três anos”.

“Nós tivemos um momento de apogeu com a aprovação da lei, em 2001, fomos crescendo em termos de cobertura assistencial do país, chegando a todos os estados com os Caps, um elemento organizador territorial que é estratégico para que possamos fazer a transição dos manicômios para a abordagem comunitária”, avalia.

Desde 2010, contudo, houve redução de aportes, o que inviabiliza, na opinião da especialista, a efetivação de ações de controle, avaliação e qualificação de recursos humanos.

Na avaliação do coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, o problema está na implementação dos recursos disponíveis. De acordo com o governo, em dez anos, a pasta repassou mais de R$ 185 milhões para financiar serviços que não foram concretizados. O orçamento federal destinado à saúde mental é de R$ 1,3 bilhão por ano.

Fonte: Da Agência Brasil

Desigualdade de renda no Brasil não caiu entre 2001 e 2015, revela estudo

O crescimento da renda da população mais pobre no Brasil nos últimos 15 anos foi insuficiente para reduzir a desigualdade. Segundo estudo divulgado nesta semana pela equipe do economista Thomas Piketty, famoso por propor a taxação dos mais ricos para reduzir as disparidades na distribuição de renda, a maior parte do crescimento econômico neste século foi apropriada pelos 10% mais ricos da população.

De acordo com o estudo, conduzido pelo World Wealth and Income Database, instituto codirigido por Piketty, a fatia da renda nacional dessa parcela da população passou de 54,3% para 55,3% de 2001 a 2015. No mesmo período, a participação da renda dos 50% mais pobres também subiu 1 ponto percentual, passando de 11,3% para 12,3%. A renda nacional total cresceu 18,3% no período analisado, mas 60,7% desses ganhos foram apropriados pelos 10% mais ricos, contra 17,6% das camadas menos favorecidas.

A expansão foi feita à custa da faixa intermediária de 40% da população, cuja participação na renda nacional caiu de 34,4% para 32,4% de 2001 a 2015. De acordo com o estudo, a queda se deve ao fato de que essa camada da população não se beneficiou diretamente das políticas sociais e trabalhistas dos últimos anos nem pôde tirar proveito dos ganhos de capital (como lucros, dividendos, renda de imóveis e aplicações financeiras), restritos aos mais ricos.

“Ao capturar pouco ou nenhuma parte da distribuição da renda de capital e ao não capturar muitos dos frutos da política social diretamente, a faixa intermediária ‘espremida’ poderia ser um produto das elites que a quer botar em competição com a faixa inferior [de renda]”, destacou o estudo, assinado pelo economista Marc Morgan.

O estudo classificou a manutenção da desigualdade no Brasil como “chocante”, principalmente se comparada com outros países desenvolvidos. “É digno de nota que a renda média dos 90% mais pobres no Brasil é comparável à dos 20% mais pobres na França, o que apenas expressa a extensão da distorção na renda no Brasil e a falta de uma vasta classe média”, ressalta o levantamento. Em contrapartida, o 1% mais rico no Brasil ganha mais que o 1% mais rico no país europeu: US$ 541 mil aqui, contra US$ 450 mil a US$ 500 mil na França.

Metodologia

O levantamento exclui transferências de renda. Considerando o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada, a participação dos mais pobres teria encerrado 2015 em 14%, mas a evolução da renda dos 10% mais ricos permaneceria inalterada. No entanto, o salário mínimo, as aposentadorias e pensões e o seguro-desemprego estão incluídos no cálculo.

Segundo o World Wealth and Income Database, as transferências sociais foram retiradas do levantamento para facilitar a análise da estrutura da economia. Essa medida, conforme a equipe responsável pelo estudo, permite estimar quanto da renda nacional vem do capital e quanto vem do trabalho.

Para chegar à distribuição da renda nacional, os autores usaram dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que analisa o padrão de vida e a renda das famílias mais pobres. Os dados sobre a parcela mais rica da população vieram de informações sobre a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, enviados pela Receita Federal com a preservação do sigilo fiscal dos contribuintes.

Para acrescentar a participação do capital e as rendas não tributáveis, o estudo usou as Contas Econômicas Integradas, de 2000 a 2014, e as Contas Nacionais Trimestrais do IBGE de 2015. Juntando as três bases de dados, os economistas elaboraram a série histórica dos últimos 15 anos da renda nacional com a participação de cada faixa de renda da população.

