Blog do Walison - Em Tempo Real

Incêndio em refinaria na Argentina deixa pelo menos cinco mortos

Cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas em uma explosão, seguida de incêndio, numa refinaria de açúcar no noroeste da Argentina, informou hoje (21) a agência espanhola EFE.

O incêndio ocorreu nessa quarta-feira (20) na refinaria de açúcar La Esperanza, localizada em San Pedro, na província de Jujuy.

De acordo com a EFE, que cita a imprensa local, o incêndio foi desencadeado por uma explosão num dos tanques da refinaria.

O fogo se propagou rapidamente pelo complexo e obrigou a retirada de moradores das áreas próximas.Por Agência Brasil

Em Brasília, Flávio Dino defende rateio de Fundo Petrobras para estados da Amazônia Legal

O governador Flávio Dino participou, na manhã de quarta-feira (20), de reunião de governadores da Amazônia Legal com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para tratar do rateio de R$ 430 milhões do Fundo Petrobras, destinado a ações de combate a queimadas e preservação da floresta amazônica. O encontro, convocado pelo ministro, também teve a presença de deputados, senadores e técnicos ligados à questão do meio ambiente.

Em setembro, decisão do Superior Tribunal Federal (STF) homologou a distribuição dos recursos entre os estados da Amazônia Legal, mas impôs que as transferências sejam feitas por meio de convênio com os estados, o que atrasaria demais os repasses financeiros.

Os governadores entendem que, por conta da relevância dos bens materiais e a serem resguardados e a recente divulgação dos dados que apontam um aumento de 29,5% de áreas desmatadas na Floresta Amazônica, o repasse deve ser feito aos fundos estaduais de meio ambiente, o que aceleraria o processo.

“Os nove estados irão destinar os recursos para prevenção atinente a desmatamento ilegal, queimadas, repressão de ilícitos ambientais, envolvendo, por exemplo, os Batalhões de policialmente Ambiental das Polícias Militares que atuam nas áreas estaduais e, também, regularização fundiária. Consideramos que esses aspectos são fundamentais para que haja garantia que a lei seja aplicada”, defendeu o governador Flávio Dino.

Durante a reunião, o ministro Ricardo Salles apresentou pontos da agenda de desenvolvimento sustentável do Governo Federal para a Amazônia, que incluem regularização fundiária, zoneamento econômico ecológico, monetização de recursos ambientais e instalação de empresas ecologicamente corretas que possam gerar emprego, renda e agregar valor à região.

De acordo com o governador Flávio Dino, os estados estão “convergentes com a agenda dos quatro pontos que foram apresentados pelo ministro Ricardo Salles e acrescentamos um quinto, por sugestão do governador Hélder Barbalho (Pará), atinente à assistência técnica em tecnologia” para os moradores e produtores da região.

STF

Ao final do dia, os governadores e o ministro Salles se reuniram com o ministro Alexandre de Moraes,  no Supremo Tribunal Federal (STF), para repactuar os critérios para execução do repasse financeiro do fundo Petrobras.

Ascom

Governo assina termo que garante propriedade de terras a quilombolas

A ministra das Mulheres, Direitos Humanos e da Família Damares Alves assinou hoje (20), dia da Consciência Negra, termo que garante a propriedade de terras contestadas judicialmente a 628 famílias quilombolas. As terras ficam na região Nordeste, nos estados do Ceará e da Paraíba.

“Não há nada que mais tire o sono de um pai ou de uma mãe do que a insegurança do lar. Muitas pessoas afirmam que este é um governo que não quer demarcar áreas e que não liga para os povos tradicionais. Esse é o primeiro de muitos termos. Aceitamos o desafio de fazer a maior regulamentação fundiária da história do país”, afirmou a ministra durante a celebração da Semana da Consciência Negra.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, assina  protocolo de intenções que institui a formulação de políticas públicas e a realização de ações para a garantia da proteção integral de crianças e adolescentes
Ministra das Mulheres, Direitos Humanos e da Família Damares Alves- Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência

O termo, que indeniza proprietários legais de terras em que estão instalados os quilombos, é de R$ 1,9 milhão – verba que vem do Fundo de Titulação de Terras do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O economista Geraldo José Filho, atual presidente do órgão, também assinou a titulação.

