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Trump diz que reduzirá tarifas para importação de café

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que muito em breve vai reduzir as tarifas de importação que incidem sobre o café. Ele, no entanto, não detalhou quais países produtores serão beneficiados pela medida.

A declaração foi feita durante entrevista de Trump ao programa The Ingraham Angle, da Fox News, na terça-feira (11).

“Vamos reduzir algumas tarifas e vamos deixar entrar mais café. Tudo isso acontecerá muito rápido e com muita facilidade. É um processo cirúrgico bonito de se ver. Nossos custos de importação estão muito mais baixos”, declarou o presidente norte-americano após ser questionado sobre a alta dos preços nos EUA.

Nesta quarta-feira (12), a informação foi confirmada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em outro programa da emissora, o Fox and Friends. Segundo Bessent, os norte-americanos verão “anúncios substanciais” nos próximos dias com o objetivo de reduzir os preços de produtos como café, bananas e outros itens não cultivados nos Estados Unidos.

Bessent também não entrou em detalhes sobre como essa redução de tarifas será conduzida. Disse apenas que os preços serão reduzidos “muito rapidamente” e que os norte-americanos começarão a se sentir melhor em relação à economia no primeiro semestre de 2026.

Até 2024, os EUA figuravam entre os principais destinos do café produzido no Brasil e o principal importador de cafés especiais brasileiros, adquirindo aproximadamente 2 milhões de sacas do produto, a uma receita superior a US$ 550 milhões ao ano.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), o café brasileiro representa mais de 30% do mercado norte-americano. O Brasil é o principal exportador de café para os Estados Unidos, destino de 16% das exportações brasileiras do produto.

Agência Brasil contatou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Itamaraty, e está aberta à manifestações.

As duas pastas aguardam declaração oficial do governo norte-americano. Fonte: Agência Brasil

Gleisi: tipificação penal e apreensão de bens são inegociáveis em PL

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou, nesta quarta-feira (12), que mudanças estruturantes no projeto de lei Antifacção, elaborado pelo governo, comprometem a eficácia no combate às facções criminosas.

Questões sobre tipificação penal, apreensão de bens, descapitalização da Polícia Federal (PF) e a não revogação de trechos da Lei das Organizações Criminosas são os quatro pontos inegociáveis para o governo, segundo Gleisi.

Gleisi se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, nesta tarde, para tratar sobre o tema diante da possibilidade do texto ser votado ainda hoje pela Câmara dos Deputados. A ministra afirmou que a decisão de pautar o texto cabe ao presidente da Casa, Hugo Motta, mas que seria importante ter mais tempo para negociar com os parlamentares e colocar a posição do governo.

Além dos quatro pontos fundamentais, segundo a ministra, o Ministério da Justiça e Segurança Pública está fazendo uma avaliação mais apurada e deve soltar uma nota técnica sobre outros pontos do relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP). A ministra ressaltou que o governo está preparado para fazer os destaques e os debates necessários, caso o projeto seja votado hoje.

“Avaliamos que, pela complexidade da matéria, seria importante a gente ter um tempo a mais para podermos arredondar todos os pontos e de fato o Brasil ter uma lei de combate às facções criminosas que seja eficiente e eficaz”, disse, em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto.

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Gleisi disse que conversou com os líderes do governo no Parlamento sobre a votação, mas, caso ela não ocorra, quer se reunir pessoalmente com o presidente Hugo Motta para tratar do tema.

O PL Antifacção foi encaminhado à Câmara no dia 31 de outubro e, em poucos dias, o relator Guilherme Derrite apresentou o texto final, com mudanças nas versões. Entre as contrariedades, o deputado defendeu a equiparação de facções ao terrorismo e que a PF pudesse ter atuação enfraquecida com suposta necessidade de autorizações por parte de governadores de Estado. Ele recuou e disse que as competências da PF serão mantidas.

Quatro pontos

O primeiro ponto questionado pelo governo diz respeito à tipificação penal. Segundo Gleisi, o governo defende o tipo penal de facção criminosa, diferenciando de organização criminosa.

