Blog do Walison - Em Tempo Real

Dólar ultrapassa R$ 4,18, segundo maior valor desde criação do real

Em um dia tenso no mercado, a bolsa de valores caiu e a moeda norte-americana fechou no segundo maior nível da história. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (13) vendido a R$ 4,187, com alta de R$ 0,02 (0,48%). A divisa está no segundo maior valor desde a criação do real, só perdendo para a cotação de R$ 4,196 registrada em 13 de setembro de 2018.

O dólar operou em alta durante toda a sessão, mas firmou-se acima de R$ 4,18 a partir do início da tarde, até fechar próxima da máxima do dia. A moeda acumula valorização de 4,43% no mês.

Bolsa

No mercado de ações, o dia também foi de tensões. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia em queda de 0,71%, aos 105.993 pontos. No segundo dia seguido de queda, o indicador caiu para o menor nível desde 18 de outubro.

Nos últimos dias, o mercado financeiro tem sido afetado pelas turbulências em países da América Latina. Diversos países da região tem enfrentado problemas políticos, que pressionam investidores estrangeiros.Fonte Agência Brasil

Confira o gabarito do Enem 2019

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou, na tarde de hoje (13), os gabaritos com as respostas do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, de 2019. O instituto disponibilizou também as versões digitais dos cadernos de prova.

Apesar da possibilidade de conferência do gabarito, as notas dos estudantes ainda serão reveladas. Elas serão calculadas usando uma metodologia chamada de “Teoria de Resposta ao Item” (TRI), que leva em consideração a média de acertos total em determinadas questões para calcular a probalidade de “chutes” em questões mais difíceis. O método, apelidado de “sistema antichute” cria um cálculo variável das notas. A previsão é que o resultado final seja divulgado em janeiro de 2020.

Confira o gabarito oficial:

Enem2019
Enem2019 – Agência Brasil
Enem2019
Enem2019 – Agência Brasil

Enem2019
Enem2019 – Agência Brasil
Enem2019
2019_11_13_gabarito_enem_dia2-rosa, por Agência Brasil
Enem2019
Enem2019 – Agência Brasil
Enem2019
Enem2019 – Agência Brasil
Enem2019
Enem2019 – Agência Brasil

Campeonato brasileiro de salvamento aquático vai reunir cerca de 300 atletas em São Luís

Realizado pela primeira vez em São Luís, o Campeonato Brasileiro de Salvamento aquático vai reunir participantes de 16 estados brasileiros na capital maranhense. São esperados 293 competidores, todos integrantes de corporações estaduais do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, além de Marinha e Aeronáutica.

O campeonato recria situações de salvamento de vítimas e é parte da programação do XIX Seminário Nacional de Bombeiros (Senabom), realizado no mesmo período na capital maranhense e considerado o maior evento do segmento da América Latina.

Este ano, além do acréscimo de uma nova prova da quantidade de competidores, outro destaque será a presença de medalhistas e participantes da última competição mundial, que também disputam o Campeonato Nacional.

Temos 293 atletas de 16 estados, são militares do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Marinha e Aeronáutica e teremos também na competição a participação de atletas medalhistas nos Jogos Mundiais Militares, realizados em outubro na China”, informou a Major do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Priscila Milena Costa Chahini.

Entre esses atletas estão Thais Xavier (Marinha/RJ), bronze no revezamento 4x50m com obstáculos e Gustavo Gimenes (CBM/GO), prata no revezamento 4x50m. O cadete do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Rodrigo Macedo da Silva, que também foi ao Mundial na China também participa da competição nacional.

As provas, que simulam situações de resgate em piscina e em alto mar, serão realizadas na sede da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) e na Praça dos Pescadores (Avenida Litorânea, Praia de São Marcos).

Programação

Um dos destaques da programação é o Aquathlon, disputa que inclui corrida de 1km na areia, seguida de 1km natação no mar e mais 1km de corrida na areia. A prova será disputada na quarta-feira dia 13, na Praia de São Marcos. A concentração terá início às 14h, na Praça dos Pescadores, Avenida Litorânea.

