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Câmara Federal pode votar crédito para micro e pequenas empresas nesta quarta

Câmara pode votar crédito para micro e pequenas empresas nesta quarta

O plenário da Câmara dos Deputados pode votar amanhã (22) um programa especial de crédito para micro e pequenas empresas, no valor total de R$ 13,6 bilhões. A proposta, batizada de Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) concede crédito mais acessível ao setor e é uma das medidas de apoio à economia em meio a crise da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A proposta é um dos quatro itens da pauta da Casa.

Pelo projeto de lei (PL), o crédito será destinado às microempresas, que têm faturamento bruto anual de até R$ 360 mil, e empresas de pequeno porte, cujo faturamento anual é de até R$ 4,8 milhões. A taxa de juros prevista é de 3,75% ao ano, com carência de 6 meses para começar a pagar e prazo total de 36 meses.

Os empréstimos serão operacionalizados pela Caixa Econômica Federal, pelo Banco do Brasil, Banco do Nordeste, cooperativas de crédito e bancos cooperativos. Segundo a proposta, a União deverá custear 80% do valor de cada financiamento e as instituições financeiras os 20% restantes.

Os interessados nos recursos deverão apresentar uma garantia pessoal no montante igual ou superior ao crédito contratado. Além disso, o empresário deve se comprometer a não demitir empregados, sem justa causa, no período entre a data da contratação da linha de crédito e 60 dias após o recebimento da última parcela da linha de crédito.

O texto, já aprovado no Senado, prevê ainda a transferência de R$ 10,9 bilhões da União para o programa, definindo ainda que o retorno desses empréstimos seja integralmente destinado ao Tesouro Nacional para o pagamento da dívida pública.

Itens da pauta

Além dessa proposta, também consta na pauta do plenário a votação de quatro pedidos de urgência, entre eles para o do Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/20, do deputado Wellington Roberto (PL-PB), que obriga empresas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão a emprestar dinheiro ao governo para gastos com a pandemia de covid-19.

O plenário pede ainda a urgência para o Projeto de Lei (PL) 1.389/20, da deputada Flávia Arruda (PL-DF), sobre a transferência de saldos dos fundos de assistência social dos estados, do Distrito Federal e dos municípios provenientes de repasses federais apurados até dezembro de 2019; e o PL 1079/20, do deputado Denis Bezerra (PSB-CE), que suspende o pagamento de parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) durante estado de calamidade sanitária.

Orçamento de Guerra

Nessa segunda-feira (20), os líderes partidários realizaram uma reunião virtual para fechar a pauta de votações da Casa. Há a possibilidade da Câmara retomar a análise da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 10/202, que autoriza a criação de um orçamento paralelo ao do Orçamento-Geral da União para financiar as medidas de combate a pandemia do novo coronavírus, batizada de PEC do Orçamento de Guerra.

A proposta, que havia sido votada na Câmara , foi aprovada pelo Senado na sexta-feira (17)  e desobriga o governo de cumprir algumas regras constitucionais como a meta de superavit primário, podendo ainda aumentar as despesas e a concessão de benefícios ou a ampliação de incentivos de natureza tributária, com renúncia de receita.

Como o texto sofreu alterações foi novamente encaminhado à Câmara. Entre os pontos alterados pelos senadores está o que prevê a atuação do Banco Central na compra e venda de títulos do Tesouro Nacional nos mercados secundários.Fonte Agência Brasil.

Brasil tem 43 mil casos de coronavírus e 2,7 mil mortes registradas

O Ministério da Saúde divulgou hoje (21) novos números sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 43.079 casos confirmados da doença e 2.741 mortes foram registradas. A taxa de letalidade está em 6,4%. Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 2.498 novos casos e 166 mortes.

O número de pacientes que se recuperaram da doença é 24.325, o que representa um percentual de 56,5% do número de infectados.

A Região Sudeste registra 23.133 (53,7%) casos confirmados da doença. Em seguida, aparecem as regiões Nordeste, com 10.868 (25,2%); Norte, com 4.431 (10,3%); Sul, com 2.991 (6,9%), e Centro-Oeste, com 1.656 (3,8%).