“A facção criminosa é uma organização mais elaborada, tem domínio territorial, tem domínio econômico, tem atuação interestadual, transnacional. Organização criminosa é um tipo mais elementar, a partir de quatro pessoas que cometem crimes você já pode caracterizar uma organização”, explicou.

No texto, o relator cria o tipo penal de domínio social estruturante que, para Gleisi, é até difícil do ponto de vista didático.

A ministra disse ainda que o texto final de Derrite não revoga expressamente artigos da Lei de Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), trazendo insegurança jurídica. “Vamos passar a ter duas legislações vigorando, o que vai ser muito ruim, do ponto de vista judicial”, disse.

Além disso, segundo a ministra, o relatório retira a possibilidade de perdimento extraordinário, ou seja, a apreensão de bens dos criminosos de forma imediata.

“A gente busca a asfixia financeira da facção criminosa. Nós colocamos no projeto que essas facções perdem os seus bens, perdem todo o seu material, a partir do momento que começa a investigação. No relatório, isso só vai acontecer depois do trânsito julgado da sentença condenatória”, disse Gleisi.

Nesta terça-feira (11), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também manifestou preocupação sobre essa questão e disse que isso pode comprometer a atuação da Receita Federal e investigações em andamento sobre a atuação do crime organizado no setor de combustíveis.

Por fim, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais afirmou que o governo considera “bastante grave” a descapitalização da PF.

“O relator voltou atrás em não retirar as atribuições da Polícia Federal, mas deixou a descapitalização da Polícia Federal, ao esvaziar todos os fundos federais, ao repartir esses fundos, distribuí-los entre os estados e não deixar nada para o Federal”, explicou.

“Isso nos preocupa muito porque a Polícia Federal precisa de recursos para suas operações”, acrescentou Gleisi.Fonte: Agência Brasil

STF analisa se recreio integra jornada de trabalho de professores

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a decidir nesta quinta-feira (12) se o intervalo do recreio escolar integra a jornada de trabalho de professores de escolas e faculdades particulares.

A Corte julga a constitucionalidade de decisões da Justiça trabalhista que reconheceram que o período de recreio faz parte da jornada de trabalho dos profissionais. Dessa forma, o intervalo conta como tempo à disposição do empregador.

Até o momento, o placar do julgamento está 2 votos a 1 para validar o entendimento da Justiça do Trabalho. Após as três manifestações dos ministros, o julgamento foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (13), às 14h.

O caso chegou ao STF por meio de um recurso protocolado pela Associação Brasileira das Mantenedoras de Faculdades (Abrafi). A entidade questiona decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceram que o intervalo integra a jornada dos professores.

Em março do ano passado, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, determinou a suspensão nacional de todos os processos que tratam do tema para aguardar o posicionamento final do STF sobre a questão. 

Votos

Em seu voto, Gilmar Mendes discordou do entendimento de que o período de recreio deve ser computado obrigatoriamente, sem exceções, como parte da jornada de trabalho, ou seja, tempo à disposição do empregador.

No entendimento do ministro, o tempo à disposição deve ser comprovado em cada caso concreto.

“A princípio, o período denominado recreio escolar se enquadraria como intervalo de descanso intrajornada, desde que verificados os demais requisitos para sua caracterização, previstos nos atos 71 e 72 da CLT. Trata-se de lapso temporal que não integra a jornada de trabalho”, afirmou.

O presidente do STF, Edson Fachin, abriu a divergência e entendeu que os intervalos devem ser computados como tempo à disposição das escolas.

“A vivência prática evidencia que, no intervalo entre aulas, o docente permanece subordinado ao que se pode denominar de dinâmica institucional, estando à disposição do empregador, seja para atendimento dos educandos, seja para supervisão de atividades extraclasse. A aprendizagem ocorre fora da sala de aula”, afirmou.