No período da manhã do dia 13, das 7h às 12h, e no dia 14, das 7h às 13h serão realizadas as provas de piscina que integram a competição.

Na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), os atletas disputarão nas modalidades individuais, os 50 metros carregando o manequim e os 100 metros carregando manequim com nadadeiras. As provas coletivas são a de revezamento 4×25 metros com reboque de manequim, revezamento 4×50 metros Medley e o Revezamento 4×50 metros com obstáculo, nova disputa do campeonato.

Ainda no dia 14, a partir das 13h, também na AABB, haverá a prova de Beach Flag, corrida à nadadeira. O atleta inicia a prova deitado, se levanta em sentido contrário à sua visão e corre 25 metros de areia para disputar a nadadeira (Flag) com seus adversários. A cada rodada um atleta é excluído até sobrar o campeão.

A premiação geral do Campeonato Brasileiro de Salvamento Aquático será realizada na quinta-feira (14), às 18h na AABB.

Ascom

Iniciada em Codó a 3ª edição da Semana Municipal de Ciência, Tecnologia

A Prefeitura de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, está promovendo a 3° Edição da Semana Municipal de Ciência, Tecnologia. A Abertura do evento aconteceu na noite de segunda-feira (11), na Praça de São Sebastião, e contou com a presença do Prefeito de Codó, Francisco Nagib, do secretário municipal de educação e vice-prefeito, Ricardo Torres, da Coordenadora de Ciência e Tecnologia da SEMECTI, Raquel Pinho, vereadores e autoridades Municipais, além de reitores e diretores, de universidades públicas de Codó, e do público em geral.

É um momento muito importante, que se consolida em nosso calendário cultural, e mostrando cada vez mais o potencial que nossas escolas e nossos estudantes têm para realizar projetos magníficos. Também as universidades todos aqueles que produzem ciência e tecnologia. Trabalhar com os alunos a questão do papel das tecnologias do futuro e a conscientização do desenvolvimento sustentável, questão trazida na temática desta edição. Parabéns a todos os organizadores, colaboradores, mestres, diretores e estudantes”, declarou o vereador Pastor Max.

Com o Tema Codó Consciente: Promovendo a Sustentabilidade e Valorizando a Diversidade Cultural, Local, por Meio da Bioeconomia, a 3ª Edição da Semana Municipal de Ciência e Tecnologia tem por objetivo envolver professores e estudantes em um intercâmbio de saberes e experiências, contemplando inúmeras atividades como oficinas temáticas, simpósios, palestras, painéis, produção e exposição de vídeos, mostras científicas, exposição de pôsteres, rodas de debates, workshop, atividades culturais e espaços para empreendedores. A previsão é que centenas de pessoas possam visitar os estandes e conferir os projetos elaborados pelos alunos da rede pública de ensino.

Estamos começando com muita alegria e entusiasmo mais uma edição da Semana Municipal de Ciência e Tecnologia, que é uma grande vitrine da produção intelectual de nossos estudantes. teremos uma série de atividades, palestras, oficinas entre outras atrações que promovem o tema da Bioeconomia e como as novas tecnologias irão impactar nossa sociedade. Temos a certeza que esta será uma edição muito especial, que despertará grande curiosidade no público. Sejam todos bem vindos”, convidou o secretário municipal de educação e vice-prefeito, Ricardo Torres.

De acordo com o Prefeito Francisco Nagib, o tema escolhido para a 3ª Edição da Semana Municipal de Ciência e Tecnologia é de extrema relevância, pois coloca o conhecimento, a ciência e a inovação a serviço de soluções para a promoção de tecnologias sustentáveis e a diminuição dos impactos das atividades econômicas no meio ambiente. “Ficamos muito felizes em ver a evolução da Semana Municipal de Ciência e Tecnologia, em sua terceira edição, que é um projeto de nosso governo, que também é de autoria do vereador Pastor Max e que vem sendo sucesso de público a cada ano, trazendo as escolas e a produção de nossos alunos mais próximo da sociedade. Quero parabenizar ao empenho de todos para a realização de mais uma edição e com uma temática tão relevante para as discussões sobre as tecnologias do futuro e seus impactos no meio ambiente e sociedade”, concluiu.