Em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou situação de pandemia de coronavírus em todos os países. O termo é usado quando uma epidemia – grande surto que afeta uma região – se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

Agência Brasil reuniu as principais dúvidas e perguntas sobre covid-19. Veja o que se sabe sobre a pandemia e sobre o vírus até agora.Fonte Agência Brasil.

Fávio Dino anuncia aluguel de 200 novos leitos para tratamento de Covid-19

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (21) o governador Flávio Dino anunciou novas ações para combater a propagação do coronavírus na Ilha de São Luís, região que concentra maior número de casos confirmados no Maranhão.

rede estadual de saúde mais do que dobrou a oferta de leitos para os casos de coronavírus. Porém, a procura por leitos de internação clínicos e de UTI tem sido tão grande nos últimos dias que o governador Flávio Dino anunciou hoje o aluguel de mais um hospital privado, onde serão ofertados 200 novos leitos para pacientes com COVID-19.

“Estamos vendo o esgotamento crescente na rede privada e na rede pública. Por isso mesmo, ainda hoje, as nossas equipes estão  mobilizadas para montar os equipamentos e contratar  profissionais de saúde para este hospital alugado pelo Governo do Estado”, disse Flávio Dino.  Com o novo anúncio, o Maranhão contará com dois hospitais privados alugados pelo Executivo Estadual para garantir maior quantidade de leitos aos pacientes com coronavírus.

Além dessas medidas, o governador determinou a locação de um hospital campanha na Ilha de São Luís. “Vivemos um processo continuado, em que dia a dia adequamos a super demanda à capacidade de oferta da rede estadual. Por isso reafirmamos a importância de medidas preventivas: se protejam, protejam suas  famílias, usem máscaras caseiras, evitem aglomerações. As medidas preventivas são fundamentais nesse momento. Juntos vamos vencer esse grande desafio que os sistemas de saúde do mundo inteiro estão atravessando”, concluiu o governador.

Ascom

Em São Luis Bombeiros resgatam mulher presa às ferragens após acidente.

Na tarde desta terça-feira (21), por volta das 14h40, o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão foi acionado para uma ocorrência envolvendo um acidente de trânsito com vítima presa em ferragens, na Avenida Litorânea, em São Luís. A condutora do veículo Honda City Branco, identificada como Helena Amélia, 33 anos, acabou perdendo o controle do carro e chocou-se com um poste.

A vítima estava sozinha no veículo e recebeu os primeiros atendimentos de uma equipe do Batalhão de Bombeiros Marítimos (BBMar), em seguida, uma guarnição do Batalhão de Busca e Salvamento (BBS) realizou a retirada da vítima das ferragens.

“A operação de retirada da vítima foi bem sucedida, a senhora apresentava-se consciente, porém confusa devido ao forte impacto. Depois do nosso trabalho, uma equipe do Samu iniciou o atendimento médico e realizou transporte para um hospital de São Luís”, disse o capitão Renato Sousa, coordenador de Operações.

Ascom

Jornalista Roberto Fernandes, do grupo Mirante, morre aos 61 anos de idade

O jornalista Roberto Fernandes morreu na noite desta terça-feira (21) por complicações causadas pela Covid-19.

Ele estava internado desde o dia 23 de março no Hospital UDI em São Luís com um quadro de pneumonia e chegou a ficar vários dias entubado.

Roberto Fernandes tinha 61 anos e era natural de Vitória de Santo Antão, município localizado em Pernambuco. Ele era formado em jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e teve passagens pela Rádio São Luís AM, TV Brasil e Rádio Educadora AM.

Há 20 anos comandava o programa Ponto Final, na Rádio Mirante AM, e também era apresentador do quadro de política do Bom Dia Mirante.

FONTE: G1 MA

Estado do Maranhão registra mais seis mortes e chega a 60 óbitos por Covid-19, diz SES

Casos de morte por conta do do novo coronavírus aumentam no Maranhão — Foto: Dado Ruvic/Reuters/Arquivo
Casos de morte por conta do do novo coronavírus aumentam no Maranhão — Foto: Dado Ruvic/Reuters/Arquivo

Com mais seis mortes nas últimas 24h, o Maranhão chegou, nessa segunda-feira (20), a 60 óbitos por conta da Covid-19. A informação foi divulgada nesta noite pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). De acordo com o boletim, são 1.396 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus em 40 municípios.