A ministra Cármen Lúcia disse que o recreio não pode ser considerado como intervalo de intrajornada. Ela citou que os professores fazem atendimentos de alunos durante o período, que deve ser computado como hora de trabalho.

“A escola não é só a sala de aula, é a convivência, é o recreio, é a cantina. Isso tudo compõe. A presença de professores e estudantes é de interação permanente, e não de um período”, frisou.

Sustentações

Durante as sustentações das defesas, o advogado Diego Felipe Munhoz, representante da Abrafi, afirmou que a Justiça do Trabalho criou a presunção absoluta de que o tempo de recreio é um período à disposição do empregador.

“Criou a uma presunção absoluta do tempo de intrajornada, chamado de recreio. Essa é a questão, não importa o caso concreto, não importa o que aconteceu”, argumentou.

O advogado Rafael Mesquita, representante da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, disse que o STF pode resgatar a dignidade dos professores.

Mesquita citou pesquisas acadêmicas que mostram que professores brasileiros ganham menos em relação aos profissionais de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Pesquisa divulgada mostra que os professores brasileiros são os que mais trabalham e menos recebem. Os professores brasileiros recebem 47% menos do que [professores] de 80 países da OCDE”, argumentou.

Pela legislação trabalhista, o intervalo para jornadas entre 4 e 6 horas de trabalho deve ser de 15 minutos. Entre seis e oito horas, o intervalo pode ser de uma ou duas horas. Acordos trabalhistas também podem prever outras hipóteses. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Chefes do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais

Após decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), sete chefes da facção Comando Vermelho estão sendo transferidos para presídios federais de segurança máxima, nesta quarta-feira (12), pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RJ).

O transporte dos presos foi realizado sob um forte esquema de segurança, que tem a condução do Serviço de Operações Especiais (SOE), pelo Grupo de Intervenção Tática (GIT) e pela Divisão de Busca e Recaptura (Recap), órgãos integrantes da Seap.

Os presos foram levados da unidade de segurança máxima Penitenciária Laércio da Costa Peregrino, conhecido como Bangu 1, na zona oeste do Rio, até o Aeroporto Internacional do Tom Jobim/Galeão, na Ilha do Governador, na zona norte. No terminal, embarcaram em aeronave da Polícia Federal com destino aos presídios federais, sem divulgação de quais foram.

“Todos os transferidos possuem condenações relacionadas ao tráfico de drogas e foram incluídos no sistema federal em cumprimento à Lei nº 11.671/2008, que regulamenta a transferência de presos de alta periculosidade”, informou a nota do governo do estado.

De acordo com o governo do estado, a operação é uma ação coordenada entre o executivo fluminense, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as forças de segurança estaduais.

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/11/2025 – Transferência de 7 presos de Bangu para presídio federal .
Fotos: Rogério Santana/Divulgação
Transferência de 7 presos de Bangu para presídio federal . Fotos: Rogério Santana/Divulgação

Conforme a secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel, a transferência é uma das medidas da Operação Contenção, que deflagrada em 28 de outubro, nos complexos do Alemão e da Penha, e que resultou em 121 mortes e 113 prisões.

Maria Rosa acrescentou que “a ação é conduzida de forma técnica e integrada pela SEAP, garantindo o equilíbrio do sistema prisional e a segurança da população fluminense”.

“Essa integração das forças de segurança é fundamental para preservar a estabilidade do sistema e reforçar a presença do Estado”, completou em nota do governo do Rio.

Para o governador Cláudio Castro, a transferência desses presos reflete o compromisso do executivo com o fortalecimento das políticas de segurança pública e com a adoção de medidas concretas para impedir a ação de organizações criminosas a partir do sistema prisional.

“É uma ação estratégica para preservar a ordem pública e assegurar a tranquilidade da população fluminense”, pontuou na nota.