Ascom – PMC

CURTIR

“Sorte do Partido que tem nomes como Rubens e Duarte”, diz Márcio Jerry

Presidente estadual do PCdoB, o deputado federa Márcio Jerry afirmou, nesta quarta-feira (13), que seu partido deve apresentar o nome do pré-candidato à prefeitura de São Luís até janeiro.

Com o secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Rubens Pereira Júnior, e o deputado estadual Duarte Júnior bem avaliados para liderar o projeto na capital, Jerry afirmou que a legenda tem sorte e que nenhum deles deve trocar de sigla para disputar o pleito de 2020.

Tenho convicção de que, neste caso, não haverá ‘divórcio’. Sorte de um partido que tem dois excelentes nomes como o de Rubens e o de Duarte. Vamos até janeiro, no tempo próprio da conjuntura política. Avançando no debate e na construção democrática do consenso progressivo. Teremos a melhor solução para alcançar o objetivo de vencer a eleição”, afirmou o parlamentar.

Ascom

Presença do presidente chinês no Brasil aprofundará parcerias no Brics

O presidente da China, Xi Jinping, estará no Brasil amanhã (13) e depois (14) para participar da cúpula do Brics, bloco que reune o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo representantes do governo chinês, a viagem à América Latina vai “injetar novo ímpeto no desenvolvimento das relações sino-gregas e sino-europeias, bem como servirá para aprofundar a parceria entre os membros do Brics e melhorar a governança global”.

No Brasil, Xi Jinping manterá conversas bilaterais com outros líderes mundiais e assinará acordos de cooperação. A visita ocorre menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro visitar a China. A ideia é aprofundar o intercâmbio, a confiança política e ampliar a cooperação em diversas áreas.

Na visita de Bolsonaro à China foram assinados acordos e memorandos de entendimento nas áreas de política, ciência e tecnologia e educação, economia e comércio, energia e agricultura. “Temos na China o primeiro parceiro comercial e me interessa muito fortalecer esse comércio, bem como ampliar novos horizontes. Hoje podemos dizer que uma parte considerável do Brasil precisa da China e a China também precisa do Brasil”, afirmou o presidente durante a visita.

Em declaração conjunta, os dois presidentes expressaram a determinação de ampliar o comércio e diversificar o intercâmbio de produtos, bem como cooperar com as políticas de desenvolvimento e investimento, como o Programa de Parceria de Investimento (PPI), do Brasil, e a Iniciativa do Cinturão e da Rota, da China.

A China foi, em 2018, o maior parceiro comercial do Brasil. No ano, o fluxo de comércio entre os dois países alcançou a marca de US$ 98,9 bilhões. O país asiático também é um dos principais investidores em áreas cruciais, como infraestrutura e energia.

Entre os atos assinados estão protocolos sanitários para a exportação de carne termoprocessada (que passa por processo de cocção) e farelo de algodão do Brasil à China. Os dois países também passaram a reconhecer as certificações de Operador Econômico Autorizado (OEA) emitidas pelas autoridades aduaneiras.

Um memorando de entendimento assinado também prevê contatos institucionais mais regulares e diretos entre os ministérios das Relações Exteriores do Brasil e dos Negócios Estrangeiros da China. Na área de energia, os dois países estabeleceram cooperação para o desenvolvimento de energias novas e renováveis, bioenergia e para distribuição e eficiência energética. O acordo prevê ainda cooperação e coordenação com terceiros países e fóruns internacionais.

O Brasil e a China também pretendem expandir os canais de comunicação entre jovens cientistas e pesquisadores e aprofundar a colaboração científica e tecnológica entre os dois países. Os governos financiarão esses jovens, que concluíram doutorado em um período de cinco anos antes da apresentação de propostas. Já a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e a Academia Chinesa de Ciências querem estabelecer um “laboratório virtual” Brasil‐China que desenvolverá pesquisas nas áreas de caracterização de germoplasma, edição de genoma e genética funcional na cultura da soja. Esse será o primeiro projeto de laboratório conjunto nas áreas de agricultura e recursos naturais.