A SES divulgou ainda que 142 pessoas já foram curadas no estado. O número de profissionais de saúde infectados chegou a 139, sendo que 69 já se recuperaram. Ao todo, foram realizados 4.596 testes de Covid-19 no Maranhão. O estado está com 4.183 suspeitos e 3.199 foram descartados.

Mortes por Covid-19 no Maranhão

Nas últimas 24 horas foram registradas seis novas mortes por Covid-19 no Maranhão. Foram quatro casos em São Luís e os outros em Raposa e Paço do Lumiar. Veja abaixo os detalhes:

  • Homem de 18 anos, de Raposa, com hipertensão e doença renal crônica;
  • Homem de 63 anos, de Paço do Lumiar, com doença renal crônica;
  • Homem de 99 anos, de São Luís, com doença renal crônica, hipertensão e problemas cardiológicos;
  • Homem de 78 anos, de São Luís, com hipertensão;
  • Homem de 54 anos, de São Luís, sem comorbidades;
  • Mulher de 77 anos, de São Luís, sem comorbidades.

Casos em 40 cidades

O novo coronavírus atinge 40 cidades em todo o Maranhão. Veja a lista das cidades abaixo:

  1. São Luís – 1132 casos (47 mortes)
  2. São José de Ribamar – 105 casos (4 mortes)
  3. Paço do Lumiar – 45 casos (3 mortes)
  4. Imperatriz – 34 casos (3 mortes)
  5. Timon – 09 casos
  6. Caxias – 07 casos
  7. Bacabal – 06 casos
  8. Santa Rita – 05 casos
  9. Raposa – 05 casos (1 morte)
  10. Balsas – 04 casos
  11. Matinha – 03 casos
  12. Urbano Santos – 03 casos
  13. Vitória do Mearim – 03 casos
  14. Miranda do Norte – 02 casos
  15. Viana – 02 casos
  16. Zé Doca – 03 casos
  17. Açailândia – 02 casos
  18. Alcântara – 01 caso
  19. Anajatuba – 01 caso
  20. Altamira do Maranhão – 01 caso
  21. Arari – 03 casos
  22. Bacabeira – 01 caso
  23. Barreirinhas – 01 caso
  24. Cachoeira Grande – 01 caso
  25. Cajapió – 01 caso
  26. Cantanhede – 01 caso
  27. Chapadinha – 01 caso
  28. Colinas – 02 casos
  29. Cururupu – 01 caso
  30. Davinópolis – 01 caso
  31. Governador Nunes Freire – 01 caso
  32. Junco do Maranhão – 01 caso
  33. Morros – 01 caso
  34. Rosário – 01 caso
  35. Santa Inês – 01 caso
  36. São Benedito do Rio Preto – 01 caso
  37. Trizidela do Vale – 01 caso
  38. Tuntum – 01 caso
  39. Vargem Grande – 01 caso
  40. Vitorino Freire – 01 caso

Faixa etária dos pacientes

  • 0 a 9 Anos – 08 casos
  • 10 a 19 Anos – 16 caso
  • 20 a 29 Anos – 150 casos
  • 30 a 39 Anos – 400 casos
  • 40 a 49 Anos – 367 casos
  • 50 a 59 Anos – 214 casos
  • 60 a 70 Anos – 128 casos
  • Mais de 70 – 104 casos
  • Não informado – 09 casos

Percentual de casos por sexo

  • Masculino – 47%
  • Feminino – 53%

Taxa de ocupação de leitos de UTI

Leitos de UTI para a Covid-19 na capital

  • Total de leitos de UTI – 90
  • Leitos ocupados de UTI – 80
  • % de ocupação das UTIs – 88,88%

Leitos clínicos para a Covid-19 na capital

  • Total de leitos – 235
  • Leitos ocupados – 112
  • Porcentagem de ocupação – 47,65%

Leitos de UTI para a Covid-19 no interior

  • Total de leitos – 81
  • Leitos ocupados – 05
  • Porcentagem de ocupação – 6,17%

Leitos clínicos para a Covid-19 no interior

  • Total de leitos – 168
  • Leitos ocupados – 06
  • Porcentagem de ocupação – 3,57%
  • Por G1-MA

Número de mortos pelo Coronavírus no Brasil subiu para 2.575

O número de mortes por coronavírus subiu para 2.575, segundo informou hoje o Ministério da Saúde. Nas últimas 24 horas, foram 113 óbitos. Inicialmente, o Ministério da Saúde divulgou informações erradas sobre o número de mortos, registrando por engano 383 casos de ontem para hoje. Em seguida, corrigiu o dado.

