Blog do Walison - Em Tempo Real

Operação contra o tráfico de drogas prende vários investigados em Santa Rita, PB

Uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (13) contra um grupo investigado por tráfico de drogas na comunidade do Onze, em Santa Rita, Região Metropolitana de João Pessoa. Cinco pessoas foram presas.

De acordo com a Polícia Civil, a segunda fase da Operação Desmantelamento é resultado de uma investigação que durou cerca de seis meses. Dos seis mandados de busca, cinco foram cumpridos.

Ainda segundo a polícia, os presos teriam funções definidas, como o transporte dos entorpecentes, dentro de uma rede de tráfico de drogas. Entre os investigados está uma mulher, que seria responsável por administrar os recursos ilícitos.

A Polícia Militar informou que alguns dos investigados já têm passagem pela polícia e fazem parte de uma facção. Além de tráfico de drogas, eles também devem responder por associação criminosa.

As investigações continuam para cumprir um sexto mandado contra um investigado que não foi encontrado.Fonte: G1-PB

Homem é morto durante assalto a granja em João Pessoa

Um homem foi morto na madrugada desta quinta-feira (13) durante um assalto em uma granja, em Gramame, João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, a suspeita é de latrocínio, quando há roubo seguido de morte.

De acordo com a apuração da TV Cabo Branco, um grupo formado por cerca de quatro homens chegou à granja, que fica ao lado da perimetral sul, por volta das 3h da madrugada.

A família que mora no local teria ouvido quando os suspeitos ligaram o carro para fugir, e ao tentar reagir à ação criminosa, o dono da granja, identificado por Josualdo Fábio, de 60 anos, foi esfaqueado e morto.

Os demais integrantes da família, a mulher, um filho e uma enteada da vítima, foram presos pelos suspeitos em um cômodo. Antes de fugir o grupo também roubou eletrodomésticos e dinheiro.

A Polícia Civil está no local do crime, que deve passar por perícia. O caso continua em investigação.Fonte: G1-PB

Haddad diz que taxa de 3,6% do vale-refeição é “mais civilizada”

A fixação de um teto de 3,6% para as taxas cobradas pelas empresas emissoras de vale-refeição e vale-alimentação representa uma medida “mais civilizada” em relação aos valores atuais, disse nesta quarta-feira (12) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) vinha perdendo efetividade por causa de custos elevados e práticas consideradas irregulares na intermediação dos pagamentos.

De acordo com o ministro, o governo decidiu estabelecer o limite após identificar distorções no sistema de repasses entre empresas, operadoras de benefícios e estabelecimentos comerciais.

“Começamos a perceber que o dinheiro do PAT começou a ficar na intermediação, com uma taxa de retorno muito elevada e com comportamento inadequado do ponto de vista legal”, declarou Haddad, na entrada do Ministério da Fazenda, em Brasília.

Publicado na terça-feira (11), o Decreto 12.712 estabelece que as operadoras de cartão-benefício não poderão cobrar dos restaurantes, supermercados e padarias uma taxa superior a 3,6% por transação. A média está em 5,19%. As empresas também terão prazo máximo de 15 dias para repassar o valor das vendas aos estabelecimentos, reduzindo o intervalo que hoje varia conforme cada contrato.

Recursos na ponta

Haddad explicou que o objetivo é assegurar que os recursos cheguem integralmente à ponta do programa.

“Era um dinheiro que deveria ser destinado ao trabalhador, com benefícios fiscais para as empresas que aderiram ao programa, e que chegasse à ponta — o restaurante, a padaria, o mercado, o supermercado”, afirmou.

O ministro destacou ainda que a prática de rebate — desconto ou devolução financeira à empresa contratante dos benefícios — vinha sendo utilizada de forma indevida e, em alguns casos, registrada nos balanços das companhias. O rebate é proibido pela legislação, por representar vantagem financeira irregular e violar princípios de transparência comercial.

Apesar de considerar o novo teto ainda elevado, Haddad avaliou que o percentual é mais adequado que o anterior. “Estamos querendo olhar para frente, e, por isso, foi fixada uma taxa mais civilizada. Ainda é alta, mas perto do que estava sendo praticado, havia uma exorbitância”, disse.

Adaptação

Haddad informou que as empresas terão um período de adaptação às novas regras, que entrarão em vigor de forma escalonada, entre 90 e 180 dias. “Foi muito trabalho, muito estudo, nós interagimos muito com o setor. Mas realmente estávamos falando até de ilegalidades. Se olhássemos para trás e cobrássemos o retroativo do que era ilegal, isso não ficaria bom”, afirmou.