“O mundo enfrenta hoje uma mudança sem precedentes nos últimos 100 anos. A ascensão de mercados de países emergentes é cada vez maior, assim como a disponibilidade para unir e cooperar. Além disso, a conversão de velhas e novas sinergias na economia mundial não está ainda completa, o protecionismo e o unilateralismo se intensificaram, e o ambiente externo para o desenvolvimento de mercados emergentes e países em desenvolvimento é cada vez mais complexo. É nesse contexto que mais países centram as atenções no bloco do Brics. O 11º encontro dos líderes do grupo discute o tema “Crescimento econômico para criar um futuro inovador”, informa o governo chinês em nota.Fonte Agência Brasil

Presidente da Capes quer reajustar bolsas de doutorado em 2020

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) quer reajustar as bolsas de doutorado no próximo ano. A medida dependerá de disponibilidade orçamentária, mas segundo o presidente da fundação – que é ligada ao Ministério da Educação (MEC) –, Anderson Ribeiro Correia, a questão “está na pauta”.

“A gente está trabalhando pesado para elevar o nosso orçamento junto com a Economia, junto ao Congresso, junto à Casa Civil, junto ao setor privado e, se a gente tiver sucesso em todas as frentes, a gente pretende, sim, elevar, no ano que vem, o valor da bolsa de doutorado. Não temos as definições ainda, mas é um plano nosso”, afirmou em entrevista exclusiva à Agência Brasil.

As bolsas de pós-graduação foram reajustadas pela última vez em 2013. Atualmente, os bolsistas de mestrado recebem, por mês, R$ 1,5 mil; os de doutorado, R$ 2,2 mil; e os de pós-doutorado, R$ 4,1 mil. Segundo Correia, a prioridade serão as bolsas de doutorado: “A bolsa de doutorado é aquela que traz mais impacto para o país”, diz.

De acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2020 enviado ao Congresso Nacional, o orçamento previsto para a Capes é de R$ 2,48 bilhões. O valor é inferior aos R$ 4,25 bilhões previsto para este ano. Há ainda a possibilidade de aumento dessa previsão.

O presidente pretende ainda mudar a forma de distribuição de bolsas. A intenção é estabelecer um teto para cada programa. A quantidade máxima de bolsas ofertadas irá variar de acordo com a nota de cada programa nas avaliações da Capes; com o tamanho – maiores serão priorizados; com a modalidade – doutorados terão prioridade; e com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região onde a instituição de ensino está inserida. A intenção do último critério é minimizar as diferenças socioeconômicas entre as regiões do país.

Esse teto será revisto anualmente e já deverá entrar em vigor no ano que vem, impactando a distribuição de pelo menos 10 mil bolsas, de acordo com o presidente.

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); Anderson Ribeiro Correia; fala à Agência Brasil
O presidente da Capes, Anderson Ribeiro Correia, fala à Agência Brasil – José Cruz/Agência Brasil

Leia os principais trecho das entrevista:

Agência Brasil: A Capes está em processo de reformulação da avaliação dos cursos de pós-graduação, não é mesmo? O que está sendo discutido?
Anderson Ribeiro Correia: A Capes faz uma boa avaliação, sempre fez, mas usa indicadores que não são completos. Ela deixa de considerar questões na avaliação que agora a gente vai começar a considerar. E a principal delas é o impacto para a sociedade. A sociedade tem saber o que ela ganha com essas pesquisas. A academia tem que se preocupar em entregar os resultados para a sociedade. Não só entregar, mas comunicar de forma efetiva para a sociedade, apresentando o que ela vem fazendo.
Além da pesquisa básica, que é fundamental e que será mantida nas universidades, associar a pesquisa básica a pesquisa aplicada e a entrega de produtos relevantes para a sociedade como a criação de pequenas empresas, produtos tangíveis ligados a patentes, softwares inovadores, trabalhos ligados às artes, ou seja, produtos que a sociedade consiga compreender e consiga saber a importância.

Agência Brasil: A Capes anunciou que passará a avaliar os cursos quanto à formação; pesquisa; transferência de conhecimento e inovação; internacionalização; além da inserção regional e do impacto na sociedade. Os indicadores atuais serão mantidos? Como será a aplicação dos novos indicadores?
Correia: A avaliação multidimensional vai ter cinco dimensões, duas serão essenciais e as outras três optativas. Quais são as essenciais? Pesquisa e formação. Essas a gente vai exigir de todos os programas. Alguns vão ser vocacionados para transferência para a indústria, outros terão uma vocação especial na área de internacionalização e outros vocação então para questão de engajamento regional. Mas pesquisa e formação serão as áreas essenciais, todos os programas tem que ter mesmo aqueles programas. Mesmo aqueles programas que têm impacto na indústria relevantes precisam ter métricas ligadas à pesquisa e a aplicação científica.

Agência Brasil: Como a Capes vai fazer para equalizar programas que tenham dificuldades regionais?
Correia: A gente tem alguns mecanismos para redução de assimetrias, um deles é no nosso modelo de fomento. A gente vai incluir a questão do IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], ou seja, o município mais carente vai ter a prioridade para a distribuição de bolsas. Além disso, vamos lidar com programas estratégicos. Além das bolsas tradicionais, temos programas especiais que dão bolsas adicionais em função de uma situação. A pós-graduação brasileira começou no eixo Sul-Sudeste, com mais investimentos. Depois, começou-se a priorizar o Nordeste, mas a Amazônia sempre ficou para trás. Eu não posso ter a mesma métrica com a Amazônia que eu tenho com o resto do país. Principalmente a Amazônia e o Centro-Oeste são as regiões que a gente precisa ter mais atenção.

Agência Brasil: Como equalizar a métrica para pesquisas que nem sempre têm resultados aplicados?
Correia: Cada área tem que ter métricas de resultados. Evidentemente que as áreas de ciências humanas têm mais dificuldade de oferecer produtos tangíveis para a sociedade. A engenharia, a tecnologia, a medicina, por exemplo, entregam patentes, empresas. As áreas de humanas vão entregar a produção intelectual. O que a gente precisa trabalhar com as ciências humanas é que elas consigam entregar os seus produtos dentro das métricas que sejam aceitáveis para a sociedade e através de comparação internacional. Publicações científicas com impacto científico que tenha citações, livros que tenham critério de qualidade, livros que recebam prêmios, que tenham várias edições, que estejam em editoras conhecidas, convites para [o pesquisador] ser palestrante internacional. Temos critérios que buscam resultados que elevem a qualidade das pesquisas.

Agência Brasil: Quando essa avaliação será aplicada?
Correia: Essa multidimensional é só para a próxima quadrienal [o próximo ciclo de avaliação, que tem início em 2021].

Agência Brasil: A Capes está revendo também a distribuição de bolsas de estudo. O que mudará?
Correia: Não havia regras claras para a distribuição do dinheiro de pesquisa da Capes. Programas mal avaliados muitas vezes recebiam mais bolsas que programas bem avaliados. Agora implementaremos um novo modelo de fomento, assim que o nosso Orçamento for fechado no Congresso Nacional para o ano que vem e nós tivermos a definição exata do nosso Orçamento.

Agência Brasil: Isso já a partir do ano que vem?
Correia: Já a partir do ano que vem. Vou usar a avaliação existente, não a nova. A gente definiu quatro critérios para a distribuição do fomento, um é a nota [dos cursos na avaliação da Capes]. O segundo é se o programa é de mestrado ou doutorado. Quero dar mais bolsa para programas de doutorado que de mestrado, isso foi uma exigência do PNE [Plano Nacional de Educação]: que a gente consiga elevar o número de doutores no país. Terceiro, o IDH. Como a gente mencionou, [vamos] priorizar os municípios com menor IDH. Quarto, o tamanho dos programas. A gente quer priorizar programas maiores. Esses quatro critérios vão nortear a nossa distribuição de fomento. Quem tem bolsa não será prejudicado. Mesmo que um aluno tenha uma bolsa em um programa que tenha menos prioridade, se ele tem uma bolsa, ele vai até o final com essa bolsa, seja de 12 meses, de 24 ou 48 meses. Mas as novas bolsas vão entrar no novo critério.

Agência Brasil: Como os programas de pós-graduação poderão se programar para a oferta das bolsas?
Correia: Os programas terão um teto de bolsas, baseado nesses quatro critérios. Se o programa tiver com bolsas acima do teto, não vai ter bolsas renovadas, mas quem tiver bolsa, continua. Vamos supor que no meu programa o teto é de 20 bolsas e eu tenho 30 hoje. O programa vai deixar de renovar algumas bolsas porque está com mais bolsas que o limite que a gente vai dar para ele. Ao contrário, programa tem um teto de 50 bolsas e tem só 30 em vigor, ele vai ter direito a mais 20 bolsas. A gente vai fazer uma redistribuição. Não é corte, a gente vai fazer uma redistribuição das bolsas, para programas mais prioritários em detrimento de programas menos prioritários.

Agência Brasil: Qual vai ser a frequência de reavaliação desse teto?
Correia: Anual. A ideia é que a cada ano a gente divulgue novos critérios e esse teto seja revisado. Geralmente é no começo do ano que entram os alunos nas universidades e eles precisam ter essa dimensão para fazer os processos seletivos. A ideia é que, geralmente no mês de setembro e outubro de cada ano, a gente faça [a revisão]. E é também a época que temos a definição do Orçamento.

Agência Brasil: Tem uma estimativa de quantas bolsas devem entrar nesse critério? Quantas devem ser redistribuídas no ano que vem?
Correia: A gente ainda não fez essa conta, mas eu estimo que a gente vá fazer uma alteração entre 10 mil e 20 mil bolsas.

Agência Brasil: A Capes pretende reajustar o valor das bolsas?
Correia: Está na pauta. A gente tem um desejo de reajustar, o ministro tem esse desejo também. Principalmente as bolsas de doutorado, porque elas são as prioritárias da Capes. Como a Capes foca muito em formação de alto nível, a bolsa de doutorado é aquela que traz mais impacto para o país. A gente pretende fazer uma elevação desde que o Orçamento permita. A gente está trabalhando pesado para elevar o nosso orçamento junto com a Economia, junto ao Congresso, junto à Casa Civil, junto ao setor privado e, se a gente tiver sucesso em todas as frentes, a gente pretende, sim, elevar, no ano que vem, o valor da bolsa de doutorado. Não temos as definições ainda, mas é um plano nosso.

Agência Brasil: Como o senhor avalia hoje a pós-graduação brasileira e onde pretende chegar?
Correia: A pós-graduação cresceu muito nos últimos anos, desde a década de 1970, chegando a 7 mil cursos nesse momento. Ela cresceu mais na quantidade do que na qualidade. Nos próximos dez anos, eu vejo o crescimento qualitativo. [Vejo a] consolidação dos programas, e aumento da qualidade. O foco é aumentar a qualidade e alcançar os melhores indicadores internacionais.Fonte Agência Brasil

México concede asilo político a Evo Morales

Presidente Evo Morales fala durante conferência REUTERS/David Mercado/Direitos reservados

O México concedeu hoje (11) asilo político ao ex-presidente da Bolívia Evo Morales. Por meio de sua conta na rede social Twitter, o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, confirmou a informação. O líder boliviano renunciou ao cargo ontem (10) após uma onda de protestos que já durava 21 dias.

“Faremos valer o direito de asilo que o México sempre promoveu e exerceu em diferentes circunstâncias históricas que caracterizam nossa política externa”, destacou nota divulgada pelo governo mexicano. O comunicado cita que o país vai pedir uma reunião urgente com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar dos recentes acontecimentos na Bolívia.