Dividendos

A inclusão das contas do IBGE permitiu aos pesquisadores estimar os impactos sobre a economia da isenção de Imposto de Renda sobre lucros e dividendos, em vigor desde 1995. De acordo com o estudo, a desigualdade na renda do trabalho (de quem ganha salários) diminuiu de 2001 a 2015, mas esse efeito pode ser mascarado por profissionais autônomos que recorrem a instrumentos como participação nos lucros e distribuição de dividendos para pagarem menos impostos.

“Num contexto em que lucros distribuídos são isentos de Imposto de Renda, enquanto as rendas mais altas do trabalho são taxadas com a alíquota máxima de 27,5%, esse tipo de comportamento não pode ser descartado, especialmente como parece ser comum entre os brasileiros envolvidos em atividades autônomas”, destacou o estudo.

Fonte: Da Agência Brasil

”A Chance de Lula ser Candidato é Próxima de zero”, diz Antonio Lavareda

Antonio Lavareda, cientista político, é conhecido no meio político. Autor de dezenas de livros sobre marketing político e presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), do Recife, Lavareda deu uma declaração bombástica à revista Istoé. Segundo ele, Lula nem deverá ser candidato. “A probabilidade disso acontecer é próxima de zero”. Sem o ex-presidente no páreo, a esquerda se dividirá entre vários candidatos, como o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT). Marina Silva (Rede) pode crescer, enquanto que o deputado Jair Bolsonaro, atualmente em segundo nas pesquisas, “vai se desidratar”.

Lavareda também falou sobre o PSDB, PMDB e DEM. Além do prefeito João Doria e do governador Geraldo Alcjmin.

Como o senhor vê o grande descrédito da população em relação aos políticos? É tudo por conta da Lava Jato?

A Lava Jato, na verdade, é apenas o acelerador moral específico no nosso processo de crise de representação. Além de afetar os partidos, agora fatores como a globalização e a tecnologia produzem, a cada dia, maior distanciamento entre os cidadãos e as instituições em todos os níveis, enfraquecendo a arquitetura democrática no seu pilar básico que é a confiança.

Pesquisa feita recentemente pelo Instituto Ipsos mostra que a desaprovação às autoridades atinge indiscriminadamente os políticos que estão no poder, como o presidente Michel Temer, mas também os principais candidatos a presidente. Isso mostra que falta esperança também em relação ao futuro?

Nós, brasileiros, queremos identificar uma lanterna na proa e um timoneiro seguro e confiável para nos levar adiante, ao menos para além da zona do redemoinho. Predominam na sociedade sentimentos de ansiedade, incerteza e até desânimo. Descrédito e desesperança elevados, alimentando um certo rancor amplamente disseminado. E algumas benquerenças da bagagem afetiva dos entrevistados, adquiridas pelo filtro da mídia. Nada nos diz sobre o futuro, nem poderia dizer com uma única questão. A cartomancia das pesquisas está longe de poder ser tão resumida.

Além dos políticos, também os membros do Poder Judiciário são rejeitados pela população, como o ministro Gilmar Mendes. Isso se deve ao fato dele ter mandado soltar empresários corruptos do Rio de Janeiro?

Que o Judiciário e seus atores também façam parte da linha de tiro do rancor da sociedade é bastante positivo. Porque convoca a todos a construir escadas que permitam aos membros dos três poderes saírem do poço do descrédito. Decisões polêmicas, seja no âmbito da Lava Jato e congêneres, seja do juiz que libera o estuprador, funcionam apenas como estopim do processo. Como afirmei antes, a crise é de confiança. Sem restaurarmos esse vínculo psicológico coletivo entre Estado e sociedade, e uma harmonia razoável entre os três poderes – que no Brasil são quatro por conta da autonomia absoluta do Mininstério Público – , não iremos muito longe. Uma revisão da Constituição de 1988 nos seus capítulos sobre a organização e os poderes do Estado poderia ser um bom caminho.

Lula hoje é o político com o maior número de intenções de votos, mas com uma rejeição muito grande. O senhor acha que ele acabará nem sendo candidato?