“Trabalhamos pela dignidade e pelo direito real de posse das terras dos povos tradicionais. As ações ainda dependem do orçamento, mas o trabalho será feito. O papel do governo é arrumar a solução”, explicou o presidente durante a assinatura.

Dia da Consciência Negra

Damares aproveitou a assinatura da titulação para relembrar datas importantes para os direitos humanos. “Completamos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos da Criança, 30 anos da assinatura da Convenção [sobre os Direitos da Criança], dia da Consciência Negra, e acabamos de assinar contratos que ampliam o Fundo dos Idosos. Eu gostaria de pedir que o Brasil parasse hoje para refletir. É onde queremos chegar? Nunca. Ainda estamos distantes da igualdade racial. Mas faremos o melhor trabalho”.

A ministra disse ainda que considera o debate de igualdade racial uma prioridade dentro do ministério. “Não perderemos nenhuma oportunidade de falar sobre igualdade racial. Não perderemos uma oportunidade de discutir o fim do racismo no país. Isso [o racismo] dói na alma”, afirmou Damares. Fonte Agência Brasil

Toffoli vota por limitar compartilhamento de dados financeiros

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, votou hoje (20), a favor da limitação do compartilhamento de dados financeiros da Unidade de Inteligência Financeira (UIF), do Banco Central, antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), e da Receita Federal com o Ministério Público. Na sessão desta quarta-feira (20), somente o presidente, que é relator do caso, proferiu seu voto. O julgamento será retomado amanhã (21) para a manifestação de mais dez ministros.

O STF começou a julgar se dados financeiros da UIF e da Receita Federal, órgãos de controle contra fraudes, podem ser enviados ao Ministério Público sem autorização judicial. As informações financeiras são usadas pelo MP e pela polícia para investigar casos de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e movimentações financeiras de organizações criminosas.

Em seu voto o ministro disse que o MP só pode ter acesso a dados globais de supostos ilícitos, sem documentos que possam quebrar o sigilo das informações.

No entendimento de Toffoli, o MP não pode requisitar à UIF relatórios de inteligência financeira (RIFs) “por encomenda”, sem que nunca tenha recebido um alerta dos órgãos de controle e para verificar se “tem algo contra fulano”. Da mesma forma, a Receita não pode repassar extratos bancários e declarações de imposto de renda aos procuradores sem decisão judicial autorizando a quebra de sigilo fiscal.

“Não pode haver RIF por encomenda contra cidadãos sem qualquer investigação criminal pré-existente ou se não houve alerta anterior emitido de ofício [espontâneo] pela UIF, com fundamento na análise de informações de inteligência contida nas suas bases de dados”, afirmou.

PGR

Na manhã de hoje, o procurador-geral da República, Augusto Aras defendeu, em sustentação oral, o compartilhamento direto dos dados com o MPF, sem a necessidade de crivo judicial.

Aras afirmou que o procedimento é crucial no combate a crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, sendo observado em 184 países do mundo, e que a restrição de tal comunicação direta pode ser prejudicial à reputação do Brasil na comunidade internacional.

“Corremos o grave risco de o Brasil vir a ser considerado tecnicamente um paraíso fiscal, mácula excessivamente nociva a um país que necessita retomar o curso do crescimento econômico e estabelecer o bem-estar social”, disse o PGR.

Por outro lado, o advogado e jurista Gustavo Badaró, que representa o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim) na condição de interessado na causa, defendeu maior restrição na disponibilização dos dados, de modo a resguardar a privacidade e a intimidade dos indivíduos. Para ele, por ser o órgão capaz de denunciar pessoas, o MP somente poderia ter acesso a tais informações sensíveis sob a supervisão de um juiz, o que impediria abusos, argumentou.

Entenda

Hoje, a praxe é que órgãos de controle como a Receita Federal e a Unidade de Inteligência Financeira (UIF) enviem ao Ministério Público Federal (MPF) relatórios sobre movimentações atípicas, que podem indicar atividade ilícita.

No caso concreto, os ministros julgam o recurso do MPF contra a anulação, pela segunda instância da Justiça, de uma condenação por sonegação fiscal do dono de um posto de gasolina em São Paulo. A investigação teve início em um relatório do Fisco repassado diretamente aos procuradores.