O ministro destacou que o objetivo do governo é restabelecer o propósito original do PAT: promover alimentação saudável ao trabalhador, a custos compatíveis, sem prejudicar os donos de restaurantes, supermercados e padarias.

Economia e novas regras

Segundo o Ministério da Fazenda, as mudanças nas regras do vale-refeição e do vale-alimentação podem gerar economia de até R$ 7,9 bilhões por ano.

O cálculo da Secretaria de Reformas Econômicas da pasta aponta um ganho médio de R$ 225 anuais por trabalhador, obtido por meio do aumento da concorrência e da redução de custos para bares, restaurantes e supermercados. O governo espera que as empresas repassem a economia aos consumidores.

O Decreto nº 12.712 também prevê a implementação da interoperabilidade entre as bandeiras de cartão em até um ano. Isso permitirá que qualquer estabelecimento credenciado aceite cartões de diferentes operadoras.

A norma ainda impede que companhias com mais de 500 mil trabalhadores concentrem a emissão de cartões e o credenciamento de estabelecimentos, ampliando a concorrência no setor. Segundo a Fazenda, a medida busca “coibir abuso de poder econômico” e garantir que os benefícios do PAT sejam revertidos ao trabalhador, com menor custo de intermediação e maior previsibilidade para os lojistas.Fonte: Agência Brasil

UEMA lidera ranking dos cursos de Medicina no Maranhão, aponta ranking Folha

O curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), presente nos campus Caxias e São Luís, foi considerado o melhor do estado no Ranking Universitário Folha (RUF) 2025. A instituição ocupa o 90º lugar nacional e é a mais bem avaliada nos quesitos avaliação de mercado, qualidade de ensino e dedicação do corpo docente. Em segundo lugar aparece a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), seguida pelo Uniceuma, que completa o pódio entre as três mais bem colocadas.

Logo depois surgem Edufor São Luís, Centro Universitário Dom Bosco (UNDB) e UEMASUL, todas entre as 300 primeiras do país. O ranking analisa cursos de todo o Brasil e considera critérios como avaliação de mercado, infraestrutura, titulação de professores, permanência dos alunos e desempenho acadêmico.

Na parte inferior da lista maranhense aparecem as faculdades Pitágoras de Bacabal, FAMEAC de Açailândia, Pitágoras Saúde de Codó e Afya Santa Inês, todas com desempenho mais modesto nas avaliações nacionais.Por: Marrapá

Plenário do Senado aprova recondução de Gonet para PGR

O plenário do Senado aprovou, nesta quarta, por 45 votos favoráveis e 26 contrários, a recondução de Paulo Gonet para o cargo de procurador-geral da República por mais dois anos. 

Gonet precisava de maioria simples na CCJ e depois de pelo menos 41 votos no Plenário para ter a recondução confirmada pelo Senado. Ele foi indicado pela primeira vez em 2023. Nesse período, Gonet apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por tentativa de golpe de Estado.

No parecer apresentado, o relator Omar Aziz ressaltou que Paulo Gonet atuou “de forma técnica em centenas de ações penais e acordos de não persecução, inclusive em face dos principais responsáveis pelo ataque à democracia ocorrido no país, conforme já reconhecido em variadas condenações proferidas pelo STF”.

“Sem cores de bandeiras”

Pela manhã, Gonet defendeu a atuação no processo da trama golpista, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.

“Não há criminalização da política em si. Sobretudo, a tinta que imprime as peças produzidas pela Procuradoria-Geral da República não tem as cores das bandeiras partidárias”, afirmou Gonet.

O procurador-geral destacou que, no decorrer do processo da trama golpista, foram amplamente usados os acordos de não persecução penal para os acusados que reconheceram o erro e se comprometeram com medidas de reparação, mantendo o status de réu primário.

Gonet defendeu que suas manifestações se restringiram aos autos do processo, evitando vazamentos ilegais e comentários públicos. “O respeito ao sigilo judicial foi sempre obedecido de modo absoluto”, acrescentou.

Além de Gonet, também foram aprovados os indicados ao Superior Tribunal Militar (STM), ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Todos os nomes foram encaminhados para deliberação do plenário.Fonte: Agência Brasil

Ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto é preso pela PF por descontos ilegais em aposentadorias

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto foi preso nesta quinta-feira (13) durante operação da Polícia Federal (PF) que investiga o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

Stefanutto foi demitido do cargo em abril, após ser afastado da função quando o escândalo de fraudes ao órgão se tornou público.