Segundo o governo do estado, os sete presos transferidos são:

  • Arnaldo da Silva Dias, conhecido como Naldinho condenado a 81 anos, 4 meses e 20 dias;
  • Carlos Vinicius Lírio da Silva, o Cabeça de Sabão, a 60 anos, 4 meses e 4 dias;
  • Eliezer Miranda Joaquim, o Criam, a 100 anos, 10 meses e 15 dias;
  • Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho, a 65 anos, 8 meses e 26 dias;
  • Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, a 35 anos, 5 meses e 26 dias;
  • Alexander de Jesus Carlos, o Choque a 34 anos e 6 meses;
  • e Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha, a 50 anos, 2 meses e 20 dias.Fonte: Agência Brasil

Mauro Vieira e Marco Rubio avançam em negociações sobre tarifas

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se nesta quarta-feira (12) com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Niágara, no Canadá, à margem da reunião do G7, grupo dos países mais industrializados do mundo. 

Segundo o Itamaraty, os dois conversaram sobre o andamento das negociações bilaterais envolvendo tarifas comerciais.

Mauro Vieira informou que o Brasil encaminhou, no último dia 4 de novembro, uma proposta de negociação aos Estados Unidos, após reunião virtual entre as equipes técnicas dos dois países.

O chanceler ressaltou a importância de avançar nas tratativas, conforme orientação dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que falaram do tema durante encontro recente na Malásia.

Os ministros concordaram em marcar uma nova reunião presencial, em data próxima, para discutir o estágio atual das conversas e buscar entendimento sobre as medidas tarifárias. 

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Tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no dia 26 de outubro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu durante a realização da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação.

Em julho deste ano, Trump anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana.

“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, cada um coloca seus problemas, a tendência natural é encaminhar para um acordo”, afirmou o presidente.

Na semana passada, Lula disse voltaria a telefonar para o presidente dos Estados Unidos caso não houvesse avanços nas negociações comerciais entre os dois países até o encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que está sendo realizada em Belém (PA). Fonte: Agência Brasil

Uema faz abertura oficial da Semana Acadêmica 2025 em São Luís, Caxias, Bacabal e Balsas

Na tarde dessa segunda-feira (10), a Universidade Estadual do Maranhão (Uema), realizou oficialmente a abertura da Semana Acadêmica 2025, no auditório do CCSA – Campus Paulo VI – São Luís –, com o tema “Economia sustentável diante das mudanças climáticas”. O evento, que se estende até sexta-feira, 14, acontece, também, simultaneamente nas unidades da instituição nos municípios de Bacabal, Caxias e Balsas, no formato híbrido, com transmissão simultânea para todos os Campi.

Após a mesa de abertura, aconteceram as palestras da coordenadora da Capes na área de Ciências ambientais, professora Patrícia Bilotta, com foco em “Economia sustentável e mudanças climáticas”. Em seguida, compondo as atividades do XXXVII Semic, o professor Thiago Lopes Rocha, doutor em Ciências do Mar, da Terra e do Ambiente, ministrou o tema  “Redação de artigos científicos: desafios e inovações”.

Durante a Semana, os destaques serão para os importantes níveis de conhecimentos encontrados nas palestras, debates, minicursos, mesas redondas, apresentações de trabalhos científicos, workshops, exposições, mostras, lançamentos de livros e atividades culturais, que darão o norte para soluções sustentáveis diante dos desafios globais que o mundo enfrenta nos dias atuais.

O reitor Walter Canales, em sua fala durante a solenidade de abertura, ressaltou a importância da Semana Acadêmica 2025, que nesta edição, discute economia e clima, um debate, segundo ele, necessário para o momento atual. O reitor entende que este tema é propício e está alinhado com a COP 30, que  está sendo realizada na cidade de Belém do Pará, com a participação de delegações de 194 países. “Nós precisamos entender como viabilizar uma economia mais sustentável possível, e que todos tenham o privilégio de ter educação e rendas, pois é por meio da educação que as pessoas vão ter suas vidas transformadas”, declarou o professor.