Segundo o governo, houve erro de digitação nas mortes em São Paulo — a pasta registrou 1.307 mortes (o certo era 1.037 óbitos). Por isso, a informação total de mortes foi divulgada com erro. As mortes tem causado desespero em muitas pessoas espalhadas por todo o Brasil, mais as medidas protetivas indicadas em todos os estados brasileiros nem sempre estão sendo levadas a sério por outras pessoas que estão ignorando o distanciamento social e saindo nas ruas como se nada estivesse acontecendo no mundo inteiro, diante de tudo o que estamos vendo, ficar em casa ainda é a melhor opção para não contrair o vírus.

Aumento do consumo de álcool preocupa no período de confinamento

O aumento do consumo de álcool durante o período de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus é preocupante, alertou, em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), Renata Brasil Araújo.

Segundo ela, inicialmente, a bebida parece trazer euforia, mas, depois, diminui a ativação do freio do cérebro, chamado de lobo pré-frontal. As pessoas ficam com efeitos de mais sedação, mas um efeito colateral é o aumento da impulsividade. E “ficando sem freio”, pode ocorrer um aumento nos índices de violência, em especial, a doméstica e no número de feminicídios.

“Como essa parte do freio do cérebro não está funcionando muito bem, a pessoa fica mais impulsiva, mais intolerante. Se houver intervenção de alguém da família no sentido de parar de beber, isso por si só já gera um descontentamento e uma reação”, advertiu a presidente da Abead.

Há uma semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também manifestou preocupação com o tema. “O álcool não protege contra a covid-19, o acesso deve ser restrito durante o confinamento” é o título de um artigo que a entidade publicou em sua página na internet.

Renata Brasil Araújo destacou que o crescimento do consumo de álcool acontece em um momento de isolamento, quando o acesso ao tratamento de dependências químicas está mais difícil. Além disso, segundo ela, algumas pessoas que aumentarem o consumo da bebida durante a reclusão poderão manter esse hábito pós-quarentena e, a longo prazo, isso pode vir a se transformar em uma dependência, que tem um componente biopsicossocial.

“Aquelas pessoas que já têm uma vulnerabilidade biológica e uma predisposição genética para o alcoolismo, junto com uma capacidade emocional mais frágil, estão mais suscetíveis a seguirem bebendo após a quarentena e se transformarem em dependentes do álcool, sim”, analisou.

Atendimento on-line

Preocupada com o crescimento do consumo do álcool no país, a Abead lançou a campanha #sejaluz, para mostrar coisas positivas na internet, como os botecos virtuais, e orientando a respeito dos cuidados não apenas com o álcool, mas com o tabaco e outras drogas nessa fase de quarentena. “Porque é algo que a gente, provavelmente, vai pagar um custo para isso” acrescenta Renata Brasil Araújo.

Em outra frente, a Abead montou um trabalho voluntário com psiquiatras associados para atender, gratuitamente, até o próximo dia 26, dependentes químicos e seus familiares, pelas redes sociais. O foco são as pessoas de baixa renda que não teriam acesso a tratamento no curto prazo e que na ação recebem orientação em casa.

O serviço pode ser acessado pelo Facebook ou Instagram da associação, ou pelo número de ‘Whatsapp’: 51-980536208, pelo qual as pessoas podem marcar consulta e recebem o telefone do terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. O atendimento é diário, das 8h às 22h.

Alcoolismo

Especializado no tratamento de dependentes químicos, o psiquiatra Jorge Jaber disse que, durante esse momento inédito em que o isolamento é imposto como forma de prevenção de uma doença, “as pessoas passaram a trazer para dentro de casa hábitos que tinham na rua, como o de beber socialmente”. Soma-se, ainda, possíveis dificuldades econômicas e muita ansiedade.