As investigações revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, que foram realizados no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

O ex-presidente do INSS é alvo de um dos 10 mandados de prisão cumpridos nesta quinta, em nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Forças de segurança também cumprem 63 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados: Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Os alvos são investigados pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Entenda o esquema de fraudes

 

O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles.

O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.

Segundo o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, as associações envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura.

Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU.

Quem é Alessandro Stefanutto?

 

Alessandro Stefanutto é filiado ao PDT e foi indicado, em julho de 2023, para a chefia da autarquia previdenciária pelo aliado e ministro Carlos Lupi (Previdência Social).

À época da indicação, ele estava filiado ao PSB, mas migrou para o PDT em janeiro deste ano.

Conforme currículo divulgado no site do INSS, Stefanutto é graduado em Direito pela Universidade Mackenzie e mestre em Gestão e Sistema de Seguridade Social pela Universidade de Alcalá (Espanha).

Antes de ser nomeado presidente do INSS, foi diretor de Orçamento, Finanças e Logística da autarquia.

Também foi procurador-geral federal especializado junto ao INSS, de 2011 a 2017. Antes disso, atuou no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e foi técnico da Receita Federal.

Ele participou do gabinete de transição do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro para o de Luiz Inácio Lula da Silva como consultor para assuntos de Previdência Social.Fonte: G1-PI

‘Elas vão voltar daqui 20 anos, o litoral precisa estar preservado’, diz bióloga sobre desova de tartarugas no Piauí

“Além do lazer, o litoral do Piauí também é um local que abriga espécies ameaçadas [de extinção], incluindo as tartarugas, e precisa ser preservado”, disse a bióloga Werlanne Mendes, vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta. A temporada de desova das tartarugas foi encerrada com o nascimento do último dos 358 ninhos monitorados pelo projeto em 2025.

Segundo a bióloga, o instituto fortaleceu em 2025 o contato com banhistas, comerciantes locais, turistas e atletas sobre a importância da preservação de todo o ambiente do litoral piauiense e, consequentemente, das espécies que nascem ou passam pela área.

“Nós aumentamos a comunicação com os banhistas, turistas, atletas do kitesurf e comerciantes justamente sobre esse lado da preservação do ambiente do litoral em si. A água, a areia e tudo. O nosso litoral abriga muitas espécies, inclusive muitas que estão ameaçadas de extinção. Então o cuidado com o lugar em si é muito importante”, iniciou.

“Elas vão voltar ao local de reprodução daqui 20 anos, então ele precisa estar conservado”, completou Werlanne.

A vice-presidente do instituto destacou que o Piauí é um berçário de tartarugas, com a liberação de mais de 25 mil filhotes nas praias da região em 2025, em 358 ninhos. Segundo ela, foram registradas ocorrências das cinco espécies que transitam no Brasil:

  • Tartaruga-de-pente;
  • Tartaruga-oliva;
  • Tartaruga-cabeçuda;
  • Tartaruga-verde;
  • Tartaruga de couro.

 

“Durante a temporada que inicia geralmente em dezembro, é possível qualquer pessoa presenciar as tartarugas marinhas em atividade reprodutiva nas praia, confeccionando os ninhos”, destacou a bióloga.Fonte: G1-PI

Jovem é preso suspeito de envolvimento no desaparecimento e morte de rapaz em Teresina; irmã é liberada

Um jovem, que não foi identificado, foi preso na tarde desta quarta-feira (12), suspeito de envolvimento no desaparecimento e morte de Ruan Cícero Bandeira da Silva. A irmã dele também é suspeita de participação no crime, foi detida durante a manhã e liberada horas depois.

Ruan estava desaparecido desde o dia 3 de novembro e foi encontrado no dia 5, no Rio Parnaíba. O pai da vítima relatou que o filho era usuário de drogas e trabalhava como entregador.

Segundo o delegado Bruno Ursulino, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o rapaz apresentava marcas de violência no corpo, provavelmente causados por tiros.

“A gente deu cumprimento a dois mandados de prisão temporária e conseguiu avançar um pouco mais nessa investigação. O Ruan, de fato, era um indivíduo que era viciado em entorpecentes e a gente acredita que isso foi a motivação da morte dele“, afirmou.

Ainda de acordo com o delegado, a jovem que chegou a ser detida é dona de casa, não possui passagens pela polícia e teria um “envolvimento circunstancial” no crime.

“A gente entendeu que, por todos os detalhes que tínhamos na investigação, não era mais interesse, para que a gente conseguisse avançar, a manutenção da prisão dela, principalmente pelo fato dela ter filhos pequenos que dependem dela. E até pelo que nos foi repassado, o envolvimento dela foi circunstancial. De fato quem trouxe ela, para o cenário do crime, foi o irmão dela”, explicou.