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Para a coordenadora geral da Semana, professora Andrea Azevedo, investir em práticas sustentáveis não só mitiga os efeitos das mudanças climáticas, mas também impulsiona novas oportunidades econômicas, protege ecossistemas e garante recursos para futuras gerações. A professora disse, ainda, que é neste contexto que a Semana Acadêmica da Uema, traz a economia sustentável como uma alternativa necessária diante das mudanças climáticas, que, segundo ela, busca conciliar o crescimento econômico com a proteção ambiental, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e aumentando a resiliência dos sistemas. E concluiu: “Este evento é de extrema relevância para toda a comunidade acadêmica da nossa instituição, visto que ele traz, compilado em uma semana, a produção científica dos bolsistas, orientadores, professores e pesquisadores da Uema”.

A Semana reúne uma ampla programação científica, e estar distribuída nas 4 regionais, São Luís, Caxias, Bacabal e Balsas. São mais de 160 atividades, totalizando cerca de 1.500 trabalhos para um público de 12 mil inscritos.

 Campus de São Luís

No Campus da capital, as atividades iniciaram com as apresentações do Seminário de Iniciação Científica (Semic) e, ao longo da semana, com eventos como o I Seminário Nova Cartografia Social: Territórios, Identidades e Mobilizações Étnicas, o Seminário Proqualit, e a Mesa redonda “Drogadição, Proibicionismo e o Tráfico Internacional: Diálogos Abertos e a Análise Criminológica da Lei de Drogas Brasileira”, no Centro Caixeiral.

Entre os destaques, também estão o Summit 2025, a Oficina “Origami de DNA”, o Minicurso “O que é teoria crítica? Uma introdução” e o Encontro das Ligas Acadêmicas, além da Sessão de Lançamento de Livros e E-books, que encerrará o evento com a premiação do Semic, da Joexcult e da Semana Acadêmica, no dia 14 de novembro.

Campus de Bacabal

No Campus Bacabal, a programação inclui palestras, workshops, exposições e mostras interdisciplinares. No dia 10, além da transmissão simultânea da abertura, haverá a palestra “Ferramentas de IA para produção de conteúdos digitais: manuseio e princípios éticos”, e a exposição “Nutrição em Foco: Saberes e Sabores para uma Vida Saudável”, que permanecerá aberta ao público durante toda a semana.

As atividades seguem com o Workshop sobre Eventos Científicos Sustentáveis, palestras dos cursos de Engenharia Civil e Ciências Biológicas, a Mostra Interdisciplinar e a Exposição de Pôsteres de Pesquisa e Extensão. No dia 14, haverá lançamento de livros e e-books, a competição de pontes de palitos de picolé e a premiação final, que marca o encerramento da Semana Acadêmica e do Semic.

Campus de Caxias

O Campus de Caxias também terá uma programação intensa, com destaque para a mesa redonda “Memórias entrelaçadas”, o Workshop “A Criminalização das Queimadas: entre o Direito Penal e a Proteção Ambiental”, e o VI Workshop de Biodiversidade, Ambiente e Saúde: Uma Conexão Vital.

Durante a semana, serão realizadas ainda apresentações do Semic e da Joexcult, mostras culturais e científicas, além de palestras e atividades de extensão, como “Saúde na tenda: Cuidar, Prevenir e Transformar”. O encerramento será marcado pela Sessão de Lançamento de Livros e E-books, a colação de grau da Unabi, e a conferência “Desbravando o território literário de Maria Firmina dos Reis”, seguida do lançamento do livro “Maria Firmina – Fragmentos de Uma Vida”

Campus de Balsas

Em Balsas, a programação continua com o painel “Educação, inovação e desenvolvimento regional: Uema e Banco do Nordeste em diálogo”. Durante a semana, o Campus sediará o III Seminário de Pesquisa em Linguagens (Sempel), a Semana de Agronomia, exposições literárias, oficinas sobre uso de recursos tecnológicos, e apresentações da Joexcult. O encerramento, na sexta, dia 14, será feito com o lançamento de livros e e-books, o encontro das Ligas Acadêmicas e a premiação final da Semana.