O Supremo já firmou que a decisão sobre o caso terá repercussão geral. Isso significa que ao final do julgamento será firmada uma tese a ser seguida por todos os tribunais do país em processos do tipo.

O advogado do posto de gasolina, alvo do processo no caso concreto, não se inscreveu para realizar sustentação oral.Fonte Agência Brasil

BC organiza mutirão de renegociação de dívidas antes do Natal

Antes do fim do ano, o Banco Central (BC) promoverá um mutirão para que os clientes renegociem dívidas com bancos antes do Natal e do ano-novo, anunciou hoje (20) o presidente da instituição, Roberto Campos Neto. Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, ele explicou que o mutirão estará atrelado a cursos de educação financeira.

Segundo Campos Neto, as agências deverão funcionar além do expediente normal para a renegociação de dívidas bancárias. Em contrapartida, os clientes passarão por cursos para aprender a administrar o orçamento pessoal e a evitar linhas de crédito com juros elevados, como as do cheque especial e do cartão de crédito rotativo.

Com o mutirão, ressaltou o presidente do BC, os clientes poderão limpar o nome antes das compras de fim de ano. Campos Neto disse que a instituição pretende repetir esse tipo de ação em 2020, aliando a educação financeira à concessão de crédito com juros mais baixos, por meio de um sistema de pontuação semelhante ao dos programas de fidelidade.

“Queremos fazer ações junto com os birôs de crédito. Quem fizer o curso, acabará tendo uma classificação de crédito superior atrelado ao ganho de pontos que gerem desconto em produtos financeiros. Porque quem tem mais educação financeira tem menos inadimplência”, disse Campos Neto.

Pagamentos instantâneos

Na audiência pública, Campos Neto anunciou que o BC pretende lançar, até o fim do próximo ano, um sistema instantâneo de pagamentos que funciona 24 horas por dia e sete dias por semana e funcionará como alternativa  à Transferência Eletrônica Disponível (TED) e ao Documento de Ordem de Crédito (DOC), que não funcionam de forma instantânea.

Atualmente, o valor transferido por DOC só chega à conta do destinatário no dia útil seguinte ou dois dias úteis depois, para transações após as 21h59. No caso do TED, o dinheiro é transferido em alguns minutos para operações antes das 17h. No entanto, a partir desse horário, a transação só é concluída no dia útil seguinte.

Segundo ele, o novo sistema diminuirá a demanda por dinheiro em espécie. “Os pagamentos instantâneos devem estar funcionando no fim do ano que vem. O dinheiro vai sair de uma conta para outra, independente de quem seja, empresa ou pessoa física, 24 horas por dia, sete dias por semana. Diminui a demanda por dinheiro em espécie”, declarou.

Cheque especial

Assim como na audiência pública de ontem (19) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Campos Neto reafirmou que o BC lançará, até o fim do ano, um plano para reduzir os juros do cheque especial das pessoas físicas >. Ele reiterou que esse produto, que cobra juros em torno de 300% ao ano, prejudica principalmente os clientes de baixa renda.

“O cheque especial é um produto muito regressivo. Quem está pagando o custo está embaixo na pirâmide. É como se quem estivesse embaixo pagasse o luxo de quem está em cima. É um produto mais usado pela renda mais baixa e por quem tem menos educação financeira. Precisamos fazer uma reengenharia para diminuir regressividade”, declarou.

Sobre o spread bancário, diferença entre os juros que o banco paga para captar recursos e cobra do tomador de crédito, o presidente do BC disse que a instituição estuda medidas para tornar mais ágil a recuperação, pelos bancos, de bens dados como garantia (bens usados para cobrir a inadimplência) nas operações de crédito. Segundo Campos Neto, atualmente a recuperação de crédito leva muito tempo sendo discutida na Justiça.Fonte Agência Brasil

Mais 500 professores da educação básica terão formação em estudos africanos

No próximo ano, mais 500 professores da educação básica do Maranhão passarão por formação em Estudos Africanos. A qualificação é fruto de convênio entre o Governo do Estado e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

O acordo que trata do projeto de formação de professores e gestores, dentro da política de promoção da igualdade racial no Maranhão, foi assinado pelo governador Flávio Dino durante reunião com reitores de universidades do Brasil e de Moçambique, nesta terça-feira (19), no Palácio dos Leões, em São Luís.