Além de Evo, também renunciaram ao cargo o vice-presidente do país, Álvaro García Linera, o presidente da Câmara de Deputados, Víctor Borda, e a presidente do Senado, Adriana Salvatierra. Cabe agora ao Legislativo escolher um novo presidente do Senado, para que possa acatar a renúncia de Morales e dar início ao processo de novas eleições. Fonte Agência Brasil

Flávio Dino acompanha lançamento de novo produto retornável da Coca Cola

“Agradeço à empresa por investir em nosso Estado. Com este investimento, ampliando e modernizando sua linha de produção no Maranhão, a Solar Coca Cola viabiliza negócios e empregos”, enfatizou o governador Flávio Dino durante visita às instalações da nova linha de produção da Solar Coca Cola, nesta segunda-feira (11).

Governador participou do lançamento de novo produto retornável da Coca Cola (Foto: Handson Chagas)

Durante a visita, o governador conheceu as estruturas, o parque tecnológico e etapas da produção. Um dos diferenciais da nova linha de produtos é a sustentabilidade. Para a nova linha de garrafas retornáveis, a Solar investiu mais de R$ 90 milhões na unidade em São Luís, o maior investimento da empresa no Maranhão.

A nova linha de produtos possui o benefício de ser retornável, garantindo menor custo ao consumidor e mantendo a mesma qualidade. E ainda, sustentável, pois o recipiente pode ser reutilizado dezenas de vezes, reduzindo a geração de resíduos e possibilitando um descarte ambientalmente adequado.

Em visita às instalações, Flávio Dino conheceu as estruturas, conjunto tecnológico e etapas da produção. Acompanhou apresentação com a história do Guaraná Jesus e de seu criador, o farmacêutico maranhense Jesus Norberto Gomes. Na ocasião, Dino avaliou a importância de manter a união em favor do desenvolvimento com justiça social e oportunidades, e disse que para alcance das metas, é preciso que haja convergência entre os investimentos públicos e privados.

“Apesar da gigantesca crise nacional, temos feito o máximo para manter a máquina pública apta a gerar serviços, obras e benefícios à população. A cada semana, fazemos entregas e acompanhamos com alegria o ciclo de investimentos privados no nosso Estado, a exemplo da Solar-Cola Cola”, disse Flávio Dino.

Governador participou do lançamento de novo produto retornável da Coca Cola (Foto: Handson Chagas)

A nova linha possui a mais moderna tecnologia em operação no país. São garrafas PETs desenvolvidas com possibilidade de reutilização da embalagem em até 25 ciclos, tendo como objetivo central finalizar a vida útil dentro da fábrica. A produção em São Luís vai abastecer todo o Maranhão e o Piauí, além de contribuir com o setor de insumos, frete e combustíveis.

O diretor de Relações Externas da Solar, Fábio Acerbi, afirma que a iniciativa reitera a atuação da Companhia para o desenvolvimento do Maranhão. “Estamos apostando na parceria e no compromisso firmado com o Estado para reverter esse quadro de crise com embalagens modernas e sustentáveis”. A ampliação de retornáveis tem base no plano de negócios da Coca-Cola com sustentabilidade e o compromisso de, até 2030, coletar e reciclar 100% das embalagens que coloca no mercado.

“Ao lançar essa marca, a Solar-Coca Cola comprova que confia nos investimentos e na forma com que o governo Flávio Dino vem gerindo o Estado. Com isso, gera mais empregos e nos dá a certeza de que a empresa tem uma perenidade no Maranhão”, pontua o secretário de Estado de Indústria e Comércio e Energia (Seinc), Simplício Araújo. A nova linha vai gerar mais de 1,1 mil empregos diretos, além de oportunidades nos diversos pontos de venda. Presentes ao evento o diretor de Relações Externas da Solar e porta-voz da Coca Cola, Fábio Acerbi; demais executivos da empresa e secretários de Estado.

Governador participou do lançamento de novo produto retornável da Coca Cola (Foto: Handson Chagas)

Multinacional

A Solar é a segunda maior do Brasil, está entre as 20 maiores do mundo entre as fabricantes do sistema Coca-Cola no Brasil e é uma das dez maiores do Nordeste. São cerca de 12 mil colaboradores, distribuídos em 11 fábricas próprias e 34 Centros de Distribuição no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Mato Grosso, Goiás e parte de Tocantins.

Ascom