Por: Ascom/ UEMA

Mesários terão direito à meia-entrada em espetáculos culturais e esportivos na Paraíba

Os mesários que trababalharam nas eleições ou que ainda vão trabalhar terão direito a pagar 50% em espetáculos artísticos-culturais e esportivos na Paraíba. O benefício pode ser usufruído por dois anos, a partir da data da eleição em que o mesário foi convocado. Por exemplo: se o mesário trabalhou nas Eleições 2024, poderá usufruir do benefício até 2026.

Para ter direito à meia-entrada, o eleitor nomeado mesário terá que comprovar, mediante certidão expedida pela Justiça Eleitoral, que prestou serviços à Justiça Eleitoral do Estado da Paraíba, em todos os atos para os quais foi nomeado, em primeiro e segundo turno, se houver.

A lei sancionada pelo governador João Azevêdo é de autoria do deputado Branco Mendes e foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (11).

De acordo com o texto da lei, consideram-se casas de diversões os estabelecimentos que realizarem espetáculos musicais, artísticos, circenses, teatrais, cinematográficos, atividades sociais recreativas, de artes plásticas e quaisquer outros que proporcionem lazer e entretenimento.

Não terá direito à meia-entrada o eleitor nomeado que deixar de comparecer no dia da eleição, em primeiro e/ou em segundo turno, se houver, para prestar serviço no dia, hora e local designados pela Justiça Eleitoral, ou, tendo comparecido, deixar o local antes do término da votação.Fonte: G1-PB

PF deflagra operação contra tráfico de drogas e comércio ilegal de armas na PB e em outros estados

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (11) uma operação contra tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e associação criminosa. A operação também cumpre mandados em Brasília, Distrito Federal, Natal, Rio Grande do Norte, e em Santa Rita e Esperança, Paraíba.

De acordo com a Polícia Federal, 11 mandados de prisão preventiva e 9 de busca e apreensão foram expedidos contra um grupo criminoso que teria atuação na distribuição de drogas e armas.

A operação foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (FICCO/PB), e é um desdobramento da Operação Sol Nascente. As investigações apontaram uma expansão das redes de fornecimento de drogas por investigados por tráfico.

A partir da análise de dispositivos eletrônicos apreendidos com autorização judicial, a PF identificou novos integrantes da organização, responsável pelas ações em Campina Grande e em outras localidades.

Com base nas provas, a polícia pediu a prisão preventiva dos suspeitos, além de buscas, bloqueio de bens e acesso a dados armazenados em nuvem e aparelhos eletrônicos.

A Polícia Federal deve continuar investigando a organização criminosa.Fonte: G1-PB

TCE-PI multa Dr. Pessoa por remanejamento de verbas da saúde sem autorização

José Pessoa Leal, o Dr. Pessoa, foi multado em 5 mil Unidades Fiscais de Referência do Piauí (UFR-PI) por ter anulado e remanejado recursos da saúde em 2023, contrariando uma decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI). A decisão foi divulgada no diário oficial do órgão desta terça-feira (11).

Segundo o TCE, Dr. Pessoa descumpriu uma medida cautelar que proibia alterações no orçamento da saúde. Procurado pelo g1, o ex-prefeito afirmou que ainda não foi notificado sobre a decisão e que, por isso, não poderia se manifestar.

O caso analisado envolve o ano de 2023. O TCE-PI considerou que houve irregularidades na gestão dos serviços públicos de saúde em Teresina.

A investigação começou após uma denúncia do Ministério Público de Contas (MPC), que apontou o descumprimento de uma decisão do TCE-PI.

O centro da discussão foram decretos municipais que mudaram o destino de verbas que deveriam ir para a saúde.

O Tribunal já havia ordenado que os serviços de saúde fossem regularizados e que os decretos fossem suspensos.

De acordo com o Acórdão Nº 418/2025, Dr. Pessoa não comprovou que cumpriu a decisão do TCE-PI. Ele não apresentou defesa nem mostrou que as verbas foram recompostas ou os decretos revogados.

A multa foi aprovada por maioria dos votos dos conselheiros do TCE-PI.