Jaber ressaltou também que, por conta do distanciamento social, muitos dependentes do álcool estão sem o suporte das reuniões presenciais de grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos. “É importante lembrar a essas pessoas que as reuniões podem ser acompanhadas através do site da organização”, destacou.

Em entrevista à Agência Brasil, o psiquiatra ressaltou ainda que o consumo fora do controle de bebida alcoólica gera enfraquecimento na defesa do corpo, no sistema imunológico, favorecendo assim a contaminação de doenças, como a covid-19.

Violência

A promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Lucia Ilózio, disse que alguns fatores podem agravar a violência doméstica contra a mulher. “Um deles é o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Esse elemento presente, da bebida alcoólica, pode favorecer, sim, uma maior exteriorização dessa violência”, disse.

Lucia Ilózio afirmou que existem outros fatores de risco, mas o consumo de álcool e drogas se destacam. Ela lembra que muitas mulheres, no isolamento social, não conseguem fazer denúncias, gerando assim subnotificações.

No Rio de Janeiro, existem locais de acolhimento às mulheres que sofrem agressões mesmo em tempo de quarentena. Um desses serviços é o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) Chiquinha Gonzaga, que está aberto das 10h às 14h e faz orientação por telefone e o primeiro atendimento mediante agendamento. O número que pode ser acessado é o (21) 99555-2151 ou o e-mail: ceamcg.smasdh@gmail.com.

As delegacias de atendimento à mulher (DEAMs) também estão funcionando e há possibilidade de fazer o registro online. Lúcia Ilózio orienta que a vítima deve narrar a violência que sofreu, indicar testemunhas e apresentar provas, como fotos, ‘print’ de mensagens, documentos, entre outras. O registro pode ser feito na internet.

O Núcleo de Defesa da Mulher Vítima de Violência de Gênero (NUDEM) da Defensoria Pública também segue funcionando pelo número (21) 97226-8267 e no endereço eletrônico: nudem.defensoriaj@gmail.com. O atendimento é feito das 11h às 18h, de segunda a sexta-feira. Após esse horário e aos sábados e domingos, o serviço pode ser acessado pelo telefone de plantão (21 3133-2247) e ‘Whatsapp’ (21 99753-4066) ou pelo endereço plantãodpge@yahoo.com.br.

Devido às restrições de locomoção do plano de emergência para conter a disseminação do coronavírus, as comunicações são feitas por formulário, na internet. Em casos de urgência, pode-se ligar ainda para o número 190, da Polícia Militar.Fonte Agência Brasil.

Covid-19: ONU mapeia projetos de enfrentamento à pandemia no Brasil

São Paulo - Uso de máscaras por passageiros na estação Pinheiros.

O Escritório da Organização das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops) lança hoje (21) uma plataforma para mapear ações de organizações voltadas à prevenção e combate à pandemia do novo coronavíurs. A proposta faz parte da iniciativa “Dia Mundial da Criatividade”, promovida pela ONU para estimular soluções inovadoras.

Desde o início da pandemia, diversas iniciativas vêm ocorrendo em vários locais do país. Elas vão desde a produção de equipamentos de proteção, como máscaras e toucas, até a arrecadação e distribuição de doações, como cestas básicas e materiais de limpeza em regiões mais pobres. O objetivo é identificar as ações mais inovadoras e que possam ser impulsionadas pelo apoio de instituições.

No site poderão ser cadastradas iniciativas de empresas, ONGs, associações e coletivos com o intuito de combater a pandemia em temas como saúde, infraestrutura em saúde, inclusão social, geração de renda e apoio a indivíduos e famílias. O mapeamento ficará aberto até 21 de maio.

Para se inscrever, os responsáveis deverão preencher um formulário que será disponibilizado no site. A escolha das propostas que ficarão registradas levará em consideração o nível de inovação da solução.

As informações reunidas pela plataforma ficarão disponíveis para diversos tipos de atores, como governos, autoridades, empresas, ONGs ou investidores. O intuito é permitir a articulação entre quem está desenvolvendo ações na ponta e instituições que tenham a intenção de apoiá-las.Fonte Agência Brasil

Brasília Completa 60 anos de História.

A claridade de Brasília fechou a retina dos olhos verdes do garoto Will, com 14 anos incompletos. Era 13 de janeiro de 1959, ele fazia sua primeira viagem de avião, vindo de São Paulo para morar na nova capital federal. O voo era da Viação Aérea de São Paulo (Vasp), uma das seis companhias que mantinham rotas regulares para Brasília, como a Loide Aéreo Nacional, Real Aerovias, Paraense, Sadia, Cruzeiro do Sul, todas extintas.

De dentro do avião teve a primeira miragem da amplidão do cerrado, no qual Juscelino Kubistchek decidiu criar a cidade. Mesmo lugar onde, 60 anos mais tarde, Wilson Pereira Rodrigues, agora com 74 anos, ainda vive com sua família e trabalha. Ele tem três filhos (um homem e duas mulheres) e duas netas. Todos brasilienses.

Willson (ao centro) veio para Brasília aos 14 anos e formou família na cidade. – família Dunguel Pereira.

Will ou Wilson tem memórias de Brasília do ar, da terra e da água. Quando menino, tomava banho no Córrego Guará e no Riacho Fundo. Andava de bicicleta, comia fruta do cerrado no pé e caçava passarinho em uma área de mata que ia da antiga Cidade Livre (hoje Núcleo Bandeirante) até próximo ao antigo aeroporto (hoje Base Aérea).

“A sensação era de estar de férias no meio do mato. Era o oposto de morar em São Paulo”, onde ficaram avós, tios e primos. Wilson se divertia, mas estudava – no Ginásio Brasília (GB) da rede La Salle (fundado em 1957) – e trabalhava, no Hotel e Churrascaria Presidente, na mesma Cidade Livre, de propriedade do seu pai – um pequeno empresário que depois teve outros negócios como uma distribuidora de gás (na Asa Norte), uma padaria e uma madeireira (em Sobradinho).

Wilson ajudou o pai nos negócios e depois serviu o Exército em 1964, no batalhão da Presidência da República. Mais tarde, concluiu estudos no colégio Elefante Branco, primeiro centro de ensino científico e para normalistas na cidade. Lá estudava a sua futura esposa, Walkiria Dunguel Pereira, por quem que se encantou numa festa do clube da Sociedade Desportiva Sobradinhense (Sodeso). Ele trabalhou na Companhia de Erradicação de Favelas (CEI), e fez curso de Geologia na Universidade de Brasília (UnB).

“Tudo aqui foi mais fácil. Não teria feito o curso que fiz se tivesse ficado em São Paulo. Também foi mais fácil criar meus filhos”, avalia após rever a vida. Trabalhou por quase 20 anos na estatal Siderúrgica (Siderbrás), onde se tornou um dos maiores especialistas em carvão do país. Hoje, anistiado entre os empregados públicos demitidos no governo Collor, trabalha no Ministério de Minas e Energia.

Outras vocações

A trajetória de Wilson, na Brasília que se inaugurava, foi bastante diferente dos rumos que os filhos tomaram quando Brasília se amadurecia, perdia a vegetação original e criava mais jeito de cidade. O filho mais velho, Alexandre Dunguel Pereira (49 anos), por exemplo, é formado em Publicidade. Chegou a trabalhar em repartição pública, mas há 20 anos é empresário, apesar das recomendações da mãe – que sempre o informa de concursos públicos que estão com inscrições abertas.

Junto com outros dois sócios na mesma faixa etária, também criados em Brasília, Dunguel abriu uma firma para soluções em comunicação e tecnologia. Com o tempo, se especializaram em monitoramento de mídia. Hoje a empresa mantém a sede em Brasília, dispõe de filiais no Rio e em São Paulo, tem cerca de 100 clientes – a maioria empresas privadas e 80% fora da capital federal – e emprega 90 pessoas nas três praças. “Acabou que esse percurso pela iniciativa privada foi se abrindo e se tornou um bom caminho”, diz o empresário.