Assinado na véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, o termo de cooperação técnico-científico firmado entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e o Curso de Licenciatura em Estudos Africanos e Afro-brasileiros da UFMA, prevê intercâmbio de 45 alunos da graduação em Estudos Africanos para trabalho de campo em Maputo, capital de Moçambique, país lusófano localizado no sul da África.

A assinatura do termo de cooperação está inserida na programação do II Colóquio Internacional Políticas Antirracistas no Mundo (II CIPAM) / VII Semana Interdisciplinar em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (VII SEAFRO) entre os dias 19 e 22 de novembro de 2019. Os eventos têm a parceria e o apoio do Governo do Estado do Maranhão, por meio da Seduc.

A viagem está prevista para setembro de 2020. No regresso ao Maranhão, os intercambistas ficam responsáveis pela formação em estudos africanos para os 500 educadores e gestores da rede estadual de ensino.

Esta já é a segunda parceria do gênero firmada entre o Governo do Maranhão e a UFMA. No primeiro convênio, estudantes de graduação em Estudos Africanos fizeram intercâmbio em Cabo Verde.

Até o dia 22 de novembro deste ano, 500 docentes e gestores da educação básica participam do Curso de Formação Continuada “Educação para as Relações Étnico-Raciais e para o ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira”. O curso é um dos resultados do primeiro Termo de Cooperação Técnico-Científica firmado entre a Seduc e a UFMA, e assinado no ano passado.

Participaram da solenidade de assinatura do termo de cooperação técnico-científico o reitor da UFMA, Natalino Salgado; o secretário de Educação, Felipe Camarão; o vice-reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, José Paulino Castiano; e a coordenadora do curso de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros da UFMA, professora Kátia Regis.

Significado histórico

O governador Flávio Dino avalia que a assinatura do termo de cooperação tem um significado especial pelos objetivos históricos que ligam o Brasil a países da África lusófona.

“A colonização portuguesa nos une por meio do idioma, a luta anticolonial e anti-imperialista nos une. Essa união e essa fraternidade que nós gostaríamos de celebrar, união de quem sonha e tem esperança em um mundo mais justo, um mundo que seja capaz de prover serviços públicos e direitos para todos e todas, e com isso promover igualdade de chances e oportunidades e de igualdade de fruição, não só de bens materiais, mas sobretudo, igualdade para celebrar a vida”, pontuou Flávio Dino.

Criado em 2015, o curso de licenciatura em Estudos Africanos e Afro-brasileiros da UFMA é pioneiro nesse tipo de qualificação em território brasileiro, como explica o reitor da UFMA, Natalino Salgado.

“Este é um curso pioneiro no Brasil. Hoje ensinar e formar profissionais nesta área se tornou obrigatório, um estudo básico. Nós temos tido um crescimento desse curso pela sua importância, e esse crescimento tem sido dado muito com a parceria com o Governo do Estado, que tem proporcionado intercâmbio com países da Língua Portuguesa”, ressaltou Natalino.

Para o vice-reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, José Paulino Castiano, a assinatura do termo de cooperação é um ato histórico.

“Nós viemos para testemunhar esse grande ato histórico. Pela primeira vez um curso de licenciatura em Estudos Africanos e Afrobrasileiros passa um grau de licenciatura em uma universidade no Maranhão. Quero reafirmar aqui, como moçambicano e africano, que isso é motivo de grande orgulho. É por isso que desde a primeira hora dissemos que estamos dispostos a cooperar com esse projeto, que é um projeto de futuro”, salientou Castiano.

O secretário Felipe Camarão acredita que a parceria é mais um acerto do Governo do Estado na área da educação. Ele detalhou as etapas da parceria técnico-científico.