Ao refletirmos sobre eleições, devemos trabalhar com cenários plausíveis. Sem fazer nenhuma avaliação sobre a pertinência das decisões judiciais, acredito que a probabilidade de Lula vir a ser candidato é próxima de zero. Terá com certeza a sentença condenatória do tríplex confirmada na segunda instância antes do prazo de inscrição das chapas e, talvez, já uma próxima condenação em primeira instância no processo relativo ao sítio.

Se ele não puder ser candidato por uma condenação em segunda instância, o senhor acha que o PT terá fôlego eleitoral para lançar um outro nome, como o ex-prefeito Haddad?

Com certeza. O PT segue sendo o partido com maior enraizamento social no País. Na última avaliação publicada, o partido surgiu com 17% de preferências, o dobro do segundo e terceiro colocados. Mas está às voltas com uma grave crise de identidade, associada até mais ao malogro do governo Dilma do que à Lava Jato, que tem se revelado isonômica na distribuição dos prejuízos de imagem. Sofreu um recuo de 60% nas prefeituras no ano passado. Foi empurrado para fora das capitais e dos grandes centros. Deverá recuar algo parecido nas eleições parlamentares do próximo ano. Não ganhará a eleição presidencial, mas poderá continuar a ser a principal força de esquerda no Congresso.

O PSDB sempre surge como uma via importante, que tem polarizado as últimas seis eleições presidenciais com o PT. O senhor acha que em 2018 teremos novo embate entre PT e PSDB?

Tudo vai depender do grau de fragmentação na oferta de candidatos. Esses dois partidos continuam a ser os principais polos da política nacional. Porém, já se pode antever a esquerda, sem Lula, fracionada entre Haddad, Ciro Gomes, uma candidatura do PSOL, o que poderá aumentar o peso no primeiro turno de Marina, no centro esquerda, em especial se ela atrair, como tem tentado, um nome da magistratura para sua chapa. Do outro lado, já há candidaturas postas como de Álvaro Dias, que começará nas pesquisas com um bom registro na região Sul e, na extrema direita, a candidatura de Bolsonaro, que deve desidratar. Resta aberto então o que farão as forças do centro (PSDB, PMDB, DEM, PSD, PP e outros). Vão se unir em torno de um candidato que terá amplas chances de ir ao segundo turno e ganhar a eleição, ou se dividirão? É bom que pensem nisso.

Pelo PSDB, está se desenhando uma luta fraticida pela candidatura a presidente. O senhor acha que Alckmin e Doria não abrirão mão de suas candidaturas? Como deve ser a disputa entre os dois?

Temos um problema cultural, porém em algum momento iremos constatar que a existência de diferentes posições dentro de um mesmo partido é algo positivo, porque ajuda a vitalizá-lo e amplifica seu alcance na sociedade. E não o contrário. Imagina o que diria a imprensa se uma das nossas legendas estivesse em algum momento “dividida” entre 17 pré-candidatos? Pois bem, foi o que ocorreu nas primárias republicanas em 2015. Em 2016, os americanos elegeram Trump presidente. Qualquer partido que se pretenda moderno não tem caminho melhor do que prévias ou primárias para definição de seus candidatos.

Hoje, Doria está melhor posicionado nas pesquisas do que Alckmin. O senhor acha que os caciques tucanos levarão índices de pesquisa em consideração ou prevalecerá o critério de que Alckmin está há mais tempo na fila?

Nenhuma das duas. Definição de candidaturas presidenciais é algo muito estratégico e de grande responsabilidade. No cálculo do comando partidário ou das bases ouvidas em prévias, um elemento central é a compreensão dos desafios a serem enfrentados pelo próximo presidente, porque isso rebaterá no perfil do candidato ideal. Quanto a adotar intenções de voto a um ano da eleição como critério, seria demasiada ingenuidade. Recordemos as recentes disputas em eleições presidenciais abertas. A esta altura, todos os prognósticos fracassariam: Lula seria o eleito de 1994; Roseana a vitoriosa de 2002; e Serra o presidente em 2010. E antes da campanha de 2016, em São Paulo, João Doria aparecia em quarto lugar na mesma questão.

Doria tem se lançado como o anti-Lula. O senhor acha que Doria só poderia ser candidato se for para enfrentar Lula?

Ao que parece, o posicionamento da grande maioria de suas declarações e discursos vai nessa direção, antagonizando de forma sempre contundente com o ex-presidente, e, dessa forma, cultivando o reconhecimento daqueles que o rejeitam. O problema é exatamente esse. Sem Lula no ringue, esse pugilato pode perder o sentido. Mas o prefeito não é tolo, e, agora, dá sinais visíveis de correção desse rumo.