As diferenças das jornadas do pai e do filho ilustram como Brasília, apesar de ser a sede da administração pública federal, com o tempo encontrou outras vocações econômicas. De acordo com estudo da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), no Distrito Federal, predomina o setor de serviços, e menos de um terço (27%) dos empregos estão nas repartições da administração pública, na defesa ou seguridade social.

O setor de serviços atende a empresas e famílias com alto poder aquisitivo. Segundo a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio real no 4º trimestre de 2019 em Brasília foi o maior do país: R$ 3.980, 43% acima da média nacional (R$ 2.261) e 28% acima de São Paulo (R$ 2.866), que concentra 31% da massa de rendimento do Brasil.

Fincando raízes

Brasília 60 Anos – Tesourinhas – Marcello Casal JrAgência Brasil

Dunguel, como o pai, acha Brasília “ótima para viver”. E apesar de ter um trabalho que pode ser feito remotamente de qualquer lugar, ainda mora, trabalha e cria a sua filha na cidade. “A gente vai fincando raízes. Eu sou filho de Brasília.” Segundo ele, o Plano Piloto de Lúcio Costa ficou preservado “em alguns aspectos” conforme pensou o urbanista. “Aqui tem muito verde e espaço aberto.” Nesses lugares, é comum ver animais silvestres.

Apesar do entusiasmo, Alexandre Dunguel, tem suas críticas. Acha que sua filha, Gabriela (12 anos), não desfruta da mesma autonomia e independência que ele tinha na mesma idade. “As gerações atuais não têm a mesma iniciativa que a gente tinha de pegar um ônibus. A gente sente um pouco sequestrado dessa liberdade, por conta da violência urbana, mas isso não é só Brasília.”

O professor de Sociologia da UnB Arthur Trindade, especializado em políticas de combate à criminalidade e ex-secretário de Segurança Pública no Distrito Federal, avalia que, apesar da preocupação da sociedade local, Brasília tem uma situação de crimes letais “semelhante a grandes cidades norte-americanas.”

Na comparação entre as unidades da Federação, o Distrito Federal está entre as cinco unidades com menor taxa de homicídio por 100 mil habitantes: 20,1 – quase a metade do Rio de Janeiro (38,4) e menos de um terço do Rio Grande do Norte (62,8), a pior situação do país como aponta o Atlas da Violência 2019, editado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo Arthur Trindade, o maior problema de segurança em Brasília está nos crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos de carro. O especialista alerta, no entanto, que a situação varia dentro do DF. O Plano Piloto, onde moram Alexandre e Wilson, tem situação de segurança melhor que outros lugares, como as antigamente chamadas cidades-satélites ou os novos assentamentos urbanos distritais. “São coisas bem diferentes. Cada região administrativa tem uma situação distinta.”

O problema da violência cresce nas proximidades do Distrito Federal, na região metropolitana de influência chamada de Entorno, formada por municípios de Goiás. Essas localidades funcionam como cidades dormitórios de Brasília, as pessoas moram lá e trabalham no centro da capital. O professor aponta que “o impacto da violência no Entorno é bem menor que o imaginário supõe. [No caso das estatísticas de homicídio,] as pessoas matam e morrem nos seus bairros.”

Desigualdade

As diferenças apontadas pelo sociólogo quanto à violência entre as regiões administrativas do Distrito Federal e entre o DF e o Entorno também podem ser medidas com relação à desigualdade.

Dados da Codeplan contabilizam que no Lago Sul, onde vive 1% da população do DF, a renda per capita é de R$ 8.317,19. Na Ceilândia, onde moram 15% da população local, a renda per capita é de R$ 1.120,02 – 7,42 vezes menor que a do Lago Sul.

No Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), a renda per capita é de R$ 569,97 – 14,59 vezes menor que a do Lago Sul. Na área, vive 1,2% da população do DF, inclusive os moradores que residiam próximos ao Lixão da Estrutural, o maior aterro sanitário da América Latina em funcionamento até dois anos atrás.