“Pelo segundo ano consecutivo nós firmamos esse pacto com a UFMA para enviar estudantes da licenciatura, que é a primeira do Brasil em estudos africanos. Nossos estudantes irão para Moçambique desta vez, e na volta irão fazer essa formação com os nossos professores da rede estadual, uma formação interdisciplinar para professores de História, de Geografia, Biologia, Língua Portuguesa, Produção Textual, dentre outras áreas”, destacou.

Ascom

Tiro de Guerra de Codó realiza formatura alusiva ao Dia da Bandeira

O Tiro de Guerra 08-007 realizou, nessa terça-feira (19), a formatura dos atiradores alusiva ao Dia da Bandeira. A cerimônia foi presidida pelo chefe de instrução, Sargento Cláudio Cardoso, e contou com a presença do subcomandante do 17° BPM, Major Benilson, do comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Codó, capitão Wilson Belo, do representante da OAB, advogado Herbeth Junior e do presidente do Rotary Clube, Gervásio Rodrigues.

A formatura contou com a apresentação da tropa da turma de atiradores do ano de 2019, comandados pelo Sargento Cláudio Cardoso, além disso, também houve a queima das bandeiras que já estavam em desuso, e os presentes cantaram o Hino da Bandeira.

“As bandeiras em mau estado de conservação devem ser entregues a qualquer unidade para que sejam incineradas, seguindo cerimônia peculiar no dia da Bandeira”, disse Sargento Cláudio.

No mesmo dia também foram feitas visitas à várias escolas da rede municipal de ensino e na oportunidade foram distribuídas revistas em quadrinhos “O Recrutinha” para os estudantes. Por Marcos Silva

Conheça a história do caxiense que criou a Bandeira Nacional Brasileira

 

Por: Por Wybson Carvalho, poeta e membro da ACL. | Data: 19/11/2019 09:26
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Hoje, terça-feira, 19 de novembro, é um dia cívico consagrado à Bandeira Nacional Brasileira e é uma data importantíssima para a cidade de Caxias, pois foi um filho ilustre dessa terra que fora incumbido de idealizá-la com um cunho, eminentemente, patriótico e republicano pautado num ente tríplice de amor à Família, à Pátria e, consequentemente, à Humanidade. – “ O povo brasileiro, assim como a miaoria dos povos ocidentais, acha-se, urgentemente, solicitado por duas necessidades, ambas imperiosas e que se resumem em duas palavras: Ordem e Progresso”, escrevera, em 1889, convictamente, o filósofo caxiense Raimundo Teixeira Mendes o lema da nossa Bandeira atualíssimo até aos dias atuais.

Mas, a importância de Teixeira Mendes reside na sua vigorosa e contínua atuação política, filosófica, social e religiosa, baseada nos princípios propostos pelo filósofo francês Augusto Comte, isto é, no Positivismo, em sua versão religiosa (a Religião da Humanidade). Após a proclamação da República e criação da Bandeira Nacional, Raimundo Teixeira Mendes empreendeu uma atividade de propaganda do Positivismo e de interpretação da realidade sócio-político-econômica brasileira.

Quatro dias após a proclamação, no dia 19 de novembro, Teixeira Mendes apresentou ao governo provisório, por meio do Ministro da Agricultura, o também positivista Demétrio Ribeiro um projeto de bandeira nacional republicana, em substituição ao projeto anterior, cópia servil da bandeira estadunidense (apenas com as cores trocadas). Esse projeto atualizou a bandeira imperial, mantendo o verde e o amarelo – indicando com isso a permanência da sociedade brasileira – e substituindo o brasão imperial pela esfera armilar com uma idealização do céu do dia 15 de novembro e o dístico “Ordem e Progresso” (da autoria de Augusto Comte) – indicando a evolução para um regime político aperfeiçoado e o espírito que deveria animar esse novo regime. O projeto foi prontamente aceito.

Papa visita Tailândia e Japão para pedir desarmamento nuclear

O Papa Francisco participa da audiência geral semanal no Vaticano,

O papa inicia hoje visita oficial à Ásia onde vai tratar de desarmamento nuclear global, luta contra o tráfico de pessoas além e participar de uma homenagem às pequenas comunidades católicas da Tailândia e Japão.

A viagem terá como ponto alto a visita às cidades japonesas de Nagasaki e Hiroshima. Nestes locais, o papa deve se encontrar com sobreviventes das bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos em 1945.

Francisco é apontado como o papa que mais condenou o uso e a propriedade de armas nucleares e deve repetir o apelo quando visitar as duas cidades. No último domingo, o papa divulgou uma mensagem pedindo para que “o poder destrutivo das armas nucleares nunca mais seja utilizado”.

A vontade de visitar as duas cidades tomou forma em 2017, depois de Francisco ver, pela primeira vez, uma fotografia captada em 1945 pelo fotógrafo norte-americano Joseph Roger O`Donnell, logo depois do bombardeio de Nagasaki. A imagem mostra um menino ao lado de seu irmão morto esperando o momento para levá-lo para o crematório.

No último dia desse ano, o papa enviou a fotografia para a imprensa com a mensagem “o fruto da guerra”, pedindo que se falasse dos perigos de uma guerra nuclear.

Os bombardeios (6 de agosto de 1945, em Hiroshima, e 9 de agosto do mesmo ano, em Nagasaki) provocaram a capitulação do Japão e o fim da segunda Guerra Mundial em 15 de agosto. Os ataques provocaram a morte de mais de 220 mil pessoas.

Além dos sobreviventes das bombas atómicas, o papa pretende também prestar homenagem às vítimas do desastre de março de 2011, ocorrido na central nuclear de Fukushima. Um terramoto de magnitude 9 provocou um `tsunami` que cortou a energia na central nuclear e suspendeu o sistema de refrigeração. Cem mil pessoas foram deslocadas e um rasto de radioatividade foi deixado por toda a região.

Os bispos japoneses reagiram pedindo, em 2016, a abolição de toda a energia nuclear.

“Desejamos que Francisco fale sobre energia nuclear, já que apela frequentemente à proteção do ambiente”, disse o bispo Michael Goro Matsuura.

Tráfico humano e pena de morte

A visita à Ásia servirá também para reforçar os laços entre religiões nos dois países onde os católicos representam uma ínfima parte da população: 0,59% dos 65 milhões de tailandeses e 0,42% dos 126 milhões de japoneses.

No entanto, tanto os tailandeses como os japoneses esperam fervorosamente que o papa aborde uma outra questão na sua visita: o respeito pela vida, quer através da condenação do tráfico humano na Tailândia, quer pela defesa do fim da pena de morte no Japão.

A Tailândia foi classificada pelas Nações Unidas como um dos mais importantes destinos de tráfico de pessoas, mas também fonte primordial de trabalho forçado e de escravatura sexual.

No Japão, os católicos esperam que Francisco se oponha à pena de morte e que se encontre com Iwao Hakamada, um antigo boxer e ativista dos direitos humanos que está no corredor da morte há quase 50 anos.

Hong Kong

O protocolo das visitas papais poderá ainda permitir a Francisco tomar uma posição sobre os protestos em Hong Kong e reforçar as delicadas relações com Pequim.

A expectativa é que seja enviada mensagem ao Presidente da República Popular da China, Xi Jinping no sábado, quando a comitiva papal atravessar os territórios de Taiwan e Hong Kong, na viagem de Banguecoque para Tóquio.

Honk Kong vive há vários meses num ambiente de contestação social, desencadeado pela apresentação de uma proposta de alteração à lei da extradição que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta já foi retirada, mas as manifestações generalizaram-se e reivindicam agora a implementação do sufrágio universal no território, a demissão da atual chefe do Governo, Carrie Lam, uma investigação independente sobre violência policial e a libertação dos detidos ao longo dos protestos.

Agenda Pessoal

Além de toda agenda pastoral e política, o papa Francisco também tem um objetivo pessoal para cumprir na viagem.

Na sua juventude, Jorge Bergoglio, nome “terreno” do papa Francisco, queria ser missionário jesuíta no Japão. Um desejo que, se não fosse ter tido uma doença pulmonar, teria alterado o destino do papa, que nunca teria chegado a pontífice da Igreja Católica.

No livro-entrevista “O Jesuíta”, dos jornalistas argentinos Sérgio Rubin e Francesca Ambrogetti, Francisco confessou que foi seu espírito missionário que o levou a juntar-se à Companhia de Jesus e pedir para ir para o Japão, tendo sido afastado devido a uma infeção que o obrigou a retirar parte de um pulmão.

O fascínio do papa pelo Japão não advém só da atração generalizada dos jesuítas por aquele país, mas também da sua admiração pela história do cristianismo nesse país, “que se manteve vivo apesar das perseguições sofridas nos séculos XVI e XVII”.

“De certa maneira, esta viagem será a realização de um sonho”, afirmou o diretor da Asianews, afiliada da agência noticiosa do Vaticano, Bernardo Cervellera.

Atualmente, existem cerca de 536 mil cristãos no Japão, de acordo com o Vaticano, e o número de batismos tem diminuído dramaticamente, passando de 7.193 em 2006 para 518 em 2018.

Esta é a 32.ª viagem de Francisco desde que foi escolhido papa e a quarta à Ásia. O pontíficie esteve nas Filipinas e Sri Lanka em 2014, na Coreia do Sul em 2015 e em Bangladesh e Myanmar (antiga Birmânia) em 2016. Por RTP

Ministra mostra experiência do Brasil com agricultura de baixo carbono

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, apresentou, nessa segunda-feira (18) em Washington, nos Estados Unidos (EUA), sua agenda estratégica para os próximos anos, baseada em três desafios: governança fundiária, inovação tecnológica e qualidade sanitária. Para ela, essas são questões fundamentais para a produção sustentável. Ela lembrou que o Brasil conta com legislação ambiental exigente.

Durante evento do Banco Mundial, Tereza Cristina apresentou a experiência brasileira com a agricultura de baixo carbono, do projeto ABC Cerrado. Segundo ela, a ideia é levar a mesma proposta a outras regiões do Brasil. O projeto, desenvolvido em conjunto com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), recebeu recursos do Fundo de Investimento Florestal (FIP) e atendeu a 7,8 mil produtores rurais em oito estados.

De acordo com o Senar, o projeto contribuiu para o aumento da produtividade nas propriedades atendidas, como a pecuária de corte, que subiu de 0,7 unidade/animal por hectare para 2,5. O ganho de peso dos animais com a renovação da pastagem também aumentou, passando de 400 para 900 gramas/dia. Além disso, o produtor investiu nas tecnologias de baixa emissão de carbono. A cada R$ 1 gasto pelo ABC Cerrado, o produtor investiu R$ 7 em recuperação e R$ 5 em manutenção e manejo da pastagem.

Para Daniel Carrara, diretor-geral do Senar, apresentar o projeto ABC Cerrado depois de cinco anos de capacitação é uma oportunidade de levar mais recursos para ampliar iniciativas semelhantes.

Outros projetos

Durante o discurso no Banco Mundial, Tereza Cristina afirmou que vai buscar apoio do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o desenvolvimento do programa AgroNordeste, um plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico. O programa e será implantado até o ano que vem em 230 municípios dos nove estados do Nordeste e parte de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, com população rural de 1,7 milhão de pessoas. “Vamos tratar de temas que envolvem questões sociais, produtivas e ambientais junto a esse projeto Agronordeste”.

A ministra informou que nos encontros com o Banco Mundial e o BID vai tratar de um projeto semelhante ao AgroNordeste para a Região Norte e que o foco será a regularização fundiária. “A base para levar prosperidade, os projetos que possam colocar as pessoas na vida produtiva com dignidade têm que começar com o primeiro pilar, que é a regularização fundiária”, afirmou.

Carne brasileira

Nos próximos anos, Tereza Cristina ressaltou que um dos grandes desafios é colocar o pequeno agricultor na zona produtiva. “Hoje existe uma diferença muito grande entre a agricultura comercial e a pequena agricultura, então essa é uma grande preocupação nossa à frente do ministério”.

A agenda da ministra inclui encontro com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue. Entre os temas a serem tratados está a suspensão das importações de carne bovina brasileira in natura pelo país. Segundo o ministério, a ideia é esclarecer os questionamentos dos americanos sem a necessidade de nova missão técnica ao Brasil. Outro assunto debatido na viagem é a abertura do mercado para o trigo e a cooperação entre os países do AG-5 (Estados Unidos, Brasil, Canadá, Argentina e México).Fonte Agência Brasil