Se Lula for candidato e se vier a ser eleito, será um retrocesso para o País?

Dificilmente assistiremos esse retorno de Lula em 2018. Dois fatores me permitem ser categórico nesse ponto. O primeiro deles foi o desastre representado pelo último governo petista, do qual um componente importante foi o estelionato eleitoral. Até hoje, vemos algumas manifestações pregando o “Fora Temer”, mas quantas faixas foram levantadas bradando pelo “Volta Dilma”? Nenhuma. O desastre daquele governo é consenso até entre os petistas. Em segundo lugar, já vinha ocorrendo um realinhamento do eleitorado que iria fatalmente desalojar o PT do governo. Embora vitoriosos, a cada eleição o partido minguava sua vantagem e deixava de ser majoritário em um estrato social. Ganhou em todos em 2002. Na eleição seguinte, já perdeu no segundo turno entre os de renda mais alta. Em 2010, só ganhou entre os eleitores de até cinco salários mínimos e na reeleição de Dilma só ganhou na base da sociedade, até dois salários, o que se traduziu na sua votação do Nordeste. Esse realinhamento, por si só, já derrotaria o partido na eleição seguinte.

Temer já mostrou grande capacidade de articulação no Congresso, livrando-se da primeira acusação feita pela PGR por corrupção. O senhor acha que ele vai conseguir derrubar também a nova denúncia que o procurador Rodrigo Janot encaminhará contra ele?

Quanto mais nos aproximamos do ano eleitoral, menos sentido assume para a sociedade repetir uma experiência traumática de substituição do governo. Parece sem propósito. O presidente conta com um estado maior que tem grande intimidade com a sua base parlamentar e ele próprio, duas vezes presidente da Câmara, conhece como ninguém os caminhos que lhe possibilitarão superar mais essa denúncia. O que só não ocorreria se nela houvesse um fato extraordinário e desestabilizador.

O senhor acha que a reviravolta na delação de Joesley põe em risco todo o processo de delações?

Decerto o instituto de colaboração premiada sofreu um abalo. Mas não acredito que todas serão invalidadas. Contudo, vai ganhar corpo na Justiça a tese de que não é possível pronunciar um a acusado com base exclusivamente na declaração do delator.

Fonte: Jornal pequeno

Prefeito Ricardo Torres reinagura escola no Vereda

Com quase nove meses de administração o governo Mais Avanço, Mais Conquistas entrega mais uma unidade de ensino da rede pública municipal. Na manhã da quarta-feira (06) o prefeito em exercício, Ricardo Torres, fez a entrega da CMEI Eudix Costa Carneiro, localizada no Conjunto Vereda, no Bairro São Francisco. Participaram da solenidade de reinauguração e visita, vereadores, secretários de governo, entre eles o Secretário de Educação Paulo Buzar, Diretor do SAAE, Evimar Costa, professores e comunidade local.

Foto de Nilton Messias

Prefeito Ricardo Torres no dia da reinauguração

A escola ganhou pintura nova e melhorias na estrutura física, além de novos equipamentos, que tem como objetivo melhorar o ensino e oferecer mais conforto aos estudantes. “A Prefeitura de Codó vem fazendo um trabalho muito importante na recuperação de todas as unidades de ensino de nosso município. Estamos buscando ter um ambiente que atenda às necessidades dos alunos, o que é indispensável para que eles tenham mais conforto e consequentemente mais condições de aprendizado”, afirmou o secretário de educação, Paulo Buzar.

O Prefeito em exercício, Ricardo Torres falou da alegria em participar do momento importante para a vida dos alunos e funcionários.

Estamos entregando mais uma Unidade de ensino reformada para a população codoense, sabemos da importância que a CMEI Eudix Costa Carneiro tem para todos da região, haja vista que existe ela atende as crianças da região do Vereda e também da Babilônia. Hoje nós estamos entregando a escola reformada, mas já existe um planejamento para ampliar essa unidade de ensino, objetivando ter mais espaço e oferecer ainda mais conforto aos alunos. O Prefeito Francisco Nagib não tem medido esforços para buscar mais recursos e realizar mais um sonho para os moradores do Vereda“,finalizou.

Ascom PMC