Região administrativa Estimativa populacional (quantidade %) Rendimento per capita
Lago Sul 29.754 (1%) R$ 8.317,19
Sudoeste/Octogonal 53.770 (1,9%) R$ 7.093,21
Plano Piloto 221.326 (7.7%) R$ 6.770,21
Lago Norte 33.103 (1,1%) R$ 6.394,04
Park Way 20.511 (0.7%) R$ 5.959,65
Jardim Botânico 26.449 (0.9%) R$ 5.872,08
Águas Claras 161.184 (5,6%) R$ 4.409,06
SIA 1.549 (0,1%) R$ 3.809,40
Cruzeiro 31.079 (1,1%) R$ 3.754,74
Guará 134.002 (4,6%) R$ 3.642,72
Vicente Pires 66.491 (2,3%) R$ 2.698,48
Núcleo Bandeirante 23.619 (0,8%) R$ 2.380,94
Sobradinho II 85.574 (3,0%) R$ 2.358,03
Taguatinga 205.670 (7,1%) R$ 2.208,21
Sobradinho 60.077 (2,1%) R$ 2.127,06
Gama 132.466 (4,6%) R$ 1.597,05
Candangolândia 16.489 (0,6%) R$ 1.415,65
São Sebastião 115.256 (4,0%) R$ 1.359,60
Riacho Fundo 41.410 (1,4%) R$ 1.310,51
Planaltina 177.492 (6,2%) R$ 1.139,82
Brazlândia 53.534 (1,9%) R$ 1.120,02
Ceilândia 432.927 (15%) R$ 1.120,02
Samambaia 232.893 (8,1%) R$ 992,41
Santa Maria 128.882 (4,5%) R$ 979,18
Itapoã 62.208 (2,2%) R$ 930,66
Recanto das Emas 130.043 (4,5%) R$ 857,74
Varjão 8.802 (0,3%) R$ 834,23
Paranoá 65.533 (2,3%) R$ 826,39
Fercal 8.583 (0,3%) R$ 815,93
Riacho Fundo II 85.658 (3,0%) R$ 795,03
SCIA 35.520 (1,2%) R$ 569,97
Distrito Federal 2.881.854 (100%) R$ 2.461,47

 

Na comparação do DF com doze municípios do Entorno, a discrepância permanece. Segundo pesquisa da Codeplan, a renda domiciliar média do conjunto das cidades ao redor de Brasília é de R$ 2.441,67, duas vezes e meia menor do que a renda domiciliar média do DF.

Dada essas disparidades, o urbanista José Carlos Coutinho, professor emérito da UnB, teme que no futuro Brasília acabe “sendo um centro histórico cercado de pobreza por todos os lados”.

Renda per capita estimada – Agência Brasil

 

O professor e especialista em geografia urbana Telmo Amand Ribeiro, que mantém um canal no YouTube sobre Brasília, discorda dessa avaliação.

Ele ressalta que “as antigas cidades-satélites já estão virando novos redutos para a classe média”. O youtuber, no entanto, se preocupa com a exclusão das pessoas mais pobres do DF e sua retirada para o Entorno. “O Distrito Federal inteiro está gentrificando e expulsando gente para a região do Entorno”.

A situação socioeconômica de Brasília faz com que seus críticos a chamem de “ilha da fantasia”. Para Telmo Amand, o termo pode caber para o Plano Piloto, área central e mais rica da cidade, que “está fisicamente separada das demais regiões administrativas do Distrito Federal”.

A mesma avaliação faz o diretor do Instituto de Ciência Política da UnB, Lucio Rennó, que, em entrevista à Agência Brasil, destacou que “o conjunto do Distrito Federal e as adjacências não têm nada de ilha da fantasia”.

Em termos nacionais e até internacionais, a desigualdade de Brasília não a diferencia de outras partes do mundo. O sociólogo e economista Marcelo Medeiros, ex-morador da cidade, considera que “a desigualdade é alta em vários países e o que vemos em Brasília se repete na Argentina, na África do Sul, nos Estados Unidos e na China. A desigualdade é um problema global e se torna evidente nas metrópoles.”

As discrepâncias da capital federal não correspondem aos sonhos do primeiro brasileiro que quis trazer para o interior do Brasil a sede do poder: Tiradentes, cujo dia também é lembrado em 21 de abril. Duzentos e trinta anos depois dos inconfidentes, o país ainda não é a pátria imaginada.Fonte Agência Brasil.