 

O DHPP investiga se a morte está relacionada ao tráfico de drogas.

“Existe a possibilidade de os primeiros suspeitos estarem ligados ao tráfico, mas queremos verificar se há envolvimento com facção ou se pode ser uma dívida de drogas. A gente precisa entender de forma completa todo esse âmbito da motivação e precisamos descobrir se esses dois são os únicos envolvidos de fato ou se temos outros“, acrescentou Bruno Ursulino.

“Além de que, como se trata de prisão temporária, a gente precisa juntar outros elementos, como laudos que ainda estão por vir, para buscar a conversão dessa prisão temporária em preventiva”, explicou o delegado.Fonte: G1-PI

Colisão em ponte deixa fisioterapeuta ferida e provoca congestionamento em Teresina

Uma colisão envolvendo uma carreta, um caminhão e um carro na Ponte Presidente Médici, conhecida como Ponte do Tancredo Neves, deixou uma fisioterapeuta de 32 anos ferida e provocou congestionamento na tarde desta quarta-feira (12). Os dois lados da via, que liga as Zonas Sul e Sudeste de Teresina, ficou parcialmente interditado.

De acordo com testemunhas, a motorista tentava fazer uma ultrapassagem quando atingiu um caminhão. Com a batida, ela perdeu o controle do carro e atingiu a carreta.

O inspetor Hélio Cipriano, da PRF, estava no local e disse que, após os levantamentos, será possível saber com precisão causou o acidente. “O que se sabe é que houve uma colisão envolvendo três veículos, dois de grande porte e um automóvel. A condutora do automóvel teve algumas lesões e foi conduzida para o atendimento médico”, citou ao g1.

O pai da vítima, Edivan Barbosa, chegou ao local alguns instantes após o acidente. Ele disse ela estava a caminho do trabalho, no bairro Dirceu Arcoverde. Ela teve um corte na testa e foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“Eu sei que ela se feriu sem muita gravidade, e foi socorrida com a viatura do Samu para o hospital. O companheiro dela chegou para prestar socorro depois, ela estava sozinha”, falou ao g1.

 

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também atenderam a ocorrência. Por volta das 16h, a via foi parcialmente liberada.

Fonte: G1-PI

Derrite quer mudança na condução de audiências de custódia

Relator do chamado Projeto Antifacção, o deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP) defendeu mudanças na forma como são conduzidas as audiências de custódia – ato processual que garante que toda pessoa presa em flagrante ou por força de um mandado judicial seja ouvida por um juiz em, no máximo, 24 horas.

No passado, o ex-secretário de Segurança já dizia ser favorável a restringir os casos em que o detento tem direito a passar por audiência de custódia, mas não de extingui-la.

“Recebi uma sugestão que, provavelmente, vai se tornar uma emenda, para alterar a questão da audiência de custódia.”

O relator participou, na manhã desta quarta-feira (12), de sessão solene no Congresso Nacional, em Brasília, que homenageou os quatro policiais mortos durante a Operação Contenção, deflagrada no último dia 28, nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

Policial militar desde 2003, Derrite já criticou as audiências de custódia em diversas ocasiões, inclusive quando respondia pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo – função que deixou na semana passada a fim de reassumir, temporariamente, o mandato parlamentar e, assim, assumir a relatoria de outro projeto de lei que já tramitava na Câmara dos Deputados e que, entre outras coisas, propunha equiparar facções criminosas a organizações terroristas.

“Eu tinha sido designado para voltar para a Câmara para relatar um projeto antiterrorismo do deputado federal Danilo Forte (União-CE), mas após a Operação Contenção, o governo federal encaminhou outro projeto, às pressas, e o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, me designou para ser o relator e juntar o que havia de bom em cada um dos dois projetos.”

Em apenas cinco dias, Derrite apresentou três textos alternativos ao projeto que o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional e que, agora, está sendo chamado de “marco legal do combate ao crime organizado”.

A última mudança foi anunciada na noite de terça-feira (10), mantendo as atribuições e autonomia da Polícia Federal (PF) e não equiparando facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) a grupos terroristas.

“Também estamos entregando penas mais duras, de no mínimo 20 anos, que podem chegar a 40 anos, com aumento de 2/3 se os crimes forem cometidos contra agentes de segurança pública. E mais do que imputar uma pena que pode chegar a 60 anos de prisão, condenados terão que cumprir 85% da pena em regime fechado. Este é o paradigma que muda a segurança pública no país.”Fonte: Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil